quarta-feira, julho 28, 2010

Ah, grande Cabral!

Apesar das asneiras, dos iberismos bacocos, apesar de termos desembarcado a Telefónica em plena praia de Copacabana, apesar de tudo isso, o ‘achamento’ ainda prevalece, pelo menos enquanto os brasileiros falarem português. Isso mesmo entendeu Lula da Silva que na emergência estendeu a mão à PT e a Portugal. Mas que sirva de lição. Oito séculos de precaução contra o leão castelhano e parece que não aprendemos nada! Nem mesmo este 'suão' ardente... 'que enche o sono de pavores, faz febre, esfarela os ossos, dói nos peitos sufocados...' consegue acordar esta gente! Mas eu não desisto, vá, repitam comigo, todos - ‘de Espanha nem bom vento, nem bom casamento’!
Não custa nada.

Não percam tempo

Já estou como o outro, neste regime em que os partidos dominam completamente a situação, incluindo a chefia de estado, é praticamente impossível sentar um membro da ‘nomenclatura’ no banco dos réus. De vez em quando aparecem umas ameaças, saem umas notícias nos jornais, mas decorrido o tempo necessário, acaba tudo em bem. Eu até acho melhor acabar com isto à nascença, poupava-se muito, e escondíamos um pouco esta vergonha de haver vítimas de pedofilia mas não haver pedófilos, de haver corrupção mas não haver corruptos, ou a novidade que nos chega do Freeport de ter havido subornos, mas ninguém foi subornado! Que o dinheiro desapareceu, isso ninguém tem dúvidas.
Por isso insisto, está na forja outro caso mediático, desta vez com os banqueiros do BCP, arquivem já o processo por favor. O país precisa de reunir todos os meios possíveis para enfrentar a crise, não é altura de dissipar tempo, dinheiro e energia com mais brincadeiras. A não ser que… os advogados, os escritórios dos mesmos, toda aquela tralha dos magistrados, procuradores, juízes, tribunais, secretarias (por um lado), e
jornais, jornalistas e telejornais (por outro), precisem de viver mais cinco anos à conta do orçamento! Se for para isso, então está bem, está justificada a farsa da justiça.

E viva o centenário!

Adenda: Sem falar nas indemnizações por ofensa à honra e bom nome!

terça-feira, julho 27, 2010

Momentos Freeport

Segundo consta o Instituto de Conservação da Natureza terá chumbado a construção de um cemitério no local onde mais tarde licenciou o Freeport. O chumbo deveu-se ao ’aumento da densidade humana’ que o referido cemitério poderia trazer ao local, incomodando flamingos e outras espécies protegidas. Mais tarde, consultadas as espécies, estas mudaram de opinião face à perspectiva, bem mais divertida, de meio milhão de visitantes só no primeiro ano!

Um segundo momento Freeport é o cumprimento de uma promessa – o caso Freeport ficará esclarecido em termos processuais antes das férias grandes, cinco anos depois. E cumpre-se outro fadário – Sócrates não será arguido. Com esta certeza, o primeiro-ministro arrisca-se a passar à história com o cognome de Sócrates, o ilibado! Ou Sócrates, o inocente, como queiram.

Um terceiro momento Freeport prende-se directamente com a investigação. Sabemos que ouve escutas aos principais suspeitos, mas ficámos a saber que houve uma avaria na central telefónica que procedia àquela investigação. Essa avaria (alguma manivela que se encravou!) poderá ter inutilizado alguns desses meios de prova. A dúvida que sempre permanece nestes casos, é se as conversas avariadas eram do ‘filho do meu tio’, do primo ou do tio, e mencionavam o ilibado! Se mencionavam, também não se perde nada, eram conversas privadas, de escuta não autorizada, e estas já se sabe são para destruir, em qualquer caso.

E viva o centenário!

quinta-feira, julho 22, 2010

Cabe lá tudo menos…

Nasceu torta, a caminho do socialismo, mas o muro caiu e o socialismo fechou para obras. Endireitou-se, deslumbrou-se com o mercado e quis ter tudo, mais estado e menos estado ao mesmo tempo! Depois vieram os filhos, quis ser moderna, universal, tão avançada que o país ficou para trás! E cabe lá tudo, direitos e mais direitos, despesas e mais despesas, e não há norma ou postura municipal que não a possa invocar! Aliás todos a invocam, e de cada vez que a invocam, ela engorda e nós emagrecemos!
Cabe lá tudo... não é bem assim, mantém o ferrete original, protege quem protege, cabem lá o aborto, o casamento entre homossexuais, mas não cabem nem a Cruz do fundador nem a monarquia que nos deu identidade.
Afinal cabe lá tudo menos Portugal!

terça-feira, julho 20, 2010

A constituição e a minha vesícula

A constituição é um assunto sério que me faz rir, a revisão constitucional é uma brincadeira que me faz mal à vesícula! E quando assim é, a bílis solta-se e aí vai ela: - Pois bem, se querem de facto rever a constituição estabeleçam desde logo uma condição prévia - proíbam os ‘pais da constituição’ (o Miranda dos perdigotos, o Vital ex-comunista, etc.) de dar palpites sobre a revisão da criatura. De seguida, limitem a partidocracia, eliminando listas, responsabilizando individualmente os deputados perante os seus eleitores. Os círculos, lembram-se?! Limpem as coligações obrigando, por exemplo, os verdes (ou melancias) a irem a votos. Temos curiosidade em saber qual o respectivo peso eleitoral!
E agora a justiça: - aqui, é tempo de acabar com os tribunais superiores armados em lojas maçónicas. Como?! Se aquilo é secreto?! Não sei, mas façam um esforço em nome da credibilidade das instituições. Muita atenção às nomeações partidárias, ao registo de interesses, às incompatibilidades, ah, já me esquecia, atenção ao tribunal constitucional – mudem-lhe o nome, porque aquilo de tribunal tem pouco. Voltando ao processo judicial, reduzam-no, rasguem folhas ao acaso, especialmente no capítulo dos incidentes, recursos e garantias, no fim, não pode pesar mais do que oitocentas gramas. E já é muito. Dentro do mesmo assunto - a produção legislativa anda a engordar advogados, escritórios e pareceres. Toca a fazer dieta.
Eu sou monárquico, não quero por isso limitações materiais à mudança de regime, não quero uma república transformada em mandamento caído do céu… num país de ateus! Mudem já isso, incluindo as frases obscuras (estilo - forma republicana de governo!) que só a confraria entende.
E não é preciso mexer nos poderes do presidente. Pois se o Sampaio até fez cair um governo que tinha uma maioria a sustentá-lo na assembleia! O problema do chefe de estado não é uma questão de poderes, mas de independência dos poderes.
Pronto, já estou melhor da vesícula.

Saudações monárquicas

segunda-feira, julho 19, 2010

18 de Julho!

Que mal tem se me esqueci!
Se quis dar esta alegria!
Que mal tem se adormeci!
E tinha passado um dia!

Nascer depois é melhor
Faz melhor à mocidade
Nascer antes é pior
Quando chega certa idade

.
Nascer na data convém
Sem parabéns atrasados
Poupa desculpas também
Como estes versos coitados

Os parabéns são precisos
Trazem mais vida ao viver
Muitos anos e sorrisos
E a vida como Deus quer!

sexta-feira, julho 16, 2010

Cândida e os submarinos

Quando o Freeport mergulhou numa gaveta e por lá se manteve sem dar sinais de vida, Cândida veio à superfície e explicou, como só ela sabe explicar, que a investigação jaz submersa numa profunda falta de meios! Contráriamente, desta vez, com os submarinos transformados em barcos do amor, Cândida evita, Cândida foge e não explica o que se está a passar! Nesta batalha naval amorosa, em que investigador e investigado se entrelaçam (se Cândida não explica) ficamos sem saber quem foi ao fundo - se o submarino, se a própria credibilidade da investigação!
Etiqueta: o estado da nação.

O estado da nação

Sócrates pegou nos resultados de um inquérito (dados de 2008) que apontavam para uma diminuição da pobreza e concluíu que a política seguida pelo seu governo estava no rumo certo. Números são números, números são factos, e assim, desta maneira ardilosa, silenciou a esquerda recalcitrante. Virando-se então para a direita, valorizou a perfomance da economia portuguesa face à crise, enquanto acusava o PSD de tentativa de destruição do estado social. A direita reagiu, mas reagiu mal.
E foi mais um debate ganho por Sócrates... contra a nação.

Este debate poderia ter sido diferente se por um acaso houvesse ali, naquela assembleia de cativos, um político corajoso que contestasse Sócrates no seu próprio terreno. Dou um exemplo - quando o primeiro-ministro elogiava o comportamento da economia portuguesa face às suas congéneres europeias, poderíamos concluir, ao contrário do próprio, que essa é a maior prova da nossa persistente posição periférica. Portanto esse elogio deveria ser antes motivo de preocupação. O mesmo se diga quando Assis se agarra à Europa com unhas e dentes, numa clara demonstração de falta de alternativa política. Aqui era preciso lembrar-lhe a frase de outro socialista – há vida para além (dos subsídios) da união europeia!
E finalmente que dizer das reticências socialistas em alterar a constituição impedindo por essa via que os governos portugueses (sejam de direita ou de esquerda) tenham as mesmas armas para combater a crise que os nossos parceiros europeus! Será a nossa constituição um texto sagrado?!

Saudações monárquicas

quinta-feira, julho 15, 2010

Apesar do Bosco...

Apesar do Bosco e de outros pesos pesados desta república maçónica, a comissão de inquérito ao caso PT/TVI lá conseguiu produzir um relatório menos mau, ou seja, relativamente próximo dos acontecimentos. Bosco diz-se de consciência tranquila o que significa que conseguiu empatar a comissão ao máximo, e por tê-lo feito será devidamente compensado pela confraria. Melhor seria que a montanha tivesse parido um rato, esse sim, o habitual nestas comissões de inquérito, mas não podendo ser, jogar para o empate já deixa as consciências tranquilas. Aliás, o empate é o resultado por excelência deste país ensimesmado. O resto, as escutas (que horror!), a separação de poderes (nunca estiveram tão juntos), a constituição (que apenas serve quem a fabricou) é conversa fiada para enganar pacóvios. Que somos nós!

quarta-feira, julho 14, 2010

O tempo que for preciso...

Nada de pressas, vamos com calma, que a boa justiça é lenta, muito lenta, de acordo com uma conhecida receita nacional. Este prato começou a ser cozinhado com a libertação de Pedroso, com as ausências de outros prováveis praticantes de pedofilia, e agora restam o Silvino e uns poucos de personagens... que sabem muito! Que fazer?! Pergunta o revolucionário de modo vário! Resposta - deixa isso prescrever.
Vem agora o Carlos Silvino a querer acelerar o processo! Mas está tudo doido? Era o que mais faltava. Então e os recursos, as garantias, o contraditório, os incidentes?! E os direitos dos outros arguidos?! As férias judiciais?! Este Silvino, mais o seu advogado, devem pensar que fazer justiça é coisa fácil!
Um bocadinho de paciência nunca fez mal a ninguém.

terça-feira, julho 13, 2010

A desunião exemplar!

É só um palpite, não, não sou o polvo que adivinha os resultados da bola, mas palpita-me que era melhor começarmos a fazer as malas e zarpar desta união soviética economicista onde os nossos interesses estratégicos estão proibidos ou não se podem defender - vidé caso golden share/PT, independentemente das culpas próprias. Mas voltando ao polvo, lembremo-nos como foi triste e atabalhoada a nossa 'descolonização exemplar' e para que não se repita, apesar da pouca importância que haveremos de ter na desagregação europeia, seria sensato pensar no assunto. Por isso não dêem ouvidos aos 'irreversíveis', sempre apostados no fim da história e que nos dizem sempre... que não há alternativa!
Há sempre alternativa, especialmente a esses apóstolos da religião europeia!

quarta-feira, julho 07, 2010

As duras coincidências

Uma coisa é aquilo que gostávamos que acontecesse, e por isso anunciei (de Marte) que a Espanha haveria de encalhar mal visse a armada lusitana. Era um sonho planetário, um sonho de outros tempos, um sonho que a dura realidade desmente todos os dias - nuestros hermanos passaram por nós, sufocaram a Alemanha, e estão na final.
Mudo de linha para me distanciar dos palpites dos nossos técnicos de televisão – primeiro ganhava a Argentina (para valorizar o Di Maria); depois era o Brasil (não se sabe porquê); torceram pelo Paraguai contra a Espanha, e em desespero de causa elegeram a Alemanha como a selecção maravilha. Mas a Alemanha, como venho dizendo, não era assim tão forte. Paulatinamente a Holanda foi vencendo os seus jogos e a Espanha, apesar da má forma de alguns jogadores, é a melhor selecção deste campeonato do mundo. Pode até não ganhar à Holanda, mas há-de dominar o jogo.

Curiosidades e coincidências: - em ano de centenário da nossa ridícula república, são duas monarquias que chegam à final! A Espanha e uma sua antiga colónia! Alba e Orange frente a frente! Quem irá vencer desta vez?! Aliás a Espanha está por todo o lado, o Nadal ganhou em Wimbledon, são os actuais campeões da Europa de futebol, arriscam-se a ser campeões do mundo, dão ordens de compra sobre as empresas portuguesas a operar no Brasil, obrigam-nos a andar de TGV do Poceirão até Madrid, eu sei lá, parece que conduzem o mundo!
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Para o fim, uma pergunta desagradável - não haverá uma relação entre o regime espanhol e a sua promissora grandeza?! Pondo a questão ao contrário – não haverá uma relação entre o regime português e a nossa 'apagada e vil tristeza'?!
Se não quiserem responder, não respondam.

Saudações monárquicas

terça-feira, julho 06, 2010

No tempo em que eu nasci...

Julgo ser um poema do Ary dos Santos - "no tempo em que eu nasci havia um 'S'..." - mas hoje existem outros 'S' bem mais perniciosos, é uma questão de os desfilarmos - Soares, Sócrates, Saramago, Salgado, etc, e todos eles deram e dão palpites que irão influenciar o nosso futuro colectivo. Simplesmente, todos eles são piores que o 'S' original porque pelos vistos não têm nenhuma ideia para Portugal a não ser preocupações de natureza privada ou ideológica, bem longe das necessidades perenes da Pátria. Passe o vocábulo fora de moda. Vem isto a propósito da bagunça estabelecida em torno da PT, empresa que o estado privatizou mas pretende que continue a ser pública! Isto só pode ser brincadeira. E depois ouvem-se comentários do tipo - estamos como em 1580 em que só o povo defendeu a soberania nacional! É mentira, porque a união dos reinos de Portugal e Espanha só se efectivou porque os procuradores do dito povo votaram a favor da união, com a honrosa excepção do procurador de Lisboa, de seu nome Febo Moniz. Quem de facto garantia a soberania nacional era o Rei, infelizmente morto em Alcácer Quibir e sem deixar descendentes. Filipe II, de acordo com a lei da época tinha direitos dinásticos sobre a coroa portuguesa mas só os exerceu por vontade do povo português, leia-se dos seus representantes. Pior estamos agora em que sem lei que nos condicione, nos entregamos à dependência com a maior das facilidades. Basta ouvir ou ler o que dizem os 'S' que nos representam.
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.Saudações monárquicas

quarta-feira, junho 30, 2010

Portugal na gaveta!

O pai da república falou e disse: - ‘temos de ganhar peso na Europa’!
Daí à necessidade de uma política ibérica vai um salto de pulga e Mário Soares não se fez rogado, saltou para um futuro conselho de ministros luso-castelhano!
Eu gostava de me lembrar, mas já foi há tanto tempo... qual teria sido a argumentação de Cristóvão de Moura para convencer as Côrtes a votarem a união entre os reinos de Portugal e Espanha! Teria sido também por uma questão de peso?!
O que eu sei, e me lembro bem, é que a primeira preocupação da política lusitana foi tornar-se independente de Castela, e a segunda, foi ganhar peso no mundo para ter peso na Europa. Precisamente o contrário do que pensa e diz o pai da república! Outros tempos, dirão os que pretendem agora elevá-lo à condição de deus vivo neste portugal dos pequeninos. Pois sim, pois não, digo eu.
Afinal donde provém esta mania das grandezas?! Um sonho napoleónico ou uma noite mal dormida?! Nunca lhe explicaram que foi a duras penas que aqui chegámos?! Que de Espanha nem bom vento nem bom casamento?! Outros tempos, repetem os fiéis. Cala-te boca.
Há uma hipótese de trabalho que ainda não foi explorada – terá Mário Soares aderido à monarquia?! Só pode, e sendo assim bate tudo certo. Porque de uma coisa ninguém tem duvidas - a Espanha continuará a ter Rei, porque a Espanha sabe que é aí que reside a sua força. Não é por acaso que não se ouvem propostas de adesão ibérica vindas de Madrid. No máximo podem vir propostas de anexação... ou compra, como podemos observar ao vivo, nesta história da Vivo!

Saudações monárquicas com rei português

terça-feira, junho 29, 2010

Os imbecis

É para isto que serve um blog, para descarregar raivas e frustrações, minhas naturalmente, quem não gosta não lê, mas fica registado. Daqui a alguns anos pode ser que este texto desconexo ganhe algum sentido! Acontece muito.
Perdemos quando não podíamos perder, contra uma selecção que faz bilros o tempo todo. Perdemos a jogar práticamente em casa, e quando se joga em casa enfrenta-se o adversário olhos nos olhos, não ficamos à espera dele, recuados, dando-lhe esse suplemento vitamínico que ele à partida não tinha. Perdemos porque não podemos depender de um jogador, por mais credenciado que seja, alimentando ilusões e expectativas que a realidade se encarregou de desfazer. Cristiano Ronaldo bem quis corresponder mas tudo lhe saía mal, ao ponto de parecer um principiante a jogar à bola!
E não foi só neste jogo, foi em todos.
Perdemos porque não houve a coragem de denunciar o exibicionismo dos livres tipo play station, lances que poderiam ter sido melhor aproveitados já que dispomos de grandes especialistas no jogo aéreo. Especialistas que íam lá à frente... em vão! E depois aqueles locutores enervantes mais preocupados em ‘vender’ o ‘benfiquista’ Coentrão do que em valorizar a selecção portuguesa. É também por aqui que perdemos, e é por aqui que nos tornamos minúsculos.
Ilacções positivas, duas, o que já não é mau: - evitamos que a propaganda republicana (mais o seu centenário) contamine o que resta da unidade nacional; e espero eu, esperamos todos, que durante uns tempos o Ronaldo nos poupe aos saltinhos de calcanhar e outras imbecilidades semelhantes. Se jogar à bola, simples, pode ser que para a próxima... venha a ser útil à equipa portuguesa.

sábado, junho 26, 2010

Visto de Marte

Visto de longe, com a nitidez que só a distância consente, este campeonato do mundo revela coisas curiosas! Evidências que escapam aos analistas politicamente correctos.

Se começarmos pelos que ultrapassaram a fase de grupos, reparamos em três selecções siamesas, separadas à nascença pelas fracturas continentais. Estamos a falar da Coreia do Sul, do Japão e do Chile! Tão parecidas na maneira de jogar, a mesma rapidez no intuito de superarem a falta de robustez física, um colectivismo feroz, e mesmo assim, as mesmas dificuldades para se apurarem! Recorde-se que apesar do seu futebol electrizante, a equipa dos Andes esteve sempre à mercê do ferrolho suíço. Mas o ferrolho é isso mesmo, é um ‘relógio’ que não serve para atacar.

Seguem-se as colónias ibéricas, uma mistura de habilidade e força, temperada pela manha do colonizador. Ficaram confortavelmente instaladas nos primeiros lugares e são favoritas. Umas mais que as outras.

Um capítulo para os europeus e aqui temos que clarificar o que se vê de Marte: - vemos claramente a Inglaterra e a Holanda, os donos das minas, e vemos a Alemanha, que sempre quis meter o pé em África. O duelo que se avizinha tem ressonâncias que nem as vuvuzelas conseguem silenciar. A Alemanha, menos forte que o costume, tudo indica que será de novo vencida em terras africanas.
Ah, claro, falta a Espanha! Mas em África, castelhano... só em Ceuta! Que era nossa! A gente trata do assunto.

E chegámos finalmente a África!
Aqui cabe distinguir a única selecção africana que se apurou, e com grande naturalidade – Portugal! É certo que o Ghana também conseguiu passar mas o Ghana não é uma selecção que represente África, é apenas uma selecção de africanos, neste caso ‘ashantis’ do golfo da Guiné. O que é substancialmente diferente. As restantes selecções de africanos foram todas afastadas, como era previsível, incluindo o misto franco-guineense que representava a França!
Aliás, isto é tão verdade que o próprio Mandela não teve dúvidas em receber os portugueses num gesto carregado de simbolismo! Foi como se dissesse – vá, joguem e ganhem que é a única maneira de África ganhar!

Não posso terminar sem uma palavra para o madeirense Ronaldo – eh pá, passa a bola!

Saudações desportivas

quinta-feira, junho 10, 2010

Portas abertas!

Neste dia vale a pena reler o prólogo que Amaro Monteiro escreveu em – “Portas Fechadas. Balada Para Um Capitão Executado”. Amaro Monteiro era (é) monárquico, e só quem viveu antes e depois do tempo, pode compreender a intensidade patriótica destas linhas: -


"(…) Fecho o “Prólogo” com advertência para mim importantíssima: mau grado acontecimentos em que comparticipei há cerca de 30 anos, não me considero “resistente anti-fascista”… Não consegui ser herói.
Meditando, de 1960 em diante, sobre eventos e pessoas que conheci ou vislumbrei na fase do meu militantismo anti-salazarista, nisso me achei deveras deslocado…
O rebentamento de Angola 61 deu o impulso final para que as energias se me concentrassem na defesa de Portugal pluri-continental e pluri-racial. De 1962 a 1974, em Moçambique, lutei quanto pude pela Ideia morta. “Aderi” ao antigo regime? Não. Mantive reservas que nunca desapareceram. Todavia, em África, a minha actuação operou naturalmente uma colagem que, nas opiniões comuns, me identificou com aquele. Não a rejeitei nem procurei fugir-lhe após o “ 25 de Abril”; pelo contrário, assumi-a com orgulho e arrogância. A colagem continua, em certos aspectos, a orgulhar-me treze anos volvidos; noutros é-me indiferente. A minha Pátria morreu. Sinto-me apenas nacional deste país.

Lisboa, 23 de Setembro de 1987"

terça-feira, junho 08, 2010

Qual das três?!

Cheguei tarde (à polémica) onde se fazia a pergunta que com a devida vénia recupero – afinal qual das três repúblicas que já levamos foi (ou é) a pior?!
Descontado o facto de, em minha opinião, já estarmos a entrar numa curiosa quarta república, aliás muito semelhante à segunda, a minha resposta foi (mais ou menos) a seguinte:

Parafraseando a cantiga de uma geração sem esperança - a república é sempre a perder. Por isso a pior é sempre a última porque é a inevitável consequência das outras duas. A primeira república era apesar de tudo mais ingénua, numa linguagem tauromáquica poderia dizer-se que marrava de frente; a segunda era manhosa, cultivou a mentira, e deu cabo da herança ao tentar apropriar-se (ilegitimamente) da história; esta terceira é a pior porque mantém todos os defeitos da primeira e acrescenta-lhes a matreirice da segunda. Senão vejamos: - anti-clerical quanto baste, não descansa enquanto não banir os símbolos católicos do espaço público. Não perde uma oportunidade para afrontar a moral cristã.
É criminosa – lembremos apenas Sá Carneiro. E impune - porque tem a justiça no bolso e a comunicação social na sua dependência. Nenhum dos seus próceres será alguma vez julgado. Neste aspecto ultrapassa o estado novo! Basta ver os processos que não chegam ao fim.
E finalmente é a pior porque foi ela que feriu de morte a nossa independência política. A descolonização desastrada seguida de uma união apressada foi o pior que nos podia acontecer.
É esta a minha resposta, excessivamente extensa para uma pergunta tão simples. Poderia ter dito apenas que as três são uma e a mesma república.


Saudações monárquicas

quinta-feira, junho 03, 2010

Patriotismo tem preço

Afinal há outros assuntos para além da selecção! E o assunto é... a PT!
Ultrapassado o quadro de Aljubarrota, já aqui referenciado em anterior postal, entramos directamente no período filipino. Ou seja, vivemos aquela fase em que o Cristóvão de Moura besuntava as mãos dos patriotas indígenas no intuito de os transferir para o partido castelhano. Com uma diferença – na altura a soberania não estava cotada nem era vendida na bolsa. A negociação tinha (e teve) uma apreciável dimensão política, foi discutida em Cortes e até houve quem votasse vencido! Também é verdade, e a história conta-nos isso, que Filipe II esteve quase para desistir da aventura lusitana, assustado com a pedinchice nacional! A Telefónica que se cuide.
Mas houve outra diferença – Cristóvão de Moura foi considerado traidor e desde 1640 que o seu palácio jaz em ruínas!
Mas nós não temos que nos preocupar, temos a selecção, que mais havemos de querer?!

Saudações monárquicas

domingo, maio 30, 2010

Eles não votam no mar

Assistir à votação do euro festival é divertido e esclarecedor! É como tirar um curso acelerado de história da Europa e de geopolítica! Era bom que os nossos governantes tivessem assistido para perceberem (finalmente) o alcance da frase de Salazar – ‘Portugal não é só uma nação europeia e tende cada vez mais a sê-lo cada vez menos’! Isto sabia ele, embora não tivesse tomado as devidas providências a tempo e horas.
Então o que é que se passou?! Eliminada a barreira da língua quase toda a gente cantou em inglês, uns melhor outros pior, uns mais modernaços outros menos, e no fim ganhou a Alemanha. Sintomático.
Portugal, obrigado a defender a língua colonizadora, tal como a Espanha e a França, ficou-se pela segunda metade da tabela. Nem mesmo o Reino Unido (afinal o dono da língua) conseguiu impor-se face à continentalidade dominante e seus regionalismos. Chegou-se a ouvir falar em ‘mãe Rússia’!
Não nos podemos queixar, é tudo uma questão de centralidade e nós há muito que tivemos que construir a nossa. E construímos, ela existe, só que não é a caminho de Madrid mas do Atlântico.
Sobre as canções, qualquer delas podia ter ganho, obedecem a uma receita estudada, mesmo assim gostei da Roménia e a Arménia ficou-me na retina. A portuguesa soluçante era excessivamente portuguesa. Mesmo que não fosse...

sexta-feira, maio 28, 2010

Aljubarrota golden share

Hesitei na data, mas lembrei-me dos apartes horrorizados do João Bosco quando por mero acaso se falou num dia 28 de Maio qualquer – estávamos a ver a comissão de inquérito, o depoente entrou em amnésia, e Mota Amaral só lhe faltou dar um gritinho e benzer-se! Parecia que tinha visto (ouvido) o diabo! Ridículo. Detesto os grandes democratas e sei porquê - à primeira oportunidade aplicam-nos a lei da rolha – vidé decisão sobre as escutas.
E assim como detesto os grandes democratas começo a compreender a necessidade de algumas datas quanto mais não seja para conter o histerismo liberal.

E por falar em histerismo, uma das conquistas de Abril, largamente papagueada por tudo o que é canto, é a ambição extrema de terminar a carreira (e a vida) no Real Madrid! Se não for possível no Real, ao menos em Madrid. E isto vale para qualquer profissão ou obra pública. Foi assim com Figo, é assim com Ronaldo, vai ser assim com Mourinho, e até o TGV tem que chegar a Madrid de qualquer maneira, nem que seja a partir do Poceirão!
Mas este namoro castelhano também tem os seus arrufos como parece ser agora o caso entre a Telefónica e a Portugal Telecom… com o Brasil pelo meio. E aqui não há Tordesilhas que nos valha. Isto é mais grave, e anterior, é mesmo Aljubarrota.
Oportunidade que Sócrates não desperdiça para fazer o seu número patriótico! Encheu o peito, formou em quadrado, e ameaçou com a golden share. E desta vez disse a verdade aos portugueses – a PT é uma empresa estratégica, tal como o Tagus Park poderia ter sido!
Desde que se calem as Manuelas…

quarta-feira, maio 26, 2010

Empobrecer

No meio das medidas punitivas a declaração de Cavaco Silva - espero que poupem os mais desfavorecidos - soa a propaganda eleitoral. Aliás a conversa dos pobrezinhos já enjoa.
Mas quem são afinal os pobres deste país, senhor Presidente?!
Para sua orientação os pobres deste país são os portugueses que trabalham e descontam, sem possibilidades de fugir aos impostos, que têm o dinheiro à justa para sustentar a casa, educar os filhos decentemente, e porque têm vergonha na cara não passam a vida na pedinchice. Mais, estes pobres não andam atrás da selecção, têm mais o que fazer, não lhes sobra verba para viajar, ficam em casa, vêem televisão, e talvez sonhem com uma vida melhor!
Estes portugueses não vão ser poupados, vão ter que pagar mais impostos, vão empobrecer ainda mais, até ao ponto de desistirem de construir seja o que for, até ao ponto de desistirem deste país.
Não era nestes pobres que o senhor Presidente estava a pensar, pois não?!
Há gente mais pobre concerteza, e penso em todos os idosos que sobrevivem, quantas vezes sozinhos, com pensões de miséria. Mas estes já nem precisam de impostos para empobrecer.

terça-feira, maio 25, 2010

Um rei para a crise

A esquerda adora gastar o dinheiro dos contribuintes e adora a função pública, e percebe-se porquê – não tem patrão e se não trabalhar não vai para o desemprego. Por isso a esquerda não faz contas, gasta, e enquanto gasta, gosta de falar nos pobrezinhos. Esta introdução vem a propósito da aturada demanda do partido socialista em busca do seu candidato presidencial.
Se dependesse de Sócrates seria Cavaco mas com Alegre na disputa essa escolha poderia dividir a esquerda de forma irremediável. Nada que preocupe o actual primeiro-ministro que em nome das aparências vai empurrando o assunto com a barriga. Cavaco Silva, por sua vez, embalado pelo casamento gay teria a oportunidade de trair (novamente) o seu eleitorado em nome dos superiores interesses do crédito e do défice. A traição no segundo mandato é um costume arreigado e faz parte daquilo a que se convencionou chamar… ética republicana!
Mas em tempo de crise existe um bom argumento, talvez o único, a favor da escolha de Cavaco para candidato do sistema: - sai mais barato ao erário público.
Recordemos que os portugueses já sustentam o estatuto e as mordomias de três ex-presidentes (Mário Soares, Eanes e Sampaio) e se Cavaco não for reeleito passaríamos a sustentar quatro, além do próximo efectivo!
E se não tivesse havido reeleições (Soares e Sampaio), contrariando aliás o espírito fracturante da república, pior seria!
Pensar que a rainha de Inglaterra chegou a conhecer, imagine-se, o Craveiro Lopes!
Mas nós somos ricos e inteligentes, não há nada a fazer.

Saudações monárquicas

domingo, maio 23, 2010

Rir ou chorar!

Se eu escrevesse um diário (para mais tarde recordar) na página reservada ao dia de hoje teria de mencionar alguns factos incontornáveis, por exemplo: - abro a televisão à hora do jantar para saber das notícias, percorro os canais portugueses e só existem três assuntos – a selecção, Mourinho, e uma entrevista com o treinador do Benfica! Insisto no zaping e ainda apanho o Marcelo a falar do Mourinho e a aconselhar os portugueses a aceitarem tudo, incluindo Sócrates, em nome do défice!
Decido ir ler qualquer coisa e enquanto pego e não pego num livro oiço o desenvolvimento das notícias. Aqui fica o essencial:

A selecção e o seleccionador foram assobiados na Covilhã porque o numeroso público que acorreu àquela cidade serrana queria que a selecção treinasse mais tempo. Alguns espectadores (e espectadoras) visivelmente revoltados disseram, e cito – que aquilo não era treino nem era nada, e que Queiroz não se compara com Alcochete e com o Scolari! Explicaram que Scolari treinava com a selecção a pensar no povo!
Mas o povo está com a selecção e a prova é que amanhã (dia de trabalho) se espera nova enchente na Covilhã pois estarão frente a frente Ronaldo e companhia e a perigosíssima selecção de Cabo Verde.

A outra notícia é Mourinho porque Mourinho é o herói do momento! É o português que ganha num país que está sempre a perder, e ainda por cima ganhou à senhora Merkel! Sim, ganhou à nossa patroa, àquela alemã (de leste) que nos aumentou o IVA e o IRS! Só por estes meandros, que o coração explica mas a razão desconhece, se podem compreender os elogios e a exaltação nacional.

Jorge Jesus e o nacional benfiquismo tinham que fazer a sua aparição para de certo modo unir o êxito de Mourinho aos seis milhões, ao governo de Sócrates, ao Xanana, a Santa Comba, perdão, à Covilhã, eu sei lá…

E falta o Marcelo mas eu já disse tudo, melhor dito, o Marcelo é que disse tudo – tal como o nosso presidente o discurso do professor segue pela mesma via economicista reduzindo tudo á necessidade de obter crédito! Qualquer dia…

Saudações monárquicas

quinta-feira, maio 20, 2010

O circulo a fechar-se

Tal como no processo da Casa Pia, e quando está em risco um dos seus, a irmandade cerra fileiras e acontecem coisas misteriosas como esta - Mota Amaral decidiu que as escutas enviadas pelo juiz de Aveiro para a comissão de inquérito podem ser consultadas mas não podem ser utilizadas como meios de prova! Invoca em seu benefício um artigo qualquer da constituição que defende o sigilo e a inviolabilidade da correspondência! E ficamos assim, meio aparvalhados, a pensar se o João Bosco não fará parte da frota dos submarinos que andam a torpedear este país!
Porque ocorre desde logo uma pergunta: - se as escutas não servem para nada então para que foram requisitadas?! Gabinete de leitura?!
Mas é claro que servem, servem sobretudo para o esclarecimento da verdade e esse é que é o problema. Problema que não deve ser pequeno atendendo ao adjectivo utilizado por quem já as consultou - Pacheco Pereira admitiu que eram ‘devastadoras’!´
Percebe-se portanto o empenho de Mota Amaral em reduzir danos, como já tinhamos percebido a atrapalhação do procurador geral da república e a pressa do presidente do supremo em destruir as escutas que envolvessem Sócrates.
Aqui chegados, com tudo percebido, podemos adivinhar qual será o destino desta comissão de inquérito: - Pacheco Pereira que ainda tem um pingo de vergonha há-de bater com a porta; João Oliveira é combativo mas o partido está primeiro que a verdade; os imberbes do CDS não querem ouvir falar em escutas o que é no mínimo estranho! Terão rabos de palha?! Ou também têm submarinos?! Quem é que resta?? Resta o relator, que parece um político sério, mas foi reduzido nas suas capacidades graças à intervenção do Anacleto Louçã; e resta o PS com a Catarina do Pedroso e o Rodrigues dos gravadores! Convenhamos que nestas circunstâncias o futuro da comissão de inquérito não vai ser brilhante. E já nem falo do casamento do Sócrates com o Passos perdidos. Não tarda e temos aí o primeiro rebento - a união nacional... do défice.

terça-feira, maio 18, 2010

Estado não defende a família

Com a promulgação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, Cavaco Silva não defendeu nem o casamento nem a família. Ao contrário, entre considerandos desajustados, relativizou conceitos, o que nos leva a pensar que também não percebeu (ou não quis perceber) a mensagem do Papa!
A partir de agora, o casamento, enquanto instituição prevalecente para a constituição da família, perdeu identidade, e perdeu por isso protecção, uma vez que passou a albergar uma série de situações e uniões que pouco têm a ver com pai, mãe, filhos, avós, netos e bisnetos.
As desculpas de Cavaco não convencem: - a crise económica e as dificuldades de crédito misturadas com valores e princípios fundadores de uma sociedade ou de um país, não me parecem um bom argumento, especialmente para quem tem a obrigação de saber distinguir entre o efémero e o permanente. A crise portuguesa deve ter causas mais fundas que a economia e as finanças.
A segunda desculpa é um tratado de descrença política - com efeito, dizer que o poder de veto é inútil quando existe a convicção que o diploma será de novo aprovado no parlamento e que nessas circunstâncias acabaria por ser promulgado, (agitando outra vez o argumento economicista que tempo é dinheiro), é desvalorizar o cargo que ocupa, os poderes que lhe foram confiados e, mais grave que tudo isso, transmite um sinal de rendição a todos os portugueses. Especialmente àqueles que nesta hora esperavam ter em Belém alguém que pensasse (e sentisse) como eles.
Não foi assim e não será assim, infelizmente.

segunda-feira, maio 17, 2010

Em nome do euro!

Primeiro foi a fuga desajeitada, como quem foge ao destino. Depois fugimos às nossas responsabilidades e interesses - para trás ficou o mar da nossa independência e ficaram guerras civis intermináveis. Fomos aceites em nome da democracia (!) e de uma série de condições que nunca discutimos ou negociámos. Por via disso escondemos as consequências e evitámos submeter a realidade ao veredicto popular. Não havia alternativa, diziam! Como se uma nação com oito séculos de história não tivesse alternativa! A fuga em frente foi portanto a solução e para a justificar tornámo-nos mais europeus que a Europa! Aderimos a tudo, entusiasticamente, criámos uma nomenclatura bem nutrida, e a propaganda falava de fartura a todas as horas.

Até que chegou a hora da verdade. E o primeiro-ministro anunciou sorumbaticamente que acabou o crédito para pedintes profissionais! Os pedintes somos nós, e a jangada de Abril afunda-se lentamente. Ainda há quem acredite que descobrimos outra vez a Índia ou a China! Infelizmente é ao contrário, porque desta vez foram eles que nos descobriram! E descobrem-nos todos os dias, mas por terra, pois é através da união europeia que aqui chegam os produtos que arruínam as nossas empresas e lançam no desemprego milhares de portugueses.

Afinal onde está a união que nos protegia de tudo, até de nós próprios?!
E agora?! Com quem podemos contar?! Com a solidariedade externa?! Como?! Se não a praticamos internamente!
Mais obras públicas?!
Recorde-se que a única obra pública que consolidámos foi o enorme fosso entre ricos e pobres! No futuro será essa a obra emblemática do regime.

Por outro lado, o que sabemos do presente não é bom augúrio:

Sabemos que o estado não desemprega ninguém e continua a empregar compadres e comadres; sabemos que o governo, que os governos, continuarão a ser eleitos pelo funcionalismo público e pela legião de subsidiados; e sabemos que embora protestem irão defender com unhas e dentes a sua situação de privilégio; sabemos também, mas é como se não soubéssemos, que o império está debaixo do tapete, e por lá há-de continuar sem solução à vista; sabemos por fim que o regime é incapaz de se regenerar por dentro;

E sabemos, porque é notícia, que a estátua de Salazar vai ser reerguida em Santa Comba. E que o nacional-benfiquismo está com o Xanana!
A república repete-se, sem solução, e desta vez é que emigro.


Nota básica: - Cavaco Silva tem hoje a suprema hipótese de usar os poderes que a constituição lhe confere para vetar o casamento entre homossexuais. Só promulgará a lei se quiser. Tem também a suprema hipótese de ficar na história de Portugal (e da Europa) como alguém que olhou para a defesa dos princípios que construíram este país, princípios que enformam o sentir da esmagadora maioria dos portugueses. Tem essa hipótese, essa responsabilidade e esse poder. E se vetar a lei terá ainda a hipótese, menos importante, é certo, de ser reeleito com maioria absoluta.
Eu tenho dúvidas sobre a sua coragem, mas retratar-me-ei se estiver enganado.

quinta-feira, maio 13, 2010

Bento XVI e o implante

O Papa não comete gaffes e a sua referência ao centenário da república, que é uma realidade, só pode ser interpretada como uma chamada de atenção para os riscos que correu o catolicismo com a implantação da república. Recordemos que Afonso Costa preconizava o aniquilamento da religião católica em duas gerações.
Daí o implante, e reconheça-se que ao menos na expressão encontrada os republicanos não mentiram! É de facto um corpo estranho introduzido na alma nacional, um postiço de origem francesa, tanto quanto possível contra a Igreja de Roma, tanto quanto possível contra a raiz cristã da população, tanto quanto possível a favor de uma europa napoleónica.
E assim tem funcionado, mas porque as dores sejam muitas, e enorme o perigo de rejeição, somos pontualmente anestesiados com doses cavalares de propaganda.
É evidente que eu podia ter evitado o assunto, podia fingir que não ouvi, mas perante o Mensageiro da Verdade e da Esperança, sinto-me obrigado a escrever estas linhas.

terça-feira, maio 11, 2010

Bodas de prata!

Ouvi agora Senhores
Uma história de pasmar
De um homem e uma mulher
Que resolveram casar!

Foi há vinte e cinco anos
E estão hoje a celebrar
São felizes, têm filhos
São crentes, sabem rezar!

O governo desconfia
Diz que o caso é passageiro
É a notícia do dia
Até o Papa cá veio!

Indiferente ao burburinho
Que esta história contém
Já meto os pés ao caminho
Para lhes dar os parabéns!

(Ao Duarte e Mariana)

sexta-feira, maio 07, 2010

Louçã nunca me enganou

Um bom título para a interferência que pretende fazer sobre a comissão de inquérito. Afinal não lhe interessa saber a verdade mas apenas a verdade que lhe interessa! Pois se é o próprio juiz do caso que considera aquelas escutas indispensáveis para se perceber o negócio que é objecto da comissão, não se entendem os pruridos de Louçã! Ou entendem-se, mas noutra perspectiva...
Facto é que ficam diminuídas as capacidades do relator (que como se sabe é do seu partido) e afectadas as suas conclusões.
E não vale a pena tentar confundir as pessoas com a separação de poderes. Os meios de prova são os meios de prova, e se forem legais, tanto servem para os tribunais julgarem como para as comissões politicas concluirem. A diferença é que os tribunais produzem sentenças a que correspondem penas ou absolvições, enquanto nas comissões os factos servem para retirar ilacções de natureza política. Aqui não há sentença, nem pena, nem absolvição. Explico melhor, se este postal fosse uma comissão de inquérito podíamos concluir... que Francisco Louçã deixou cair a máscara.

quinta-feira, maio 06, 2010

A representação a que temos direito!

Um dia, prevejo que não muito distante, aquela casa será encerrada! Dizem que é a casa da democracia! Dizem que ali trabalham os nossos representantes! Mas eu não me sinto representado. E não devo estar sozinho neste sentimento.
Com efeito, depois de assistirmos ao patético episódio do ‘carteirista’ de gravadores, com tantas semelhanças com o episódio Pedroso (!), ficamos com sérias dúvidas sobre a representatividade quer da assembleia quer das leis ali aprovadas!
Mas se temos dúvidas também temos certezas. Assim, admito que se sintam representados alguns indivíduos e interesses, minoritários por enquanto - estou a pensar em abortistas e pedófilos, em carteiristas ou burlões. Tenham ou não colarinho branco. Outro grupo bem representado são
os iberistas, pessoal que aprecia a dependência e renega a raiz! Isto também não é novidade.
Haverá excepções?! Há concerteza, para confirmar a regra.
Por isso, podem fazer os PEC’s que quiserem, planos para isto e para aquilo, que nunca serão cumpridos. Para serem cumpridos era preciso que tivéssemos confiança neste regime e nestes políticos. E não temos. E sem confiança não há produtividade nem investimento.

terça-feira, maio 04, 2010

Subsídios para o centenário

Com a devida vénia transcrevo alguns estados de alma que nos podem ajudar a compreender os festejos que se anunciam para o centenário da república:

- “Portugal parece cada vez mais um Titanic ibérico. (…) Será que há vida para além do défice? Não, não há.”
Paulo Pinto Mascarenhas – jornal (i)

- “Se é exagero dizer que nos encontramos economicamente falidos, é para aí que caminhamos politicamente e é aí que já estamos eticamente. Sim, somos um país eticamente falido.”
Vicente Jorge Silva – semanário Sol

- “O português comum vive na incerteza de um conflito social de consequências imprevisíveis.”
Baptista Bastos – Jornal de Negócios

- “O cinto que Mário Soares um dia pediu que apertássemos (…) já não tem mais furos.”
Pedro Santos Guerreiro – Jornal de Negócios

Como se vê optimismo não falta mas curiosamente (ou talvez não) nem uma palavra sobre o regime político! Parece ser tudo uma questão de economia e finanças! Verdade que já se ouvem vozes apontando para a deficiente instrução (educação é outra coisa), para a inexistente justiça, mas na televisão só aparecem sábios a recitarem estatísticas, percentagens e juros!
Mas eu juro que há uma questão política por resolver. E suporto a minha crença na célebre frase de Maurras – ‘Politique d’abord'.

Saudações monárquicas


Fonte das transcrições – jornal Público de 24/04/2010.

terça-feira, abril 27, 2010

O preço de uma mentira

Está em funcionamento na AR uma comissão de inquérito para averiguar aquilo que todo o país sabe – que o primeiro-ministro mentiu no parlamento quando disse que desconhecia o negócio sobre a compra da TVI pela Portugal Telecom! Uma mentira que as circunstâncias do negócio e as escutas (destruídas ou não) se encarregaram de provar. Pois bem, perante este cenário, o mais lógico seria admitir o erro e assumir as consequências, que poderiam passar por um conjunto de explicações ao parlamento, e no limite, por um pedido de demissão. Pelo menos era isto que aconteceria num país normal e com um primeiro-ministro também normal.
Mas não, em Portugal sobrepõem-se outros interesses, e o que interessa é esconder a verdade aos portugueses mesmo contra todas as evidências!
É mais ou menos isto o que se está a passar na comissão de inquérito onde um conjunto de deputados tenta esclarecer o assunto enquanto o partido do governo faz os impossíveis para calar os depoentes!
E nós, que assistimos a tudo, não podemos deixar de estabelecer duas conclusões: - em primeiro lugar, só num país muito rico é que se pode perder tanto tempo (e dinheiro) com uma mentira; em segundo lugar só num país muito pobre é que uma mentira é tão importante para a defesa do governo e do regime!
Este é o meu depoimento.

domingo, abril 25, 2010

Maioria silenciosa, quem te representa?

Li algures que Cavaco Silva se prepara para vetar o ‘casamento gay’ - um mero título de jornal cujo conteúdo não fui averiguar. Mas foi o suficiente para imaginar uma série de coisas que se iam arrumando na minha cabeça: - em primeiro lugar e dependendo dos motivos que invocasse para o veto, se esses motivos revelassem a firmeza de defender os princípios em que assenta o velho Portugal, admiti desde logo que teria garantida a sua reeleição. E de forma esmagadora. Digo isto porque o ruído que as ‘vanguardas’ produzem sobre este assunto, (ruído que a comunicação social amplifica), não corresponde ao pensar da generalidade da população. O povo é conservador no verdadeiro sentido do termo, ou seja, conserva os valores e os princípios que garantem a sua sobrevivência como comunidade. É uma atitude natural, instintiva. Sucede que esta grande maioria silenciosa há muito que perdeu qualquer ilusão sobre a classe política e sobre aqueles que a dizem representar. Por isso se abstém nas eleições ou mesmo nos referendos. Aliás, como poderia acreditar em pessoas que propõem e aprovam leis que atingem a dignidade humana (no caso da legalização do aborto) ou desqualificam a família (como o dito casamento gay)?! Que garantias de representação e sobrevivência pode dar um regime destes e gente desta?! Obviamente nenhumas.

Houve tempos em que a garantia de sobrevivência (contra as ambições externas e desvarios internos) assentava na aliança histórica entre o povo e o rei. E porquê com o rei?! Porque este era o aliado natural, ‘a figura humana da pátria’, representava a sua continuidade e perenidade. Melhor representante, melhor e mais seguro aliado, não podia existir.
Essa aliança foi entretanto destruída por aqueles que ocupam hoje o poder. São eles que lançam os foguetes, são eles que celebram o dia, são os mesmos que festejam o centenário da república! Já agora, aproveitem e perguntem-lhes porque é que estão contentes?! Será por sermos o país mais desigual da Europa?! O mais dependente?! O mais falido, juntamente com a Grécia?! Vão lá, dirijam-se à assembleia da república, interrompam a sessão solene, e perguntem-lhes.

quinta-feira, abril 22, 2010

Hoje, o insólito!

Isto pode tornar-se um vício mas ontem ainda tive coragem para assistir à segunda sessão do canal parlamento. O guião era o mesmo mas com protagonista espanhol. Ongoing para a frente, ongoing para trás, eram pérolas de alta gestão que saiam da boca de nuestro hermano! Jurava que com seiscentos milhões lá metidos nunca cederia às pressões do governo fosse para o que fosse. Devia essa lealdade aos accionistas. Eu ouvia e pensava com os meus botões… como é diferente o negócio em Portugal! Aqui, os empresários (e os conselhos de administração) não só admitem como gostam que o governo interfira nas suas empresas. Vão até ao ponto de não poderem viver sem os favores e as contrapartidas do estado. Mas o filme prosseguia quando um dos comissários mais impertinente lhe fez a seguinte pergunta: - se o senhor diz que a administração de que o senhor faz parte, não aceita interferências do governo nos seus negócios, mas acatou a ‘recomendação’ do ministro para acabar com o negócio… pergunto-lhe… e se o ministro ‘recomendasse’ a continuação (ou o reinicio) do negócio… o conselho de administração continuava a obedecer?! A questão ficou a pairar e o espanhol perdeu um pouco o salero.

Hoje, na matinée, aconteceu o insólito: - Em lugar da longa-metragem prometida saiu-nos o cinema mudo! O jovem gestor, inesquecível benemérito de dragões, águias e leões, e grande revelação da última série sobre a ética, não estava nos seus dias! Fez-se de vítima e remeteu-se ao mais profundo silêncio! Ninguém lhe conseguiu arrancar uma palavra.
Se isto pega, acabam-se os filmes, acabam-se as comissões, acaba-se a assembleia… enfim, uma tristeza.

quarta-feira, abril 21, 2010

Canal Parlamento – os melhores filmes!

Excelente iniciativa do canal parlamento, uma temática que se repete, basicamente ligada ao tráfico de influências e associação de malfeitores, sempre interessante de ver e com óptimos actores! Em síntese, uma semana ou quinzena que promete, e se arrisca a ganhar a guerra das audiências.
Hoje vi em reprise – ‘Ele sabe mas não pode’, filme que nos conta a odisseia de um jovem e talentoso advogado impedido de falar por força do segredo de justiça e dos códigos deontológicos!
Nascido para a política no aviário das juventudes partidárias, o nosso herói vive um drama singular – é consultor jurídico de uma empresa que quer comprar outra para calar uma jornalista incómoda. Só que a empresa compradora detém capitais públicos importantes e isso leva à suspeita de um golpe para controlar a comunicação social. Inocente, enredado numa trama da qual não consegue libertar-se, cai nas mãos dos comissários políticos que o interrogam até à exaustão. Em sua defesa só tem o seu partido, que por acaso está no governo.
Um filme a não perder, muito realista, onde se fica com a noção de que nestas grandes empresas ninguém fala com ninguém, e portanto, ninguém sabe nada dos negócios uns dos outros! Nem o estado, quando devia saber.

segunda-feira, abril 19, 2010

A ‘ética republicana’ e a bandeira

A ‘ética republicana’ vem novamente invocar a ética! Estranho procedimento para quem afinal não tem ética! Vem reconhecer que esta república não é ética, mas continua a insistir que a ética é um rótulo republicano! Mas que falta de ética!
A ética não falta à verdade. Porém, a ‘ética republicana’ não se importa de mentir! Como mentiu e mente, por exemplo, sobre a bandeira! Como escondeu e esconde a verdade sobre a fonte que a inspirou. E mascarou o verde com a esperança e o encarnado com o sangue derramado! Nada mais falso! Este verde e este encarnado têm uma simbologia própria, não são um verde e encarnado qualquer. Estas são as cores do ‘partido republicano’ que por sua vez usava as cores da maçonaria e da carbonária.
Bandeira de facção, imposta por uma minoria, bandeira que nunca foi plebiscitada. Tal como o próprio regime republicano!
Onde está aqui a famosa ’ética republicana’?!
Pergunta incómoda, verdade incómoda que os portugueses devem conhecer e que a ética (sem adjectivos) assim o exige.
.
.Post Scriptum: - As Pátrias não se constroem sobre a mentira.

sexta-feira, abril 16, 2010

"Convite"

Padre Pedro Quintela

Já lhe conhecia a voz dos seus tempos da TSF. Agora, sempre que oiço no carro a Antena2, com o desejo, sem mais, de ouvir música clássica, sai-me sempre ao caminho essa mesma voz, facilmente reconhecível pela contínua ambição de debitar opinião sobre tudo. E se lhe falta o génio dos mestres transborda-lhe na voz o sentido doutrinário/sanguinário própria dos reaccionários de esquerda: propaganda dos seus, obnubilamento dos outros (para quando musica de Arvo Part, Penderecki, Gorecki?, porquê o apagamento da biografia dos compositores das suas convicções religiosas, dos antigos a Stravinsky e Falla?), referências continuamente venenosas e ácidas no que se refere à Igreja Católica. Hoje excedeu-se. Sobre um cónego do Porto, músico afamado neste país pequeno, tratou de dizer logo, com todas as letras, que é suspeito de pedofilia. E pronto, está lançado o anátema. Sem sequer o caso estar a ser julgado em tribunal, eis que o juiz da Antena2 lançou o seu veredicto. Daí o meu convite. Não a que se eleve à altura das coisas do espírito, que só são belas, perduravelmente belas, se o são no espírito de verdade. Não apenas a que refira, ou convide os seus correligionários a referir, com igual gosto e languidez os nomes de toda a rapaziada envolvida no processo da Casa Pia, oficiais do estado e outros. Mas parece-me que seria saudável, no entanto, para sabermos com que linhas nos cosemos, que se referisse às dificuldades de Eugénio de Andrade, nome maior da sensibilidade pederasta da nossa terra, ou de Lagoa Henriques – esse da estátua do Pessoa no Chiado - que se divertia com os seus modelos meninos, ou ainda uma palavrinha sobre o João César Monteiro e o seu documentário sobre a Sophia, e o modo obcecado como filma a criança sua filha (à venda na FNAC!) ou à literatura pedófila do Partido Radical Italiano, inspirador dos rapazes do Bloco. Que cite, ainda, Daniel Cohn-Bendit, avatar da cultura libertária de 68, inimigo vencedor do perigoso católico Rocco Buttiglionne na primeira equipa de Barroso (lembram-se?), dinossauro do actual parlamento europeu, e os seus elogios das suas próprias praticas pedófilas. Ou então, se quiser ser mais cosmopolita, ele que nos fale dos passeios de Roland Barthes, esse do Estruturalismo e da Semiótica pela Africa sariana em turismo sexual avant la lettre, ou das aventuras de Paul Bowles na Tanger da sua depravação, mais a Beat Generation sua convidada para o calor marroquino. Que desenvolva os tópicos do Michel Foucault justificando a libertação de todas as censuras sexuais burguesas, e que nos fale ainda do Gide mentor de toda a cultura pedófila e, indo um pouquinho mais atrás, que nos refira o barão von Gloeden e as suas celebres fotografias dos garotos da Itália pobre e, de novo, do Norte Africa apaixonante para essa gente obcecada por meninos. Gostaria também de ouvir duas palavras sobre o Presidente pedófilo Teixeira Gomes, nos 150 anos do seu nascimento, esse que também escolheu para terminar os seus dias a Argélia. E que não se julgue que são coisas perdidas no tempo. O poeta candidato a Belém escolheu para anunciar a sua candidatura a cidade de Portimão, num misto de homenagem ao Presidente escritor e à ética republicana. E pronto, se quiser ser generoso agradeceria, ainda, que nos descobrisse um pouco do mundo das artes nos dias que correm, e basta ficar por Lisboa. Ele que nos fale da gente da musica, do teatro, do cinema, e por aí fora, desses que são livres dos preconceitos cristãos.
E já agora, se quer falar dos padres pedófilos, que não se esqueça de referir que o estudo americano sobre estas misérias, o único até agora de natureza científica, aponta que 90% desses famigerados é homossexual. Sim, desse género de gente que não se deve discriminar, segundo as mais recentes conquistas da legislação portuguesa.
Poderá soar-lhe a ‘chinês’ mas, ainda assim, seria bom que ele dissesse que esses padres são gente muito longe do hábito de ir regular e fielmente ao confessionário, que não são devotos do terço, que desprezam a via sacra e a vida dos santos, que detestam e levantam a voz contra o Papa, contra o Papa do dia, e que embora um Papa suceda ao outro não sucede eles amarem o magistério e a sua doutrina. Que é gente, ainda, sem devoção à Virgem Maria e que sofrem muito por causa da proibição da ordenação das mulheres. Que tendem a considerar o celibato uma imposição antiquada e que são muito tolerantes no que se refere ao aborto. E que, se por vezes, essa gente perversa e perdida vive na Igreja, em versão reaccionária, também lhe são reconhecíveis os tiques: ritualismo extremo (=narcisismo pedante), falta de compromisso com os pobres e a missão, acusação contínua à hierarquia de ceder, eles cuja rigidez exterior revela um mundo pulsional febril. Finalmente, seria curioso que se pronunciasse sobre o facto de a pedofilia ser escandalosa ‘apenas’ no mundo cristão, na tradição cristã. Que se arrisque a fazer um prognostico sobre o que irá suceder daqui a cinquenta anos, nesta estrada estonteante que caminha de causa fracturante em causa fracturante… E pronto, por aqui ficam estas ideias soltas, sugestões escritas apressadamente, ao correr da pena, com um lamurio final: pobre de Cristo, como sempre e uma vez mais humilhado e ofendido nas traições/perversões dos seus. Gente ‘velha’ esta, tão velha como o golpe nocturno do primeiro discípulo sacerdote perverso. Pobre do vigário de Cristo, cujo coração tem de ser do tamanho católico da misericórdia de Cristo, ou o Senhor não lhe pediria tanto! Pobres de Cristo, os humilhados e ofendidos que só o poder do mesmo Senhor poderá ressuscitar de tamanha ferida. Pobres, ainda, esses pobres de Cristo – os cristãos simplesmente cristãos - que levam sobre o seu coração a dor atroz de tudo isto mas que não puderam jamais ceder aos gritos da multidão, como habitualmente aviltada e acovardada
.

quarta-feira, abril 14, 2010

Qual é a nossa bandeira?

Mas afinal, afinal
Qual é a nossa bandeira?!
Mas afinal...
Quais são as cores de Portugal?!
.
Será a verde-rubra derradeira!
Ou é o azul e branco ancestral!
Terá o escudo branco da primeira!
E o azul da Cruz original!
.
Digam lá, digam lá
Qual é a nossa bandeira?!
Mas digam,
Digam depressa por favor
.
Será a verde-rubra que desiste!
Ou é o azul e branco a nossa cor!
Terá o escudo branco que resiste!
E o azul na Cruz do Fundador!
.
Mas afinal, afinal
Qual é a nossa bandeira?!
Mas afinal...
Quais são as cores de Portugal?!

terça-feira, abril 13, 2010

Noticiário alternativo

Tradutore, traditore, bem sei, mas traduzo aqui a incomodidade que notei nos vários noticiários televisivos desta manhã face a uma realidade que insiste em contrariar o anti-clericalismo dominante. Anti-clericalismo e não só. Poderia ser assim: -

- Por muito que nos custe dar-vos esta notícia parece que afinal o celibato dos padres tem pouco a ver com a pedofilia. Com efeito os vários estudos científicos conhecidos relacionam a pedofilia com a homossexualidade e não com o celibato. Estas conclusões, que em má hora o Cardeal Bertone resolveu publicitar, são assim uma lástima para a campanha (em curso) de boas vindas a Bento XVI.
Saem também prejudicados os planos (que faziam parte do pacote) para associar os estabelecimentos de ensino (e acolhimento) dirigidos pela Igreja Católica à pedofilia, uma vez que qualquer estabelecimento com essas características pode estar sujeito à prática desses crimes. E neste aspecto sabemos que o Estado é largamente maioritário e abusivo, mas sempre impune, como nos recorda o triste exemplo da Casa Pia.
Lamentamos mas são estas as realidades a que não podemos fugir.

- Outra notícia lamentável, quem sabe se com o intuito de ofuscar o paraíso de Mandela e do seu filme de râguebi (Invictus), tem a ver com o assassinato de Terre-Blanche, líder do movimento a favor do apartheid. O incidente, apenas um incidente sem qualquer conotação racista, é duplamente lamentável se tivermos em conta que pode vir a prejudicar a actuação da nossa selecção de futebol e do nosso Cristiano Ronaldo. Tudo menos isso.

- E para finalizar uma boa notícia: - as escutas que envolvem Sócrates e Vara no processo face oculta vão ser destruídas esta semana, cumprindo a determinação do presidente do supremo. O país vai por certo respirar de alívio até porque já se conhecem o método e o instrumento da destruição - será à martelada e com um martelo.


Depois de um breve intervalo (com Passos Coelho) seguimos com a informação desportiva.

Até já caros telespectadores.

quinta-feira, abril 08, 2010

O azeite

O país a meter água e o azeite a vir ao de cima!
Eu tinha uma teoria e nunca fiz segredo dela. Antes pelo contrário. Segui na peugada dos grandes mestres e dadas as circunstâncias, troquei o clássico ‘cherchez la femme’, pelo óbvio, procurem na Casa Pia.
Veio agora Paes do Amaral, ex-futuro dono da TVI, dizer que aquela estação foi plataforma golpista para derrubar Santana Lopes e o seu governo. Nenhuma novidade. O santo e a senha dos golpistas eram as ‘trapalhadas’, e a estratégia, associar Santana, fizesse ele o que fizesse, às ditas ‘trapalhadas’. E o povo riu com gosto, e apoiou. Hoje ainda está convencido que derrubar Santana foi serviço público prestado à nação.
Não vou perder tempo com esta pista nem coloco o testemunho de Paes do Amaral acima ou abaixo de outros que ouvi sobre a matéria. Limito-me a observar a realidade.
E o que é que a realidade nos transmite?!
Que as hipotéticas ‘trapalhadas’ de Santana são ‘peanuts’ quando comparadas com as incomensuráveis trapalhadas de Sócrates! E vamos continuar a designá-las assim, por trapalhadas, porque há que manter as aparências.
Mas a realidade revela-se mais crua. Revela, por exemplo, o silêncio daqueles que criticavam Santana por tudo e por nada, mas quando se trata de Sócrates, perdoam tudo e mais alguma coisa!
Quem não os conhece?! – Cavaco da boa moeda, Marcelo comentador, o Teixeira dos jornais, e estou a citar apenas alguns, que não sendo socialistas, foram companheiros de viagem nesta guerra contra o Lopes.
Voltemos à investigação porque está na hora de fazer uma pergunta pertinente – mas se afinal as trapalhadas não eram problema, qual era então o problema de Santana?! Ou perguntado de outra maneira - que garantias é que Sócrates dava que Santana não dava?!
As conclusões serão sempre vossas, mas o que aconteceu a seguir à posse de Sócrates é do domínio público – a tutela da Casa Pia foi entregue a um amigo de Pedroso, Catalina Pestana foi para a prateleira, e o processo que ameaçava o regime, jaz moribundo à espera de ser enterrado. Melhor (ou pior, consoante os pontos de vista) era impossível.
Um dia o azeite há-de contar o resto da história e decifrar o enigma.

terça-feira, abril 06, 2010

Adeus Valença

Era uma vez um tratado que rezava assim - para cá (do rio) é meu (Minho), para lá do rio é teu (Tuy). Isto aconteceu há muito tempo, logo no início da aventura, mas se continuarmos a fazer disparates o tratado de Tuy pode deixar de valer. E se não vale, adeus Valença. Desaprendemos, perdemos terreno, e não percebemos o que está a acontecer.
Sem Rei, sem representação da história colectiva, Portugal como país independente tem poucas hipóteses de sobreviver. As colónias davam a ilusão de que tínhamos algo em comum, a ilusão de que éramos mais que uma soma de indivíduos, mas a compropriedade, só por si, não cimenta valores, nem justifica grandes sacrifícios E viu-se.
A propaganda republicana bem se esforçava, tentando esticar a ideia de pátria, mas pátria sem conteúdo não existe, desfaz-se. E desfez-se.
O nacional-benfiquismo também não resolve, os adeptos do portugal futebol clube que tenham paciência. E tratem-se.

Por isso, se amanhã alguém hastear uma bandeira azul e branca, onde quer que seja, não chamem os bombeiros, não a retirem do mastro, pois ela lembra tantas coisas que fomos perdendo... A tão cavaqueada coesão nacional, por exemplo. E lembra também o tratado que assegurou o Minho para o nosso lado. E que bem que rimava nessa época!
E não seja a coroa razão de discórdia, que a castelhana tem coroa concerteza.

Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 01, 2010

O ataque à Igreja

Helena Matos tirou-me as palavras da boca. Com efeito, o seu artigo no jornal Publico (de hoje) desmonta sem sofismas a mais recente campanha (orquestrada) contra a Igreja Católica. O artigo em causa chama-se – ‘Pedofilia e anticlericalismo’ – e tem uma passagem que não resisto a transcrever: -

“ (…) Tenho para mim que as violações, abusos e os crimes mais hediondos podem acontecer em qualquer meio seja ele laico ou religioso e não vejo portanto que o clero católico ou doutra fé goze duma qualquer superioridade que o torne imune a estes actos. Do que já faço alguma ideia é de que a reacção perante a pedofilia e os abusos sexuais varia em função do perfil de quem a ela é ou foi associado como responsável: se for cineasta terá abaixo-assinados de apoio; se for político os seus pares podem levar a protecção institucional até à alteração de leis de modo a que os casos sejam arquivados; se for um cidadão comum será provávelmente recebido por multidões em fúria à porta do tribunal e caso seja agredido na cadeia toda a gente achará que isso faz parte do código de honra dos presos (donde se presume que quem administra as cadeias não tem um código de honra que lhe imponha impedir que os detidos se agridam uns aos outros). Se for padre é imediatamente dado como culpado. Não menos importante, segundo este raciocínio, o actual Papa foi e é responsável por estes crimes…”

Assim vai o mundo. Ou será apenas a Europa?!

sexta-feira, março 26, 2010

O ‘Movimento das Bandeiras’

Como monárquico fico feliz por saber que uma bandeira com as cores de Portugal, foi hasteada e desfraldou (livremente) no cimo da avenida da liberdade! Mais precisamente no Parque Eduardo VII, bem à vista do Marquez, esse símbolo do autoritarismo que fez e faz as delícias de laicos republicanos e socialistas. Ao ponto de lhe erigirem uma estátua com aquele tamanho! Quem diria!

Mas fico ainda mais feliz como português por constatar que as novas gerações se inquietam com o estado do país. E começam a relacionar esse facto com o regime que temos. E começam também a agir. Posso estar a exagerar, sei que desfraldar uma bandeira monárquica às escondidas, pela calada da noite, não quer dizer nada, pode parecer um gesto inútil, uma brincadeira, mas não é. Há-de significar alguma coisa.

Significa desde logo que o ‘movimento das bandeiras’ (deixem-me chamá-lo assim) tem algum sentido de humor, e tem a pretensão de desafiar o regime através de meios pacíficos. Neste caso contrastando com a violência da implantação da república. Para além disso, obriga a população a pensar. A população e o governo.
E por muito tabu que invente, o governo sabe que a questão monarquia/republica não é um mero caso de polícia. E se a constituição se fecha à realidade, se não permite que os portugueses escolham o regime em que querem viver … desfraldemos então bandeiras!

E qual é a dúvida de voltar a içar uma bandeira que para Portugal significou liberdade e grandeza, se a outra, a actual, imposta sem referendo, foi sendo arriada por todo o mundo onde tínhamos responsabilidades de soberania! E se mesmo aqui, no rectângulo, está em pé de igualdade com a bandeira do Euro!
Sim qual é o problema de voltar a içar a nossa bandeira, com as nossas cores, e com a coroa do Fundador!
Por algum lado havemos de começar...

Saudações monárquicas

Dito e feito

A velha bóia de salvação chegou como um alívio ao hemiciclo. E quando foram a votos parecia que estávamos na praia - cada deputado cingia a sua bóia, diferentes apenas na cor e no boneco que se insuflava na proa. Girafas para o bloco, dinossauros para os comunistas, ps e psd encavalitados na mesma bóia e patinhos para o cds. O primeiro ministro (convenientemente ausente) foi até Bruxelas tirar umas aulas de natação. Nós por cá, vamos indo, e vamos assistindo ao naufrágio (em directo) pela televisão.
Tinhamos previsto que Manuela iria sacrificar-se em nome dos altos interesses da pátria com letra pequena. Onde se lê pátria, pode traduzir-se para classe política, interesses ocultos, sobrevivência a todo o custo do regime. O tal regime que faz cem anos!
A Manuela tem destas coisas vê pátria por todo o lado, já foi assim quando trocou as dívidas do Benfica por acções sem qualquer valor.
Alternativas?! Não há. Nenhum nem ninguém dos que votou contra tem alguma ideia para Portugal. Alguma ideia fora deste quadro de dependência europeia. Fora deste cenário esmoler. Apenas querem manter-se, durar nos privilégios que, curiosamente, querem cortar nos outros!
E lá vamos cantando e rindo, levados, levados, sim ...

quinta-feira, março 25, 2010

União nacional do PEC!

Vota o pec Aguiar Branco, vota o pec, é um favor que fazes ao país. Acabas de vez com o ppd-psd, e com o resto dos apelidos. Acabas de vez com a treta do dois em um, dois partidos sociais-democratas a fingirem-se diferentes! Vota o pec Manuela, vota o pec. Acabam-se os enganos, acabam os pactos para a justiça, acabam-se as leis que protegem políticos e partidos, acaba-se o regabofe na assembleia da república - 200 milhões de euros para 2010! Para fazer leis que protegem a nomenclatura não são precisos tantos deputados (230!)! Metade chegam perfeitamente e já se poupa alguma coisa.
Vota o pec Aguiar Branco, vota o pec, para que se clarifique (finalmente) o leque partidário português, para haver uma alternativa real ao centrão, ou seja, um partido conservador de direita, que não tenha medo nem vergonha de ser aquilo que é.
Daqui a pouco confirmaremos estas previsões. Ah, pois, as agências de rating, o patriotismo do défice, bolsado depois de anos e anos de gastos inúteis com a partidarite aguda. Uma doença fatal. E com os presidentes da república a viajarem pelo mundo com as patroas.
Quem tem medo dos papões do rating (uma novidade em termos de papões)?! Resposta: - quem tem muito a ganhar com este estado de coisas e muito a perder se acabarem as mordomias.
Querem fazer sacrifícios? Comecem pelos partidos, pela miríade de autarcas partidarizados e depois venham falar com os portugueses que trabalham.
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Saudações monárquicas

sexta-feira, março 19, 2010

Os idos de Março

Março faz lembrar a guerra e quando relacionamos a data com a história recente o acontecimento que ocorre é o onze de Março de 1975 – um golpe comunista sobre a revolução de Abril de 74, uma deriva totalitária que durou alguns meses e viria a ser neutralizada em 25 de Novembro do mesmo ano, graças sobretudo à intervenção de Jaime Neves e do regimento de Comandos. A solução de continuidade entretanto encontrada teve a habitual originalidade lusitana - Portugal continuou na órbita dos Estados Unidos e o Partido comunista foi autorizado a prosseguir os seus esforços para derrubar a democracia representativa. Daí degenerámos até à situação actual.

Mas não é deste onze de Março que vos quero falar, tão pouco da morte de César às mãos de Brutus, é de outro que poderia ter mudado o curso da história portuguesa.
Refiro-me ao ’11 de Março de 1959‘ ou ‘Golpe da Sé’, assim chamado porque os conspiradores tiveram algumas reuniões nos claustros da Sé de Lisboa, onde era pároco um dos conjurados.
O manifesto do movimento, curto e incisivo, falava em derrubar a ditadura de Salazar e deixava espaço para a revisão do regime. Entre os implicados, civis e militares, havia uma predominância de católicos, de monárquicos (esperançosos pelo fim do interregno) e muitos outros sem cor política definida. O sentimento comum era de salvação nacional perante a incapacidade do regime em se regenerar, e acima de tudo em perceber, para evitar, o descalabro ultramarino que se avizinhava. Recorde-se que a invasão de Goa ocorreu dois anos depois, em 1961, e nesse mesmo ano rebentou o terrorismo e a guerra em Angola.

No cerne da conspiração a figura e a coragem de um capitão de cavalaria, José Joaquim de Almeida Santos que haveria de pagar pela ousadia um preço bem alto.
A história é conhecida, travado à última hora por denúncia, o golpe abortou, o Capitão foi preso junto com outros implicados, conseguindo evadir-se mais tarde do forte de Elvas, onde aguardava julgamento. Na fuga participaram dois cúmplices, filo-comunistas sabe-se hoje, cúmplices que o haveriam de executar à traição no esconderijo da clandestinidade. Pelo meio uma jovem e bela mulher, amante do capitão e que os ajudou na fuga. Personagem insinuante, vivia com eles no abrigo, e haveria de admitir, trinta anos depois, que o seu testemunho fora falso, forjado, tal como o dos outros dois, no intuito de se salvarem de penas mais pesadas.
Consumado o crime, o corpo do capitão Almeida Santos foi encontrado por pescadores na praia do Guincho, alertados por cães em volta daquilo que parecia ser um cadáver mal enterrado na areia.
Estávamos no fim de Março de 1960 e a data do crime foi fixada pelos peritos em 15 de Março de 1960. Nos idos de Março, portanto, tal como a morte de César!

O resto da história chegou aos nossos dias de forma quase sempre desfocada, contada (ou descontada) em balada anti-fascista, laureada, em requiem de encomenda, para justificar crimes de esquerda, versões que têm vindo a ser desmentidas pelo tempo, por factos novos e novas revelações. E de cada vez resulta mais nítida a importância que teria o êxito do Golpe da Sé, como também resulta mais límpida a coragem do Capitão Almeida Santos (Dom Quixote em terras de Sancho Pança). E fica claro quem frustrou aquele movimento de capitães para cavalgar outro, treze anos de guerra mais tarde, e já sob estreito controle de comunistas e derivados.
Com os resultados que estão à vista. (a)
E subsiste a pergunta do costume - quem mandou matar o Capitão Almeida Santos?

Saudações monárquicas


(a) – Para quaisquer dúvidas sobre resultados que se queiram fazer, convidamos o eventual leitor a comparar o seu rendimento anual com o rendimento anual de um qualquer administrador da PT. Eu sei que é demagogia, eu sei que a empresa é privada (em Portugal é tudo privado quando dá lucro e é tudo público quando dá prejuizo), mas mesmo assim, comparem, e deixem passar a demagogia.

terça-feira, março 16, 2010

Portugal – um problema de estatutos!

Quem aterrar de surpresa no rectângulo pode estranhar tanto chinfrim à volta dos estatutos de um partido! Se estranhou é porque não conhece a terra nem a manha desta gente. Manhosos até dizer chega. Tudo lhes serve de disfarce, um barrete, um casaco virado do avesso, um cravo na lapela, o que for preciso, para se esconder e esconder o que vai lá em casa.
A televisão tem isto - o país virou PSD!
E todos querem alvitrar sobre os respectivos estatutos - se a seta deve virar à direita, se o laranja deve saber a tangerina, se não será melhor nomear uma comissão independente para rever os estatutos do PSD!
Estarei a desvalorizar a gravidade da situação?! O blackout, tão frequente nos nossos clubes de futebol, não poderá ser transferido para os partidos, afinal tão parecidos com os clubes de futebol?! No caso PS e PSD é uma evidência! Aliás, dois partidos sociais-democratas a fingirem-se alternativa só mesmo em Portugal. Eu não lhes disse que somos manhosos?!

Uma palavra sobre o Congresso do PPD, PSD, etc. : - naturalmente que depois de ler os estatutos eu não me inscrevia naquele partido. Porque
também acho ridículo tentar impor um blackout dois meses antes das eleições!
Tal como acho absurdo esperar a unidade das pessoas quando não existe uma proposta convincente e mobilizadora.
Em ambos os casos o sinal para o exterior é sempre de fraqueza. Fraqueza das lideranças.
É por isso que eu não voto no PPD, PSD, … e o que mais se verá!
É por isso que espero (ardentemente) pela clarificação deste partido, como Alberto João muito bem sugeriu, para que finalmente se clarifique o espectro partidário português.
Caramba, já lá vão trinta e tal anos!

quinta-feira, março 11, 2010

Finalmente!

Parece que (finalmente) estamos todos de acordo – não é o centenário do regime que estamos/estão a celebrar… mas o seu fim, e nessa circunstância faz todo o sentido.
A conclusão podia ser minha, do interregno, mas não é, são ilustres opinadores que o dizem!
Podia referir vários, mas bastam-me dois, um homem e uma mulher, um casalinho, para não haver discriminações: - Constança Cunha e Sá traça o diagnóstico da doença; Vasco Pulido Valente apenas se interroga até quando vai durar o paciente!
Com a devida vénia, não resisto a publicar o diagnóstico:

“…chegamos ao fundo de um poço que parece não ter fundo:
- o primeiro-ministro não tem condições para governar;
- a Oposição não tem condições para ir a eleições;
- o Presidente da República não tem condições para demitir o primeiro-ministro.
- E o país assiste, estupefacto, à crescente degradação do regime sem que ninguém tenha condições para travar a hecatombe que por aí se avizinha.”

Brilhante, mas a falta de condições não acaba aqui:
Em primeiro lugar, faltam condições ao ‘órgão de soberania restante’ – a justiça – pelo facto de ela ser, ao mais alto nível, propriedade da nomenclatura. E por isso só funciona quando lhe convém.
Em segundo lugar, a falta de condições estende-se ao próprio estado português. O que nos leva à seguinte reflexão: – mas do que é que estávamos à espera quando voluntáriamente nos constituímos num ‘estado exíguo’?! Num estado inviável?!
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Nestas condições... quem deve estar contente com isto, com este resultado, e regressamos às celebrações, é o pessoal do cinco de Outubro - republicanos iberistas, e afins.

segunda-feira, março 08, 2010

João Cidade e o Vale de Acór

João Cidade nasceu em Montemor-o-Novo no dia 8 de Março de 1495… e desde que o Interregno existe, todos os anos nesta data, faço a evocação do santo conhecido por São João de Deus. Um santo alentejano, português, que viveu longe da sua terra, que experimentou várias formas de vida, um homem que se converteu num momento, e que a partir desse momento dedicou a sua vida a cuidar do próximo.
João de Deus morreu no mesmo dia em que nasceu, com efeito, morreu em Granada no dia 8 de Março de 1550. Tinha portanto 55 anos.
Proclamado Padroeiro dos Hospitais e dos Doentes, Padroeiro dos Enfermeiros, São João de Deus é também, e por isso, o Padroeiro do Vale de Acór, obra da Igreja, acolhimento e consolação para muitas das doenças deste mundo.
Fundado em 8 de Março de 1994, o Vale de Acór faz hoje 16 anos.
E renovo os parabéns.

sexta-feira, março 05, 2010

As desigualdades de Gini!

‘O coeficiente de Gini’ mede a distribuição dos rendimentos, mede as desigualdades sociais, e coloca Portugal num honroso penúltimo lugar entre os países da União – com o coeficiente de 36%!
Pior mesmo só a Letónia, que apresentava valores da ordem dos 38% em 2008.
Transformando o Gini em conversa habitual diria que num país com dois habitantes (A e B) e que produzisse dois ‘papo-secos’ por dia, o coeficiente português significa que o habitante A come o seu papo-seco e quase metade (36%) do papo-seco destinado ao habitante B!
Considerando por outro lado que o principal motor da desigualdade são os rendimentos do trabalho, mais propriamente, o elevado crescimento dos salários mais altos, a situação a que chegámos é conhecida, e não podia ser outra: - salários médios muito baixos, salários baixos aquém do nível de subsistência e para a grande maioria, pensões de reforma miseráveis.
A tudo isto podemos juntar o desemprego e a vasta população de subsidiados.

No outro lado fica outro país, o país da ‘nomenclatura’, aqueles que vivem com salários e mordomias que nada têm a ver com o mercado português nem com a realidade da nossa economia.
Quem são?!
Todos sabemos quem são, fazem as leis que os favorecem, julgam os fracos e poupam os fortes, advogam em causa própria, rodam entre a política e as empresas; institutos, comissões e fundações são palavras familiares, intervêm nos bancos, passeiam-se por Bruxelas, são vistos nos camarotes do futebol. Estão próximos do orçamento de estado. São uma minoria insaciável.
Atrás deles, às migalhas, um séquito de pareceres, opinadores e artistas convidados.
Em comum, todos festejam o regime e a Europa.
Pudera!

quinta-feira, março 04, 2010

Se é bom para os privados...

Porque é que Cabora Bassa não é bom para o estado... a que isto chegou?!
Ah, já percebi, negócios para os amigos, aqueles grandes empresários e banqueiros que fazem figura de ricos (sem risco) porque só sabem enriquecer à sombra do estado.
Lembrei-me da lição de Abril - cada república que chega é sempre pior que a que nos deixou, ou seja, a próxima vai ser pior que esta. E já percebemos o enredo - fala-me da Grécia, esquece a Acrópole, fala-me dos gregos sacrifícios, diz-me, repete-me, que não tenho nada a ver com a Grécia, mas à cautela aperta-me bem o cinto, sem folgas, que este povo imbecil gosta de votar em ti!
Conheces a música?! Pode ser assim - Sócrates, atira-te à barragem e diz que te empurrarem...

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Digam que é mentira!

Hoje, dia 26 de Fevereiro de 2010, declaro que não existe liberdade de expressão em Portugal.
Provas?!
Imensas, e o meu testemunho, a saber – ao contrário do que tem acontecido com outros convidados pela Comissão de Ética da Assembleia da República, cuja audição tem sido objecto de ampla divulgação, com transmissões directas e integrais nos vários canais noticiosos, públicos e privados, hoje, a anunciada e importante intervenção do director do jornal ‘SOL’ junto daquele órgão de soberania, não mereceu o mesmo tratamento e a mesma atenção por parte dos mesmos órgãos de comunicação social!
Reafirmo 'anunciada' para que se perceba que não foi surpresa, não interferindo assim com a programação; e reafirmo 'importante' para o esclarecimento da opinião pública, lembrando que o 'SOL' é um dos queixosos contra os abusos do poder.
Pois bem, não houve n
enhuma transmissão directa e integral, apenas a RTPN se prestou a um curto directo. De resto, nada!
O próprio Canal Parlamento esteve hoje ocupado com a 'comissão de economia e finanças'.
E se neste último caso podemos compreender a opção, já é muito difícil entender os critérios editoriais dos restantes operadores – RTP2 (transmitia o 'zig-zag'); SIC-Notícias; TVI-Notícias; e RTPN, todas elas tinham a agenda demasiado preenchida!
Se isto não é suspeito, não há suspeitos em Portugal!
Que é afinal o que se passa sempre que existe uma leve suspeita de haver um suspeito… laico, republicano e socialista!
E não passamos disto.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Leis à la carte!

A república dos segredos quer fechar o país em segredo de justiça! Acossados, aflitos, os socialistas tomam a iniciativa de mais uma lei para responder às necessidades imediatas - a partir de agora, o ministério público pode sobrepor-se (e substituir-se) a qualquer juiz para decretar o segredo de justiça nos processos que o justifiquem. A justificação fica obviamente ao critério do ministério público e a 'ratio legis' desta norma é básicamente a mesma que acompanha todas as leis deste país - a bem da justiça!
Caminho perigoso este que vimos seguindo, não contribui para a confiança interna, afasta o investimento externo, pois ninguém está disposto a aplicar o seu dinheiro num sítio onde as leis podem mudar a qualquer momento e sempre que algum compadre (ou confrade) estiver em maus lençóis! Se não é assim, é essa a sensação com que ficamos.
Portugal não precisa de valorizar o segredo de justiça, precisa, isso sim, de mais transparência na justiça.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Notas à margem

Vivemos tempos de tragédia. Tragédia provocada pelos elementos, chuva e vento que se abateu sobre a Madeira, tragédia que se alimenta de um país pobre e de pobre gente.
Não foi sempre assim, a história portuguesa regista momentos mais virtuosos, onde a nobreza era critério, ainda não se falava de ‘ética republicana’, felizmente, momentos em que a justiça funcionava, porque o árbitro supremo não era troféu eleitoral de ninguém.

Mas a tragédia, como disse, não se resume à Madeira, inclui a actual classe dirigente (em geral) e o primeiro-ministro em particular! Ontem mesmo, naquele programa de ‘prós e prós’, um bom exemplo de condicionamento político sobre a comunicação social, procedia-se a mais uma operação de salvamento de Sócrates! Presentes, alguns personagens para encher programa, peões de brega que preparam a faena do ‘diestro, e este a defender Sócrates de forma exaltada, face às reticências de Vicente Jorge Silva e Rui Machete.

Falou-se de tudo, de revolução francesa, de guerra civil permanente, sentiu-se a falta de um governo mundial, em livro, mas nunca ninguém questionou o actual regime político!
É assim a república, um dogma irresponsável, sem nada a ver com o estado da nação, com as desigualdades, com a justiça, que todos concordam que não existe, mas repito, nem uma palavra sobre o regime!
Afinal está tudo bem, anunciam-se sacrifícios, sabemos quem serão os penitentes, e lá fora uma algazarra de sombras (e candidatos) para ver quem controla o próximo chefe de estado.


Saudações monárquicas

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Faltam os cromos mais difíceis

Estou a escrever este postal e estou a olhar para o polvo a espernear ao ‘Sol’. Gosto dele assado com batatinhas, vejo as fotografias dos figurões (já as tinha recitado há tanto tempo…) mas há qualquer coisa que não me deixa escrever a direito, um zumbido nos ouvidos… Ah, já me lembro, era a caderneta dos cromos, dos bonecos da bola, os que faltam, os mais difíceis de encontrar, e não há para a troca, mas era preciso completar a caderneta. São jogadores discretos, de clubes modestos, tipo Oriental ou Lusitano de Évora, clubes que na altura habitavam na primeira divisão.
Olho outra vez para o polvo e lá estão eles, fotogénicos, reconheço alguns que não paravam de aparecer na televisão no auge da Casa Pia. Depois do Intendente.
À época, estavam ralados com os arguidos de pedofilia, coitados, tão indefesos, a precisarem de mais garantias processuais. Para ver se o processo chegava ao ano três mil! Está quase.
Agora passam a vida a defender o Sócrates, não vá espirrar qualquer coisa para o centenário, para os tais cromos mais difíceis, aqueles que aparecem com falinhas mansas, redondas, como se fosse a primeira vez! Palavras convergentes…
Aqui saltou-me a tampa da caneta, convergência é com o Marcelo das escolhas. Este filho de Baltazar, ministro de Salazar, afilhado de Caetano, munícipe em terras de Basto, sabe-a toda. É ele e o pai Soares, que o Vitorino não leva ninguém atrás. Sabem muito, é o que é.
Mas vamos lá ver: - em que é que o Marcelo estava a pensar quando se saiu com a convergência, leia-se bloco central, ou para encurtar razões, união nacional?!
A coisa foi pronunciada onde devia ser - Espanha, Câmara de Comércio e Indústria, com aquele cheiro a avental tão característico. Marcelo pedia a mão de Vitorino!
Senadores! Disse ele, sabendo perfeitamente que o problema dos senadores é sobreviverem do mesmo tacho que o comum dos deputados. Pares do reino (Lordes) em Inglaterra é outra coisa. Esses só têm assento se tiverem sustento fora do Orçamento de Estado. Outras contas para outra ocasião.
Voltemos à manobra de diversão marcelista para salvar o PS (e o PSD) de uma grande enrascada – o PS agradece naturalmente este habeas corpus milagroso! Com Sócrates em plena fase gonçalvista (falta só o comício de Almada), a balbuciar frases incompreensíveis, sem direito a manifestação de desagravo das mães de Portugal (com o aborto e o casamento gay não podia ser, não é), este gesto de Marcelo só pode ser recebido com enorme regozijo no seio socialista. Seio e o que mais houvesse.
Quando toca a unir os bons espíritos entendem-se. O regime sufoca, logo, a divisa está lançada – a honra pelo deficit!
E coloca-se a questão: - Será que o homem se prepara para se fazer a Belém… com o apoio tácito do bloco central?! Se for assim, o Alegre já foi. E o Cavaco aproveita para ir a banhos até Boliqueime.
Ainda temos o pai Soares e esta estranha candidatura do Nobre! Reedição Pintassilgo para dividir votos?!
Ena pá, tantas jogadas ao mesmo tempo!
Trabalhos de parto, a quarta república vem por aí, silenciosa e para impor o silêncio.
Próprio da Quaresma.

Saudações monárquicas

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Quem protege Sócrates?!

Nunca o Sol brilhou tanto em dia de chuva! Até a tabacaria do costume me falhou – ‘já não temos, mais houvesse’!
Tive que o desencantar noutro sítio, não para ler aquilo que já todos conhecemos, mas para me certificar que as notícias estavam lá, escarrapachadas, como era suposto estarem. Ou talvez fosse o prazer de andar com elas, as escutas, debaixo do braço, e ser interpelado, como fui – ‘onde é que conseguiu descobrir o jornal!’

Mas deixemos o Sol e olhemos para o título do postal: - Afinal, quem protege Sócrates?!
Ou dito de outra maneira – Quem manda em Sócrates?! Que incumbências lhe destinaram?!
Posta assim a questão, a resposta pode ser académica – quem manda em Sócrates são os eleitores, são eles que o protegem, e foram eles que o incumbiram de governar.
Um aluno mais afoito, daqueles que acabam o curso com vinte valores, poderia até acrescentar que este tipo de perguntas se pode colocar a propósito de qualquer primeiro-ministro. O que é verdade.
Porém, o que não é verdade, e não me lembro de ocorrência semelhante, é esta ‘trapalhada’ imensa onde jaz submerso o governo… e os restantes órgãos de soberania!
A que não escapa o próprio regime!
E digo isto face à desorientação geral e perante a incapacidade de encontrar uma resposta à altura das circunstâncias.
É como se não estivesse a acontecer nada de importante!
A gravidade da situação é precisamente essa.

Aqui d’el Rei!
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Nota pertinente: - Já depois de publicado este postal tomei conhecimento de uma iniciativa do Bloco de Esquerda para fiscalizar a liberdade de expressão na Madeira! Nada mais a propósito para desviar as atenções do primeiro-ministro!
Não me vou entreter com estas manobras de diversão, mas não deixa de ser curiosa a actuação do Bloco nas matérias relacionadas com a 'Face Oculta'. Pressurosos a solicitar uma comissão de inquérito (para estarem presentes e comandarem as operações) a verdade é que Louçã veio dar uma mãozinha a Sócrates por alturas da discussão do Orçamento. Disse ele dirigindo-se a Sócrates, e cito - 'se as escutas não serviram para a justiça também não servem para o Parlamento'! Uma tirada absurda, que o primeiro-ministro agradeceu naturalmente, mas que espelha duas coisas - a primeira é a eterna confusão entre justiça e política, a mesma confusão que Sócrates e o PS andam a fazer, e que as escutas acabam de provar; em segundo lugar prova-se mais uma vez que o Bloco ainda não deixou de ser o velho aliado (carbonário) do PS e do velho partido republicano... que a maçonaria controlava.
Clarinho como água.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Diógenes de esperança

Eu sou Diógenes
Nesta agonia
Uso lanterna
Em pleno dia!

Eu sou Diógenes
Nesta aflição
Neste país
Sem solução!

Procuro alguém
Que nos liberte
Que seja alguém
Que nos desperte!

Eu sou Diógenes
Mas tenho esperança
Na sua Fé
Na sua lança!

(Refrão)

Já oiço ao longe
O seu galope
Já oiço ao longe
O seu tropel
Já vejo ao longe
O seu estandarte
Azul e branco
Branco corcel!

Cingindo a fronte
Coroa Real
Já vejo ao longe
O seu sinal
Já não está longe
A sua lei
Aqui d’el Rei
Por Portugal!