quinta-feira, agosto 17, 2017

Portugal debaixo de fogo!

Em tempos sugeri, e usando uma ironia hoje ultrapassada, que o governo deveria assumir a direcção dos incêndios em lugar de andar sempre a correr atrás do prejuízo! Era uma ideia lógica, prática, bastando dividir o país em quadrícula e ir incendiando metodicamente a floresta nacional. Não haveria riscos para as populações, que devidamente avisadas evacuariam o local e os bombeiros fariam o seu trabalho com outra limpeza e segurança. Ficava também feito o tantas vezes prometido reordenamento do território e verdadeiramente a única prejudicada seria a comunicação social. Nomeadamente as televisões que teriam que substituir o relato dos fogos por mais relatos de futebol.

Não sendo assim, vamos ter disto por muitos anos. A fazer lembrar a guerra insolúvel entre o gato e o rato. Em que os ratos, como o nome indica, ganham sempre.

quinta-feira, agosto 10, 2017

Nódoas difíceis...

Por esta hora anda a ministra dos fogos às voltas com a lavandaria república a ver se os relatórios batem certo com o detergente! Não é fácil. No programa de lavagem existem pessoas e instituições acima de qualquer suspeita e que por essa razão não podem ser responsabilizadas. Casos do governo, amigos e parentes do mesmo, ou simples apoiantes. Aqui a situação parece mais ou menos controlada e a velha máquina republicana faz o que costuma fazer. Responsabiliza as condições climatéricas ou entidades do tipo SIRESP, suficientemente abstractas e sem bilhete de identidade.

O problema surge com a GNR, guarda pretoriana do regime, logo, instituição que não convém hostilizar. Mas na verdade mesmo abusando do detergente existem testemunhos vivos que referem dois guardas-republicanos a encaminhar os carros para a estrada fatídica. Que fazemos então?! A lavandaria encravou.

É claro que ninguém quer culpar dois soldados da GNR que no meio da confusão total, sem comunicações e sem comando, tentaram dar o seu melhor. O que nós queríamos e esperávamos é que a ministra se demitisse assumindo assim a responsabilidade total pelos acontecimentos. É o que costuma acontecer nos países a sério, que não perdem tempo com relatórios cirúrgicos a ver se ninguém se chamusca. ´


Saudações monárquicas

sexta-feira, agosto 04, 2017

A histeria do dinheiro!

Eh pá, já não posso ouvir falar em dinheiro, é demais! Vomito Neymar em todos os telejornais, em todas as lojas em todos os comentários, e verdade se diga que sempre enjoei Ronaldo e os seus exorbitantes (e lamentáveis) sinais exteriores de fortuna. Vomito a parolice nacional de joelhos em adoração a tudo o que soe a vil metal! Marcelo por amor de Deus não vás ao Porto condecorar o Neymar, ele foi só fazer exames médicos, está em trânsito para Paris, e aí sim será recebido com todas as honras pela república da bastilha! A torre Eiffel iluminada, e o incontornável Macron na fotografia com o pessoal do Catar! O que é que aconteceu?! Uma transferência milionária que por certo salvará a França! Quarenta séculos de provincianismo vos contemplam! Já perceberam porque é que sou monárquico?!
Até os americanos que inventaram a febre do dólar foram mais comedidos! E no mesmo dólar inscreveram a frase libertadora – in God we trust!
Isto aqui na Europa está do piorio. Volta Moisés, volta para a montanha, e leva contigo as tábuas da lei. Com tanto bezerro de ouro, o melhor é trazeres uma arma de destruição maciça. Mas das verdadeiras.


Saudações monárquicas   

segunda-feira, julho 31, 2017

Uma fotografia republicana

A república portuguesa tal como a francesa ou a russa, para não ir mais longe, assentam no crime. Todas elas assassinaram o rei, um rei inocente, eleito pela história e pela tradição. A partir daí e para esconderem esse pecado original começaram a mentir. Começou a propaganda. Diga-se em abono da verdade e para sermos justos que dos três países visados, nem todos mentiram (ou mentem) da mesma maneira.

Enquanto a Rússia já pediu desculpa pelo acto e canonizou a família real martirizada pelos bolcheviques, a França prossegue impune na sua propaganda e celebra todos os anos, com pompa e circunstância, a data que simboliza a guerra civil e o crime. Portugal neste aspecto fica-se pelo ‘nim’! Nem assume o crime nem pede desculpa! Disfarça! E por conseguinte mente a dobrar! A provar o que afirmo basta tirar uma selfie ao país que temos hoje:

O governo é uma mentira, quem escolheu o primeiro-ministro foi o parlamento contrariando a vontade expressa nas urnas pelos portugueses. É constitucional?! É porque a constituição é também ela uma mentira, vai a caminho do socialismo… quando lhe convém.

O presidente da república se não é uma mentira é a quadratura do círculo! Filho de um ministro da ditadura, e afilhado do último primeiro-ministro da mesma, não lhe fica bem dizer mal da ditadura onde medrou nem da família que o educou. Mas disse.

A assembleia da república é uma Câmara Corporativa onde têm assento predominante os representantes do funcionalismo público. As chamadas profissões liberais, estão organizadas em matilhas, e trabalham para o estado que lhes encomenda tudo, incluindo as leis.
A actividade privada em Portugal é um mistério sendo difícil encontrar alguém que sobreviva sem uma ligação pecuniária ao mesmo estado.

Os tribunais normalmente não funcionam e quando funcionam é para protegerem a nomenclatura republicana.

Finalmente a população, o povo, atendendo ao que foi dito no capítulo da actividade privada, continua a viver como dantes: - ou emigra ou fica por cá, dependente, sem correr riscos, e com a única ambição de ser funcionário público. Se possível nascer já com um vínculo ao estado. Nesta perspectiva podemos dizer que é monárquico por natureza!

Não termino sem uma palavrinha sobre o futebol, fundamental para a propaganda do regime, e para dizer que está práticamente nacionalizado. Os clubes estão em falência técnica e só não acabam porque os bancos entretanto nacionalizados não deixam.

Há aí alguém que não esteja na fotografia?! Respostas a este apartado.



Saudações monárquicas   

sexta-feira, julho 28, 2017

Políticos ou comentadores de futebol?!

Sou insuspeito porque sempre gostei de futebol e quem gosta de futebol, fala e discute futebol com os amigos. Até podia ir à televisão dar uns palpites, nomeadamente sobre o Belenenses que é o meu clube. Único clube, nada de confusões. Mas ninguém me convida e pela anormalidade dos comentadores que frequentam aqueles espaços acho que é mais por ser do Belenenses que por causa das minhas hipotéticas opiniões.

Dito isto e se por acaso fosse chamado a desempenhar cargo de estado, seja por nomeação seja por eleição, nunca mais me passaria pela cabeça vir a público comentar ou opinar sobre futebol. Poderia, se os afazeres me permitissem ir ver algum jogo ao Restelo (onde mantenho lugar cativo) mas sempre com a descrição aconselhável. E se questionado, mais uma vez em público, sobre algum caso concreto, abster-me-ia de dar opinião. É assim que eu entendo os direitos, os deveres e as limitações dos políticos.

Ora não é nada disto que se passa hoje em dia em Portugal, antes pelo contrário! Já me referi em anterior postal ao jantar dos ‘deputados do Benfica’ com o respectivo presidente, não o da assembleia da república, o que seria em todo o caso um absurdo, mas com o Vieira, presidente do Benfica! Estranhíssimo grupo, diga-se, composto por deputados de todos os partidos com excepção, talvez, dos animais.

Também já vimos, porque vem noticiado em todos os jornais, as vergonhas por que passam membros do governo (e outros políticos) para irem ver (à borla) jogos de futebol no estrangeiro!

E vemos tantas vezes, eu diria vezes de mais, figuras de estado a passearem-se nos camarotes dos principais estádios do país.

E vou repetir-me: - nada disto dignifica a política e o futebol.

Mas ainda não tínhamos visto tudo!

Ontem ao sintonizar os canais de notícias, que nesta época só dão fogos ou futebol, qual não é o meu espanto quando vejo que aquilo estava repleto de políticos a falarem de bola! Ainda conferi se era o canal Parlamento, mas não, eram mesmo os deputados a discutirem os plantéis dos seus clubes! Dos três grandes clubes que os outros não contam.

Na RTP 3 peroravam Frasquilho, Diogo Feio e o Nuno Magalhães; na CMTV e à mesma hora estavam o Telmo Correia e o Hélder Amaral! Feitas as contas o CDS estava em maioria absoluta, aqui, na bola, porque na realidade um partido que ainda não percebeu que não é para falar de bola que os portugueses elegem os deputados, um partido assim, nunca vai perceber porque é que não cresce!


Mas o problema é geral. E alguém tem que pôr mão nisto. E acabar com mais esta promiscuidade.


Saudações monárquicas

terça-feira, julho 25, 2017

Ciganos, multiculturalismo e outros equívocos…

Antes do mais uma afirmação categórica: - quem fabricou o Brasil tem pouco a aprender seja com quem for sobre ‘multiculturalismo’ ou outro palavrão do género. Com efeito, o Brasil terá muitos problemas para resolver mas nenhum tem a ver com a integração cultural. Dito isto convém acrescentar que o ‘milagre’ só foi possível porque nele participaram duas forças que são integradoras por natureza: - a monarquia e o catolicismo. Aliás toda a herança colonial portuguesa beneficia desses dois factores e é por isso que (ainda) não sofremos nas nossas cidades e vilas aquilo que outros povos colonizadores já vão sofrendo.

Mas o tempo passou e hoje vivemos em pleno período laico, republicano e socialista, trilogia fatal que nega a tradição e onde sobrelevam os aspectos impositivos e desagregadores. E podíamos começar pela França e pela incapacidade que revela para integrar os seus descolonizados islamitas, mas fico-me pelo exemplo mais comezinho dos ciganos que sempre aqui existiram e viveram!

E a pergunta é: - o que mudou afinal para os ciganos serem hoje um problema que não eram?! Ou dito de outra forma, porque é que o estado de direito não consegue (hoje) aplicar a lei aos ciganos?!

As respostas são todas elas más e nem o Ventura se salva! Explico: - o problema da integração só resulta se concorrerem duas situações: - a cultura da comunidade dominante (ou acolhedora, se preferirem) é suficientemente forte e clara em termos de princípios e valores partilhados e nesse sentido fácilmente assimilável por quem pretende integrar-se; e como segunda condição, porque é forte, resiste à tentação de liquidar a outra cultura, respeitando nela aqueles aspectos que identificam a diferença.

Ora não é nada disto que se passa em relação à nossa cultura onde a moda é aprovar leis fracturantes cujo nome diz tudo em termos de acolhimento geral. Portanto não se espere que comunidades que ainda respeitam as suas tradições se disponibilizem para se suicidarem colectivamente. Se nós estamos disponíveis para isso eles não estão. Daí também a atitude de contemporização do estado em relação ao incumprimento destas leis cada vez mais discutíveis e cada vez mais fracturantes. Sabendo disso, dessa fragilidade do estado, o cigano abusa ainda mais do incumprimento. E é nisto que estamos.

Aliás e porque o artigo vai mais longo do que eu queria termino com uma espécie de anedota que talvez nos faça pensar nos caminhos que queremos percorrer no futuro: - num dos dez mandamentos, Deus proíbe o homem de cobiçar a mulher do próximo. Mas tal mandamento só é possível de cumprir se a mulher do próximo não aparecer permanentemente semi despida (embora dentro da lei) à nossa frente!
Esta é a lógica da vestimenta das mulheres do Islão e também de muitas outras etnias entre elas a cigana.
E de novo a pergunta: - queremos cumprir o mandamento ou não queremos?! 


Saudações monárquicas

sexta-feira, julho 21, 2017

O caso Ventura!

André Ventura é um jovem advogado e pode ser visto na CMTV a comentar quase tudo incluindo futebol. Fluente como deve ser um advogado tem um defeito de origem que o prejudica mas que ele não sabe. Vou deixar o defeito para o fim porque entretanto Ventura ocupou o espaço mediático com a sua candidatura à Câmara de Loures!

O que fez e o que disse o candidato para de repente ser assim catapultado aos píncaros da fama?! Para o melhor e para o pior. Pois bem André Ventura fez referência aos possíveis abusos em matéria de subsídios camarários que acabam por beneficiar sempre os mesmos, no caso a comunidade cigana. Uma verdade que por temor de represálias ninguém quer admitir.

Tanto bastou para ser comparado a Hitler, o CDS retirou-lhe o apoio e os barões (e as baronesas) do PSD criticam Passos Coelho por não ter feito o mesmo! E como se não bastasse até o Costa primeiro-ministro lhe chamou racista! Ventura reagiu e sem papas na língua disse de Costa o que Mafoma não disse do toucinho!

A partir daqui é natural que eu tenha esquecido o defeito original do Ventura e tenha começado a simpatizar com a sua maneira de estar na política! Desde logo por falar verdade aos eleitores e em segundo lugar por não se ter agachado perante a onda politicamente correcta que ameaça afogá-lo.

É aqui que estamos e se o rapaz não vacilar pode até contribuir para o necessário desmantelamento da velha estrutura partidária em que assenta a terceira república, a saber: - dois partidos socialistas , um de esquerda (PS) e outro a fingir que não é (PSD), esquema a que se junta o partido do táxi que também não sabe virar à direita! PCP e Bloco completam o museu republicano.

Só por isto a sua candidatura já valeu. Assim Passos Coelho o mantenha e lhe siga o exemplo.


Saudações monárquicas



Nota básica: O defeito do Ventura afinal não o vou revelar. Mas posso dar-lhe umas dicas: - se quiser ter uma carreira política afaste-se rápidamente do comentário futebolístico e guarde para si os estados de alma. Tome especial cuidado com polvo e com os emails. E em vez da cartilha, leia o Interregno.