segunda-feira, maio 29, 2017

Segurança contra o terrorismo!

Leio que o Japão está mais avançado do que nós ocidentais no que respeita a medidas de segurança contra emigrantes, nomeadamente muçulmanos. Precisam de autorização de residência e não sei que mais e assim têm conseguido combater eficazmente o terrorismo de origem islâmica!

Ora bem não duvido que o Japão esteja mais avançado que o actual ocidente em imensos aspectos mas não nas questões especificamente securitárias. Especialmente se pensarmos nos arsenais e outros meios que Estados Unidos e Europa gastam com a prevenção do terrorismo. Sem falar nas frentes de batalha. O problema na minha óptica é de outra ordem e deve colocar-se noutro plano.

No Japão não há cisões nem perdas de identidade como acontece hoje na Europa e em todo o Ocidente. Os japoneses gostam da sua cultura, do seu modo de vida, e ninguém no Japão questiona o imperador, símbolo dessa mesma cultura. No ocidente acontece o contrário, tudo é motivo de divisão e confronto. Pior, o cristianismo, outrora cimento da unidade, é hoje o alvo preferencial de jacobinos e laicistas. Neste terreno o Islão não precisa de vistos de entrada ou permanência. Entra e conquista.



Saudações monárquicas

sexta-feira, maio 26, 2017

O Ronaldo do Ecofin!

Voltemos pois aos consumos que a ressaca já aperta e esgotado o Mourinho de ontem temos agora o Centeno em doses de cavalo! Promovido a Ronaldo pelo ministro das finanças alemão, Centeno garante que não foi ele mas o povo português quem descobriu um novo caminho marítimo para a dívida. Ele, Centeno, só ía ao leme! E não disse mas percebeu-se que está disponível para ensinar a Europa a navegar! Quem está a adorar estas viagens psicotrópicas são os comandantes Marcelo e Costa que se calhar já antevêem, duas cadeiras no Olimpo, a estrear.

Noutro contexto mas sobre o mesmo assunto escrevi um comentário no Observador que dizia mais ou menos o seguinte: - Os cucos põem os ovos nos ninhos dos outros pássaros para que estes os choquem destruindo entretanto os ovos que lá estão. Em resultado disto nascem cucos. Este governo faz ao contrário, choca os ovos dos outros e quando nascem os passarinhos diz que são dele! A única dúvida que tenho é que não sei bem que nome é que se dá a estes passarões! Se alguém puder ajudar…



Saudações monárquicas 

quinta-feira, maio 25, 2017

Dom Sebastião sabia!

Quatrocentos anos é uma fagulha na era do universo e é muito pouco na história da humanidade. Por isso recuar a Alcácer Quibir é mais fácil do que parece para explicar a enorme gravidade da derrota e das razões, tantas vezes desvalorizadas, que levaram o rei português a combater os infiéis nas areias do Magrebe. O certo é que desde aí o flanco sul da Europa ficou definitivamente escancarado às investidas do Islão.

Hoje não restam dúvidas que aquilo a que chamamos terrorismo não é mais do que um episódio de uma longa luta entre duas maneiras diferentes de ver o mundo, ou porque não admiti-lo, entre duas religiões. Uma mais apelativa e que cresceu em progressão geométrica desde o ano 620! A outra mais verdadeira e por essa razão mais exigente e que vai regredindo em número de fiéis.

Pelo meio surgiu uma religião burguesa que tem muito a ver com o mercado e pouco a ver com os valores. E pior, encontra-se na última fase da degenerescência, que é aquela em que a gordura sobe do estômago e vai alojar-se no cérebro. É uma fase em que só contam os direitos e o prazer e corresponde normalmente ao colapso de qualquer civilização.

Uma última nota para verberar aqueles, e são tantos, que continuam sem perceber a grandeza do rei que morreu a lutar por uma Europa cristã que hoje não temos.



Saudações monárquicas


segunda-feira, maio 22, 2017

Bendita dívida, maldita cocaína!

A história é anedótica mas exemplificativa: - numa comunidade que se dedicava ao tratamento de toxicodependentes, o terapeuta de turno, novato naquelas andanças, quando no dia seguinte fazia o relatório dos acontecimentos da véspera, comunicou alegremente: - correu tudo bem, está tudo bem! O director da comunidade terapêutica ao ouvir aquilo, deu um salto na cadeira e retorquiu - pois se está tudo bem isso quer dizer que está tudo mal! Levantou-se e foi indagar o que se passava. E de facto estava tudo mal.

Vivemos hoje um pouco à imagem daquela comunidade terapêutica com uma pequena diferença – não conseguimos distinguir os pacientes dos terapeutas! São todos muito parecidos. É assim que qualquer notícia mais agradável, umas décimas no trimestre, vamos deixar de ser lixo, o tetra, tudo isso é imediatamente consumido como se fosse a melhor coisa do mundo! A única barreira, o único constrangimento à felicidade plena parece ser, como bem notava José António Saraiva no Sol, a enorme dívida que por ser enorme impede que possamos, para já, aumentá-la com o mesmo entusiasmo de antigamente. Mas isso é apenas uma pequena sombra no sol que ilumina este grande país de consumidores de felicidade a qualquer preço! Vistas bem as coisas não é bem a qualquer preço, é ao preço do voto e do poder.


Saudações monárquicas



* Bendita dívida – Jornal Sol de 20 de Maio 2017 

quinta-feira, maio 18, 2017

Fátima - visão de um poeta!

Levas e levas de peregrinos em direcção a Fátima. E estrebuchem no papel os livre-pensadores. Se não há sobrenatural, como eles afirmam, há pelo menos necessidade de transcendência. Elêusis, Delfos, Meca, Compostela, Lourdes e outros locais onde o céu e a terra se confundem são a mesma Cova da Iria renovada no tempo. O ar miraculoso que ali se respira, mesmo que fraudulento, vem ao encontro de apetências recônditas do nosso sub-consciente. O homem é um crédulo envergonhado quando tem de acreditar sozinho. Mas, se encontra companheiros de fé, desafia todas as críticas e absurdos. Apoiado no número, desinibido, faz de chavascais lugares santos, que visita sempre que pode, carregado das suas atribulações. E, em procissão, vai-as alijando pelo caminho, até que, despojado de todas as gangas mundanais, tem acesso disponível às nascentes sagradas que, parecendo manar do chão bendito que pisa, lhe brotam de dentro da própria alma.

Coimbra, 12 de Maio de 1975


Miguel Torga – Diário 

quarta-feira, maio 17, 2017

Credo!

Chegou a altura, descrente de mim, de acreditar em tudo aquilo em que nunca acreditei. Assim creio nos vários diários da república em circulação, escritos, falados, televistos, comentados, creio nos números do governo, como já tinha acreditado na conversão da república, creio no défice, no crescimento, na dívida, creio nos grandes clubes do estado, creio no Ronaldo, no Real Madrid, nos heróis nacionais cujo número não cessa de crescer, e creio acima de tudo em Marcelo, o presidente dos presidentes. Acredito que com Marcelo, Costa e companhia limitada, o futuro é nosso sem necessidade de fazer quaisquer reformas. Mantendo tudo na mesma. Por todos os séculos e séculos...


'Saudações republicanas'

domingo, maio 14, 2017

Terra de milagres!

Estamos no dia treze de Maio de 2017 e Portugal mudou. Eu também não. Mas para tratar deste assunto, como de todos os assuntos, há sempre duas perspectivas, dois caminhos à escolha. Quem do alto de um F16 tivesse contemplado o recinto de Fátima, diria que a república se rendeu à Virgem, que os republicanos se converteram em massa! E se focasse a objectiva no desvelo de Marcelo perante Sua Santidade, dando conselhos ao seu ouvido, quem sabe ensinando alguma catequese, concluiria que a separação entre a Igreja e o Estado foi definitivamente ultrapassada! Houve até um momento, depois daquela correria em direcção ao avião, em que muita gente pensou, e outra gente esperou, que Marcelo partisse também para o Vaticano! Mas não, Marcelo ficou em terra.

O segundo milagre deste dia de canonizações deve-se ao Papa Francisco e ao seu indiscutível magnetismo! O Santo Padre, enquanto cá esteve mobilizou todos os meios de comunicação social retardando ao máximo a mega operação Marquez que vem ameaçando o país! Com efeito, só depois da sua partida, cerca das quinze horas, é que se recomeçou a falar do Benfica. Isto para mim é um grande milagre!

Mas aconteceu um terceiro milagre, inesperado, e que envolveu a Europa inteira! Um rapaz cujo nome não engana, Salvador Sobral, converteu os europeus à sua música e poupou alguns portugueses ao massacre pombalino. Simples, talentoso e com graça, Salvador não quer ser herói nacional, quer apenas salvar a música. Um belo remate para o Éder das canções!


Saudações monárquicas