quinta-feira, dezembro 08, 2016

Caixa Geral de Depósitos - banco público ou privado?

A Caixa Geral de Depósitos precisa de ser recapitalizada, o que quer dizer em linguagem corrente que faliu! Porque é que faliu nunca o saberemos até porque já decorrem as necessárias averiguações e auditorias cujos resultados são fáceis de adivinhar. Um dia sairá um relatório suficientemente espesso e vago como é normal acontecer nestas ocasiões E acontece assim porque a Caixa Geral de Depósitos nunca foi um banco público mas sim uma coutada da terceira república! Nesse sentido podemos dizer que é um banco super privado. A ele só têm acesso os partidos do poder (sempre os mesmos há mais de quarenta anos!) e algumas corporações que os dominam (sempre as mesmas há mais de quarenta anos)! É por isso que a Caixa está falida. E é por isso que esta querela sobre se a Caixa deve ser pública ou privada serve apenas para entreter o pagode. Eu gostava que ela fosse pública, que estivesse ao serviço dos interesses do país e não, como tem estado, ao dispor da nomenclatura republicana. Se têm dúvidas, sigam o rasto das ‘imparidades’ e descubram quem beneficiou com elas!



Saudações monárquicas



  

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Parole, parole, parole…

Tão novinho e já com tanto paleio! É a imagem que fica do italiano Renzi que dentro da melhor tradição socialista queria domesticar a democracia e reduzir a Itália a uma campina rasa e devidamente centralizada. É no fundo a ideia liberal, napoleónica, estalinista, de um homem, um voto, e depois mandamos nós, os ‘eleitos’, e o rebanho que vá pastar! Mas de que tratava então o referendo italiano?! Nada de especial e só me dou ao trabalho destas linhas porque pelas notícias e pelos comentários não se fica a perceber patavina! Ora bem, o nosso Renzi quis (e quer) fazer uma reforma constitucional visando acabar com os ‘riscos’ do ‘populismo’! E o que é o ‘populismo’?! O ‘populismo’ para a esquerda bem pensante é tudo aquilo que democraticamente a possa arredar do poder. A democracia em última análise é sempre um ‘populismo’ se os resultados forem contra as suas expectativas. São assim ‘populismos’ a decepção do Brexit, a vitória de Trump, a ameaça conservadora em França, a hipótese Grilo em Itália, etc.! Uma das soluções previstas para contrariar o povo seria uma emenda na lei eleitoral seguindo o exemplo grego que atribui uma percentagem adicional de votos a quem fica em primeiro lugar nas eleições. E assim, por acrescento, acabavam-se com regionalismos inúteis que só atrapalham os grandes líderes do futuro! Como Renzi pensa que é.

Já perceberam?! Eu também não. Mas posso perceber que em Portugal nada disto é necessário porque nós já fizemos esta reforma há muito tempo! Por essa reforma fomos dispensados de nos pronunciarmos sobre a adesão à união europeia, ao euro, ou a qualquer outro assunto de interesse nacional! 'Eles' decidem por nós. Em contrapartida temos coisas boas. Por exemplo, ainda é possível assistir ao vivo, em Almada, a uma encenação do comité central do Partido Comunista Português como se estivéssemos em Moscovo na revolução de Outubro! Não me digam que isto não é bonito! Parece um filme!


Saudações monárquicas

sábado, dezembro 03, 2016

Portugal – que democracia é esta?!

Se o conceito de democracia perdeu hoje qualquer sentido a culpa não é minha é dos democratas. Foram eles que criaram a ilusão de que por essa via o 'povo' (outra expressão enigmática) estaria sempre bem representado! Os factos e a história revelam precisamente o contrário! E nem precisamos de ir muito longe, fiquemos por aqui, em Portugal, e vejamos como funciona (na prática) a nossa democracia!

Temos um primeiro – ministro que perdeu as eleições; temos um governo que os portugueses não escolheram nem escolheriam se lhes tivesse sido proposto durante a campanha eleitoral; temos um partido na assembleia da república, “os Verdes”, que nunca foi a votos! Isto quer dizer que em mais de trinta anos de existência ninguém sabe, nem o próprio partido saberá, qual o seu real peso eleitoral! E temos, para compor o ramalhete, um presidente da Câmara Municipal de Lisboa (natural do Porto!) que também não foi eleito!
Dir-se-à que tudo isto é legal e eu acredito. O que não acredito é que o tal ‘povo' esteja a ser bem representado.

Ainda assim estamos a falar de trocos quando comparados com o flagelo democrático que dá pelo nome de abstenção! Cuja fasquia não cessa de subir! E a pergunta impõe-se: - quem representa afinal os interesses deste ‘povo’?! A justificação mais fácil e que é comum apresentar diz-nos que a elevada abstenção é um fenómeno normal nas democracias avançadas! Justificação ridícula porque dizer isto ou não dizer nada é precisamente a mesma coisa. Outros, decerto menos democráticos, tendem a culpabilizar os faltosos e passam à frente! No entanto o problema da representação democrática mantém-se e fica por resolver! 

Até que em desespero de causa há sempre uma 'alminha democrática' que se lembra de citar Winston Churchill! Um erro que convém corrigir. O antigo primeiro-ministro inglês não pode ser convocado nesta matéria. Ele falava de outra democracia! Falava no contexto de uma monarquia assente na tradição o que faz toda a diferença. Neste contexto, de facto, não há problemas de representação. E até a democracia funciona.



Saudações monárquicas

quinta-feira, dezembro 01, 2016

A independência e a crise da representação!

Quando vivemos de empréstimos não somos independentes. Quando a dívida supera aquilo que podemos produzir e pagar nunca seremos independentes. Quando relativizamos tudo isto e achamos normal viver assim deixámos de querer ser independentes! É neste ponto em que estamos, numa república de memória selectiva, e que verdadeiramente não sabe para onde ir! Não sabe nem tem capacidade para saber. E por isso dá beijinhos a toda a gente! Beijinhos atlânticos misturados com juras de amor continental! Abraços ibéricos e nostalgias africanas! No cerne do problema está a crise da representação! Crise indisfarçável que o sufrágio universal por si só não resolve.

Dois exemplos de má representação no mesmo dia: - a mão na omoplata da rainha protagonizada pelo ‘mestre dos afectos’ mas que pelos vistos ainda não aprendeu a distinguir a vida pública da vida privada. E a falta de educação dos deputados do Bloco que pelos vistos se esqueceram que estavam ali em representação de muitos eleitores que gostariam que eles fossem bem educados. E que de certeza não votaram numa república ibérica.
Tanto num caso como noutro os interesses pessoais ou de facção sobrepuseram-se aos interesses da grei. Aos interesses de uma Pátria independente.



Saudações monárquicas

Há coisas que doem...

A visita dos reis de Espanha doeu-me como me doem as feridas que não saram. Doeu-me pela república que sofremos. Doeu-me pela felicidade dos outros. Doeu-me mais porque há qualquer coisa na memória do tempo que a torna real e próxima de acontecimentos funestos. E porque me doeu afastei-me da felicidade geral, dos sorrisos deslumbrados, da sucessão de eventos sem significado nem história. Mas na sociedade da informação ninguém consegue alhear-se totalmente daquilo que não gosta! Por isso soube da homenagem ao Fundador e soube do jantar oferecido aos reis de Espanha nos Paços dos Duques de Bragança em Guimarães. Soube e teria preferido não saber. Explico: - Afonso Henriques não teria compreendido a homenagem e o Duque de Bragança nunca pode ser convidado para sua casa.
Sei do lirismo e do bom senso, da extravagância e do sentido de estado, e sei de muitas palavras que satisfazem as conveniências do momento. Mas há um momento em que é preciso, com lança ou sem ela, 'riscar no chão o tamanho do nosso coração'. O dia da independência é um desses momentos.


Saudações monárquicas

terça-feira, novembro 29, 2016

Deslumbramento real

Com o dono da casa entre os convidados, o feitor de serviço abriu os salões do Paço dos Duques de Bragança ao rei de Espanha! Foi uma recepção festiva e no final cantou-se o fado. Um fado próximo do flamenco, tremendista, pouco perceptível aos ouvidos lusitanos mas que deve ter agradado a suas altezas. A população, como é costume, acorreu entusiasmada a saudar Filipe VI. O actual feitor, da linhagem dos grandes feitores desta terra, estava visivelmente satisfeito pois conseguiu em pouco tempo prestar contas à Rainha de Inglaterra e ao Rei de Espanha! É obra!



Saudações monárquicas

sexta-feira, novembro 25, 2016

Síria - ponto final numa mentira!

Por cima da propaganda do ocidente, nas trevas de um inferno real o testemunho da Irmã Guadalupe iluminou a verdade sobre o conflito na Síria!
Tal como muitos desconfiavam mas não diziam o que se passa em Alepo é apenas mais um episódio de uma guerra suja imposta pela administração americana (e seus aliados) a quem se recusa seguir a sua cartilha. Dela fazem parte conhecidas palavras de ordem como – ‘democracia’, ‘primaveras árabes’, ‘rebeldes’ , ‘oposição moderada’ – palavras domesticadas ao serviço de uma estratégia cujos contornos e benefícios o mundo tem hoje muita dificuldade em compreender! Objectivamente gerou mais mortes, mais terrorismo e mais refugiados! É caso para dizer: - pior era impossível!

É isto que qualquer pessoa pode concluir do testemunho de uma freira católica que viveu e sofreu estes últimos quatro anos em Alepo.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Passos e a direita!

É estranho que me lembre de Passos e não de Assunção Cristas quando me refiro ao eleitorado mais conservador! À sua orfandade no que respeita a ter um líder! Já não é tão estranho quando vemos a campanha acirrada que lhe movem tentando desacreditá-lo, a ele e à sua política. E vão conseguindo porque Passos Coelho tendo muitas características para encabeçar um movimento que rompa definitivamente com a pequena politica comandada de Bruxelas, nunca o fez nem fará. Ou se o fizer será uma completa surpresa, até para ele!

Formatado nas juventudes partidárias, intoxicado pelas ideologias da moda, incapaz de resistir e dizer não à agenda social fracturante, vai girando em torno das décimas do défice, das teorias do crescimento, sem um rasgo político que o catapulte para outro patamar. Um patamar que traga esperança a quem está farto de geringonças e mentiras. Enquanto não for capaz de representar os interesses dessa gente desiludida, gente que não berra na televisão mas vai engrossando os valores da abstenção, enquanto não perceber isso, é o seu futuro político que fica comprometido. Será traído por todos, a começar pela união europeia! E é pena, porque a sua seriedade destoa do geral e é dum político sério que Portugal neste momento precisa.



Saudações monárquicas