Sábado, Maio 18, 2013

Para que compras os jornais?!

Por hábito, ou um vício arreigado?! Para leres que o país deu um passo em frente com a novíssima lei de co-adopção por homossexuais?! Aplaudida no Parlamento, mas que seria liminarmente rejeitada se os futuros adoptados pudessem votar?! Para leres que os conservadores são maus e que o ‘progresso’, esse mito dos amanhãs que cantam, é que é bom?! Tudo por obra e graça do espírito santo, em que por acaso, não acreditam?!


Concedo, para leres o José Manuel Fernandes, corrido da direcção do Público, mas que ainda consegue escrever à sexta-feira! Concedo ainda, para leres o Vasco Pulido Valente, apesar de continuar inebriado pelo século XIX, aliás o único século que conhece! Mas também por isso incapaz de ver o caminho por onde veio, e se estende à sua frente! Como se o mundo tivesse nascido nesse tempo, nessa memória curta, que é o seu cérebro, mesmo quando está lúcido! E lá o vemos a aceitar, sem discussão, a armadilha que o tal século XIX montou sobre a separação entre a Igreja e o Estado! Não é o momento nem o espaço para dirimir este assunto, como não é o tempo nem o espaço para discutir o outro embuste que sempre aparece ligado ao tema da dita separação: - refiro-me à decantada ‘declaração universal dos direitos do homem’, dogma de todas as constituições jacobinas.

Só uma achega, porque será que Obama jura sobre a Bíblia e não sobre a declaração universal dos direitos do homem?! Porque será que um juiz em Inglaterra invoca a Magna Carta mas nunca menciona a tal declaração?! E Portugal?! Sim, Portugal, que espalhou os princípios do Evangelho por esse mundo fora, que aboliu a escravatura antes dos outros países, para que precisa Portugal de invocar ou incluir na sua constituição esse texto menor (e armadilhado) que é a ‘declaração universal dos direitos do homem’?!


Que tristeza! Que pobreza!




Saudações monárquicas

Sexta-feira, Maio 17, 2013

Cretinos e jacobinos

Frutos naturais da árvore republicana, ei-los em toda a sua pujança neste maio florido! São ligeiramente diferentes uns dos outros, mas sabem ao mesmo – os cretinos são mais esverdeados, os jacobinos mais encarnados, muito embora apareçam noutras tonalidades. Por exemplo, a propósito da constituição, não se pode dizer que aquela rapariga dos ‘verdes’ seja jacobina. Afinal ela apenas pretende retomar as famosas campanhas de analfabetização, muito em voga a seguir ao 25 de abril. Tais campanhas, como se sabe, eram conduzidas pelos filiados do partido comunista (e seus apêndices) e visavam construir um socialismo do tipo soviético em Portugal. Portanto está tudo certo. A verde deputada, que por sinal nunca foi a votos, introduz aqui uma manobra de diversão, obrigando a chamada direita a reagir contra a… constituição! Cretina é que ela não é! E fica demonstrado que continuamos reféns da esquerda, reféns da sua constituição, que mau grado todas as revisões ainda não perdeu a sua matriz original.


Então, quem são afinal os cretinos?!


Cretino é o povo todo que vota na direita para que esta governe segundo os ditames de uma constituição de esquerda! Maior cretinice não deve haver! Às vezes fico a pensar se não seria melhor afundarmo-nos de vez em lugar de andarmos à tona de água à espera que alguém nos salve do naufrágio em que permanentemente nos constituímos! Alguns talvez não merecessem, mas a grande maioria…




Saudações monárquicas

Quinta-feira, Maio 16, 2013

Um pouco de paz…

A miraculosa derrota no Dragão trouxe-nos, enfim, um pouco de paz às nossas vidas! No Domingo, e pelo menos até terça-feira, foi possível, falo por mim, ligar a televisão, arriscar a compra de um jornal, sem o permanente bombardeamento encarnado! O país parecia, juro-vos, um país normal! Durou pouco este momento. Logo veio a euforia da Liga Europa! A SIC excedeu-se, o Terreiro do Paço encheu-se, como se dependêssemos daquela vitória! Miraculosamente, digo eu, não houve vitória. Miraculosamente… porque atendendo ao insuportável ruído que nos assalta, Benfica a toda a hora, será caso para perguntar: - o que aconteceria se tivessem ganho?!


Comparativamente chegam-nos as imagens do vencedor: - no bairro londrino de Chelsea, uma dezenas de pessoas festejam a vitória na rua. Um país normal.


O que vai seguir-se, não posso adivinhar. Mas à cautela, peço ao Porto que ganhe em Paços de Ferreira, ao Guimarães, que ganhe no estádio nacional, a ver se conseguimos prolongar este luto por mais algum tempo. Para voltarmos a ter um pouco… de paz!




Saudações desportivas




Nota: O autor é do Belenenses, escreve na antiga ortografia, e detesta o nacional-benfiquismo.

Domingo, Maio 05, 2013

Ou isto ou o tio patinhas!

Sim, eu sei que já fomos à Índia, e que na Índia nos conhecem, tal como no Oriente, e sei que têm boa impressão do génio luso. Sei que Angola existe, que o Brasil existe, que Moçambique existe, e que todas as outras partes onde estivemos e convivemos, existem também. O problema não é esse. O problema surge quando nos desligámos do transcendente, daquilo que nos uniu, e justifica a comunidade. A comunidade para além do interesse imediato, instintivo, de sobreviver como espécie ou indivíduo. Se for apenas isso, só isso, é curto. E isso não nos distingue dos outros seres vivos. O que faz falta é o golpe de asa! Esse sim, vale a pena.

Por isso convoquei – o Desejado! Por isso quis lembrar o tempo em que o positivismo ainda não tinha tomado conta do mundo.

Pois é, o problema é universal. Mais uma razão para ser meu em dose dupla! Ou seja, já existia cá em casa e bate-nos à porta vindo de fora! Pior, era impossível!

Contra isto só existem duas soluções: - ou deixamo-nos ir na onda e seremos norte-coreanos não tarda muito. E aí sim, será o paraíso terrestre, seremos todos funcionários públicos – professores e alunos, enfermeiros e doentes, pais e filhos.

Ou na hipótese inversa, reagimos, e como se diz na canção, voltamos a olhar o Céu.

Mas a história não ficava completa se não existisse a tentativa mascarada de uma terceira via! Terceira via, tortuosa, com o tio patinhas (a reinar) no Portugal dos pequeninos! Chame-se ele, Salazar ou Gaspar. Sem golpe de asa.

Escolham.





Saudações monárquicas

Sábado, Maio 04, 2013

O Desejado

Onde quer que, entre sombras e dizeres,

Jazas, remoto, sente-te sonhado,

E ergue-te do fundo de não-seres

Para teu novo fado!



Vem, Galaaz com pátria, erguer de novo,

Mas já no auge da suprema prova,

A alma penitente do teu povo

À Eucaristia Nova.



Mestre da Paz, ergue teu gládio ungido,

Excalibur do Fim, em jeito tal

Que sua Luz ao mundo dividido

Revele o Santo Graal!





Fernando Pessoa – (Mensagem)

Quinta-feira, Maio 02, 2013

Hino

Primeiro de Maio
Manifestação
A rua é uma montra
Da televisão
O resto não conta
A bem da nação!

Eu sou funcionário
Meu patrão morreu
Este mundo é vário
As voltas que deu!
Sou Luís quatorze
E o estado sou eu!
(Dei um passo em frente
O estado, é meu!)


Vou reivindicar
Abaixo o governo
Paguem mais impostos
Que o estado é pequeno
Se eu não engordar
Vai ser um inferno!

À vila morena
Estou agradecido
Ao meu camarada
Também ao partido
Um cravo na mão
E estamos contigo!

Quinta-feira, Abril 25, 2013

Proprietários, inquilinos, familiares e amigos

A cerimónia cumpriu-se com a solenidade das coisas vazias. Obrigados a mote, a fazer lembrar a antiga união soviética, os presentes repetiram discursos e parábolas que podiam dizer tudo e nada ao mesmo tempo. A única oposição visível traduziu-se no uso (ou desuso) do cravo na lapela! Sintomático! E agente desconfia: - Para quê tanto partido! Para quê tanta gente a celebrar a democracia! Como se a democracia fosse uma opção de governo! Ou uma alternativa à dependência em que coabitamos! Como se a democracia estivesse em causa!


No entanto, para lá das aparências, todos sabiam qual era o seu lugar. A esquerda sabia perfeitamente que aquela cerimónia era sua e só sua. Por isso a direita não estava (nunca esteve) ali representada. O resto do pessoal não era de esquerda nem de direita, eram funcionários, inquilinos do estado, seus familiares e amigos. E esses aparecem em qualquer lado.


Se me perguntarem o que é que aquilo (aquela cerimónia) tem a ver com os interesses de uma comunidade histórica chamada Portugal?! Eu respondo: - não sei.






Saudações monárquicas