domingo, novembro 19, 2017

Os troca-tintas!

Por ocasião do badalado jantar oferecido aos ‘deputados do Benfica’, polvo na brasa, presumo, reparei que havia muitos adeptos do CDS entre os comensais! Ora bem, habituado a identificar o encarnado com a esquerda e o azul com a direita, esta troca faz-me alguma confusão. Até porque as cores do CDS são de facto o azul e, julgo eu, ninguém se lembraria de o baptizar com o encarnado. Acresce que o emblema do Benfica é uma águia à qual associamos naturalmente quer o Bonaparte quer a revolução francesa, indiscutível matriz cultural da esquerda. Eu sei que nada disto tem importância, são coisas diferentes, mas é esquisito. 

E a esquisitice não se fica por aqui quando percebemos que em matéria de troca-tintas o PCP caminha em sentido contrário! Ou seja, eles que são vermelhos de origem, começaram a usar o azul (CDU) para se identificarem! E o discurso da quarta internacional passou a ser nacionalista! Muito mais nacionalista do que o CDS, que ao princípio, se bem se recordam, era bastante reticente em relação à união europeia. Hoje, parece um aderente da primeira hora! Eu sei que as cores procedem todas da mesma cor, mas insisto, continua a ser esquisito! Só falta agora a Cristas ser do Benfica e querer prolongar o metro até Belém! Se for assim a união nacional, perdão, a união das cores está próxima.



Saudações monárquicas

quarta-feira, novembro 15, 2017

O país demitido!

Parece ter chegado agora ao futebol mas o país anda a demitir-se há um ror de anos! O primeiro-ministro Costa, num reconhecimento tardio de que perdeu as eleições recusa-se a tomar posse e a assumir responsabilidades. Desgraças, maçadas, não é nada com ele. Ainda há pouco disse aos microfones que era impossível restaurar as carreiras dos professores (estamos a falar de dinheiro) porque isso é um problema histórico! E olhou para trás! Nove anos de congelamento deve ser com o Passos Coelho que pelos vistos ainda está em funções. Legionelas, comes e bebes nos cemitérios, chamem o Passos. 

No entanto alguma coisa está a mover-se! Fora daquele circuito fechado que é a nossa política o país demitido agita-se, e o polvo benfiquista está a perder tentáculos! Já há duas demissões a sério - um juiz arbitral e um conselheiro fiscal! Demissões logo saudadas como gestos nobres!  Há porém um senão, os dois cavalheiros só se demitiram porque veio a público aquilo, que se não viesse, continuava tudo na paz dos anjos! Preocupante, não acham?! É neste ponto em que estamos no que concerne ao país que ainda não de demitiu das funções que afinal não exerce. Tem a palavra a comunicação social. Comuniquem!


Saudações monárquicas

segunda-feira, novembro 13, 2017

O nacionalismo irresistível

Todos conhecem a regra do pêndulo, ele pode ser parado durante algum tempo mas a gravidade acabará por conduzi-lo ao caminho que já conhece. O internacionalismo com todas as suas globalizações esgotou-se deixando atrás de si um rasto de morte e destruição. O homem não se transformou assim tanto e as velhas proclamações soam a falso. ‘Povos de todo o mundo uni-vos’ ou a 'morte do capitalismo’ não aconteceram. Pelo contrário, quem olhar hoje para a China Popular pode dizer que é o capitalismo que mantém aquele paradoxo. Os mandarins aguardam pacientemente a sua hora. O quadro fica completo quando o próprio polícia do mundo abdica da sua missão. O lema americano é o seguinte: Defendam-se com as armas que eu vos vendo.

Por tudo isto e muito mais os nacionalismos derrotados na última guerra estão de volta e vão ganhar. Nem é preciso ser adivinho. Basta olhar para a nossa casa e perguntar: - quem é que vai querer pagar impostos para os pançudos de Lisboa andarem em jantaradas no meio dos mortos?!

segunda-feira, novembro 06, 2017

O factor Alba!

O regresso às origens alimenta-se da memória e faz parte dos ciclos históricos. Até aqui não há novidade. Nesse sentido é admissível prever que a união europeia deixe a Europa em frangalhos, mais dividida e pior do que aquela que encontrou. O Brexit é um sinal disso com a monarquia inglesa a antecipar-se ao desastre. E por falar em desastres esta fuga do catalão Puigdemont para os países baixos encerra alguns riscos para a integridade da união europeia. Com efeito, entra pelos olhos dentro que o verdadeiro motor dos chamados independentistas é o seu ódio infantil a Madrid e a tudo o que tenha a ver com Castela! Como se o tempo tivesse parado, como se o Duque de Alba ainda fosse vivo, como se os catalães fossem flamengos! Não foi portanto por acaso que Puigdemont quis ser ouvido por um juiz flamengo e que as suas declarações fossem transcritas em holandês! Este comportamento irresponsável, que se inscreve fácilmente num crime de alta traição à Catalunha e à constituição espanhola, pode no entanto pôr em cheque as relações entre a Bélgica e a Espanha, e a partir daí acentuar divisões na própria Bélgica. Muito depende do que a justiça belga fizer neste caso. Se resolver dar asas à irresponsabilidade a Bélgica fica com um problema maior que a Catalunha. E esta união europeia acabou. 


Saudações monárquicas  

domingo, novembro 05, 2017

República da Catalunha – uma causa fracturante!

Se a ideia fosse estabelecer, restaurar, no limite, implantar um principado eu até podia compreender desde que evidentemente o príncipe existisse e com ele o princípio fundador. Agora tentar separar-se da comunidade hispânica, das autonomias constituintes e constituídas, através de uma república isso só pode ser uma brincadeira, um filme de ficção, ou um erro infantil. Mas é sobretudo uma causa fracturante e que dividiria irremediavelmente a Catalunha. Dividiria em termos ideológicos e em termos físicos muito embora as fronteiras da Catalunha não existam ou sejam apenas imaginárias. Em termos ideológicos a fractura far-se-ia entre os querem continuar a ser espanhóis e os que não querem, com a agravante destes últimos ainda não terem decidido a que outra grande cultura querem pertencer. Afirmar-se europeu não chega, é apenas uma fuga para a frente. Vão querer ligar-se à França e passar a falar francês em vez de castelhano?! Irão optar pelo italiano?! Quiçá, pelo português?! Mas façam o que fizerem, decidam o que decidirem uma coisa é certa – haverá pelo menos metade dos catalães que não estarão pelos ajustes. E a cada eleição a coisa pode piorar. É isso que a história universal nos ensina sobre os regimes republicanos. Em democracia, evidentemente. Em ditadura é outra história. Duram mais mas acabam pior.



Saudações monárquicas 

segunda-feira, outubro 30, 2017

O equívoco do pasteleiro!

Proveniente de uma família ligada à pastelaria, Puigdmont confundiu os acontecimentos de 1640 com os tempos presentes! Digamos que confundiu as receitas. Terá lido alguma coisa sobre a restauração, sobre o número de conjurados, apenas quarenta, contou com a actual fragilidade do Partido Popular e daqui partiu para a independência! Enganou-se redondamente. Madrid reagiu e o pasteleiro de Girona vai continuar a vender merengues.

Falemos agora dos equívocos. Em primeiro lugar Portugal já levava alguns séculos de independência política quando nas Cortes de Almeirim ficou decidido colocar as duas coroas na cabeça de Filipe II. Em segundo lugar ambos os países eram detentores de vastos impérios coloniais, impérios diferenciados, e foram estes impérios o motivo maior da jornada de 1640. A Catalunha nunca teve nada disto, nem independência nem império e as referências históricas ou identitárias que possa ter não são comparáveis com as que a Espanha oferece.

Assim o único traço comum entre a revolta portuguesa e a recente revolta catalã reside no carácter elitista das mesmas. Em Lisboa sentia-se o prejuízo que a união ia produzindo nas nossas colónias, sucessivamente atacadas pelos inimigos da Espanha, enquanto na Catalunha o problema é de abastança! Uma pequena minoria, sem quaisquer problemas económicos, quer obrigar a maioria a deixar de ser espanhola para ser apenas catalã! O que é ser apenas 'catalã', ninguém sabe, ninguém consegue explicar, nem os próprios independentistas!



Saudações monárquicas

sábado, outubro 28, 2017

O adultério, a Catalunha, e a greve!

Em primeiro lugar situemos a questão. Adultério e adulterar são o substantivo e o verbo da corrupção e do acto de falsificar. Daqui podemos concluir que as várias manifestações que hoje decorrem contra o acórdão do juiz Neto de Moura são objectivamente favoráveis ao adultério e à corrupção. Que outra conclusão se pode tirar?! O que até se compreende em se tratando da esquerda. Para ela o adultério não existe. A ‘bíblia’ que segue foi escrita na antiga URSS e aí vigoravam as relações colectivas.

Sem mudarmos de assunto, e aqui mesmo ao lado, temos assistido em directo ao adultério da Catalunha! Desde a corrupção democrática à falsificação do voto popular tudo tem valido para sequestrar a opinião pública. A maioria silenciosa como é costume nestes casos está por enquanto silenciosa. Mas pode haver violência doméstica. É o mais certo.

E por fim uma nota sobre a corrupção da república e dos seus leais servidores. A greve dos funcionários foi a resposta ‘eleitoral’ do PCP quer ao PS quer ao Bloco! E veio demonstrar mais uma vez o tipo de governo que temos e o calibre de quem o apoia. Como sempre disse trata-se de um embuste político que sairá muito caro ao país. A boa notícia é que será talvez o último governo de esquerda da terceira república.



Saudações monárquicas