terça-feira, agosto 23, 2016

Mudar de página

Um calor tórrido, impróprio, e mesmo assim vamos celebrando os anos que passam, com artrites a fustigarem os músculos outrora cheios de energia! É a vida e só podemos agradecer e continuar. 

Saudações monárquicas

quarta-feira, agosto 17, 2016

Um país teórico!

Sob o título – ‘a clubite e as medalhas’ – fiz a minhas previsões acerca da prestação portuguesa nos Jogos do Rio. Foi logo no princípio como podem verificar. Não retiro uma vírgula e infelizmente vou ter que acrescentar uma série de adjectivos à substância da coisa!

Comecemos pelos incontornáveis locutores, comentadores e todos os que nem perante as imagens da realidade se conseguem calar! É o ‘atleta do Sporting’ para a esquerda, é a atleta do Benfica’ para a direita, e assim, sem querer, revelam, a verdadeira origem da miserável prestação portuguesa. Sim, miserável!

E dois exemplos bastam para percebermos as principais razões do nosso atraso desportivo, mental, etc. Explico mais uma vez: - a ginasta holandesa que ganhou o ouro às americanas na trave olímpica não é de certeza atleta do Ajax nem do PSV, mas sim de um clube de ginástica de alto rendimento. E o espanhol Bruno Hortulano que fez o segundo melhor tempo nas eliminatórias dos duzentos metros (20,12 segundos!) batendo inclusivé a marca de Usain Bolt, compete em Espanha pelo ‘Playas de Castellon’, e não por nenhum clube de futebol. Nuestros hermanos já se deixaram disso. E nós?! Quando é que mudamos?! Quando é que libertamos o atletismo (e o resto) da clubite vigente?!

Uma palavra de incentivo para o remo, livre (por enquanto) do futebol, dos tais ‘baluartes’* do desporto português, remo que tem correspondido àquilo que se esperava. Não espero medalhas mas espero que os jogos olímpicos sejam um lugar de superação desportiva e não prémio de carreira ou simplesmente turismo.




Saudações olímpicas



Nota: No entanto se algum remador conseguir o ouro olímpico não me admirava nada que houvesse a tentação de o trazer para a segunda circular! Local de treino já existe: – o lago do Campo Grande. 

quinta-feira, agosto 11, 2016

Os fogos dez anos depois!

Este blogue já tem mais de dez anos, uma eternidade, uma inutilidade de opiniões, com uma dúzia de fiéis seguidores, que compreendem os tormentos de uma bílis avariada. E só nesse sentido faz sentido. Escrevi há dez anos sobre os fogos e o discurso mantém-se. Aparecem no Verão, assolam todo o território e são o prato forte dos noticiários. Quando dá jeito, e desta vez não dá, são arma de arremesso político. Este ano, fruto das altas temperaturas que se têm feito sentir, Portugal está transformado num mar de chamas que se estenderam, com particular gravidade, à ilha da Madeira! Neste caso a mão criminosa parece um dado adquirido, e sendo certo que o fogo posto é uma lepra generalizada, não convém misturar as situações. O continente tem problemas específicos para resolver. E por isso se fala de novo em 'reordenamento do território' expressão suficientemente vaga para continuar tudo na mesma. 

De facto reordenar o território, se fosse a sério, seria diminuir a floresta e aumentar a presença humana, ou seja, seria criar condições para que as populações regressem ás aldeias abandonadas, voltem a controlar  a sua 'terra', que só é 'terra' no mês de Agosto. Para isso tem que haver condições de sustento, por exemplo, rebanhos que tenham pasto em vez de pasta do papel! Eu sei que somos grandes produtores de pasta do papel e que isso também é riqueza nacional, mas há que fazer uma escolha. Ou se marcam zonas de florestação onde não existam pessoas nem bens e comete-se a respectiva vigilância e encargo às empresas florestais. E fora dessas zonas nem mais um eucalipto. Ou vamos continuar a assistir ao triste espectáculo que passa nas televisões. E a tendência é para piorar.

terça-feira, agosto 09, 2016

A clubite e as medalhas

A falta delas pois com esta ganha pelo judo feminino (Telma Monteiro) Portugal soma apenas 24 medalhas no total das suas participações olímpicas! Estamos a falar de quase um século! Em termos europeus não deve haver pior registo a não ser aqueles países com meia dúzia de anos de vida. Se a isto compararmos as expectativas da Espanha para os Jogos do Rio – menos de dezoito medalhas será considerado um mau desempenho – estamos esclarecidos! Recorde-se a propósito que a Espanha dos tempos de Franco não diferia muito de Portugal dos tempos de Salazar, ou seja, poucas medalhas para ambos os países.

Podia entretanto aventar-se a hipótese de que não ganhamos medalhas mas os resultados em termos de finais ou meias-finais são agora mais consistentes! Também não, antes pelo contrário, e nem mesmo com o recurso à naturalização de atletas! Uma prática seguida por diversos países mas certamente condenável. De facto, assim, hinos, bandeiras, e países, perdem todo o sentido.
Mas regressemos ao caso português e sendo certo que os Jogos ainda estão no seu início, pelo andar da carruagem não me parece que os resultados lusitanos venham a surpreender.

Qual é então o problema olímpico português?!
O que o impede de, por exemplo, ter resultados semelhantes à Bélgica, Holanda, Grécia, etc.?!

O meu diagnóstico está feito e já por diversas vezes, neste e noutros espaços, o desenvolvi. Portugal, mentalmente, parou no tempo! No tempo em que os principais clubes de futebol albergavam outras modalidades, dada a ausência de um desporto escolar devidamente organizado. No entanto, esse tempo do ecletismo já passou em toda a parte, dando o lugar aos clubes/modalidade, uma natural sequência de um desporto escolar forte e promissor.

Aqui, pelo contrário, continuamos a viver entusiasmados com os atletas do Benfica, do Sporting e do Porto, como se fosse possível harmonizar os interesses do futebol profissional, com os interesses, cada vez mais exigentes, das várias modalidades!
Dar a volta a isto, que parece ninguém querer dar, só quando o governo tiver a coragem de interditar aos clubes de futebol profissional este falso ecletismo. Não vejo outra saída.
Enquanto nada disto suceder continuaremos com a clubite e com poucas medalhas. Com a agravante de que o investimento (enorme) nos atletas olímpicos do Benfica, do Sporting e do Porto sai dos nossos bolsos! Ou se não sai, não vai para o sítio certo.


Saudações olímpicas



Nota: A judoca Telma Monteiro foi formada num clube de judo da margem sul e mal deu nas vistas foi contratada pelo Benfica. É certo e sabido que o judo do Benfica não tem história nem vai ter para além dos louros da Telma Monteiro. Tomara o Benfica conseguir equilibrar as contas do futebol. E também é certo e sabido que o tal clube da margem sul nunca mais formará outra Telma Monteiro uma vez que os lucros e os louros da Telma revertem para o Benfica. Perceberam agora o filme do olimpismo português?! E como é que se chama (ou chamava) o clube onde ela foi formada?! Alguém se lembra?!

sexta-feira, agosto 05, 2016

A igualdade há-de levar-nos á ruína!

A psicose da igualdade que desgraçadamente enforma o mundo ocidental é o veneno que nos há-de liquidar. A natureza não confirma tal absurdo, antes pelo contrário, é a variedade e a diferença que prevalecem e a mão humana quando se propõe intervir em sentido contrário é certo e sabido que sai asneira da grossa. Mas nada demove os aprendizes de feiticeiro, a escola dos ditadores, o recreio dos imbecis. Eles persistem no erro e em nome da igualdade, avançam! Dois exemplos actuais espelham aquela psicose, um de natureza fiscal, outro de natureza olímpica! Um quer tributar diversamente os vários avistamentos, igualando-os perante o estado,  seja das varandas (já fechadas para obter mais espaço), seja dos terraços batidos pelo sol de Julho! O outro exemplo vem-nos dos jogos olímpicos. Aqui o objectivo igualitário revela-se no número crescente de modalidades numa tentativa de dar a mesma dignidade a todas! Resumindo: - Duas idiotices que só podem arruinar ainda mais o prestígio do fisco, e no caso olímpico, o prestígio dos jogos. 

Saudações monárquicas

segunda-feira, agosto 01, 2016

Ter armas e não ter convicções!

De que servem as armas se não temos convicções?!
Terminado o trabalho sujo das maçonarias, com a agenda judaica bem presente, de todas as esquerdas e muitas direitas, a Europa, o chamado mundo ocidental ficou reduzido a algumas ‘crendices protestantes’ e a um enorme deserto laico, ou para ser mais preciso, laicista! O grande alvo de todas as revoluções, de todas as convulsões, de todas as ‘democracias’, foi sempre a Igreja Católica. A separação entre a Igreja e o Estado é apenas o biombo que esconde os verdadeiros propósitos. Basta verificar o calendário civil, as suas celebrações e datas, para concluirmos que têm um escopo comum – reduzir o poder da Igreja. Entenda-se a expressão como se quiser. Desde a tomada da Bastilha, passando pelo nosso cinco de Outubro, e acabando nas actuais causas fracturantes, tudo se encaminha para a construção de uma sociedade onde a tradição e a fé não existam. Ou se existirem, tenham um valor residual. E nada disto teve a ver com o Islão! Mas é natural que o Islão, como já o fez no passado, aproveite as nossas debilidades, as nossas divisões e tente impor a sua lei. O terreno inculto, baldio, indefeso, é sempre uma tentação para qualquer potencial invasor.


Saudações monárquicas

quarta-feira, julho 27, 2016

Jogos gregos... mas o tempo mudou!

O tempo mudou, mudou na maneira como se escreve, naquilo que se diz, ainda não é a verdade completa, nem podia ser, mas o discurso arrefece, fala-se em grande vitória mas está tudo com cara de enterro, diz-se que foi a vitória de todos, mas isso equivale sempre à derrota de todos! A população ausenta-se do assunto e enquanto houver dinheiro nas caixas de multibanco quer é praia. Nada de dores de cabeça. E tem razão. Mas no fundo, lá no fundo, duvido que haja algum português que acredite que vamos cumprir o acordado com Bruxelas! Não é grande problema porque Bruxelas comunga da mesma dúvida. É aquilo a que eu chamo jogos gregos.
Quando em tempos negámos (com veemência) as  nossas nossas parecenças com a Grécia, compreendia-se, ainda não tínhamos sido campeões europeus de futebol! Mas depois do evento é garantido que Ulisses andou por aqui. Um Ulisses mais sonso, mais mentiroso, mas com os mesmos truques. E já acredito naquilo que li algures - o governo Costa vai aguentar-se até ao fim da legislatura, quem pode não durar tanto é o país!


Saudações monárquicas