sexta-feira, dezembro 24, 2010

É Natal e nevou…

É Natal e nevou...
Quem será que nasceu!
Quem será que chegou!

Este frio não se sente
Chegou tão de repente
Quem será que chegou!

Oiço sinos no Céu
Quem será que nasceu!
Quem será que me diz
O que aconteceu!
Nesta noite feliz
Uma estrela brilhou
Quem será que nasceu!
Quem será que chegou!

Dizem que é um menino
Que nasceu pobrezinho
É Natal e nevou…

Dizem que é Salvador
Que é Deus Nosso Senhor
É Natal e chegou

quarta-feira, dezembro 22, 2010

A vontade popular!

Usurpar é uma palavra difícil, as novas gerações não a entendem, talvez a confundam com urso polar! A ilegitimidade também é difícil de entender, porque não se aplica, uma vez que tudo é legítimo em nome da vontade popular! Que quero eu dizer com isto?! Apenas isto: - se fosse presidente da república teria sempre aquela sensação estranha de estar a mais nalgumas situações e a menos noutras, ou seja, estaria sempre desconfortável. A mais, naquelas cimeiras em que os reis falam com os reis, no mesmo plano, enquanto os presidentes surgem equiparados aos primeiros-ministros, numa duplicação inútil e dispendiosa. A menos, quando o presidente eleito por uma maioria momentânea, datada, tenta representar a raiz e a história de um povo que só um vínculo com a mesma idade (e da mesma natureza) poderia representar. É este absurdo que nos reconduz à usurpação e à ilegitimidade, as tais palavras difíceis, que apesar de difíceis, põem em causa com toda a facilidade esse outro conceito (simplex) a que chamamos… ‘vontade popular’!


Saudações monárquicas

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Notícias da dependência

Dizia Medina Carreira que a pergunta que (actualmente) deve ser colocada aos portugueses não é – ‘o que fazer?!’ – mas sim – ‘quem vai fazer?!’
Destruía assim, de uma penada, as teses fantasistas do convidado de serviço ao ‘plano inclinado’, o jornalista Vicente Jorge Silva. E destruía bem, pois o ‘estado de dependência’ é uma doença que deve ser assumida sem embustes, para então nos podermos tratar convenientemente. Sem esse primeiro passo, não conseguimos dar o segundo, e ficaremos eternamente entretidos a contar mentiras uns aos outros. Que é o que temos feito.
E mentirosos há muitos, já nos habituámos a identificar alguns, por serem mais evidentes, compulsivos, mas não são esses os mais perigosos. Verdadeiramente nefastos são aqueles que tomamos por sérios, que aparecem (agora e sempre) como não tendo qualquer responsabilidade na crise em que vivemos, não apenas crise económica e financeira, mas na outra, anterior e bem mais grave, uma crise de valores, de que resultaram opções e caminhos errados que nos trouxeram até aqui. Esses, que gostamos de ouvir na TV, que reconhecemos como reserva da república, esses nunca estiveram na reserva, estiveram sempre no activo, foram eles, aliás, que tomaram as decisões de fundo… que nos atiraram ao fundo!
Mas não importa, repetiremos o erro, (somos assim!), terão outra oportunidade, serão de novo depositários da nossa confiança e dos nossos votos, como um mal menor!
Só que um mal menor não responde à pergunta – ‘quem vai fazer?!’ – pela simples razão de que já lá estiveram (muitos anos) e não fizeram.

Saudações monárquicas

terça-feira, dezembro 14, 2010

Aviões de sentido único!

Não temos dúvidas, os americanos andam desesperados e pediram ajuda a Portugal! Já perceberam que o fenómeno Wikileaks só pode ser esconjurado através de equipas especializadas na destruição de informação (com particular relevo para escutas em cassetes) e essas equipas estão hoje localizadas no nosso país! Com efeito, possuímos um amplo sistema normativo (um dos maiores do mundo), inversamente proporcional à exiguidade do actual território, sistema esse que permite tudo e não permite nada, consoante pessoas e casos. Para além disso (e voltamos aos especialistas) a procuradoria geral da república, bem apoiada pelo meretíssimo do supremo, desenvolve teorias de investigação extremamente avançadas que não dão quaisquer hipóteses aos divulgadores de mentiras em segredo de estado. Temos o exemplo da procuradora Cândida (que anda a ler notícias) e já descobriu que podem existir aviões de sentido único, ou seja, de Guantanamo para o resto do mundo (com passagem pelas Lajes) mas quando regressam (com ou sem 'bagagem') vão dar uma grande volta ou então não regressam mais!
É uma teoria que ameaça fazer escola e que destrói inclusivé a lógica dos 'torna viagem', as caravelas que faziam a rota das Índias... da nossa grandeza.
Em suma, a solução do caso Wikileaks passa definitivamente por Portugal.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

O que faz falta...

Ontem vi uma cabra
Hoje li um conceito

Estou portanto desfeito
Vou pôr a cabra a rimar!
Mas qual será o efeito
Se ela só sabe pastar!
Sem jeito para sair desta
Sem repetir o conceito
Mudo de verso a preceito
E desta história funesta
Hei-de sair a cantar!
A cabra há-de rimar!
Quem se atreve a duvidar?!
Tenho alarde e fantasia…
Só me falta a poesia!

terça-feira, dezembro 07, 2010

Um Rei em Timor

Quando lhe for concedida a nacionalidade timorense o Duque de Bragança, herdeiro dos reis de Portugal, não será um cidadão comum naqueles confins da Oceania! Bem pelo contrário, será o símbolo vivo de uma unidade política que vem do passado e que muitos timorenses quererão perpetuar no futuro. Aquele povo sempre reconheceu os sinais da sua identidade, sinais que Dom Duarte em recente entrevista definiu magistralmente – ‘o que distingue um timorense de um indonésio é aquele espírito cristão, de caridade e de respeito pelos outros que não existe na Indonésia’. Os timorenses gostam da sua cultura e querem mantê-la.
E nós aqui no rectângulo, o que esperamos para reconquistar a nossa identidade, actualmente desfigurada por falsos valores que nos envergonham?!
Talvez seja necessário requerermos (todos) também a dupla nacionalidade para reconstruir a partir de Timor tudo aquilo que perdemos. Um novo reino de que nos possamos orgulhar!
Talvez que Timor seja o exemplo que esperávamos! O país mais exíguo, o mais pobre da comunidade lusíada, o último a aceder à independência, mas o primeiro que se prontificou a ajudar-nos!
Quem sabe se não passa por Timor o regresso ‘à lusitana antiga liberdade’!

Saudações monárquicas

Os ibéricos

Os ibéricos são gente curiosa e paradoxal! Falam do mar mas pensam em praias e piscinas, escrevem sobre a pátria mas gostam de viver noutro sítio, e no futebol, sugerem ligas ibéricas ou similares. Vão avançando, a medo, mas sempre com a convicção peregrina que descobriram a pólvora do futuro!
Mas vamos à parte paradoxal do assunto: - sempre que idealizam realizações ibéricas, seja uma candidatura comum (a qualquer coisa) seja um campeonato de berlinde, os ditos ‘ibéricos’ partem do princípio que a Espanha é una e indivisível o que convenhamos não é bem verdade! Acresce que estamos a falar de pessoas que fazem questão em ser republicanas e não percebem (ou não querem perceber!) que a unidade espanhola só existe porque existe a monarquia, pois de contrário o mais certo seria a fragmentação do país vizinho. E lá se íam as candidaturas e os campeonatos de berlinde por água abaixo!
Aliás, e para quem tem alguma noção histórica, o cenário fragmentado (de reinos e condados) foi precisamente de onde viemos nos alvores medievais. Foi a partir daí que se foram construindo (a duras penas) duas realidades históricas distintas, dois países que ainda permanecem – Portugal e Espanha.
Portanto, até aqui nada de novo.
Agora o que me parece novo (nestes ibéricos) é este desejo de dependência, esta febre para se atirarem (de novo) para o regaço de Castela!
Será assim?!


Saudações monárquicas

segunda-feira, dezembro 06, 2010

domingo, dezembro 05, 2010

POBRES DOS NOSSOS RICOS...

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.


Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.

Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos "ricos".

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)

MIA COUTO (escritor moçambicano)

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Tempos e resultados

Elegeram o Marinho! Os socretinos esfregaram as mãos de contentes, e para fazerem o pleno faltava apenas que a candidatura ibérica ganhasse! Azar, mas foi a nossa sorte. Os fifas pensaram melhor no assunto, tiveram medo da imprensa do Reino Unido (que é livre), e despacharam a bola para longe, para a Rússia, clima onde as luvas são vulgares, indispensáveis até, e ninguém repara nelas.

Mas elegeram o Marinho! O tal que mata e esfola mas é um simples serventuário do poder… laico, republicano e socialista. Os advogados que votaram nele, coitados, é que não são, aliás não são nada, e se são alguma coisa, não aspiram ao socialismo. Nem os socialistas aspiram. Neste jogo de enganos, enganaram-se outra vez! É normal.

Pois é, calhava tão bem este mundial! Empurrávamos tudo para a frente, com a barriga, e durante mais seis ou sete aninhos viveríamos novo conto de fadas! O TGV, o aeroporto, tornavam-se de repente, não só viáveis, como prioritários, as construtoras do regime entravam em ebulição, os políticos do regime em delírio, os bancos amigos financiavam tudo outra vez, os estádios do regime tinham que ser aumentados, os outros voltavam a justificar-se durante quinze dias, e quando a festa acabasse, quando o último foguete estoirasse, estávamos no mesmo sítio onde hoje estamos e com os mesmos problemas que hoje temos. Não vale a pena explicar porque a explicação para o ‘provincianismo português’ já tem autor. A título de adenda bastam duas perguntas que talvez espelhem a doença:

- Porque é que na altura não se construiu apenas um estádio na segunda circular com a possibilidade de ser utilizado por dois clubes e com uma lotação que permitisse receber meias-finais e finais de um mundial de futebol?!
- Porque é que, por exemplo, a população de Leiria e arredores não frequenta o clube da sua terra e em vez disso prefere ir a Alvalade ou ao estádio da Luz?!

Enquanto não pudermos dar uma resposta satisfatória a estas duas questões, deixemo-nos de fantasias. Qualquer investimento será sempre um pseudo-investimento para engordar os mesmos e emagrecer o país.

Saudações monárquicas

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Sob o signo do D

Celebramos hoje no centro comercial mais próximo a dependência. Dependência absoluta, consumista, compulsiva, o ter (no lugar do ser) como único horizonte de vida!
Em nome da dependência celebramos a dívida. Dívida crescente, galopante, dívida lógica numa sociedade que apregoa direitos e esquece os deveres!
Celebramos também a desistência. Desistência de um projecto histórico que levou séculos a construir!
E tudo isto me ocorre num primeiro dia de Dezembro!
.
.
.

terça-feira, novembro 30, 2010

Fado corrido

Sonho sexagenário

Que a gôta não me apoquente
Que o coração não me enfarte
Que a tentação não me tente
E o juízo não me falte!

Que o tempo corra sem pressa
Porque eu assim não me canso
Que o meu amor não me esqueça
Para manter o balanço!

Que a discussão seja amena
Se perdermos outra vez
E a reforma que é pequena
Chegue até ao fim do mês!

Mas se acham que exagero
Retiro tudo o que disse
Porque afinal o que eu quero
É ter tudo na velhice!

sexta-feira, novembro 26, 2010

Antes do terramoto

Sempre nos fizeram crer que Lisboa antes do terramoto de 1755 era feia, suja, antiquada, e que a reconstrução operada pelo Marquez de Pombal a transformou numa das mais belas cidades da Europa. Nada mais falso. Lisboa sempre foi elogiada pela sua beleza e as imagens virtuais que a tecnologia consegue revelar mostram-nos aquilo que era óbvio: - uma cidade harmoniosa, virada para o rio, respeitando a história e o sentido de praças, ruas e lugares.
Pelo contrário, Sebastião Carvalho e Melo, homem sem dúvida determinado, privilegiou uma arquitectura (a régua e esquadro), sem diversidade, fortemente igualitária, onde nada nem ninguém se podia destacar, incluindo as Igrejas! Esta Lisboa pombalina tem a sua apoteose numa praça bonita (o sítio também ajuda) com um senão: - chama-se do Comércio mas não tem comércio, chama-se Terreiro do Paço, mas não tem Paço!
Está hoje infestada de ministérios e é apenas cruzada por quem se dirige à outra banda. Neste sentido tem razão o poeta que acusou Pombal de plantar barrotes em lugar de árvores.
Mas a obra de Pombal também pode ser acusada de afastar a população do rio. Em vez de construir segundo a antiga traça, pondo a cidade à beira do Tejo, preferiu continentalizá-la apontando na perpendicular em direcção às avenidas novas e ao Campo Grande! Onde a maresia não se sente e os barquinhos que existem são os do respectivo lago. Há patinhos… mas não há oriente.


Saudações monárquicas

terça-feira, novembro 23, 2010

“O maior fracasso da democracia”!

Clara Ferreira Alves faz parte do ‘eixo do mal’ e escreve no Expresso. Nos seus mais recentes escritos tem vindo a denunciar uma série de anomalias que vicejam neste ‘quintal’ à beira mar plantado! Diz ela, em resumo: -

“Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.”

Já sabíamos, mas alvíssaras para a senhora, porque descobriu finalmente que o Portugal democrático nunca deixou de ser uma mistificação. Aliás a palavra democracia é ela própria uma mistificação, já que é utilizada por gentes e hábitos políticos tão diversos. Foi útil (é útil) para atacar a Igreja Católica e os seus princípios, foi útil (é útil) para atacar a trilogia Deus, Pátria, Rei, tradição constituinte de um povo, e como consequência tornou-se útil para atacar as bases da família. Com a inversão de valores (e ausência de referências) que o facto comporta.
Mas isso a senhora (tão esperta, tão culta) não percebe.
E não percebe, porque a democracia (ou seja lá o que isso for) não é um fim mas apenas um instrumento político para aperfeiçoamento da vida comunitária. E o que começamos a perceber é que tal instrumento só funciona razoavelmente quando estão reunidas determinadas condições prévias… adivinhem quais?!
Eu ajudo – se lerem o postal ao contrário, do fim para o princípio, chegam lá concerteza. Se calhar até a Clarinha lá chega!

Saudações monárquicas

domingo, novembro 21, 2010

Lisboa babilónia

Diz-se que na antiga Babilónia construíram uma torre para chegar ao Céu, mas Deus, incomodado com tanta proximidade, pôs os atrevidos a falar línguas diferentes e logo se desentenderam. E a torre caiu.
Em Lisboa passou-se mais ou menos o mesmo com uma diferença, não foi necessária a intervenção divina para percebermos que falavam línguas diferentes quando se referiam ao futuro da velha torre de Babel. A confirmar esta dificuldade um batalhão de analistas e estrategas esforçou-se (durante três dias) por descobrir nas entrelinhas, nas vírgulas e nas palavras mais repetidas, algum indício… que chegasse ao céu. Tarefa vã uma vez que a unanimidade se escondeu numa única frase – ‘cimeira histórica’!

Histórias à parte, é bem possível que a verdadeira agenda não tenha sido revelada ao público, ou por ser inconveniente, ou por ser redundante! Redundante, porque se tratava de arrumar (e arquivar) a ‘tralha’ que havia sobrado da guerra fria; inconveniente, porque o que se pretendia era encontrar um consenso alargado para (mais dia, menos dia) abater o Irão, tal como Bush pai e filho, já haviam feito para liquidar o Iraque com a historieta das armas de destruição massiva. Percebe-se que estas coisas tenham que ser (bem) manobradas para que não venha à baila o arsenal nuclear de Israel, da Índia ou do Paquistão, considerados 'nuclear amigo'! E claro, também seria desagradável mencionar a Coreia do Norte, por causa da China. Estes e outros assuntos ficaram convenientemente na gaveta.

Reservo um último capítulo para a participação portuguesa nesta cimeira! À semelhança do que aconteceu com o tratado de Lisboa os portugueses dominaram mais uma vez os acontecimentos melhorando inclusive na serenidade da linguagem, evitando pás e porreiros! É claro que tudo isto tem duas leituras e admito que os mais cépticos estejam a pensar nas consequências do Tratado de Lisboa e por aqui concluam que quando os portugueses chegam ao topo… pode vir aí borrasca da grossa! Pode ser que não, vamos ser positivos, não esqueçamos que Sócrates recebeu um elogio de Obama (!), o que augura uma próxima futura aposentação só para organizar cimeiras pelo planeta! E deve levar consigo o seu ministro da administração interna, um verdadeiro especialista em bloquear e imobilizar cidades inteiras em nome da segurança dos altos interesses, das altas individualidades! Amanhã continua a vidinha dos portugueses, com todos os seus problemas, e todas as suas (ridículas) inseguranças.

Saudações monárquicas

quinta-feira, novembro 18, 2010

Selecção republicana 4 – Espanha 0

A crónica podia começar assim:
A selecção escalada para celebrar a implantação da república e o resto do ‘brilhante’ centenário (48 anos de ditadura incluídos) esmagou hoje a Espanha, actuais campeões do mundo, por quatro bolas a zero! A equipa que trajava de branco com lista vertical verde encarnada (cores da carbonária e da projectada união ibérica), realizou excelente exibição, bastante diferente da efectuada na África do Sul por ocasião do campeonato do mundo. Desta vez os jogadores honraram os seus pergaminhos (e vencimentos) já que na sua grande maioria alinham nos melhores clubes do planeta.

Ou podia começar assim:
O jogo amigável entre Portugal e Espanha (incluído na promoção da candidatura ibérica ao campeonato do mundo de 2018) acabou com a vitória, inteiramente justa da equipa portuguesa que desta vez não se inferiorizou perante a estatura do adversário.

Ou então assim:
A instrumentalização do desporto por parte dos regimes republicanos para fins exclusivamente propagandísticos é pecha antiga a que não escapam mesmo aquelas repúblicas que se dizem ‘democráticas’! Era assim na União Soviética e na Alemanha de Hitler, foi assim na ditadura de Salazar, e de um modo geral é assim por todo o terceiro mundo. Portugal está portanto bem acompanhado nesta ‘Taça’ do centenário com um único senão – aquela não era ‘a equipa de todos nós’. Mas isso é de somenos para quem instrumentaliza, assim como é de somenos para a populaça que gosta de ‘pão e circo’, embora haja cada vez menos pão e haja cada vez mais circo!

Nota da redacção: A monarquia nunca comemorou centenários. E foram sete.

Saudações monárquicas

terça-feira, novembro 16, 2010

Refrão

Quem mais?!

Quem mais!
Poderia ajudar este velho gaiteiro
Que aprendeu na Europa a ser caloteiro
E esqueceu na Europa que nasceu marinheiro!

Quem mais!
Poderia ajudar este velho guerreiro
Que chegou pelo mar e foi o primeiro
Mil quatrocentos e tal, para ser verdadeiro!

Quem mais… a não ser…
As antigas colónias presentes
Memórias de outros orientes
Macau, Dili ou a Índia concani!

Quem mais… a não ser…
O irmão de Maputo, o guarani resoluto
A saudade angolana, toda a Taprobana
Quem mais para te comprar a dívida soberana?!

Quem mais?!

segunda-feira, novembro 15, 2010

Quem mais?!

Sim, quem mais poderia ajudar este velho cavaleiro endividado (reformado) sem dinheiro, sem cavalo, sem futuro que é coisa que nunca falo! Quem mais senão a família, as antigas colónias presentes, as memórias de antigos orientes, desde a longínqua Díli, que fica mesmo ali, passando pela China ou a Índia concani! Quem mais senão os nossos irmãos de Maputo ou Lourenço Marques tanto faz, de São Paulo ou São Paulo de Luanda! Pobres e menos pobres dispõem-se a comprar a dívida do nosso descontentamento! A dívida que contraímos para mudar de destino, plástica mal sucedida na Europa! Silicone a mais para esconder as rugas do passado… Coisa de velho gaiteiro.
Agradecido, envergonhado, aceito a ajuda familiar, sem precisar de estender a mão porque não se estende a mão a quem nos pega ao colo. Em nome da história comum, subscrevo-me,

Saudações monárquicas

quinta-feira, novembro 11, 2010

Posta restante

Chegou hoje um telegrama
‘FMI a caminho’
A dívida é soberana
Ai chora, chora, baixinho!

São contas do centenário
São juros do carbonário
A república falida
E Portugal foi à vida!

Acabaram-se os segredos
Companheiro, põe-te a pau
Vão-se os anéis e os dedos
Vai Sines atrás de Macau!

Se há um pingo de vergonha
Para salvar o que resta
Pátria, outrora risonha,
Ergue-te, luta, protesta!
.

(Trova para canto e assobio junto ao Palácio de Belém, no logradouro de São Bento e nas escadarias da assembleia da república, com amplificador.)

terça-feira, novembro 09, 2010

Telegrama

União ibérica a caminho república centenário carbonário casa pia perjuro dívida vendida china mandaretes murchos cinco a zero vítor pereira desculpas então e o Paços, pá?!
Sem virgulas acentos bolas de golfe para substituir as que faltam escrito ao abrigo do acordo ortográfico selecção lusa vai jogar próximo dia dezassete com castelhana para celebrar obra acabada oito séculos (menos sessenta anos) mandados às urtigas ninguém repara. Falta TGV, inaugurações, figurões, de lá para cá e de cá para lá benfica madrid sempre! Então e o mar, pá?!
Estamos feitos.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Public party

Reduzido no seu objecto social a dar sustento à sua própria máquina trituradora, o estado português bem pode esperar por melhores dias! De facto, o país é hoje propriedade indiscutível da enorme massa humana que se senta à mesa do orçamento e que, directa ou indirectamente, com lugares sentados ou em pé, com mais ou menos talheres, tudo gasta e tudo consome de forma insaciável. Nem sequer ficam de fora os bancos e as grandes empresas, antes pelo contrário, têm lugar cativo, negócios certos, confundem-se com o próprio estado!
É este o maior partido português, é ele que decide as eleições, é ele que alimenta o parlamento, é ele que consome os impostos, é por ele que nos endividamos todos os dias, é por causa dele que todos os dias perdemos a independência.

Dito isto, assaltam-me várias conclusões e algumas perguntas:
A primeira conclusão é que um país destes é ingovernável.
Segunda conclusão: - É impossível derrubar por meios pacíficos a ditadura deste ‘public party’.
E surge a primeira pergunta: - Como regressar ao objecto social desta grande empresa chamada Portugal, ao único admissível, que passa obrigatóriamente por tratar todos os seus filhos de forma equitativa, sem pôr em risco o futuro da comunidade?!
Segunda pergunta: Porque não aceitar a inevitabilidade de um país que terá sempre muitos funcionários públicos, muitos negócios dependentes do estado, mas onde o leque de remunerações terá de ser obrigatóriamente baixo, e os negócios parcos e muito bem pensados?!
Salazar funcionava assim e o estado funcionava bem e sem dívidas.
Até me custa dar este exemplo… de quem traiu a monarquia e hipotecou com isso o futuro de Portugal. Como agora e todos os dias se demonstra.

Saudações monárquicas

terça-feira, novembro 02, 2010

Notícia do Achamento

Nunca fui ao Brasil (devo ter sido o único da família!) mas em compensação tive (em épocas diferentes!) duas namoradas brasileiras. Uma da favela, outra do Leblon e assim acabei por conhecer o país por dentro. Não todo, evidentemente, o possível.
E do que conheci, confesso, não me impressionou! Especialmente aquela parte em que eu falava do Dom Pedro (ou da Leopoldina) e me respondiam com um encolher de ombros ou com uma escola de samba! No máximo dos máximos, o império ficava-se pela princesa Isabel e a abolição da escravatura e nisso coincidiam quer a favela quer a nata de Ipanema. Às vezes, na minha ignorância, arriscava dizer-lhes que no tempo do Império (monarquia) o Brasil tinha outra cotação (para melhor) no ranking das nações civilizadas. Elas sorriam condescendentes e diziam que isso de monarquia era ‘coisa antiga de porr-tu-guês’! E eu mudava de assunto até porque vinha sempre à conversa, para eu não me esquecer – ‘Portugal é um ponto no mapa’! Essa era a parte em que eu me zangava, ameaçava acabar com o namoro, enquanto remoía… ‘Vós, poderoso Rei cujo alto Império, o sol logo nascendo vê primeiro, vê-o também no meio do hemisfério, e quando desce o deixa derradeiro…’ Bem sei, outros tempos…
Mas pergunta-se: – era só isso, não namoravam?! Namorávamos.

Ora bem, feito o registo de interesses, mergulhemos nas eleições brasileiras e por consequência na Dilma Roussef. Para já não gosto do nome. Embora eu próprio tenha costela russa (pré-bolchevique) o nome de Roussef lembra-me precisamente o contrário – bolchevique! Reciclada por conveniência de serviço, não deixa de ser um atentado à inteligência (e à fraqueza de espírito) ter alguma vez militado numa espécie de organização comunista! Se não é verdade, retiro tudo o que disse, menos a impressão, e essa é no fundo a que fica. Pelo sim pelo não, Dilma não seria minha namorada.

Saudações monárquicas

segunda-feira, novembro 01, 2010

Todos os Santos em Bogotá

Todos os Santos
Todas as preces
Todos os prantos
Para ficar!

Todos os dias
Todos os mares
Todos os ventos
Para zarpar!

Todas as vezes
Todas as voltas
Que o mundo dá…
Acordei hoje em Bogotá!


(refrão)

.
Todas as festas
Toda a alegria
Todos os anos
Por este dia!

domingo, outubro 31, 2010

Orçamento ao Domingo

Quanto é que orça não sei
Orças tu e orço eu
Ando no vira e virei
Não sei quantos orçamentos
São dez milhões de jumentos
Mais os trocos que te dei
Quanto é que orça não sei
Nem isso me importa agora
Qualquer dia vou-me embora
É sempre a mesma cantiga
E haverá sempre quem diga
Que mil saudades deixei!

quarta-feira, outubro 27, 2010

Semicúpio

Quando o semi presidente chegou ao Centro Cultural de Belém eu vi logo que ele se ía semi recandidatar. Bastou-me ver o cortejo, a ansiedade popular, e todas aquelas figuras que aparecem nestas ocasiões! Acertei, vamos ter novo semi presidente!
Estava lá a Beleza da Fundação que Cavaco inaugurou no cinco de Outubro! Podia lá esquecer-me de obra tão republicana, tão Afonso Costa! Estava um Lobo Antunes, famosa dinastia desta terceira república! Estavam fadistas e a Manuela não podia faltar. Qual Manuela?! A das acções benfiquistas! Não estava o Marcelo que deu a notícia! Nem estava o fiel amigo e conselheiro ex-BPN! E estava a família, bastante mais complexa que as famílias reais! Porque mete compadres e comadres. Estava tudo a condizer, até o discurso, auto (semi) elogioso: - ‘onde estaria Portugal se eu não fosse o (semi) presidente da república?!’
Nem melhor, nem pior, na mesma!

Saudações monárquicas

terça-feira, outubro 26, 2010

O ‘suspense’ e o suspensório!

Esta história
Repetida,
Dividida,
Requentada
É chacota,
É batota,
Mal contada
O problema
Do dilema
É acessório
Já não sinto
Já não penso,
Estou suspenso
Aperto o cinto?!
Ou o suspensório?!

E convenhamos…
O candidato
Recandidato
É mesmo chato!

domingo, outubro 24, 2010

Concordo, mas...

Concordo com o autor, concordo com as dez medidas e concordo com os respectivos fundamentos, com um senão que explicarei no fim…

"TENHAM VERGONHA - Carta aberta a Mário Soares e a todos os políticos"

Sr. Dr. Mário Soares,
.
Sou um cidadão que trabalha, paga impostos, para que o Sr. e todos os restantes políticos de Portugal andem na boa vida.
Há dias, ouvi o Sr., doutamente, nas TV's, a avisar o povo português para que não se pusesse com greves, porque ainda ia ser pior.
Ouvi o Sr. perguntar onde estava a alternativa ao aumento de impostos, aqui estou eu para lhe dar a alternativa. Aqui lhe deixo 10 medidas que me vieram à mente assim, de repente:
.
1. Acabar com as pensões vitalícias e restantes mordomias de todos os ex-presidentes da República (os senhores foram PR's, receberam os seus salários pelo serviço prestado à Pátria, não têm de ter benesses por esse facto);
.
2. Acabar com as pensões vitalícias e / ou pensões em vigor dos primeiros-ministros, ministros, deputados e outros quadros (os Srs deputados receberam o seu ordenado aquando da sua actividade como deputado, não têm nada que ter pensões vitalícias nem serem reformados ao fim de 12 anos; quando muito recebem uma percentagem na reforma, mas aos 65 anos de idade como os restantes portugueses - veja-se o caso do Sr. António Seguro que na casa dos 40 anos de idade já tem direito a reforma da Assembleia da República);
.
3. Reduzir o nº de deputados para 100;
.
4. Reduzir o nº de ministérios e secretarias de estado, institutos e outras entidades criadas artificialmente, algumas desnecessárias e muitas vezes até redundantes, apenas para dar emprego aos "boys";
.
5. Acabar com as mordomias na Assembleia da República e no Governo, e ao invés de andarem em carros de luxo, andarem em viaturas mais baratas, ou de transportes públicos, como nos países ricos do Norte da Europa (no dia em que se anunciou o aumento dos impostos por falta de dinheiro, o Estado adquiriu uma viatura na ordem dos 140 mil € para os VIP's que nos visitarão);
.
6. Acabar com os subsídios de reintegração social atribuídos aos vereadores, aos presidentes de Câmara, e outras entidades (multiplique-se o número de vereadores existentes pelo número de municípios e veja-se a enormidade e imoralidade que por aí grassa);
.
7. Acabar com as reformas múltiplas, sendo que um cidadão só poderá ter uma única reforma (ao invés de duas e três, como muitos têm);
.
8. Criar um tecto para as reformas, sendo que nenhuma poderá ser maior que o vencimento do PR;
.
9. Acabar com o sigilo bancário;
.
10. Criar um quadro da administração do Estado, de modo a que quando um governo mude, não mudem centenas de lugares na administração do Estado, sendo que o critério para a escolha dos lugares passe a ser o mesmo que um ministro/político adopta na escolha de um médico para lhe tratar uma doença ou lhe fazer uma operação cirúrgica ( porque nesta situação eles não vão buscar os “boys” do partido, mas sim os mais competentes, pois é a “vidinha” deles que está em jogo e não o dinheiro do erário público ).
.
Com estas simples 10 medidas, a classe política que vai desgraçando o nosso amado Portugal, daria o exemplo e deixaria um sinal inequívoco de que afinal, vale a pena fazer sacrifícios e que o dinheiro dos portugueses não é esbanjado em Fundações duvidosas e em obras de fachada sumptuosas.
Enquanto isso não acontecer, eu não acredito no Sr. Mário Soares e não acredito em nenhum político desde o Bloco de Esquerda ao CDS, nem lhes reconheço autoridade moral para dizerem ao povo o que deve fazer.
.
Zé do Povo
Portugal

O ‘senão’ é o seguinte: - é que se estas dez medidas fossem implementadas eu também era republicano!

Saudações monárquicas

quinta-feira, outubro 21, 2010

Leite com chocolate

A criancinha fez uma birra, ameaçou os pais e a sociedade ajoelhou-se. Os partidos, empurrados por este súbito drama estão em vias de chegar a um acordo! Vendam-se os submarinos, gritam uns, outros, mais prudentes, andam à procura de uns trocos que salvem o leite com chocolate.
Os velhinhos têm menos sorte, as pensões ameaçadas, os remédios mais caros, há que ter paciência, logo que for possível e quando passar este aperto orçamental, o bloco vai pensar neles e desfraldar a bandeira da eutanázia!
Entretanto, segundo a televisão, os mercados reagem ao segundo às notícias sobre o leite com chocolate. E lá fora, os portugueses ilustres já se pronunciaram – a uma só voz, Barroso, Guterrez, Mourinho, Ronaldo avisam - cuidado com o leite com chocolate.
‘Que estranha forma de vida’ a deste país governado por criancinhas e portugueses de fora!

segunda-feira, outubro 18, 2010

“Sem rei, nem roque”

“ (…) Portugal está sem rei, nem roque. E sem a menor esperança de que eles por milagre apareçam.”

Vasco Pulido Valente
está cada vez mais lúcido! Com efeito, perante a celebração da violência que esta terceira república nos propõe, perante o desfilar dos ‘valores republicanos à la carte’, que não têm qualquer relação nem com a história nem com a realidade, e perante a questão do regime que a oligarquia tenta disfarçar com intermináveis discussões económicas e financeiras, a tudo isso se referiu VPV com pontaria e conhecimento de causa. Faltava apenas concluir e a conclusão lógica está na frase (desesperada) que encima este postal. Escrita por ele na sua penúltima crónica!

Pois bem, a questão é política, ou se quiserem, do foro psiquiátrico, e não tem nada a ver com a aprovação deste orçamento. Ainda que o orçamento fosse um instrumento construído com seriedade e bom senso, o problema seria sempre levá-lo à prática. E bem diz Medina Carreiracom estes actores políticos, com estes partidos, e com as forças clientelares (e ocultas) que os manobram, vamos continuar direitos ao abismo. E tem razão.

Uma última nota de humor para mais uma jogada do PS, mais uma politiquice eleitoral para distrair o pagode e ‘entalar’ o PSD - refiro-me ao pseudo-projecto de revisão constitucional onde brilha a consagração de mais um direito que nenhum governo sério pode garantir! Se o que temos que fazer é retirar os direitos absurdos que infestam a actual constituição, esta iniciativa do PS só pode ser para rir... ou chorar a triste sorte de sermos contemporâneos desta gente.

Saudações monárquicas

quarta-feira, outubro 13, 2010

Passos Coelho e o Zepelim

Um assunto tão sério só pode ser levado a brincar!
Antes de ontem foram os ex-presidentes da república, três tenores qual deles o mais vibrante, ontem foram os grandes empresários, qual deles o mais grave, hoje foi a romaria dos banqueiros, qual deles o mais off-shore! Mas todos estes dias, já se contam semanas, as preces sobem de tom e ameaçam – assina, Passos Coelho, viabiliza o orçamento, ‘você pode-nos salvar’!
Esta história lembra-me uma cantiga de Chico Buarque de Holanda sobre um Zepelim que ameaça destruir a cidade a não ser que... uma pobre rapariga se preste a violentar a sua natureza! Satisfeito o ultimatum, salva a cidade, tudo regressa ao mesmo.

Para lá das cantigas existe um orçamento ‘que não toca nem na gordura do estado nem nos interesses da oligarquia’ (palavras de um empresário socialista) e existe uma grande parte da população que não se sente mobilizada para fazer mais sacrifícios por este país. Ou será por este regime?! Seja como for, aconteça o que acontecer, Portugal há-de continuar.

terça-feira, outubro 12, 2010

Esperança de vida presidencial!

Estavam três presidentes mas tudo indica que num próximo programa (não muito longínquo) estejam mais, com mais mordomias, e mais despesa a recair sobre o orçamento de estado. Sem falar nos gastos com as eleições, que servem apenas para dividir os portugueses. Com efeito, e como também se verifica, os presidentes são considerados irresponsáveis pela situação a que chegámos (à boa maneira da realeza) pois todos são invariávelmente contemplados com palmas e sorrisos embevecidos!
Já ninguém se lembra que Ramalho Eanes protagonizou uma experiência partidária frustrada e frustrante, já ninguém se lembra que foi Sampaio quem entronizou José Sócrates, e já ninguém se lembra da descolonização apressada que Mário Soares incentivou para nos lançar nos braços de uma união europeia em que o próprio já não acredita!
Portanto se o assunto é reduzir despesa inútil por causa da dívida insustentável, talvez fosse melhor regressarmos à monarquia, fica mais barato, sustentamos só uma família, e é outro asseio. Sempre são oito centenários de experiência.. e alguns desses centenários até foram gloriosos. É uma sugestão.

Saudações monárquicas

sexta-feira, outubro 08, 2010

Notícias da quadratura

Às vezes apetece-me participar na ‘quadratura do circulo’, mas não posso, não me deixam, é melhor assim. A sentença que me obriga a escrever (para desabafar) é de António Costa: - já não existe uma questão de regime! A monarquia é assunto encerrado!
Baseia tal conclusão no facto de não ter havido nenhuma manifestação monárquica importante durante estes dias de Outubro! Ou seja, para António Costa o país é totalmente republicano e esta é mais uma das conquistas do centenário! Uma espécie de fim da história a verde rubro! À pergunta sobre quem tinha sido o autor de tal façanha, Costa inclinou-se para Mário Soares enquanto os seus parceiros (de programa) se inclinavam para Salazar… com mais tempo de casa!

Ora bem, em relação a isto tenho a dizer o seguinte:

1. O primeiro ‘republicano’ que afirmou (publicamente) que Portugal já não tinha uma questão de regime, foi Marcelo Caetano! Tendo sido de imediato repreendido por Salazar que lhe explicou que o estado novo (segunda república) devia a sua sobrevivência a um conjunto de expectativas e uma delas consistia em dar algumas esperanças aos monárquicos. Noutro contexto e muito antes disso já o Rei Dom Carlos tinha brincado com o assunto dizendo que era o único monárquico da freguesia de Alcântara. Na altura Dom Carlos vivia no Palácio das Necessidades.

2. Mas António Costa ao decretar o fim da ideia monárquica tomando como base a visível escassez de simpatizantes monárquicos também poderia ter reparado que no arraial republicano a situação não era melhor! Para além do desinteresse geral sobre a data, sobressaiu, e de que maneira, a ignorância sobre o assunto. E isto leva-nos ao terceiro ponto, leva-nos até à propaganda.

3. Na propaganda em favor da ignorância política o regime republicano foi de facto eficaz! E António Costa prolonga o embuste exercitando a quadratura do círculo: - para ele vivemos no melhor dos regimes, a nossa constituição é óptima, e os nossos problemas são outros – temos problemas financeiros, económicos, educativos, judiciais, políticos, etc., ou seja, temos problemas com tudo aquilo que define um regime!

Saudações monárquicas

quarta-feira, outubro 06, 2010

“A república que produziu Salazar”

(5 de Outubro de 2010 - Por José António Saraiva)

(Os republicanos não faziam a menor ideia do que era governar, criando todas as condições para o aparecimento de um Messias)
.
As comemorações do primeiro centenário da República, em que esta é apresentada como a salvação de um país envolto no mais negro obscurantismo, criarão nos espíritos menos avisados a ideia de que I República foi um mar de rosas. Ora não pode haver ideia mais enganadora.
O regime republicano, em lugar de salvar Portugal, mergulhou-o numa crise profundíssima, criando todas as condições para o aparecimento de um Messias.

Os republicanos e os seus sucessores detestam Salazar. Ora Salazar não surgiu do nada. A subida de Salazar ao poder e o seu longuíssimo consulado explicam-se pelo estado desgraçado e caótico em que a I República deixou o país.
Do ponto de vista económico, do ponto de vista financeiro, do ponto de vista da ordem pública, do ponto de vista do prestígio do Estado, em suma, de quase todos os pontos de vista, a República foi uma autêntica calamidade.
Comecemos por um tema pouco abordado, até por ser incómodo: a violência.

A partir de meados do século XIX, a violência parecia definitivamente afastada da vida política portuguesa. Depois das desgraças da guerra civil e dos tumultos militares da primeira metade do século, Portugal parecia ter entrado na rota da acalmia e do progresso. Mas a República, de mãos dadas com a Maçonaria e a Carbonária, trouxe a violência de volta.
.
A coisa começou em 1908, com o assassínio do Rei e do príncipe herdeiro. O 5 de Outubro nem foi violento - e a Monarquia caiu quase sem sangue. Mas a partir de 1915 é que foram elas. Nesse ano deu-se a revolta que depôs Pimenta de Castro e fez mais de 100 mortos, depois foi o atentado contra o chefe do Governo João Chagas, os assaltos aos estabelecimentos em Maio de 1917 que provocaram mais de 50 vítimas, a Leva da Morte, o assassínio de Sidónio Pais, a Noite Sangrenta com as suas rondas da morte e o massacre de alguns fundadores da República desiludidos com o regime como António Granjo, Machado Santos e Carlos da Maia - isto sem contar com um sem-número de revoltas que provocaram mortos e feridos e em certos períodos atingiram um ritmo semanal.

E, como ponto alto deste período marcado pela violência civil e militar, temos a famosa carnificina da Flandres, que custou ao país 15 mil mortos de jovens na flor da idade, mandados para a frente de combate pelo fervor ideológico de Afonso Costa e seus companheiros.

Perante este quadro negro, o movimento militar de 28 de Maio e a ocupação do poder pela tropa, e sobretudo a subida de Oliveira Salazar à chefia do Governo, seis anos depois, foram recebidos com um suspiro geral de alívio. Finalmente o país tinha paz!

A República fundou-se em duas ideias, ambas erradas: que as causas do atraso de Portugal estavam, em primeiro lugar, na existência de uma Monarquia, e em segundo lugar na influência da Igreja Católica.

Ora, que a existência de uma Monarquia não impedia o progresso, provava-o o facto de países avançados como a Inglaterra, a Bélgica ou a Holanda não precisarem de depor a Coroa para se desenvolverem.

Mas os republicanos só tinham olhos para França e acreditavam piamente que Portugal era atrasado porque tinha um Rei - o qual protegia os padres, que tinham uma influência nefasta sobre o povo.

Assim, a primeira coisa que os republicanos fizeram, depois de deporem a Monarquia, foi perseguir a Igreja, confiscar-lhe os bens, acabar com o ensino religioso e, de uma forma geral, afastar a Igreja Católica da área do poder e influência.

Só que, depois de terem feito tudo isso, os republicanos concluíram com angústia que o país não se desenvolvia, pelo contrário, definhava. Ou seja, verificaram que o país não era atrasado por causa do Rei e dos padres mas por outras razões.

A República fez com que Portugal se tornasse mais pobre porque o clima de instabilidade política e de violência assustou os industriais e os banqueiros, travando os investimentos e dizimando os poucos embriões de um Portugal moderno que existiam no princípio do século XX.

Na segunda metade do século anterior o país tinha conhecido efectivamente um certo desenvolvimento, tendo surgido um grupo de industriais e banqueiros com espírito capitalista - Alfredo da Silva, Burnay, Sotto Mayor, etc. - que prenunciava a entrada de Portugal nos tempos modernos. Ora estes embriões de um país desenvolvido foram dizimados no tempo da I República, levando o país a andar para trás.

Perante um quadro tão negro, Salazar, quando subiu ao poder, tinha tudo para vencer. Bastava-lhe fazer exactamente o contrário do que fizera a República, ou seja: restabelecer a ordem pública e a autoridade do Governo, equilibrar o Orçamento, normalizar as relações com a Igreja. Salazar só não restaurou a Monarquia porque, embora sendo monárquico, viu que isso não era decisivo e ia criar uma polémica desnecessária.

Além disso, Salazar percebeu que, à falta de uma classe empresarial, tinha de concentrar no Estado o desenvolvimento do país. Finalmente, substituiu o internacionalismo republicano, assente em ideias importadas de fora, por um nacionalismo intransigente.

Com estas ideias e uma grande eficácia na acção, Oliveira Salazar teve logo de início um apoio popular enorme. O que se percebe. No próprio ano em que assumiu a pasta das Finanças (1928) equilibrou as contas públicas e recusou um empréstimo da Sociedade das Nações, considerando as condições humilhantes para Portugal. Por isso foi designado o mago das Finanças .

E rapidamente restabeleceu a ordem pública, tornando Portugal de facto um país de brandos costumes . É certo que o fez à custa de uma Polícia política execrável, da proibição dos partidos, da censura à imprensa e do mais que sabemos. Mas, para termos uma ideia comparativa, durante o período que durou o Estado Novo foram mortos ou morreram na prisão 50 militantes do PCP (o partido mais fustigado pela PIDE). Isto, note-se, em 48 anos. Ora este número de mortos era frequentemente alcançado numa só noite, nas constantes revoltas que marcaram o tempo da I República.

O prestígio de Salazar ainda aumentaria quando, no princípio dos anos 40, evitou a entrada de Portugal na II Grande Guerra. Aí, tornou-se um Santo . E, mais uma vez, fez o contrário do que tinham feito os republicanos: onde estes tinham mandado os soldados para a Flandres, mal equipados e pior armados, para servirem de carne para canhão, ele seguiu o caminho oposto - e não só optou pela neutralidade como convenceu o vizinho Franco a fazer o mesmo. E em plena guerra na Europa ainda arranjou forças para organizar em Lisboa a grande Exposição do Mundo Português (1940).

Da fugaz I República ficaram pois, quase exclusivamente, as boas intenções. A intenção de educar o povo, de proteger o povo, de contar com o povo. Mas esse mesmo povo abandonou a República no primeiro momento, talvez pensando que de boas intenções está o Inferno cheio.

Isto também explica que a República tenha durado uns escassos 16 anos, enquanto o período seguinte (1926-74, dominado por Salazar entre 1928 e 1968) durou uns longos 48 anos, ou seja, três vezes mais.

Tudo somado, pode dizer-se que a I República não deixou saudades. E se hoje se comemora com tanto fervor é mais por razões ideológicas – e porque no poder está o partido que herdou a tradição republicana, o Partido Socialista - do que pelas virtudes que mostrou."

Comentário: - Um excelente resumo dos acontecimentos e acessível a todas as bolsas! Nem é preciso ter ido à escola. Contém como não poderia deixar de ser a impressão digital do autor, algumas opiniões são discutíveis, há aspectos de que discordo, mas as grandes verdades estão à vista de todos. Aliás, estas comemorações destinavam-se (destinam-se) a prolongar a propaganda da primeira república, porém, face à crise que atravessamos e à impossibilidade de ‘empastelar’ todos os jornais e todas as consciências, aconteceu aos ‘herdeiros do implante’ aquilo que às vezes acontece – ‘foram buscar lã e acabaram tosquiados’!

Mais dois palpites da minha autoria:
1 - Salazar enganou-se ao considerar que a monarquia não era decisiva (como diz JAS) para o sucesso de Portugal. Como se veio a demonstrar depois. A verdade é que somos hoje um dos países mais atrasados da Europa e não éramos em 1910.
2 – Não sabemos ainda hoje se Salazar era monárquico, nem tão pouco se era católico. O que sabemos é que estabeleceu vários pactos de sobrevivência e um deles foi com a maçonaria. Daí nunca ter tocado na bandeira republicana que leva as cores do ‘grande oriente lusitano’ e da carbonária. Se tivesse as mãos livres teria restaurado (pelo menos) as cores de Portugal.

terça-feira, outubro 05, 2010

Aconteceu em Outubro

Aconteceu propaganda
Não estava quente nem frio
Assomado a uma varanda
Eu vi um homem vazio!

Puxava por um cordel
Tinha na ponta um anzol
Era verde como o fel
Vermelho como um espanhol!

Cá em baixo no palanque
Todos se deixam pescar
São os filhos do implante
Que já não sabem nadar!

Cai a tarde no rossio
No arraial verde rubro
Perpassa um leve arrepio...
Aconteceu em Outubro!

domingo, outubro 03, 2010

Não erres o alvo

Desta vez tens que afinar a pontaria, não podes falhar, não podes passar a vida a dar tiros nos pés! Por exemplo, quando a Fundação Mário Soares se enfeita com a frase - “Enfim, a república” – tu tens que saber ler o que lá está escrito, não podes continuar a ser enganado, é preciso (é urgente) estabelecer algum nexo de causalidade entre o regime que temos e a situação a que chegámos.

O mesmo se passa quando te dizem que a ‘constituição dos trezentos artigos’ não tem nada a ver com as nossas actuais dificuldades! Ora isto é uma enorme mentira. Uma constituição (lei fundamental, como lhe chamam) que suspende a democracia por seis meses, que impede o povo de se pronunciar numa altura de crise como esta, é obviamente uma constituição que não interessa, que bloqueia o desenvolvimento do país, e que foi escrita (e revista) para salvaguardar (apenas) o poder de uma minoria. E daqui não podes sair.

Mas há mais, está convocada uma manifestação contra o pacote de austeridade, o que é razoável. Pois bem, em lugar de marcarem a dita manifestação para o 5 de Outubro, de forma a apanharem a ‘malta do palanque’ em flagrante delito, não, convocaram-na para o dia 24 de Novembro, data em que faz anos a minha irmã! Outro tiro em falso, mas não importa, sai tu à rua no 5 de Outubro e manifesta-te contra os verdadeiros responsáveis pela situação.

Para começar, não era de todo mal pensado manifestares-te contra o pai (e padrinho) do regime – o intangível Mário Soares! Que vem agora dizer que se não aprovamos o pacote ‘o país vai a pique’! Enquanto ele continua, alegremente, a celebrar o centenário!
O Sampaio é outro que tal! Outro que lamenta que ‘o país tenha perdido a esperança’! Mas foi ele que dissolveu um parlamento (onde havia uma maioria) para pôr lá o Sócrates com a desculpa das trapalhadas! Outra mentira. Nessa altura a Casa Pia falava mais alto e era preciso safar os amigalhaços!

E finalmente manifesta-te contra o Cavaco. Sim, contra o actual presidente da república e não tenhas medo que não te pode acontecer pior! Quando estiver a discursar sobre o ‘implante’, manda-o calar e explica-lhe que celebrar a suposta superioridade da república sobre a monarquia (monarquia que nunca comemorou centenários) é um disparate, mas é sobretudo uma ofensa ao passado. E é também um acto profundamente divisionista para quem se afirma presidente de todos os portugueses. Para além disso não é hora para celebrar coisa nenhuma. E esclarece-o de uma vez por todas que é ele, na qualidade de chefe de estado republicano, e não o governo, o primeiro responsável pela situação em que vivemos. Se não perceber, paciência, tu é que não podes continuar a errar o alvo.


Nota sobre o concerto dos U2: - 42 mil a assistir! Tudo a preços ‘baratinhos’! Dinheiro que não custa a ganhar só pode vir do orçamento de estado. Quer dizer que ainda há muita folga para aumentar impostos e reduzir despesa. É só isso, de resto, divirtam-se. Os U2 são bons músicos, nada a objectar, quanto à mensagem, teríamos que conversar.

quinta-feira, setembro 30, 2010

O lugar da direita

Havia muitos títulos para o postal de hoje, mas era preciso escolher um e escolhi este – o lugar da direita! Os outros títulos possíveis seriam: - ‘a queda de um anjo’, e não era verdade, ou ‘Sócrates desce à terra’, que talvez fosse mais justo!
Mas o ‘lugar da direita’ é o título mais responsável por ser aquele que pode ter futuro!
Sócrates não disse tudo, ficaram de fora despesas decisivas e escandalosas – tudo aquilo que se esconde (e derrapa) nas parcerias público-privadas, e todos aqueles que não sendo funcionários públicos fazem a sua (bela) vida agarrados ao orçamento de estado! Sim, ficaram de fora pareceres e assessorias, as incontáveis excepções e mordomias que em trinta anos abriram um enorme fosso entre os ricos e os pobres deste país. E estamos a falar do "país mais atrasado da união europeia” conforme titulava hoje um jornal alemão, referindo-se a Portugal, a propósito do pacote de austeridade proposto por Sócrates!
Então foi para isto que abraçámos o ‘projecto europeu’?! Ao ponto de nos endividarmos desta maneira?!Se foi para isto não valeu a pena.
Sempre fomos pobres mas com uma diferença, gastávamos o que podíamos e eramos independentes. E essa diferença faz toda a diferença. O lugar da direita é aqui, movimento ou partido que se demarque da situação actual, que deixe de fazer fretes e concessões a quem nos desgoverna há mais de trinta anos!

quarta-feira, setembro 29, 2010

Amanhã há eleições?!

Parece que sim, tais são as jogadas de bastidores, cada um a ver se o outro se espalha ao comprido, e neste divertido jogo de interesses o interesse nacional é carta fora do baralho. Aqui não há inocentes, está tudo em campanha eleitoral, incluindo o presidente da república. E os candidatos ao cargo também. É por isso que eu sou monárquico. Nas monarquias há pelo menos uma pessoa que não está em campanha eleitoral. E aí talvez o interesse nacional prevaleça. Mas voltemos ao jogo, pois a parada subiu, já mete parceiros de fora, a dar palpites, joga a dama, joga o valete, faz bluff, diz que vem aí o FMI, ou então, passa, não vás a jogo.
Mas há aqui um problema, a bendita da constituição que temos, a tal que pode continuar como está porque não interfere com a vida de ninguém, não permite eleições neste momento! Ela tem prazos e ela é que manda! A razão da proibição deve ser ponderosa ao ponto de impedir a clarificação da situação política (através de eleições), ao ponto de suspender a democracia! É caso único na Europa democrática mas a verdade é que ninguém se importa com isso, os jogadores querem é jogar, estão viciados no jogo.

Mas pegando na sagrada constituição, sim a nossa, aquela que tem trezentos artigos, parece que António Barreto já percebeu que aquilo não funciona. Louve-se a lucidez tardia! Mas é preciso ir mais longe e denunciar a verdadeira razão porque ao fim de tantas revisões (inúteis) a constituição permanece tal como está. Ela serve de facto uma minoria (uma maçonaria) que se apoderou do poder e não o larga. Eu explico - trezentos artigos são uma maravilha para um tribunal constitucional partidário que assim pode manobrar todas as leis e decretos pois nada lhe escapa, porque nada escapa à ‘sagrada constituição’.
A verdade é esta e a armadilha é esta.

Saudações monárquicas

terça-feira, setembro 28, 2010

Programa alternativo

Levanta-te cedo e vai festejar a tua república no desemprego! Leva a faixa até São Bento, agradece a IVG que te deixou nesse estado, e quem sabe, talvez te cruzes (em sentido figurado) com um parzinho de noivos do mesmo sexo, de visita à residência oficial! Lembra-te que antigamente era pior, criavam-se ali galinhas que acabavam por pôr ovo! Passa a seguir por Belém (mas não chateies o Belenenses) e pergunta ao Cavaco, que afinal gosta do mar (sem ser para ir a banhos), porque é que mandou abater a frota de pesca e deu cabo da marinha mercante portuguesa?! Se ele respigar, atira-lhe uma última pergunta – porque é que fez questão em ser o melhor e o mais obediente aluno de Bruxelas?! Vai depois às fundações republicanas, Soares e Rosas para começar, e manifesta-te a favor desses comilões de impostos, que tu pagas, estúpido e complexado republicano. Tens inveja do Rei, não é?! Devias ter sido tu o assassinado, assim já aprendias. Dizes mal do passado?! Querias uma IVG desde o Afonsinho?! Trata-te enquanto tens medicamentos de borla, minto, pagos pela Sra. Merkel enquanto ela te aturar.

Saudações monárquicas

Nota: Realce para um artigo de opinião da autoria de Octávio dos Santos escrito no Jornal Público em 27/09/2010, e que versa sobre a falta de sentido das comemorações do centenário da república. Ali se coloca uma questão incómoda e crucial: - “ Para a República Portuguesa é mais condenável o Ultimato Inglês do que as Invasões Francesas?”

sexta-feira, setembro 24, 2010

Prepara-te para o centenário

Faltam poucos dias para a festa, o cinco de Outubro está à porta, falta pouco para os sinos tocarem, não os da Igreja proibida, perseguida, espero eu, mas não hão-de faltar guizos e chocalhos, que as bestas são muitas e fazem muito barulho.
Tudo se conjuga para que a celebração seja um êxito! Senão vejamos: - Eliminada (num passe de mágica) a incomodativa ditadura, o resto são só alegrias - vivemos a crédito com juro alto, insuportável, e a república tem a suprema esperança de viver da caridade internacional! Porque não tem vergonha e sobrevive pela propaganda, não arrisca uma medida impopular, muito menos se arrisca a tocar na nomenclatura, prefere pedir socorro ao paizinho FMI para que nos venha dar uns açoites e tome ele conta de nós! Mas há mais para celebrar, por exemplo, os duzentos nomes que constam do acórdão da Casa Pia! Não fui eu que inventei o número, foi um dos sentenciados. Provávelmente serão ilustres republicanos que faziam da instituição um hiper-mercado do prazer, mas que a investigação poupou, por falta de tempo, de meios, ou prescrição. Mas os nomes estão lá e tenho a certeza que muitos estarão na primeira fila das comemorações. E hão-de dar vivas à dita cuja! Mas ela está morta e o que aí se vê são os últimos capítulos de um pesadelo. Prestes a terminar mal esteja pronta a ligação Madrid-Poceirão. Sim, palpita-me que o próximo Filipe já não vem a cavalo, há-de vir em alta velocidade! Cumprindo aliás um velho sonho carbonário – a república ibérica. Só que não será república.

segunda-feira, setembro 20, 2010

A oligarquia

Foi mesmo agora, num desses programas da televisão (onde a opinião pública se manifesta) que eu ouvi a denúncia por parte do convidado de serviço, rapaz novo, sem papas na língua, advogado ou coisa que o valha – Tiago Caiado Guerreiro! O tema versava sobre a fiscalização do estado aos apoios sociais!
Não há fiscalização possível quando é no topo da pirâmide que se praticam os maiores abusos, isto quanto ao exemplo, pois quanto aos abusos, eles nunca serão fiscalizados enquanto a fiscalização não for independente da oligarquia. Isto é tão verdade como eu dar vivas à república.
Neste interregno, a dita oligarquia já foi identificada, já definimos a sua origem, conhecemos os seus tiques, os seus pontos de contacto, e um deles é indiscutivelmente o amor que nutrem por esta república desigual e éticamente adjectivada!
Porém algo está a mudar, até na televisão! Pois não é normal ouvir um jovem e bem sucedido advogado dizer que Portugal está nas mãos de uma oligarquia exploradora. Isso é novidade e seria até um sinal de esperança se alguém se importasse com isso. Mas ninguém se importa com isso. O povo (e a revolução cultural de Abril) contentam-se com um novo seleccionador nacional.

quarta-feira, setembro 15, 2010

Reaccionários

Os que reagem ao projecto de revisão constitucional do PSD, porque reagem a qualquer projecto que seja apresentado, são naturalmente reaccionários. Falam em ricos e pobres, reivindicam o estado social, mas esquecem-se que foi à sombra da actual constituição que construímos o maior fosso entre ricos e pobres da UE. Sim, é o nosso, e não me digam que a constituição não é para aqui chamada! Porque se a constituição não conta, se não serve para nada, então pode (e deve) ser revista de alto a baixo, todos os dias, até servir para alguma coisa. Mas eu acho que serve para alguma coisa, serve para manter privilégios, serve para manter uma nomenclatura inamovível, e serve para afundar o país. Se é isto que os reaccionários pretendem, não sabemos, mas que é este o resultado, não temos dúvidas.
Por isso qualquer proposta de revisão é bem-vinda, é um começo, e é preciso começar por algum lado. Desde logo expurgar a constituição dos seus estigmas. Estamos a falar da inspiração soviética e dos tiques terceiro-mundistas. Depois é preciso reduzi-la ao essencial. Na verdade, para que a constituição seja um máximo denominador comum, uma plataforma de entendimento entre os portugueses, deve ser uma fotografia de família e não uma fonte de controvérsia. Por outro lado, se aspira a alguma longevidade, deve reflectir as grandes linhas que enformam a casa portuguesa. Nada de programas de governo, nada de aventuras ideológicas, os primeiros porque atrapalham os governos, as segundas porque passam rápidamente de moda.
Já perdemos tempo demais, está na hora de mudar, está na hora de deixarmos de ser reaccionários.

Saudações monárquicas

terça-feira, setembro 14, 2010

Agitam-se as cadeiras

A escolha do próximo presidente da federação portuguesa de futebol já começou, e falei em escolha porque nas ‘democracias’ de inspiração soviética (como a nossa) é disso que se trata. O processo é obtuso, são lançados uns nomes para a ribalta, a ver se pegam, faz-se uma ou duas rodadas de ‘prós e contras’ para que o povo tenha a sensação que participa na escolha, de seguida recolhe tudo a penates, entramos na fase dos conciliábulos mais ou menos secretos, para surgir finalmente o candidato invencível!
Determinante na decisão é o perfil do candidato: - tem que ser republicano, maçon ou equiparado, pode acumular alguma crença religiosa (benzer-se antes dos jogos mais importantes) e tem de sujeitar-se às regras do governo e dos grandes clubes, o que vai dar no mesmo. No seu mandato deve concentrar-se na propaganda do regime usando para o efeito a selecção e concorrendo à organização de grandes eventos (campeonatos do mundo ou inter-galácticos) seja à boleia de quem for, gaste-se o que se gastar. Aliás os gastos serão sempre compreendidos (e aprovados) desde que dêem dinheiro a ganhar aos três clubes do estado.
Este é o perfil necessário e dos nomes que se apontam há gente que se enquadra.
Pelo contrário, entendo que o próximo presidente da federação deveria ser um antigo futebolista, com prestígio internacional, e nem me importo que tenha sido jogador do Benfica! Pode ser o Simões, o Carlos Manuel ou o Toni. Um homem do futebol para credibilizar o futebol.

Saudações desportivas

segunda-feira, setembro 13, 2010

A profissão das penas

Ser motorista é perigoso em tratando-se de avaliação das penas. O acto de conduzir já de si perigoso pode tornar-se ainda mais perigoso se conduzimos para onde nos mandam, que é o que acontece se somos motoristas de alguém. Os perigos aumentam se distribuimos mercadoria de luxo e caímos na tentação de provar desse luxo. Às tantas, se falta alguma coisa, somos incriminados como se tudo aquilo fosse nosso ou existisse para nós. Para cúmulo, se confessamos a verdade a profissão de motorista pode tornar-se fatal! Dezoito anos de prisão maior. E já com atenuantes.
Não queiram ser motoristas.

quinta-feira, setembro 09, 2010

"Foi por ela"

Foi por ela que amanhã me vou embora
ontem mesmo hoje e sempre ainda agora
sempre o mesmo em frente ao mar também me cansa
diz Madrid Paris Bruxelas quem me alcança
em Lisboa fica o Tejo a ver navios
dos rossios de guitarras à janela
foi por ela que eu já danço a valsa em pontas
que eu passei das minhas contas
foi por ela

foi por ela que me enfeito de agasalhos
em vez daquela manga curta colorida
se vais sair minha nação nos cabeçalhos
ainda a tiritar de frio acometida
mas o calor que era dantes também farta
e esvai-se o tropical sentido na lapela
foi por ela que eu vesti fato e gravata
que o sol até nem me fez falta
foi por ela

foi por ela que eu passo por coisas graves
e passei passando as passas dos algarves
com tanto santo milagreiro todo o ano
foi por milagre que eu até nasci profano
e venho assim como um tritão subindo os rios
que dão forma como um deus ao rosto dela
foi por ela que deixei de ser quem era
sem saber o que me espera
foi por ela

foi por ela que amanhã me vou embora
ontem mesmo hoje e sempre ainda agora
sempre o mesmo em frente ao mar também me cansa
diz Paris Berlim Bruxelas quem me alcança
em Lisboa fica o Tejo a ver navios
dos rossios de guitarras à janela
foi por ela que eu já danço a valsa em pontas
que eu passei das minhas contas
foi por ela

Fausto Bordalo Dias (Para além das cordilheiras)

Nota do Interregno: - Para percebermos hoje o que os poetas adivinharam ontem – o enorme equívoco que foi (é) para nós a união europeia.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Adultério

A hipocrisia ocidental comandada pelos sionistas sediados em toda a parte mas especialmente na Casa Branca (Obama é inquilino, não conta) está comovida e indignada perante a hipótese de uma iraniana poder vir a ser morta por apedrejamento (lapidada), dentro da melhor tradição judaica. Tradição que entretanto se reciclou, preferindo hoje os corredores de uma morte silenciosa e injectável.
Não está em causa a crueldade da medida, somos contra a pena de morte em qualquer circunstância, mas como não gostamos de comer gato por lebre, nunca gostei, é preciso esclarecer que o que verdadeiramente incomoda tanto pacifista de encomenda, é que o adultério seja punido, muito menos com a pena de morte. E percebe-se a reacção ocidental atendendo a que o adultério é prática corrente, é inclusivamente incentivado pelos poderes públicos, e não tardará o dia em que será premiado. Eu, como acima referi, sou contra a pena de morte, acho que as penas devem ser equilibradas, e como também se destinam a desincentivar determinadas práticas, sou contra o prémio neste caso. Dir-me-ão que não é caso para fazer humor numa altura destas e concordo. Mas curiosamente (ou talvez não) tem ficado na penumbra, pelo menos ninguém o comenta, o homicídio perpetrado pela iraniana (e seu amante) na pessoa do marido! Nos Estados Unidos, em quase todos os estados, daria pena de morte. Disto já não interessa falar, o marido que se lixe, o adultério também.
São as boas práticas (e os bons exemplos) ocidentais
.

Queiroz em fogo lento

Desde que temos um presidente da federação que começa invariávelmente qualquer frase pela palavra ‘não’, está tudo dito, não é preciso acrescentar mais nada. Perceberam?! Eu também não. Mas são estes os personagens que duram nos cargos, cargos para onde são eleitos através de ‘laboriosos processos democráticos’ (as aspas são minhas), processos que lembram o antigo regime soviético, muito embora este sistema já venha do estado novo. Também não perceberam?! Eu explico: - nos ‘laboriosos processos democráticos’ vão sendo sucessivamente cooptados 'os melhores, os mais aptos, os que têm por missão salvar a humanidade de si própria’. As aspas voltam a ser minhas. O certo é que só chega ao topo da pirâmide quem der plenas garantias de cumprir os objectivos previamente traçados, mas não por ele. E agora, fiz-me entender?! Pois claro que fiz e estou a pensar em todos os dirigentes que flutuam de acordo com o princípio sagrado da cortiça. Esses em que estão a pensar.
Mas Queiroz ainda acredita que a federação e o seu presidente se atravessem para o salvar! Só por esta ingenuidade tem todo o meu apoio.

sábado, agosto 28, 2010

Vídeo vigilância

Precisamos de vídeo vigilância, eu pelo menos preciso, preciso que alguém vigie os meus passos, alguém que se antecipe aos meus erros, que me evite a casca de banana, preciso de um berço, com grades, porque senão eu salto, e faço asneira, sou irresponsável, incontinente em tudo, menos nas fraldas, tenho uma inclinação para o mal, fui expulso do paraíso, lembram-se!
Quem me vigiará?! O Estado, e não há melhor vigia, não me conhece, será portanto imparcial, terei notas de desempenho, mensais ou semanais, consoante, e no fim do ano serei premiado ou castigado, também consoante. O pior castigo será o degredo, deixar de ser vigiado, o Estado desinteressa-se de mim. Deixa-me em paz, em liberdade, deixa de me olhar como um número, uma estatística, um perigo, um gasto desnecessário, não foi para isso que criei o Estado.
Se calhar, prefiro o degredo.

domingo, agosto 22, 2010

Rosas em Agosto!

Nasci entre rosas
Uma floriu depressa,
Murchou depressa,
Sem eu saber…
Outra, rosa perene,
Flor do meu sangue,
Há-de florir
Se Deus quiser…

quarta-feira, agosto 18, 2010

O Zé a arder...

Sobre fogos e como venho dizendo, não sendo possível colocar um guarda-florestal, um bombeiro, ou mesmo um soldado atrás de cada pinheiro/eucalipto, pelo menos durante o Verão, (recordemos que segundo a protecção civil mais de 90% das ignições têm origem humana), e não sendo também possível continuarmos a gastar neste combate inglório cerca de 200 milhões de euros/ano, um número que vale o que vale pois estamos perante gastos que escapam completamente ao controle governamental, concluímos que a solução terá que passar pela redução da floresta para fins industriais, um investimento que não faz qualquer sentido num pequeno país como Portugal. Os argumentos invocados para o florestamento, orografia e pobreza dos solos, esqueceram que o país já levava muitos séculos de vida nessas condições, esqueceram que o Douro vinícola tinha sido obra humana, e só se lembraram do negócio mais fácil e lucrativo. No fundo, lembraram-se apenas do dinheiro. Pois agora está na altura de não se esqueceram desse pormenor – do dinheiro. Não temos dinheiro para este ‘apaga-acende’ anual, a não ser que debitemos os custos aos grandes beneficiários deste esforço inútil – à indústria da pasta de papel, à indústria dos parques naturais e às cadeias de televisão, cujos noticiários se mantêm em permanente rescaldo. Sem esquecer obviamente a indústria aeronáutica. Eu é que não quero pagar mais este filme repetitivo, que tudo leva a crer (com tantos beneficiários) é filme de longa-metragem.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Temos que decidir

Ou pinheiros ou gente! Quando no lugar dos pinheiros havia gente, a gente cuidava das matas, quando os rebanhos pastavam pelas serras não podia haver pinheiros, mais tarde eucaliptos, quando os pastores tentaram contrariar a política de florestação governamental, incendiando as plantações, para salvar os rebanhos, eles sabiam que era isso ou abandonar a aldeia serrana onde viviam (ou sobreviviam) e emigrar para a cidade. Viver num dormitório, trabalhar por conta de outrém e ser proprietário de meia dúzia de pinheiros, numa cedência final ao negócio de madeireiros e celuloses. E é a estes milhares de proprietários pobretanas que o governo (e os emigrantes em ‘vacanças’) exigem a limpeza de matas e pinhais?! Com que dinheiro?! Com o que sobra do subsídio de desemprego?!
Portanto, temos que decidir, ou pinheiros ou gente. Ou então o regresso daqueles reis povoadores que em lugar de enxotar as pessoas para o litoral as fixavam no interior do país, na altura desértico, como hoje!
É uma ideia.

terça-feira, agosto 10, 2010

O New York Times fala de nós...

Notícia encomendada ou não, a verdade é que aquele conceituado jornal americano faz eco da aposta portuguesa nas energias renováveis. E vai mais longe, afirma que o exemplo é para levar a sério. Ora bem, não sendo um especialista na matéria não me parece difícil argumentar que o constante aumento do preço do petróleo (bem escasso e arma de arremesso dos países produtores) acabará por viabilizar a opção pelas energias renováveis. Depois estamos a falar de energias limpas com todas as vantagens inerentes, podemos portanto concluir que o governo de Sócrates andou bem quando deu prioridade a estes investimentos. O problema surge depois, na incapacidade de unir a população em torno das boas ideias e dos bons projectos. Porque todos desconfiam de todos, e isto é assim porque a república nasceu da mentira e vive da propaganda. Daí eu ter iniciado o texto com uma dúvida: – notícia encomendada ou não...
Ou seja, não se discute o mérito da coisa mas a ideia de que a coisa já vem inquinada.
Nas sociedades em que tudo depende do voto (ou em que nada depende do voto, o que é práticamente o mesmo) não há outra saída a não ser esta guerra civil permanente.

quinta-feira, agosto 05, 2010

A nossa rainha de Inglaterra!

Veio das berças, com os complexos do costume e as comparações são dramáticas, dizem tudo sobre aquilo que somos, identificam-nos. Primeiro, a rainha de Inglaterra não é nomeada pelo Cavaco por proposta de Sócrates, se assim fosse, não seria rainha de Inglaterra, não teria o infinito poder de ser livre, livre de dependências, livre de nomeações e livre de proponentes. Se o Dr. Fernandinho não percebe isto, paciência.
Mas quer mais poderes! Tudo bem, e isso até percebemos. Seria uma maneira de ficar tudo em família, de não haver processos incómodos para a família! Evitavam-se a destruição de provas, a eternização da justiça, uma série de coisas. Só que para isso acontecer temos que mexer na bendita da constituição! O que segundo ouvi dizer é tarefa muito complicada. A não ser que de repente, sem mais nem menos, tudo se tenha tornado mais fácil!
Se calhar tocou a reunir…

quarta-feira, julho 28, 2010

Ah, grande Cabral!

Apesar das asneiras, dos iberismos bacocos, apesar de termos desembarcado a Telefónica em plena praia de Copacabana, apesar de tudo isso, o ‘achamento’ ainda prevalece, pelo menos enquanto os brasileiros falarem português. Isso mesmo entendeu Lula da Silva que na emergência estendeu a mão à PT e a Portugal. Mas que sirva de lição. Oito séculos de precaução contra o leão castelhano e parece que não aprendemos nada! Nem mesmo este 'suão' ardente... 'que enche o sono de pavores, faz febre, esfarela os ossos, dói nos peitos sufocados...' consegue acordar esta gente! Mas eu não desisto, vá, repitam comigo, todos - ‘de Espanha nem bom vento, nem bom casamento’!
Não custa nada.

Não percam tempo

Já estou como o outro, neste regime em que os partidos dominam completamente a situação, incluindo a chefia de estado, é praticamente impossível sentar um membro da ‘nomenclatura’ no banco dos réus. De vez em quando aparecem umas ameaças, saem umas notícias nos jornais, mas decorrido o tempo necessário, acaba tudo em bem. Eu até acho melhor acabar com isto à nascença, poupava-se muito, e escondíamos um pouco esta vergonha de haver vítimas de pedofilia mas não haver pedófilos, de haver corrupção mas não haver corruptos, ou a novidade que nos chega do Freeport de ter havido subornos, mas ninguém foi subornado! Que o dinheiro desapareceu, isso ninguém tem dúvidas.
Por isso insisto, está na forja outro caso mediático, desta vez com os banqueiros do BCP, arquivem já o processo por favor. O país precisa de reunir todos os meios possíveis para enfrentar a crise, não é altura de dissipar tempo, dinheiro e energia com mais brincadeiras. A não ser que… os advogados, os escritórios dos mesmos, toda aquela tralha dos magistrados, procuradores, juízes, tribunais, secretarias (por um lado), e
jornais, jornalistas e telejornais (por outro), precisem de viver mais cinco anos à conta do orçamento! Se for para isso, então está bem, está justificada a farsa da justiça.

E viva o centenário!

Adenda: Sem falar nas indemnizações por ofensa à honra e bom nome!

terça-feira, julho 27, 2010

Momentos Freeport

Segundo consta o Instituto de Conservação da Natureza terá chumbado a construção de um cemitério no local onde mais tarde licenciou o Freeport. O chumbo deveu-se ao ’aumento da densidade humana’ que o referido cemitério poderia trazer ao local, incomodando flamingos e outras espécies protegidas. Mais tarde, consultadas as espécies, estas mudaram de opinião face à perspectiva, bem mais divertida, de meio milhão de visitantes só no primeiro ano!

Um segundo momento Freeport é o cumprimento de uma promessa – o caso Freeport ficará esclarecido em termos processuais antes das férias grandes, cinco anos depois. E cumpre-se outro fadário – Sócrates não será arguido. Com esta certeza, o primeiro-ministro arrisca-se a passar à história com o cognome de Sócrates, o ilibado! Ou Sócrates, o inocente, como queiram.

Um terceiro momento Freeport prende-se directamente com a investigação. Sabemos que ouve escutas aos principais suspeitos, mas ficámos a saber que houve uma avaria na central telefónica que procedia àquela investigação. Essa avaria (alguma manivela que se encravou!) poderá ter inutilizado alguns desses meios de prova. A dúvida que sempre permanece nestes casos, é se as conversas avariadas eram do ‘filho do meu tio’, do primo ou do tio, e mencionavam o ilibado! Se mencionavam, também não se perde nada, eram conversas privadas, de escuta não autorizada, e estas já se sabe são para destruir, em qualquer caso.

E viva o centenário!

quinta-feira, julho 22, 2010

Cabe lá tudo menos…

Nasceu torta, a caminho do socialismo, mas o muro caiu e o socialismo fechou para obras. Endireitou-se, deslumbrou-se com o mercado e quis ter tudo, mais estado e menos estado ao mesmo tempo! Depois vieram os filhos, quis ser moderna, universal, tão avançada que o país ficou para trás! E cabe lá tudo, direitos e mais direitos, despesas e mais despesas, e não há norma ou postura municipal que não a possa invocar! Aliás todos a invocam, e de cada vez que a invocam, ela engorda e nós emagrecemos!
Cabe lá tudo... não é bem assim, mantém o ferrete original, protege quem protege, cabem lá o aborto, o casamento entre homossexuais, mas não cabem nem a Cruz do fundador nem a monarquia que nos deu identidade.
Afinal cabe lá tudo menos Portugal!

terça-feira, julho 20, 2010

A constituição e a minha vesícula

A constituição é um assunto sério que me faz rir, a revisão constitucional é uma brincadeira que me faz mal à vesícula! E quando assim é, a bílis solta-se e aí vai ela: - Pois bem, se querem de facto rever a constituição estabeleçam desde logo uma condição prévia - proíbam os ‘pais da constituição’ (o Miranda dos perdigotos, o Vital ex-comunista, etc.) de dar palpites sobre a revisão da criatura. De seguida, limitem a partidocracia, eliminando listas, responsabilizando individualmente os deputados perante os seus eleitores. Os círculos, lembram-se?! Limpem as coligações obrigando, por exemplo, os verdes (ou melancias) a irem a votos. Temos curiosidade em saber qual o respectivo peso eleitoral!
E agora a justiça: - aqui, é tempo de acabar com os tribunais superiores armados em lojas maçónicas. Como?! Se aquilo é secreto?! Não sei, mas façam um esforço em nome da credibilidade das instituições. Muita atenção às nomeações partidárias, ao registo de interesses, às incompatibilidades, ah, já me esquecia, atenção ao tribunal constitucional – mudem-lhe o nome, porque aquilo de tribunal tem pouco. Voltando ao processo judicial, reduzam-no, rasguem folhas ao acaso, especialmente no capítulo dos incidentes, recursos e garantias, no fim, não pode pesar mais do que oitocentas gramas. E já é muito. Dentro do mesmo assunto - a produção legislativa anda a engordar advogados, escritórios e pareceres. Toca a fazer dieta.
Eu sou monárquico, não quero por isso limitações materiais à mudança de regime, não quero uma república transformada em mandamento caído do céu… num país de ateus! Mudem já isso, incluindo as frases obscuras (estilo - forma republicana de governo!) que só a confraria entende.
E não é preciso mexer nos poderes do presidente. Pois se o Sampaio até fez cair um governo que tinha uma maioria a sustentá-lo na assembleia! O problema do chefe de estado não é uma questão de poderes, mas de independência dos poderes.
Pronto, já estou melhor da vesícula.

Saudações monárquicas

segunda-feira, julho 19, 2010

18 de Julho!

Que mal tem se me esqueci!
Se quis dar esta alegria!
Que mal tem se adormeci!
E tinha passado um dia!

Nascer depois é melhor
Faz melhor à mocidade
Nascer antes é pior
Quando chega certa idade

.
Nascer na data convém
Sem parabéns atrasados
Poupa desculpas também
Como estes versos coitados

Os parabéns são precisos
Trazem mais vida ao viver
Muitos anos e sorrisos
E a vida como Deus quer!

sexta-feira, julho 16, 2010

Cândida e os submarinos

Quando o Freeport mergulhou numa gaveta e por lá se manteve sem dar sinais de vida, Cândida veio à superfície e explicou, como só ela sabe explicar, que a investigação jaz submersa numa profunda falta de meios! Contráriamente, desta vez, com os submarinos transformados em barcos do amor, Cândida evita, Cândida foge e não explica o que se está a passar! Nesta batalha naval amorosa, em que investigador e investigado se entrelaçam (se Cândida não explica) ficamos sem saber quem foi ao fundo - se o submarino, se a própria credibilidade da investigação!
Etiqueta: o estado da nação.

O estado da nação

Sócrates pegou nos resultados de um inquérito (dados de 2008) que apontavam para uma diminuição da pobreza e concluíu que a política seguida pelo seu governo estava no rumo certo. Números são números, números são factos, e assim, desta maneira ardilosa, silenciou a esquerda recalcitrante. Virando-se então para a direita, valorizou a perfomance da economia portuguesa face à crise, enquanto acusava o PSD de tentativa de destruição do estado social. A direita reagiu, mas reagiu mal.
E foi mais um debate ganho por Sócrates... contra a nação.

Este debate poderia ter sido diferente se por um acaso houvesse ali, naquela assembleia de cativos, um político corajoso que contestasse Sócrates no seu próprio terreno. Dou um exemplo - quando o primeiro-ministro elogiava o comportamento da economia portuguesa face às suas congéneres europeias, poderíamos concluir, ao contrário do próprio, que essa é a maior prova da nossa persistente posição periférica. Portanto esse elogio deveria ser antes motivo de preocupação. O mesmo se diga quando Assis se agarra à Europa com unhas e dentes, numa clara demonstração de falta de alternativa política. Aqui era preciso lembrar-lhe a frase de outro socialista – há vida para além (dos subsídios) da união europeia!
E finalmente que dizer das reticências socialistas em alterar a constituição impedindo por essa via que os governos portugueses (sejam de direita ou de esquerda) tenham as mesmas armas para combater a crise que os nossos parceiros europeus! Será a nossa constituição um texto sagrado?!

Saudações monárquicas

quinta-feira, julho 15, 2010

Apesar do Bosco...

Apesar do Bosco e de outros pesos pesados desta república maçónica, a comissão de inquérito ao caso PT/TVI lá conseguiu produzir um relatório menos mau, ou seja, relativamente próximo dos acontecimentos. Bosco diz-se de consciência tranquila o que significa que conseguiu empatar a comissão ao máximo, e por tê-lo feito será devidamente compensado pela confraria. Melhor seria que a montanha tivesse parido um rato, esse sim, o habitual nestas comissões de inquérito, mas não podendo ser, jogar para o empate já deixa as consciências tranquilas. Aliás, o empate é o resultado por excelência deste país ensimesmado. O resto, as escutas (que horror!), a separação de poderes (nunca estiveram tão juntos), a constituição (que apenas serve quem a fabricou) é conversa fiada para enganar pacóvios. Que somos nós!

quarta-feira, julho 14, 2010

O tempo que for preciso...

Nada de pressas, vamos com calma, que a boa justiça é lenta, muito lenta, de acordo com uma conhecida receita nacional. Este prato começou a ser cozinhado com a libertação de Pedroso, com as ausências de outros prováveis praticantes de pedofilia, e agora restam o Silvino e uns poucos de personagens... que sabem muito! Que fazer?! Pergunta o revolucionário de modo vário! Resposta - deixa isso prescrever.
Vem agora o Carlos Silvino a querer acelerar o processo! Mas está tudo doido? Era o que mais faltava. Então e os recursos, as garantias, o contraditório, os incidentes?! E os direitos dos outros arguidos?! As férias judiciais?! Este Silvino, mais o seu advogado, devem pensar que fazer justiça é coisa fácil!
Um bocadinho de paciência nunca fez mal a ninguém.

terça-feira, julho 13, 2010

A desunião exemplar!

É só um palpite, não, não sou o polvo que adivinha os resultados da bola, mas palpita-me que era melhor começarmos a fazer as malas e zarpar desta união soviética economicista onde os nossos interesses estratégicos estão proibidos ou não se podem defender - vidé caso golden share/PT, independentemente das culpas próprias. Mas voltando ao polvo, lembremo-nos como foi triste e atabalhoada a nossa 'descolonização exemplar' e para que não se repita, apesar da pouca importância que haveremos de ter na desagregação europeia, seria sensato pensar no assunto. Por isso não dêem ouvidos aos 'irreversíveis', sempre apostados no fim da história e que nos dizem sempre... que não há alternativa!
Há sempre alternativa, especialmente a esses apóstolos da religião europeia!

quarta-feira, julho 07, 2010

As duras coincidências

Uma coisa é aquilo que gostávamos que acontecesse, e por isso anunciei (de Marte) que a Espanha haveria de encalhar mal visse a armada lusitana. Era um sonho planetário, um sonho de outros tempos, um sonho que a dura realidade desmente todos os dias - nuestros hermanos passaram por nós, sufocaram a Alemanha, e estão na final.
Mudo de linha para me distanciar dos palpites dos nossos técnicos de televisão – primeiro ganhava a Argentina (para valorizar o Di Maria); depois era o Brasil (não se sabe porquê); torceram pelo Paraguai contra a Espanha, e em desespero de causa elegeram a Alemanha como a selecção maravilha. Mas a Alemanha, como venho dizendo, não era assim tão forte. Paulatinamente a Holanda foi vencendo os seus jogos e a Espanha, apesar da má forma de alguns jogadores, é a melhor selecção deste campeonato do mundo. Pode até não ganhar à Holanda, mas há-de dominar o jogo.

Curiosidades e coincidências: - em ano de centenário da nossa ridícula república, são duas monarquias que chegam à final! A Espanha e uma sua antiga colónia! Alba e Orange frente a frente! Quem irá vencer desta vez?! Aliás a Espanha está por todo o lado, o Nadal ganhou em Wimbledon, são os actuais campeões da Europa de futebol, arriscam-se a ser campeões do mundo, dão ordens de compra sobre as empresas portuguesas a operar no Brasil, obrigam-nos a andar de TGV do Poceirão até Madrid, eu sei lá, parece que conduzem o mundo!
.
Para o fim, uma pergunta desagradável - não haverá uma relação entre o regime espanhol e a sua promissora grandeza?! Pondo a questão ao contrário – não haverá uma relação entre o regime português e a nossa 'apagada e vil tristeza'?!
Se não quiserem responder, não respondam.

Saudações monárquicas

terça-feira, julho 06, 2010

No tempo em que eu nasci...

Julgo ser um poema do Ary dos Santos - "no tempo em que eu nasci havia um 'S'..." - mas hoje existem outros 'S' bem mais perniciosos, é uma questão de os desfilarmos - Soares, Sócrates, Saramago, Salgado, etc, e todos eles deram e dão palpites que irão influenciar o nosso futuro colectivo. Simplesmente, todos eles são piores que o 'S' original porque pelos vistos não têm nenhuma ideia para Portugal a não ser preocupações de natureza privada ou ideológica, bem longe das necessidades perenes da Pátria. Passe o vocábulo fora de moda. Vem isto a propósito da bagunça estabelecida em torno da PT, empresa que o estado privatizou mas pretende que continue a ser pública! Isto só pode ser brincadeira. E depois ouvem-se comentários do tipo - estamos como em 1580 em que só o povo defendeu a soberania nacional! É mentira, porque a união dos reinos de Portugal e Espanha só se efectivou porque os procuradores do dito povo votaram a favor da união, com a honrosa excepção do procurador de Lisboa, de seu nome Febo Moniz. Quem de facto garantia a soberania nacional era o Rei, infelizmente morto em Alcácer Quibir e sem deixar descendentes. Filipe II, de acordo com a lei da época tinha direitos dinásticos sobre a coroa portuguesa mas só os exerceu por vontade do povo português, leia-se dos seus representantes. Pior estamos agora em que sem lei que nos condicione, nos entregamos à dependência com a maior das facilidades. Basta ouvir ou ler o que dizem os 'S' que nos representam.
.
.Saudações monárquicas

quarta-feira, junho 30, 2010

Portugal na gaveta!

O pai da república falou e disse: - ‘temos de ganhar peso na Europa’!
Daí à necessidade de uma política ibérica vai um salto de pulga e Mário Soares não se fez rogado, saltou para um futuro conselho de ministros luso-castelhano!
Eu gostava de me lembrar, mas já foi há tanto tempo... qual teria sido a argumentação de Cristóvão de Moura para convencer as Côrtes a votarem a união entre os reinos de Portugal e Espanha! Teria sido também por uma questão de peso?!
O que eu sei, e me lembro bem, é que a primeira preocupação da política lusitana foi tornar-se independente de Castela, e a segunda, foi ganhar peso no mundo para ter peso na Europa. Precisamente o contrário do que pensa e diz o pai da república! Outros tempos, dirão os que pretendem agora elevá-lo à condição de deus vivo neste portugal dos pequeninos. Pois sim, pois não, digo eu.
Afinal donde provém esta mania das grandezas?! Um sonho napoleónico ou uma noite mal dormida?! Nunca lhe explicaram que foi a duras penas que aqui chegámos?! Que de Espanha nem bom vento nem bom casamento?! Outros tempos, repetem os fiéis. Cala-te boca.
Há uma hipótese de trabalho que ainda não foi explorada – terá Mário Soares aderido à monarquia?! Só pode, e sendo assim bate tudo certo. Porque de uma coisa ninguém tem duvidas - a Espanha continuará a ter Rei, porque a Espanha sabe que é aí que reside a sua força. Não é por acaso que não se ouvem propostas de adesão ibérica vindas de Madrid. No máximo podem vir propostas de anexação... ou compra, como podemos observar ao vivo, nesta história da Vivo!

Saudações monárquicas com rei português

terça-feira, junho 29, 2010

Os imbecis

É para isto que serve um blog, para descarregar raivas e frustrações, minhas naturalmente, quem não gosta não lê, mas fica registado. Daqui a alguns anos pode ser que este texto desconexo ganhe algum sentido! Acontece muito.
Perdemos quando não podíamos perder, contra uma selecção que faz bilros o tempo todo. Perdemos a jogar práticamente em casa, e quando se joga em casa enfrenta-se o adversário olhos nos olhos, não ficamos à espera dele, recuados, dando-lhe esse suplemento vitamínico que ele à partida não tinha. Perdemos porque não podemos depender de um jogador, por mais credenciado que seja, alimentando ilusões e expectativas que a realidade se encarregou de desfazer. Cristiano Ronaldo bem quis corresponder mas tudo lhe saía mal, ao ponto de parecer um principiante a jogar à bola!
E não foi só neste jogo, foi em todos.
Perdemos porque não houve a coragem de denunciar o exibicionismo dos livres tipo play station, lances que poderiam ter sido melhor aproveitados já que dispomos de grandes especialistas no jogo aéreo. Especialistas que íam lá à frente... em vão! E depois aqueles locutores enervantes mais preocupados em ‘vender’ o ‘benfiquista’ Coentrão do que em valorizar a selecção portuguesa. É também por aqui que perdemos, e é por aqui que nos tornamos minúsculos.
Ilacções positivas, duas, o que já não é mau: - evitamos que a propaganda republicana (mais o seu centenário) contamine o que resta da unidade nacional; e espero eu, esperamos todos, que durante uns tempos o Ronaldo nos poupe aos saltinhos de calcanhar e outras imbecilidades semelhantes. Se jogar à bola, simples, pode ser que para a próxima... venha a ser útil à equipa portuguesa.

sábado, junho 26, 2010

Visto de Marte

Visto de longe, com a nitidez que só a distância consente, este campeonato do mundo revela coisas curiosas! Evidências que escapam aos analistas politicamente correctos.

Se começarmos pelos que ultrapassaram a fase de grupos, reparamos em três selecções siamesas, separadas à nascença pelas fracturas continentais. Estamos a falar da Coreia do Sul, do Japão e do Chile! Tão parecidas na maneira de jogar, a mesma rapidez no intuito de superarem a falta de robustez física, um colectivismo feroz, e mesmo assim, as mesmas dificuldades para se apurarem! Recorde-se que apesar do seu futebol electrizante, a equipa dos Andes esteve sempre à mercê do ferrolho suíço. Mas o ferrolho é isso mesmo, é um ‘relógio’ que não serve para atacar.

Seguem-se as colónias ibéricas, uma mistura de habilidade e força, temperada pela manha do colonizador. Ficaram confortavelmente instaladas nos primeiros lugares e são favoritas. Umas mais que as outras.

Um capítulo para os europeus e aqui temos que clarificar o que se vê de Marte: - vemos claramente a Inglaterra e a Holanda, os donos das minas, e vemos a Alemanha, que sempre quis meter o pé em África. O duelo que se avizinha tem ressonâncias que nem as vuvuzelas conseguem silenciar. A Alemanha, menos forte que o costume, tudo indica que será de novo vencida em terras africanas.
Ah, claro, falta a Espanha! Mas em África, castelhano... só em Ceuta! Que era nossa! A gente trata do assunto.

E chegámos finalmente a África!
Aqui cabe distinguir a única selecção africana que se apurou, e com grande naturalidade – Portugal! É certo que o Ghana também conseguiu passar mas o Ghana não é uma selecção que represente África, é apenas uma selecção de africanos, neste caso ‘ashantis’ do golfo da Guiné. O que é substancialmente diferente. As restantes selecções de africanos foram todas afastadas, como era previsível, incluindo o misto franco-guineense que representava a França!
Aliás, isto é tão verdade que o próprio Mandela não teve dúvidas em receber os portugueses num gesto carregado de simbolismo! Foi como se dissesse – vá, joguem e ganhem que é a única maneira de África ganhar!

Não posso terminar sem uma palavra para o madeirense Ronaldo – eh pá, passa a bola!

Saudações desportivas