'Vive la France'... dividida
Foi eleito um presidente
Quem chega, está de partida
Para o caso é indiferente!
Viva o povo.. inocente
Há discurso na Bastilha
O passado bem presente
Cuidado com a gargantilha!
Viva a doce... fantasia
Repetida tantas vezes
Agora sou presidente
Do canário e da Maria...
E de todos os franceses!
quarta-feira, maio 09, 2012
quarta-feira, maio 02, 2012
O jacobino
Em estado puro, a marselhesa a rebentar-lhe nos tímpanos, a saga napoleónica a animar-lhe o rosto, bastonário contestado, incontestável, ex-jornalista, omnipresente em qualquer canal televisivo, justiceiro de trazer por casa, diz que não é maçon mas parece, estamos a falar de Marinho Pinto. Outros atributos reconhecidos, a ignorância histórica, a idade média obscura, o anticlericalismo típico, as frases estafadas, pouco cortês, desancou a ministra da justiça (a quem faço um rasgado elogio) e por isso teve que ouvir reprimenda de amigos e inimigos. Não há problema, ziguezagueante, hábito antigo de demagogos, há-de continuar a iludir os tolos, mas a mim não me engana.
Saudações monárquicas
quarta-feira, abril 25, 2012
Como se queria demonstrar!
Nem feriado
Nem poema
Nem foguetes
Pelo ar!
Grândola, vila morena
É cantiga de embalar!
Não é o povo que ordena
São as ‘lojas’ a mandar!
Portanto…
Canta baixinho
Pode a ‘criança’ acordar!
domingo, abril 22, 2012
A justiça partidária
Chamam-lhe pomposamente tribunal constitucional, paira acima de todas as coisas visíveis e invisíveis, uma espécie de juiz na terra, e vai-se a ver é mais um embuste parido pela constituição de abril. São treze ‘juizes’, escolhidos pelo centrão partidário, PSD e PS, partidos gémeos que se abastecem nas mesmas ‘lojas’, juizes esses, logicamente maçons!
Admirados com este resultado surgem agora algumas pessoas (que deviam andar a dormir!) a reclamar outra transparência e outra isenção ao dito tribunal! Até o Jorge Miranda, imagine-se, um dos pais da lei fundamental!
Enfim, vamos fazer de conta que está tudo bem, e vamos fazer de conta que acreditamos, e aceitamos, esta solução que passa por nomear mulheres juízas, afastando assim o fantasma da maçonaria!
Com a verdade me enganas, ou tapar o sol com a peneira, são juízos populares que se aplicam neste caso.
Três notas:
1. Não é o facto de pertencer à maçonaria que deve inviabilizar a escolha para o cargo, mas sim o facto de se omitir tal pertença.
2. Também causa algum desconforto a sensação (e mais do que a sensação) de que a grande maioria dos juizes (deste e de outros tribunais superiores) pertencem à maçonaria.
3. Mais do que a reforma da legislação do trabalho, e outras reformas, sem dúvida importantes, é a reforma da justiça aquela que poderá melhorar, quer a coesão nacional, quer a qualidade de vida dos portugueses. Com uma justiça partidária nunca haverá investimento.
Saudações monárquicas
Admirados com este resultado surgem agora algumas pessoas (que deviam andar a dormir!) a reclamar outra transparência e outra isenção ao dito tribunal! Até o Jorge Miranda, imagine-se, um dos pais da lei fundamental!
Enfim, vamos fazer de conta que está tudo bem, e vamos fazer de conta que acreditamos, e aceitamos, esta solução que passa por nomear mulheres juízas, afastando assim o fantasma da maçonaria!
Com a verdade me enganas, ou tapar o sol com a peneira, são juízos populares que se aplicam neste caso.
Três notas:
1. Não é o facto de pertencer à maçonaria que deve inviabilizar a escolha para o cargo, mas sim o facto de se omitir tal pertença.
2. Também causa algum desconforto a sensação (e mais do que a sensação) de que a grande maioria dos juizes (deste e de outros tribunais superiores) pertencem à maçonaria.
3. Mais do que a reforma da legislação do trabalho, e outras reformas, sem dúvida importantes, é a reforma da justiça aquela que poderá melhorar, quer a coesão nacional, quer a qualidade de vida dos portugueses. Com uma justiça partidária nunca haverá investimento.
Saudações monárquicas
sexta-feira, abril 20, 2012
Uma quota para os católicos!
Isto passa-se em Portugal, outrora terras de Santa Maria, hoje pequena união soviética da europa, enquistada em jacobinismo, aqui dizia, chegámos ao ponto de (práticamente) não existirem católicos, ou que se afirmem como tal, na assembleia da república! Pejada de maçons, não católicos portanto, para não dizer anticatólicos, o órgão representativo (e legislativo) por excelência não representa afinal a grande maioria do povo português. E não representa naquilo que lhe é inerente, naquilo que é mais profundo, ou seja, nos princípios que resultam de uma determinada crença, de uma determinada cultura, de uma determinada ética. Princípios que deveriam moldar as leis que ali se produzem mas que na maior parte dos casos não moldam. Antes pelo contrário. E não haverá mudança enquanto a lei eleitoral continuar a enviesar a representação, enquanto for um túnel de acesso a ateus e agnósticos de todos os géneros, enquanto a lei e o tribunal forem propriedade da maçonaria. E não vale a pena invocar o sofisma da separação entre a Igreja e o Estado. Porque a separação não existe, pelo menos no que à obediência maçónica diz respeito.
Para bom entendedor…
Saudações monárquicas
Para bom entendedor…
Saudações monárquicas
quarta-feira, abril 18, 2012
Tectos, sim.
Moreira e Nazaré debatiam a crise, a crise em geral, e fui ouvindo, a conversa estava interessante, mas chegámos ao concreto, à realidade, à reforma da segurança social, e como de costume ambos ‘borregaram’. Que não, que essa história do plafonamento é ideia (antiga) sem pernas para andar, que era preciso fazer contas, e para resultar, só daqui a muito tempo! Desliguei o televisor, não vale a pena, fui-me deitar. Mas no caminho, cogitei: - mas não é isso que acontece com todas as reformas de fundo?! Levam tempo para dar frutos?! Era melhor terem dito que não querem reformas! Ou então, que o país é irreformável!
Pois eu, que não percebo nada de economia (nem de segurança social), entendo que é fundamental estabelecer tectos para as reformas a pagar pelo Estado. Salvaguardando evidentemente os direitos adquiridos pelos descontos já efectuados. A razão que invoco para a introdução de tectos é de outra ordem. É uma questão de decoro. O estado não pode pagar reformas de quatrocentos e tal euros (80% do salário médio mínimo, para quarenta anos de descontos) a uns portugueses, e pagar ao mesmo tempo reformas de cinco mil e mais euros (80% do salário médio para os mesmos quarenta anos de descontos) a outros portugueses!
Dir-me-ão que se limitam a receber o correspondente àquilo que descontaram. Eu sei, mas daqui para a frente não pode ser assim. Ganhem o que ganharem descontam apenas até um determinado limite. E neste aspecto concordo com o ministro: - o estado não serve para gestor de poupanças. E acrescento: - o estado se serve para alguma coisa é para estabelecer princípios mínimos de justiça social. O estado social é este, não é o que temos. E que apregoam.
Saudações monárquicas
Pois eu, que não percebo nada de economia (nem de segurança social), entendo que é fundamental estabelecer tectos para as reformas a pagar pelo Estado. Salvaguardando evidentemente os direitos adquiridos pelos descontos já efectuados. A razão que invoco para a introdução de tectos é de outra ordem. É uma questão de decoro. O estado não pode pagar reformas de quatrocentos e tal euros (80% do salário médio mínimo, para quarenta anos de descontos) a uns portugueses, e pagar ao mesmo tempo reformas de cinco mil e mais euros (80% do salário médio para os mesmos quarenta anos de descontos) a outros portugueses!
Dir-me-ão que se limitam a receber o correspondente àquilo que descontaram. Eu sei, mas daqui para a frente não pode ser assim. Ganhem o que ganharem descontam apenas até um determinado limite. E neste aspecto concordo com o ministro: - o estado não serve para gestor de poupanças. E acrescento: - o estado se serve para alguma coisa é para estabelecer princípios mínimos de justiça social. O estado social é este, não é o que temos. E que apregoam.
Saudações monárquicas
terça-feira, abril 17, 2012
A república dos cágados
De Espanha ‘nem bom vento nem bom casamento’, mas não vamos exagerar. Hoje, pela manhã, uma colega de trabalho (que aprecio e estimo), sabendo-me monárquico, invectivava (fortemente) o rei de Espanha pelo facto de ter participado numa caçada aos elefantes. A crítica tinha sobretudo a ver com os elefantes, e por ser uma espécie em extinção. Respondi-lhe que os reis também são uma espécie ameaçada e que a sua reacção era a prova disso mesmo. Ou seja, tentei explicar-lhe que o rigor com que se julgam as Altezas (e já agora, os sacerdotes da Igreja Católica) não tem qualquer comparação com outros juízos ou julgamentos. E fui mais longe: - se me chamasse Freud atrever-me-ia a concluir que todo esse empolgamento poderia esconder o desencanto de uma paixão recalcada. Como se os reis, ou as rainhas, não pertencessem ao género humano, e estivessem condenados à perfeição!
Mas a verdade é que são seres humanos, que nos representam, a nós, seres humanos também. Com os nossos defeitos e qualidades.
Aliás, a crítica maior, a que veio de Espanha, não tinha a ver com os elefantes, mas com o recato, com a austeridade, esse conceito ‘beatífico’ que passou a ser a medida de tudo e de todas as coisas. Especialmente para julgar os outros.
Sendo assim, admito perfeitamente que não estamos em época de caçadas aos elefantes, e que o melhor é seguir a agenda da ‘alta autoridade para a austeridade’. Se não conhecem eu dou-vos alguns detalhes: - é laica, republicana e socialista, é muito económica, e deixa os países por onde passa em situação de banca rota.
Saudações monárquicas
Mas a verdade é que são seres humanos, que nos representam, a nós, seres humanos também. Com os nossos defeitos e qualidades.
Aliás, a crítica maior, a que veio de Espanha, não tinha a ver com os elefantes, mas com o recato, com a austeridade, esse conceito ‘beatífico’ que passou a ser a medida de tudo e de todas as coisas. Especialmente para julgar os outros.
Sendo assim, admito perfeitamente que não estamos em época de caçadas aos elefantes, e que o melhor é seguir a agenda da ‘alta autoridade para a austeridade’. Se não conhecem eu dou-vos alguns detalhes: - é laica, republicana e socialista, é muito económica, e deixa os países por onde passa em situação de banca rota.
Saudações monárquicas
sexta-feira, abril 13, 2012
A república sem árbitro
O problema da república é o árbitro, sempre foi. Daí que o pensamento político tenha evoluído para a monarquia, sistema onde o chefe de estado, neste caso o Rei, não sendo escolhido por nenhuma das partes, pode assim decidir com razoável imparcialidade. Por essa razão, os países monárquicos têm uma melhor justiça, e também por essa razão as pessoas desses países desconfiam menos (umas das outras) e do poder político. Nas repúblicas acontece precisamente o contrário.
Neste particular, o futebol português é um verdadeiro espelho da nação. Por ele, através dele, das suas inumeráveis batotas, imaginamos tudo o resto. Os conluios, os partidos, os compadres, as lojas, as jogadas por debaixo da mesa, a lei que as protege, a corrupção permanente, tão vulgar que parece coisa normal. Um bem colectivo! Que talvez sacie, quem sabe, outras injustiças! Da vida, do amor, e do ódio.
Literatura aparte, este ‘caso Cardinal’, define a república: - nas primeiras notícias, a vítima era o Sporting. Os grandes são, por natureza, as grandes vítimas. O Marítimo era o suspeito. O árbitro assistente era o corrupto. Depois, afinal, terá sido uma armadilha que um dirigente do Sporting (e antigo inspector da policia judiciária!) armou contra o bandeirinha, que afinal estava inocente. Perante o escândalo, os jornais (e as televisões) apressaram-se a sossegar a opinião pública: - o Sporting não pode ser castigado! Os especialistas de serviço repetiram o mesmo. O povo leonino apoia.
Quem sou eu para os contrariar?!
Saudações monárquicas
Neste particular, o futebol português é um verdadeiro espelho da nação. Por ele, através dele, das suas inumeráveis batotas, imaginamos tudo o resto. Os conluios, os partidos, os compadres, as lojas, as jogadas por debaixo da mesa, a lei que as protege, a corrupção permanente, tão vulgar que parece coisa normal. Um bem colectivo! Que talvez sacie, quem sabe, outras injustiças! Da vida, do amor, e do ódio.
Literatura aparte, este ‘caso Cardinal’, define a república: - nas primeiras notícias, a vítima era o Sporting. Os grandes são, por natureza, as grandes vítimas. O Marítimo era o suspeito. O árbitro assistente era o corrupto. Depois, afinal, terá sido uma armadilha que um dirigente do Sporting (e antigo inspector da policia judiciária!) armou contra o bandeirinha, que afinal estava inocente. Perante o escândalo, os jornais (e as televisões) apressaram-se a sossegar a opinião pública: - o Sporting não pode ser castigado! Os especialistas de serviço repetiram o mesmo. O povo leonino apoia.
Quem sou eu para os contrariar?!
Saudações monárquicas
quinta-feira, abril 05, 2012
Feriados civis… ou armas de arremesso?!
Portugal, se fosse uma comunidade com a noção perfeita da sua identidade, deveria apenas celebrar um único feriado nacional, e esse seria o dia do seu nascimento. Como aliás sucede com cada um de nós, pelo menos enquanto estamos vivos! Fora disto, celebrar outros acontecimentos históricos, é sempre mau sinal. Celebrar muitos acontecimentos históricos, pior ainda.
Expliquemos um pouco melhor o meu raciocínio:
Relembro que a profusão dos chamados ‘feriados civis’ teve a sua causa próxima na revolução francesa. Revolução que se obstinou em destruir a religião católica e tudo o que representasse as origens, a cultura, e demais tradições do povo francês. Daí a eliminação da família real e da monarquia. Daí a substituição do ancestral ‘Deus, Pátria, Rei’ pela utopia da ‘liberdade, igualdade e fraternidade’.
Daí também o início de uma nova liturgia de datas, festejos decretados pelo poder, ao sabor das vitórias de uns quantos franceses, e das derrotas de outros tantos franceses!
É esta a situação que ainda vigora, quer em França, quer em Portugal, 'grande oriente lusitano' e diligente aluno napoleónico.
Portanto, ressalvando o feriado do 1º de Dezembro, que de certo modo substitui a data (que esquecemos!) do nosso nascimento, todos os outros feriados civis podem e devem ser eliminados. E não é por causa do défice. É simplesmente porque dividem os portugueses. E não passam de armas de arremesso contra a Igreja Católica, contra a tradição, contra as convicções religiosas do povo português.
E ponto final sobre este assunto.
Saudações monárquicas
Expliquemos um pouco melhor o meu raciocínio:
Relembro que a profusão dos chamados ‘feriados civis’ teve a sua causa próxima na revolução francesa. Revolução que se obstinou em destruir a religião católica e tudo o que representasse as origens, a cultura, e demais tradições do povo francês. Daí a eliminação da família real e da monarquia. Daí a substituição do ancestral ‘Deus, Pátria, Rei’ pela utopia da ‘liberdade, igualdade e fraternidade’.
Daí também o início de uma nova liturgia de datas, festejos decretados pelo poder, ao sabor das vitórias de uns quantos franceses, e das derrotas de outros tantos franceses!
É esta a situação que ainda vigora, quer em França, quer em Portugal, 'grande oriente lusitano' e diligente aluno napoleónico.
Portanto, ressalvando o feriado do 1º de Dezembro, que de certo modo substitui a data (que esquecemos!) do nosso nascimento, todos os outros feriados civis podem e devem ser eliminados. E não é por causa do défice. É simplesmente porque dividem os portugueses. E não passam de armas de arremesso contra a Igreja Católica, contra a tradição, contra as convicções religiosas do povo português.
E ponto final sobre este assunto.
Saudações monárquicas
segunda-feira, abril 02, 2012
A partidocracia é cara e o poder local não existe
Esta democracia nascida em Abril, partidária ao mais alto grau, assente numa constituição ‘a caminho do socialismo’, entretanto reciclada para acolher o pior dos dois mundos – socialismo e liberalismo – esta democracia, dizia, é excessivamente dispendiosa para um país com tão fracos recursos como o nosso. E já não falo das injustiças que estabeleceu, das monstruosidades que criou, dos equívocos em que diariamente labora! Refiro-me apenas ao preço, àquilo que custa, ao vil metal. Que não é assim tão vil como isso.
Eu sei, eram duzentos mil defronte do Marquez! Três mil e quinhentas freguesias perfiladas, arrecadas de oiro, cantes alentejanos, corridinhos com doces de amêndoa do Algarve. E claro, os presidentes das Juntas. O folclore em todo o seu esplendor! Infelizmente não estava lá o poder local. Parece circunflexo o pensamento, mas é verdade.
O poder local, os ‘abomináveis caciques’ (na expressão dos seus adversários jacobinos) já não existem. Na altura em que existiram eram económicamente independentes do poder central, facto que irritava solenemente a burguesia dominante. Que tratou de os combater, de os reduzir, de lhes retirar o sustento, para mais fácilmente os substituir por comissários de Lisboa.
A república que a seguir se implantou seguiu o mesmo trilho. A obra de centralização prosseguiu, com os partidos do regime a imporem os seus caciques às populações locais. Nem se poderia esperar outra coisa de um golpe lisboeta que o país real foi obrigado a engolir. Nestas condições, mais se desvalorizou o já decrépito poder local. E o mesmo sucedeu com a república de Salazar. Que aliás levou a centralização (e o domínio) ao extremo de condicionar completamente as ‘eleições’ dos responsáveis locais!
E chegou o 25 de Abril, o tal feriado histórico que elegeu (ou decretou) esta ‘partidocracia’ em que vivemos. Mas que poder local tem a terceira república?!
Ressalvando (sempre) a criação das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, todo o edifício do chamado poder local assenta nos partidos políticos, que assim acabam por ser os verdadeiros senhores (caciques) do poder autárquico. E falar de partidos políticos em Portugal é falar de aparelhos partidários, de decisões e eleitos congeminados na Buenos Aires, no Largo do Rato, ou no comité central do PCP.
Logo, e para concluir, tenho imensa pena de o dizer, mas aquela manifestação em frente ao Marquez não representava o poder local. E tenho mais para dizer e com muita pena minha: - os ‘caciques’, afinal, existem, são os actuais órgãos autárquicos! Mas há uma grande diferença para os antigos: - os antigos ‘caciques' não dependiam do orçamento de estado. Nem a sua vontade era condicionada pelos partidos políticos.
Portanto, se é só folclore, este ‘poder local’ é redundante. E sai muito caro ao erário público. Não temos dinheiro para isso.
Saudações monárquicas
Eu sei, eram duzentos mil defronte do Marquez! Três mil e quinhentas freguesias perfiladas, arrecadas de oiro, cantes alentejanos, corridinhos com doces de amêndoa do Algarve. E claro, os presidentes das Juntas. O folclore em todo o seu esplendor! Infelizmente não estava lá o poder local. Parece circunflexo o pensamento, mas é verdade.
O poder local, os ‘abomináveis caciques’ (na expressão dos seus adversários jacobinos) já não existem. Na altura em que existiram eram económicamente independentes do poder central, facto que irritava solenemente a burguesia dominante. Que tratou de os combater, de os reduzir, de lhes retirar o sustento, para mais fácilmente os substituir por comissários de Lisboa.
A república que a seguir se implantou seguiu o mesmo trilho. A obra de centralização prosseguiu, com os partidos do regime a imporem os seus caciques às populações locais. Nem se poderia esperar outra coisa de um golpe lisboeta que o país real foi obrigado a engolir. Nestas condições, mais se desvalorizou o já decrépito poder local. E o mesmo sucedeu com a república de Salazar. Que aliás levou a centralização (e o domínio) ao extremo de condicionar completamente as ‘eleições’ dos responsáveis locais!
E chegou o 25 de Abril, o tal feriado histórico que elegeu (ou decretou) esta ‘partidocracia’ em que vivemos. Mas que poder local tem a terceira república?!
Ressalvando (sempre) a criação das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, todo o edifício do chamado poder local assenta nos partidos políticos, que assim acabam por ser os verdadeiros senhores (caciques) do poder autárquico. E falar de partidos políticos em Portugal é falar de aparelhos partidários, de decisões e eleitos congeminados na Buenos Aires, no Largo do Rato, ou no comité central do PCP.
Logo, e para concluir, tenho imensa pena de o dizer, mas aquela manifestação em frente ao Marquez não representava o poder local. E tenho mais para dizer e com muita pena minha: - os ‘caciques’, afinal, existem, são os actuais órgãos autárquicos! Mas há uma grande diferença para os antigos: - os antigos ‘caciques' não dependiam do orçamento de estado. Nem a sua vontade era condicionada pelos partidos políticos.
Portanto, se é só folclore, este ‘poder local’ é redundante. E sai muito caro ao erário público. Não temos dinheiro para isso.
Saudações monárquicas
terça-feira, março 27, 2012
Relvas!
Se fosse há cem anos atirava-o da varanda, hoje, admitindo que se tratava do mesmo personagem, desafiava-o a restaurar a monarquia. Porquê?! Porque a obra da república está à vista de todos! A prometida liberdade perdeu-se, somos governados por estrangeiros; a igualdade é uma miragem, somos reconhecidamente o país mais desigual da Europa; e a fraternidade, coitada, nestas condições, tem outros nomes – subserviência, dependência, etc.!
Mas porquê o Relvas?!
Porque é o ministro mais forte deste governo, e deve saber, como eu sei, que a responsabilidade de salvar Portugal está no campo republicano. Ou seja (e como em tempos escrevi) – quem atou o nó… que o desate.
Saudações monárquicas
Mas porquê o Relvas?!
Porque é o ministro mais forte deste governo, e deve saber, como eu sei, que a responsabilidade de salvar Portugal está no campo republicano. Ou seja (e como em tempos escrevi) – quem atou o nó… que o desate.
Saudações monárquicas
quinta-feira, março 22, 2012
Profecias
Pacheco Pereira profetiza um novo Sidónio, um salvador saído do caos republicano, provávelmente a prometer uma nova república! Desta vez virtuosa! É possível. Mas antes deverão ocorrer um sem número de sucessos, no caso insucessos, que justificaram Sidónio e hão-de justificar a sua ‘reprise’. Recordemos que um dos motivos que apressou a queda da primeira república teve a ver com o ‘desastre da Flandres’, e neste aspecto, em termos de componente externa, existem de facto algumas semelhanças! Também avançámos para a união europeia e para o ‘euro’ de armas e bagagens, sem medir riscos, e pior, sacrificando os nossos interesses estratégicos. Por essa razão tudo indica que um novo desastre se avizinha.
Teríamos então um presidencialismo de raiz financeira naturalmente encabeçado pelo professor Cavaco Silva. Quem mais?!
Sem querer dar muita força à profecia ainda assim gostava de saber se os episódios subsequentes também constam da adivinha! Estou a referir-me ao trágico desenlace e ao posterior regresso do exilado de Paris. A verdade é que também temos um! Exilado que com os seus dislates tornou inevitável o golpe militar que deu origem à ditadura!
Pois não sei! Está tudo em aberto. Incluindo o enterro da união europeia.
Enfim, profecias há muitas. Por isso, quando houver oportunidade desenvolverei outra. Mais do meu agrado. Mais sebastianista. A salvação virá do mar. Dos confins do império.
Saudações monárquicas
Teríamos então um presidencialismo de raiz financeira naturalmente encabeçado pelo professor Cavaco Silva. Quem mais?!
Sem querer dar muita força à profecia ainda assim gostava de saber se os episódios subsequentes também constam da adivinha! Estou a referir-me ao trágico desenlace e ao posterior regresso do exilado de Paris. A verdade é que também temos um! Exilado que com os seus dislates tornou inevitável o golpe militar que deu origem à ditadura!
Pois não sei! Está tudo em aberto. Incluindo o enterro da união europeia.
Enfim, profecias há muitas. Por isso, quando houver oportunidade desenvolverei outra. Mais do meu agrado. Mais sebastianista. A salvação virá do mar. Dos confins do império.
Saudações monárquicas
terça-feira, março 20, 2012
Religião de estado
“Portugal é uma república…” vangloriava-se ufano um dos muitos ‘sacerdotes’ da religião laicista que ontem pejavam o programa (cada vez mais indigente) do ‘prós e contras’. Fervorosos, tentaram reduzir uma nação com oito séculos de história à sua caricatura, à caricatura da constituição de um regime! E não houve ninguém que o denunciasse! Recordista de feriados, um por cada república, sem esquecer o 28 de Maio, o regime republicano, os seus valores, são actualmente celebrados pelo menos em três ocasiões, a saber: - 5 de Outubro, 1º de Maio e 25 de Abril. E ainda acham pouco! E não houve ninguém que o denunciasse!
Mais cordata, menos fundamentalista, a Igreja Católica colocou a questão nos seus devidos termos, ou seja, discuta-se o assunto e faça-se o que for melhor para resolver esta emergência nacional.
Notas positivas (entre dúzias de imbecilidades):
Apesar de tudo a defesa do dia da independência, natural reacção de quem a perdeu. Apesar de tudo a explicação de que existe alguma hierarquia nos feriados, ou seja, uns não existiriam se não tivessem existido os outros. Apesar de tudo uma alusão aos feriados que unem e àqueles que dividem os portugueses. Caso do 5 de Outubro que divide monárquicos e republicanos e caso do 25 de Abril que continua a dividir a ‘irmandade’ republicana.
Quanto às imbecilidades (com muita ignorância à mistura), por exemplo: - que a separação entre a religião e o estado é uma evidência civilizacional! Onde? Em Inglaterra?! Onde o chefe de estado é ao mesmo tempo (e por inerência) o chefe da igreja anglicana! Nos Estados Unidos?! Onde as testemunhas judiciais juram sobre a Bíblia antes de depor! Onde na própria nota de dólar se inscreve a crença em Deus!
Meu Deus… tanta propaganda enganosa! E não houve ninguém que o denunciasse!
Saudações monárquicas
Mais cordata, menos fundamentalista, a Igreja Católica colocou a questão nos seus devidos termos, ou seja, discuta-se o assunto e faça-se o que for melhor para resolver esta emergência nacional.
Notas positivas (entre dúzias de imbecilidades):
Apesar de tudo a defesa do dia da independência, natural reacção de quem a perdeu. Apesar de tudo a explicação de que existe alguma hierarquia nos feriados, ou seja, uns não existiriam se não tivessem existido os outros. Apesar de tudo uma alusão aos feriados que unem e àqueles que dividem os portugueses. Caso do 5 de Outubro que divide monárquicos e republicanos e caso do 25 de Abril que continua a dividir a ‘irmandade’ republicana.
Quanto às imbecilidades (com muita ignorância à mistura), por exemplo: - que a separação entre a religião e o estado é uma evidência civilizacional! Onde? Em Inglaterra?! Onde o chefe de estado é ao mesmo tempo (e por inerência) o chefe da igreja anglicana! Nos Estados Unidos?! Onde as testemunhas judiciais juram sobre a Bíblia antes de depor! Onde na própria nota de dólar se inscreve a crença em Deus!
Meu Deus… tanta propaganda enganosa! E não houve ninguém que o denunciasse!
Saudações monárquicas
quinta-feira, março 15, 2012
“O acordo ortográfico”
Sem o teu acordo
Sem o meu acordo
Sem o cê de tacto
Avanço no escuro
Ando nu de fato!
Passe o caricato
Pareço um doente
Mal ortografado
Ou um penitente
Na cama engripado
Sem a geografia
Fico mais pequeno
E o teu veneno
Transforma a harmonia
Num pobre ditado
Mas não hão-de passar!
Aqui escrevo diferente
Oh pátria carente
Se não gostas de ti
Quem há-de gostar!
quarta-feira, março 14, 2012
Real Madrid em serviço público!
Eu sei que é chato, mas não me parece que os jogos do Real Madrid contra uma equipa de Moscovo se enquadrem naquilo a que se convencionou chamar de serviço público! É certo que se pode argumentar que o Real Madrid é treinado por um português, e que para além disso, alinha normalmente com mais portugueses que a maioria das equipas portuguesas! Mas isso também acontece, por exemplo, com o Besiktas da Turquia e nunca a RTP se interessou pelos turcos. Portanto, resta o critério das audiências, ou seja, o que ‘eles’ (nós) gostamos de ver. Mas este é um critério perigoso porque se assim for pode ser que amanhã ‘eles’ queiram ver outra vez o circo romano, com cristãos, leões, e o resto!
A não ser que o critério tenha a ver com um novo ciclo filipino e aí já percebo. Ou começo a perceber.
Saudações monárquicas
A não ser que o critério tenha a ver com um novo ciclo filipino e aí já percebo. Ou começo a perceber.
Saudações monárquicas
sexta-feira, março 02, 2012
Petição contra a usurpação
Aqui se divulga a petição para a restituição dos bens da 'Casa de Bragança' ao seu legítimo herdeiro. É tempo de acabar com a usurpação de bens privados, é tempo de darmos um fim a fórmulas e práticas 'soviéticas', que estranhamente persistem entre nós, mas que só nos envergonham. E se a tão apregoada sociedade civil ainda existe, então está na hora de fazer prova de vida.
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=B1121640
e
terça-feira, fevereiro 28, 2012
Honrar os mortos
Sem a sepultura que a sua condição merecia, incompreensão de quem ocupa e dirige a Fundação da Casa de Bragança, a Senhora Infanta Dona Maria Adelaide foi a enterrar em Serpa, local disponível mas circunstancial, uma vez que a ilustríssima Senhora nunca aí viveu. Não se trata de menosprezar a velha cidade do baixo Alentejo, mas a verdade é que não sendo em Vila Viçosa, património dos seus antepassados, e onde faz sentido que a sua memória permaneça, o outro lugar seria o pequeno cemitério do Monte de Caparica, como aliás era seu desejo. Monte de Caparica, sede da freguesia onde a Senhora Infanta é conhecida e reconhecida por todos, pelos mais simples, não pelas palavras, mas pelas obras.
Curvo-me ao seu exemplo de humildade, e por isso a sua morte não será motivo de querela. Fica este sobressalto que vem do fundo da história, e da alma que se quer lusitana.
Que a Senhora Infanta descanse em paz.
Curvo-me ao seu exemplo de humildade, e por isso a sua morte não será motivo de querela. Fica este sobressalto que vem do fundo da história, e da alma que se quer lusitana.
Que a Senhora Infanta descanse em paz.
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
A Casa Pia da justiça
Depois de oito anos de processo, de incidentes e garantias, parece que temos finalmente uma sentença! Uma sentença mais ou menos indiscutível. Digo, parece, porque ainda há nulidades e retrocessos para resolver. Mais ou menos indiscutível porque entre nós existe um órgão político/judicial pomposamente denominado ‘tribunal constitucional’ cuja função é interferir (em última análise) nas decisões aplicadas pelos tribunais de raiz! Seja como for é melhor assim do que assado o que não exclui algumas perguntas: - Por exemplo, quem se lembra das vítimas?! E os arguidos, quantos são?! Quantos sobraram, após o golpe de alta cirurgia que subtraiu ao processo quem poderia causar perturbação à república?! E as juízas (sem esquecer os juizes) quantas foram?! E os advogados?! Os procuradores?! Os investigadores?! Os jornalistas?! Os opinadores com lugar cativo na televisão?! Lembram-se?!
Perguntas legítimas, não acham?!
Perguntas legítimas, não acham?!
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
SIC-Notícias: Opinião pública
Deixa cá ver isto, pensei, é sobre o ‘manifesto - instaurar a democracia, restaurar a monarquia’, mas confesso, a expectativa era pouca. Por um lado os apresentadores navegam no politicamente correcto, por outro, Gonçalo Ribeiro Telles, o convidado de serviço e um dos subscritores do ‘manifesto’, na ânsia de explicar muito, costuma atrapalhar-se. Por fim, sobre os intervenientes, as esperanças eram nenhumas. Enganei-me. A apresentadora fez algumas perguntas interessantes, Ribeiro Telles foi claro e escorreito, até convincente, e quanto aos intervenientes admito que me surpreenderam! Alguns não eram monárquicos, confundiam por vezes o papel reservado ao rei, mas em quase todas as intervenções sobressaíu o esgotamento do regime, a república sem futuro.
Quanto ao ‘manifesto’, a proposta é simples: - vamos falar sobre o nosso futuro, o futuro de Portugal, o que queremos para nós e para os nossos filhos. Em suma, instauremos primeiro a democracia, ou seja, discutamos abertamente o regime que temos, sem tabus, sem constituições intangíveis, sem limites materiais, sem sofismas.
Depois dessa discussão, os subscritores do manifesto estão convencidos que a população se inclinará para a restauração da monarquia. Eu tenho a mesma convicção.
Saudações monárquicas
Nota: As perguntas e os telefonemas valem o que valem mas a verdade é que no fim do programa o resultado a favor da monarquia foi esmagador – 88% dos tele-espectadores 'disseram' preferir a monarquia à república!
Quanto ao ‘manifesto’, a proposta é simples: - vamos falar sobre o nosso futuro, o futuro de Portugal, o que queremos para nós e para os nossos filhos. Em suma, instauremos primeiro a democracia, ou seja, discutamos abertamente o regime que temos, sem tabus, sem constituições intangíveis, sem limites materiais, sem sofismas.
Depois dessa discussão, os subscritores do manifesto estão convencidos que a população se inclinará para a restauração da monarquia. Eu tenho a mesma convicção.
Saudações monárquicas
Nota: As perguntas e os telefonemas valem o que valem mas a verdade é que no fim do programa o resultado a favor da monarquia foi esmagador – 88% dos tele-espectadores 'disseram' preferir a monarquia à república!
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
O pacto social e os direitos adquiridos!
Vem o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, mais que certo seguidor de Rousseau e pelo que sabemos, indiscutível apagador de provas que pudessem incriminar o nosso engenheiro Sócrates, vem, dizia, falar-nos de direitos adquiridos! Para além disso, o meritíssimo também leu Camilo e, reconheça-se, é ilustrado, razão suficiente para sermos prudentes. Diz ele que direitos adquiridos são todos os que decorrem do pacto social estabelecido (algures) entre o indivíduo e o estado. Talvez seja verdade mas pergunta-se: esse indivíduo na hora de assinar era laico, republicano ou socialista?! Tinha abjurado de Deus, da Pátria ou do Rei?! Tinha adoptado em vez disso a liberdade, a igualdade e a fraternidade jacobinas?!
E o estado que compareceu no tabelião, era este?! Um estado desigual, que cavou um enorme fosso entre ricos e pobres?! Um estado onde todos querem ser funcionários públicos, não para servir, mas para adquirir direitos! Um estado que não quer ser independente, que apaga memórias, que destrói os traços da sua existência e perenidade?!
Foi com este estado que eu assinei o contracto social? Um estado que inclusivé, e sem me perguntar, já suprimiu (ou rasurou) o ‘c’ do contracto que assinámos! E da gramática que estudámos!
Se é este o estado, meritíssimo, não tem que se admirar que a maioria não se reconheça nele.
Saudações monárquicas
E o estado que compareceu no tabelião, era este?! Um estado desigual, que cavou um enorme fosso entre ricos e pobres?! Um estado onde todos querem ser funcionários públicos, não para servir, mas para adquirir direitos! Um estado que não quer ser independente, que apaga memórias, que destrói os traços da sua existência e perenidade?!
Foi com este estado que eu assinei o contracto social? Um estado que inclusivé, e sem me perguntar, já suprimiu (ou rasurou) o ‘c’ do contracto que assinámos! E da gramática que estudámos!
Se é este o estado, meritíssimo, não tem que se admirar que a maioria não se reconheça nele.
Saudações monárquicas
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