sexta-feira, abril 27, 2018

Lei do arrendamento – o processo do regime!


Se há um tema que iguala e ao mesmo tempo revela a incapacidade do regime republicano para governar o país, esse tema é o arrendamento. Mais própriamente o arrendamento urbano. Passou um século sobre o cinco de Outubro de 1910 e a perspectiva de um novo, mas velhíssimo, congelamento das rendas, perfila-se no horizonte. O mesmo congelamento que manteve Afonso Costa no poder, que Salazar aproveitou para não precisar de votos, o mesmo que esta república de Abril, num faz que anda mas não anda, vai acabar por adoptar. Com as mentiras do costume, já se vê. A primeira grande mentira para não resolver o problema, foi não fazer nada para isso. Em sua ‘substituição’ vendeu-se a ideia peregrina de que todos os portugueses podiam ter casa própria! Uma casa adquirida mediante empréstimo bancário e que seria paga um dia…

O mercado de arrendamento para habitação afinal não era preciso, podia continuar parado, e os outros países, por sinal muito mais ricos do que nós, estavam redondamente enganados! E o país acreditou. Os potenciais investidores… também não! Aliás, isto é uma questão de memória. Quem se lembra da ruína que o congelamento das rendas em Lisboa e Porto causou nas respectivas cidades, nunca mais vai querer ser senhorio. A não ser que seja para especular. Mas aí a república está no seu terreno.


Resumindo e concluindo e como sempre tenho dito, a república, pelo menos em Portugal, é sempre a mesma. Umas vezes disfarça-se de democracia, outras vezes de ditadura. Mas nunca resolve o problema. Como dizia a outra… não faz nem deixa fazer.



Saudações monárquicas

terça-feira, abril 24, 2018

O abrilista!

Este já é um postal de Abril mês em que se celebra a redução do país à sua primitiva dimensão! É neste contexto que se compreende o crescimento exponencial de uma república de funcionários que para além de sugar os parcos rendimentos gerados consome ainda uma generosa renda proveniente de Bruxelas. Renda que é o preço da submissão e um subsídio para regiões atrasadas. Eternamente atrasadas.

Ora bem, o que a experiência nos mostra é que neste tipo de regiões florescem com grande facilidade um conjunto de tiranetes, a quem o povo gosta de chamar, carinhosamente, os donos disto tudo! Tiranetes que vão desfrutando, à vez, de um poder alicerçado na corrupção do Estado. Em boa verdade a corrupção é o grande motor de uma vasta cadeia alimentar que começa no tiranete, atravessa a política, a justiça, mata a fome à comunicação social, e não menos importante, entretém a população 24 horas por dia.

Nestas circunstâncias há uma pergunta que se pode fazer mas cuja resposta não depende inteiramente de nós: - é se isto tem um fim e se ele é triste ou alegre?! Ter fim há-de ter e será Bruxelas a decidir quando.
Se é triste ou alegre?! Isso também depende do observador. Para o tiranete de turno e para a populaça das selfies… deve ser triste. Para mim é alegre.


Saudações monárquicas

segunda-feira, abril 23, 2018

quinta-feira, abril 19, 2018

Marcelo visita os reis


























De cada vez que olho para esta fotografia assaltam-me mil pensamentos, uns melhores outros piores e por isso achei por bem não a legendar nem fazer qualquer comentário. Que cada um pense o que quiser. Mas hoje resolvi o contrário, vou dizer de minha justiça. E aquilo que nunca hei-de compreender é qual a razão, por certo freudiana, que nos impede de estar representados ao mais alto nível e portanto no mesmo plano que a realeza espanhola?! Por muito bom e preparado que seja o eleito, e Marcelo, faço-lhe essa justiça, estará nesse lote, ficará sempre um degrau abaixo, e isto não tem a ver com coroas e brilhantes, tem simplesmente a ver com a representação. Filipe representa a história das Espanhas e Marcelo representa apenas quem o elegeu e para um mandato circunstancial. É este nada que queremos quando já tivemos tudo?!  

quarta-feira, abril 18, 2018

Vícios antigos




Dizia Eça de Queiroz:

A Assembleia da República é um local que:
     Se for gradeado será um Jardim Zoológico,
     Se for murado será um presídio,
     Se lhe for colocada uma lona será um circo,
     Se lhe colocarem lanternas vermelhas será um bordel,
     E se se puxar o autoclismo não sobra ninguém...

quinta-feira, abril 12, 2018

Postais de guerra!

Os meus dois últimos postais embora escritos em português suave são óbviamente postais que anunciam a guerra. Um reporta-se às ‘fake news’ que enganam a opinião pública com a intenção de justificar acções bélicas. Já foi assim com as armas de destruição maciça no Iraque e é agora com a suposta guerra química que atinge populações indefesas na Síria. E tudo devidamente apoiado em imagens que encenam o horror. Aliás o horror parece ser propriedade exclusiva de uns, sempre os mesmos, enquanto os outros são sempre o espelho angelical do bem. Haja ou não haja bombas atómicas pelo meio.


Por outro lado a comemoração, com pompa e circunstãncia, do centenário de La Lys só pode ser entendido como uma provocação à Alemanha. Afinal é ela que lidera a união europeia. E lá voltamos nós ao eterno dilema dos bons e dos maus e ao reavivar da célebre frase: - a segunda guerra já acabou, mas a primeira ainda não!

O mundo está perigoso...

quarta-feira, abril 11, 2018

E de repente… La Lys!




A minha ignorância sobre a batalha de La Lys em particular e a primeira república em geral não deve ser só minha. Todos os que têm a minha idade sabem que os livros de história por onde estudávamos passavam directamente do liberalismo para a segunda república. A primeira república resumia-se a duas ou três páginas intercalares onde apenas se realçava a grande instabilidade política que justificou o 28 de Maio e o estado novo. Explicações para isto ainda hoje não são claras. E mais escuras ficaram quando sabemos que o 25 de Abril também não mudou este chip. Os livros de história para as criancinhas preocuparam-se apenas em exaltar a revolução dos cravos e a apelidar de fascismo a tudo o resto. Sobre La Lys zero. O tema era apenas aflorado na homenagem anual que as forças armadas prestavam ao soldado desconhecido.

Porquê então este renascimento em nós da batalha de La Lys? Que mete Marcelo e Costa no arco do triunfo?! É só por ser o centenário?! A primeira guerra ainda não acabou?! E agora já podemos discutir o assunto sem a antiga reserva?! Reserva ou pacto entre as várias maçonarias que nos governam?! Perguntas e mais perguntas que fazemos há tanto tempo…



Saudações monárquicas

Nota: Na fotografia, difusa como convém, estão os políticos da guerra. Afonso Costa é o da direita.  

sexta-feira, abril 06, 2018

Falsas notícias

Uma fotografia de Outono mas estamos na Primavera! As falsas notícias são assim, servem objectivos inconfessáveis. E uma sociedade como a nossa, que vive ao ritmo dos impulsos da comunicação social, que julga ser participante mas é apenas dependente, não tem antídoto para a falsa informação. Preparemo-nos então para o pior cenário. À semelhança do nuclear, a informação também pode cair nas mãos erradas. É o que parece estar a acontecer. Seja na guerra da Síria, lá fora. Seja na guerra do futebol, cá dentro.




As flores encarnadas que rodeiam o tronco de uma velha amoreira, só nascem no Outono. Com as primeiras chuvas. Duram pouco e morrem dando lugar a umas folhas grandes e verdes. Muito decorativas.

quarta-feira, abril 04, 2018

Memórias do deserto

A propósito da recente ‘limpeza da floresta’ decretada pelo governo, Rui Ramos escreveu um artigo de leitura obrigatória para quem quiser conhecer verdadeiramente a realidade dos incêndios. A realidade para além da propaganda e dos interesses instalados. Sob o título – Dr. António Costa, não se esconda na floresta – aqui se transcreve um excerto do referido artigo:

“As populações rurais estão a ser pela segunda vez vítimas das políticas florestais do Estado. A primeira vez foi com a arborização dos séculos XIX e XX; agora é com a ´limpeza’, depois dos incêndios do ano passado. Da primeira vez, a florestação privou os habitantes do campo do uso das serras e baldios onde recolhiam combustível e pastoreavam gado. O chamado ‘regime florestal’ condicionou severamente a vida nos campos, limitando os direitos dos proprietários. No romance - Quando os Lobos Uivam – Aquilino Ribeiro descreveu a decorrente guerra entre as populações e o Estado.

Entretanto, a população trocou os vales e as montanhas pelos subúrbios de Lisboa ou de Paris. A floresta, inaugurada pelo Estado, alastrou sem qualquer controle, sob a forma de um mato cerrado de pinheiros e eucaliptos, cercando e apertando estradas e casas. Das antigas comunidades rurais, restam sobretudo reformados, em aldeias semi-desertas. Para estes, chegou agora uma nova agressão florestal, sob a forma técnica e legalmente discutível da obrigação de ‘limpar’ os terrenos, sob a ameaça de multas que, para muitos, será equivalente a uma expropriação. Porque é que a história da floresta em Portugal tem que ser uma história ignóbil, independentemente do regime político?
(…)”


O artigo completo pode ser lido no Observador de 23 de Março de 2018.


Saudações monárquicas