terça-feira, agosto 18, 2026

Um eclipse português


Coração!

 

Janela da minha alma

Não sentes o turbilhão!

O ruído da cambada!

 

O que será desta vez!

Estão a dizer, coração

Que o eclipse é português!

 

Coração!

 

Experimenta manter a calma

Experimenta sair à rua

Mas não olhes para a lua

Porque o sol já não o vês!

 

Um encontro anunciado

Parece que combinaram

Encontrar-se nalgum lado

Para falarem a sós!

 

Do que falaram não sei

E gostava de saber

Mas se falaram de nós

Escusavam de se esconder

 

Coração!

 

Uma palavra final

Podes fechar a janela

Desliga a televisão!

Fica em eclipse total

 

É o melhor, coração!

 

 

Jsm

domingo, julho 26, 2026

 Infiltrações...

A minha casa é antiga e já foi bonita. Hoje está a cair. Tinha bons alicerces, paredes-mestras que desafiavam os séculos, janelas que se abriam para o mundo! Sofreu tempestades, nevoeiros e vendavais, a tudo resistiu, firme e coesa. O problema foram as infiltrações. Que corroem por dentro, lentamente, e abrem enormes buracos à sua passagem.

Disse que a casa era minha, mas já não é. Está em meu nome, ainda lá moro, mas já não sou eu que mando. Sem dinheiro para as inevitáveis obras, sujeitei-me à devassa de uns quantos desconhecidos, trolhas de profissão, que fazem o que fazem os trolhas: - fazem massa, transportam massa, gastam a massa a tapar buracos, e vão-se embora quando acaba a massa, sem resolver o problema das infiltrações. E elas continuam a minar. E com elas, inseparáveis, toda a espécie de micróbios e fungos, apostados em destruir a minha casa.

Nota: Ao acaso, encontrei este texto, que escrevi não sei quando, mas julgo intemporal, numa altura em que descobrimos pela enésima vez que o país republicano é dominado por poderes ocultos. Sem novidade portanto.  

segunda-feira, abril 27, 2026

Abril 2026

 Diz lá companheiro, o que celebramos, com cravos vermelhos, há tantos anos?!


Se não sabes, põe-te a pensar

No teu futuro radioso

E vai ver o Ultramar

À Rua do Bem Formoso


Mas não fiques por aqui

Marca consulta de urgência

Não há vagas para ti

Nem prá tua descendência


Corre então ao Redondel

Bem cravejado a preceito

Leva rolos de papel

E fraldas, para o efeito


Ás armas, grita o refrão

Ás armas, gritam baixinho:

- É de Bruxelas que vem o pão - 

E fica tudo caladinho~


Toca o hino

domingo, julho 16, 2023

500 dias de guerra!

 Um bom resumo dos acontecimentos.




quinta-feira, junho 16, 2022

terça-feira, junho 14, 2022

segunda-feira, março 28, 2022

Putin e as causas da guerra

 

Quem é Putin? As causas da guerra.

Oliver Stone

Nota do autor: Putin é um patriota palavra que já não tem tradução para português.

terça-feira, março 22, 2022

Ventura desorientado!

 

Provávelmente mal aconselhado Ventura tem feito alguns comentários sobre o conflito da Ucrânia que não abonam nem a sua imagem nem a imagem do Chega. A prudência e a sabedoria aconselhavam outra abordagem.

Condenar o recurso à força para resolver um conflito, compreende-se. Assim como se compreende a solidariedade para os refugiados saídos deste conflito. Fazer considerações sobre a natureza dos refugiados já não se compreende e deixa de ser solidariedade. Ignorar as causas do conflito e apoiar a NATO e a UE como quem apoia o Benfica, é uma infantilidade perigosa. E presta-se até a uma série de equívocos de natureza ideológica e civilizacional.

 Explico:

O actual regime russo não é socialista e em termos de valores enquadra-se na direita tradicional conservadora*. Ou seja, no mesmo espaço político que o Chega diz representar. Votei no Chega nessa condição.

Pelo contrário, toda a esquerda europeia de raiz laica republicana e socialista apoia o actual regime ucraniano. O Mário Machado que quer ir combater contra os russos também entra nesta equação pelo lado socialista. O lado nacional socialista.

Acresce que Zelenski é uma marionete dos interesses estratégicos da esquerda americana no poder.

Por último e como se não bastasse o politburo sediado em Bruxelas parece ter mais confiança na independência energética (e até na segurança europeia!) baseada na Turquia ou na Argélia do que na Rússia!

Dito isto está tudo dito.


* As chamadas democracias liberais do ocidente acham-se o supra sumo da civilização em termos de organização política. E desconsideram qualquer outro sistema político. No entanto é nas democracias liberais que floresce o desrespeito pela vida, a destruição da família, a prostituição dos costumes, e todas aquelas anormalidades que a televisão nos impinge diariamente. E até a liberdade de expressão é uma falácia. Veja-se como os media censuram as notícias.    

segunda-feira, março 21, 2022

'Devem-se ouvir ambas as partes'

 

O major general Agostinho Costa pertence à OTAN e diz umas verdades com interesse. Logo, para a idiotia nacional é um perigoso 'putinista'. Assim vai o mundo...

domingo, março 20, 2022

A conversão da Rússia

 

Este era um desejo que ouvi desde a infância, associado inclusive à mensagem de Fátima, e que finalmente se cumpriu a partir da queda do comunismo soviético. Em termos políticos a conversão da Rússia iniciou-se pelo acto de contrição de Yeltsin perante a Duma e teve o seu momento solene quando Vladimir Putin voltou a incluir Deus na constituição da Rússia.

Entretanto a Europa católica, onde Portugal se inclui, tem vindo a seguir um caminho inverso e foi retirando Deus das respectivas constituições. Com o sofisma da separação entre a Igreja e o Estado, corta-se a raiz da tradição eliminando-se assim o essencial da cultura e identidade europeias.

Curiosamente ninguém está preocupado com a conversão da Europa!

quinta-feira, março 17, 2022

Guerra e Paz

Vigésimo segundo dia do conflito e vislumbram-se alguns sinais de que pode haver um acordo entre as partes. Tenho algumas dúvidas que seja muito diferente da proposta inicial apresentada por Putin. Prevejo o seguinte: - neutralidade da Ucrânia, reconhecimento da Crimeia e das repúblicas separatistas coincidindo com o território entretanto conquistado, território que garanta à  Rússia, tal como no passado, o pleno acesso ao mar de Azov e mar Negro. Odessa fica de fora e será uma espécie de moeda de troca. Nestas condições a Rússia retira o seu exército do resto da Ucrânia e aceita (até ver) Zelenski e o seu regime.

Parecem-me, repito, condições razoáveis para uma paz duradouro, que poderiam ter sido aceites por Zelenski logo de início poupando-se a Ucrânia à devastação de cidades e vidas. E aos riscos de uma guerra generalizada. Mas não foi e é por aqui que teremos que procurar as causas que ditaram a invasão.

Hoje o dilema de Putin parece claro: - ou invadia imediatamente a Ucrânia frustrando os planos da NATO de cercar a Rússia ou sujeitava-se a prazo ao fim da Rússia como potência determinante.

Putin escolheu aquilo que qualquer inquilino do Kremlin escolheria.


Nota do autor: Zelenski (ou alguém por ele) tem resistido ao estatuto de neutralidade invocando a segurança futura da Ucrânia e dá como exemplo a insegurança presente. É um sofisma. Haja alguém que lhe explique que, por exemplo, a segurança da Suécia ou da Finlândia é garantida precisamente pelo estatuto de neutralidade e que a actual insegurança da Ucrânia reside no facto de se ter aproximado da NATO, ao ponto de pedir a sua admissão. Agora podem negar ou dizer que já não querem aderir mas isso já não são sofismas, são mentiras.    

domingo, março 13, 2022

Saudades dos Czares!

Só o 'Czar de todas as Rússias' poderia mediar este conflito e poupar o principado de Kiev à previsível destruição. Putin sabe disso e estará a viver a inferioridade de Napoleão quando se comparava com os reis de França - 'o meu problema é não ser avô de mim próprio'! Ter o retrato de Nicolau I no seu gabinete não chega para curar as feridas da Ucrânia.

Entretanto a oeste nada de novo. Uma Europa falsificada e sem energia, reúne-se pomposamente em Versalhes para pedir energia a uma alemã que por acaso também tem pouca energia! Apesar de tudo Van der Leyden pode saborear alguma superioridade no mesmo local onde a Alemanha foi humilhada no fim da primeira guerra! Já pode armar-se até aos dentes para combater Putin que segundo consta ficou com o bigode do Hitler! No ocidente a política é uma questão de bigodes.

Para terminar, se quisermos resumir tudo isto eu diria que os russos e os ucranianos lutam no terreno pela sua independência política. A Europa e os europeus lutam nos gabinetes de Bruxelas pela sua dependência. Em termos gramaticais é só uma questão de prefixo.

sábado, março 05, 2022

A guerra vista por um general português



Ver, ouvir e compreender. No segundo dia do conflito acertou em tudo aquilo que veio a acontecer. Claro que nunca mais foi convidado para comentar fosse o que fosse.

segunda-feira, fevereiro 21, 2022

A servidão das nações

 

Quando a democracia serve para arrancar raízes com séculos de história, ou subjugar a vontade das nações à usura dos empréstimos, pode dizer-se que o liberalismo venceu em toda a linha e a escravidão veio para ficar.

Bastam dois exemplos para ilustrar o que afirmo.

O exemplo da descolonização portuguesa, irresponsável e criminosa, a troco da caridade de terceiros que assim pagam a nossa dependência e irrelevância. Uma dependência que não muda de figura pelo facto de haver outros na mesma situação.

E o outro exemplo estamos a vivê-lo em directo e a cores na Ucrânia, com o alto patrocínio da comunicação social. A Ucrânia que historicamente fala russo, que já deu czares à Rússia, está à beira de uma guerra consigo própria da qual será a primeira vítima!

Os grandes obreiros desta possível tragédia estão identificados: - a chantagem da união europeia acenando com promessas de mundos e fundos; a irresponsabilidade da NATO que não desiste de cercar a Rússia; e a habitual subserviência europeia, quer da NATO quer da união europeia.

O instrumento deste plano sinistro é como sempre a democracia liberal elevada à categoria de divindade! A receita é colocar na mesma balança a vontade de gerações e gerações de ucranianos com a vontade expressa de uma maioria fugaz numa fugaz decisão. E está feito. Quem vier atrás que feche a porta.

E já que falamos de receitas, a servidão das nações acompanha muito bem com a servidão das pessoas.

 

Saudações monárquicas

sexta-feira, fevereiro 18, 2022

'A conspiração contra o patriotismo'

 

'As instituições em Portugal são “pilhérias organizadas funcionando publicamente”, escrevia Eça em 1871. Evito, em princípio, generalizar excessivamente sobre Portugal e os portugueses, mas confesso que há momentos em que a coisa é irresistível e por estes dias a frase de Eça parece-me tão sólida e inabalável como uma demonstração matemática.

Vejamos. Oitenta por cento dos votos dos portugueses que habitam em outros países da Europa foram directamente das urnas para os caixotes de lixo. Tudo começou com PS e PSD a acordarem entre si uma ilegalidade: os votos da Europa seriam válidos mesmo que não acompanhados de uma fotocópia do cartão do cidadão. Acontece que a lei estipula expressamente que os votos não podem contar sem a tal fotocópia. O PSD depois voltou atrás. Mas já era tarde demais. Oitenta por cento dos votos, com ou sem fotocópia, tinham sido depositados nas mesmas urnas e era impossível distingui-los. Houve protestos. O Ministério da Administração Interna emitiu um comunicado onde manifestava, sem mais, a sua melancolia. Perante a enormidade do disparate, o Tribunal Constitucional decidiu unanimemente que a votação deverá ser repetida, atrasando por meses a tomada de posse do novo Governo. Prevê-se uma abstenção enormíssima nesta nova votação.

A Assembleia da República prepara-se aparentemente para negar ao Chega a vice-presidência a que ele constitucionalmente tem direito. Inventam-se rodriguinhos para justificar a ilegalidade do acto. Os rodriguinhos passam por uma litania de superioridade moral que torna pestíferos os eleitores do terceiro partido mais votado nas eleições. A Assembleia da República irá portanto, através deste procedimento discriminatório, negar, com virtuosos sentimentos e auroral boa consciência, a legitimidade da representação.

A Polícia Judiciária captura, no seu quarto, um miúdo de dezoito anos, que, segundo informação do FBI, havia confessado nas “redes sociais” a intenção de matar indiscriminadamente vários colegas na Universidade. Sucedem-se versões contraditórias sobre os planos e sobre o “arsenal” de armas que guardaria no seu quarto e questiona-se legitimamente se a intenção era real ou apenas a fantasia de um miúdo com problemas. Não importa. A comunicação social declara, ufana, que temos “terrorista”. Não um terrorista de extrema-esquerda, com provas dadas, como os das FP-25, nem um terrorista islâmico, como vários que por cá passaram ou por cá nasceram. Upa! Upa! Um terrorista “à americana”. O júbilo de ter um “terrorista” assim não se conta. As televisões enchem-se de uma chusma de psicólogos que explicam o verosímil perfil do miúdo, o João. O país mergulha, atónito, à pala do João, no oceano da terminologia psiquiátrica. É sempre bom aprender.

A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género acusa um concorrente do “Big Brother dos Famosos”, o antigo presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, de “violência doméstica” contra uma outra concorrente do programa, a Liliana, aparentemente sua namorada. Uma influencer, autodesignada por “A Pipoca Mais Doce”, apoia energicamente a denúncia, no que é acompanhada por Joana Mortágua, do Bloco, que vê no programa “machismo e o pior do capitalismo” (uma pessoa pergunta-se o que é que para ela é o melhor – acontece-me a mesma coisa quando o PC fala de “capitalismo de casino”: que outro capitalismo recolhe os favores do PC?). De qualquer maneira, eu já tinha antecipado um triste fim para o Bruno, quando, num zapping, tinha apanhado, há uma ou duas semanas, uma discussão entre ele e outros concorrentes em torno do misterioso tema “quem fez o arroz?”. Os sinais não podiam enganar-nos quanto ao destino do homem que outrora era acusado de comandar um bando de terroristas e cujas conferências de imprensa, longas de horas, ocuparam, durante mais de um mês, todas as televisões. A decadência é assim, e por cima disso, lá veio para a televisão a habitual chusma de psicólogos com a nobre missão de escalpelizar o seu carácter. A ERC já se meteu ao barulho e ameaça investigar a TVI, que emite o tal Big Brother.

O Presidente da República recebeu a nossa vitoriosa selecção de Futsal e aproveitou para nos instruir, como só ele sabe, sobre os mistérios da portugalidade. Segundo a sua voz autorizada, forte de estudos históricos e etnográficos, apesar de “em Portugal, ao primeiro desaire, a ideia [ser] mudar tudo o que se pode”, há momentos em que os arcanos da alma portuguesa se revelam no seu imaculado fulgor. Quais são eles? Quando chega “o instante decisivo onde se ganha ou se perde. Aí [somos] muito portugueses, heróicos nos momentos cruciais”. Cesse, de facto, o que a musa antiga canta. Ele próprio, de resto, nos dá frequentemente o magnífico exemplo desta nossa excelsa virtude, quando, por exemplo, num jantar de gala no Eliseu, canta, acompanhado por vários artistas integrados na sua comitiva, o peito ilustre lusitano, sob a forma da “Grândola, vila morena”. O momento foi oportuno e a escolha musical foi judiciosa, até porque, se a sua opção tivesse o nosso hino, os franceses poderiam pensar que era a Marselhesa mal cantada.

Francamente, esta sucessão de episódios grotescos parece-me a confirmação plena da afirmação de Eça segundo a qual as instituições em Portugal são “pilhérias organizadas funcionando publicamente”. Pilhérias, além disso, que servem como instrumento de uma conspiração generalizada destinada a destruir sistematicamente tudo o que possa sobrar de patriotismo em Portugal.'

Paulo Tunhas, in Observador (17/02)


Comentário do Interregno: Parabéns ao autor! Artigo certeiro e claro! 

Começando pelo fim: - 'o patriotismo do hóquei em patins transformado em futsal'; desde 1820 que o hino oculto é a marselhesa;

Bruno de Carvalho, 'Romeu na ilha de Lesbos' enfurecendo ilhéus e ilhotas; e obviamente a 'comissão não sei das quantas'; o resto são audiências; 

O 'João terrorista' e o provincianismo português; sem esquecer que Eça também sofria do mesmo mal; 

O Chega ainda não chegou mas vai chegar. Durante séculos chegámos sempre primeiro, agora chegamos sempre tarde;

A anulação/repetição do voto dos emigrantes é mais um episódio do elefante que temos no meio da sala mas que ninguém quer ver ou mudar porque dá jeito a todos. O elefante é a constituição mais extensa do universo, que se mete em tudo e não resolve nada mas sempre que é preciso segura o regime.

Uma pergunta final ao autor: - mas que portugueses é que esperava encontrar nos dias de hoje para que Portugal fosse diferente do que é? A 'raça dos navegadores' de que falava Pessoa já era uma saudade! E sem aquele espírito o patriotismo dissolve-se.

Saudações monárquicas

quarta-feira, fevereiro 16, 2022

Bruno e Putin os homens de quem se fala!

 

O mundo suspenso das manobras de Putin e Bruno de Carvalho, a oeste da Ucrânia, a fazer disparar audiências em paixão ardente! Ela que se afirmava lésbica, apaixonou-se por ele, e ele que sempre se afirmou homem, apaixonou-se por ela, indícios mais que suficientes para a ‘Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género’ intervir acusando Bruno de violência doméstica. Um beijo fora dos cânones precipitou os acontecimentos. Repentino e arrebatado Bruno agarrou-a pelo pescoço e beijaram-se num dos corredores do Big Brother. O vídeo tornou-se viral. Mais tarde confrontada com as imagens ela disse que gostou e gosta de ser amada assim. Foi aí que as coisas pioraram. Enfurecidas e desafiadas as organizações que zelam pelo pensamento único televisivo expulsaram Bruno do programa separando assim os namorados. Os portugueses votaram disse a apresentadora. E o país idiota respirou de alívio.

Este postal não tem a ver com Putin nem com Bruno de Carvalho embora sejam dois personagens com quem simpatizo. Não se comparam, mas têm algo em comum. Bruno de Carvalho é odiado por uma série de pessoas que detesto. Putin, idem. E às vezes isso basta para começarmos a simpatizar com alguém.

domingo, fevereiro 13, 2022

Zita Seabra sabe do que fala!

https://sol.sapo.pt/artigo/762133/zita-seabra-parecemos-um-museu-ainda-temos-um-partido-comunista

Em entrevista ao jornal 'Sol' Zita Seabra abre o livro da sua vasta experiência política e faz uma análise ao nosso sistema partidário, lançando ao mesmo tempo uma perspectiva sobre o futuro. Do seu ponto de vista PCP, Bloco, PSD e CDS, ou estão mortos ou à beira disso. E na actual conjuntura só o PS, IL e Chega têm condições para representar quer as aspirações quer a insatisfação eleitoral.

Uma bela entrevista!



quinta-feira, fevereiro 10, 2022

As nossas cores

 

Quando em tempos escrevi uns versos sobre as cores de Portugal referia-me à bandeira do Fundador, ao azul e branco que permaneceu durante séculos até que em outubro de 1910 nos foi imposta a bandeira verde rubra da Carbonária. Organização terrorista, braço armado do partido republicano que assim chegava ao poder.   

Mas não é dessas cores que vos quero falar agora, muito embora seja verdade que no momento em que negamos os símbolos ancestrais e tentamos reescrever a história, as coisas nunca ficam por aqui. Por isso foi sem surpresa que assisti na televisão a um curioso debate sobre a cor da pele dos portugueses!

O mote foi dado por um deputado do Chega que disse o óbvio – os portugueses são brancos. Caiu o Carmo e a Trindade! Provávelmente terá cometido um erro, terá ido muito atrás, deveria ter-se limitado à história que se aprendia na antiga quarta classe. Aos momentos constituintes do que é ser português.

E aí teria sido mais fácil explicar que Afonso Henriques e a sua mãe, apesar das desavenças, eram brancos, que o Condestável era branco, e que os navegadores ou conquistadores quando desembarcaram pela primeira vez em terras remotas também eram brancos.

Outra coisa são as cores do império. E esse, sim, teve e tem muitas cores, e com as quais convivemos por mais de quinhentos anos. E não terá sido uma convivência difícil para durar tanto tempo!

Portanto, da pseudopolémica o que sobra? Que se não forem os portugueses a defenderem a sua herança não estou a ver quem a possa defender.

Saudações monárquicas

sábado, fevereiro 05, 2022

Para que não restem dúvidas...

 

Para que não restem mais dúvidas, a direita não pode ser representada por um partido social democrata. Isto tem acontecido em Portugal há tempo demais e prova o embuste em que temos vivido. 

 Saudações monárquicas