quarta-feira, maio 30, 2018

terça-feira, maio 29, 2018

Os eutanásios


É nestas alturas que se torna premente rever a lei eleitoral por forma a responsabilizar os deputados perante os respectivos eleitores. É nestas alturas que é impossível defender esta caricatura democrática em que são os chefes partidários (ou alguém por eles) que fabricam as listas partidárias que depois vão a votos. É nestas alturas que se torna insuportável olhar para a assembleia da república e ver lá as mesmas caras ou os mesmos apelidos como se aquilo fosse uma câmara de lordes que vivem do erário público! É nestas alturas que apetece não ser português. Porque estes eutanásios, mesmo que hoje sejam obrigados a votar individualmente vão continuar a passar por entre os pingos da chuva e vão aparecer amanhã em futuras listas de futuras eleições. A sua responsabilidade perante os eleitores é nula! Qualquer ditador acaba por ser mais responsável que estas nulidades. E quando a irresponsabilidade é a palavra de ordem…

domingo, maio 27, 2018

'Acabou o mito de que só a direita sabe governar'!


Dizem as leis da ortografia que o hífen é um sinal diacrítico de pontuação para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor; ex-ministro de Sócrates) e para unir pronomes átonos a verbos (roubaram-me; vê-lo-ei um dia pelas costas?!), etc. E acaba por ser um sinal decisivo para clarificar algumas frases bombásticas. Por exemplo – governar-se em vez de governar.

Saudações monárquicas


Nota: Imagem e título do CM de 26/05/2018

quinta-feira, maio 24, 2018

Classificados


Um amigo alertou-me para os pecados de Rui Rio. Foi favorável à despenalização do aborto, e embora tenha dado liberdade de voto aos deputados do PSD, revelou que ia votar a despenalização da eutanásia. De facto duas posições de princípio contra a fragilidade da vida humana e nesse sentido não pode ser ‘um homem no deserto’. Mas sim o deserto dentro de um homem.

Porém estamos no século em que estamos, no país que somos, e não podemos esperar que da árvore do positivismo, que já foi semeada por mão humana e fora do paraíso, possam nascer outros frutos. Seria um milagre e Rui Rio não acredita em milagres. Mas também não os contesta. Nem o estou a ver a tomar a iniciativa para qualquer causa fracturante. Tem mais que fazer.

É conhecido por ser um trabalhador incansável nas causas em que se mete. Sendo assim volto à minha busca, de lanterna na mão, já não procuro um homem como Diógenes, procuro apenas um feitor sério que não dê mais rombos na fazenda pública. E posso acrescentar, sei que o meu amigo não se ofende: - se já tivemos um filho de feitor que acertou as contas à nação porque não ter agora um feitor mesmo?!


Saudações monárquicas 

terça-feira, maio 22, 2018

Um homem no deserto...


Olhamos em volta e procuramos alguém com um mínimo de condições para conduzir o país mas o deserto impõe-se ao nosso olhar. Alguém longe dos governos de Sócrates, dos indícios de corrupção, dos vários processos já baptizados – Face Oculta, Monte Branco, Marquez, Lex, etc. – alguém que tenha exigido, em nome dos contribuintes, os nomes dos grandes devedores dos bancos públicos ou intervencionados, alguém que já tenha enfrentado os barões do futebol, e que não frequente os respectivos camarotes, enfim, alguém de confiança!

Fui procurar e depois de uma longuíssima busca só encontrei Rui Rio! Nunca foi da minha especial simpatia mas nesta hora em que a promiscuidade é total o seu peso político aumenta consideravelmente. Um fio de água no deserto. Quem se lembrar de mais alguém, é favor informar.



Saudações monárquicas

domingo, maio 20, 2018

Curiosidades democráticas!


Curioso país, este, onde o presidente de um dos clubes que vai disputar a final da Taça de Portugal não pode estar presente no Jamor! Não porque tenha qualquer impedimento legal, não porque esteja doente, mas simplesmente porque sim! Para não incomodar os poderes fácticos que mandam nesta terra e que não precisam de ir a eleições! É a lei do golpe. Senão vejamos:

O governo vai estar representado no Jamor e será por certo o primeiro-ministro a estar presente. Um primeiro-ministro que ascendeu ao poder depois de ter perdido as eleições. Posteriormente e contra o costume enraizado um golpe no Parlamento e na democracia impediram Passos Coelho de governar!

O presidente da república, um homem cuja base eleitoral se situa no centro direita, tem dado o seu apoio a uma solução governativa de esquerda radical! É normal?!

As claques são em Portugal verdadeiras guardas pretorianas dos presidentes dos três principais clubes. Os desacatos de Alcochete têm a ver com isso. Queremos agora, e bem, acabar com elas mas não nos importamos de manter uma guarda pretoriana para proteger o regime! Refiro-me à guarda nacional republicana, uma abencerragem que só existe em Portugal!

Enfim, há aqui um problema mais profundo e que tem a ver com a crise do sistema representativo, mas isso não desculpa o golpe permanente e a batota.


Saudações monárquicas

sábado, maio 19, 2018

O ajuste de contas!


À hora a que escrevo já toda a gente pediu a demissão de Bruno de Carvalho. Uns de forma velada, como o presidente da república, outros vociferantes, como o presidente da assembleia da república, o desfile na televisão é ininterrupto, a programação alterou-se e nos diversos canais só dá Bruno de Carvalho! E a gente pergunta-se?! Mas afinal quem é este homem que resiste à evidência democrática dos painéis televisivos?! À chantagem dos jogadores e equipa técnica?! À ameaça dos banqueiros?! Quem é que ele pensa que é?! Se não sai a bem sai a mal! Porque é que a justiça não assume um mandato de captura?! O que é que falta para o assalto final ao bunker de Alvalade?!

Se o drama continua não sei onde é que vamos parar! O país precisa de paz e sossego. Isto só dá para dois. E ele não percebe.



Saudações monárquicas

quinta-feira, maio 17, 2018

A novíssima censura!

‘Está em causa a liberdade de expressão e de informação’! O alerta foi dado pelo Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas face ao incremento de ‘Acções nos tribunais para calar os media’. É uma notícia de hoje do Correio da Manhã e que transcrevo:

‘O tema está a causar preocupação no sector devido ao crescente (e abusivo) número de acções judiciais nas quais se pedem elevadas indemnizações dirigidas à protecção da honra, do bom nome e da reputação com o objectivo primordial de silenciar a crítica pública por parte dos meios de comunicação social. Como são os casos de José Sócrates contra o Correio da Manhã ou da Igreja Universal do reino de Deus contra a TVI.’

O CM esqueceu-se com certeza mas eu posso adicionar ao rol o Sport Lisboa e Benfica em relação ao Porto Canal que está hoje impedido de falar sobre o ‘caso dos emails’.

Nada disto é surpresa num país onde quem faz as leis são os poderosíssimos escritórios de advogados por encomenda dos fraquíssimos deputados que temos. E onde a maior parte das vezes persistem as célebres incompatibilidades.

É isto que se passa e o sentido de pertença a isto (antigamente chamava-se patriotismo) está cada vez mais difícil. Falo por mim.



Saudações monárquicas

quarta-feira, maio 16, 2018

O casalinho verde rubro vai descer de divisão?!


Enquanto o Futebol Clube do Porto se manteve fiel ao azul e branco do liberalismo, Benfica e Sporting assumiram basicamente as cores da república. Que por sua vez herdou estas cores da franco maçonaria e da carbonária. Estabeleceram-se depois algumas diferenças. O Benfica aprofundou através da águia o seu pendor jacobino e napoleónico, já o Sporting como o nome indica sofreu a influência inglesa. E o verde acaba por ser mais condizente com a novíssima nobreza dos viscondes de Alvalade. 'Foge cão que te fazem barão...'! Um clube elitista, portanto menos numeroso que os encarnados, o que no fundo traduz a diferença de tamanho entre o verde e o encarnado da bandeira.

Esta é uma interpretação pessoalíssima e que ignora de propósito a afeição republicana pelo união ibérica. Porque se fôssemos por aí o vermelho maior seria a Espanha e o verde menor seria Portugal. Eles negam mas é verdade. Porém, a realidade supera sempre a imaginação e quem diria que o casalinho verde rubro, a menina dos olhos da república, estivesse agora a debater-se com a possibilidade de descer de divisão! E justamente por causa da corrupção! Rima e é verdade. A república acaba sempre por corromper os seus filhos mais dilectos. Já falámos disto.


Saudações monárquicas

terça-feira, maio 15, 2018

‘É só fumaça…’


É incontornável, não há notícias sem Bruno e todas as notícias são contra Bruno! O que costuma ser sinal de isolamento e força ao mesmo tempo. Sempre ouvi dizer – digam bem de mim, digam mal de mim, mas falem de mim! Estamos obviamente a falar (também nós!) de Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, e que segundo consta gosta de tomar exemplos do seu tio-avô, o almirante Pinheiro de Azevedo.

Pois bem e para lá da opinião que eu possa ter sobre Bruno de Carvalho, já o elogiei pontualmente a propósito da ‘contabilidade dos títulos’, a verdade é que há aqui qualquer coisa que não bate certo! Uns dirão que quem não bate certo é ele, enquanto outros não sabem o que dizer. Mas há também aqueles que, encarniçadamente, dizem mal dele. E a palavra ‘encarniçadamente’ não é inocente. De facto não há ‘cartilheiro’ benfiquista que não dispare, diáriamente, contra Bruno de Carvalho toda a artilharia conhecida e alguma até desconhecida. Uma cruzada que dá que pensar! Ainda para mais quando é rematada com aquela frase que já todos ouvimos – ‘que seja presidente do Sporting por muitos e bons anos porque assim o Benfica vai continuar a ser campeão’!

É claro que esta frase tem um erro no fim – o Benfica já não foi campeão este ano. O penta foi-se. E se relacionarmos este fracasso com a denúncia dos ‘vouchers’ feita pelo próprio Bruno de Carvalho, denúncia que despoletou outras denúncias que a judiciária está a investigar, talvez indo por aí encontremos uma explicação mais lógica para tanto ódio e para a palavra – encarniçadamente – que aqui utilizei.

E se esta lógica for válida então podemos concluir que Bruno de Carvalho é o grande adversário das águias e o que poderá pôr fim ao respectivo reinado. Sendo assim ainda se torna mais incompreensível que alguns ditos sportinguistas alinhem na campanha encarnada para apear Bruno de Carvalho!

Registo de interesses: Só tenho um clube, sou belenense de alma e coração, mas não ando distraído. O futebol português vive subjugado pela batota e por outros interesses que é preciso combater. Assistir a tudo isto quieto e calado não é da minha índole. E prejudica o Belenenses.



Saudações azuis 

quarta-feira, maio 09, 2018

República dos bananas!


O Rei Dom Carlos conhecia bem o terreno que pisava. Conhecia a árvore e os seus frutos. O que talvez não adivinhasse é que isto ainda podia piorar. E assim à república coroada de 1820, onde o rei viu a sua representação amputada, sucedeu a república das bananas de 1910. Que por cá continua a frutificar. E nunca foi tão apropriada a frase que o rei um dia proferiu - 'um país de bananas governado por sacanas'!    


Saudações monárquicas

segunda-feira, maio 07, 2018

A fuga sem vergonha


Palavras para quê?! 


Saudações monárquicas

sexta-feira, maio 04, 2018

Cuidado com eles...



De um dia para o outro o país parece ter acordado. Tal como na fábula bastou uma criancinha dizer que o rei vai nu, para logo se ouvirem os adultos a confirmar o escândalo. E rasgam as vestes de vergonha como se fosse uma grande surpresa, como se não soubessem! E voltamos ao disco rachado da ética republicana!

Chamei-lhe ‘criancinha’ mas não é criancinha nenhuma. Estamos a falar de Ana Gomes, que está agora no PS mas nunca perdeu aquele toque MRPP que tanto irritava o PCP. Certo, certo, é que se armou aqui um grande sarilho! E que vai deixar mossa.

Vai deixar mossa porque não é impunemente que se ‘condena’ assim, na praça pública, um dos nossos. Com franqueza, um homem que fez tanto pela choldra republicana! Serviu-se a ele também, é verdade, mas o que é que queriam?! Trabalhar de borla não faz bem à saúde.

Então vejamos... serviu na Casa Pia, safando muito boa gente de pouca ética! Este trabalho valeu-lhe uma maioria absoluta! Serviu nas causas fracturantes entretendo o país pela noite dentro, naquela televisão do prós e contras! Serviu sempre que pôde o nacional benfiquismo nunca dispensando o respectivo cachecol! Mas serviu sobretudo o plano totalitário de qualquer república socialista! Aliás o número de agradecidos que o visitaram em Évora atesta bem da quantidade de favores que prestou. Ah, mas o dinheiro não era dele?! Pois não, era emprestado. Por isso é que temos todos que o pagar.

Aguardemos então, desconfiados, os próximos episódios desta novela republicana.


Saudações monárquicas   

quarta-feira, maio 02, 2018

Mais choldra...


Pegando na palavra que melhor retrata a classe governante podíamos agora estabelecer um paralelismo entre o estado da nação em 1926 e o actual. E as semelhanças não podiam ser maiores! Basta passar os olhos pelo respectivo jornaleco e concluir que estamos quase lá. É um semanário republicano, insuspeito portanto, e pelo diagnóstico apresentado compreende-se que a primeira república deveria estar perto do fim. A promiscuidade era total, os monopólios atribuídos por baixo da mesa, tudo com a devida encenação. Os políticos, esses, eram meros actores e mudavam de papel consoante o guião que lhes era distribuído.

O paralelismo infelizmente acaba aqui. Ou talvez não! Na verdade o regime, apesar do golpe que sofreu a 28 de Maio de 1926 nunca mudou verdadeiramente. País pequeno, grande no compadrio, a choldra recompôs-se. Em Abril de 1974 à boleia de mais um golpe militar instalou-se novamente com pompa e circunstãncia no aparelho de estado! E por lá tem vivido conforme vamos tendo notícia quer da corrupção quer da banca rota. O costume.

Acontece que sem a herança colonial, que cobardemente delapidámos, mas com o qual sempre vivemos, caímos numa situação de completa dependência do auxílio externo. A choldra sabe disso e até sabe que nesta situação o golpe que a vai derrubar há-de também vir do exterior. Por isso não tem planos para o futuro. Aliás, para a choldra, o futuro não existe. O futuro é este teatro presente, uma comédia de mau gosto em que só apetece gritar… Aqui d’el rei!


Saudações monárquicas

terça-feira, maio 01, 2018

'Seis razões por que isto ainda é uma choldra'

É este o título do mais recente artigo que José Manuel Fernandes assina no Observador e que todos deviam ler. Seleccionei uma das razões porque vem na sequência do meu anterior postal. Assim, e com a devida vénia aqui vai um excerto da 'terceira razão':


3. O drama das rendas e dos despejos
Quem ler os jornais ou vir as televisões achará que Portugal vive um drama habitacional. Tão pungente que os partidos se multiplicam em iniciativas legislativas e o consenso do momento é que é tudo por causa de uma lei de 2012, a “lei dos despejos”, ou “lei Cristas”. Nuns dias relata-se o drama humano daquele quadro da classe média que teve de exilar-se nos Olivais porque perdeu o apartamento no Saldanha. No dia seguinte repete-se acriticamente a alegação de que haverá “mais de 500 mil inquilinos precários”, um número absurdo se pensarmos que, de acordo com o último censo (2011), não chegava a 800 mil o total dos alojamentos familiares clássicos arrendados, isto num país onde existem quase seis milhões de casas ou moradias.
Instalou-se um histerismo que, mais uma vez, apenas reflecte o que se passa no umbigo do tal Portugal que circula no “Chiado alargado” dos nossos dias. E o que se passa é simples: durante décadas os centros de Lisboa e do Porto esvaziaram-se e caíram aos pedaços porque durante um século viveram-se várias formas de congelamento das rendas (porventura a única causa comum que uniu a I República ao salazarismo e este ao PREC e depois à democracia); milhões investidos em programas de reabilitação de pouco ou nada serviram; veio então a liberalização do mercado do arrendamento, chegou o turismo e o investimento estrangeiro, e os centros das cidades voltaram a ficar bonitos, limpos e modernos, graças a muito investimento privado; como tudo isso teve um custo, os preços subiram, e os que antes desdenhavam as ruínas das cidades velhas passaram a cobiçar o viço dos bairros renascidos; ou seja, tudo se explica mais facilmente se nos lembrarmos de que, como toda a gente sabe, a última palavra de “Os Lusíadas” é “inveja”.
(...)

Saudações monárquicas

Nota final - As outras cinco razões enumeradas por José Manuel Fernandes são: - O silêncio em torno da corrupção; A polémica das reportagens da SIC; A pequenez dos acordos do 'bloco central'; Os truques de Centeno, ou dizer uma coisa e fazer outra; A polémica do museu das descobertas.