segunda-feira, abril 29, 2019

Espanha - 'nada de novo debaixo do sol'!


A frase é bíblica e retrata as eleições espanholas. Em cada época, os que a vivem, julgam-se originais, diferentes, mais evoluídos que os seus antepassados. E se em termos puramente tecnológicos podem ter razão, ao ouvi-los falar, agir, gesticular, gritar palavras de ordem, o tempo recua às cavernas, aos problemas de sempre do homo sapiens. Problemas que podiam dar óptimos livros de ciência política se não fossem todos iguais e de esquerda.

Não sei muito sobre os antecedentes da guerra civil espanhola, 1936 não foi assim há tanto tempo, mas do que sei parecem estar a reunir-se algumas das condições que lhe deram origem. Simplificando – de um lado está o nacionalismo catalão e o jacobinismo adjacente; do outro, a história de grandeza da Espanha una e indivisível. Pelo meio uma união europeia que já deu o que tinha a dar e por isso completamente ignorada na campanha eleitoral. Neste cenário é natural que os nacionalismos ganhem espaço de manobra e coloquem em causa aquela unidade. Uma unidade que só a representação monárquica pode garantir.

Concluindo, se a história se repetir, desta vez quem há-de esticar a corda serão os golpistas catalães apoiados nos seus sonhos de independência pelos oportunistas do PSOE.

quinta-feira, abril 25, 2019

Quarenta e cinco anos depois...


Faltam apenas três anos para igualar a cifra da segunda república, os tais quarenta e oito anos que vão do golpe militar de 28 de maio de 1926 até ao golpe militar de 25 de Abril de 1974! Para a história ficar completa recordamos que o golpe de 28 de Maio derrubou a primeira república assim como esta já havia derrubado em 1910 a monarquia constitucional. E pelo mesmo método, o golpe militar. Portanto a primeira conclusão que podemos retirar desta sucessão de golpes é a particular afinidade que os republicanos têm com o golpe! Uma contradição democrática e uma enorme desconfiança nas urnas! Ou vai ou racha parece então ser o lema. 

Outra explicação terá a ver com a lógica dos regimes republicanos como a revolução francesa bem nos ensina – primeiro assalta-se o poder, depois instaura-se a unanimidade pela força, e finalmente fecha-se o regime a sete chaves com uma constituição ‘à maneira’! Os que ficaram de fora, derrotados, não vendo qualquer possibilidade de mudar o regime por dentro, conspiram até ao momento propício para darem o golpe. Lá está o golpe outra vez e lá vem mais uma república! Este ciclo sofre às vezes interrupções devido a causas circunstanciais. Por exemplo, desde que nos constituímos como protectorado da união europeia, o ciclo interrompeu-se e só há-de recomeçar quando formos  novamente confrontados com a realidade. Quando é que isso acontecerá, não sabemos. Não depende de nós.

Saudações monárquicas   

quarta-feira, abril 24, 2019

Diário da Manhã!


Órgão noticioso da segunda república havia quem lhe chamasse diário da manha tal era propensão para fazer coincidir a realidade com os desígnios da propaganda do 'estado novo'. Até aqui não há nada de novo, é um vício jornalístico muito comum nas repúblicas bananais. Nos dias de hoje temos uma réplica semelhante, também está nas bancas pela manhã, o estilo sensacionalista pode enganar os incautos mas uma análise mais atenta descobre que há ali inimigos de estimação. Quem são eles?! O leitor que os descubra. Mas posso dar uma pista: - basta ver quem são os amigos de estimação.


Saudações monárquicas

quarta-feira, abril 17, 2019

Um sindicato independente!


Sou insuspeito quanto a greves e a ´formas superiores de luta', não é a minha praia, mas entendo-as quando o respectivo sindicato é independente dos partidos políticos coisa que em Portugal é uma raridade. E também se compreende porquê – os nossos sindicatos, ao contrário por exemplo da Inglaterra, nasceram depois dos partidos e por isso são controlados por estes. Neste sentido o discurso de independência do sindicalista é uma novidade. Sendo que o sindicato também é novo. A prová-lo o facto de não ter aparecido nenhum político do PCP ou do Bloco a apoiar os camionistas que transportam matérias perigosas. Não quer dizer que não apareçam mas para já esta é a verdade do dia. Uma verdade simpática, ao mesmo tempo amarga, que deixa os portugueses sem combustíveis, entregues a si próprios. Mas isso já não é novidade.

terça-feira, abril 16, 2019

Quem protege a democracia?

Não é o 'prós e contras' da televisão pública cuja agenda segue intimamente os altos desígnios da terceira república. Com Rui Pinto no pensamento e o Benfica no coração o debate (encomendado) quis alertar o país para o perigo dos piratas maus que urge combater sem tréguas! E como é que isso se faz?! Fátima Campos Ferreira, que eu um dia achei bela, estava transtornada! Olhos esbugalhados, andava de um lado para o outro, e queria respostas, queria falar no Rui Pinto, o Benfica no coração, para isso convocou sábios, mobilizou generais, rodeou-se de piratas bons, 'chapelinhos brancos' como também são conhecidos, para em conjunto fazer frente a esta enorme ameaça! Ameaça a quê e a quem, pergunto eu?! À democracia ou à corrupção latente e patente?! Nestas coisas quando temos dúvidas desta natureza o melhor é mudar de canal. Ou desligar a televisão.


Saudações monárquicas 

sexta-feira, abril 12, 2019

A república sem ética!


É preciso dizer tudo aos meninos, as regras essenciais, com desenhos elucidativos porque eles só têm esperteza para a asneira. Eis no que se transformou a república da 'ética', da demagogia, das maçonarias e carbonárias, das quadrilhas e da treta. Neste pano de fundo poucos políticos se salvam. Talvez Rui Rio, apesar de ser republicano e excessivamente liberal quanto aos costumes. Ainda assim é o único que raciocina como uma pessoa normal e que transmite o seu pensamento de forma a que as pessoas normais o possam entender. Neste caso do 'regime familiar' colocou o acento tónico onde deve ser colocado – por mais leis que se façam quando falta a ética, não adianta. Se os parentes não entram pela porta entram pela janela!

Não posso estar mais de acordo embora prefira substituir a 'ética' que os republicanos conspurcaram por uma palavra mais simples – educação! E a partir daqui o meu diagnóstico e simples e directo: - num regime deseducativo é muito difícil que surjam pessoas educadas e mesmo que surjam não estão disponíveis para assumir responsabilidades governativas. O exemplo do governo Costa é elucidativo. Ali o que faz mais impressão não é a sua existência mas o facto de os envolvidos acharem aquilo normal!
Dei a minha explicação para o caos instalado. Se alguém tem outro diagnóstico e outro tratamento a propor, que avance.


Saudações monárquicas

sexta-feira, abril 05, 2019

O CDS e o futebol

O primeiro conselho que daqui envio para o pessoal do CDS, sejam deputados, sejam 'senadores', seja a própria secretária geral, é que abandonem rápidamente o comentário televisivo sobre futebol, que evitem o camarote da Luz e que esqueçam o nacional benfiquismo, que como sabemos é sempre uma recaída no estado novo que era velho. O conselho estende-se, no mesmo grau e amplitude à  versão leonina daquela doença. Incluímos no pacote todas aquelas manifestações grotescas do tipo almoços de 'deputados do Benfica', ou do Sporting, sabendo que o FC Porto também as pratica, com 'orgulho e erro', como diria o poeta.

Apesar de tudo nunca vi necessidade de alargar este conselho aos centristas afectos ao FC Porto - estão sempre em minoria e por muito poder que tenham o Infarmed fica em Lisboa. Gostaram do exemplo?! No entanto depois da recente intervenção de Lobo Xavier onde diz que conheceu Rui Pinto como 'ladrão de bancos' tenho que corrigir a alça e o tiro. E vou ser sintético: - não era, nem é altura para Lobo Xavier se comportar como banqueiro ofendido ou preocupado com o que Rui Pinto possa saber sobre as tramóias da banca e dos banqueiros, e são tantas... Porque a  questão é esta - o Rui Pinto se foi ladrão de bancos deve pagar por isso mas a grande ladroagem que todos conhecemos é a dos bancos e essa sim produziu milhares, senão milhões, de lesados! E ficamos à espera para ver se algum banqueiro vai pagar por isso! Portanto o melhor é não ir por aí, até porque como diz o povo - ladrão que rouba ladrão, cem anos de perdão!


Saudações desportivas


Adenda: Hoje, segunda feira, liguei a telefonia do carro (antena 1) e comentava-se a possibilidade do Benfica ultrapassar o adversário alemão que lhe calhou na Liga Europa. Pela voz percebi que um dos intervenientes era o deputado Magalhães do CDS. Desliguei mas fiquei a pensar... se este tipo não fosse deputado alguém o convidava para falar de futebol?! E ele não percebe isso?! 

terça-feira, abril 02, 2019

'O que eles querem'


Foi com este título que Miguel Esteves Cardoso iniciou a sua habitual crónica no jornal Público de hoje e onde opinava sobre o verdadeiro sentido do Brexit. Eles querem sair a mal, sem acordo, disse, e eu não posso estar mais de acordo. Aliás há muito que penso isso atendendo à crença que possuo que a história se repete pelo menos enquanto o ser humano não fizer prova de que há um 'homem novo' dentro de cada um de nós. Não há e assim há que olhar o passado para compreender o presente. E o passado mostra que ainda existe o 'continente e a ilha' e que esta não perdeu o seu carácter flibusteiro ou pirata como lhe queiram chamar. Esse carácter como bem explica Esteves Cardoso leva a Inglaterra a querer sempre o maior quinhão nos ganhos e o menor prejuízo se ele entretanto acontecer.

Ora bem, esta postura chega a um ponto em que a 'guerra' entre supostos parceiros é o cenário mais provável. E se houver 'guerra' será uma tragédia para Portugal e para a sua política 'de bem com todos'! Vai ser preciso escolher um dos lados, tomar partido, quiçá afrontar a velha aliada! Aliás a expressão de Marcelo quando comentava a hipótese de uma 'saída sem acordo' dizia tudo! 


Saudações monárquicas