terça-feira, abril 18, 2017

Pilatos entre nós!

Em resultado das últimas escavações no cérebro indígena aventa-se a hipótese de Pilatos, terminada a comissão de serviço na Palestina, ter sido colocado em Portugal para organizar a justiça. Consta até, mas isto já faz parte da lenda, que gostou tanto destes ares que por cá ficou e se reproduziu. A hipótese baseia-se no extraordinário número de processos judiciais que se arrastam sem qualquer decisão e na preferência exagerada pela forma em prejuízo da substância. Aliás nem foi preciso escavar muito, bastou comparar o peso da produção legislativa com a eficácia das leis para se concluir que havia descendentes de Pilatos em toda a parte. Na assembleia da república os vestígios são imensos, na presidência o sim e o não foram substituídos pelo talvez, e nos tribunais os juízes mandam apagar provas, e quando isso não é possível, fecham os olhos ás evidências e já não confiam no flagrante delito! O lema é não julgar para não errar. Falta apenas o ritual da bacia onde se lavam as mãos.


Saudações monárquicas


Nota de roda pé: O futebol, esse, está cheio de Pilatos e da sua justiça. Foi assim que na última jornada vimos dois jogadores (Samaris e Edson Farias) disponíveis para jogar, apesar dos murros que deram, enquanto outros que por terem visto um cartão vermelho, ou terem completado cinco amarelos, tiveram que ser castigados! E digam lá se isto não é justiça de Pilatos!

quarta-feira, abril 12, 2017

O futebol em flagrante delito!

Incapaz de fazer justiça num caso de flagrante delito, um caso que toda a gente viu, a justiça desportiva foi ela própria apanhada em flagrante delito! Invocando, como sempre acontece em Portugal, um legalismo qualquer, prepara-se para deixar o agressor impune em termos de justiça útil, beneficiando assim o clube do agressor que como se adivinha o poderá utilizar para os fins que entender! Quanto ao agressor já sabe que, desde que o árbitro não veja, pode continuar a agredir os adversários porque a penalização só acontecerá quando o campeonato acabar. E nessa altura o mais provável é já ter sido transferido para um outro campeonato salvaguardando os interesses do actual clube! Melhor ou pior do que isto é impossível.

Estas são as notícias que tenho e que ainda não vi contraditadas. A partir daqui começa a contagem decrescente para a impugnação deste campeonato. O motivo é simples: - a justiça do futebol está a proteger os infractores e a atraiçoar a verdade desportiva.


Saudações azuis




Nota básica. Este é um caso que seria resolvido em dois dias num qualquer país civilizado. O argumento ridículo da moldura penal é apenas isso, um subterfúgio ridículo.

terça-feira, abril 11, 2017

Ao correr da pena…

Sobre o aumento da dívida Rui Ramos deixa avisos (e dúvidas) no Observador:

‘Mas para que são as preocupações, enquanto a União Europeia mantiver Portugal ligado ao pulmão de aço do BCE? Em 2008, o mundo descobriu o sub-prime: empréstimos de alto risco a quem não podia pagar. O BCE está a produzir um outro tipo de sub-prime: o financiamento politicamente motivado de Estados que recusam reformar-se…Um dia também este sub-prime será descoberto. Bastará, por exemplo, que alguma eleição corra mal na França ou na Alemanha.'

Sobre este assunto ocorre-me Camões quando cantava a ‘lusitana antiga liberdade’, afinal o bem mais precioso da Pátria. É que a dívida será sempre a nossa grilheta, o sinal da escravidão. Assim, e por mais elogios que se façam ao governo, o próximo 25 de abril será o menos livre desta terceira república. Nem sei bem o que iremos comemorar!

Noutro quadrante António Costa deu uma entrevista ao El País pedindo novamente a cabeça do actual presidente do Eurogrupo. E novamente no local errado! A novidade é que sugere o nome do espanhol Guindos para substituir o holandês. Isto transporta-nos directamente para uma encruzilhada da história! A equação é a seguinte: - o governo prefere os Filipes, a nossa velha aliada fez-se ao largo e abandonou-nos. Entretanto no sul de Espanha jovens finalistas portugueses, qual ala dos namorados, tentam reeditar Aljubarrota e destroem um hotel. Em que ficamos?!


Saudações monárquicas


* Em itálico, retirado com a devida vénia do jornal Observador de hoje.

segunda-feira, abril 10, 2017

A geração mais qualificada de sempre!

Eu até podia acreditar no título que dei ao postal embora saiba que instrução não tem nada a ver com educação. Mas também não acredito na instrução. São pouco instruídos, deseducados na dependência e na fartura de direitos, sabem muito pouco de deveres. Formatados pela televisão e pelos telemóveis pensam todos da mesma maneira, mudam todos de opinião ao mesmo tempo, sozinhos talvez sejam aturáveis, em grupo são insuportáveis. E não vou falar de culpas porque a culpa é sempre dos outros. Seguindo esse caminho, a culpa maior no caso dos ‘finalistas’ expulsos é com certeza do hotel! Seja porque a ementa não era variada, seja porque não compreende que sofás no elevador, televisões na banheira ou candeeiros arrancados das paredes são coisas naturais em jovens que se querem divertir. Assim como a culpa dos excessos de consumo só pode ser atribuída aos respectivos produtores. Tudo o resto que ficou por dizer e explicar a responsabilidade vai direitinha para o governo anterior.

Finalmente para descanso dos pais e das crianças esperamos que Costa e companhia exijam a demissão imediata do gerente do hotel. Um xenófobo racista que assim discrimina jovens de um país que sofreu um resgate.



Saudações monárquicas

quarta-feira, abril 05, 2017

Abaixo a república!

Isto assim não serve, depois do BES agora é o Monte Pio, os outros bancos já foram, vivemos numa realidade virtual, com um presidente e um primeiro ministro a porem água na fervura com medo de dizer a verdade aos portugueses! E a verdade tem a ver com o regime porque foi este regime que fabricou esta nomenclatura e os interesses que lhe estão subjacentes. Interesses que se cruzam, misturam, que estão por todo o lado e tudo contaminam. É a constituição que os protege e quando não é ela, aparece sempre um juiz ou uma juíza para fazer o serviço. Agora há muita gente indiciada, poeira para os olhos, porque o mais certo é ninguém ser condenado. Aliás teriam que condenar primeiro os de cima, os vários presidentes, que por mais livros que escrevam não se livram de responsabilidades. O estado da nação é este. Uma nação à deriva que nem estratégia tem para o futuro! E não havendo futuro garante-se o presente através de lugares e tachos na função pública. Em contra ciclo europeu (e mundial) vamos ensaiando uma experiência socialista fora de prazo! E que só pode acabar mal. Em termos geopolíticos, e contrariando o destino, optamos pelo continente enquanto a nossa velha aliada se faz ao largo! Já demos esta matéria e foi um desastre...
E assim, a palavra de ordem e única palavra de esperança para qualquer português é: - abaixo o regime que nos sufoca! Abaixo a república! Democraticamente, claro. E se a bendita constituição o permitir!


Saudações monárquicas

terça-feira, abril 04, 2017

A costa das mentiras!

De mentira em mentira o regime encalhou na última mentira. E com ele o governo. É a mentira do BES ou Novo Banco onde se escondem todas as imparidades da república! O banco mau, que era só joio, foi separado, mas afinal no banco bom também não há trigo! A carga do navio foi saqueada por piratas! Com os porões vazios aventa-se a hipótese de vender o que lá não existe numa daquelas operações que só pode passar pela cabeça de outros piratas! No meio desta pirataria toda o comandante do navio sorri para o seu imediato e sugere uma selfie para a posteridade! A tripulação, que ainda não percebeu que está encalhada, entrou em delírio!



Saudações monárquicas

terça-feira, março 28, 2017

Não há espelhos nesta terra!

Rezam as crónicas que os descobridores trocavam com os nativos espelhos e recebiam ouro e prata, ou seja, cada um dava aquilo que tinha. A história sorri da esperteza lusitana e zomba da ingenuidade indígena. Porém, passado todo este tempo estou inclinado a dizer que não fomos assim tão espertos pois os espelhos que demos estão agora a fazer-nos muita falta. Por isso não reparamos nas figuras tristes que andamos a fazer!

A urgência é imortalizar contemporâneos, de preferência futebolistas. Primeiro avança-se com a estátua em vida não vá a eternidade esquecer-se dele. A saga comemorativa prossegue e aterramos com pompa e circunstãncia no aeroporto Cristiano Ronaldo situado na Madeira! Onde já existe estátua, largo, museu, e a pergunta impõe-se – para quando mudar o nome da ilha?!

Mais tarde, convertido em herói da república, enfia-se o homem no Panteão obrigando o defunto a conviver com gente que ele não conhece de lado nenhum! E que provávelmente detestaria conhecer.
É o que eu digo, não há espelhos nesta terra!


Saudações monárquicas