Sonho sexagenário
Que a gôta não me apoquente
Que o coração não me enfarte
Que a tentação não me tente
E o juízo não me falte!
Que o tempo corra sem pressa
Porque eu assim não me canso
Que o meu amor não me esqueça
Para manter o balanço!
Que a discussão seja amena
Se perdermos outra vez
E a reforma que é pequena
Chegue até ao fim do mês!
Mas se acham que exagero
Retiro tudo o que disse
Porque afinal o que eu quero
É ter tudo na velhice!
terça-feira, novembro 30, 2010
sexta-feira, novembro 26, 2010
Antes do terramoto
Sempre nos fizeram crer que Lisboa antes do terramoto de 1755 era feia, suja, antiquada, e que a reconstrução operada pelo Marquez de Pombal a transformou numa das mais belas cidades da Europa. Nada mais falso. Lisboa sempre foi elogiada pela sua beleza e as imagens virtuais que a tecnologia consegue revelar mostram-nos aquilo que era óbvio: - uma cidade harmoniosa, virada para o rio, respeitando a história e o sentido de praças, ruas e lugares.
Pelo contrário, Sebastião Carvalho e Melo, homem sem dúvida determinado, privilegiou uma arquitectura (a régua e esquadro), sem diversidade, fortemente igualitária, onde nada nem ninguém se podia destacar, incluindo as Igrejas! Esta Lisboa pombalina tem a sua apoteose numa praça bonita (o sítio também ajuda) com um senão: - chama-se do Comércio mas não tem comércio, chama-se Terreiro do Paço, mas não tem Paço!
Está hoje infestada de ministérios e é apenas cruzada por quem se dirige à outra banda. Neste sentido tem razão o poeta que acusou Pombal de plantar barrotes em lugar de árvores.
Mas a obra de Pombal também pode ser acusada de afastar a população do rio. Em vez de construir segundo a antiga traça, pondo a cidade à beira do Tejo, preferiu continentalizá-la apontando na perpendicular em direcção às avenidas novas e ao Campo Grande! Onde a maresia não se sente e os barquinhos que existem são os do respectivo lago. Há patinhos… mas não há oriente.
Saudações monárquicas
Pelo contrário, Sebastião Carvalho e Melo, homem sem dúvida determinado, privilegiou uma arquitectura (a régua e esquadro), sem diversidade, fortemente igualitária, onde nada nem ninguém se podia destacar, incluindo as Igrejas! Esta Lisboa pombalina tem a sua apoteose numa praça bonita (o sítio também ajuda) com um senão: - chama-se do Comércio mas não tem comércio, chama-se Terreiro do Paço, mas não tem Paço!
Está hoje infestada de ministérios e é apenas cruzada por quem se dirige à outra banda. Neste sentido tem razão o poeta que acusou Pombal de plantar barrotes em lugar de árvores.
Mas a obra de Pombal também pode ser acusada de afastar a população do rio. Em vez de construir segundo a antiga traça, pondo a cidade à beira do Tejo, preferiu continentalizá-la apontando na perpendicular em direcção às avenidas novas e ao Campo Grande! Onde a maresia não se sente e os barquinhos que existem são os do respectivo lago. Há patinhos… mas não há oriente.
Saudações monárquicas
terça-feira, novembro 23, 2010
“O maior fracasso da democracia”!
Clara Ferreira Alves faz parte do ‘eixo do mal’ e escreve no Expresso. Nos seus mais recentes escritos tem vindo a denunciar uma série de anomalias que vicejam neste ‘quintal’ à beira mar plantado! Diz ela, em resumo: -
“Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.”
Já sabíamos, mas alvíssaras para a senhora, porque descobriu finalmente que o Portugal democrático nunca deixou de ser uma mistificação. Aliás a palavra democracia é ela própria uma mistificação, já que é utilizada por gentes e hábitos políticos tão diversos. Foi útil (é útil) para atacar a Igreja Católica e os seus princípios, foi útil (é útil) para atacar a trilogia Deus, Pátria, Rei, tradição constituinte de um povo, e como consequência tornou-se útil para atacar as bases da família. Com a inversão de valores (e ausência de referências) que o facto comporta.
Mas isso a senhora (tão esperta, tão culta) não percebe.
E não percebe, porque a democracia (ou seja lá o que isso for) não é um fim mas apenas um instrumento político para aperfeiçoamento da vida comunitária. E o que começamos a perceber é que tal instrumento só funciona razoavelmente quando estão reunidas determinadas condições prévias… adivinhem quais?!
Eu ajudo – se lerem o postal ao contrário, do fim para o princípio, chegam lá concerteza. Se calhar até a Clarinha lá chega!
Saudações monárquicas
“Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.”
Já sabíamos, mas alvíssaras para a senhora, porque descobriu finalmente que o Portugal democrático nunca deixou de ser uma mistificação. Aliás a palavra democracia é ela própria uma mistificação, já que é utilizada por gentes e hábitos políticos tão diversos. Foi útil (é útil) para atacar a Igreja Católica e os seus princípios, foi útil (é útil) para atacar a trilogia Deus, Pátria, Rei, tradição constituinte de um povo, e como consequência tornou-se útil para atacar as bases da família. Com a inversão de valores (e ausência de referências) que o facto comporta.
Mas isso a senhora (tão esperta, tão culta) não percebe.
E não percebe, porque a democracia (ou seja lá o que isso for) não é um fim mas apenas um instrumento político para aperfeiçoamento da vida comunitária. E o que começamos a perceber é que tal instrumento só funciona razoavelmente quando estão reunidas determinadas condições prévias… adivinhem quais?!
Eu ajudo – se lerem o postal ao contrário, do fim para o princípio, chegam lá concerteza. Se calhar até a Clarinha lá chega!
Saudações monárquicas
domingo, novembro 21, 2010
Lisboa babilónia
Diz-se que na antiga Babilónia construíram uma torre para chegar ao Céu, mas Deus, incomodado com tanta proximidade, pôs os atrevidos a falar línguas diferentes e logo se desentenderam. E a torre caiu.
Em Lisboa passou-se mais ou menos o mesmo com uma diferença, não foi necessária a intervenção divina para percebermos que falavam línguas diferentes quando se referiam ao futuro da velha torre de Babel. A confirmar esta dificuldade um batalhão de analistas e estrategas esforçou-se (durante três dias) por descobrir nas entrelinhas, nas vírgulas e nas palavras mais repetidas, algum indício… que chegasse ao céu. Tarefa vã uma vez que a unanimidade se escondeu numa única frase – ‘cimeira histórica’!
Histórias à parte, é bem possível que a verdadeira agenda não tenha sido revelada ao público, ou por ser inconveniente, ou por ser redundante! Redundante, porque se tratava de arrumar (e arquivar) a ‘tralha’ que havia sobrado da guerra fria; inconveniente, porque o que se pretendia era encontrar um consenso alargado para (mais dia, menos dia) abater o Irão, tal como Bush pai e filho, já haviam feito para liquidar o Iraque com a historieta das armas de destruição massiva. Percebe-se que estas coisas tenham que ser (bem) manobradas para que não venha à baila o arsenal nuclear de Israel, da Índia ou do Paquistão, considerados 'nuclear amigo'! E claro, também seria desagradável mencionar a Coreia do Norte, por causa da China. Estes e outros assuntos ficaram convenientemente na gaveta.
Reservo um último capítulo para a participação portuguesa nesta cimeira! À semelhança do que aconteceu com o tratado de Lisboa os portugueses dominaram mais uma vez os acontecimentos melhorando inclusive na serenidade da linguagem, evitando pás e porreiros! É claro que tudo isto tem duas leituras e admito que os mais cépticos estejam a pensar nas consequências do Tratado de Lisboa e por aqui concluam que quando os portugueses chegam ao topo… pode vir aí borrasca da grossa! Pode ser que não, vamos ser positivos, não esqueçamos que Sócrates recebeu um elogio de Obama (!), o que augura uma próxima futura aposentação só para organizar cimeiras pelo planeta! E deve levar consigo o seu ministro da administração interna, um verdadeiro especialista em bloquear e imobilizar cidades inteiras em nome da segurança dos altos interesses, das altas individualidades! Amanhã continua a vidinha dos portugueses, com todos os seus problemas, e todas as suas (ridículas) inseguranças.
Saudações monárquicas
Em Lisboa passou-se mais ou menos o mesmo com uma diferença, não foi necessária a intervenção divina para percebermos que falavam línguas diferentes quando se referiam ao futuro da velha torre de Babel. A confirmar esta dificuldade um batalhão de analistas e estrategas esforçou-se (durante três dias) por descobrir nas entrelinhas, nas vírgulas e nas palavras mais repetidas, algum indício… que chegasse ao céu. Tarefa vã uma vez que a unanimidade se escondeu numa única frase – ‘cimeira histórica’!
Histórias à parte, é bem possível que a verdadeira agenda não tenha sido revelada ao público, ou por ser inconveniente, ou por ser redundante! Redundante, porque se tratava de arrumar (e arquivar) a ‘tralha’ que havia sobrado da guerra fria; inconveniente, porque o que se pretendia era encontrar um consenso alargado para (mais dia, menos dia) abater o Irão, tal como Bush pai e filho, já haviam feito para liquidar o Iraque com a historieta das armas de destruição massiva. Percebe-se que estas coisas tenham que ser (bem) manobradas para que não venha à baila o arsenal nuclear de Israel, da Índia ou do Paquistão, considerados 'nuclear amigo'! E claro, também seria desagradável mencionar a Coreia do Norte, por causa da China. Estes e outros assuntos ficaram convenientemente na gaveta.
Reservo um último capítulo para a participação portuguesa nesta cimeira! À semelhança do que aconteceu com o tratado de Lisboa os portugueses dominaram mais uma vez os acontecimentos melhorando inclusive na serenidade da linguagem, evitando pás e porreiros! É claro que tudo isto tem duas leituras e admito que os mais cépticos estejam a pensar nas consequências do Tratado de Lisboa e por aqui concluam que quando os portugueses chegam ao topo… pode vir aí borrasca da grossa! Pode ser que não, vamos ser positivos, não esqueçamos que Sócrates recebeu um elogio de Obama (!), o que augura uma próxima futura aposentação só para organizar cimeiras pelo planeta! E deve levar consigo o seu ministro da administração interna, um verdadeiro especialista em bloquear e imobilizar cidades inteiras em nome da segurança dos altos interesses, das altas individualidades! Amanhã continua a vidinha dos portugueses, com todos os seus problemas, e todas as suas (ridículas) inseguranças.
Saudações monárquicas
quinta-feira, novembro 18, 2010
Selecção republicana 4 – Espanha 0
A crónica podia começar assim:
A selecção escalada para celebrar a implantação da república e o resto do ‘brilhante’ centenário (48 anos de ditadura incluídos) esmagou hoje a Espanha, actuais campeões do mundo, por quatro bolas a zero! A equipa que trajava de branco com lista vertical verde encarnada (cores da carbonária e da projectada união ibérica), realizou excelente exibição, bastante diferente da efectuada na África do Sul por ocasião do campeonato do mundo. Desta vez os jogadores honraram os seus pergaminhos (e vencimentos) já que na sua grande maioria alinham nos melhores clubes do planeta.
Ou podia começar assim:
O jogo amigável entre Portugal e Espanha (incluído na promoção da candidatura ibérica ao campeonato do mundo de 2018) acabou com a vitória, inteiramente justa da equipa portuguesa que desta vez não se inferiorizou perante a estatura do adversário.
Ou então assim:
A instrumentalização do desporto por parte dos regimes republicanos para fins exclusivamente propagandísticos é pecha antiga a que não escapam mesmo aquelas repúblicas que se dizem ‘democráticas’! Era assim na União Soviética e na Alemanha de Hitler, foi assim na ditadura de Salazar, e de um modo geral é assim por todo o terceiro mundo. Portugal está portanto bem acompanhado nesta ‘Taça’ do centenário com um único senão – aquela não era ‘a equipa de todos nós’. Mas isso é de somenos para quem instrumentaliza, assim como é de somenos para a populaça que gosta de ‘pão e circo’, embora haja cada vez menos pão e haja cada vez mais circo!
Nota da redacção: A monarquia nunca comemorou centenários. E foram sete.
Saudações monárquicas
A selecção escalada para celebrar a implantação da república e o resto do ‘brilhante’ centenário (48 anos de ditadura incluídos) esmagou hoje a Espanha, actuais campeões do mundo, por quatro bolas a zero! A equipa que trajava de branco com lista vertical verde encarnada (cores da carbonária e da projectada união ibérica), realizou excelente exibição, bastante diferente da efectuada na África do Sul por ocasião do campeonato do mundo. Desta vez os jogadores honraram os seus pergaminhos (e vencimentos) já que na sua grande maioria alinham nos melhores clubes do planeta.
Ou podia começar assim:
O jogo amigável entre Portugal e Espanha (incluído na promoção da candidatura ibérica ao campeonato do mundo de 2018) acabou com a vitória, inteiramente justa da equipa portuguesa que desta vez não se inferiorizou perante a estatura do adversário.
Ou então assim:
A instrumentalização do desporto por parte dos regimes republicanos para fins exclusivamente propagandísticos é pecha antiga a que não escapam mesmo aquelas repúblicas que se dizem ‘democráticas’! Era assim na União Soviética e na Alemanha de Hitler, foi assim na ditadura de Salazar, e de um modo geral é assim por todo o terceiro mundo. Portugal está portanto bem acompanhado nesta ‘Taça’ do centenário com um único senão – aquela não era ‘a equipa de todos nós’. Mas isso é de somenos para quem instrumentaliza, assim como é de somenos para a populaça que gosta de ‘pão e circo’, embora haja cada vez menos pão e haja cada vez mais circo!
Nota da redacção: A monarquia nunca comemorou centenários. E foram sete.
Saudações monárquicas
terça-feira, novembro 16, 2010
Refrão
Quem mais?!
Quem mais!
Poderia ajudar este velho gaiteiro
Que aprendeu na Europa a ser caloteiro
E esqueceu na Europa que nasceu marinheiro!
Quem mais!
Poderia ajudar este velho guerreiro
Que chegou pelo mar e foi o primeiro
Mil quatrocentos e tal, para ser verdadeiro!
Quem mais… a não ser…
As antigas colónias presentes
Memórias de outros orientes
Macau, Dili ou a Índia concani!
Quem mais… a não ser…
O irmão de Maputo, o guarani resoluto
A saudade angolana, toda a Taprobana
Quem mais para te comprar a dívida soberana?!
Quem mais?!
Quem mais!
Poderia ajudar este velho gaiteiro
Que aprendeu na Europa a ser caloteiro
E esqueceu na Europa que nasceu marinheiro!
Quem mais!
Poderia ajudar este velho guerreiro
Que chegou pelo mar e foi o primeiro
Mil quatrocentos e tal, para ser verdadeiro!
Quem mais… a não ser…
As antigas colónias presentes
Memórias de outros orientes
Macau, Dili ou a Índia concani!
Quem mais… a não ser…
O irmão de Maputo, o guarani resoluto
A saudade angolana, toda a Taprobana
Quem mais para te comprar a dívida soberana?!
Quem mais?!
segunda-feira, novembro 15, 2010
Quem mais?!
Sim, quem mais poderia ajudar este velho cavaleiro endividado (reformado) sem dinheiro, sem cavalo, sem futuro que é coisa que nunca falo! Quem mais senão a família, as antigas colónias presentes, as memórias de antigos orientes, desde a longínqua Díli, que fica mesmo ali, passando pela China ou a Índia concani! Quem mais senão os nossos irmãos de Maputo ou Lourenço Marques tanto faz, de São Paulo ou São Paulo de Luanda! Pobres e menos pobres dispõem-se a comprar a dívida do nosso descontentamento! A dívida que contraímos para mudar de destino, plástica mal sucedida na Europa! Silicone a mais para esconder as rugas do passado… Coisa de velho gaiteiro.
Agradecido, envergonhado, aceito a ajuda familiar, sem precisar de estender a mão porque não se estende a mão a quem nos pega ao colo. Em nome da história comum, subscrevo-me,
Saudações monárquicas
Agradecido, envergonhado, aceito a ajuda familiar, sem precisar de estender a mão porque não se estende a mão a quem nos pega ao colo. Em nome da história comum, subscrevo-me,
Saudações monárquicas
quinta-feira, novembro 11, 2010
Posta restante
Chegou hoje um telegrama
‘FMI a caminho’
A dívida é soberana
Ai chora, chora, baixinho!
São contas do centenário
São juros do carbonário
A república falida
E Portugal foi à vida!
Acabaram-se os segredos
Companheiro, põe-te a pau
Vão-se os anéis e os dedos
Vai Sines atrás de Macau!
Se há um pingo de vergonha
Para salvar o que resta
Pátria, outrora risonha,
Ergue-te, luta, protesta!
‘FMI a caminho’
A dívida é soberana
Ai chora, chora, baixinho!
São contas do centenário
São juros do carbonário
A república falida
E Portugal foi à vida!
Acabaram-se os segredos
Companheiro, põe-te a pau
Vão-se os anéis e os dedos
Vai Sines atrás de Macau!
Se há um pingo de vergonha
Para salvar o que resta
Pátria, outrora risonha,
Ergue-te, luta, protesta!
.
(Trova para canto e assobio junto ao Palácio de Belém, no logradouro de São Bento e nas escadarias da assembleia da república, com amplificador.)
(Trova para canto e assobio junto ao Palácio de Belém, no logradouro de São Bento e nas escadarias da assembleia da república, com amplificador.)
terça-feira, novembro 09, 2010
Telegrama
União ibérica a caminho república centenário carbonário casa pia perjuro dívida vendida china mandaretes murchos cinco a zero vítor pereira desculpas então e o Paços, pá?!
Sem virgulas acentos bolas de golfe para substituir as que faltam escrito ao abrigo do acordo ortográfico selecção lusa vai jogar próximo dia dezassete com castelhana para celebrar obra acabada oito séculos (menos sessenta anos) mandados às urtigas ninguém repara. Falta TGV, inaugurações, figurões, de lá para cá e de cá para lá benfica madrid sempre! Então e o mar, pá?!
Estamos feitos.
Sem virgulas acentos bolas de golfe para substituir as que faltam escrito ao abrigo do acordo ortográfico selecção lusa vai jogar próximo dia dezassete com castelhana para celebrar obra acabada oito séculos (menos sessenta anos) mandados às urtigas ninguém repara. Falta TGV, inaugurações, figurões, de lá para cá e de cá para lá benfica madrid sempre! Então e o mar, pá?!
Estamos feitos.
segunda-feira, novembro 08, 2010
Public party
Reduzido no seu objecto social a dar sustento à sua própria máquina trituradora, o estado português bem pode esperar por melhores dias! De facto, o país é hoje propriedade indiscutível da enorme massa humana que se senta à mesa do orçamento e que, directa ou indirectamente, com lugares sentados ou em pé, com mais ou menos talheres, tudo gasta e tudo consome de forma insaciável. Nem sequer ficam de fora os bancos e as grandes empresas, antes pelo contrário, têm lugar cativo, negócios certos, confundem-se com o próprio estado!
É este o maior partido português, é ele que decide as eleições, é ele que alimenta o parlamento, é ele que consome os impostos, é por ele que nos endividamos todos os dias, é por causa dele que todos os dias perdemos a independência.
Dito isto, assaltam-me várias conclusões e algumas perguntas:
A primeira conclusão é que um país destes é ingovernável.
Segunda conclusão: - É impossível derrubar por meios pacíficos a ditadura deste ‘public party’.
E surge a primeira pergunta: - Como regressar ao objecto social desta grande empresa chamada Portugal, ao único admissível, que passa obrigatóriamente por tratar todos os seus filhos de forma equitativa, sem pôr em risco o futuro da comunidade?!
Segunda pergunta: Porque não aceitar a inevitabilidade de um país que terá sempre muitos funcionários públicos, muitos negócios dependentes do estado, mas onde o leque de remunerações terá de ser obrigatóriamente baixo, e os negócios parcos e muito bem pensados?!
Salazar funcionava assim e o estado funcionava bem e sem dívidas.
Até me custa dar este exemplo… de quem traiu a monarquia e hipotecou com isso o futuro de Portugal. Como agora e todos os dias se demonstra.
Saudações monárquicas
É este o maior partido português, é ele que decide as eleições, é ele que alimenta o parlamento, é ele que consome os impostos, é por ele que nos endividamos todos os dias, é por causa dele que todos os dias perdemos a independência.
Dito isto, assaltam-me várias conclusões e algumas perguntas:
A primeira conclusão é que um país destes é ingovernável.
Segunda conclusão: - É impossível derrubar por meios pacíficos a ditadura deste ‘public party’.
E surge a primeira pergunta: - Como regressar ao objecto social desta grande empresa chamada Portugal, ao único admissível, que passa obrigatóriamente por tratar todos os seus filhos de forma equitativa, sem pôr em risco o futuro da comunidade?!
Segunda pergunta: Porque não aceitar a inevitabilidade de um país que terá sempre muitos funcionários públicos, muitos negócios dependentes do estado, mas onde o leque de remunerações terá de ser obrigatóriamente baixo, e os negócios parcos e muito bem pensados?!
Salazar funcionava assim e o estado funcionava bem e sem dívidas.
Até me custa dar este exemplo… de quem traiu a monarquia e hipotecou com isso o futuro de Portugal. Como agora e todos os dias se demonstra.
Saudações monárquicas
terça-feira, novembro 02, 2010
Notícia do Achamento
Nunca fui ao Brasil (devo ter sido o único da família!) mas em compensação tive (em épocas diferentes!) duas namoradas brasileiras. Uma da favela, outra do Leblon e assim acabei por conhecer o país por dentro. Não todo, evidentemente, o possível.
E do que conheci, confesso, não me impressionou! Especialmente aquela parte em que eu falava do Dom Pedro (ou da Leopoldina) e me respondiam com um encolher de ombros ou com uma escola de samba! No máximo dos máximos, o império ficava-se pela princesa Isabel e a abolição da escravatura e nisso coincidiam quer a favela quer a nata de Ipanema. Às vezes, na minha ignorância, arriscava dizer-lhes que no tempo do Império (monarquia) o Brasil tinha outra cotação (para melhor) no ranking das nações civilizadas. Elas sorriam condescendentes e diziam que isso de monarquia era ‘coisa antiga de porr-tu-guês’! E eu mudava de assunto até porque vinha sempre à conversa, para eu não me esquecer – ‘Portugal é um ponto no mapa’! Essa era a parte em que eu me zangava, ameaçava acabar com o namoro, enquanto remoía… ‘Vós, poderoso Rei cujo alto Império, o sol logo nascendo vê primeiro, vê-o também no meio do hemisfério, e quando desce o deixa derradeiro…’ Bem sei, outros tempos…
Mas pergunta-se: – era só isso, não namoravam?! Namorávamos.
Ora bem, feito o registo de interesses, mergulhemos nas eleições brasileiras e por consequência na Dilma Roussef. Para já não gosto do nome. Embora eu próprio tenha costela russa (pré-bolchevique) o nome de Roussef lembra-me precisamente o contrário – bolchevique! Reciclada por conveniência de serviço, não deixa de ser um atentado à inteligência (e à fraqueza de espírito) ter alguma vez militado numa espécie de organização comunista! Se não é verdade, retiro tudo o que disse, menos a impressão, e essa é no fundo a que fica. Pelo sim pelo não, Dilma não seria minha namorada.
Saudações monárquicas
E do que conheci, confesso, não me impressionou! Especialmente aquela parte em que eu falava do Dom Pedro (ou da Leopoldina) e me respondiam com um encolher de ombros ou com uma escola de samba! No máximo dos máximos, o império ficava-se pela princesa Isabel e a abolição da escravatura e nisso coincidiam quer a favela quer a nata de Ipanema. Às vezes, na minha ignorância, arriscava dizer-lhes que no tempo do Império (monarquia) o Brasil tinha outra cotação (para melhor) no ranking das nações civilizadas. Elas sorriam condescendentes e diziam que isso de monarquia era ‘coisa antiga de porr-tu-guês’! E eu mudava de assunto até porque vinha sempre à conversa, para eu não me esquecer – ‘Portugal é um ponto no mapa’! Essa era a parte em que eu me zangava, ameaçava acabar com o namoro, enquanto remoía… ‘Vós, poderoso Rei cujo alto Império, o sol logo nascendo vê primeiro, vê-o também no meio do hemisfério, e quando desce o deixa derradeiro…’ Bem sei, outros tempos…
Mas pergunta-se: – era só isso, não namoravam?! Namorávamos.
Ora bem, feito o registo de interesses, mergulhemos nas eleições brasileiras e por consequência na Dilma Roussef. Para já não gosto do nome. Embora eu próprio tenha costela russa (pré-bolchevique) o nome de Roussef lembra-me precisamente o contrário – bolchevique! Reciclada por conveniência de serviço, não deixa de ser um atentado à inteligência (e à fraqueza de espírito) ter alguma vez militado numa espécie de organização comunista! Se não é verdade, retiro tudo o que disse, menos a impressão, e essa é no fundo a que fica. Pelo sim pelo não, Dilma não seria minha namorada.
Saudações monárquicas
segunda-feira, novembro 01, 2010
Todos os Santos em Bogotá
Todos os Santos
Todas as preces
Todos os prantos
Para ficar!
Todos os dias
Todos os mares
Todos os ventos
Para zarpar!
Todas as vezes
Todas as voltas
Que o mundo dá…
Acordei hoje em Bogotá!
(refrão)
.
Todas as festas
Toda a alegria
Todos os anos
Por este dia!
Todas as preces
Todos os prantos
Para ficar!
Todos os dias
Todos os mares
Todos os ventos
Para zarpar!
Todas as vezes
Todas as voltas
Que o mundo dá…
Acordei hoje em Bogotá!
(refrão)
.
Todas as festas
Toda a alegria
Todos os anos
Por este dia!
domingo, outubro 31, 2010
Orçamento ao Domingo
Quanto é que orça não sei
Orças tu e orço eu
Ando no vira e virei
Não sei quantos orçamentos
São dez milhões de jumentos
Mais os trocos que te dei
Quanto é que orça não sei
Nem isso me importa agora
Qualquer dia vou-me embora
É sempre a mesma cantiga
E haverá sempre quem diga
Que mil saudades deixei!
Orças tu e orço eu
Ando no vira e virei
Não sei quantos orçamentos
São dez milhões de jumentos
Mais os trocos que te dei
Quanto é que orça não sei
Nem isso me importa agora
Qualquer dia vou-me embora
É sempre a mesma cantiga
E haverá sempre quem diga
Que mil saudades deixei!
quarta-feira, outubro 27, 2010
Semicúpio
Quando o semi presidente chegou ao Centro Cultural de Belém eu vi logo que ele se ía semi recandidatar. Bastou-me ver o cortejo, a ansiedade popular, e todas aquelas figuras que aparecem nestas ocasiões! Acertei, vamos ter novo semi presidente!
Estava lá a Beleza da Fundação que Cavaco inaugurou no cinco de Outubro! Podia lá esquecer-me de obra tão republicana, tão Afonso Costa! Estava um Lobo Antunes, famosa dinastia desta terceira república! Estavam fadistas e a Manuela não podia faltar. Qual Manuela?! A das acções benfiquistas! Não estava o Marcelo que deu a notícia! Nem estava o fiel amigo e conselheiro ex-BPN! E estava a família, bastante mais complexa que as famílias reais! Porque mete compadres e comadres. Estava tudo a condizer, até o discurso, auto (semi) elogioso: - ‘onde estaria Portugal se eu não fosse o (semi) presidente da república?!’
Nem melhor, nem pior, na mesma!
Saudações monárquicas
Estava lá a Beleza da Fundação que Cavaco inaugurou no cinco de Outubro! Podia lá esquecer-me de obra tão republicana, tão Afonso Costa! Estava um Lobo Antunes, famosa dinastia desta terceira república! Estavam fadistas e a Manuela não podia faltar. Qual Manuela?! A das acções benfiquistas! Não estava o Marcelo que deu a notícia! Nem estava o fiel amigo e conselheiro ex-BPN! E estava a família, bastante mais complexa que as famílias reais! Porque mete compadres e comadres. Estava tudo a condizer, até o discurso, auto (semi) elogioso: - ‘onde estaria Portugal se eu não fosse o (semi) presidente da república?!’
Nem melhor, nem pior, na mesma!
Saudações monárquicas
terça-feira, outubro 26, 2010
O ‘suspense’ e o suspensório!
Esta história
Repetida,
Dividida,
Requentada
É chacota,
É batota,
Mal contada
O problema
Do dilema
É acessório
Já não sinto
Já não penso,
Estou suspenso
Aperto o cinto?!
Ou o suspensório?!
E convenhamos…
O candidato
Recandidato
É mesmo chato!
Repetida,
Dividida,
Requentada
É chacota,
É batota,
Mal contada
O problema
Do dilema
É acessório
Já não sinto
Já não penso,
Estou suspenso
Aperto o cinto?!
Ou o suspensório?!
E convenhamos…
O candidato
Recandidato
É mesmo chato!
domingo, outubro 24, 2010
Concordo, mas...
Concordo com o autor, concordo com as dez medidas e concordo com os respectivos fundamentos, com um senão que explicarei no fim…
"TENHAM VERGONHA - Carta aberta a Mário Soares e a todos os políticos"
Sr. Dr. Mário Soares,
"TENHAM VERGONHA - Carta aberta a Mário Soares e a todos os políticos"
Sr. Dr. Mário Soares,
.
Sou um cidadão que trabalha, paga impostos, para que o Sr. e todos os restantes políticos de Portugal andem na boa vida.
Há dias, ouvi o Sr., doutamente, nas TV's, a avisar o povo português para que não se pusesse com greves, porque ainda ia ser pior.
Ouvi o Sr. perguntar onde estava a alternativa ao aumento de impostos, aqui estou eu para lhe dar a alternativa. Aqui lhe deixo 10 medidas que me vieram à mente assim, de repente:
Sou um cidadão que trabalha, paga impostos, para que o Sr. e todos os restantes políticos de Portugal andem na boa vida.
Há dias, ouvi o Sr., doutamente, nas TV's, a avisar o povo português para que não se pusesse com greves, porque ainda ia ser pior.
Ouvi o Sr. perguntar onde estava a alternativa ao aumento de impostos, aqui estou eu para lhe dar a alternativa. Aqui lhe deixo 10 medidas que me vieram à mente assim, de repente:
.
1. Acabar com as pensões vitalícias e restantes mordomias de todos os ex-presidentes da República (os senhores foram PR's, receberam os seus salários pelo serviço prestado à Pátria, não têm de ter benesses por esse facto);
1. Acabar com as pensões vitalícias e restantes mordomias de todos os ex-presidentes da República (os senhores foram PR's, receberam os seus salários pelo serviço prestado à Pátria, não têm de ter benesses por esse facto);
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2. Acabar com as pensões vitalícias e / ou pensões em vigor dos primeiros-ministros, ministros, deputados e outros quadros (os Srs deputados receberam o seu ordenado aquando da sua actividade como deputado, não têm nada que ter pensões vitalícias nem serem reformados ao fim de 12 anos; quando muito recebem uma percentagem na reforma, mas aos 65 anos de idade como os restantes portugueses - veja-se o caso do Sr. António Seguro que na casa dos 40 anos de idade já tem direito a reforma da Assembleia da República);
2. Acabar com as pensões vitalícias e / ou pensões em vigor dos primeiros-ministros, ministros, deputados e outros quadros (os Srs deputados receberam o seu ordenado aquando da sua actividade como deputado, não têm nada que ter pensões vitalícias nem serem reformados ao fim de 12 anos; quando muito recebem uma percentagem na reforma, mas aos 65 anos de idade como os restantes portugueses - veja-se o caso do Sr. António Seguro que na casa dos 40 anos de idade já tem direito a reforma da Assembleia da República);
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3. Reduzir o nº de deputados para 100;
3. Reduzir o nº de deputados para 100;
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4. Reduzir o nº de ministérios e secretarias de estado, institutos e outras entidades criadas artificialmente, algumas desnecessárias e muitas vezes até redundantes, apenas para dar emprego aos "boys";
4. Reduzir o nº de ministérios e secretarias de estado, institutos e outras entidades criadas artificialmente, algumas desnecessárias e muitas vezes até redundantes, apenas para dar emprego aos "boys";
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5. Acabar com as mordomias na Assembleia da República e no Governo, e ao invés de andarem em carros de luxo, andarem em viaturas mais baratas, ou de transportes públicos, como nos países ricos do Norte da Europa (no dia em que se anunciou o aumento dos impostos por falta de dinheiro, o Estado adquiriu uma viatura na ordem dos 140 mil € para os VIP's que nos visitarão);
5. Acabar com as mordomias na Assembleia da República e no Governo, e ao invés de andarem em carros de luxo, andarem em viaturas mais baratas, ou de transportes públicos, como nos países ricos do Norte da Europa (no dia em que se anunciou o aumento dos impostos por falta de dinheiro, o Estado adquiriu uma viatura na ordem dos 140 mil € para os VIP's que nos visitarão);
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6. Acabar com os subsídios de reintegração social atribuídos aos vereadores, aos presidentes de Câmara, e outras entidades (multiplique-se o número de vereadores existentes pelo número de municípios e veja-se a enormidade e imoralidade que por aí grassa);
6. Acabar com os subsídios de reintegração social atribuídos aos vereadores, aos presidentes de Câmara, e outras entidades (multiplique-se o número de vereadores existentes pelo número de municípios e veja-se a enormidade e imoralidade que por aí grassa);
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7. Acabar com as reformas múltiplas, sendo que um cidadão só poderá ter uma única reforma (ao invés de duas e três, como muitos têm);
7. Acabar com as reformas múltiplas, sendo que um cidadão só poderá ter uma única reforma (ao invés de duas e três, como muitos têm);
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8. Criar um tecto para as reformas, sendo que nenhuma poderá ser maior que o vencimento do PR;
8. Criar um tecto para as reformas, sendo que nenhuma poderá ser maior que o vencimento do PR;
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9. Acabar com o sigilo bancário;
9. Acabar com o sigilo bancário;
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10. Criar um quadro da administração do Estado, de modo a que quando um governo mude, não mudem centenas de lugares na administração do Estado, sendo que o critério para a escolha dos lugares passe a ser o mesmo que um ministro/político adopta na escolha de um médico para lhe tratar uma doença ou lhe fazer uma operação cirúrgica ( porque nesta situação eles não vão buscar os “boys” do partido, mas sim os mais competentes, pois é a “vidinha” deles que está em jogo e não o dinheiro do erário público ).
10. Criar um quadro da administração do Estado, de modo a que quando um governo mude, não mudem centenas de lugares na administração do Estado, sendo que o critério para a escolha dos lugares passe a ser o mesmo que um ministro/político adopta na escolha de um médico para lhe tratar uma doença ou lhe fazer uma operação cirúrgica ( porque nesta situação eles não vão buscar os “boys” do partido, mas sim os mais competentes, pois é a “vidinha” deles que está em jogo e não o dinheiro do erário público ).
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Com estas simples 10 medidas, a classe política que vai desgraçando o nosso amado Portugal, daria o exemplo e deixaria um sinal inequívoco de que afinal, vale a pena fazer sacrifícios e que o dinheiro dos portugueses não é esbanjado em Fundações duvidosas e em obras de fachada sumptuosas.
Enquanto isso não acontecer, eu não acredito no Sr. Mário Soares e não acredito em nenhum político desde o Bloco de Esquerda ao CDS, nem lhes reconheço autoridade moral para dizerem ao povo o que deve fazer.
Com estas simples 10 medidas, a classe política que vai desgraçando o nosso amado Portugal, daria o exemplo e deixaria um sinal inequívoco de que afinal, vale a pena fazer sacrifícios e que o dinheiro dos portugueses não é esbanjado em Fundações duvidosas e em obras de fachada sumptuosas.
Enquanto isso não acontecer, eu não acredito no Sr. Mário Soares e não acredito em nenhum político desde o Bloco de Esquerda ao CDS, nem lhes reconheço autoridade moral para dizerem ao povo o que deve fazer.
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Zé do Povo
Portugal
O ‘senão’ é o seguinte: - é que se estas dez medidas fossem implementadas eu também era republicano!
Saudações monárquicas
Zé do Povo
Portugal
O ‘senão’ é o seguinte: - é que se estas dez medidas fossem implementadas eu também era republicano!
Saudações monárquicas
quinta-feira, outubro 21, 2010
Leite com chocolate
A criancinha fez uma birra, ameaçou os pais e a sociedade ajoelhou-se. Os partidos, empurrados por este súbito drama estão em vias de chegar a um acordo! Vendam-se os submarinos, gritam uns, outros, mais prudentes, andam à procura de uns trocos que salvem o leite com chocolate.
Os velhinhos têm menos sorte, as pensões ameaçadas, os remédios mais caros, há que ter paciência, logo que for possível e quando passar este aperto orçamental, o bloco vai pensar neles e desfraldar a bandeira da eutanázia!
Entretanto, segundo a televisão, os mercados reagem ao segundo às notícias sobre o leite com chocolate. E lá fora, os portugueses ilustres já se pronunciaram – a uma só voz, Barroso, Guterrez, Mourinho, Ronaldo avisam - cuidado com o leite com chocolate.
‘Que estranha forma de vida’ a deste país governado por criancinhas e portugueses de fora!
Os velhinhos têm menos sorte, as pensões ameaçadas, os remédios mais caros, há que ter paciência, logo que for possível e quando passar este aperto orçamental, o bloco vai pensar neles e desfraldar a bandeira da eutanázia!
Entretanto, segundo a televisão, os mercados reagem ao segundo às notícias sobre o leite com chocolate. E lá fora, os portugueses ilustres já se pronunciaram – a uma só voz, Barroso, Guterrez, Mourinho, Ronaldo avisam - cuidado com o leite com chocolate.
‘Que estranha forma de vida’ a deste país governado por criancinhas e portugueses de fora!
segunda-feira, outubro 18, 2010
“Sem rei, nem roque”
“ (…) Portugal está sem rei, nem roque. E sem a menor esperança de que eles por milagre apareçam.”
Vasco Pulido Valente está cada vez mais lúcido! Com efeito, perante a celebração da violência que esta terceira república nos propõe, perante o desfilar dos ‘valores republicanos à la carte’, que não têm qualquer relação nem com a história nem com a realidade, e perante a questão do regime que a oligarquia tenta disfarçar com intermináveis discussões económicas e financeiras, a tudo isso se referiu VPV com pontaria e conhecimento de causa. Faltava apenas concluir e a conclusão lógica está na frase (desesperada) que encima este postal. Escrita por ele na sua penúltima crónica!
Pois bem, a questão é política, ou se quiserem, do foro psiquiátrico, e não tem nada a ver com a aprovação deste orçamento. Ainda que o orçamento fosse um instrumento construído com seriedade e bom senso, o problema seria sempre levá-lo à prática. E bem diz Medina Carreira – com estes actores políticos, com estes partidos, e com as forças clientelares (e ocultas) que os manobram, vamos continuar direitos ao abismo. E tem razão.
Uma última nota de humor para mais uma jogada do PS, mais uma politiquice eleitoral para distrair o pagode e ‘entalar’ o PSD - refiro-me ao pseudo-projecto de revisão constitucional onde brilha a consagração de mais um direito que nenhum governo sério pode garantir! Se o que temos que fazer é retirar os direitos absurdos que infestam a actual constituição, esta iniciativa do PS só pode ser para rir... ou chorar a triste sorte de sermos contemporâneos desta gente.
Saudações monárquicas
Vasco Pulido Valente está cada vez mais lúcido! Com efeito, perante a celebração da violência que esta terceira república nos propõe, perante o desfilar dos ‘valores republicanos à la carte’, que não têm qualquer relação nem com a história nem com a realidade, e perante a questão do regime que a oligarquia tenta disfarçar com intermináveis discussões económicas e financeiras, a tudo isso se referiu VPV com pontaria e conhecimento de causa. Faltava apenas concluir e a conclusão lógica está na frase (desesperada) que encima este postal. Escrita por ele na sua penúltima crónica!
Pois bem, a questão é política, ou se quiserem, do foro psiquiátrico, e não tem nada a ver com a aprovação deste orçamento. Ainda que o orçamento fosse um instrumento construído com seriedade e bom senso, o problema seria sempre levá-lo à prática. E bem diz Medina Carreira – com estes actores políticos, com estes partidos, e com as forças clientelares (e ocultas) que os manobram, vamos continuar direitos ao abismo. E tem razão.
Uma última nota de humor para mais uma jogada do PS, mais uma politiquice eleitoral para distrair o pagode e ‘entalar’ o PSD - refiro-me ao pseudo-projecto de revisão constitucional onde brilha a consagração de mais um direito que nenhum governo sério pode garantir! Se o que temos que fazer é retirar os direitos absurdos que infestam a actual constituição, esta iniciativa do PS só pode ser para rir... ou chorar a triste sorte de sermos contemporâneos desta gente.
Saudações monárquicas
quarta-feira, outubro 13, 2010
Passos Coelho e o Zepelim
Um assunto tão sério só pode ser levado a brincar!
Antes de ontem foram os ex-presidentes da república, três tenores qual deles o mais vibrante, ontem foram os grandes empresários, qual deles o mais grave, hoje foi a romaria dos banqueiros, qual deles o mais off-shore! Mas todos estes dias, já se contam semanas, as preces sobem de tom e ameaçam – assina, Passos Coelho, viabiliza o orçamento, ‘você pode-nos salvar’!
Esta história lembra-me uma cantiga de Chico Buarque de Holanda sobre um Zepelim que ameaça destruir a cidade a não ser que... uma pobre rapariga se preste a violentar a sua natureza! Satisfeito o ultimatum, salva a cidade, tudo regressa ao mesmo.
Para lá das cantigas existe um orçamento ‘que não toca nem na gordura do estado nem nos interesses da oligarquia’ (palavras de um empresário socialista) e existe uma grande parte da população que não se sente mobilizada para fazer mais sacrifícios por este país. Ou será por este regime?! Seja como for, aconteça o que acontecer, Portugal há-de continuar.
Esta história lembra-me uma cantiga de Chico Buarque de Holanda sobre um Zepelim que ameaça destruir a cidade a não ser que... uma pobre rapariga se preste a violentar a sua natureza! Satisfeito o ultimatum, salva a cidade, tudo regressa ao mesmo.
Para lá das cantigas existe um orçamento ‘que não toca nem na gordura do estado nem nos interesses da oligarquia’ (palavras de um empresário socialista) e existe uma grande parte da população que não se sente mobilizada para fazer mais sacrifícios por este país. Ou será por este regime?! Seja como for, aconteça o que acontecer, Portugal há-de continuar.
terça-feira, outubro 12, 2010
Esperança de vida presidencial!
Estavam três presidentes mas tudo indica que num próximo programa (não muito longínquo) estejam mais, com mais mordomias, e mais despesa a recair sobre o orçamento de estado. Sem falar nos gastos com as eleições, que servem apenas para dividir os portugueses. Com efeito, e como também se verifica, os presidentes são considerados irresponsáveis pela situação a que chegámos (à boa maneira da realeza) pois todos são invariávelmente contemplados com palmas e sorrisos embevecidos!
Já ninguém se lembra que Ramalho Eanes protagonizou uma experiência partidária frustrada e frustrante, já ninguém se lembra que foi Sampaio quem entronizou José Sócrates, e já ninguém se lembra da descolonização apressada que Mário Soares incentivou para nos lançar nos braços de uma união europeia em que o próprio já não acredita!
Portanto se o assunto é reduzir despesa inútil por causa da dívida insustentável, talvez fosse melhor regressarmos à monarquia, fica mais barato, sustentamos só uma família, e é outro asseio. Sempre são oito centenários de experiência.. e alguns desses centenários até foram gloriosos. É uma sugestão.
Saudações monárquicas
Já ninguém se lembra que Ramalho Eanes protagonizou uma experiência partidária frustrada e frustrante, já ninguém se lembra que foi Sampaio quem entronizou José Sócrates, e já ninguém se lembra da descolonização apressada que Mário Soares incentivou para nos lançar nos braços de uma união europeia em que o próprio já não acredita!
Portanto se o assunto é reduzir despesa inútil por causa da dívida insustentável, talvez fosse melhor regressarmos à monarquia, fica mais barato, sustentamos só uma família, e é outro asseio. Sempre são oito centenários de experiência.. e alguns desses centenários até foram gloriosos. É uma sugestão.
Saudações monárquicas
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