José Maria Martins tornou-se um advogado famoso ao assumir a defesa de José Silvino, mais conhecido por Bibi, o principal arguido do processo Casa Pia. No mês em que se assinalam sete anos desde que, pela primeira vez, foram tornados públicos os abusos sexuais sobre menores na instituição do Estado, recebe o i no seu escritório na Defensores de Chaves em Lisboa. Polémico como sempre, defende que a juíza responsável pelo processo, Ana Peres, não tem "condições nenhumas neste momento" para continuar à frente do julgamento. O advogado não acredita "com toda a consciência" que algum dia seja feita justiça aos abusadores e às vítimas da Casa Pia - e atira todas as responsabilidades para o Partido Socialista e o "submundo da política que é a maçonaria". Uma obsessão que se repete numa conversa longa e não aconselhável a menores de 18 anos.
Chegados a 2009 qual é o ponto da situação do processo Casa Pia?
Estou céptico, porque a população portuguesa já não acredita no sistema de justiça. Já tive oportunidade de dizer isso à sra. dra. juíza. Ninguém acredita que o processo seja imparcial. São quase cinco anos de julgamento e andamos a marcar passo. Completamente, ao sabor dos interesses políticos do PS.
O que pode mudar?
O Conselho Superior da Magistratura tem de estar lá a apoiar nesta situação. Estou a recordar-me de que juntei ao processo uma cópia da sentença do processo 11 de Março dos tribunais espanhóis, em que houve mais de 400 homicídios em Madrid e quase 2 mil homicídios tentados e o julgamento foi feito em quatro meses, tínhamos organizações criminais por trás, com pessoas a ser julgadas a partir da prisão de Milão. No julgamento da Casa Pia é o poder político que o tem travado, não tenho a mínima dúvida que tem havido pressões sobre os magistrados para não cumprir os prazos, andamos ali, não tem sentido nenhum.
Como têm corrido as audiências, qual o ambiente no tribunal?
O tribunal vai deixando fazer tudo aquilo que é necessário para se prolongar o julgamento. Estar cinco anos a discutir uma acusação contra seis ou sete pessoas com vinte e poucas vítimas, com vinte e poucos queixosos, não é possível, prejudicando os advogados, como eu, que comecei a defender o sr. Carlos Silvino sem cobrar dinheiro, sem honorários. A páginas tantas, aquilo foi-se prolongando, ouvindo as mesmas testemunhas dez, quinze ou vinte vezes...
Como caracteriza a juíza Ana Peres, responsável pelo julgamento?
Ela sabe o que penso dela. Entendo que não tem condições nenhumas neste momento para continuar à frente deste julgamento. Já lhe disse isso directamente. Já ninguém acredita, as pessoas que me contactam todos os dias, e têm sido milhares de pessoas que me encontram na rua, que me conhecem, que sabem que estou ali numa cruzada sozinho contra o poder - as pessoas notam aquilo que eu disse: já ninguém acredita neste processo.
Não acredita que no processo Casa Pia seja feita justiça?
Não acredito. Com toda a consciência, não acredito que seja feita justiça no processo Casa Pia.
Há pessoas que deviam ser condenadas neste processo?
Há, sim.
Quem?
Todas. Todas elas. É claro que isto é um processo político em que o Partido Socialista se envolveu ainda na oposição. O Partido Socialista só consegue isto mesmo na oposição porque domina o submundo da política, que é a maçonaria. É aquilo que, como dizia um dia destes um magistrado, no caso um juiz da Relação, o juiz que é maçon vê-se confrontado com irmãos da mesma loja de grau superior, os mestres, sentados no banco dos réus. É impossível, porque na maçonaria, há códigos e leis próprias entre os irmãos.
Está a acusar o Partido Socialista de proteger a maçonaria?
Sim, sem dúvida nenhuma. Nem que me cortassem o pescoço eu diria o contrário.
Não teme ser processado?
Não, eu fui polícia e combati-os, trabalhei nos tribunais e combati-os.
Como acabou por defender Carlos Silvino, o Bibi?
Estava a defender 11 jovens em Odemira quando o Carlos Cruz foi detido, todos eles acusados de abusos sexuais e foram todos absolvidos. O julgamento estava a decorrer, quando o Carlos Cruz e todos os outros foram detidos. E o sr. Carlos Silvino soube daquilo, falou com o advogado que tinha na altura e ele convidou--me para colaborar. Eram todos jovens licenciados, dois até filhos de deputados do PS.
E está a defender Carlos Silvino ...
Na altura aceitei, com o pressuposto de que já conhecia o assunto. Até porque ele próprio, o Carlos Silvino, também tinha sido vítima de abusos sexuais. Há relatórios de um grande hospital deste país, o Magalhães Lemos, que provam que o Carlos Silvino foi abusado e criou a sua personalidade nesse contexto.
A sua estratégia de colaboração com a justiça não pode acabar por resultar que o único condenado neste processo seja o próprio Carlos Silvino?
Não, só quero ter a consciência tranquila em relação àquilo que a lei me permita que faça. Carlos Silvino quis colaborar - e colaborou. Ainda agora recentemente nós soubemos que o dr. Oliveira Costa vai colaborar no processo do BPN, já foi para a casa, já tem uma pulseira electrónica, qualquer dia vai fora, portanto a colaboração também é uma forma de a pessoa se defender.
Acredita então que Carlos Silvino não vai ser condenado à prisão?
Não disse isso. Pode levar uma pena de prisão até cinco anos, mas suspensa na sua execução.
Suspensa...
Foi isso que pedi. E penso que o Estado foi negligente e estragou a vida a milhares de jovens da Casa Pia, que os meteu naquela enxovia onde os abusos sexuais eram muitos - há várias pessoas já condenadas noutros processos que entretanto foram abertos -, em que há um sistema clássico de antes muito do 25 de Abril em termos mentais, como não havia raparigas, como as escolas nem eram com sexo feminino e masculino, toda a gente estava lá a querer relações sexuais com o outro.
Qual é a relação que tem com as vítimas de pedofilia na Casa Pia. O que pensa destas pessoas?
Penso que são jovens, incluo o Carlos Silvino, porque houve vários jovens da Casa Pia que se referiram a ele, que até lhe perdoaram em julgamento, que disseram que como casapiano também sofreu o mesmo. São crianças e jovens por quem tenho muito respeito e sinto muita pena. Não digo isto com sentido pejorativo, mas porque não têm pai nem mãe. Sendo oriundos de famílias pobres, o Estado quando tomou conta deles devia ter cuidado da sua saúde mental, do seu crescimento, como um bom pai ou uma boa mãe. São jovens marcados, carne para canhão. Os meninos do regime, os ricos, os que tinham relações, iam lá buscá-los, aquilo era um aviário.
Faz uma distinção entre os que abusaram e foram abusados - e os que só foram abusados? O que os distingue, como os caracteriza?
Há vários factores que condicionam o desenvolvimento e a formação das pessoas, entre os quais o grupo, como meio social. Quem cresce no Palácio de Belém com certeza que tem uma ideia do mundo diferente. Quem entra para uma instituição onde o abuso sexual e a violência são a normalidade, cresce como se isso fosse a normalidade. Nos manuais de Psicologia do 10.o ano todos aprendemos a história das crianças-lobo que foram encontradas nas florestas de França do início do séc. XIX, criadas por lobos, que, levadas para Paris, morreram poucos anos depois e nunca se conseguiram socializar. De pequenino é que se torce o pepino - e é mesmo assim. Indo para a Casa Pia, o normal era abusar e ser abusado.
E os abusadores que não viveram na Casa Pia?
Quero que fale sobre os externos, qual é a sua opinião como advogado destas pessoas?
Havia abusadores internos e externos.
Há imensos indivíduos, que são doentes mentais, que entendem que podem ter prazer sexual com crianças pequeninas, com sete, oito, nove, dez anos. Até dias, meses. Têm uma personalidade completamente deformada. São doentes mentais.
E são por isso inimputáveis?
Não, não são inimputáveis. São imputáveis, porque eles sabem perfeitamente o que fazem: querem tirar prazer do sofrimento dos outros.
Há alguém que não está neste processo e deveria estar acusado?
Há. Tenho essa convicção. Fui polícia no Parque Eduardo VII, na esquadra, na 21a, de Julho de 1982 até Outubro de 2003, quando deixei a PSP e comecei a frequentar a Faculdade de Direito. Encontrei lá de tudo, miúdos da Casa Pia...
Contaram-me uma história de que chegou a puxar da pistola...
Nós fazíamos patrulha da 1 às 7 da manhã, por exemplo, fiz muitas vezes isso e encontrávamos sempre muitos miúdos que os homossexuais chamavam "arrebentas", miúdos pobres, geralmente pobres, e havia crianças também, novinhas, de 11, 12, 13, 15 anos, de várias instituições da Casa Pia que, como patrulheiro, com outro colega, quando as apanhávamos, levávamos para a esquadra, contactávamos as instituições - as chefias, não eu. Depois eram encaminhados. Nunca houve um caso... Muitos casos, um polícia no Parque Eduardo VII à noite é confrontado com muitos casos, desde a homossexualidade normal, a vida é assim, até crianças vítimas de abusos de indivíduos completamente tarados, dementes, que não sabem o que é respeitar as crianças. Situações degradantes, de miséria, [crianças] a precisar de comprar as coisas mais banais.
Como viu o desfecho do caso Paulo Pedroso?
Toda a gente sabe que o meu cliente disse que o Paulo Pedroso é culpado.
E acredita no seu cliente?
Tenho de acreditar no meu cliente, se não acreditasse não o estava a defender. Mas há factos objectivos, há pessoas que o conhecem, há dados concretos de que o dr. Paulo Pedroso em 1991, pelo menos, estava a fazer entrevistas a miúdos da Casa Pia, o que ele sempre desmentiu até eu o ter confrontado com o seu próprio livro, que conseguimos descobrir e que apresentei no processo. Portanto, o dr. Paulo Pedroso terá feito na Casa Pia mais de 700 entrevistas. Estas coisas começam a bater certo com o que os miúdos dizem, as datas, 1991, 1992. O meu cliente sempre confirmou que o viu, descreveu até a camisa, as calças, quando foi, numa reunião na Casa Pia.
E se o dr. Paulo Pedroso lhe tivesse pedido para o representar como advogado no processo Casa Pia?
Se ele na altura me tem falado não teria problema em defendê-lo, depende da perspectiva que ele quisesse tomar no processo, porque um advogado não é obrigado a defender ninguém que não esteja de acordo com a estratégia de defesa. Se Carlos Silvino não tivesse colaborado eu não o defendia. Não tenho nada de pessoal contra ninguém, os advogados não podem ser damas de honor, não recebem sempre gente inocente.
Mas o senhor falou do espírito de cruzada que o alimenta como advogado...
A partir do momento em que defendo o Carlos Silvino, vejo todo um sistema político em relação à Casa Pia, que todos nós pagamos porque é do Estado. Se o meu cliente aceita colaborar com a justiça, a partir dali tenho de vestir a pele do cliente. Claro que um advogado também defende causas injustas.
Quem mais devia estar sentado no banco dos réus da Casa Pia?
Várias pessoas.
Ligadas ao PS?
Também. E a outros partidos. Outras pessoas que deviam lá estar e não estão.
Mas durante o julgamento falou da influência do poder político?
Os miúdos falaram do PS. Não sei porque não falaram de outros. Agora, o que os partidos não podem fazer é uma troca de cromos. O que o PS fez foi atacar o PSD e fazer publicar no "Le Point" um artigo em que atacava dois ministros do PSD. Se alguém do PS, CDS ou de outro partido tem informações, que as denuncie. Agora, manobras de bastidores? O PS utilizou a estratégia de "la attention", que foi a mesma que a CIA utilizou em Itália - fazendo atentados, matando pessoas e imputando ao Partido Comunista as culpas, como lembra a história.
É hoje mais próximo do PSD?
Não. Estive 22 anos no PS. E saí em divergências quanto à linhas políticas para a justiça e para a PSP. Mandei entregar uma carta de sete ou oito páginas à Presidência do Conselho de Ministros.
Voltando ao caso Casa Pia. Psicologicamente, como está o seu cliente?
Passaram sete anos. Está reformado, Vive com uma pensão do Estado. Vive preso com a protecção policial que lhe foi imposta desde que saiu da prisão.
Está deprimido?
É um homem que nunca teve infância, juventude, nem velhice...
E os outros acusados no processo?
Não me quero meter nisso, mas o Carlos Cruz saberá muita coisa. Este processo só se manteve assim porque há fortes pressões políticas para abafar isto.
O advogado de Carlos Cruz - Serra Lopes - não é propriamente uma pessoa próxima do PS. Houve um episódio que ficou célebre, quando usou termos menos próprios...
Tenho uma relação razoável com ele. O que disse na altura foi o que pensei. E mantenho o que disse.
Foi processado?
Sim. E fui condenado. Paguei uma multa.
Já passaram sete anos desde o início do processo. Como está hoje o ambiente no tribunal?
Toda aquela gente é igual e o único que está a tocar um instrumento diferente sou eu. E eu não sou vendável nem manobrável. O sistema movimentou-se todo.
O Ministério Público poderia ter feito melhor no início da investigação?
Podia ter feito muito mais. Mas o Ministério Público não tem de estar do meu lado, não quero nenhum favor, tem é de ser imparcial.
Os métodos de investigação deviam ter sido outros?
Não podiam porque o poder político movimentou-se sobre a Polícia Judiciária e o Ministério Público. E tentou, de uma forma mortal, castrar a investigação e mesmo o juiz Rui Teixeira. Hoje, o que os portugueses esclarecidos podem ver é um sistema igual ao da ditadura. Não há diferença nenhuma.
Que pode ser feito contra isso?
Só quando os portugueses tiverem coragem para responder. O PS está a destruir completamente o Estado de Direito. E não há forças que se oponham porque o PSD está fragilizado. Temo uma revolta popular. O Estado vai mantendo esta paz podre com subsídios e inserção social.
Como vê este novo caso das escutas. E o processo Face Oculta?
O primeiro-ministro só pode ser escutado se houver uma ordem do Supremo. Mas se ele for escutado noutra conversa, isso não pode constituir base para crime. Não pode ser. O PS alterou a lei para se proteger, é pior que o Berlusconi. É uma impunidade total. José Sócrates, que ninguém conhecia, está a tornar Portugal uma aldeia da Idade Média.
Quando espera a decisão do tribunal? E o prazo?
O Estado português está há três anos a pagar a juízes que só estão neste processo. São despesas brutais. Mas vou esperar pela decisão.
Quanto já lhe custou todo este processo?
Não tenho números, não faço essas contas. Financeiramente custou muito mas também há prazeres no meio de tudo isto. Adoro lutar contra o poder. Fui formado numa família muito religiosa, fui funcionário público, fui polícia. Aprendi a lutar contra tudo isto. Estive no caso da Dona Branca, nas FP-25...
Como olha para a reforma do processo penal?
Foi uma reforma que resultou da necessidade de o Partido Socialista ter de travar o processo Casa Pia. O PSD e o CDS na altura foram a reboque, talvez porque tivessem também telhados de vidro. O mal não está todo no Partido Socialista, como é óbvio, está no sistema e na mentalidade dos políticos, que há uns anos não eram nada e hoje têm tudo.
E qual é a sua opinião sobre o actual procurador-geral da República, Pinto Monteiro?
O procurador-geral da República foi nomeado pelo PS e eu entendo que não deveria estar na Procuradoria. Não é normal que um procurador-geral diga que está a ser escutado, não é normal ter o comportamento que teve no processo Face Oculta. O procurador é sempre, foi sempre, um homem do sistema.
E sobre o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto?
É um homem do PS e nunca o vi defender ninguém em julgamento. Sempre que o oiço falar é a falar a favor do Partido Socialista.
Preferia os antecessores de Marinho Pinho, nomeadamente José Miguel Júdice?
É óbvio que o dr. José Miguel Júdice foi o pilar da estratégia do Partido Socialista no processo Casa Pia. A Ordem dos Advogados dominou o caso todo, através do dr. José Miguel Júdice. Funcionou no processo como o pivô de toda a trama.
Ainda em relação à influência do poder político na justiça de que tanto fala, não lhe parece que a sua cruzada é um bocado inglória?
Como advogado, tenho ambições de ordem privada e de ordem pública. Qualquer advogado tem deveres para com o Estado português, a comunidade e a Ordem, além dos interesses do cliente.
Como lida ou lidou com a carga mediática que lhe trouxe o caso?
Fui-me habituando, fui percebendo a vossa função. Fui-me adaptando.
Teve retorno pessoal de tudo isto?
Apareceram-me processos em catadupa, mas só podemos trabalhar enquanto podemos, enquanto temos tempo e acabei com menos clientes do que tinha.
Como é que de repente aparece no semanário "Expresso" como o possível advogado de Saddam Hussein, o ex-ditador do Iraque?
Saddam Hussein era o melhor aliado dos Estados Unidos e de Portugal, que também lhe comprava armas. Os Estados Unidos usaram Saddam Hussein, armaram-no com armas químicas, bacteriológicas, aviões, para derrotar o Irão. Foi uma marioneta nas mãos dos Estados Unidos, as armas que usou para matar os inimigos eram americanas. Quando os Estados Unidos invadem o Iraque à procura de petróleo e prendem Saddam, formou-se um movimento em todo o mundo de juristas para tratar da sua defesa e convidaram-me para fazer parte. Fui contactado, como já fui para outros lados. Saddam Hussein devia ter direito a um processo justo.
.
.Transcrevemos, com a devida vénia, uma entrevista da autoria de Carlos Ferreira Madeira, publicada no jornal "i", em 14 de Nov de 2009.
segunda-feira, novembro 16, 2009
quinta-feira, novembro 12, 2009
Lavandaria república – próximas barrelas
Vamos lá adivinhar quais serão os programas de lavagem previstos para os próximos dias: -
1. Distrair o pagode com novos episódios sobre o ‘casamento entre pessoas do mesmo sexo’. Insistir na discriminação, obscurecendo assim a perceptível discriminação das leis penais, onde já existe investigação de primeira e segunda classe, e se projecta um ‘foro (tribunal) especial’ apenas destinado à classe política.
2. Prosseguir nos ataques à Igreja Católica, e se preciso for, sustentar que o pretenso casório, não sendo à partida fértil, também não interfere com uma política de natalidade que se quer progressista, socialista e moderna. Qual?! Basta importarmos garanhões ou sementais com provas dadas nas várias regiões do planeta actualmente sobrelotadas, e a questão demográfica fica resolvida.
3. Distrair o pagode com doses maciças de futebol, muita selecção, muito Benfica, e enfoque especial no drama nacional chamado - ‘Sporting sem treinador’.
4. Pôr os ‘tarecos’, cada vez menos fedorentos e cada vez mais situacionistas, a dizerem graças sobre a ‘justiça à portuguesa’, que é uma forma de relativizar o assunto e eles sabem bem o que hão-de dizer… e não dizer.
5. Programar já o ‘Prós e Contras’ da próxima segunda-feira para debater o caso das escutas ao primeiro-ministro, se devem ou não valer, se devem ou não ser destruídas, porque a Dona Fátima (que está transformada numa espécie de Dona Maria) sabe bem quem há-de convidar. Palpita-me que serão convidados o incontornável Júdice e o Marinho bastonário, antigos defensores de mais garantias para os arguidos da Casa Pia, e actuais defensores do formalismo das leis, ou seja, escutas sem a devida autorização, digam o que disserem, lixo.
A lavagem prevista, com mais skip menos skip, deve andar por aqui. São muitos anos de enxovia.
Saudações monárquicas
1. Distrair o pagode com novos episódios sobre o ‘casamento entre pessoas do mesmo sexo’. Insistir na discriminação, obscurecendo assim a perceptível discriminação das leis penais, onde já existe investigação de primeira e segunda classe, e se projecta um ‘foro (tribunal) especial’ apenas destinado à classe política.
2. Prosseguir nos ataques à Igreja Católica, e se preciso for, sustentar que o pretenso casório, não sendo à partida fértil, também não interfere com uma política de natalidade que se quer progressista, socialista e moderna. Qual?! Basta importarmos garanhões ou sementais com provas dadas nas várias regiões do planeta actualmente sobrelotadas, e a questão demográfica fica resolvida.
3. Distrair o pagode com doses maciças de futebol, muita selecção, muito Benfica, e enfoque especial no drama nacional chamado - ‘Sporting sem treinador’.
4. Pôr os ‘tarecos’, cada vez menos fedorentos e cada vez mais situacionistas, a dizerem graças sobre a ‘justiça à portuguesa’, que é uma forma de relativizar o assunto e eles sabem bem o que hão-de dizer… e não dizer.
5. Programar já o ‘Prós e Contras’ da próxima segunda-feira para debater o caso das escutas ao primeiro-ministro, se devem ou não valer, se devem ou não ser destruídas, porque a Dona Fátima (que está transformada numa espécie de Dona Maria) sabe bem quem há-de convidar. Palpita-me que serão convidados o incontornável Júdice e o Marinho bastonário, antigos defensores de mais garantias para os arguidos da Casa Pia, e actuais defensores do formalismo das leis, ou seja, escutas sem a devida autorização, digam o que disserem, lixo.
A lavagem prevista, com mais skip menos skip, deve andar por aqui. São muitos anos de enxovia.
Saudações monárquicas
quarta-feira, novembro 11, 2009
Escutas, deixa-me rir
Estou, é das escutas? Olhe, é para dizer que já podem começar a escutar-me.
Mudaram a lei e agora existem três personagens insuspeitos: - o PR, o PAR, e o PM. Só podem ser escutados mediante autorização prévia do presidente do STJ, que nestas circunstâncias passa a tutelar o processo de investigação. Portanto, por aqui, nem vale a pena irmos mais longe. A anedota inicial, ainda que posta ao contrário, corresponde à realidade.
O pior são as outras investigações, aquelas que podem ‘apanhar’ algum dos três insuspeitos em conversas suspeitas! Aqui tudo se complica (ou facilita) consoante a perspectiva ou os interesses em causa.
Certo, certo, é que aquilo que os ‘insuspeitos’ disserem ao telefone, e for escutado, só poderá ser validado se acontecerem vários milagres ao mesmo tempo!
Primeiro milagre – o investigador adivinha que o investigado vai telefonar a um dos ‘três insuspeitos’.
Segundo milagre – movido pelo palpite o investigador tem de obter autorização do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça para efectuar a hipotética escuta.
Terceiro milagre – o presidente do STJ autoriza a escuta;
Quarto milagre – o investigado telefona mesmo, na data e hora previstas, e dentro do prazo da autorização;
Quinto milagre – um dos ‘insuspeitos’ atende o telefone;
Sexto milagre – o teor da conversa é considerado relevante pelo presidente do STJ, caso contrário a escuta é destruída e não aproveita a ninguém.
Sétimo milagre – o leitor conseguiu chegar até aqui.
Conclusão: Protejam-se lá uns aos outros mas não brinquem com os portugueses.
Mudaram a lei e agora existem três personagens insuspeitos: - o PR, o PAR, e o PM. Só podem ser escutados mediante autorização prévia do presidente do STJ, que nestas circunstâncias passa a tutelar o processo de investigação. Portanto, por aqui, nem vale a pena irmos mais longe. A anedota inicial, ainda que posta ao contrário, corresponde à realidade.
O pior são as outras investigações, aquelas que podem ‘apanhar’ algum dos três insuspeitos em conversas suspeitas! Aqui tudo se complica (ou facilita) consoante a perspectiva ou os interesses em causa.
Certo, certo, é que aquilo que os ‘insuspeitos’ disserem ao telefone, e for escutado, só poderá ser validado se acontecerem vários milagres ao mesmo tempo!
Primeiro milagre – o investigador adivinha que o investigado vai telefonar a um dos ‘três insuspeitos’.
Segundo milagre – movido pelo palpite o investigador tem de obter autorização do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça para efectuar a hipotética escuta.
Terceiro milagre – o presidente do STJ autoriza a escuta;
Quarto milagre – o investigado telefona mesmo, na data e hora previstas, e dentro do prazo da autorização;
Quinto milagre – um dos ‘insuspeitos’ atende o telefone;
Sexto milagre – o teor da conversa é considerado relevante pelo presidente do STJ, caso contrário a escuta é destruída e não aproveita a ninguém.
Sétimo milagre – o leitor conseguiu chegar até aqui.
Conclusão: Protejam-se lá uns aos outros mas não brinquem com os portugueses.
quarta-feira, novembro 04, 2009
Não lhes toquem, por favor
Eu sei que é triste, pouco ético, mas peço-vos a todos, polícias, ministério público, magistrados, e muito especialmente à comunicação social (por causa do bom nome) não lhes toquem, não os acusem de nada, não os pronunciem, e evitem sobretudo a expressão - arguido. A expressão e a constituição.
Porquê?
Explico: - assim como assim, não vai dar em nada e ainda temos (o Estado, nós!) que lhes pagar uma choruda indemnização. Além das despesas de reabilitação! Uma conta calada. Lembrem-se de quanto nos custou (e custa) o processo da Casa Pia! E a reabilitação do Pedroso e companhia?! Até foi preciso mudar de governo!
Por isso, meus amigos, façam como eu, entretenham-se com os escândalos do futebol, e deixem essa malta em paz e sossego. Mas atenção, não puxem muito o cordel do futebol, porque pode vir algum deles atrás. E vamos ter problemas outra vez.
Ah, querem saber quem é ‘essa malta’?! Pois, não posso revelar, mas vou-lhes dar uma pista: - olhem para a primeira fila nas próximas comemorações do centenário da república.
Saudações monárquicas
Porquê?
Explico: - assim como assim, não vai dar em nada e ainda temos (o Estado, nós!) que lhes pagar uma choruda indemnização. Além das despesas de reabilitação! Uma conta calada. Lembrem-se de quanto nos custou (e custa) o processo da Casa Pia! E a reabilitação do Pedroso e companhia?! Até foi preciso mudar de governo!
Por isso, meus amigos, façam como eu, entretenham-se com os escândalos do futebol, e deixem essa malta em paz e sossego. Mas atenção, não puxem muito o cordel do futebol, porque pode vir algum deles atrás. E vamos ter problemas outra vez.
Ah, querem saber quem é ‘essa malta’?! Pois, não posso revelar, mas vou-lhes dar uma pista: - olhem para a primeira fila nas próximas comemorações do centenário da república.
Saudações monárquicas
terça-feira, novembro 03, 2009
“Os intocáveis”
Com a devida vénia publicamos um artigo do jornalista Mário Crespo, que (em minha opinião) retrata o país que somos e o regime que suportamos:
“O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim.
Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.”
Mário Crespo - (JN de 02Nov09)
“O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim.
Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.”
Mário Crespo - (JN de 02Nov09)
quinta-feira, outubro 29, 2009
Cantiga de guerra e paz (toada brasileira)
Há guerra no Iraque
E bombas em Cabul
Um míssil sem sotaque
Desceu do céu azul
.
Há guerra aqui também
Dispara o teu fuzil
Que eu morro sem vintém
Num morro do Brasil
.
Há guerra em toda a parte
Onde anda o bicho homem
Armado em disparate
O feitor da desordem
.
Precisa nova lei
Precisa outra harmonia
Talvez um novo Rei
E sua monarquia
.
E a Deus Nosso Senhor
Que zela sobre a terra
Pedimos mais amor
Em troca desta guerra.
E bombas em Cabul
Um míssil sem sotaque
Desceu do céu azul
.
Há guerra aqui também
Dispara o teu fuzil
Que eu morro sem vintém
Num morro do Brasil
.
Há guerra em toda a parte
Onde anda o bicho homem
Armado em disparate
O feitor da desordem
.
Precisa nova lei
Precisa outra harmonia
Talvez um novo Rei
E sua monarquia
.
E a Deus Nosso Senhor
Que zela sobre a terra
Pedimos mais amor
Em troca desta guerra.
segunda-feira, outubro 12, 2009
A esquerda unida
Portugal já era dos poucos países onde ninguém perde e todos ganham! Agora ultrapassou outra fasquia, a das vitórias com sabor a derrota! Já tinha sido assim nas legislativas - o PS cantou vitória depois de ter perdido mais de meio milhão de votos e uma série de deputados! Aconteceu ontem com o PSD, indiscutível vencedor das autárquicas, porque de facto é o partido que tem mais autarquias (câmaras e freguesias), mas os seus resultados ficam bem longe dos alcançados em 2005. E está a perder gás a cada eleição. Não fora o precioso auxílio do Partido de Portas, especialmente nas áreas urbanas, e os prejuízos seriam ainda maiores.
Quanto ao PS, limitou-se a capitalizar as percas do seu adversário, tirando partido da bipolarização preexistente. Mas nada de euforias e isso viu-se em Lisboa – nem as sondagens amigas, que durante a semana tentaram desmoralizar Santana, nem as projecções de esquerda ao princípio da noite, conseguiram disfarçar o incómodo de um empate técnico que chegou a perfilar-se! Só a madrugada trouxe alguma paz à ‘frente popular’!
Sim, porque quem ganhou em Lisboa não foi Costa, foi a esquerda unida, num ensaio da futura candidatura presidencial de Alegre. E aquilo está muito justo. Foi preciso fazer tremendos sacrifícios – o PCP perdeu um vereador; o Bloco não elegeu Fazenda; a Intersindical vendeu-se; e Costa traiu-se quando engrossou a voz para repetir – ‘quem não se uniu a nós, perdeu’! Mas afinal, quem é que não se uniu?!
Portanto, o próximo cenário eleitoral parece definido, pelo menos do lado da esquerda: têm candidato, e ficámos a saber quanto valem - um resultado próximo do conseguido por Costa, mas com tendência para descer.
Em relação à direita, que vem avançando através do PP e recuando através deste PSD, a questão reside na capacidade de arranjar um candidato mais forte que Cavaco. E se vale alguma coisa a opinião de um monárquico, Rui Rio poderá ser o homem da quarta república.
Quanto ao PS, limitou-se a capitalizar as percas do seu adversário, tirando partido da bipolarização preexistente. Mas nada de euforias e isso viu-se em Lisboa – nem as sondagens amigas, que durante a semana tentaram desmoralizar Santana, nem as projecções de esquerda ao princípio da noite, conseguiram disfarçar o incómodo de um empate técnico que chegou a perfilar-se! Só a madrugada trouxe alguma paz à ‘frente popular’!
Sim, porque quem ganhou em Lisboa não foi Costa, foi a esquerda unida, num ensaio da futura candidatura presidencial de Alegre. E aquilo está muito justo. Foi preciso fazer tremendos sacrifícios – o PCP perdeu um vereador; o Bloco não elegeu Fazenda; a Intersindical vendeu-se; e Costa traiu-se quando engrossou a voz para repetir – ‘quem não se uniu a nós, perdeu’! Mas afinal, quem é que não se uniu?!
Portanto, o próximo cenário eleitoral parece definido, pelo menos do lado da esquerda: têm candidato, e ficámos a saber quanto valem - um resultado próximo do conseguido por Costa, mas com tendência para descer.
Em relação à direita, que vem avançando através do PP e recuando através deste PSD, a questão reside na capacidade de arranjar um candidato mais forte que Cavaco. E se vale alguma coisa a opinião de um monárquico, Rui Rio poderá ser o homem da quarta república.
domingo, outubro 11, 2009
Selecção com sorte
Confesso que não sou um apaixonado pela selecção do Madaíl, uma selecção do regime, cheia de emigrantes (de luxo) e de imigrantes (oportunistas), como também não alinho no histerismo das bandeiras, excessivamente verdes e encarnadas para o meu gosto. Nesta matéria gosto mais das cores de Portugal. E detesto obviamente a paranóia destes ‘cristãos novos’ da bola, que engravidam os estádios onde joga a selecção, com mulheres, filhos e enteados, mais as beldades da moda, primas e namoradas dos jogadores! É muita coisa para não gostar!
Depois, penso que há um excesso de selecções (e de competições internacionais) fenómeno crescente que transfere para o exterior os centros de decisão da bola indígena. Com todos os malefícios que se conhecem – desvalorização das competições internas, enormes pausas nos campeonatos, enormes prejuízos financeiros para a esmagadora maioria dos clubes, e pior do que tudo, gera o desinteresse nos verdadeiros adeptos do futebol. Aqueles que frequentam o futebol todo o ano e não apenas os jogos da selecção.
Eu até compreendo o ‘fenómeno selecção’, já escrevi sobre isto, trata-se de uma deslocação de interesses, um grito de orfandade política, num povo que sente que não tem mais nada em comum, a não ser a selecção… do Madaíl!
Antigamente sempre tínhamos um Rei, um Rei que nos fez companhia desde os primórdios, um Rei que nos unia, e tínhamos a empresa colectiva da nacionalidade que entretanto mandámos às urtigas. Pode dizer-se que estamos mais divididos do que nunca, e eu, que não uso preservativos para o sentimento, também não uso a selecção para fingir que somos Pátria.
Dito isto, e antes que me digam que isto das selecções é muito bom para o país, para sermos conhecidos lá fora, informo desde já que tenho os meus amigos cá dentro e não tenho esse tipo de necessidades – ser conhecido lá fora!
Quanto a ser bom para o país, não digo que não, porém ainda não senti nada no meu bolso! Nem consta que o nível de vida vá aumentar por causa das vitórias da selecção. Se assim fosse o Brasil teria o melhor rendimento per capita do mundo. E sabemos que não tem.
Claro que deve haver muita gente que vive à conta disto, deste internacionalismo democrático, mas não me parece que sejam os mais necessitados.
Meu Deus, agora reparo que me desviei tanto da selecção que só me resta acabar com a selecção – teve sorte com a derrota da Suécia, fez o trabalho de casa contra a Hungria, e espero que esteja na África do Sul, sempre é uma terra onde deixámos raízes. Num continente onde deixámos a alma.
Saudações azuis
Depois, penso que há um excesso de selecções (e de competições internacionais) fenómeno crescente que transfere para o exterior os centros de decisão da bola indígena. Com todos os malefícios que se conhecem – desvalorização das competições internas, enormes pausas nos campeonatos, enormes prejuízos financeiros para a esmagadora maioria dos clubes, e pior do que tudo, gera o desinteresse nos verdadeiros adeptos do futebol. Aqueles que frequentam o futebol todo o ano e não apenas os jogos da selecção.
Eu até compreendo o ‘fenómeno selecção’, já escrevi sobre isto, trata-se de uma deslocação de interesses, um grito de orfandade política, num povo que sente que não tem mais nada em comum, a não ser a selecção… do Madaíl!
Antigamente sempre tínhamos um Rei, um Rei que nos fez companhia desde os primórdios, um Rei que nos unia, e tínhamos a empresa colectiva da nacionalidade que entretanto mandámos às urtigas. Pode dizer-se que estamos mais divididos do que nunca, e eu, que não uso preservativos para o sentimento, também não uso a selecção para fingir que somos Pátria.
Dito isto, e antes que me digam que isto das selecções é muito bom para o país, para sermos conhecidos lá fora, informo desde já que tenho os meus amigos cá dentro e não tenho esse tipo de necessidades – ser conhecido lá fora!
Quanto a ser bom para o país, não digo que não, porém ainda não senti nada no meu bolso! Nem consta que o nível de vida vá aumentar por causa das vitórias da selecção. Se assim fosse o Brasil teria o melhor rendimento per capita do mundo. E sabemos que não tem.
Claro que deve haver muita gente que vive à conta disto, deste internacionalismo democrático, mas não me parece que sejam os mais necessitados.
Meu Deus, agora reparo que me desviei tanto da selecção que só me resta acabar com a selecção – teve sorte com a derrota da Suécia, fez o trabalho de casa contra a Hungria, e espero que esteja na África do Sul, sempre é uma terra onde deixámos raízes. Num continente onde deixámos a alma.
Saudações azuis
sábado, outubro 10, 2009
Poemas do Interregno
Dai-me um pouco dessa água que bebeis
Que à fonte onde fui ontem já não vou
Contai-me um pouco das histórias que sabeis
Eu vos contarei as minhas e quem sou
Vossa companhia dai-me que eu estou só
E de tão só fugiu-me a felicidade
Arrasei tudo o que tinha feito em pó
Hoje só busco paz e sanidade
E com um pouco desse ar são que exalais
Que pouco a pouco já consigo respirar
Levarei eu firme a vida até jamais
Com a força que me derem a ganhar
Bem Hajam!!!
Ruy Sik
Lido no ‘Porta d’Esperança’, jornal da comunidade Vale de Acór
Que à fonte onde fui ontem já não vou
Contai-me um pouco das histórias que sabeis
Eu vos contarei as minhas e quem sou
Vossa companhia dai-me que eu estou só
E de tão só fugiu-me a felicidade
Arrasei tudo o que tinha feito em pó
Hoje só busco paz e sanidade
E com um pouco desse ar são que exalais
Que pouco a pouco já consigo respirar
Levarei eu firme a vida até jamais
Com a força que me derem a ganhar
Bem Hajam!!!
Ruy Sik
Lido no ‘Porta d’Esperança’, jornal da comunidade Vale de Acór
segunda-feira, outubro 05, 2009
Cinco de Outubro de 2009
Os portugueses gostam de palácios, gostam de príncipes e princesas, mas também gostam de reis e rainhas, desde que não sejam os nossos! Esta aparente contradição não os incomoda e convivem perfeitamente com ela. Assim, delirantes, invadiram o Palácio de Belém, acedendo ao convite do actual inquilino. Inquilino que parece não apreciar os antigos proprietários, pois no breve discurso que fez, não fez outra coisa senão proclamar os ideais republicanos. Sem perceber que afrontava outros ideais.
Concluímos portanto que os ideais republicanos (e a ética) se opõem aos ideais monárquicos, precisamente aqueles que fundaram e consolidaram Portugal! E até fabricaram um Palácio para que o senhor presidente pudesse dizer tais disparates.
Um discurso infeliz mas cheio de boas intenções – um apelo a que nos unamos em torno desses ideais republicanos! Se soubéssemos quais são! E ele saberá?!
Referia-se ao Regicídio! Ou ao golpe que implantou a dita república, regime que nunca foi referendado! Talvez estivesse a pensar na revolucionite aguda da primeira república! E nos seus quarenta desgovernos … em dezasseis anos de regabofe! Ou talvez não, se calhar não contou com a ditadura de quarenta e oito anos! E pensa que o estado novo não era república! Tantas as dúvidas que me assaltam, que o melhor é escrever e perguntar-lhe directamente: - senhor presidente, diga-nos quais são os ideais republicanos e se eles têm alguma coisa a ver com o facto de ocuparmos sistemáticamente os últimos lugares do ranking europeu! Em todos itens de desenvolvimento!
Era sobre isto que gostava que esclarecesse o País, em lugar de afrontar oito séculos de história, ou ofender os monárquicos.
Sem outro assunto…
Concluímos portanto que os ideais republicanos (e a ética) se opõem aos ideais monárquicos, precisamente aqueles que fundaram e consolidaram Portugal! E até fabricaram um Palácio para que o senhor presidente pudesse dizer tais disparates.
Um discurso infeliz mas cheio de boas intenções – um apelo a que nos unamos em torno desses ideais republicanos! Se soubéssemos quais são! E ele saberá?!
Referia-se ao Regicídio! Ou ao golpe que implantou a dita república, regime que nunca foi referendado! Talvez estivesse a pensar na revolucionite aguda da primeira república! E nos seus quarenta desgovernos … em dezasseis anos de regabofe! Ou talvez não, se calhar não contou com a ditadura de quarenta e oito anos! E pensa que o estado novo não era república! Tantas as dúvidas que me assaltam, que o melhor é escrever e perguntar-lhe directamente: - senhor presidente, diga-nos quais são os ideais republicanos e se eles têm alguma coisa a ver com o facto de ocuparmos sistemáticamente os últimos lugares do ranking europeu! Em todos itens de desenvolvimento!
Era sobre isto que gostava que esclarecesse o País, em lugar de afrontar oito séculos de história, ou ofender os monárquicos.
Sem outro assunto…
sexta-feira, outubro 02, 2009
Dois galos na capoeira
Hoje, na Sociedade Civil (canal 2) falou-se de monarquia. Monarquia versus República. Aliás começa a falar-se de monarquia com mais frequência e os recentes desaguisados entre Belém e São Bento terão certamente contribuído para isso.
O debate, bem moderado, reuniu António Reis, grão mestre da maçonaria, Inês Pedrosa, republicana convicta, Adelino Maltez, monárquico da ala liberal e um jovem que representava a Causa Real, e cujo nome me escapou. Mas deixou boa impressão! Bem preparado, bem informado, bem educado, conseguiu até dialogar com a ignorância (e algo mais que a ignorância) da dita Inês, um produto acabado da intoxicação republicana!
Cheio de paciência, o jovem monárquico tentava explicar-lhe que esta crise institucional tem a ver com o regime e não com as qualidades melhores ou piores deste ou daquele presidente da república. Porque é muito difícil arbitrar um jogo em que também jogamos. Não se trata apenas de despir a camisola na tentativa de sermos imparciais. A verdade é que procuramos uma nova eleição e isso obriga-nos a jogar. Mas a Inês não percebeu.
Por isso talvez fosse preferível dar-lhe um exemplo mais simples, mais terra a terra. Inclusivé, um exemplo republicano!
Chamar-lhe a atenção, que no caso português, o conflito institucional entre presidente e primeiro-ministro é inevitável.
Porquê?!
Porque os nossos brilhantes constitucionalistas, os pais da constituição de Abril, nem para a república foram bons! Fabricaram uma coisa chamada semi-presidencialismo, que na prática produz um presidente da república e um primeiro-ministro com a mesma legitimidade democrática! Ou seja, ambos se reclamam de terem sido eleitos pelo povo. Dir-se-á que os deputados é que foram eleitos directamente e que o primeiro ministro é um resultado desse primeiro escrutínio. Mas isso é um sofisma, outro sofisma republicano, porque na realidade os portugueses que foram votar no Domingo, não foram escolher deputados, foram escolher o próximo primeiro-ministro.
Assim, ou até com um desenho, talvez a Pedrosa lá chegasse.
quinta-feira, outubro 01, 2009
O timing dos submarinos!
Inesperadamente vêm à superfície, por coincidência no dia em que o presidente ía falar ao país! Sobre as baixas pressões socialistas.
A este propósito, a primeira página do Correio da Manhã de quarta-feira, dia seguinte à comunicação de Cavaco Silva, é um case study! Incrédulo tive de confirmar a data do jornal. Mas era verdade - a toda a largura, com todo o destaque, só se viam submarinos a derrapar! E num cantinho lá vinha uma referência à comunicação do presidente!
Coincidência ou mera opção editorial!
E tamanha publicidade sobre as buscas, com os media já plantados junto ao alvo, será normal ou os jornalistas íam a passar, viram todo aquele aparato e resolveram espreitar!
Mas a grande coincidência tem a ver com Portas e com a sua retumbante vitória. Aliás, sempre que Portas ganha, ou sempre que a esquerda perde, os submarinos saltam logo da gaveta. Não têm a sorte do Freeport que para sair da gaveta foi um castigo.
Coincidências, claro.
quarta-feira, setembro 30, 2009
A asfixia
É uma história de ficção, tudo começa numa casa que recolhe órfãos e desvalidos. A notícia de um escândalo de pedofilia abala um pequeno país, habituado a acreditar no regime e nos seus dirigentes. Que afinal não eram puros e castos como se pensava, e as ‘escutas’ evidenciaram.
Como foi possível acontecer?! – Perguntavam uns.
Como foi possível saber-se?! – Perguntavam outros.
Uma jovem jornalista, menos avisada, tinha puxado o novelo e veio tudo atrás. Um jovem juiz, menos avisado, deteve um político!
A partir daqui desenrola-se a acção – era preciso proteger o regime e os seus altos dignitários a qualquer preço. E assim foi.
Convocaram-se eleições mesmo com uma maioria no parlamento. A comunicação social deu uma ajuda, e foi designado um governo com incumbências específicas: - controlar a justiça e o jovem juiz foi parar à prateleira; controlar o serviço de informações e o serviço de informações foi parar ao bolso do primeiro-ministro; controlar a comunicação social, ao menos no período das eleições. E isso foi conseguido – o incómodo telejornal de uma televisão privada foi silenciado.
Cumprida a missão, à custa de sangue, suor e lágrimas, mas especialmente do endividamento do erário público, era absolutamente vital voltar a ganhar as eleições, pois havia (e há) muita coisa para esconder, uma série de suspeições e processos para arquivar.
A crise económica internacional deu uma ajuda – permitiu aprofundar o papel de ‘pai natal’, tão ao gosto de um governo que fabrica pobres para depois os subsidiar!
Mas as sondagens davam um empate técnico. Era preciso fazer mais qualquer coisa – e lá veio a rábula das ‘escutas’, as pressões sobre o presidente, a pata na poça…
Não sei como esta história vai acabar, mas duvido que tenha um final feliz.
Como foi possível acontecer?! – Perguntavam uns.
Como foi possível saber-se?! – Perguntavam outros.
Uma jovem jornalista, menos avisada, tinha puxado o novelo e veio tudo atrás. Um jovem juiz, menos avisado, deteve um político!
A partir daqui desenrola-se a acção – era preciso proteger o regime e os seus altos dignitários a qualquer preço. E assim foi.
Convocaram-se eleições mesmo com uma maioria no parlamento. A comunicação social deu uma ajuda, e foi designado um governo com incumbências específicas: - controlar a justiça e o jovem juiz foi parar à prateleira; controlar o serviço de informações e o serviço de informações foi parar ao bolso do primeiro-ministro; controlar a comunicação social, ao menos no período das eleições. E isso foi conseguido – o incómodo telejornal de uma televisão privada foi silenciado.
Cumprida a missão, à custa de sangue, suor e lágrimas, mas especialmente do endividamento do erário público, era absolutamente vital voltar a ganhar as eleições, pois havia (e há) muita coisa para esconder, uma série de suspeições e processos para arquivar.
A crise económica internacional deu uma ajuda – permitiu aprofundar o papel de ‘pai natal’, tão ao gosto de um governo que fabrica pobres para depois os subsidiar!
Mas as sondagens davam um empate técnico. Era preciso fazer mais qualquer coisa – e lá veio a rábula das ‘escutas’, as pressões sobre o presidente, a pata na poça…
Não sei como esta história vai acabar, mas duvido que tenha um final feliz.
terça-feira, setembro 29, 2009
Belém ensaia missil de longo alcance!
Numa comunicação surpreendente, 'chamando os bois pelos nomes', Cavaco Silva arrasou governo e partido socialista, dando razão a todos aqueles que se queixam da asfixia democrática. Os comentadores de serviço, normalmente tão afoitos, estavam confusos, não perceberam o conteúdo da mensagem.
Os partidos reagiram à sua maneira - os comunistas tocaram no essencial, no fosso quase intransponível entre São Bento e Belém. O Bloco de Esquerda, qual menino de coro, achou lamentável! O CDS passou ao largo, não quis nem quer chamuscar-se. O PSD produziu a declaração mais inteligente da noite - lamentou apenas que Cavaco não tivesse falado mais cedo. Para esclarecimento dos eleitores. O PS manteve-se mudo durante tempo demais. Silva Pereira tentou rebater a intervenção presidencial, mas nem os indefectíveis convenceu.
E os dados estão lançados, Cavaco atravessou o Rubicão.
É preciso reabilitar a política, moralizar o país, dar esperança às pessoas. Uma pedrada no charco não chega.
Estamos fartos de mentiras.
E por falar em mentiras, adivinhem qual era notícia do dia?! A candida procuradora anda no encalço dos submarinos... do Portas!
Nem de encomenda!
Os partidos reagiram à sua maneira - os comunistas tocaram no essencial, no fosso quase intransponível entre São Bento e Belém. O Bloco de Esquerda, qual menino de coro, achou lamentável! O CDS passou ao largo, não quis nem quer chamuscar-se. O PSD produziu a declaração mais inteligente da noite - lamentou apenas que Cavaco não tivesse falado mais cedo. Para esclarecimento dos eleitores. O PS manteve-se mudo durante tempo demais. Silva Pereira tentou rebater a intervenção presidencial, mas nem os indefectíveis convenceu.
E os dados estão lançados, Cavaco atravessou o Rubicão.
É preciso reabilitar a política, moralizar o país, dar esperança às pessoas. Uma pedrada no charco não chega.
Estamos fartos de mentiras.
E por falar em mentiras, adivinhem qual era notícia do dia?! A candida procuradora anda no encalço dos submarinos... do Portas!
Nem de encomenda!
segunda-feira, setembro 28, 2009
Escutas e inventonas
Curiosidade, coincidência, e se Cavaco cumprisse a promessa de falar ao país sobre o caso das escutas, um dia depois das eleições? O que sucederia?
Justamente hoje, aniversário de um outro 28 de Setembro, o de 1974, o princípio do fim do primeiro presidente desta terceira república - o general Spínola!
Tudo começou com uma manifestação convocada por alguns partidos de direita para apoiar Spínola, impotente para travar a escalada de comunistas e afins. E que estavam desejosos de entregar as colónias portuguesas aos seus amigos soviéticos. À boa maneira leninista, a manifestação foi rápidamente aproveitada para um golpe de esquerda, baseado numa 'inventona' - a invenção de que a 'reacção' (o clássico inimigo imaginário) preparava a contra revolução!
O resto sabe-se - Spínola resignou e a esquerda apoderou-se definitivamente do aparelho de estado executando então a famosa 'descolonização exemplar'! Timor incluído, e incluído também o tardio arrependimento socialista!
Valeram entretanto os 'Comandos' de Jaime Neves para, no 25 de Novembro de 1975, reporem alguma ordem no país e evitarem uma guerra civil. Porque a ideia comunista era transformar Portugal num paraíso albanês!
Mas, regressemos à pergunta inicial - que sucederá quando Cavaco Silva vier explicar o que de facto se passou (ou não passou) no caso das escutas?!
Porque das duas uma - ou trata-se de uma inventona com origem em Belém; ou há mesmo fumo e fogo e então o caso é gravíssimo, pondo mesmo em causa, a formação do próximo governo.
A ver vamos.
Foi por tudo isto que me lembrei do 28 de Setembro.
sexta-feira, setembro 25, 2009
Votar na direita
Esquerda e direita, não fujo à questão, digo apenas que votar na direita é uma tarefa difícil em Portugal!
Por várias razões. Desde logo por causa da propaganda mentirosa da esquerda que chama direita a tudo aquilo que não gosta ou acha que está torto! São mais de trinta anos de propaganda, asfixiante, quase totalitária.
Uma segunda razão, que decorre directamente da primeira, e pontua todas as outras, assenta no medo que aquela propaganda provoca num povo timorato, assustadiço, e com longo historial de adesivo.
Por isso a direita portuguesa tem andado escondida, onde pode, e vai vestindo algumas fatiotas que notoriamente não lhe servem. Pior, assim desposicionada, desfigura completamente o leque partidário, confunde e confunde-se, e sem querer, dá razão à caricatura que a esquerda inventou para si.
Ultimamente, timidamente, ouvem-se algumas vozes que se afirmam de direita, mas de conteúdo e origem suspeitas.
A ver se nos entendemos – a direita não é social-democrata; nem centrista; no primeiro caso porque (a direita) não é de esquerda; no segundo caso, porque a direita não é liberal.
A direita também não é racista ou xenófoba, terminologia de esquerda para escamotear a verdade – a direita é nacional, no sentido em que se responsabiliza pelo presente e futuro dos portugueses. Por isso tem prioridades – resolve primeiro os problemas internos. Um exemplo – a direita quer acabar com a insegurança em Portugal, e só depois se abalança a tentar resolver os problemas de segurança no Afeganistão.
Mais, a direita é abrangente, não renega o passado, e ao contrário da esquerda, não se envergonha da história, considera portanto que são portugueses ‘todos aqueles que se deixaram tocar pela aventura da descoberta’, ou seja, todos aqueles que querem ser portugueses.
A direita tem uma ideia séria sobre o Estado, uma ideia de serviço e não de emprego para familiares e amigos. Por isso responsabiliza os funcionários públicos e premeia o mérito. Acha, por exemplo, descabido que numa altura de crise generalizada, com o desemprego a subir em flecha, que aqueles que têm o posto de trabalho garantido, se dêem ao luxo de reivindicarem seja o que for! Que seria pago com os impostos de todos. E sem qualquer benefício para a comunidade.
O mesmo se diga das obras faraónicas, construídas com o suor da escravidão! E que outro nome têm os imigrantes que nelas trabalham?! Sem quaisquer garantias e que sobrevivem amontoados num contentor?! Não, a direita não constrói pirâmides nos tempos modernos.
A direita não privatiza os serviços que cabem na vocação do estado – saúde, justiça, forças armadas e de segurança. Mas porque reconhece os seus limites (coisa que a esquerda não faz ideia) nunca renegou alianças estratégicas com as instituições históricas, emanadas do povo, e que moldaram esse mesmo povo. Por isso a direita apoiou sempre as Misericórdias. Não as nacionalizou para as destruir ou domesticar em função de interesses ideológicos ou particulares. Nessa tentação caiu a esquerda.
A direita toma a Igreja Católica por aliada, e não a diminui. Muito pelo contrário, reconhece a sua importância no ensino, na saúde, na caridade.
A direita tem valores que a distinguem da esquerda – é pela vida; é pela tradição. E ser pela tradição significa respeito pelo saber acumulado. Respeito pelo passado para que possamos amanhã (quando formos passado) ser também respeitados.
Neste sentido a direita não é estúpida, não tem a presunção de fundar Portugal todos os dias. Nem quer descobrir a pólvora.
Finalmente a direita quando é governo não estimula as causas fracturantes, prefere estimular a coesão nacional.
Terá então a direita a chave para resolver a crise?
Não sabemos. Sabemos apenas que a esquerda, que há trinta anos domina os órgãos do estado, não tem condições para tal.
Posto isto, haverá algum partido de direita onde possamos votar no próximo Domingo?
Por várias razões. Desde logo por causa da propaganda mentirosa da esquerda que chama direita a tudo aquilo que não gosta ou acha que está torto! São mais de trinta anos de propaganda, asfixiante, quase totalitária.
Uma segunda razão, que decorre directamente da primeira, e pontua todas as outras, assenta no medo que aquela propaganda provoca num povo timorato, assustadiço, e com longo historial de adesivo.
Por isso a direita portuguesa tem andado escondida, onde pode, e vai vestindo algumas fatiotas que notoriamente não lhe servem. Pior, assim desposicionada, desfigura completamente o leque partidário, confunde e confunde-se, e sem querer, dá razão à caricatura que a esquerda inventou para si.
Ultimamente, timidamente, ouvem-se algumas vozes que se afirmam de direita, mas de conteúdo e origem suspeitas.
A ver se nos entendemos – a direita não é social-democrata; nem centrista; no primeiro caso porque (a direita) não é de esquerda; no segundo caso, porque a direita não é liberal.
A direita também não é racista ou xenófoba, terminologia de esquerda para escamotear a verdade – a direita é nacional, no sentido em que se responsabiliza pelo presente e futuro dos portugueses. Por isso tem prioridades – resolve primeiro os problemas internos. Um exemplo – a direita quer acabar com a insegurança em Portugal, e só depois se abalança a tentar resolver os problemas de segurança no Afeganistão.
Mais, a direita é abrangente, não renega o passado, e ao contrário da esquerda, não se envergonha da história, considera portanto que são portugueses ‘todos aqueles que se deixaram tocar pela aventura da descoberta’, ou seja, todos aqueles que querem ser portugueses.
A direita tem uma ideia séria sobre o Estado, uma ideia de serviço e não de emprego para familiares e amigos. Por isso responsabiliza os funcionários públicos e premeia o mérito. Acha, por exemplo, descabido que numa altura de crise generalizada, com o desemprego a subir em flecha, que aqueles que têm o posto de trabalho garantido, se dêem ao luxo de reivindicarem seja o que for! Que seria pago com os impostos de todos. E sem qualquer benefício para a comunidade.
O mesmo se diga das obras faraónicas, construídas com o suor da escravidão! E que outro nome têm os imigrantes que nelas trabalham?! Sem quaisquer garantias e que sobrevivem amontoados num contentor?! Não, a direita não constrói pirâmides nos tempos modernos.
A direita não privatiza os serviços que cabem na vocação do estado – saúde, justiça, forças armadas e de segurança. Mas porque reconhece os seus limites (coisa que a esquerda não faz ideia) nunca renegou alianças estratégicas com as instituições históricas, emanadas do povo, e que moldaram esse mesmo povo. Por isso a direita apoiou sempre as Misericórdias. Não as nacionalizou para as destruir ou domesticar em função de interesses ideológicos ou particulares. Nessa tentação caiu a esquerda.
A direita toma a Igreja Católica por aliada, e não a diminui. Muito pelo contrário, reconhece a sua importância no ensino, na saúde, na caridade.
A direita tem valores que a distinguem da esquerda – é pela vida; é pela tradição. E ser pela tradição significa respeito pelo saber acumulado. Respeito pelo passado para que possamos amanhã (quando formos passado) ser também respeitados.
Neste sentido a direita não é estúpida, não tem a presunção de fundar Portugal todos os dias. Nem quer descobrir a pólvora.
Finalmente a direita quando é governo não estimula as causas fracturantes, prefere estimular a coesão nacional.
Terá então a direita a chave para resolver a crise?
Não sabemos. Sabemos apenas que a esquerda, que há trinta anos domina os órgãos do estado, não tem condições para tal.
Posto isto, haverá algum partido de direita onde possamos votar no próximo Domingo?
Chefia de estado independente, precisa-se
Prisioneiro dos partidos, porque deles provém e só com o seu favor se candidata, o chefe de estado republicano acaba de interferir de maneira decisiva na campanha eleitoral. Mesmo que não quisesse fazê-lo, os partidos, omnipotentes e tentaculares, têm sempre a possibilidade de o chamar a terreiro para cobrar a factura da sua eleição. E como no horizonte se perspectiva nova eleição presidencial, o presidente, à semelhança do país político, não tem outro remédio senão andar em permanente campanha eleitoral. Com todas as consequências para a sua própria credibilidade e imagem. Isto não é bom para Portugal.
Como bem diz o Duque de Bragança, estes episódios das escutas, que mancham de suspeição (todas) as instituições políticas, não acontecem nas monarquias europeias. Porque insistimos então num modelo ideológico que na prática não funciona?! A quem serve afinal este regime?!
E a questão volta a colocar-se - que vamos nós comemorar no 'centenário da república?!
.
. Saudações monárquicas.
quarta-feira, setembro 23, 2009
Lixeira a céu aberto
Por mais aterros sanitários que se façam ele aparece por todo o lado! Mal coberto, vem à superfície e revela misérias, novas e antigas, e quando não se vê deixa o cheiro pestilento. Em se tratando de época eleitoral é pior. O país reduz-se então a um enorme eco-ponto onde cabe quase tudo. O presidente desta república do lixo dá o exemplo - mexe e remexe de acordo com as conveniências da lixeira (porque a lixeira também tem as suas conveniências) e nesse afã não poupa amigos e correlegionários! No lixo vale tudo.
Do outro lado da lixeira, na zona dos plásticos, agitam-se alguns detritos flutuantes, triunfantes porque ficaram momentânea e aparentemente por cima. É assim a vida do lixo.
O melhor é ficar por aqui, longe das urnas, por causa dos salpicos. Eu disse urnas, mas pensei em contentores... do lixo.
terça-feira, setembro 15, 2009
Farto de Manuelas
Aparecem com ar de novidade, como se aqui aterrassem pela primeira vez, mas nunca de cá saíram, andaram sempre por aí, e a receita é a mesma – produzir e poupar. Uma boa receita, pena que sejam (sempre) os mesmos a pagar a conta.
Ah, mas é melhor que Sócrates, dizem. Não sei. Ambos mentem. Sócrates prometeu baixar os impostos e não fez outra coisa senão aumentá-los! Nem os reformados escaparam. Manuela afirma que é a seriedade em pessoa, e agora é ela que promete não aumentar os impostos. Mas no seu discurso só fala de dívidas, dívidas que temos que pagar. Já agora com que dinheiro?! Com o dela não é certamente. Por outro lado ninguém se esquece do episódio das acções do Benfica – que serviram para pagar dívidas fiscais! Papéis sem qualquer valor, uma cedência ao popularucho, a dama de latão no seu melhor.
Mas aquilo que mais os identifica, chefes de fila que são de dois partidos iguais, é esta querela castelhana!
Um, por causa do TGV, a outra, por causa do Santander, acusam-se mutuamente de estarem ao serviço dos espanhóis. E desta vez, provavelmente, têm ambos razão.
Para desespero do país.
Saudações monárquicas.
Ah, mas é melhor que Sócrates, dizem. Não sei. Ambos mentem. Sócrates prometeu baixar os impostos e não fez outra coisa senão aumentá-los! Nem os reformados escaparam. Manuela afirma que é a seriedade em pessoa, e agora é ela que promete não aumentar os impostos. Mas no seu discurso só fala de dívidas, dívidas que temos que pagar. Já agora com que dinheiro?! Com o dela não é certamente. Por outro lado ninguém se esquece do episódio das acções do Benfica – que serviram para pagar dívidas fiscais! Papéis sem qualquer valor, uma cedência ao popularucho, a dama de latão no seu melhor.
Mas aquilo que mais os identifica, chefes de fila que são de dois partidos iguais, é esta querela castelhana!
Um, por causa do TGV, a outra, por causa do Santander, acusam-se mutuamente de estarem ao serviço dos espanhóis. E desta vez, provavelmente, têm ambos razão.
Para desespero do país.
Saudações monárquicas.
sexta-feira, agosto 14, 2009
Medina razão!
Medina Carreira tem razão. Só que não basta ter razão é precisa a solução! E a solução é política, se o problema é económico. E a solução proposta, um conjunto de homens bons, pessoas sérias, desprendidas do poder, capazes e trabalhadeiras, não existem, ou se existem não querem participar num jogo/sistema/regime… batoteiro. A história é simples e repetida.
Aliás, a ideia do Professor fez-me lembrar outro Professor – quarenta e oito anos de união nacional, mais ditadura. E um presidente da república para inaugurar fontanários!
Talvez seja útil reavivar a memória - todos se lembram que o rei D. Carlos também quis dar uma solução ao país. Solução que passava pelo fim das manigâncias partidárias, dos governos que caíam, apenas porque isso interessava à oposição!
Foi assassinado por causa disso.
E a verdade é que existe uma grande similitude entre o chamado rotativismo monárquico e a situação actual – em ambos os casos subsiste, ou uma batota regimental, que ninguém (nem o rei) conseguiu emendar, ou uma ideologia infantil, que também ninguém quer emendar!
E não querem emendar porque isso não convém ao nacional barriguismo.
Aliás, a ideia do Professor fez-me lembrar outro Professor – quarenta e oito anos de união nacional, mais ditadura. E um presidente da república para inaugurar fontanários!
Talvez seja útil reavivar a memória - todos se lembram que o rei D. Carlos também quis dar uma solução ao país. Solução que passava pelo fim das manigâncias partidárias, dos governos que caíam, apenas porque isso interessava à oposição!
Foi assassinado por causa disso.
E a verdade é que existe uma grande similitude entre o chamado rotativismo monárquico e a situação actual – em ambos os casos subsiste, ou uma batota regimental, que ninguém (nem o rei) conseguiu emendar, ou uma ideologia infantil, que também ninguém quer emendar!
E não querem emendar porque isso não convém ao nacional barriguismo.
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Mas vejamos o paralelo: - no rotativismo, os dois partidos que se revezavam no poder, sabiam que destituindo o adversário era a eles que (constitucionalmente) incumbia a tarefa de prepararem as próximas eleições! Que ganhavam sempre, bastando para tal prometer lugares e mordomias à clientela habitual. Clientela que mudava de casaca e de voto consoante as conveniências do momento. Foi esta batota que arruinou o país e permitiu o assalto ao poder por parte do partido republicano.
Mas vejamos o paralelo: - no rotativismo, os dois partidos que se revezavam no poder, sabiam que destituindo o adversário era a eles que (constitucionalmente) incumbia a tarefa de prepararem as próximas eleições! Que ganhavam sempre, bastando para tal prometer lugares e mordomias à clientela habitual. Clientela que mudava de casaca e de voto consoante as conveniências do momento. Foi esta batota que arruinou o país e permitiu o assalto ao poder por parte do partido republicano.
Não havia homens bons e honestos nesse tempo?! Claro que havia, mas afastavam-se da política.
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Actualmente as coisas passam-se com outra subtileza mas o resultado é o mesmo – os partidos do arco do poder também se revezam e também sabem que as promessas eleitorais são para esquecer após a vitória nas eleições. Mas, ao contrário do rotativismo monárquico, o (partido do) governo tem possibilidades de ser reeleito, uma vez que o período eleitoral é assegurado pelo governo em funções, ainda que com reserva de gestão.
Porém, se conseguimos maior estabilidade governamental, não diminuímos o clientelismo partidário. A situação piorou, porque os partidos se tornaram omnipotentes e omnipresentes, já que nem o presidente da república lhes escapa. Pois são eles que o produzem.
Ficámos, portanto, com todos os vícios do rotativismo monárquico e perdemos um árbitro, que não dependia dos partidos e por isso mesmo, podia ser árbitro.
Actualmente as coisas passam-se com outra subtileza mas o resultado é o mesmo – os partidos do arco do poder também se revezam e também sabem que as promessas eleitorais são para esquecer após a vitória nas eleições. Mas, ao contrário do rotativismo monárquico, o (partido do) governo tem possibilidades de ser reeleito, uma vez que o período eleitoral é assegurado pelo governo em funções, ainda que com reserva de gestão.
Porém, se conseguimos maior estabilidade governamental, não diminuímos o clientelismo partidário. A situação piorou, porque os partidos se tornaram omnipotentes e omnipresentes, já que nem o presidente da república lhes escapa. Pois são eles que o produzem.
Ficámos, portanto, com todos os vícios do rotativismo monárquico e perdemos um árbitro, que não dependia dos partidos e por isso mesmo, podia ser árbitro.
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Sabemos que aqui na terra não existem regimes perfeitos. Mas existem uns melhores do que os outros.
Saudações monárquicas
Saudações monárquicas
quinta-feira, agosto 13, 2009
A reacção cinzenta (cobarde)
Segundo informações que posso considerar fidedignas, a polícia judiciária deteve hoje Rodrigo Moita de Deus e Henrique Burnay (elementos do 31 da armada) quando ambos se aprestavam para devolver (à Câmara Municipal de Lisboa) a bandeira da cidade. Bandeira que foi (momentâneamente) substituída no passado dia 10 de Agosto por uma das bandeiras portuguesas. A bandeira azul e branca.
Como se vê o regime republicano não mudou nada! É o mesmo que foi imposto pela força em 1910, que nunca foi referendado ou plebiscitado, que substituíu sem pedir licença a bandeira nacional, é o mesmo que sobreviveu em ditadura durante meio século, que alijou responsabilidades através de uma descolonização 'exemplar', e que tem uma justiça com dois pesos e duas medidas. Nestes regimes as forças de segurança nunca são respeitadas porque estão mais preocupadas com a defesa da situação do que com os direitos e deveres dos portugueses.
Por isso o chamado caso da bandeira, cumprido o seu papel cívico, teria ficado por aqui, se houvesse da parte do poder a sensibilidade e grandeza necessárias para perceber a mensagem e encaixar o revés. Mas pelos vistos não há.
E nem podia haver pois então estaríamos a falar de outro regime, um regime em que os monárquicos não teriam razão.
E já não peço que se regenerem, mas peço que não façam mais asneiras - soltem os prisioneiros, já.
segunda-feira, agosto 10, 2009
Uma bandeira no interregno!
Um grupo de patriotas, cansados de esperar, escalaram a parede do município de Lisboa e içaram a bandeira de Portugal!
Reposta a legitimidade, o azul e branco tremulou ao vento, a cidade amanheceu coroada, mais bonita e mais portuguesa!
Polícia, transeuntes, funcionários da câmara, não deram por nada! Como se a bandeira lhes fosse familiar!
Reposta a legitimidade, o azul e branco tremulou ao vento, a cidade amanheceu coroada, mais bonita e mais portuguesa!
Polícia, transeuntes, funcionários da câmara, não deram por nada! Como se a bandeira lhes fosse familiar!
Aos intrépidos conjurados do ’31 da armada’ só posso acrescentar a minha voz – Viva Portugal!
Afinal o futuro ainda existe!
Saudações monárquicas
Afinal o futuro ainda existe!
Saudações monárquicas
quinta-feira, julho 30, 2009
Apanhados da semana
Super Dragão apanhado em rede de prostituição – contratava brasileiras para jogarem nos bares de alterne do Porto;
Madaíl apanhado em offshore – a Federação jogava o nosso dinheirinho na dona branca;
Benfica apanhado no tráfico de influências – fez contratos com terceiros (Euroárea!) onde se propõe mover influências junto das autarquias (Lisboa e Seixal, tanto quanto se sabe) para alterar os respectivos PDM (mais área de construção) a favor desses mesmos terceiros. E há sinais de que vai conseguir ‘honrar’ esses ‘compromissos’;
PS e Bloco apanhados a mentir – por causa da Joana um dos três mente;
António Costa apanhado por Santana – no debate para a CML Santana apanhou Costa em contradição. Obra feita, zero; planos absurdos, muitos; encarecer e atrapalhar a vida das pessoas, sempre. E provou que anda mal acompanhado. O ‘Zé oportunista’ (que faz parte da lista do Costa) só serve para gastar dinheiro à cidade;
E se fossemos contabilizar mais apanhados o rol não tinha fim. Sirva de consolação à república que na união europeia já fomos apanhados (e ultrapassados) por todos!
Saudações monárquicas
Madaíl apanhado em offshore – a Federação jogava o nosso dinheirinho na dona branca;
Benfica apanhado no tráfico de influências – fez contratos com terceiros (Euroárea!) onde se propõe mover influências junto das autarquias (Lisboa e Seixal, tanto quanto se sabe) para alterar os respectivos PDM (mais área de construção) a favor desses mesmos terceiros. E há sinais de que vai conseguir ‘honrar’ esses ‘compromissos’;
PS e Bloco apanhados a mentir – por causa da Joana um dos três mente;
António Costa apanhado por Santana – no debate para a CML Santana apanhou Costa em contradição. Obra feita, zero; planos absurdos, muitos; encarecer e atrapalhar a vida das pessoas, sempre. E provou que anda mal acompanhado. O ‘Zé oportunista’ (que faz parte da lista do Costa) só serve para gastar dinheiro à cidade;
E se fossemos contabilizar mais apanhados o rol não tinha fim. Sirva de consolação à república que na união europeia já fomos apanhados (e ultrapassados) por todos!
Saudações monárquicas
quarta-feira, julho 15, 2009
Almada, Tejo e depois…
Almada, Tejo e agora
Canto o que falta cantar
Canto a cidade encantada
Numa quadra popular!
Arraial por São João
É festa rija em Almada
O Tejo salta o pontão
Numa onda apaixonada!
Tenho Almada à minha espera
O Tejo faz-me esperar
Eu hei-de ir ao São João
Nem que tenha que nadar!
O Tejo namoradeiro
Traz Almada no beicinho
São João que é padroeiro
Faz questão em ser padrinho!
Almada atira-se ao Tejo
São João está-se a afogar
Ou vamos ficar sem festa
Ou sou eu a delirar!
São João tem dois desejos
Num manjerico dos seus
Almada com mil festejos
O Tejo da cor do céu!
Vou até à outra banda
Com o Tejo folgazão
Almada anda e ciranda
Nas marchas de São João!
Há canções ao desafio
Vai São João a passar
Almada toda é um rio
E o Tejo parece o mar!
Almada, Tejo e agora!
O São João acabou
O povo já foi embora
Só a saudade ficou!
Almada, Tejo e depois
Um sentimento profundo
As festas da nossa terra
São sempre as melhores do mundo!
Canto o que falta cantar
Canto a cidade encantada
Numa quadra popular!
Arraial por São João
É festa rija em Almada
O Tejo salta o pontão
Numa onda apaixonada!
Tenho Almada à minha espera
O Tejo faz-me esperar
Eu hei-de ir ao São João
Nem que tenha que nadar!
O Tejo namoradeiro
Traz Almada no beicinho
São João que é padroeiro
Faz questão em ser padrinho!
Almada atira-se ao Tejo
São João está-se a afogar
Ou vamos ficar sem festa
Ou sou eu a delirar!
São João tem dois desejos
Num manjerico dos seus
Almada com mil festejos
O Tejo da cor do céu!
Vou até à outra banda
Com o Tejo folgazão
Almada anda e ciranda
Nas marchas de São João!
Há canções ao desafio
Vai São João a passar
Almada toda é um rio
E o Tejo parece o mar!
Almada, Tejo e agora!
O São João acabou
O povo já foi embora
Só a saudade ficou!
Almada, Tejo e depois
Um sentimento profundo
As festas da nossa terra
São sempre as melhores do mundo!
quarta-feira, julho 08, 2009
A casa verde e encarnada
É provável que os cem anos se festejem com uma longa amnistia onde caibam todos os crimes. Desde a pedofilia de estado ao favorecimento político, passando pelo enriquecimento ilícito. Grandes beneficiários serão os partidos do arco do poder mas comunistas e afins também serão contemplados.
O pacto de regime tentará calar o descontentamento popular com medidas avulsas, segurando até ao limite cargos e mordomias. Serão os treze anos de guerra desta terceira república! Se a Europa aguentar, obviamente.
A corroer os fundamentos subsistem todos os vícios conhecidos, o escândalo diário, a justiça que não existe, e o risco eminente de fracturas partidárias.
‘Zangam-se as comadres…’, diz o povo, foi assim que acabou a monarquia constitucional.
É assim quando os regimes deixam de ser representativos.
Saudações monárquicas
O pacto de regime tentará calar o descontentamento popular com medidas avulsas, segurando até ao limite cargos e mordomias. Serão os treze anos de guerra desta terceira república! Se a Europa aguentar, obviamente.
A corroer os fundamentos subsistem todos os vícios conhecidos, o escândalo diário, a justiça que não existe, e o risco eminente de fracturas partidárias.
‘Zangam-se as comadres…’, diz o povo, foi assim que acabou a monarquia constitucional.
É assim quando os regimes deixam de ser representativos.
Saudações monárquicas
segunda-feira, julho 06, 2009
O Belenenses nunca desce?!
Esta é a pergunta que me acompanha desde que saio até que entro outra vez em casa. Entre sorrisos de escárnio e mal dizer, quem me pergunta, não quer ouvir a resposta, só quer fazer a pergunta. Por isso e para os interessados tenho que lavrar a presente acta que vai conforme a resposta original, a saber:
O Belenenses, na sua qualidade de único clube que ainda não é satélite de nenhum dos ‘três clubes do estado’, está condenado a ser sempre convidado para participar neste campeonato a fingir. Porque seja sueca ou bridge, falta claramente um parceiro, nem que seja para fazer de ‘morto’.
Os clubes suportados pelas regiões autónomas seriam uma hipótese a considerar, desde que alguém estivesse disponível para pagar as passagens.
Quanto aos restantes, nada feito! Ou gravitam na órbita de Benfica e Sporting, ou são satélites do Porto. Não vale portanto a pena perder tempo com clones ou duplicados. Sujeitos a desaparecerem mal se esgote o interesse do respectivo protector.
Por isso, por mais secretarias que inventem, por mais descidas que aconteçam, a realidade é mais forte – o Belenenses existe. E existe por si.
Saudações azuis.
O Belenenses, na sua qualidade de único clube que ainda não é satélite de nenhum dos ‘três clubes do estado’, está condenado a ser sempre convidado para participar neste campeonato a fingir. Porque seja sueca ou bridge, falta claramente um parceiro, nem que seja para fazer de ‘morto’.
Os clubes suportados pelas regiões autónomas seriam uma hipótese a considerar, desde que alguém estivesse disponível para pagar as passagens.
Quanto aos restantes, nada feito! Ou gravitam na órbita de Benfica e Sporting, ou são satélites do Porto. Não vale portanto a pena perder tempo com clones ou duplicados. Sujeitos a desaparecerem mal se esgote o interesse do respectivo protector.
Por isso, por mais secretarias que inventem, por mais descidas que aconteçam, a realidade é mais forte – o Belenenses existe. E existe por si.
Saudações azuis.
sexta-feira, julho 03, 2009
Cortesias em São Bento!
Eu sou do tempo em que Portugal e o mundo se confundiam. Tenho portanto quinhentos anos! Nesse tempo corriam-se touros a sério, as touradas eram um espectáculo divertido, e o povo dava por bem empregue o seu tempo!
Bons tempos que não voltam mais…
Agora estamos reduzidos a animais de pequeno porte que nem para garraiadas servem! Ensaiam gestos, fazem umas cócegas uns aos outros e correm a refugiar-se nas tábuas.
Foi o que aconteceu ontem durante as cortesias em São Bento. Um ministro acabou corrido e um dos ‘inteligentes’ ficou-se a rir! Cenas tristes.
E o povo ainda tem que pagar para ver isto!
Bons tempos que não voltam mais…
Agora estamos reduzidos a animais de pequeno porte que nem para garraiadas servem! Ensaiam gestos, fazem umas cócegas uns aos outros e correm a refugiar-se nas tábuas.
Foi o que aconteceu ontem durante as cortesias em São Bento. Um ministro acabou corrido e um dos ‘inteligentes’ ficou-se a rir! Cenas tristes.
E o povo ainda tem que pagar para ver isto!
sexta-feira, junho 26, 2009
E que tal falar de política?!
É admissível que um monárquico convicto se dedique a fazer quadras para o São João enquanto o país está mergulhado numa crise política profunda?! Uma crise que (de acordo com os analistas) pode levar à substituição de Sócrates por Manuela Ferreira Leite?!
A resposta é óbvia: - sim, um monárquico pode continuar a brincar ao São João, deve aliás distrair-se como puder, se essa eventualidade vier a acontecer.
Porquê?!
A resposta é óbvia: - sim, um monárquico pode continuar a brincar ao São João, deve aliás distrair-se como puder, se essa eventualidade vier a acontecer.
Porquê?!
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Passo a explicar: - ser monárquico, aqui e agora, só tem um significado – é alguém que acredita que os problemas decisivos do País não se resolvem, sem resolver primeiro a questão do regime. Dito de outra forma – Portugal não tem um problema de governo mas um problema de regime. Problema, no sentido que este regime (republicano) não serve.
Passo a explicar: - ser monárquico, aqui e agora, só tem um significado – é alguém que acredita que os problemas decisivos do País não se resolvem, sem resolver primeiro a questão do regime. Dito de outra forma – Portugal não tem um problema de governo mas um problema de regime. Problema, no sentido que este regime (republicano) não serve.
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Se isto for verdade, e eu estou convencido que sim, a mera substituição de Sócrates pela Manuela não serve para nada. Aliás, se a alternância servisse para alguma coisa, os trinta anos de rotativismo social-democrata já tinham resolvido os nossos problemas. E a verdade é que não resolveram. Pior, agravaram a situação, endividaram os portugueses, estamos cada vez mais dependentes e perdemos horizontes!
Se isto for verdade, e eu estou convencido que sim, a mera substituição de Sócrates pela Manuela não serve para nada. Aliás, se a alternância servisse para alguma coisa, os trinta anos de rotativismo social-democrata já tinham resolvido os nossos problemas. E a verdade é que não resolveram. Pior, agravaram a situação, endividaram os portugueses, estamos cada vez mais dependentes e perdemos horizontes!
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Mas o melhor argumento para as quadras do São João (e que define bem a perversão do regime) é o seguinte: - Sócrates não está no poder por ser socialista ou social-democrata, por ser mais favorável aos grandes investimentos públicos ou aos pequenos investimentos privados, ele está no poder porque tem sido até agora quem melhor serve a estratégia dos donos do regime. Por isso concita apoios em sectores aparentemente contraditórios, desde a banca aos grandes escritórios de advogados, desde as grandes empresas privadas às corporações mais influentes!
Alguns e algumas fazem-lhe oposição em público mas não deixam de o apoiar no essencial.
Mas o melhor argumento para as quadras do São João (e que define bem a perversão do regime) é o seguinte: - Sócrates não está no poder por ser socialista ou social-democrata, por ser mais favorável aos grandes investimentos públicos ou aos pequenos investimentos privados, ele está no poder porque tem sido até agora quem melhor serve a estratégia dos donos do regime. Por isso concita apoios em sectores aparentemente contraditórios, desde a banca aos grandes escritórios de advogados, desde as grandes empresas privadas às corporações mais influentes!
Alguns e algumas fazem-lhe oposição em público mas não deixam de o apoiar no essencial.
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No caso da Ferreira Leite seria a mesma coisa. Também por isso, ela só será eleita se (e quando) servir melhor que Sócrates aqueles interesses específicos. É esta a lógica do regime. É esta a lógica nos regimes onde os árbitros são eleitos e por isso também jogam. Com esta lógica percebe-se que os indigitados pouca influência tenham no desempenho dos seus cargos.
No caso da Ferreira Leite seria a mesma coisa. Também por isso, ela só será eleita se (e quando) servir melhor que Sócrates aqueles interesses específicos. É esta a lógica do regime. É esta a lógica nos regimes onde os árbitros são eleitos e por isso também jogam. Com esta lógica percebe-se que os indigitados pouca influência tenham no desempenho dos seus cargos.
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E esta é uma razão decisiva para eu continuar a ser monárquico – é que os tais ‘interesses específicos’ não correspondem aos interesses dos portugueses nem de Portugal. Se correspondessem, não permaneceríamos, como um estigma, na cauda de todas as europas!
E esta é uma razão decisiva para eu continuar a ser monárquico – é que os tais ‘interesses específicos’ não correspondem aos interesses dos portugueses nem de Portugal. Se correspondessem, não permaneceríamos, como um estigma, na cauda de todas as europas!
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Estão justificadas as quadras e está justificado o alheamento.
Saudações monárquicas
Estão justificadas as quadras e está justificado o alheamento.
Saudações monárquicas
Noite de São João
Uma noite como esta
Feita com arco e balão
Lancei foguetes na festa
Deixei lá o coração!
Um coração que perdi
Um coração que era meu
Ninguém sabe o que perdi
Ninguém sabe o que perdeu!
Manjerico dos desejos
Cada qual tem o seu
Quando será que te vejo
Quando será tu e eu!
Ando tonto na cidade
Corri tudo e tudo em vão
Onde estão os olhos verdes
Que não vi no São João!
Feita com arco e balão
Lancei foguetes na festa
Deixei lá o coração!
Um coração que perdi
Um coração que era meu
Ninguém sabe o que perdi
Ninguém sabe o que perdeu!
Manjerico dos desejos
Cada qual tem o seu
Quando será que te vejo
Quando será tu e eu!
Ando tonto na cidade
Corri tudo e tudo em vão
Onde estão os olhos verdes
Que não vi no São João!
quarta-feira, junho 10, 2009
Dez de Junho
O que diria o poeta
Se visitasse este dia!
Se cumprisse o seu destino
Que poema nos dizia?
Seriam versos de pranto!
De desgosto e desencanto!
Ou acordes de alegria!
Se por acaso passasse
E por aqui se perdesse
Que diriam os seus olhos
Se visitasse o País?
Veriam cravos e rosas!
Ou uma árvore sem raiz!
E dou por mim neste enleio
Que alimenta o receio
Que dá força à fantasia…
O que diria o poeta
Se visitasse este dia!
Se visitasse este dia!
Se cumprisse o seu destino
Que poema nos dizia?
Seriam versos de pranto!
De desgosto e desencanto!
Ou acordes de alegria!
Se por acaso passasse
E por aqui se perdesse
Que diriam os seus olhos
Se visitasse o País?
Veriam cravos e rosas!
Ou uma árvore sem raiz!
E dou por mim neste enleio
Que alimenta o receio
Que dá força à fantasia…
O que diria o poeta
Se visitasse este dia!
segunda-feira, junho 08, 2009
‘O jogo das escondidas’
Quando éramos miúdos era um jogo obrigatório, a gente fingia que se escondia, havia um ‘coito’, e o respectivo guardião só tinha que evitar que os ‘escondidos’ chegassem até lá sãos e salvos. Este jogo tem outros nomes e em Portugal, como as pessoas têm dificuldade em crescer, continua a ser praticado em todas as idades, e em todas as circunstâncias! É assim na política, nas escolhas partidárias, os portugueses escondem-se (ou abrigam-se) em locais inverosímeis, mas isso não importa, o que é preciso é que a brincadeira continue.
Por isso temos dois partidos sociais-democratas que fazem oposição um ao outro! Por isso a direita anda em bolandas, escondida há trinta anos onde lhe dá jeito, por isso temos um partido centrista apenas de nome, um partido comunista que passa por nacionalista, e temos ainda, em contra ciclo universal, esse fenómeno mediático chamado ‘bloco de esquerda’! Um núcleo de trotskistas fora de prazo, sem projecto de poder, que arregimenta a parolice nacional contra o governo, seja ele qual for!
Por isso foram eles que ganharam as eleições, como é óbvio.
E é por tudo isto que não fazemos parte da Europa. Basta consultar os jornais de hoje para provar o que afirmo: - na Europa, a direita ganhou em toda a linha. Em Portugal, exceptuando o governo, a ‘esquerda’ reforçou-se em toda a linha!
E para o espectáculo ser mais infantil, a direita canta vitória escondida na esquerda a fingir!
Um jogo das escondidas que promete durar os quarenta e oito anos da praxe.
Saudações monárquicas
Por isso temos dois partidos sociais-democratas que fazem oposição um ao outro! Por isso a direita anda em bolandas, escondida há trinta anos onde lhe dá jeito, por isso temos um partido centrista apenas de nome, um partido comunista que passa por nacionalista, e temos ainda, em contra ciclo universal, esse fenómeno mediático chamado ‘bloco de esquerda’! Um núcleo de trotskistas fora de prazo, sem projecto de poder, que arregimenta a parolice nacional contra o governo, seja ele qual for!
Por isso foram eles que ganharam as eleições, como é óbvio.
E é por tudo isto que não fazemos parte da Europa. Basta consultar os jornais de hoje para provar o que afirmo: - na Europa, a direita ganhou em toda a linha. Em Portugal, exceptuando o governo, a ‘esquerda’ reforçou-se em toda a linha!
E para o espectáculo ser mais infantil, a direita canta vitória escondida na esquerda a fingir!
Um jogo das escondidas que promete durar os quarenta e oito anos da praxe.
Saudações monárquicas
domingo, junho 07, 2009
Dia do juízo
Na folha branca de símbolos nem sombra de Europa! Também não vi o mar, vi apenas nevoeiro, mas entrei no jogo – o mais perto do mar é a terra e pus a minha cruz no partido da terra. Tem terra a mais, soa a santa terrinha, estou farto da virtude demonstrada por a+b, mesmo assim achei que fazia sentido votar na terra. Afinal ainda possuo um bocado de terra defronte da mesa de voto.
Despedi-me afectuosamente dos comissários de sempre, que como sempre terão pensado que eu votei no CDS, ou coisa que o valha.
Votar no CDS era de facto uma hipótese se o critério se resumisse às chamadas ‘causas fracturantes’ – aborto, casamento de homossexuais, eutanásia. Mas este seria um voto defensivo, um voto para perder por poucos, porque a derrota pela via democrática está há muito anunciada.
Se o PPM existisse, se não estivesse ao serviço de um projecto pessoal, de um rei sobresselente, eu teria votado na monarquia, único regime que garante ao mesmo tempo, a liberdade e a independência. Mas enquanto os monárquicos não tomarem conta do PPM ficamos assim, a olhar para uma folha de papel sem saber o que fazer!
É verdade, também havia a Laurinda, uma novidade, mas eu não gosto de novidades. Segui portanto o meu destino, faço parte da média europeia, votei na mediania, na mediocridade. Uma opção como outra qualquer.
O mar pode esperar… ou como dizia um amigo: - se quiseres ver o mar vai ao lago do campo grande!
Despedi-me afectuosamente dos comissários de sempre, que como sempre terão pensado que eu votei no CDS, ou coisa que o valha.
Votar no CDS era de facto uma hipótese se o critério se resumisse às chamadas ‘causas fracturantes’ – aborto, casamento de homossexuais, eutanásia. Mas este seria um voto defensivo, um voto para perder por poucos, porque a derrota pela via democrática está há muito anunciada.
Se o PPM existisse, se não estivesse ao serviço de um projecto pessoal, de um rei sobresselente, eu teria votado na monarquia, único regime que garante ao mesmo tempo, a liberdade e a independência. Mas enquanto os monárquicos não tomarem conta do PPM ficamos assim, a olhar para uma folha de papel sem saber o que fazer!
É verdade, também havia a Laurinda, uma novidade, mas eu não gosto de novidades. Segui portanto o meu destino, faço parte da média europeia, votei na mediania, na mediocridade. Uma opção como outra qualquer.
O mar pode esperar… ou como dizia um amigo: - se quiseres ver o mar vai ao lago do campo grande!
sexta-feira, junho 05, 2009
Eu voto no mar
Já reflecti, já escolhi, a cruzinha vai para o mar. Não existe partido do mar, pois bem, votarei naquele que estiver mais à beirinha, que não me obrigue a ficar em terra à espera da Europa.
Não votar no mar (da nossa independência) seria até uma desfeita ao Santo Condestável no ano da sua canonização!
Assim, não posso votar em nenhum dos partidos que advogam a Europa acima de tudo! Onde (ainda) se albergam o entusiasmo e a subserviência pela França e pelo seu imperador! Sempre prontos a entregar as chaves da cidade (e do país) ao primeiro Junot que lhes apareça pela frente.
Também não posso votar naqueles que advogam a união ibérica, corolário natural desta união europeia sem reservas. São (ainda) aparições do partido republicano português, os mesmos que trocaram de bandeira, que apagaram as cores de Portugal - o azul e branco.
E não posso votar num partido conservador porque não há, provávelmente porque não há nada para conservar!
Por exclusão de partes, restam os pequenos partidos que não estão representados na assembleia da república. Por aqui me sirvo.
Mas será que existe algum (ou alguém) que ainda saiba navegar?!
Não votar no mar (da nossa independência) seria até uma desfeita ao Santo Condestável no ano da sua canonização!
Assim, não posso votar em nenhum dos partidos que advogam a Europa acima de tudo! Onde (ainda) se albergam o entusiasmo e a subserviência pela França e pelo seu imperador! Sempre prontos a entregar as chaves da cidade (e do país) ao primeiro Junot que lhes apareça pela frente.
Também não posso votar naqueles que advogam a união ibérica, corolário natural desta união europeia sem reservas. São (ainda) aparições do partido republicano português, os mesmos que trocaram de bandeira, que apagaram as cores de Portugal - o azul e branco.
E não posso votar num partido conservador porque não há, provávelmente porque não há nada para conservar!
Por exclusão de partes, restam os pequenos partidos que não estão representados na assembleia da república. Por aqui me sirvo.
Mas será que existe algum (ou alguém) que ainda saiba navegar?!
domingo, maio 31, 2009
Cavaco
O teu confidente
O teu conselheiro
Quase como irmão
Que subiu a pulso
Pela mesma escada
Ministro no tempo
Do teu buzinão
Caiu em desgraça
Em contradição!
Eu sei que é mentira
Que está inocente
Que é tudo legal
Maldito o sistema
Maldito o regime
Que devora os seus filhos
Sem dó e sem pena!
Mas Cavaco, e agora?
Que vamos fazer?
Olhar para ao lado!
Um caso isolado!
E será desta vez
Que alguém é julgado?!
Responsabilizado!
Ou ficamos assim
Entre o não e o sim!
Não te oiço, Cavaco!
Foi-se o conselheiro
Foi-se a alegria
O país defunto
Foi até à praia
Vai ao futebol
E sou eu que pergunto:
O teu conselheiro
Quase como irmão
Que subiu a pulso
Pela mesma escada
Ministro no tempo
Do teu buzinão
Caiu em desgraça
Em contradição!
Eu sei que é mentira
Que está inocente
Que é tudo legal
Maldito o sistema
Maldito o regime
Que devora os seus filhos
Sem dó e sem pena!
Mas Cavaco, e agora?
Que vamos fazer?
Olhar para ao lado!
Um caso isolado!
E será desta vez
Que alguém é julgado?!
Responsabilizado!
Ou ficamos assim
Entre o não e o sim!
Não te oiço, Cavaco!
Foi-se o conselheiro
Foi-se a alegria
O país defunto
Foi até à praia
Vai ao futebol
E sou eu que pergunto:
Cavaco, para onde vamos?
quinta-feira, maio 28, 2009
E agora, José?
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
.
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
.
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
.
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
.
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
.
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!
.
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
José Carlos Drummond de Andrade
José Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, maio 26, 2009
Fátima forma governo!
A lavandaria república realizou ontem mais uma sessão de esclarecimento no ‘prós e contras’ da televisão pública. Presentes quatro eminências (pardas) do regime, e a incontornável apresentadora do programa, cada vez mais parecida com a dona Maria do Salazar!
E quem eram as eminências desta vez?!
Laborinho Lúcio - um dos ‘independentes’ mais chatos da Europa!
João Lobo Antunes – mandatário oficioso de todos os presidentes da república, passados, presentes e futuros!
Henrique Granadeiro – não sei a que título!
Padre Feytor Pinto – pregador emérito e Prior da freguesia do Campo Grande!
E qual era a barrela desta vez?!
A roupa toda, desde roupa interior, camisas e colarinhos, togas e aventais, carapuços, incluindo uma pré-lavagem das almas!
Tudo em vão!
A crise, essa nódoa persistente, não havia meio de sair!
Mas Fátima não desiste, acredita no milagre em televisão, e ali mesmo convoca as eminências para salvarem Portugal de si próprio! O perigo de não haver uma maioria absoluta nas eleições de Outubro é o motivo de tamanho patriotismo!
E o milagre acontece – pardos de espanto, a plateia embevecida, os quatro independentes quanto baste, decidem-se e aceitam fazer parte da próxima união nacional.
O programa de lavagem acabou entretanto, longo e morno, não vá a roupa estragar-se.
E quem eram as eminências desta vez?!
Laborinho Lúcio - um dos ‘independentes’ mais chatos da Europa!
João Lobo Antunes – mandatário oficioso de todos os presidentes da república, passados, presentes e futuros!
Henrique Granadeiro – não sei a que título!
Padre Feytor Pinto – pregador emérito e Prior da freguesia do Campo Grande!
E qual era a barrela desta vez?!
A roupa toda, desde roupa interior, camisas e colarinhos, togas e aventais, carapuços, incluindo uma pré-lavagem das almas!
Tudo em vão!
A crise, essa nódoa persistente, não havia meio de sair!
Mas Fátima não desiste, acredita no milagre em televisão, e ali mesmo convoca as eminências para salvarem Portugal de si próprio! O perigo de não haver uma maioria absoluta nas eleições de Outubro é o motivo de tamanho patriotismo!
E o milagre acontece – pardos de espanto, a plateia embevecida, os quatro independentes quanto baste, decidem-se e aceitam fazer parte da próxima união nacional.
O programa de lavagem acabou entretanto, longo e morno, não vá a roupa estragar-se.
domingo, maio 24, 2009
Dá-lhe Manela…
Ao bastonário saltou-lhe o suspensório quando a Manelinha desbocada lhe perguntou: - se fazia fretes políticos! Claro que faz mas não quer que se saiba, já fazia quando era advogado e ía à televisão (de suspensórios) defender os arguidos de pedofilia… na Casa Pia. Fiz verso, mas foi por isto e por aquilo que chegou a Bastonário. E mal chegado vestiu a cota de malha justiceira por cima dos suspensórios. Sempre, sempre, ao lado dos arguidos e foi assim que o vimos defender os arguidos do Freeport! Mas nesta coisa de arguidos há sempre uma excepção em se tratando de Sua Majestade ou ódios de estimação! Aqui o fito é diferente – precisamos de calar quem se atreva a investigar o pessoal desse reino! Pois não é impunemente que ainda somos colónia, e a tradição bastonária é defender essa gente!
Dá-lhe Manela…
Dá-lhe Manela…
sábado, maio 23, 2009
Os presidentes perpétuos!
São recrutados na curva da idade, cheios de reumático da política, mas com aquela habilidade inata para dar uma no cravo e outra na ferradura. E se o passado consente, e a confraria também, está feito um presidente. O discurso é redondo, no primeiro mandato pagam-se as facturas da eleição, no segundo equilibram-se as contas para a saída consensual, o conselho vitalício, a reforma dourada. O terceiro mandato, por enquanto proibido, segue dentro de momentos. Isto é em Portugal.
Na América do sul, mais atrevidos, a emenda constitucional está sempre disponível para acrescentar mandatos – e parece ter chegado a vez de Lula no Brasil.
O argumento habitual: - os aliados gostam, os clientes precisam. Se juntarmos os grandes accionistas internos, a emenda passa, e temos Lula para o resto da vida. Respectivos familiares e amigos.
É para isto que milhões de pequenos accionistas votam! É para isto que muitos emigram à procura de um futuro melhor!
E o princípio republicano da alternância é afinal uma mentira.
Saudações monárquicas
Na América do sul, mais atrevidos, a emenda constitucional está sempre disponível para acrescentar mandatos – e parece ter chegado a vez de Lula no Brasil.
O argumento habitual: - os aliados gostam, os clientes precisam. Se juntarmos os grandes accionistas internos, a emenda passa, e temos Lula para o resto da vida. Respectivos familiares e amigos.
É para isto que milhões de pequenos accionistas votam! É para isto que muitos emigram à procura de um futuro melhor!
E o princípio republicano da alternância é afinal uma mentira.
Saudações monárquicas
segunda-feira, maio 18, 2009
A frase batida…
Mesmo quando tudo parece correr bem, um pequeno deslize, uma frase infeliz, deixa-me aquele amargo na boca que só consigo resolver ou com sais de fruto ou com alguma dose de caridade.
No Cristo Rei, na homilia, Sua Eminência o Cardeal Saraiva Martins explicava (ou desculpava!) o sentido da Realeza de Cristo – ‘não no sentido triunfalista mas na acepção bíblica do termo’ – que por outras palavras significa ‘serviço aos outros’.
Mas é precisamente este o único sentido da realeza.
Para quê então desviar o assunto para o ‘triunfalismo’, numa espécie de propaganda jacobina?!
Porque não disse o Cardeal simplesmente isto: - Cristo Rei no sentido bíblico do termo. O mesmo que levou os judeus a implorar: - ‘Senhor, dá-nos um rei’.
E se quisesse podia acrescentar que foi nesse mesmo sentido que a realeza foi exercida em Portugal, em razão da dilatação da Fé e do Império (impossível de acontecer uma sem o outro) e explicação última da festa do monumento e do santuário que ali se celebrava.
E Sua Eminência podia ter referido que a república nunca quis ouvir falar em Deus e recusou-se sempre (e recusa-se ainda) a incluir qualquer referência Cristã na constituição! Dizem que é em nome da separação entre a Igreja e o Estado. Eu digo que é em nome do divórcio entre a Igreja e o Estado.
Mas quando convém, quando se aproxima o centenário, em nome da próxima união nacional, vale tudo, até uma Missa! E tal como há cinquenta anos lá estavam os dignitários políticos e lá estavam também os mesmos equívocos e as mesmas evasivas.
Mas correu tudo lindamente.
No Cristo Rei, na homilia, Sua Eminência o Cardeal Saraiva Martins explicava (ou desculpava!) o sentido da Realeza de Cristo – ‘não no sentido triunfalista mas na acepção bíblica do termo’ – que por outras palavras significa ‘serviço aos outros’.
Mas é precisamente este o único sentido da realeza.
Para quê então desviar o assunto para o ‘triunfalismo’, numa espécie de propaganda jacobina?!
Porque não disse o Cardeal simplesmente isto: - Cristo Rei no sentido bíblico do termo. O mesmo que levou os judeus a implorar: - ‘Senhor, dá-nos um rei’.
E se quisesse podia acrescentar que foi nesse mesmo sentido que a realeza foi exercida em Portugal, em razão da dilatação da Fé e do Império (impossível de acontecer uma sem o outro) e explicação última da festa do monumento e do santuário que ali se celebrava.
E Sua Eminência podia ter referido que a república nunca quis ouvir falar em Deus e recusou-se sempre (e recusa-se ainda) a incluir qualquer referência Cristã na constituição! Dizem que é em nome da separação entre a Igreja e o Estado. Eu digo que é em nome do divórcio entre a Igreja e o Estado.
Mas quando convém, quando se aproxima o centenário, em nome da próxima união nacional, vale tudo, até uma Missa! E tal como há cinquenta anos lá estavam os dignitários políticos e lá estavam também os mesmos equívocos e as mesmas evasivas.
Mas correu tudo lindamente.
quarta-feira, maio 13, 2009
Cristo Rei
Os 50 anos do Santuário do Cristo Rei (1959-2009)
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Programa Comemorativo:
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Sábado, 16 de Maio
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12 H - Chegada da Imagem de Nossa Senhora de Fátima à Igreja de São Nicolau (Lisboa)
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15.30 H - Recitação do Terço e Missa (Terreiro do Paço, Lisboa) - Missa presidida por D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa.
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19 H - Cortejo de embarcações no Tejo acompanham a Imagem de Nossa Senhora de Fátima.
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20 H - Recepção junto à Igreja de Cacilhas - Procissão de velas em Cacilhas.
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22 H - Vigília nocturna na Igreja Paroquial de Almada
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.Domingo, 17 de Maio
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10 H - Missa presidida pelo Bispo de Setúbal, D. Gilberto Reis, na Igreja Paroquial de Almada
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11 H - Visita da Imagem de Nossa Senhora à Associação Vale de Acór, no Monte de Caparica - Alcaniça.
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12 H - Tempo de Oração no Seminário de Almada
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13.30 - Com Nossa Senhora e Relíquias de Santa Margarida Alacoque a caminho do Cristo Rei, Procissão nas ruas de Almada.
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16 H - Celebração Aniversária do Cinquentenário, presidida pelo Enviado especial de S. S. o Papa Bento XVI, Cardeal D. José Saraiva Martins - Santuário do Cristo Rei.
sexta-feira, maio 08, 2009
‘Molino que tengo en Castillejos’
Tenho um moinho em Castillejos
Selo e escritura de aquisição
Fica bem longe em Castillejos
Girava ao vento, fazia pão!
Não me conheces, nem te conheço
Nessas planuras de solidão
Há quanto tempo em Castillejos
Giras ao vento, fazes o pão?!
Se ainda existes, espera por mim
Oh meu moinho da ilusão
Que eu quero ver-te em Castillejos
Girar ao vento, fazer o pão...
Selo e escritura de aquisição
Fica bem longe em Castillejos
Girava ao vento, fazia pão!
Não me conheces, nem te conheço
Nessas planuras de solidão
Há quanto tempo em Castillejos
Giras ao vento, fazes o pão?!
Se ainda existes, espera por mim
Oh meu moinho da ilusão
Que eu quero ver-te em Castillejos
Girar ao vento, fazer o pão...
sexta-feira, maio 01, 2009
Dia do desempregado
Camaradas:
Hoje é dia de marchar contra o REGIME.
Portanto, é dia de marchar contra o governo, seja ele qual for!
Hoje somos desempregados (ou subsidiados), apenas os funcionários públicos (e os comissários políticos) têm emprego certo!
Hoje é dia de dizermos basta de canções de Maio, basta de punhos cerrados para nos enganar, de sindicalistas para nos dividir, porque com este folclore não nos governamos.
Hoje é dia de marchar contra o REGIME.
Portanto, é dia de marchar contra o governo, seja ele qual for!
Hoje somos desempregados (ou subsidiados), apenas os funcionários públicos (e os comissários políticos) têm emprego certo!
Hoje é dia de dizermos basta de canções de Maio, basta de punhos cerrados para nos enganar, de sindicalistas para nos dividir, porque com este folclore não nos governamos.
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Mais obras públicas para quê?!
Para dar trabalho precário e um salário de miséria aos imigrantes… enquanto os portugueses têm de continuar a emigrar?!
Para fingir que acompanhamos o progresso! Quando naquilo que é essencial – educação, saúde e pensões de reforma - ocupamos sempre os últimos lugares da união!
Mais obras públicas para quê?!
Para dar trabalho precário e um salário de miséria aos imigrantes… enquanto os portugueses têm de continuar a emigrar?!
Para fingir que acompanhamos o progresso! Quando naquilo que é essencial – educação, saúde e pensões de reforma - ocupamos sempre os últimos lugares da união!
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Mais auto-estradas para quê?!
Para continuarmos a receber tudo o que vem da Europa (ou será da China e de outros países não comunitários!) com toda a facilidade!
Para adiarmos a necessária rede ferroviária que sirva os portos (e aeroportos) portugueses! Ou os actuais governantes ainda não perceberam que Portugal quer dizer ‘terra de portos’! De bons portos!
Mais auto-estradas para quê?!
Para continuarmos a receber tudo o que vem da Europa (ou será da China e de outros países não comunitários!) com toda a facilidade!
Para adiarmos a necessária rede ferroviária que sirva os portos (e aeroportos) portugueses! Ou os actuais governantes ainda não perceberam que Portugal quer dizer ‘terra de portos’! De bons portos!
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Marchamos também contra o vício dos subsídios, instilado de cima, desde a adesão à união europeia. Vício que se transmitiu a toda a população, como uma doença, uma pandemia.
Não precisamos de governos cuja única função é distribuir (e filtrar!) subsídios comunitários! Precisamos de um governo (e de um regime) que restabeleça a confiança, que mobilize os portugueses no sentido de criar riqueza.
Criar riqueza para a distribuir melhor. Não podemos manter o maior fosso europeu entre ricos e pobres! E isto é como a pescadinha de rabo na boca - se desconfiamos da distribuição, produzimos menos.
Marchamos também contra o vício dos subsídios, instilado de cima, desde a adesão à união europeia. Vício que se transmitiu a toda a população, como uma doença, uma pandemia.
Não precisamos de governos cuja única função é distribuir (e filtrar!) subsídios comunitários! Precisamos de um governo (e de um regime) que restabeleça a confiança, que mobilize os portugueses no sentido de criar riqueza.
Criar riqueza para a distribuir melhor. Não podemos manter o maior fosso europeu entre ricos e pobres! E isto é como a pescadinha de rabo na boca - se desconfiamos da distribuição, produzimos menos.
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E chega de hipocrisia no relacionamento com as ex-colónias (Brasil incluído)! Se de facto precisamos uns dos outros nada melhor que uma política de verdade, articulada, sem perdermos de vista que os países, tal como os homens, não se medem aos palmos.
Cada um tem o seu desígnio histórico.
E se já nos esquecemos do nosso, lembremos a vida e a obra do Santo Condestável.
Ser independente é bom.
E chega de hipocrisia no relacionamento com as ex-colónias (Brasil incluído)! Se de facto precisamos uns dos outros nada melhor que uma política de verdade, articulada, sem perdermos de vista que os países, tal como os homens, não se medem aos palmos.
Cada um tem o seu desígnio histórico.
E se já nos esquecemos do nosso, lembremos a vida e a obra do Santo Condestável.
Ser independente é bom.
segunda-feira, abril 27, 2009
A separação entre o Estado e Portugal!
Com o argumento (e a desculpa) da separação entre a Igreja e o Estado, o poder político que temos, vai-se encarregando de destruir o que resta da identidade nacional!
Não nos enganam, aliás só enganam quem gosta de ser enganado! Infelizmente são muitos!
O pretexto para quase ignorarem ou distorcerem as celebrações da Canonização do Santo Condestável repetiu-se, resguardaram-se na comodidade do estado laico, já agora, republicano e socialista!
Não nos enganam, aliás só enganam quem gosta de ser enganado! Infelizmente são muitos!
O pretexto para quase ignorarem ou distorcerem as celebrações da Canonização do Santo Condestável repetiu-se, resguardaram-se na comodidade do estado laico, já agora, republicano e socialista!
Ingratos, que nem percebem que foi o Canonizado que lhes deu o emprego, que lhes deu a opção de não fazerem parte quer do governo quer do parlamento espanhóis! Por certo estão arrependidos, pois têm feito tudo para acabar com a independência! Mas enquanto isso não acontece… podiam ao menos disfarçar.
Quem também não disfarça é a televisão pública, já nem falo nas outras!
Muito aparato, muitos jornalistas, muitos convidados para comentar (eu diria antes, dissecar!) o pobre Nuno Álvares, mas em tantas horas de emissão não foram capazes de focar, nem que fosse por segundos, o Duque de Bragança, sua mulher e filhos, todos presentes em Roma, e por coincidência, os familiares do Condestável!
Esqueceram-se da nossa História, da História escrita com maiúsculas!
É natural, têm outras prioridades, a história dos outros, por exemplo!
Quem também não disfarça é a televisão pública, já nem falo nas outras!
Muito aparato, muitos jornalistas, muitos convidados para comentar (eu diria antes, dissecar!) o pobre Nuno Álvares, mas em tantas horas de emissão não foram capazes de focar, nem que fosse por segundos, o Duque de Bragança, sua mulher e filhos, todos presentes em Roma, e por coincidência, os familiares do Condestável!
Esqueceram-se da nossa História, da História escrita com maiúsculas!
É natural, têm outras prioridades, a história dos outros, por exemplo!
domingo, abril 26, 2009
Santo Condestável
"Imitai São Nuno de Santa Maria" - exortou hoje o Papa Bento XVI, dia da Canonização de Nuno Álvares Pereira!
sexta-feira, abril 24, 2009
Que bom seria...
Que bom seria um Condestável
Que fosse Conde e fosse estável
Um bom amigo e companheiro
De todos nós e do Herdeiro
Melhor seria se fosse Santo
E venerado por castelhanos
Reconhecido no mundo inteiro
O bom exemplo que precisamos
Aqui na terra como no Céu
Santa Maria, vamos cantar
Beato Nuno já era Santo
E vai-se em Roma canonizar!
Que fosse Conde e fosse estável
Um bom amigo e companheiro
De todos nós e do Herdeiro
Melhor seria se fosse Santo
E venerado por castelhanos
Reconhecido no mundo inteiro
O bom exemplo que precisamos
Aqui na terra como no Céu
Santa Maria, vamos cantar
Beato Nuno já era Santo
E vai-se em Roma canonizar!
quinta-feira, abril 23, 2009
‘Histórias de Deus’
Na torre de marfim onde habito, a vida passa-me muito ao largo, mas não foi hoje o caso! Um pequeno gesto de solidariedade, a habitual visita de quinta-feira, mais disponível e menos breve que o costume, e eis-me recompensado com um livro ao qual nunca dei importância. Esteve sempre ali, à mão de semear, mas só agora, perante o incentivo – ‘leve e leia, faz-lhe bem’ – acedi e trouxe o livro comigo.
É uma dificuldade que tenho, olho pouco para o que os outros escrevem, sejam ou não autores consagrados.
Abri ao acaso: –
‘Que tranquilidade contar histórias a um homem aleijado!
As pessoas saudáveis são todas instáveis; ora vêem as coisas de uma maneira ora olham para elas de outro ângulo; quando caminhamos com elas ao nosso lado direito durante uma hora pode acontecer que de repente as ouçamos responder-nos do nosso lado esquerdo, simplesmente porque lhes terá ocorrido que tal posicionamento é mais polido e demonstra requinte. Com um homem aleijado não temos de temer tais coisas. A imobilidade torna-o semelhante àquelas coisas com as quais ele de facto cultiva a intimidade; fazendo dele, digamos, uma coisa superior a todas as outras coisas, uma coisa que escuta não só com o silêncio mas proferindo também raras palavras calmas e de reverentes sentimentos.
É ao meu amigo Ewald que eu mais gosto de contar histórias. E ficava feliz quando da janela do dia a dia dele me chamava: “Quero perguntar-lhe uma coisa…”.
O resto da história fala de histórias que já andaram de boca em boca, que já tiveram vida, e hoje jazem no esquecimento de um livro de contos, arrumado definitivamente numa prateleira.
É a vida, dizem, mas valeu a pena a leitura!
‘Histórias de Deus’ de Rainer Maria Rilke.
É uma dificuldade que tenho, olho pouco para o que os outros escrevem, sejam ou não autores consagrados.
Abri ao acaso: –
‘Que tranquilidade contar histórias a um homem aleijado!
As pessoas saudáveis são todas instáveis; ora vêem as coisas de uma maneira ora olham para elas de outro ângulo; quando caminhamos com elas ao nosso lado direito durante uma hora pode acontecer que de repente as ouçamos responder-nos do nosso lado esquerdo, simplesmente porque lhes terá ocorrido que tal posicionamento é mais polido e demonstra requinte. Com um homem aleijado não temos de temer tais coisas. A imobilidade torna-o semelhante àquelas coisas com as quais ele de facto cultiva a intimidade; fazendo dele, digamos, uma coisa superior a todas as outras coisas, uma coisa que escuta não só com o silêncio mas proferindo também raras palavras calmas e de reverentes sentimentos.
É ao meu amigo Ewald que eu mais gosto de contar histórias. E ficava feliz quando da janela do dia a dia dele me chamava: “Quero perguntar-lhe uma coisa…”.
O resto da história fala de histórias que já andaram de boca em boca, que já tiveram vida, e hoje jazem no esquecimento de um livro de contos, arrumado definitivamente numa prateleira.
É a vida, dizem, mas valeu a pena a leitura!
‘Histórias de Deus’ de Rainer Maria Rilke.
terça-feira, abril 21, 2009
Detector Vital
Nasci com um aparelho incrustado no sangue, algures entre o coração e a memória, aparelho esse que permite detectar imediatamente franco-maçons, vulgarmente designados por ‘laicos, republicanos e socialistas’. Assim, mal um desses alienígenas entra no raio de acção ou campo magnético do meu aparelho, ele começa logo a apitar.
E não se julgue que apita por tudo e por nada! Não senhor, é instrumento fiável que distingue perfeitamente as várias patentes, ou seja, não confunde soldados rasos com generais.
Isto vem a propósito do programa de ontem sobre as eleições europeias.
Pois bem, sentei-me inadvertidamente à frente da televisão e quando a câmara fixou o candidato socialista, uma legenda invisível avisou-me imediatamente: - atenção, traço ponto traço, ‘republicano laico’ à vista. Havia lá outros, mas o aparelho só se interessou por este. E com razão! Cada frase, cada intervenção obedecia a um fito programado, a léguas do que ali se debatia, e o aparelho não se calava!
E não se julgue que apita por tudo e por nada! Não senhor, é instrumento fiável que distingue perfeitamente as várias patentes, ou seja, não confunde soldados rasos com generais.
Isto vem a propósito do programa de ontem sobre as eleições europeias.
Pois bem, sentei-me inadvertidamente à frente da televisão e quando a câmara fixou o candidato socialista, uma legenda invisível avisou-me imediatamente: - atenção, traço ponto traço, ‘republicano laico’ à vista. Havia lá outros, mas o aparelho só se interessou por este. E com razão! Cada frase, cada intervenção obedecia a um fito programado, a léguas do que ali se debatia, e o aparelho não se calava!
Apitou quando se falou da ética – ‘então não me diga que não sabe que o país da ética republicana é a França!’ – gracejou o Vital explicando que nesse país se pratica a duplicidade nas candidaturas… uma forma de enganar os eleitores, explicou o meu aparelho. Apitou quando o mesmo Vital se entusiasmou com a ‘constituição (napoleónica) europeia’, em nova e irreprimível declaração de amor pela pátria francesa!
E não apitou mais porque eu desliguei a televisão.
No final e como sempre faz nestas situações, o aparelho emitiu um pequeno relatório, tipo saldo de conta: - ‘temos a república afrancesada (e jacobina) que merecemos e só nos livraremos dela quando a França se livrar da sua revolução (e do seu Napoleão) ‘.
Rima e é verdade.
Saudações monárquicas
E não apitou mais porque eu desliguei a televisão.
No final e como sempre faz nestas situações, o aparelho emitiu um pequeno relatório, tipo saldo de conta: - ‘temos a república afrancesada (e jacobina) que merecemos e só nos livraremos dela quando a França se livrar da sua revolução (e do seu Napoleão) ‘.
Rima e é verdade.
Saudações monárquicas
sábado, abril 18, 2009
O amigo dos judeus
Ainda não se sabe ao certo, estão ainda a escovar os arquivos, mas parece que Salazar foi grande amigo dos judeus durante a segunda guerra! Era aliás a quem os judeus recorriam quando precisavam de pedir alguma coisa! É o que transpira da documentação recentemente encontrada num armazém de Queluz, pertencente ao Gabinete do antigo primeiro–ministro. Com efeito, uma carta do ‘American Polish Relief Council, datada de Maio de 1944, solicita a intervenção de Salazar para apressar o transporte de conservas de peixe e frutos secos destinados aos prisioneiros de guerra’!
Cai assim por terra a tese (oportunista) que nos andaram a vender, do ‘Aristides bom’ e do ‘Salazar mau’, no que respeita aos judeus. E como esta deve haver outras.
A verdade a vir ao de cima…
Fonte: Jornal ‘Público’ de 18/04/09.
Cai assim por terra a tese (oportunista) que nos andaram a vender, do ‘Aristides bom’ e do ‘Salazar mau’, no que respeita aos judeus. E como esta deve haver outras.
A verdade a vir ao de cima…
Fonte: Jornal ‘Público’ de 18/04/09.
sexta-feira, abril 17, 2009
Afinal somos ricos!
"Meus amigos,
O que vos vou contar é verdade.
Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino, que conhece bem Portugal, e que alguns de vós conheceram no Iate Clube do Porto, que chegou a fazer umas regatas em Leixões no Red Falcon...
Dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos” : - Sabes, nós os portugueses somos pobres ....
Esta foi a sua resposta:
Manuel, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que eu pago?
.
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telefone móvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
.
Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 dólares o equivalente a 20.000? Como é que podem dar 8.000 dólares de presente ao vosso governo e nós não!
.
Não te entendo.
.
Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E não contentes com estes 20% pagais ainda impostos municipais.
.
Além disso, são vocês que têm “ impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até 300 % do valor original; e outros como o imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.
.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam outro, uma espécie de casino - o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.
.
Sois pobres onde Manuel?
.
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado.
.
Deixa-te de merdas Manuel, sois pobres onde?
.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2000 € . Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Que vou responder ao meu amigo americano?
.
Por favor dêem-me sugestões."
.
. Caro Manuel espero que não leve a mal a indelicadeza de ter publicado esta mensagem, mas penso que o seu amigo americano tem razão e não tem! À cautela, o melhor é continuarmos a sustentar esta corja (e este regime)... a ver se ficamos cada vez mais ricos!
O que vos vou contar é verdade.
Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino, que conhece bem Portugal, e que alguns de vós conheceram no Iate Clube do Porto, que chegou a fazer umas regatas em Leixões no Red Falcon...
Dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos” : - Sabes, nós os portugueses somos pobres ....
Esta foi a sua resposta:
Manuel, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que eu pago?
.
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telefone móvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
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Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 dólares o equivalente a 20.000? Como é que podem dar 8.000 dólares de presente ao vosso governo e nós não!
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Não te entendo.
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Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E não contentes com estes 20% pagais ainda impostos municipais.
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Além disso, são vocês que têm “ impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até 300 % do valor original; e outros como o imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.
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Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam outro, uma espécie de casino - o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.
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Sois pobres onde Manuel?
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Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado.
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Deixa-te de merdas Manuel, sois pobres onde?
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Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2000 € . Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
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Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
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Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Que vou responder ao meu amigo americano?
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Por favor dêem-me sugestões."
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. Caro Manuel espero que não leve a mal a indelicadeza de ter publicado esta mensagem, mas penso que o seu amigo americano tem razão e não tem! À cautela, o melhor é continuarmos a sustentar esta corja (e este regime)... a ver se ficamos cada vez mais ricos!
quarta-feira, abril 15, 2009
O problema da matemática
Para nos distrair da crise nada melhor que a matemática! E se é para distrair ninguém melhor que o nosso presidente. Ele anda preocupado com a matemática que os portugueses não sabem! Diz que não gostamos de matemática desde pequeninos e eu pela minha parte confirmo, sempre fui avesso às grandes certezas que as ciências comportam. Nunca acertei com aquilo, talvez por preguiça mental ou falta de espaço na cabeça… sempre ocupada a sonhar!
Seja como for, se os portugueses não gostam da matemática a verdade é que a matemática também não gosta da maioria dos portugueses! E são inúmeros os exemplos desta má relação. Senão vejamos: - aos que trabalham é atribuído um vencimento mensal, que na realidade vence muito antes do fim do mês, aliás, mal chega para quinze dias! No que toca aos aumentos sabemos que são incertos e, quando acontecem, aumentam a nossa descrença na matemática: - aplicada a regra de ouro percentual, poucos portugueses percebem porque é que o fosso entre os grandes ordenados e os restantes continua a aumentar! A partir daqui por mais explicações que nos dêem é muito difícil encaixar a ideia de que as barrigas de uma minoria são muito maiores que todas as outras juntas!
É claro que esta disfunção matemática tem reflexos em tudo e assim é vulgar que um português médio (mais uma noção matemática!) recuse a realidade e procure um escape para os seus problemas: - por isso não aceita (e discute toda a semana) o resultado do jogo, se o seu clube perdeu; e pela mesma razão joga apaixonadamente no euro milhões mesmo sabendo que as hipóteses matemáticas de acertar na chave vencedora são infinitamente pequenas!
Enfim, sem distracções (como no planeta dos macacos) – o problema não é a matemática, ‘tu é que tá ganhando pouco’!
Quanto ao mais, a vida corre bem aos ‘matemáticos’ deste país.
Seja como for, se os portugueses não gostam da matemática a verdade é que a matemática também não gosta da maioria dos portugueses! E são inúmeros os exemplos desta má relação. Senão vejamos: - aos que trabalham é atribuído um vencimento mensal, que na realidade vence muito antes do fim do mês, aliás, mal chega para quinze dias! No que toca aos aumentos sabemos que são incertos e, quando acontecem, aumentam a nossa descrença na matemática: - aplicada a regra de ouro percentual, poucos portugueses percebem porque é que o fosso entre os grandes ordenados e os restantes continua a aumentar! A partir daqui por mais explicações que nos dêem é muito difícil encaixar a ideia de que as barrigas de uma minoria são muito maiores que todas as outras juntas!
É claro que esta disfunção matemática tem reflexos em tudo e assim é vulgar que um português médio (mais uma noção matemática!) recuse a realidade e procure um escape para os seus problemas: - por isso não aceita (e discute toda a semana) o resultado do jogo, se o seu clube perdeu; e pela mesma razão joga apaixonadamente no euro milhões mesmo sabendo que as hipóteses matemáticas de acertar na chave vencedora são infinitamente pequenas!
Enfim, sem distracções (como no planeta dos macacos) – o problema não é a matemática, ‘tu é que tá ganhando pouco’!
Quanto ao mais, a vida corre bem aos ‘matemáticos’ deste país.
domingo, abril 12, 2009
Páscoa
De ti quero lembrar a nobreza e a beleza que isso tem. A coragem e a desvantagem que isso traz. A vertigem e o perigo que contém. A alegria e a inveja que me faz. A paixão e a certeza da Ressurreição.
De ti hei-de lembrar-me sempre.
De ti hei-de lembrar-me sempre.
terça-feira, abril 07, 2009
Ponte Salazar
O texto é conhecido, e vem publicado numa das obras de Franco Nogueira sobre Salazar, mas vale a pena transcrevê-lo para dele retirar algumas ilações. Especulações de monárquico empedernido e não aquelas que alguns (ou muitos) esperariam.
Sobre o baptismo da ponte disse na altura Salazar:
“Vi num estudo que a Ponte tinha o meu nome. E isso não poderá ser, como expliquei ao senhor ministro das Finanças. Se não há melhor podemos chamar-lhe Ponte de Lisboa.”
Mais tarde e na companhia de Arantes e Oliveira visita a ponte a título privado e vendo o seu nome escrito em letras de bronze, pergunta: - “As letras estão fundidas no bronze ou simplesmente aparafusadas?” Porquê, indaga o ministro?! “É que se estão fundidas no bloco de bronze vão dar depois muito trabalho a arrancar…”.
A seguir à inauguração e perante o facto consumado Salazar ainda comentou: - “Teimosia do Presidente e do Ministro… mas é um erro” explicando – “Acreditem: os nomes de políticos só devem ser dados a monumentos e obras públicas cem ou duzentos anos depois da sua morte. Salvo casos de Chefes de Estado, sobretudo se estes forem reis, porque então se consagra um símbolo da Nação. Mas em se tratando de figuras políticas, como é o meu caso, então há que esperar, há que deixar sedimentar, e se ao fim de duzentos anos ainda houver na memória dos homens algum traço do seu nome ou da sua obra, então até é justo que se lhe preste homenagem.”
E concluiu apontando o indicador para a lápide em gesto de aviso: - “O meu nome ainda há-de ser retirado da ponte e por causa do que agora se fez, os senhores vão ter problemas…”.
Comentário deste interregno: - o verdadeiro Interregno poderia ter terminado se Salazar juntasse à clareza dos seus raciocínios a coerência dos seus actos. Não sendo assim, como diria um pensador que admiro, “falta a verdade de tudo isto”!
Explico: - apesar das reticências a verdade é que Salazar consentiu que a Ponte fosse baptizada com o seu nome. E na mesma linha de pensamento mesmo considerando que os reis são o verdadeiro símbolo da Nação, a verdade é que nada fez para que a Nação tivesse esse símbolo!
Sobre o baptismo da ponte disse na altura Salazar:
“Vi num estudo que a Ponte tinha o meu nome. E isso não poderá ser, como expliquei ao senhor ministro das Finanças. Se não há melhor podemos chamar-lhe Ponte de Lisboa.”
Mais tarde e na companhia de Arantes e Oliveira visita a ponte a título privado e vendo o seu nome escrito em letras de bronze, pergunta: - “As letras estão fundidas no bronze ou simplesmente aparafusadas?” Porquê, indaga o ministro?! “É que se estão fundidas no bloco de bronze vão dar depois muito trabalho a arrancar…”.
A seguir à inauguração e perante o facto consumado Salazar ainda comentou: - “Teimosia do Presidente e do Ministro… mas é um erro” explicando – “Acreditem: os nomes de políticos só devem ser dados a monumentos e obras públicas cem ou duzentos anos depois da sua morte. Salvo casos de Chefes de Estado, sobretudo se estes forem reis, porque então se consagra um símbolo da Nação. Mas em se tratando de figuras políticas, como é o meu caso, então há que esperar, há que deixar sedimentar, e se ao fim de duzentos anos ainda houver na memória dos homens algum traço do seu nome ou da sua obra, então até é justo que se lhe preste homenagem.”
E concluiu apontando o indicador para a lápide em gesto de aviso: - “O meu nome ainda há-de ser retirado da ponte e por causa do que agora se fez, os senhores vão ter problemas…”.
Comentário deste interregno: - o verdadeiro Interregno poderia ter terminado se Salazar juntasse à clareza dos seus raciocínios a coerência dos seus actos. Não sendo assim, como diria um pensador que admiro, “falta a verdade de tudo isto”!
Explico: - apesar das reticências a verdade é que Salazar consentiu que a Ponte fosse baptizada com o seu nome. E na mesma linha de pensamento mesmo considerando que os reis são o verdadeiro símbolo da Nação, a verdade é que nada fez para que a Nação tivesse esse símbolo!
Sobrelevando tudo o resto, as suas palavras revelam um homem certeiro mas profundamente descrente.
Saudações monárquicas
Saudações monárquicas
domingo, abril 05, 2009
Duas ideias patetas
Em época de crise ouvimos dizer que a Europa é pouco solidária, que cada país toma as medidas que entende sem olhar aos interesses da união europeia.
Ora bem, para além da dificuldade em identificar quais são os interesses da dita união, o que os vários governos fazem é básico: - tentam resolver os problemas internos imediatos, com um mínimo de contestação e sem pôr em risco uma futura reeleição. Tudo dentro da lógica do sistema e por isso não vejo qual é a admiração!
Só os europeístas patetas é que podiam imaginar o contrário, ou seja, que um Sócrates (não esquecer o Cavaco) ou um Sarkozy qualquer pensasse primeiro nos outros e só depois olhasse para o seu umbigo!
A segunda ideia pateta (fabricada por uns quantos para consumo universal) ‘pensa’ que a solidariedade se obtém por decreto, a partir daquele processo laborioso a que chamam vontade democrática!
Nada mais errado.
A solidariedade repousa na confiança (no poder político) e a confiança é um sentimento, não é uma ideologia ou uma razão: - existe ou não existe, ponto final.
E a não ser que queiramos produzir solidariedade a foice e martelo, o melhor é concluirmos que a união europeia é (ou foi) um negócio de ocasião.
Saudações monárquicas
Ora bem, para além da dificuldade em identificar quais são os interesses da dita união, o que os vários governos fazem é básico: - tentam resolver os problemas internos imediatos, com um mínimo de contestação e sem pôr em risco uma futura reeleição. Tudo dentro da lógica do sistema e por isso não vejo qual é a admiração!
Só os europeístas patetas é que podiam imaginar o contrário, ou seja, que um Sócrates (não esquecer o Cavaco) ou um Sarkozy qualquer pensasse primeiro nos outros e só depois olhasse para o seu umbigo!
A segunda ideia pateta (fabricada por uns quantos para consumo universal) ‘pensa’ que a solidariedade se obtém por decreto, a partir daquele processo laborioso a que chamam vontade democrática!
Nada mais errado.
A solidariedade repousa na confiança (no poder político) e a confiança é um sentimento, não é uma ideologia ou uma razão: - existe ou não existe, ponto final.
E a não ser que queiramos produzir solidariedade a foice e martelo, o melhor é concluirmos que a união europeia é (ou foi) um negócio de ocasião.
Saudações monárquicas
sábado, abril 04, 2009
Pirex
Enquanto procurava um pirex para aquecer os canelones ía ouvindo o que se passava no novo canal da TVI. Na ementa a habitual mesa redonda sobre o Freeport. Várias vozes e uma que se esganiçava na defesa do primeiro-ministro. Deixei os canelones no forno (trinta a quarenta minutos segundo as instruções) e fui ver… era ela, assanhada e descomposta - o segredo de justiça para aqui, o segredo de justiça para ali – a lenga-lenga do costume quando queremos pôr processos (e investigações) em banho-maria. Fui ver do forno, os canelones pareciam-me bem. Quem não estava bem era a Câncio – fervia de tal maneira com os outros convidados, que vi jeitos de se pegarem!
E termino com Constança: - não lembra ao careca convidar a presuntiva namorada do Sócrates para um programa (de esclarecimento) sobre o Freeport! Nem sobre o Freeport, nem sobre uma data de coisas. Incluindo habilitações académicas.
Está tudo doido! Vou mas é aos canelones que já tenho o estômago a pressionar-me!
E termino com Constança: - não lembra ao careca convidar a presuntiva namorada do Sócrates para um programa (de esclarecimento) sobre o Freeport! Nem sobre o Freeport, nem sobre uma data de coisas. Incluindo habilitações académicas.
Está tudo doido! Vou mas é aos canelones que já tenho o estômago a pressionar-me!
quarta-feira, abril 01, 2009
Um país à pressão!
Não há português que não se sinta pressionado. Desde as altas pressões do anti-ciclone, que há largos anos decidem o sol e a chuva no continente, até às baixas pressões sobre o Freeport, pode dizer-se que Portugal tomou a forma de panela prestes a rebentar! Mas não rebenta porque a malta não quer! E depois, se a pressão acaba o que é que vamos fazer! Como é que a gente se governa?! A fazer desporto?! A selecção do Queiroz está uma miséria; os penalties do Lucílio duram para um mês, se tanto! Restam as maratonas com o Sócrates! Mas daqui até que se faça uma ponte só para maratonas… não me doa a mim a cabeça. E bem precisa era… Por isso a pressão é bem-vinda. E dá de comer a um milhão de portugueses… pelo menos.
segunda-feira, março 30, 2009
Expediente de Março
Abri o calendário no mês de Março e deparei com a seguinte inscrição: - “Só porque alguém não te ama como tu queres, não significa que não te ame com todo o seu ser…”!
Quinze dias de ausência ou ‘cem anos de solidão’ vem dar no mesmo porque Gabriel Garcia Marquez pensava na diferença que nos une e não naquilo que nos separa.
E agora reparo que escrevi o meu último postal nos ‘idos de março’, data imortal que assinala a morte de César às mãos de Brutus, para o bem de Roma (da Roma democrática) segundo se disse na altura.
O calendário renova-se e o mês de Abril incita à vida, à oportunidade da vida…
A verdade é que a vida mudou. Ela muda todos os dias mas só em determinados momentos damos conta disso. Nesses momentos a realidade transforma-se (e transforma-nos) em presente e passado, e assim divididos tentamos prosseguir pelo mesmo caminho. Mas é em vão que o fazemos.
Entretanto o interregno continua, menos optimista é certo, mas continua. E se houve tempos em que vislumbrámos o seu fim (para glória do autor e descanso dos leitores) o que aí vemos não augura nada de bom. Ele há-de continuar, infelizmente, quer eu queira quer não.
E encerro o expediente com notícias do Papa, de quem mais havia de ser! Pois se não há frase que pronuncie ou ideia que exprima, que não lhe caia a ‘cristandade’ em cima! E a coisa é de tal ordem que já surgem textos humorísticos a denunciar a paranóia ocidental, melhor dito, a companhia (leia-se campanha) das judiarias ocidentais: - desta vez Bento XVI pronuncia-se sobre o tempo constatando que estava um belo dia em Roma, o que é normal para a época. Mas porque na mesma altura chovia em Bordéus tanto bastou para ser severamente criticado: - imprevidente (e egoísta), incapaz de olhar o boletim meteorológico como um todo, etc!...
Querem um conselho?!
Façam como eu que subo todos os dias ao mais alto promontório na esperança de avistar a esquadra inimiga! Que finalmente nos reconquiste, que traga um pouco de Fé à Europa e um pouco de ordem ao planeta. Tenho a certeza que os ‘infiéis’ hão-de tratar melhor o sucessor de Pedro que esta cambada ocidental.
Saudações monárquicas.
Quinze dias de ausência ou ‘cem anos de solidão’ vem dar no mesmo porque Gabriel Garcia Marquez pensava na diferença que nos une e não naquilo que nos separa.
E agora reparo que escrevi o meu último postal nos ‘idos de março’, data imortal que assinala a morte de César às mãos de Brutus, para o bem de Roma (da Roma democrática) segundo se disse na altura.
O calendário renova-se e o mês de Abril incita à vida, à oportunidade da vida…
A verdade é que a vida mudou. Ela muda todos os dias mas só em determinados momentos damos conta disso. Nesses momentos a realidade transforma-se (e transforma-nos) em presente e passado, e assim divididos tentamos prosseguir pelo mesmo caminho. Mas é em vão que o fazemos.
Entretanto o interregno continua, menos optimista é certo, mas continua. E se houve tempos em que vislumbrámos o seu fim (para glória do autor e descanso dos leitores) o que aí vemos não augura nada de bom. Ele há-de continuar, infelizmente, quer eu queira quer não.
E encerro o expediente com notícias do Papa, de quem mais havia de ser! Pois se não há frase que pronuncie ou ideia que exprima, que não lhe caia a ‘cristandade’ em cima! E a coisa é de tal ordem que já surgem textos humorísticos a denunciar a paranóia ocidental, melhor dito, a companhia (leia-se campanha) das judiarias ocidentais: - desta vez Bento XVI pronuncia-se sobre o tempo constatando que estava um belo dia em Roma, o que é normal para a época. Mas porque na mesma altura chovia em Bordéus tanto bastou para ser severamente criticado: - imprevidente (e egoísta), incapaz de olhar o boletim meteorológico como um todo, etc!...
Querem um conselho?!
Façam como eu que subo todos os dias ao mais alto promontório na esperança de avistar a esquadra inimiga! Que finalmente nos reconquiste, que traga um pouco de Fé à Europa e um pouco de ordem ao planeta. Tenho a certeza que os ‘infiéis’ hão-de tratar melhor o sucessor de Pedro que esta cambada ocidental.
Saudações monárquicas.
domingo, março 15, 2009
Vale de Acór
Que este lugar seja para ti
Um caminho novo
Que este caminho faça de ti
Um homem novo
Que este lugar te dê enfim
Paz e bonança
E que esta paz acenda em ti
A luz da esperança
Como o cativo que se liberta
Adormecido e já desperta
Homem caído que se levanta
Que ontem chorava e hoje canta
Água da fonte que não secou
Ou essa flor que não murchou
Homem ausente que diz presente
Se o coração ainda sente
Que o Vale de Acór se faça em ti
Caminho novo
E este caminho faça de ti
Um Homem Novo!
Em 8 de Março de 2009
Lembrança pelos quinze anos do 'Vale de Acór'
Um caminho novo
Que este caminho faça de ti
Um homem novo
Que este lugar te dê enfim
Paz e bonança
E que esta paz acenda em ti
A luz da esperança
Como o cativo que se liberta
Adormecido e já desperta
Homem caído que se levanta
Que ontem chorava e hoje canta
Água da fonte que não secou
Ou essa flor que não murchou
Homem ausente que diz presente
Se o coração ainda sente
Que o Vale de Acór se faça em ti
Caminho novo
E este caminho faça de ti
Um Homem Novo!
Em 8 de Março de 2009
Lembrança pelos quinze anos do 'Vale de Acór'
terça-feira, março 10, 2009
Obama dos Santos
Cada um tem o Obama que merece, ou como na regra de três simples – Obama está para o mundo assim como Eduardo dos Santos está para Portugal. E podíamos seguir a pista republicana recordando a malta de Abril – ‘nem mais um soldado nem mais um tostão para as colónias’. Precisamente o contrário do que afirmou Salazar – ‘para Angola e em força’.
Em que ficamos?
Jerónimos, Camões, Cavaco, discursos… uma grande maçada, um disfarce para escamotear a realidade omnipresente – não passamos sem as colónias e elas não passam sem nós. Se quiserem, ex-colónias… omnipresentes na mesma – nas ruas, no autocarro, nas obras, nos bancos dos hospitais, nos bancos falidos, em todos os subsídios, em número sempre crescente, tudo a assobiar para o lado, e não vêm todos porque não podem… ou não cabem!
Salazar tinha razão - ‘Portugal não é só uma nação europeia e tende cada vez mais a sê-lo cada vez menos’.
Deixemo-nos de conversas, toca a assumir o destino, porque a nossa independência e a independência de Angola dependem afinal uma da outra!
E para quem tem dúvidas sobre independência lembro o incontestável Condestável – “Pátria – é um palmo de terra defendida. A lança decidida risca no chão o tamanho do nosso coração… Eu assim fiz, surdo ás razões da força e da fraqueza… mais difícil era a empresa que a seguir comecei: já sem cota de malha, combater por outro Reino e por outro Rei!”
Em que ficamos?
Jerónimos, Camões, Cavaco, discursos… uma grande maçada, um disfarce para escamotear a realidade omnipresente – não passamos sem as colónias e elas não passam sem nós. Se quiserem, ex-colónias… omnipresentes na mesma – nas ruas, no autocarro, nas obras, nos bancos dos hospitais, nos bancos falidos, em todos os subsídios, em número sempre crescente, tudo a assobiar para o lado, e não vêm todos porque não podem… ou não cabem!
Salazar tinha razão - ‘Portugal não é só uma nação europeia e tende cada vez mais a sê-lo cada vez menos’.
Deixemo-nos de conversas, toca a assumir o destino, porque a nossa independência e a independência de Angola dependem afinal uma da outra!
E para quem tem dúvidas sobre independência lembro o incontestável Condestável – “Pátria – é um palmo de terra defendida. A lança decidida risca no chão o tamanho do nosso coração… Eu assim fiz, surdo ás razões da força e da fraqueza… mais difícil era a empresa que a seguir comecei: já sem cota de malha, combater por outro Reino e por outro Rei!”
terça-feira, fevereiro 17, 2009
A minha vizinha quer casar
Por ter visto muitos filmes de cow boys a minha vizinha quer casar com o cavalo. Não é bem cavalo é uma mula mas a senhora já tem uma certa idade e não liga a esses pormenores.
Tentei dissuadi-la, já lhe expliquei que nos filmes é uma coisa e que a realidade é outra, mas não adianta, insiste, alega que estou a discriminá-la e sem mais explicações levou o assunto à dona fátima e ao seu programa de prós e contras. Que é afinal para isso que ele serve – para debater causas fracturantes, temas que o governo teime em regular e que possam distrair os portugueses dos seus problemas reais.
E assim foi, seguindo o formato habitual, convocaram-se o mesmo número de prós (os defensores do casamento da minha vizinha) e o mesmo número de contras (os que achavam que o estado não devia regular tal materia, mais os que achavam que a televisão pública deveria ter critérios mais rigorosos para gastar o dinheiro dos contribuintes, mais os que pensavam que o estado e a televisão pública deveriam reflectir os valores fundacionais, mais aqueles que acham que o casamento é uma instituição séria, fonte de vida e base da família, e ainda uns quantos que defendiam o internamento da minha vizinha, e acusavam a dona fátima, e a televisão pública, de servirem os interesses eleitoralistas do governo socialista).
Postos os contendores em igualdade de circunstâncias, foi obtido o primeiro desiderato dos defensores da minha vizinha, a saber: o seu caso não era um assunto da esfera privada mas sim um assunto de estado, e que cabia ao mesmo estado regular!
E o que a senhora reivindicava tinha afinal a grandeza dos grandes combates pela liberdade e contra a discriminação! E não faltou quem ousado e solene afirmasse que o direito da minha vizinha poderia pôr em causa, se necessário fosse, os próprios alicerces da comunidade!
Sob a imparcialíssima arbitragem da dona fátima, o debate prosseguiu, equilibrou-se, desiquilibrou-se, até à completa negação da natureza humana – para os erros da natureza cá estamos nós os homens para os corrigir!
E a minha vizinha casou com o cavalo!
Hoje em dia oiço-a relinchar infeliz, e quanto à mula, foi-se embora, disse que não foi feita para aquilo.
Tentei dissuadi-la, já lhe expliquei que nos filmes é uma coisa e que a realidade é outra, mas não adianta, insiste, alega que estou a discriminá-la e sem mais explicações levou o assunto à dona fátima e ao seu programa de prós e contras. Que é afinal para isso que ele serve – para debater causas fracturantes, temas que o governo teime em regular e que possam distrair os portugueses dos seus problemas reais.
E assim foi, seguindo o formato habitual, convocaram-se o mesmo número de prós (os defensores do casamento da minha vizinha) e o mesmo número de contras (os que achavam que o estado não devia regular tal materia, mais os que achavam que a televisão pública deveria ter critérios mais rigorosos para gastar o dinheiro dos contribuintes, mais os que pensavam que o estado e a televisão pública deveriam reflectir os valores fundacionais, mais aqueles que acham que o casamento é uma instituição séria, fonte de vida e base da família, e ainda uns quantos que defendiam o internamento da minha vizinha, e acusavam a dona fátima, e a televisão pública, de servirem os interesses eleitoralistas do governo socialista).
Postos os contendores em igualdade de circunstâncias, foi obtido o primeiro desiderato dos defensores da minha vizinha, a saber: o seu caso não era um assunto da esfera privada mas sim um assunto de estado, e que cabia ao mesmo estado regular!
E o que a senhora reivindicava tinha afinal a grandeza dos grandes combates pela liberdade e contra a discriminação! E não faltou quem ousado e solene afirmasse que o direito da minha vizinha poderia pôr em causa, se necessário fosse, os próprios alicerces da comunidade!
Sob a imparcialíssima arbitragem da dona fátima, o debate prosseguiu, equilibrou-se, desiquilibrou-se, até à completa negação da natureza humana – para os erros da natureza cá estamos nós os homens para os corrigir!
E a minha vizinha casou com o cavalo!
Hoje em dia oiço-a relinchar infeliz, e quanto à mula, foi-se embora, disse que não foi feita para aquilo.
domingo, fevereiro 15, 2009
República de São Valentim
A jovem de seios opulentos que vive na assembleia da república anda perdida de amores por Salazar! É um clássico republicano. Para quem não saiba (e são muitos) a primeira republica (dita democrática!) não descansou enquanto não ergueu (no chão sagrado da Rotunda) uma estátua a um ditador! Ao marquez, pois claro.
Entretanto (e para retribuir o galanteio) a segunda republica sentou o António José de Almeida numa praceta das avenidas.
Mas o que nos interessa agora é este romance a prometer casório por alturas do centenário. Uma festa de família!
Entretanto o noivo aparece em tudo o que é sítio: concursos de televisão que ganha fácilmente; biografias inéditas; na pele de sedutor irresistível! Um dia talvez venhamos a descobrir que era um democrata compulsivo.
Antes assim, não se estragam duas casas.
Saudações monárquicas
Entretanto (e para retribuir o galanteio) a segunda republica sentou o António José de Almeida numa praceta das avenidas.
Mas o que nos interessa agora é este romance a prometer casório por alturas do centenário. Uma festa de família!
Entretanto o noivo aparece em tudo o que é sítio: concursos de televisão que ganha fácilmente; biografias inéditas; na pele de sedutor irresistível! Um dia talvez venhamos a descobrir que era um democrata compulsivo.
Antes assim, não se estragam duas casas.
Saudações monárquicas
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