terça-feira, janeiro 29, 2019

A república a sete chaves!


Desde 1910 que o lema é o mesmo – a república acima de tudo, a maçonaria acima de todos. O país que se lixe. Para disfarçar entremeiam-se as repúblicas mais jacobinas (a primeira e os primórdios da terceira) com as menos jacobinas (a segunda e este fim de festa da terceira) e assim se vai enganando o 'bom povo português'. Povo alienado que se droga com a batota do futebol, que vai a Fátima com a mesma desfaçatez com que frequenta a festa do Avante, e que vota na esquerda anti clerical enquanto espera ansiosamente a próxima visita do Papa. É neste contexto demencial que florescem todas as desigualdades, todas as corrupções, todos os corporativismos de estado, e onde morrem ano após ano todas as esperanças de civilização. E pergunta-se: - mas isto tem alguma saída?! Não, não tem. O regime reproduz-se por si e quando surge uma cara nova o inevitável apelido denuncia a 'evolução na continuidade'. É assim impossível o aparecimento de uma força política fora do sistema. É por isso que, ao contrário do que acontece em toda a Europa, não temos um partido de extrema direita! Sendo que a própria direita também não se vislumbra! Seremos anormais?! É nossa sina andarmos sempre atrás e com o relógio sempre atrasado?!


Saudações monárquicas

quarta-feira, janeiro 23, 2019

As festas do condado


O primaz do sítio pega no andor e com ele avança até à pedreira mais próxima. O presidente selfie anda de TIR para não perder pitada. Estão inauguradas as festas do Condado. A bola é o pretexto, o motivo do nosso orgulho, a nossa fé. Entretanto em Madrid, o ídolo nacional confessa fugas ao fisco espanhol e fica com pena suspensa. Em Portugal costuma ser condecorado. Estamos agora em Lisboa onde é dada a conhecer uma parte das falcatruas do Portugal socialista no banco do estado. O PCP, depois de Loures, não está em condições de intervir. E assim fica cada vez mais difícil defender as virtualidades da banca pública. Está aí alguém que apague a luz?!

Saudações monárquicas

terça-feira, janeiro 08, 2019

Orgulhosamente sós!


Era com esta frase que a segunda república justificava o seu isolamento em relação aos demais países fosse em termos ideológicos, políticos, ou de perspectiva para o futuro. O lema era manter-se a todo o custo no poder congelando os problemas em lugar de os resolver. A solução para isto também já a conhecemos: - um belo dia o orçamento não chega para todos, as corporações agitam-se, dá-se um golpe, normalmente militar, e o que era preto passa a ser branco. Toda a gente acredita e recomeça um novo ciclo. Para dar maior consistência ao embuste inventa-se um inimigo público. Ontem era o comunismo, hoje é o 'regresso' do fascismo. E de tal modo nos entretemos com estas balelas que nem reparamos que o mundo continua a girar e nós continuamos parados. Orgulhosamente sós!


Saudações monárquicas