quinta-feira, setembro 14, 2017

Liga Ibérica!

Dizem os alquimistas que o que está em cima é igual ao que está em baixo e uma das interpretações possíveis da frase pode ser esta: - falar do futebol português é o mesmo que falar da nossa política. Eu sei que muita gente torce o nariz ao futebol, e aos seus frequentadores, mas meter a cabeça na areia não resolve nada.

Ora bem, foi agora a vez de Proença, presidente da liga portuguesa de futebol, anunciar com pompa e circunstãncia que o campeonato ibérico é uma realidade cada vez mais próxima!
Se juntarmos esta notícia a outra que dá conta da eleição de um alto dirigente do Benfica para a ECA* (associação dos grandes clubes da Europa em prol de um campeonato europeu) ficamos com a ideia de três coisas ao mesmo tempo:

Em primeiro lugar que estamos dispostos a tudo para emigrarmos para qualquer campeonato que não seja o nosso! Em segundo lugar que entrámos na fase delirante dos fidalgos falidos! Em terceiro lugar fica agora claro que quer a Liga quer a Federação pouco lhes interessa o campeonato doméstico ou as suas escandalosas desigualdades. Eles estão noutra!

Haveria uma quarta conclusão a tirar e essa prende-se com a ignorância e a estupidez de quem nos dirige! Era evidente que a união europeia seria para nós, mais tarde ou mais cedo, uma mera união ibérica, cenário que já vivemos no período filipino. Pensar agora que sem rei nem roque podemos integrar (ou liderar!) qualquer organização supra nacional sem pormos em causa a nossa própria independência e identidade, só os idiotas é que podem pensar assim! Os idiotas e os traidores, obviamente.

Saudações patrióticas


*O portista Fernando Gomes, actual presidente da Federação, também já foi dirigente da ECA.

segunda-feira, setembro 11, 2017

Fases…

‘Tenho fases como a lua, fases de andar escondida, fases de vir para a rua, perdição da minha vida, perdição da vida minha, tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha …’, lua adversa da poetisa Cecília Meireles e como eu a compreendo! Mesmo no masculino, azul-bebé, Porto Editora! Sem querer excitar obviamente a opinião pública. Mas estou naquela fase em que até o interregno começa a perder sentido! O tempo é de ameaças! A Espanha ameaça desfazer-se, Trump ameaça a Coreia, um furacão ameaça as Caraíbas, Kim ameaça o mundo! Portugal ameaça tornar-se um estado pária, e apesar da sorte grande do turismo o futuro é incerto e por isso ninguém poupa. A dívida aumenta. Neste dilema jogamos à batota e discutimos o árbitro. O árbitro que não existe! Porque o único árbitro é o rei.


Saudações monárquicas

segunda-feira, setembro 04, 2017

A democracia é isto?!

A democracia é ter trinta jornais e todos repetirem a mesma coisa?! E dizem a mesma coisa porque são todos controlados pelas mesmas cliques, grupos organizados, maçonarias, como lhes queiram chamar. O que se diz dos jornais pode dizer-se da televisão e ainda com mais rigor! Basta para tanto assistir ao que ali se debita e desligar rápidamente o aparelho. Mas há quem veja e goste, dirão uns, porque senão os respectivos canais já tinham falido. Ora aqui está uma grande mentira! Na verdade uma das particularidades das ‘ditaduras democráticas’ é continuarem a funcionar independentemente das leis do mercado! Sirva de prova número um o facto de países como Portugal, Grécia, etc, continuarem a viver alegremente com uma dívida monstruosa! E chegamos ao nó do problema ‘democrático’, a saber: - é que, aparentemente, tanto faz votar na esquerda como na direita, porque afinal quem governa são sempre os mesmos! Veja-se mais uma vez o caso de Portugal que tem um primeiro-ministro que perdeu as eleições, tem um governo de índole comunista, que é duvidoso que corresponda à vontade da maioria dos portugueses, e digo isto porque uma das justificações para aderirmos à união europeia foi precisamente evitar que em Portugal, a seguir ao 25 de Abril, se instalasse uma ditadura comunista! Pois agora é o próprio BCE, espécie de super estrutura soviética, que patrocina este ou qualquer governo desde que lhe paguem as quotas! E a quota é hoje como se sabe um défice abaixo dos 3%!
Concluindo e esta conclusão não é nova, já a enunciou Bukovsky quando comparou a união soviética à união europeia. As suas palavras são elucidativas – ‘Eu já vivi o vosso futuro’!


Saudações monárquicas



Nota: O professor Cavaco Silva na sua mais recente intervenção veio mais uma vez defender a união e o euro agitando a imagem do caos para quem se atreva a sair do sistema! Não concordo e explico: em primeiro lugar a Inglaterra, embora não pertença ao euro, está a sair da união e não me consta que os ingleses sejam estúpidos. Em segundo lugar, e como referi acima, o pressuposto de nos livrarmos das ditaduras socialistas caiu por terra desde que Tsipras governa a Grécia e a geringonça governa Portugal! Diz-se que cumprem o requisito do défice, mas então e o resto?! Onde é que pagar as quotas garante a salubridade de alguma coisa?! Seja pessoa, seja país?! Quando dermos por ela, talvez seja tarde.

quarta-feira, agosto 23, 2017

Ontem

Saía da praia, uma experiência cada vez menos recomendável, quando um grupo de rapazolas me fez sinal na berma da estrada, queriam boleia, provávelmente até à portagem que dá acesso às praias de São João da Caparica. Eram quatro ou cinco e achei que não cabiam no carro, tão velhinho quanto eu, e disse que não com a cabeça. Ainda ouvi um princípio de insulto e logo a seguir uma explicação – é um velho! Segui caminho a pensar naquilo e, como diria o poeta - ´’o universo reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu”. 

quinta-feira, agosto 17, 2017

Portugal debaixo de fogo!

Em tempos sugeri, e usando uma ironia hoje ultrapassada, que o governo deveria assumir a direcção dos incêndios em lugar de andar sempre a correr atrás do prejuízo! Era uma ideia lógica, prática, bastando dividir o país em quadrícula e ir incendiando metodicamente a floresta nacional. Não haveria riscos para as populações, que devidamente avisadas evacuariam o local e os bombeiros fariam o seu trabalho com outra limpeza e segurança. Ficava também feito o tantas vezes prometido reordenamento do território e verdadeiramente a única prejudicada seria a comunicação social. Nomeadamente as televisões que teriam que substituir o relato dos fogos por mais relatos de futebol.

Não sendo assim, vamos ter disto por muitos anos. A fazer lembrar a guerra insolúvel entre o gato e o rato. Em que os ratos, como o nome indica, ganham sempre.

quinta-feira, agosto 10, 2017

Nódoas difíceis...

Por esta hora anda a ministra dos fogos às voltas com a lavandaria república a ver se os relatórios batem certo com o detergente! Não é fácil. No programa de lavagem existem pessoas e instituições acima de qualquer suspeita e que por essa razão não podem ser responsabilizadas. Casos do governo, amigos e parentes do mesmo, ou simples apoiantes. Aqui a situação parece mais ou menos controlada e a velha máquina republicana faz o que costuma fazer. Responsabiliza as condições climatéricas ou entidades do tipo SIRESP, suficientemente abstractas e sem bilhete de identidade.

O problema surge com a GNR, guarda pretoriana do regime, logo, instituição que não convém hostilizar. Mas na verdade mesmo abusando do detergente existem testemunhos vivos que referem dois guardas-republicanos a encaminhar os carros para a estrada fatídica. Que fazemos então?! A lavandaria encravou.

É claro que ninguém quer culpar dois soldados da GNR que no meio da confusão total, sem comunicações e sem comando, tentaram dar o seu melhor. O que nós queríamos e esperávamos é que a ministra se demitisse assumindo assim a responsabilidade total pelos acontecimentos. É o que costuma acontecer nos países a sério, que não perdem tempo com relatórios cirúrgicos a ver se ninguém se chamusca. ´


Saudações monárquicas

sexta-feira, agosto 04, 2017

A histeria do dinheiro!

Eh pá, já não posso ouvir falar em dinheiro, é demais! Vomito Neymar em todos os telejornais, em todas as lojas em todos os comentários, e verdade se diga que sempre enjoei Ronaldo e os seus exorbitantes (e lamentáveis) sinais exteriores de fortuna. Vomito a parolice nacional de joelhos em adoração a tudo o que soe a vil metal! Marcelo por amor de Deus não vás ao Porto condecorar o Neymar, ele foi só fazer exames médicos, está em trânsito para Paris, e aí sim será recebido com todas as honras pela república da bastilha! A torre Eiffel iluminada, e o incontornável Macron na fotografia com o pessoal do Catar! O que é que aconteceu?! Uma transferência milionária que por certo salvará a França! Quarenta séculos de provincianismo vos contemplam! Já perceberam porque é que sou monárquico?!
Até os americanos que inventaram a febre do dólar foram mais comedidos! E no mesmo dólar inscreveram a frase libertadora – in God we trust!
Isto aqui na Europa está do piorio. Volta Moisés, volta para a montanha, e leva contigo as tábuas da lei. Com tanto bezerro de ouro, o melhor é trazeres uma arma de destruição maciça. Mas das verdadeiras.


Saudações monárquicas   

segunda-feira, julho 31, 2017

Uma fotografia republicana

A república portuguesa tal como a francesa ou a russa, para não ir mais longe, assentam no crime. Todas elas assassinaram o rei, um rei inocente, eleito pela história e pela tradição. A partir daí e para esconderem esse pecado original começaram a mentir. Começou a propaganda. Diga-se em abono da verdade e para sermos justos que dos três países visados, nem todos mentiram (ou mentem) da mesma maneira.

Enquanto a Rússia já pediu desculpa pelo acto e canonizou a família real martirizada pelos bolcheviques, a França prossegue impune na sua propaganda e celebra todos os anos, com pompa e circunstância, a data que simboliza a guerra civil e o crime. Portugal neste aspecto fica-se pelo ‘nim’! Nem assume o crime nem pede desculpa! Disfarça! E por conseguinte mente a dobrar! A provar o que afirmo basta tirar uma selfie ao país que temos hoje:

O governo é uma mentira, quem escolheu o primeiro-ministro foi o parlamento contrariando a vontade expressa nas urnas pelos portugueses. É constitucional?! É porque a constituição é também ela uma mentira, vai a caminho do socialismo… quando lhe convém.

O presidente da república se não é uma mentira é a quadratura do círculo! Filho de um ministro da ditadura, e afilhado do último primeiro-ministro da mesma, não lhe fica bem dizer mal da ditadura onde medrou nem da família que o educou. Mas disse.

A assembleia da república é uma Câmara Corporativa onde têm assento predominante os representantes do funcionalismo público. As chamadas profissões liberais, estão organizadas em matilhas, e trabalham para o estado que lhes encomenda tudo, incluindo as leis.
A actividade privada em Portugal é um mistério sendo difícil encontrar alguém que sobreviva sem uma ligação pecuniária ao mesmo estado.

Os tribunais normalmente não funcionam e quando funcionam é para protegerem a nomenclatura republicana.

Finalmente a população, o povo, atendendo ao que foi dito no capítulo da actividade privada, continua a viver como dantes: - ou emigra ou fica por cá, dependente, sem correr riscos, e com a única ambição de ser funcionário público. Se possível nascer já com um vínculo ao estado. Nesta perspectiva podemos dizer que é monárquico por natureza!

Não termino sem uma palavrinha sobre o futebol, fundamental para a propaganda do regime, e para dizer que está práticamente nacionalizado. Os clubes estão em falência técnica e só não acabam porque os bancos entretanto nacionalizados não deixam.

Há aí alguém que não esteja na fotografia?! Respostas a este apartado.



Saudações monárquicas   

sexta-feira, julho 28, 2017

Políticos ou comentadores de futebol?!

Sou insuspeito porque sempre gostei de futebol e quem gosta de futebol, fala e discute futebol com os amigos. Até podia ir à televisão dar uns palpites, nomeadamente sobre o Belenenses que é o meu clube. Único clube, nada de confusões. Mas ninguém me convida e pela anormalidade dos comentadores que frequentam aqueles espaços acho que é mais por ser do Belenenses que por causa das minhas hipotéticas opiniões.

Dito isto e se por acaso fosse chamado a desempenhar cargo de estado, seja por nomeação seja por eleição, nunca mais me passaria pela cabeça vir a público comentar ou opinar sobre futebol. Poderia, se os afazeres me permitissem ir ver algum jogo ao Restelo (onde mantenho lugar cativo) mas sempre com a descrição aconselhável. E se questionado, mais uma vez em público, sobre algum caso concreto, abster-me-ia de dar opinião. É assim que eu entendo os direitos, os deveres e as limitações dos políticos.

Ora não é nada disto que se passa hoje em dia em Portugal, antes pelo contrário! Já me referi em anterior postal ao jantar dos ‘deputados do Benfica’ com o respectivo presidente, não o da assembleia da república, o que seria em todo o caso um absurdo, mas com o Vieira, presidente do Benfica! Estranhíssimo grupo, diga-se, composto por deputados de todos os partidos com excepção, talvez, dos animais.

Também já vimos, porque vem noticiado em todos os jornais, as vergonhas por que passam membros do governo (e outros políticos) para irem ver (à borla) jogos de futebol no estrangeiro!

E vemos tantas vezes, eu diria vezes de mais, figuras de estado a passearem-se nos camarotes dos principais estádios do país.

E vou repetir-me: - nada disto dignifica a política e o futebol.

Mas ainda não tínhamos visto tudo!

Ontem ao sintonizar os canais de notícias, que nesta época só dão fogos ou futebol, qual não é o meu espanto quando vejo que aquilo estava repleto de políticos a falarem de bola! Ainda conferi se era o canal Parlamento, mas não, eram mesmo os deputados a discutirem os plantéis dos seus clubes! Dos três grandes clubes que os outros não contam.

Na RTP 3 peroravam Frasquilho, Diogo Feio e o Nuno Magalhães; na CMTV e à mesma hora estavam o Telmo Correia e o Hélder Amaral! Feitas as contas o CDS estava em maioria absoluta, aqui, na bola, porque na realidade um partido que ainda não percebeu que não é para falar de bola que os portugueses elegem os deputados, um partido assim, nunca vai perceber porque é que não cresce!


Mas o problema é geral. E alguém tem que pôr mão nisto. E acabar com mais esta promiscuidade.


Saudações monárquicas

terça-feira, julho 25, 2017

Ciganos, multiculturalismo e outros equívocos…

Antes do mais uma afirmação categórica: - quem fabricou o Brasil tem pouco a aprender seja com quem for sobre ‘multiculturalismo’ ou outro palavrão do género. Com efeito, o Brasil terá muitos problemas para resolver mas nenhum tem a ver com a integração cultural. Dito isto convém acrescentar que o ‘milagre’ só foi possível porque nele participaram duas forças que são integradoras por natureza: - a monarquia e o catolicismo. Aliás toda a herança colonial portuguesa beneficia desses dois factores e é por isso que (ainda) não sofremos nas nossas cidades e vilas aquilo que outros povos colonizadores já vão sofrendo.

Mas o tempo passou e hoje vivemos em pleno período laico, republicano e socialista, trilogia fatal que nega a tradição e onde sobrelevam os aspectos impositivos e desagregadores. E podíamos começar pela França e pela incapacidade que revela para integrar os seus descolonizados islamitas, mas fico-me pelo exemplo mais comezinho dos ciganos que sempre aqui existiram e viveram!

E a pergunta é: - o que mudou afinal para os ciganos serem hoje um problema que não eram?! Ou dito de outra forma, porque é que o estado de direito não consegue (hoje) aplicar a lei aos ciganos?!

As respostas são todas elas más e nem o Ventura se salva! Explico: - o problema da integração só resulta se concorrerem duas situações: - a cultura da comunidade dominante (ou acolhedora, se preferirem) é suficientemente forte e clara em termos de princípios e valores partilhados e nesse sentido fácilmente assimilável por quem pretende integrar-se; e como segunda condição, porque é forte, resiste à tentação de liquidar a outra cultura, respeitando nela aqueles aspectos que identificam a diferença.

Ora não é nada disto que se passa em relação à nossa cultura onde a moda é aprovar leis fracturantes cujo nome diz tudo em termos de acolhimento geral. Portanto não se espere que comunidades que ainda respeitam as suas tradições se disponibilizem para se suicidarem colectivamente. Se nós estamos disponíveis para isso eles não estão. Daí também a atitude de contemporização do estado em relação ao incumprimento destas leis cada vez mais discutíveis e cada vez mais fracturantes. Sabendo disso, dessa fragilidade do estado, o cigano abusa ainda mais do incumprimento. E é nisto que estamos.

Aliás e porque o artigo vai mais longo do que eu queria termino com uma espécie de anedota que talvez nos faça pensar nos caminhos que queremos percorrer no futuro: - num dos dez mandamentos, Deus proíbe o homem de cobiçar a mulher do próximo. Mas tal mandamento só é possível de cumprir se a mulher do próximo não aparecer permanentemente semi despida (embora dentro da lei) à nossa frente!
Esta é a lógica da vestimenta das mulheres do Islão e também de muitas outras etnias entre elas a cigana.
E de novo a pergunta: - queremos cumprir o mandamento ou não queremos?! 


Saudações monárquicas

sexta-feira, julho 21, 2017

O caso Ventura!

André Ventura é um jovem advogado e pode ser visto na CMTV a comentar quase tudo incluindo futebol. Fluente como deve ser um advogado tem um defeito de origem que o prejudica mas que ele não sabe. Vou deixar o defeito para o fim porque entretanto Ventura ocupou o espaço mediático com a sua candidatura à Câmara de Loures!

O que fez e o que disse o candidato para de repente ser assim catapultado aos píncaros da fama?! Para o melhor e para o pior. Pois bem André Ventura fez referência aos possíveis abusos em matéria de subsídios camarários que acabam por beneficiar sempre os mesmos, no caso a comunidade cigana. Uma verdade que por temor de represálias ninguém quer admitir.

Tanto bastou para ser comparado a Hitler, o CDS retirou-lhe o apoio e os barões (e as baronesas) do PSD criticam Passos Coelho por não ter feito o mesmo! E como se não bastasse até o Costa primeiro-ministro lhe chamou racista! Ventura reagiu e sem papas na língua disse de Costa o que Mafoma não disse do toucinho!

A partir daqui é natural que eu tenha esquecido o defeito original do Ventura e tenha começado a simpatizar com a sua maneira de estar na política! Desde logo por falar verdade aos eleitores e em segundo lugar por não se ter agachado perante a onda politicamente correcta que ameaça afogá-lo.

É aqui que estamos e se o rapaz não vacilar pode até contribuir para o necessário desmantelamento da velha estrutura partidária em que assenta a terceira república, a saber: - dois partidos socialistas , um de esquerda (PS) e outro a fingir que não é (PSD), esquema a que se junta o partido do táxi que também não sabe virar à direita! PCP e Bloco completam o museu republicano.

Só por isto a sua candidatura já valeu. Assim Passos Coelho o mantenha e lhe siga o exemplo.


Saudações monárquicas



Nota básica: O defeito do Ventura afinal não o vou revelar. Mas posso dar-lhe umas dicas: - se quiser ter uma carreira política afaste-se rápidamente do comentário futebolístico e guarde para si os estados de alma. Tome especial cuidado com polvo e com os emails. E em vez da cartilha, leia o Interregno.  

domingo, julho 16, 2017

O octogenário que disse duas verdades!

A corja, filhos e netos da ditadura, ouviu da boca de um octogenário ilustre, o professor Gentil Martins, duas verdades cristalinas mas que nenhum outro ilustre teve a coragem de as dizer até agora! Que a homossexualidade é uma ‘anormalidade’ e que Cristiano Ronaldo, sendo um excelente atleta ‘é um estupor moral’! Dois factos irrefutáveis que dispensam prova, ambos extraídos directamente da natureza onde o normal é nascermos quando há um pai e uma mãe, e depois de nascermos o normal é ter mãe! Caiu o Carmo e a Trindade! A religião do nosso tempo, dizem, pode ter sido atingida. As sacerdotisas agitam-se, há inquéritos a correr!

Noutro registo – A esquerda gosta de falar de Galileu e dos preconceitos que enfrentou a propósito de verdades que entram pelos olhos dentro! Mas há verdades que a esquerda não vê nem quer ver.



Saudações monárquicas    

domingo, julho 09, 2017

O movimento das espadas…

Esteve para acontecer mas não aconteceu! Uma oportuna notícia sobre um caso de corrupção nas messes da Força Aérea, ou outro motivo qualquer, terão desmobilizado o intento inicial. Mas faz lembrar o princípio do fim da primeira república!

Estávamos em 1915, nos alvores do novo regime, e o partido democrático de Afonso Costa interferia antidemocraticamente em tudo! Uma dessas interferências, a transferência abusiva de um major, situação aparentemente sem importância, acabou por despoletar um movimento de solidariedade protagonizado pelos oficiais do Regimento de Cavalaria da Ajuda que dirigindo-se ao Palácio de Belém, entregaram as suas espadas ao presidente Manuel Arriaga. Esta acção ficou na altura conhecida pelo ‘Movimento das Espadas’!

Os oficiais intervenientes foram presos sob a acusação de pretenderem o regresso da monarquia e só foram libertados porque entretanto o comandante Machado dos Santos, o herói da Rotunda, também foi entregar a sua espada a Belém!* A espada que cingiu em 1910!  
A partir daqui a primeira república e o partido democrático nunca mais tiveram o benefício da dúvida por parte da instituição militar. Nomeadamente do Exército.

Veremos então o que acontece com esta terceira república atendendo à forma de actuação do governo que nos caiu em sorte! Lá que existem parecenças entre o partido democrático de Afonso Costa e este partido socialista de António Costa, disso ninguém tem dúvidas. O mesmo apego ao poder, a mesma deriva jacobina, a mesma propaganda, o mesmo oportunismo em relação à Europa! E ainda dizem que a história não se repete…


Saudações monárquicas



*Não será abusivo concluir que as forças ocultas que dominavam o partido democrático nunca terão perdoado a nobreza do gesto de Machado dos Santos que acabou barbaramente assassinado na noite sangrenta de 1921. 

quinta-feira, julho 06, 2017

Inimputáveis e mentirosos!

É próprio das crianças serem inimputáveis e compreendemos as razões – o cérebro ainda não se desenvolveu o suficiente e por isso as respectivas funções estão diminuídas. O sentido crítico e tudo o que envolva juízos morais de conduta são as facetas mais visíveis dessa vulnerabilidade, daí que as crianças quando apanhadas a fazer disparates tenham tendência para mentir e culpar o menino do lado! Ou então fogem e escondem-se. As coisas entretanto complicam-se quando, pela aparência, julgamos estar perante um adulto e afinal não estamos! Um erro frequente em sociedades cujo regime político prefere infantilizar as pessoas em lugar de estimular as funções mais nobres do cérebro humano! E isto tem consequências. Nomeadamente nas escolhas. Não é pois de admirar que uma população infantil escolha para seu desgoverno e distracção, políticos também infantis e por consequência inimputáveis. É o mais natural.


Saudações monárquicas

terça-feira, julho 04, 2017

Governo de férias!

Em circunstâncias normais este governo ir de férias seria sempre uma boa notícia para os portugueses! Acontece que as circunstâncias não podem ser piores: - o país ainda vivia a tragédia de Pedrogão quando foi surpreendido por um assalto aos paióis nacionais com as consequências que se imaginam! É portanto neste contexto que o primeiro-ministro resolve ir a banhos deixando no ar uma série de interrogações sobre tão insólito comportamento! Mas este comportamento só é insólito para quem acreditou que um homem que perdeu as eleições e mesmo assim quis governar pode ser um primeiro-ministro confiável! Não, não pode. E não é.

E voltamos à velha questão da deficiente representação política que glosei no meu último postal. Este é um bom exemplo de como os deputados que não escolhemos* podem manipular a nossa vontade. A vontade popular.


Saudações monárquicas


*Que não escolhemos e a quem não podemos pedir contas sobre esta 'geringonça' inventada no Parlamento. Porque se bem se lembram tratou-se de uma traição ao eleitorado que na altura pensava que estava a escolher o futuro primeiro-ministro! Santa ingenuidade! A lei eleitoral foi feita para os partidos do sistema mandarem (eternamente) no país. Nós, os eleitores, somos os idiotas úteis.
















domingo, julho 02, 2017

Depois da irresponsabilidade…

Depois do caos, depois da irresponsabilidade, talvez fosse bom aprender algumas lições que vão para além dos incêndios, dos assaltos aos paióis nacionais, e da miserável propaganda do governo. Na base do falhanço português está como sempre esteve a deficiente representação política e com ela a irresponsabilidade. A irresponsabilidade política começa, como tudo na vida, pela base. E a base é a assembleia da república para onde elegemos ‘deputados’ a quem não podemos pedir responsabilidades no fim de cada mandato! Nós, eleitores, não elegemos pessoas que nos representem, elegemos listas de pseudo representantes que não conhecemos, que não escrutinámos e que façam o que fizerem se perpetuam no parlamento de acordo com a vontade do chefe partidário. Pois é ele que aprova as listas. Isto é o grau zero da democracia, o grau zero da representação! A partir daqui o resto do edifício democrático está inquinado, está ferido de morte. De vez em quando fala-se na mudança da lei eleitoral, fala-se, porque na realidade ninguém a quer mudar. Ninguém quer assumir responsabilidades.


Saudações monárquicas



Nota: Aquele lamentável ‘grupo inter parlamentar do Benfica’ só existe porque aqueles deputados sabem que aquela jantarada não vai ter consequências políticas. Na próxima legislatura lá estarão, se Deus quiser, e se for essa a vontade do chefe partidário. Quanto aos eleitores que ficaram desagradados com aquele espectáculo, esses não têm forma de mostrar o seu desagrado! Podem abster-se e facilitar ainda mais a vida à partidocracia vigente.

sexta-feira, junho 30, 2017

'Deputados do Benfica'

Com o país mergulhado num clima de suspeição de que não há memória, suspeição que não poupa nenhuma área ou actividade, por mais nobre que seja, só faltava assistirmos a um jantar de 'deputados do Benfica', jantar patrocinado pelo respectivo presidente! Repasto amplamente difundido por toda a comunicação social!
Eu sei que o Futebol Clube do Porto, tal como o Sporting também patrocinam reuniões deste género, mas isso são mais duas razões para condenarmos esta promiscuidade entre o futebol e a política, porque não faz bem nem ao futebol nem à política. Apetece até concluir que os outros clubes, os pobres coitados, e são a maioria, estão em desvantagem pois não têm deputados (destes) que os representem no órgão legislativo nacional! Será assim ou estão a pensar em estabelecer umas quotas de representação para acudir a esta absurda desigualdade?! Pois é, a partir daqui isto é tão triste e tão caricato que mete nojo e dó ao mesmo tempo!
Mas cá se fazem e cá se pagam, diz o povo e tem razão. Em próximas eleições saberemos distinguir quem merece ser deputado pela nação, e como tal se comporta, e quem não merece.


Saudações monárquicas

quinta-feira, junho 29, 2017

Diário da idolatria!

Terra de bezerros de ouro, que relincham nas arenas onde o povo enlouquecido também urra, terra onde todos os dias se inaugura uma estátua a qualquer vivente, como se fora uma divindade, é nesta terra que eu vivo, e permaneço, temente a Deus que conhece bem o barro de que sou feito.

Hoje o diário das divindades, multiplicado por muitos, diz o seguinte: - Ronaldo, o melhor goleador do mundo não teve oportunidade de brilhar na marcação das grandes penalidades pois entregou generosamente essa tarefa aos seus colegas mortais e estes falharam. Não é a primeira vez que isto acontece.
Já o Chile, onde não existem divindades, mandou avançar o seu capitão Arturo Vidal responsabilizando-o pela marcação da primeira grande penalidade.
O diário continua e acrescenta que nenhum jornalista português questionou o facto nem o vai questionar porque isso poderia incomodar a divindade.

E por falar em divindade Ronaldo já anunciou que não vai alinhar no próximo jogo para apuramento do terceiro e quarto lugar pois está com saudades dos filhos que entretanto nasceram. Se fosse para o primeiro lugar não estamos em condições de garantir que faria o mesmo.

Noutra página desta vez dedicada à política podemos ler que o primeiro-ministro António Costa anda preocupado com a sua imagem e encomendou um estudo sobre o assunto. Segundo consta os resultados já se conhecem e assim a reputação de Costa continua intacta apesar dos incêndios e das respectivas vítimas.


Por fim e na coluna social ficámos a saber que muitos portugueses acham que a macumba e a bruxaria são indispensáveis ao bom sucesso dos negócios, seja no comércio, seja na indústria, seja no futebol. Dos testemunhos recolhidos não ficou claro se esta actividade para normal deveria ou não ser apoiada pelo governo!

segunda-feira, junho 26, 2017

Se calhar não merecemos ser independentes!

A independência é o bem mais precioso e por isso todos os países a defendem e valorizam. E também por isso fazem questão de a celebrar, seja na data da fundação seja em qualquer outra que simbolize a libertação do jugo estrangeiro. Mas Portugal e lembro-me que também a França não valorizam essa data e preferem comemorar guerras civis. Exemplos óbvios são a tomada da Bastilha em França e o cinco de Outubro ou o 25 de Abril em Portugal, golpes militares que significaram confrontos entre portugueses. A república ainda tentou mascarar a sua índole com o primeiro de Dezembro de 1640, data da libertação do jugo filipino, mas esse dia foi sempre mal amado pela maçonaria que advoga, como sabemos, a união ibérica. Foi assim que assistimos ao ping pong da sua remoção e reposição sucessivas, o que por si só indicia o pouco valor que o regime atribui à independência. E como os exemplos vêm de cima…

Um longo introito para curta conclusão tal é a evidência dos acontecimentos que vivemos! Um estado incapaz de proteger a população e por isso completamente dependente da generosa propaganda dos media. Um parlamento onde os deputados são completamente dependentes, não do voto nem dos eleitores, mas dos aparelhos partidários que os escolhem e impõem ao eleitorado. Um governo sem política e sem economia completamente dependente da generosidade europeia. Uma justiça atolada em incidentes e garantias, incapaz de condenar alguém que faça parte da nomenclatura!

Um país destes não tem condições para ser independente e por aí talvez se perceba a relutância em celebrarmos a data.



Saudações monárquicas

sexta-feira, junho 23, 2017

Paraísos!

A expressão offshore é para o vulgo um local onde o dinheiro passa férias e faz aquilo que lhe apetece. Um paraíso portanto. Em Portugal esta ideia de paraíso tem muitos entusiastas e à falta de melhor temos vindo a avançar para outras áreas e produtos mais de acordo com a complexidade das leis, a lentidão dos processos e a distracção das autoridades. Não vamos enumerar agora esses novos produtos até porque normalmente aparecem juntos, em pacote, sendo mais fácil designá-los pelo genérico de – corrupção!

Um exemplo da excelência do nosso paraíso pode depreender-se da seguinte notícia: - cartel espanhol de combate a incêndios por meios aéreos está a contas com a justiça, há inquéritos concluídos, investigações em curso e já prenderam pessoas. Soube-se entretanto que este cartel também actuou em Portugal, ganhou concursos e pelos serviços prestados cobrava o triplo do que devia cobrar. Conclusão: se não acontecer nada em Espanha, em Portugal também não acontece.

Isto vem a propósito de outra questão que tem tirado o sono a muita gente: - em Espanha o fisco anda a incomodar pessoas importantes, princesas, futebolistas, etc. por causa de supostos crimes de colarinho branco! Por cá levanta-se um clamor contra as leis e reclama-se a inocência geral! Falta apenas o convite: - mudem-se para aqui, porque aqui podem estar descansados. Afinal isto é um paraíso e a gente ainda se queixa!



Saudações monárquicas 

quarta-feira, junho 21, 2017

Quem é a protecção civil?!

Passado o luto nacional começam a surgir as perguntas inevitáveis. A primeira das quais, e que tarda em ser formulada, é a seguinte:- Quem é o rosto da protecção civil naquela região, naquele distrito, naqueles concelhos, onde o fogo lavrou e lavra sem dó nem piedade?! Quem foi a voz de comando no terreno, o personagem principal, aquele que nos países normais costuma assumir e coordenar todas as operações?! Sinceramente e apesar das inúmeras transmissões televisivas ainda não consegui fixar-lhe a cara ou o nome!

De facto vimos lá o comandante nacional dos Bombeiros, vimos um secretário de estado a tentar desempenhar um papel que não era o dele, vimos depois o primeiro-ministro, a seguir o presidente da república, e a partir de agora vamos ver as mesas redondas com os vários especialistas a falarem sobre o que aconteceu e não devia ter acontecido. Um filme gasto.


Na resenha dos políticos omiti os presidentes das Câmaras envolvidas no incêndio de Pedrogão mas na verdade devem ser eles, por inerência do cargo, os responsáveis pela protecção civil nos respectivos concelhos. Devem ser, mas não tenho a certeza. E se forem já se percebeu que há qualquer coisa de errado nesta organização, muito mais teórica do que prática. É evidente que nesta incerteza de tarefas e protagonistas o natural é que os políticos apareçam e tomem conta do discurso. Mas sem resultados práticos em termos de incêndio. Em minha opinião só atrapalham. 

sexta-feira, junho 16, 2017

Desígnios nacionais!

Está muito calor, Portugal saiu do procedimento de défice excessivo e todos nos rendemos às políticas deste governo que, sem fazer quaisquer reformas, antes acentuando o peso do estado na economia, conseguiu aquilo que nenhum governo de Abril havia conseguido, reduzir o défice. Fica provado que afinal não há vida para além do défice novíssimo descobrimento do socialista Costa que assim contraria a tese de outro eminente socialista, Sampaio de seu nome. Isto merece comemoração e medalhas e para isso temos cá o nosso afectivo presidente.

Outro desígnio nacional é o futebol, esteja ele ou não eivado de batota. Nessa conformidade Marcelo despediu-se da nossa selecção que está de partida para a Rússia, aproveitando ainda para condecorar o presidente do dito futebol! Podia tê-lo feito numa altura mais propícia, esperar que tudo se esclarecesse, mas não, a pressa é muita e as medalhas não podem esperar.

Conjugado com o anterior temos ainda outro desígnio nacional que é a reputação de Cristiano Ronaldo, faça ele o que fizer. Em nome dos golos marcados a Ronaldo tudo é permitido e perdoado – noivas a fingir, filhos sem mãe, indícios de fuga fiscal, etc. etc. etc. Quanto a medalhas já não há peito que aguente.


Deixei para o fim o último grande desígnio nacional, quase uma ideologia, herança da segunda república – o nacional benfiquismo. Para esta ideologia (ou será religião!) o Benfica é o bem, e quem contraria o Benfica é o mal. Como se comprova neste caso dos e.mail! Afinal o que aconteceu?! Piratas do ar, submarinos sem vergonha atacaram os documentos onde pode existir matéria para desconfiar que algo de errado se passa na arbitragem deste país. Prendam pois os piratas e deixem-nos continuar a 'trabalhar'.



Saudações monárquicas

terça-feira, junho 13, 2017

O Napoleão lá de casa!

O bonapartismo é uma doença da república, no caso da república francesa. Como sistema político descende directamente do cesarismo romano, e reaparece sempre que a representação política é precária ou insuficiente. Pode dizer-se que é a última fase de qualquer regime republicano. Uma fase em que os partidos tradicionais se afundam e com eles a democracia que representam. Para ser mais específico estamos a falar de uma democracia clientelar muito parecida com a portuguesa.
Em termos operacionais o cesarismo traduz-se, como o nome de césar indica, numa política intervencionista, de cariz militar, comandada pela necessidade de unir por fora aquilo que está desunido por dentro. Bonaparte não precisa de parlamento para discutir seja o que for, governa por decreto a partir do Eliseu, apoiado numa espécie de união nacional que vai referendando tudo o que Napoleão propõe. Esta aventura não costuma durar muito e acaba quando acabam as vitórias militares. Waterloo é a imagem que me ocorre.
Mas os tempos são outros e as circunstâncias também e por isso vejamos quem é e donde surgiu este novíssimo candidato a Bonaparte!

Em Fevereiro de 2015 podia ler-se que Hollande e o seu primeiro ministro Manuel Valls para não correrem o risco de ver chumbada determinada legislação no parlamento francês optaram pela via do decreto presidencial, uma excepção antidemocrática que a democrática constituição francesa permite, mas que raramente tem sido utilizada pelos presidentes franceses. Mas desta vez foi, o que provocou ondas de choque no sistema partidário nomeadamente no partido socialista que então governava. A dita lei chamava-se – Lei Macron – e tinha sido fabricada pelo ministro da economia de Hollande, um tal Emanuel Macron! Legislação restritiva, que tocava em direitos adquiridos, se calhar necessária, mas não a vamos discutir neste momento. O que nos interessa é o retrato, vá lá, o esboço deste napoleãozinho. O que sabemos hoje é que com alguma surpresa é o actual presidente da França e neste fim de semana ganhou as legislativas com grande facilidade e grande abstenção. E também sabemos que criticou Putin por causa dos homossexuais e que apertou a mão de Trump com tal energia que os Estados Unidos deram um grito de dor! Ora bem, esta energia é perigosa imaginando que o homem se vê a marchar à frente dos canhões e a disparar para tudo o que mexe! Perigosa para a Europa, para a senhora Merkel e para o mundo. Mas há quem aprecie, e eu também aprecio, os grandes génios militares. Os grandes cabos de guerra! Só que Macron não é militar e segundo consta o general lá em casa não é ele.


Saudações monárquicas

segunda-feira, junho 12, 2017

O dia do rafeiro

Em Portugal até os rafeiros têm raça! Ou se não têm arranjam uma, um pedigree qualquer, afinal somos todos filhos de Adão e Eva. Há repartições que registam o facto, paga-se qualquer coisa, e vem-se de lá com uma linhagem de se lhe tirar o chapéu.
E como há dias para tudo resolvemos hoje celebrar o rafeiro, o rafeiro em estado puro, espécie muito frequente nas nossas cidades e onde se reproduz fácilmente. Já não é assim no interior do país, menos acolhedor, desértico, com menos oportunidades para abanar a cauda, gesto de sociabilidade e louvor sem a qual não sobrevivem.
Mas a qualidade mais apreciada é indiscutivelmente a fidelidade! A fidelidade a quem lhe dá a comidinha todos os dias! Também é bom guarda, ladra por tudo e por nada, não vá o prato fugir-lhe! Às vezes acontece mudar de dono e aí as suas qualidades de adaptação vêm mais uma vez ao de cima. Até que surge a frase inevitável – foi com rafeiros deste quilate que chegámos onde chegámos! Esta conclusão sempre me pareceu exagerada pois vejo-os sempre a dormitar e com pouca vontade para aventuras. Mas pronto, é o dia deles, vivam os rafeiros!


Saudações monárquicas


Nota básica: Para escrever este texto inspirei-me no rafeiro que tenho lá em casa, sempre disponível para comer e dormir. Neste sentido qualquer semelhança com outros rafeiros é pura coincidência.

sábado, junho 10, 2017

Eleições inglesas!

Não há como os portugueses para tomarem as dores alheias! As suas, ou não as sentem ou disfarçam, mas as dos outros, meu Deus! Depois de chorarem copiosamente o Brexit, como se Portugal tivesse abandonado a união, e a pouca sorte dos ingleses que assim se viam sozinhos no meio do oceano, voltaram ao divã do psiquiatra para criticarem o mau feitio de Teresa Maio, uma mulher perdida face aos resultados eleitorais que obteve! O psiquiatra aventou que tanta preocupação podia ser um reflexo condicionado, algum temor escondido e fez a prescrição habitual - pastilhas para o enjoo e muito exercício, muita natação porque o euro é uma aventura e a união europeia um Titanic que pode naufragar a qualquer momento.
E sobre a Inglaterra para não nos preocuparmos, que ela saiu por razões políticas e não económicas e quem assim abandona uma união está preparado para sofrer as consequências. E não volta atrás. E não volta porque a política da união não vai mudar. O soft ou o hard, isso ainda é conversa económica. São trocos.


Saudações monárquicas

terça-feira, junho 06, 2017

Assim vai o país…

Um viajante do espaço que caísse em Portugal por engano e por engano olhasse os cabeçalhos dos jornais, desportivos ou não, regressaria á sua galáxia com uma ideia inédita sobre a história de Portugal!

Assim: - os portugueses são benfiquistas desde pequeninos, transformam-se depois em castelhanos de segunda, Aljubarrota nunca existiu, o Condestável passou à história, e para cúmulo a águia napoleónica não foi esmagada pelo leão da Boavista. Mas sim o contrário!

Com efeito há Ronaldo e Real Madrid por todo o lado e quanto à águia, um pouco americanizada é certo, ela tende a ser confundida com a nação! Salazar neste aspecto ficou aquém de Sócrates. Porque não temos dúvidas que foi o filósofo primeiro-ministro o grande engenheiro de tamanha revolução! Sem meios próprios, vivendo de amigos o que ainda engrandece mais a sua obra!

O seu adjunto naquele inesquecível governo é quem dirige agora a nau lusitana! Ela navega sobre a dívida, entre os destroços de bancos falidos, não vai a caminho da India como seria de supor pela origem do comandante, mas sim de Bruxelas, em rios de pouco calado, de calças arregaçadas e água pelos joelhos. Mas que interessa isso se a tripulação anda extasiada e quando alguma nuvem se atravessa temos a bordo um psicólogo que põe toda a gente a sorrir!


Saudações monárquicas

sexta-feira, junho 02, 2017

Um emprego na Europa!

O sonho de qualquer político português é arranjar um emprego na Europa. Não podendo ser no Real Madrid o que vem logo a seguir é Bruxelas ou outro tacho qualquer que dependa do BCE. A razão explica-se em termos monetários e também se explica em termos ideológicos se nos lembrarmos que a esquerda faz tudo o que for preciso para se manter na área do poder. Daí estarmos agora a assistir em Portugal a uma verdadeira corrida aos lugares europeus por parte de Costa e do seu adjunto Centeno! O que não deixa de ser uma ironia face às críticas ferozes que se fizeram ao anterior governo acusado de seguidismo em relação à Europa e à Alemanha em particular! Se aquilo era seguidismo então isto não sei o que será!

Mas seja o que for o que vai acontecer à barcaça europeia, se vai mais depressa ao fundo com a chegada destes refugiados portugueses, o certo é que a memória aconselha cautelas e caldos de galinha! Com efeito, sem o travão inglês aos desvarios do continente, o que costuma acontecer é o povo alemão fartar-se do vizinho francês, que trabalha pouco para aquilo que ganha, e surgir a parelha de coices que vai acertar justamente nas outras repúblicas dependentes do BCE. E cujo nome todos sabemos de cór. Nessa altura a nossa velha aliada deve estar ao largo, de velas enfunadas, a deslizar em águas atlânticas. O que nos há-de restar então é puramente filipino.



Saudações monárquicas

terça-feira, maio 30, 2017

É fartar vilanagem!

Insaciáveis, os partidos mandam os seus deputados à província para recolherem, baseados na pura fama, os votos disponíveis nas próximas eleições autárquicas!

É esta a primeira conclusão a que chegamos quando nos informam que cinquenta deputados da assembleia da república se preparam para concorrer a tal evento!

A segunda conclusão é que vale tudo na guerra partidária! Desde câmaras municipais, juntas de freguesia, assembleias municipais, onde houver um tacho a conquistar, há um deputado para o rapar!

A terceira conclusão também me parece óbvia e pode até ajudar-nos a resolver um problema constitucional! Estes cinquenta deputados, ao disponibilizarem-se para ocupar um cargo numa autarquia é porque têm pouco trabalho para fazer na AR. São portanto dispensáveis, reduzindo-se assim e por esta bitola o número de deputados a eleger no futuro. Passávamos de duzentos e trinta para cento e oitenta, o que sendo muito, sempre seria melhor.

E temos uma quarta conclusão que é no fim de contas um corolário da anterior! Se o mesmo deputado tanto pode servir para resolver o saneamento básico de um concelho como para resolver o saneamento básico da nação, isso significa que podemos eliminar uma das eleições! E assim por portas travessas chegávamos à desejável eleição por círculos eleitorais, que seriam as autarquias, e toda a gente passava a conhecer os deputados que elege!

Infelizmente há uma última conclusão a retirar e que contraria todas as outras. Nem os partidos, nem os deputados, governo ou presidente, estão preocupados com este problema. Para eles nem sequer há problema pois quanto mais poder tiverem, melhor. E vem-me à memória o desabafo do herói de Alfarrobeira!



Saudações monárquicas 

segunda-feira, maio 29, 2017

Segurança contra o terrorismo!

Leio que o Japão está mais avançado do que nós ocidentais no que respeita a medidas de segurança contra emigrantes, nomeadamente muçulmanos. Precisam de autorização de residência e não sei que mais e assim têm conseguido combater eficazmente o terrorismo de origem islâmica!

Ora bem não duvido que o Japão esteja mais avançado que o actual ocidente em imensos aspectos mas não nas questões especificamente securitárias. Especialmente se pensarmos nos arsenais e outros meios que Estados Unidos e Europa gastam com a prevenção do terrorismo. Sem falar nas frentes de batalha. O problema na minha óptica é de outra ordem e deve colocar-se noutro plano.

No Japão não há cisões nem perdas de identidade como acontece hoje na Europa e em todo o Ocidente. Os japoneses gostam da sua cultura, do seu modo de vida, e ninguém no Japão questiona o imperador, símbolo dessa mesma cultura. No ocidente acontece o contrário, tudo é motivo de divisão e confronto. Pior, o cristianismo, outrora cimento da unidade, é hoje o alvo preferencial de jacobinos e laicistas. Neste terreno o Islão não precisa de vistos de entrada ou permanência. Entra e conquista.



Saudações monárquicas

sexta-feira, maio 26, 2017

O Ronaldo do Ecofin!

Voltemos pois aos consumos que a ressaca já aperta e esgotado o Mourinho de ontem temos agora o Centeno em doses de cavalo! Promovido a Ronaldo pelo ministro das finanças alemão, Centeno garante que não foi ele mas o povo português quem descobriu um novo caminho marítimo para a dívida. Ele, Centeno, só ía ao leme! E não disse mas percebeu-se que está disponível para ensinar a Europa a navegar! Quem está a adorar estas viagens psicotrópicas são os comandantes Marcelo e Costa que se calhar já antevêem, duas cadeiras no Olimpo, a estrear.

Noutro contexto mas sobre o mesmo assunto escrevi um comentário no Observador que dizia mais ou menos o seguinte: - Os cucos põem os ovos nos ninhos dos outros pássaros para que estes os choquem destruindo entretanto os ovos que lá estão. Em resultado disto nascem cucos. Este governo faz ao contrário, choca os ovos dos outros e quando nascem os passarinhos diz que são dele! A única dúvida que tenho é que não sei bem que nome é que se dá a estes passarões! Se alguém puder ajudar…



Saudações monárquicas 

quinta-feira, maio 25, 2017

Dom Sebastião sabia!

Quatrocentos anos é uma fagulha na era do universo e é muito pouco na história da humanidade. Por isso recuar a Alcácer Quibir é mais fácil do que parece para explicar a enorme gravidade da derrota e das razões, tantas vezes desvalorizadas, que levaram o rei português a combater os infiéis nas areias do Magrebe. O certo é que desde aí o flanco sul da Europa ficou definitivamente escancarado às investidas do Islão.

Hoje não restam dúvidas que aquilo a que chamamos terrorismo não é mais do que um episódio de uma longa luta entre duas maneiras diferentes de ver o mundo, ou porque não admiti-lo, entre duas religiões. Uma mais apelativa e que cresceu em progressão geométrica desde o ano 620! A outra mais verdadeira e por essa razão mais exigente e que vai regredindo em número de fiéis.

Pelo meio surgiu uma religião burguesa que tem muito a ver com o mercado e pouco a ver com os valores. E pior, encontra-se na última fase da degenerescência, que é aquela em que a gordura sobe do estômago e vai alojar-se no cérebro. É uma fase em que só contam os direitos e o prazer e corresponde normalmente ao colapso de qualquer civilização.

Uma última nota para verberar aqueles, e são tantos, que continuam sem perceber a grandeza do rei que morreu a lutar por uma Europa cristã que hoje não temos.



Saudações monárquicas


segunda-feira, maio 22, 2017

Bendita dívida, maldita cocaína!

A história é anedótica mas exemplificativa: - numa comunidade que se dedicava ao tratamento de toxicodependentes, o terapeuta de turno, novato naquelas andanças, quando no dia seguinte fazia o relatório dos acontecimentos da véspera, comunicou alegremente: - correu tudo bem, está tudo bem! O director da comunidade terapêutica ao ouvir aquilo, deu um salto na cadeira e retorquiu - pois se está tudo bem isso quer dizer que está tudo mal! Levantou-se e foi indagar o que se passava. E de facto estava tudo mal.

Vivemos hoje um pouco à imagem daquela comunidade terapêutica com uma pequena diferença – não conseguimos distinguir os pacientes dos terapeutas! São todos muito parecidos. É assim que qualquer notícia mais agradável, umas décimas no trimestre, vamos deixar de ser lixo, o tetra, tudo isso é imediatamente consumido como se fosse a melhor coisa do mundo! A única barreira, o único constrangimento à felicidade plena parece ser, como bem notava José António Saraiva no Sol, a enorme dívida que por ser enorme impede que possamos, para já, aumentá-la com o mesmo entusiasmo de antigamente. Mas isso é apenas uma pequena sombra no sol que ilumina este grande país de consumidores de felicidade a qualquer preço! Vistas bem as coisas não é bem a qualquer preço, é ao preço do voto e do poder.


Saudações monárquicas



* Bendita dívida – Jornal Sol de 20 de Maio 2017 

quinta-feira, maio 18, 2017

Fátima - visão de um poeta!

Levas e levas de peregrinos em direcção a Fátima. E estrebuchem no papel os livre-pensadores. Se não há sobrenatural, como eles afirmam, há pelo menos necessidade de transcendência. Elêusis, Delfos, Meca, Compostela, Lourdes e outros locais onde o céu e a terra se confundem são a mesma Cova da Iria renovada no tempo. O ar miraculoso que ali se respira, mesmo que fraudulento, vem ao encontro de apetências recônditas do nosso sub-consciente. O homem é um crédulo envergonhado quando tem de acreditar sozinho. Mas, se encontra companheiros de fé, desafia todas as críticas e absurdos. Apoiado no número, desinibido, faz de chavascais lugares santos, que visita sempre que pode, carregado das suas atribulações. E, em procissão, vai-as alijando pelo caminho, até que, despojado de todas as gangas mundanais, tem acesso disponível às nascentes sagradas que, parecendo manar do chão bendito que pisa, lhe brotam de dentro da própria alma.

Coimbra, 12 de Maio de 1975


Miguel Torga – Diário 

quarta-feira, maio 17, 2017

Credo!

Chegou a altura, descrente de mim, de acreditar em tudo aquilo em que nunca acreditei. Assim creio nos vários diários da república em circulação, escritos, falados, televistos, comentados, creio nos números do governo, como já tinha acreditado na conversão da república, creio no défice, no crescimento, na dívida, creio nos grandes clubes do estado, creio no Ronaldo, no Real Madrid, nos heróis nacionais cujo número não cessa de crescer, e creio acima de tudo em Marcelo, o presidente dos presidentes. Acredito que com Marcelo, Costa e companhia limitada, o futuro é nosso sem necessidade de fazer quaisquer reformas. Mantendo tudo na mesma. Por todos os séculos e séculos...


'Saudações republicanas'

domingo, maio 14, 2017

Terra de milagres!

Estamos no dia treze de Maio de 2017 e Portugal mudou. Eu também não. Mas para tratar deste assunto, como de todos os assuntos, há sempre duas perspectivas, dois caminhos à escolha. Quem do alto de um F16 tivesse contemplado o recinto de Fátima, diria que a república se rendeu à Virgem, que os republicanos se converteram em massa! E se focasse a objectiva no desvelo de Marcelo perante Sua Santidade, dando conselhos ao seu ouvido, quem sabe ensinando alguma catequese, concluiria que a separação entre a Igreja e o Estado foi definitivamente ultrapassada! Houve até um momento, depois daquela correria em direcção ao avião, em que muita gente pensou, e outra gente esperou, que Marcelo partisse também para o Vaticano! Mas não, Marcelo ficou em terra.

O segundo milagre deste dia de canonizações deve-se ao Papa Francisco e ao seu indiscutível magnetismo! O Santo Padre, enquanto cá esteve mobilizou todos os meios de comunicação social retardando ao máximo a mega operação Marquez que vem ameaçando o país! Com efeito, só depois da sua partida, cerca das quinze horas, é que se recomeçou a falar do Benfica. Isto para mim é um grande milagre!

Mas aconteceu um terceiro milagre, inesperado, e que envolveu a Europa inteira! Um rapaz cujo nome não engana, Salvador Sobral, converteu os europeus à sua música e poupou alguns portugueses ao massacre pombalino. Simples, talentoso e com graça, Salvador não quer ser herói nacional, quer apenas salvar a música. Um belo remate para o Éder das canções!


Saudações monárquicas

quarta-feira, maio 10, 2017

As fundações e o futebol!

Hoje fui ao Observador e mais uma vez tropecei na Fundação Benfica! Reclamei contra a propaganda clubística, reclamei contra a suposta independência do jornal, reclamei talvez sem razão contra uma série de coisas mas na verdade há aqui qualquer coisa que não bate certo. Eu sei que o Sporting também tem uma fundação e o FC Porto se não tem vai ter com certeza. Não duvido dos méritos de quem lá trabalha, nem dos objectivos, as criancinhas parecem felizes, admito tudo isso e admito naturalmente que cada um é livre de entregar uma parcela do seu imposto de IRS às instituições que bem entender. Está na lei!

O que não está na lei mas devia estar era a proibição expressa dos clubes de futebol profissional se intrometerem em áreas para as quais não estão vocacionados nem é essa a sua função. Os clubes citados, e porventura outros, já beneficiam do estatuto de utilidade pública pela formação e prática desportivas a que se dedicam e não vamos agora atribuir-lhes outros estatutos, outras funções e outros benefícios. Por este caminho qualquer dia temos a universidade Benfica e depois, quem sabe, o partido político! Vamos com calma.

Mas este é apenas o lado mais folclórico do problema porque há outros problemas e não são pequenos. Desde logo a concorrência desleal com as verdadeiras instituições de solidariedade social que se candidatam aos mesmo fundos que estas fundações ligadas aos grandes clubes de futebol. Como os fundos não dão para todos é fácil imaginar quem ganha os concursos. E sobre isto o governo populista que temos fica calado!

Mas o lado mais negro do problema tem mesmo a ver com as suspeições que lhes andam associadas. E mais uma vez não estou a suspeitar desta ou daquela fundação em particular. Estou a desconfiar do sistema como um todo, um sistema que espantou a tróica pelo número de fundações e pela opacidade das mesmas! Prometeram-se na altura reduções, fiscalizações, mas ficou tudo em águas de bacalhau. Isto quer dizer aquilo que todos sabemos, que é mais fácil fugir aos impostos ou branquear dinheiro se houver uma fundação por perto. Não preciso de provar nada, os indícios são esmagadores, a corrupção da república é um facto. Basta atentarmos na Operação Marquez.



Saudações monárquicas

terça-feira, maio 09, 2017

A Europa no seu labirinto!

Ficaram os ‘europeístas’ muito contentes com a eleição de Macron, garantia, dizem, que o projecto europeu vai continuar! Ora o problema é precisamente esse – o projecto continuar. Recordemos que este projecto sofreu o seu primeiro grande revés quando um europeísta francês, Giscard d’Estaing, quis impor uma constituição à Europa, uma espécie de código napoleónico mais actualizado. Código esse liminarmente rejeitado pelos países europeus que não queriam, nem querem, abdicar da sua soberania. Portugal estava entusiasmado com a dita constituição como tem estado entusiasmado com tudo o que lhe garanta o sustento sem necessitar de fazer reformas e sem perder mordomias. Aquilo a que em holandês foi traduzido para ‘mulheres e copos’!

Falhada a constituição avançou o plano B com o euro a funcionar como cimento de uma futura união política. E de novo vemos os franceses na linha da frente, à boleia da Alemanha, e vemos também o bom aluno português a querer entrar no clube dos ricos mas com smoking alugado! De então para cá a história do europeísmo e dos europeístas é conhecida, história para a qual se adivinha um final infeliz. Ou seja, o euro não vai conseguir fazer aquilo que a política não consegue. Dando razão a um velho doutrinador francês que gosto de citar – ‘politique d’abord’!

O que é que a Europa pode então esperar de Macron, presidente eleito, e tal como todos os presidentes franceses, laico, republicano e socialista?! Eu arrisco dizer face aos antecedentes históricos e àquilo que escrevi, que deve esperar problemas e conflitos. Vai confundir, como qualquer francês de raiz napoleónica, os interesses da França com os interesses da Europa, e à primeira dificuldade, e vão ser muitas, pede socorro à senhora Merkel.
Na oposição está uma senhora Le Pen que é soberanista mas não deixa de ser laica, republicana e socialista. Isto é muito socialista junto e não ajuda nada. Nem a França nem a Europa.


Saudações monárquicas


Nota: Muito socialista, muito laico e muito republicano junto!

sábado, maio 06, 2017

Só eu sei porque sou monárquico!

Aquele debate, como todos os debates do género, entre duas figurinhas, cada qual a fazer valer os seus argumentos, os seus gestos, a fotogenia imanente, cheios de conselheiros de imagem, como se fossem estrelas de televisão, com tempos marcados ao segundo, e a gente a ver, com dois jornalistas a fazerem as perguntas que não têm resposta, para além da propaganda, e no fim, como dois lutadores, duas misses simpatia, à espera de ganhar uns pontos na próxima sondagem! Um parágrafo longo para dizer quase tudo o que me vai na alma, e no espírito enfastiado que reclama: - é preciso ter pachorra e ser muito infantil para esperar alguma coisa deste sistema de escolha do futuro chefe de estado! E sorrindo para os meus botões digo baixinho: - ainda bem que sou monárquico!


Saudações

sexta-feira, maio 05, 2017

Costa prepara eleições…

Numa azáfama nunca vista de devoluções, restituições, justas ou injustas não interessa, promessas a uns e a outros, e com o congelamento de rendas no horizonte, Costa vai construindo laboriosamente o ‘partido do estado’ que o há-de eleger. E as eleições só podem estar próximas se o antigo número dois de Sócrates seguir o padrão do chefe. Não importa se a economia tem dinheiro para pagar, porque alguém há-de pagar. Os beneficiados pagam com votos, os contribuintes vão pagar com impostos, o país (sem) futuro, mais tarde ou mais cedo, vai pagar as favas. 

Sobre este assunto convém ler um artigo de João César da Neves, no Observador, onde de forma clara e sintética o autor explica a ‘doença lusitana’, com mais de duzentos anos, diz, indo assim ao encontro do meu último postal em matéria de datas! Duzentos anos é o tempo do liberalismo! Liberalismo importado que impôs ao rei e ao povo um texto constitucional que afrontava a tradição! Mais tarde, livrou-se do rei, seu último representante,  e impôs-se pelo golpe e pela demagogia. Demagogia que como bem ensina Aristóteles é a doença da democracia. A doença da representação! 

João César das Neves centra o seu artigo nas questões económicas, e nos Condes de Abranhos que nos têm saído na rifa, mas é na política que as coisas se resolvem. E a cumprir-se o vaticínio do autor, que Costa ainda é pior que Sócrates, os portugueses vão passar um mau bocado.


Saudações monárquicas 

quarta-feira, maio 03, 2017

A crise de representação do regime republicano!

Ninguém ousa pôr o dedo na ferida, isso equivaleria a negar dois séculos de história mal contada! Dois séculos de decadência. Mas é o regime republicano que está em causa e não a democracia representativa como sempre nos quiseram confundir. O desaparecimento dos partidos tradicionais em França, engolidos em sucessivas eleições, tem uma explicação bem simples e prosaica – não representam o sentimento nacional. Pior, estão contra esse sentimento, base e justificação de qualquer comunidade. E estão contra porque, como é próprio da sua índole, estão indexados aos interesses internacionais das várias maçonarias a que pertencem. E a ordem maçónica sobrepõe-se como sabemos à ordem interna. A crueza da realidade não permite mais subterfúgios nem mentiras. A comprovar o que afirmo aí está a Inglaterra onde nada disso aconteceu porque ao contrário da França os partidos tradicionais souberam sempre representar a vontade explícita dos eleitores. Mesmo que isso custasse, como custou, a carreira de alguns políticos.

Em Portugal, que segue mimeticamente a França e cujas elites são do mais refinado jacobinismo, ainda não se deu a implosão dos partidos tradicionais porque nós não temos partidos tradicionais. São todos postiços e enganadores, foram determinados pelo golpe militar de Abril de 74 e mais tarde caucionados por uma constituição que basicamente está contra a tradição. Nestas condições como poderiam existir partidos tradicionais?!

É assim que assistimos a um governo manhoso que, quando convém, faz oposição a si próprio, vidé caso de Fátima; é assim também com o partido social democrata que finge que é da direita, mas não é. E até temos, imagine-se, um partido filiado na quarta internacional comunista, mas que afinal é nacionalista! Embora condene o nacionalismo nos outros!

Uma coisa une todos estes mentirosos – são todos republicanos. Democratas é que já vimos que não são. Um país destes não é para levar a sério e esta situação caricata só se aguenta enquanto o BCE pagar as ‘mulheres e os copos’ do regime e da respectiva nomenclatura.



Saudações monárquicas

sexta-feira, abril 28, 2017

Os números!

Desde que a matemática (e a simples aritmética) passou a ser um problema irresolúvel para a cabeça das criancinhas portuguesas, e dos respectivos progenitores, os números ganharam sem querer uma importância extraordinária! E há números para tudo. Números bons e números maus e cada qual, governo e oposição, tem os seus. Do lado do governo os números são surpreendentes, afinal somos ricos e não demos por nada! Por sua vez a oposição contrapõe outros números, diz que não somos ricos, somos é pobres e mal-agradecidos! Na dança dos números o português médio, aquele que não vive dos números mas sabe que vai ter que pagar este número, muda rápidamente para o canal da bola. Aí também há números, números martelados, mas ao menos a gente entusiasma-se, grita, chama nomes ao árbitro. Os outros números sabem todos ao mesmo, é comer e calar.



Saudações monárquicas

quarta-feira, abril 26, 2017

Ontem...

Ontem, foi mais um dia desencorajante, um dia para não ver nada em português, para evitar ouvir portugueses, um dia adequado para escrever memórias, ir tratar dos animais ou regar as plantas Um dia passageiro, um dia insuportável. Insuportável para muitos mas não para a nomenclatura republicana. Tenho para mim que quem o celebra é porque lucrou pessoalmente com ele. Pois é difícil defender que um país completamente dependente do exterior possa festejar em conjunto o que quer que seja. Se ao menos toda essa dívida acumulada tivesse sido melhor distribuída! Seria ainda assim uma pobre desculpa para as gerações que no futuro a terão de pagar mas era apesar de tudo uma justificação! Porém, estamos a falar do país mais desigual da união europeia! A mãe dessa desigualdade afrontosa tem um nome e vários apelidos. Quem não a conhece bem confunde-se e trata-a pelos apelidos! Reclama, face à injustiça que sente, contra a corrupção, contra a fraude, contra o abuso do poder sem se dar conta que combate contra moinhos de vento! O nome dela verdadeiro é república, neste caso a terceira que já levamos, e tal como as duas anteriores tem os mesmos apelidos!

Saudações monárquicas

segunda-feira, abril 24, 2017

A França do nosso descontentamento!

A história da França talvez se divida em vários períodos mas para a memória que interessa podemos dividi-la em dois marcos decisivos, a saber: - a  França monárquica, cristã, onde a Europa se apoiava, e a França da bastilha, jacobina, decadente, e transtorno permanente para a Europa. Situação que mais uma vez se comprova. Os media embandeiram em arco, a esquerda rejubila porque um tal Macron que ninguém conhece, conseguiu um bom resultado na primeira volta das presidenciais francesas! O homem trabalhava num banco, diz-se europeísta, seja lá o que isso for, e bastou agitar o papão do nacionalismo para ganhar umas décimas à candidata da direita, e assim seguir com ela para a segunda volta. A conclusão de tudo isto não nos deve enganar. A França tem dois candidatos republicanos, e enquanto Macron quer continuar a viver à boleia da Alemanha, a Le Pen sonha com uma grandeza que a república nunca teve a não ser no fugaz período napoleónico. Neste caso uma falsa grandeza. Quanto à questão islamita, o mal está feito, é uma consequência do laicismo francês, e enquanto este laicismo der cartas na França e na Europa, bem podem expulsar ou fechar fronteiras que ele vai continuar a ganhar terreno. Porquê?! Porque o Islão só se combate com uma religião superior. Que era a que a França professava e já não professa.


Saudações monárquicas



Nota básica: Para percebermos bem a nossa desgraça temos que nos lembrar que Portugal segue a França desde 1820!