segunda-feira, julho 06, 2009

O Belenenses nunca desce?!

Esta é a pergunta que me acompanha desde que saio até que entro outra vez em casa. Entre sorrisos de escárnio e mal dizer, quem me pergunta, não quer ouvir a resposta, só quer fazer a pergunta. Por isso e para os interessados tenho que lavrar a presente acta que vai conforme a resposta original, a saber:

O Belenenses, na sua qualidade de único clube que ainda não é satélite de nenhum dos ‘três clubes do estado’, está condenado a ser sempre convidado para participar neste campeonato a fingir. Porque seja sueca ou bridge, falta claramente um parceiro, nem que seja para fazer de ‘morto’.
Os clubes suportados pelas regiões autónomas seriam uma hipótese a considerar, desde que alguém estivesse disponível para pagar as passagens.
Quanto aos restantes, nada feito! Ou gravitam na órbita de Benfica e Sporting, ou são satélites do Porto. Não vale portanto a pena perder tempo com clones ou duplicados. Sujeitos a desaparecerem mal se esgote o interesse do respectivo protector.
Por isso, por mais secretarias que inventem, por mais descidas que aconteçam, a realidade é mais forte – o Belenenses existe. E existe por si.

Saudações azuis.

sexta-feira, julho 03, 2009

Cortesias em São Bento!

Eu sou do tempo em que Portugal e o mundo se confundiam. Tenho portanto quinhentos anos! Nesse tempo corriam-se touros a sério, as touradas eram um espectáculo divertido, e o povo dava por bem empregue o seu tempo!
Bons tempos que não voltam mais…
Agora estamos reduzidos a animais de pequeno porte que nem para garraiadas servem! Ensaiam gestos, fazem umas cócegas uns aos outros e correm a refugiar-se nas tábuas.
Foi o que aconteceu ontem durante as cortesias em São Bento. Um ministro acabou corrido e um dos ‘inteligentes’ ficou-se a rir! Cenas tristes.
E o povo ainda tem que pagar para ver isto!

sexta-feira, junho 26, 2009

E que tal falar de política?!

É admissível que um monárquico convicto se dedique a fazer quadras para o São João enquanto o país está mergulhado numa crise política profunda?! Uma crise que (de acordo com os analistas) pode levar à substituição de Sócrates por Manuela Ferreira Leite?!
A resposta é óbvia: - sim, um monárquico pode continuar a brincar ao São João, deve aliás distrair-se como puder, se essa eventualidade vier a acontecer.
Porquê?!
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Passo a explicar: - ser monárquico, aqui e agora, só tem um significado – é alguém que acredita que os problemas decisivos do País não se resolvem, sem resolver primeiro a questão do regime. Dito de outra forma – Portugal não tem um problema de governo mas um problema de regime. Problema, no sentido que este regime (republicano) não serve.
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Se isto for verdade, e eu estou convencido que sim, a mera substituição de Sócrates pela Manuela não serve para nada. Aliás, se a alternância servisse para alguma coisa, os trinta anos de rotativismo social-democrata já tinham resolvido os nossos problemas. E a verdade é que não resolveram. Pior, agravaram a situação, endividaram os portugueses, estamos cada vez mais dependentes e perdemos horizontes!
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Mas o melhor argumento para as quadras do São João (e que define bem a perversão do regime) é o seguinte: - Sócrates não está no poder por ser socialista ou social-democrata, por ser mais favorável aos grandes investimentos públicos ou aos pequenos investimentos privados, ele está no poder porque tem sido até agora quem melhor serve a estratégia dos donos do regime. Por isso concita apoios em sectores aparentemente contraditórios, desde a banca aos grandes escritórios de advogados, desde as grandes empresas privadas às corporações mais influentes!
Alguns e algumas fazem-lhe oposição em público mas não deixam de o apoiar no essencial.
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No caso da Ferreira Leite seria a mesma coisa. Também por isso, ela só será eleita se (e quando) servir melhor que Sócrates aqueles interesses específicos. É esta a lógica do regime. É esta a lógica nos regimes onde os árbitros são eleitos e por isso também jogam. Com esta lógica percebe-se que os indigitados pouca influência tenham no desempenho dos seus cargos.
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E esta é uma razão decisiva para eu continuar a ser monárquico – é que os tais ‘interesses específicos’ não correspondem aos interesses dos portugueses nem de Portugal. Se correspondessem, não permaneceríamos, como um estigma, na cauda de todas as europas!
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Estão justificadas as quadras e está justificado o alheamento.

Saudações monárquicas

Noite de São João

Uma noite como esta
Feita com arco e balão
Lancei foguetes na festa
Deixei lá o coração!

Um coração que perdi
Um coração que era meu
Ninguém sabe o que perdi
Ninguém sabe o que perdeu!

Manjerico dos desejos
Cada qual tem o seu
Quando será que te vejo
Quando será tu e eu!

Ando tonto na cidade
Corri tudo e tudo em vão
Onde estão os olhos verdes
Que não vi no São João!

quarta-feira, junho 10, 2009

Dez de Junho

O que diria o poeta
Se visitasse este dia!
Se cumprisse o seu destino
Que poema nos dizia?

Seriam versos de pranto!
De desgosto e desencanto!
Ou acordes de alegria!

Se por acaso passasse
E por aqui se perdesse
Que diriam os seus olhos
Se visitasse o País?

Veriam cravos e rosas!
Ou uma árvore sem raiz!

E dou por mim neste enleio
Que alimenta o receio
Que dá força à fantasia…

O que diria o poeta
Se visitasse este dia!

segunda-feira, junho 08, 2009

‘O jogo das escondidas’

Quando éramos miúdos era um jogo obrigatório, a gente fingia que se escondia, havia um ‘coito’, e o respectivo guardião só tinha que evitar que os ‘escondidos’ chegassem até lá sãos e salvos. Este jogo tem outros nomes e em Portugal, como as pessoas têm dificuldade em crescer, continua a ser praticado em todas as idades, e em todas as circunstâncias! É assim na política, nas escolhas partidárias, os portugueses escondem-se (ou abrigam-se) em locais inverosímeis, mas isso não importa, o que é preciso é que a brincadeira continue.
Por isso temos dois partidos sociais-democratas que fazem oposição um ao outro! Por isso a direita anda em bolandas, escondida há trinta anos onde lhe dá jeito, por isso temos um partido centrista apenas de nome, um partido comunista que passa por nacionalista, e temos ainda, em contra ciclo universal, esse fenómeno mediático chamado ‘bloco de esquerda’! Um núcleo de trotskistas fora de prazo, sem projecto de poder, que arregimenta a parolice nacional contra o governo, seja ele qual for!
Por isso foram eles que ganharam as eleições, como é óbvio.
E é por tudo isto que não fazemos parte da Europa.
Basta consultar os jornais de hoje para provar o que afirmo: - na Europa, a direita ganhou em toda a linha. Em Portugal, exceptuando o governo, a ‘esquerda’ reforçou-se em toda a linha!
E para o espectáculo ser mais infantil, a direita canta vitória escondida na esquerda a fingir!
Um jogo das escondidas que promete durar os quarenta e oito anos da praxe.

Saudações monárquicas

domingo, junho 07, 2009

Dia do juízo

Na folha branca de símbolos nem sombra de Europa! Também não vi o mar, vi apenas nevoeiro, mas entrei no jogo – o mais perto do mar é a terra e pus a minha cruz no partido da terra. Tem terra a mais, soa a santa terrinha, estou farto da virtude demonstrada por a+b, mesmo assim achei que fazia sentido votar na terra. Afinal ainda possuo um bocado de terra defronte da mesa de voto.
Despedi-me afectuosamente dos comissários de sempre, que como sempre terão pensado que eu votei no CDS, ou coisa que o valha.
Votar no CDS era de facto uma hipótese se o critério se resumisse às chamadas ‘causas fracturantes’ – aborto, casamento de homossexuais, eutanásia. Mas este seria um voto defensivo, um voto para perder por poucos, porque a derrota pela via democrática está há muito anunciada.
Se o PPM existisse, se não estivesse ao serviço de um projecto pessoal, de um rei sobresselente, eu teria votado na monarquia, único regime que garante ao mesmo tempo, a liberdade e a independência. Mas enquanto os monárquicos não tomarem conta do PPM ficamos assim, a olhar para uma folha de papel sem saber o que fazer!
É verdade, também havia a Laurinda, uma novidade, mas eu não gosto de novidades. Segui portanto o meu destino, faço parte da média europeia, votei na mediania, na mediocridade. Uma opção como outra qualquer.
O mar pode esperar… ou como dizia um amigo: - se quiseres ver o mar vai ao lago do campo grande!

sexta-feira, junho 05, 2009

Eu voto no mar

Já reflecti, já escolhi, a cruzinha vai para o mar. Não existe partido do mar, pois bem, votarei naquele que estiver mais à beirinha, que não me obrigue a ficar em terra à espera da Europa.
Não votar no mar (da nossa independência) seria até uma desfeita ao Santo Condestável no ano da sua canonização!
Assim, não posso votar em nenhum dos partidos que advogam a Europa acima de tudo! Onde (ainda) se albergam o entusiasmo e a subserviência pela França e pelo seu imperador! Sempre prontos a entregar as chaves da cidade (e do país) ao primeiro Junot que lhes apareça pela frente.
Também não posso votar naqueles que advogam a união ibérica, corolário natural desta união europeia sem reservas. São (ainda) aparições do partido republicano português, os mesmos que trocaram de bandeira, que apagaram as cores de Portugal - o azul e branco.
E não posso votar num partido conservador porque não há, provávelmente porque não há nada para conservar!
Por exclusão de partes, restam os pequenos partidos que não estão representados na assembleia da república. Por aqui me sirvo.
Mas será que existe algum (ou alguém) que ainda saiba navegar?!

domingo, maio 31, 2009

Cavaco

O teu confidente
O teu conselheiro
Quase como irmão
Que subiu a pulso
Pela mesma escada
Ministro no tempo
Do teu buzinão
Caiu em desgraça
Em contradição!

Eu sei que é mentira
Que está inocente
Que é tudo legal
Maldito o sistema
Maldito o regime
Que devora os seus filhos
Sem dó e sem pena!
Mas Cavaco, e agora?

Que vamos fazer?
Olhar para ao lado!
Um caso isolado!
E será desta vez
Que alguém é julgado?!
Responsabilizado!
Ou ficamos assim
Entre o não e o sim!

Não te oiço, Cavaco!

Foi-se o conselheiro
Foi-se a alegria
O país defunto
Foi até à praia
Vai ao futebol
E sou eu que pergunto:
Cavaco, para onde vamos?

quinta-feira, maio 28, 2009

E agora, José?

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
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Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
.
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
.
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
.
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
.
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!
.
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

José Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, maio 26, 2009

Fátima forma governo!

A lavandaria república realizou ontem mais uma sessão de esclarecimento no ‘prós e contras’ da televisão pública. Presentes quatro eminências (pardas) do regime, e a incontornável apresentadora do programa, cada vez mais parecida com a dona Maria do Salazar!
E quem eram as eminências desta vez?!
Laborinho Lúcio - um dos ‘independentes’ mais chatos da Europa!
João Lobo Antunes – mandatário oficioso de todos os presidentes da república, passados, presentes e futuros!
Henrique Granadeiro – não sei a que título!
Padre Feytor Pinto – pregador emérito e Prior da freguesia do Campo Grande!
E qual era a barrela desta vez?!
A roupa toda, desde roupa interior, camisas e colarinhos, togas e aventais, carapuços, incluindo uma pré-lavagem das almas!
Tudo em vão!
A crise, essa nódoa persistente, não havia meio de sair!
Mas Fátima não desiste, acredita no milagre em televisão, e ali mesmo convoca as eminências para salvarem Portugal de si próprio! O perigo de não haver uma maioria absoluta nas eleições de Outubro é o motivo de tamanho patriotismo!
E o milagre acontece – pardos de espanto, a plateia embevecida, os quatro independentes quanto baste, decidem-se e aceitam fazer parte da próxima união nacional.
O programa de lavagem acabou entretanto, longo e morno, não vá a roupa estragar-se.

domingo, maio 24, 2009

Dá-lhe Manela…

Ao bastonário saltou-lhe o suspensório quando a Manelinha desbocada lhe perguntou: - se fazia fretes políticos! Claro que faz mas não quer que se saiba, já fazia quando era advogado e ía à televisão (de suspensórios) defender os arguidos de pedofilia… na Casa Pia. Fiz verso, mas foi por isto e por aquilo que chegou a Bastonário. E mal chegado vestiu a cota de malha justiceira por cima dos suspensórios. Sempre, sempre, ao lado dos arguidos e foi assim que o vimos defender os arguidos do Freeport! Mas nesta coisa de arguidos há sempre uma excepção em se tratando de Sua Majestade ou ódios de estimação! Aqui o fito é diferente – precisamos de calar quem se atreva a investigar o pessoal desse reino! Pois não é impunemente que ainda somos colónia, e a tradição bastonária é defender essa gente!
Dá-lhe Manela…

sábado, maio 23, 2009

Os presidentes perpétuos!

São recrutados na curva da idade, cheios de reumático da política, mas com aquela habilidade inata para dar uma no cravo e outra na ferradura. E se o passado consente, e a confraria também, está feito um presidente. O discurso é redondo, no primeiro mandato pagam-se as facturas da eleição, no segundo equilibram-se as contas para a saída consensual, o conselho vitalício, a reforma dourada. O terceiro mandato, por enquanto proibido, segue dentro de momentos. Isto é em Portugal.
Na América do sul, mais atrevidos, a emenda constitucional está sempre disponível para acrescentar mandatos – e parece ter chegado a vez de Lula no Brasil.
O argumento habitual: - os aliados gostam, os clientes precisam. Se juntarmos os grandes accionistas internos, a emenda passa, e temos Lula para o resto da vida. Respectivos familiares e amigos.
É para isto que milhões de pequenos accionistas votam! É para isto que muitos emigram à procura de um futuro melhor!
E o princípio republicano da alternância é afinal uma mentira.

Saudações monárquicas

segunda-feira, maio 18, 2009

A frase batida…

Mesmo quando tudo parece correr bem, um pequeno deslize, uma frase infeliz, deixa-me aquele amargo na boca que só consigo resolver ou com sais de fruto ou com alguma dose de caridade.
No Cristo Rei, na homilia, Sua Eminência o Cardeal Saraiva Martins explicava (ou desculpava!) o sentido da Realeza de Cristo – ‘não no sentido triunfalista mas na acepção bíblica do termo’ – que por outras palavras significa ‘serviço aos outros’.
Mas é precisamente este o único sentido da realeza.
Para quê então desviar o assunto para o ‘triunfalismo’, numa espécie de propaganda jacobina?!
Porque não disse o Cardeal simplesmente isto: - Cristo Rei no sentido bíblico do termo. O mesmo que levou os judeus a implorar: - ‘Senhor, dá-nos um rei’.
E se quisesse podia acrescentar que foi nesse mesmo sentido que a realeza foi exercida em Portugal, em razão da dilatação da Fé e do Império (impossível de acontecer uma sem o outro) e explicação última da festa do monumento e do santuário que ali se celebrava.
E Sua Eminência podia ter referido que a república nunca quis ouvir falar em Deus e recusou-se sempre (e recusa-se ainda) a incluir qualquer referência Cristã na constituição! Dizem que é em nome da separação entre a Igreja e o Estado. Eu digo que é em nome do divórcio entre a Igreja e o Estado.
Mas quando convém, quando se aproxima o centenário, em nome da próxima união nacional, vale tudo, até uma Missa! E tal como há cinquenta anos lá estavam os dignitários políticos e lá estavam também os mesmos equívocos e as mesmas evasivas.
Mas correu tudo lindamente.

quarta-feira, maio 13, 2009

Cristo Rei

Os 50 anos do Santuário do Cristo Rei (1959-2009)
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Programa Comemorativo:
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Sábado, 16 de Maio
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12 H - Chegada da Imagem de Nossa Senhora de Fátima à Igreja de São Nicolau (Lisboa)
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15.30 H - Recitação do Terço e Missa (Terreiro do Paço, Lisboa) - Missa presidida por D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa.
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19 H - Cortejo de embarcações no Tejo acompanham a Imagem de Nossa Senhora de Fátima.
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20 H - Recepção junto à Igreja de Cacilhas - Procissão de velas em Cacilhas.
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22 H - Vigília nocturna na Igreja Paroquial de Almada
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.Domingo, 17 de Maio
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10 H - Missa presidida pelo Bispo de Setúbal, D. Gilberto Reis, na Igreja Paroquial de Almada
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11 H - Visita da Imagem de Nossa Senhora à Associação Vale de Acór, no Monte de Caparica - Alcaniça.
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12 H - Tempo de Oração no Seminário de Almada
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13.30 - Com Nossa Senhora e Relíquias de Santa Margarida Alacoque a caminho do Cristo Rei, Procissão nas ruas de Almada.
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16 H - Celebração Aniversária do Cinquentenário, presidida pelo Enviado especial de S. S. o Papa Bento XVI, Cardeal D. José Saraiva Martins - Santuário do Cristo Rei.

sexta-feira, maio 08, 2009

‘Molino que tengo en Castillejos’

Tenho um moinho em Castillejos
Selo e escritura de aquisição
Fica bem longe em Castillejos
Girava ao vento, fazia pão!

Não me conheces, nem te conheço
Nessas planuras de solidão
Há quanto tempo em Castillejos
Giras ao vento, fazes o pão?!

Se ainda existes, espera por mim
Oh meu moinho da ilusão
Que eu quero ver-te em Castillejos
Girar ao vento, fazer o pão...

sexta-feira, maio 01, 2009

Dia do desempregado

Camaradas:
Hoje é dia de marchar contra o REGIME.
Portanto, é dia de marchar contra o governo, seja ele qual for!
Hoje somos desempregados (ou subsidiados), apenas os funcionários públicos (e os comissários políticos) têm emprego certo!
Hoje é dia de dizermos basta de canções de Maio, basta de punhos cerrados para nos enganar, de sindicalistas para nos dividir, porque com este folclore não nos governamos.
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Mais obras públicas para quê?!
Para dar trabalho precário e um salário de miséria aos imigrantes… enquanto os portugueses têm de continuar a emigrar?!
Para fingir que acompanhamos o progresso! Quando naquilo que é essencial – educação, saúde e pensões de reforma - ocupamos sempre os últimos lugares da união!
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Mais auto-estradas para quê?!
Para continuarmos a receber tudo o que vem da Europa (ou será da China e de outros países não comunitários!) com toda a facilidade!
Para adiarmos a necessária rede ferroviária que sirva os portos (e aeroportos) portugueses! Ou os actuais governantes ainda não perceberam que Portugal quer dizer ‘terra de portos’! De bons portos!
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Marchamos também contra o vício dos subsídios, instilado de cima, desde a adesão à união europeia. Vício que se transmitiu a toda a população, como uma doença, uma pandemia.
Não precisamos de governos cuja única função é distribuir (e filtrar!) subsídios comunitários! Precisamos de um governo (e de um regime) que restabeleça a confiança, que mobilize os portugueses no sentido de criar riqueza.
Criar riqueza para a distribuir melhor. Não podemos manter o maior fosso europeu entre ricos e pobres! E isto é como a pescadinha de rabo na boca - se desconfiamos da distribuição, produzimos menos.
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E chega de hipocrisia no relacionamento com as ex-colónias (Brasil incluído)! Se de facto precisamos uns dos outros nada melhor que uma política de verdade, articulada, sem perdermos de vista que os países, tal como os homens, não se medem aos palmos.
Cada um tem o seu desígnio histórico.
E se já nos esquecemos do nosso, lembremos a vida e a obra do Santo Condestável.
Ser independente é bom.

segunda-feira, abril 27, 2009

A separação entre o Estado e Portugal!

Com o argumento (e a desculpa) da separação entre a Igreja e o Estado, o poder político que temos, vai-se encarregando de destruir o que resta da identidade nacional!
Não nos enganam, aliás só enganam quem gosta de ser enganado! Infelizmente são muitos!
O pretexto para quase ignorarem ou distorcerem as celebrações da Canonização do Santo Condestável repetiu-se, resguardaram-se na comodidade do estado laico, já agora, republicano e socialista!
Ingratos, que nem percebem que foi o Canonizado que lhes deu o emprego, que lhes deu a opção de não fazerem parte quer do governo quer do parlamento espanhóis! Por certo estão arrependidos, pois têm feito tudo para acabar com a independência! Mas enquanto isso não acontece… podiam ao menos disfarçar.

Quem também não disfarça é a televisão pública, já nem falo nas outras!
Muito aparato, muitos jornalistas, muitos convidados para comentar (eu diria antes, dissecar!) o pobre Nuno Álvares, mas em tantas horas de emissão não foram capazes de focar, nem que fosse por segundos, o Duque de Bragança, sua mulher e filhos, todos presentes em Roma, e por coincidência, os familiares do Condestável!
Esqueceram-se da nossa História, da História escrita com maiúsculas!
É natural, têm outras prioridades, a história dos outros, por exemplo!

domingo, abril 26, 2009

Santo Condestável

"Imitai São Nuno de Santa Maria" - exortou hoje o Papa Bento XVI, dia da Canonização de Nuno Álvares Pereira!

sexta-feira, abril 24, 2009

Que bom seria...

Que bom seria um Condestável
Que fosse Conde e fosse estável
Um bom amigo e companheiro
De todos nós e do Herdeiro

Melhor seria se fosse Santo
E venerado por castelhanos
Reconhecido no mundo inteiro
O bom exemplo que precisamos

Aqui na terra como no Céu
Santa Maria, vamos cantar
Beato Nuno já era Santo
E vai-se em Roma canonizar!