quarta-feira, dezembro 10, 2014

O campeonato dos bancos falidos!

Em directo na ARTV, assistimos a um jogo entre dois buracos financeiros, BES e BESA, um cá, outro em Angola. O de cá, grande accionista da SAD do Benfica, o de lá, apregoado salvador da SAD do Sporting, e a bola girava de uma bancada para a outra sem que nenhum dos deputados ousasse interceptar a jogada!

Dir-se-á que se tratava de poucos milhões quando comparados com os biliões desaparecidos! Ainda assim não nos esqueçamos que houve muita gente, nomeadamente pequenos accionistas, que ficaram sem nada!

Mas o que se há-de fazer, o futebol é tabu em Portugal, ninguém o quer enfrentar, muito menos pôr na ordem. Pão e circo sempre foram os remédios das ditaduras. Sejam elas 'democráticas' ou não.


Saudações monárquicas  

terça-feira, dezembro 09, 2014

O medo da lógica!

Com a serenidade habitual o Duque de Bragança disse há pouco tempo na televisão uma verdade indesmentível: - os portugueses sofrem da falta de lógica! São deseducados (desde a escola) nesse sentido e quando perante todas as evidências se avizinha a conclusão inevitável, fogem e refugiam-se em argumentos mais do que pueris. No fundo não acreditam na verdade mas naquilo em que querem acreditar.
  
Eu tenho a minha opinião que isto não funciona assim por acaso. Mais, acredito, com toda a lógica, que este tipo de mentalidade interessa sobremaneira aos manipuladores de opinião que vêm sustentando o regime republicano. Veja-se por exemplo o caso da bandeira dita nacional e nas patranhas, facílimas de desmontar, que lhe andam associadas! Patranhas que atravessaram as três repúblicas que já levamos!

Toda a gente sabe e percebe que a cor verde e rubra não tem nada a ver com a esperança nem com o sangue derramado, mas sim com as cores da bandeira da carbonária, braço armado da maçonaria que ajudou a implantar a república. Mesmo assim os portugueses não querem saber disso para nada e preferem acreditar numa qualquer história da carochinha!

Sintomática também é a perspectiva geral sobre o artigo 288 da constituição que impõe o regime republicano para a eternidade! Um absurdo democrático que os portugueses aceitam como natural sem se aperceberem sequer (como bem lembrou o Senhor Dom Duarte) que isso equivale (em termos lógicos) à condenação de todos os regimes monárquicos! Nem mais nem menos que os regimes dos países mais democráticos e mais desenvolvidos da Europa! Para não falar do regime que nos fez e estruturou como povo independente!

Mas isto os portugueses não percebem ou têm medo de perceber!


Saudações monárquicas 

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Hoje é feriado!

Bom romeiro, tu que percorres os caminhos da verdade, diz-me:
A justiça está a funcionar?

- Ainda não. É certo que mudou o Procurador, agora uma mulher, é certo que a ministra da justiça quer combater a impunidade, e é verdade que o Presidente do Supremo não é o mesmo, mas ainda é cedo para a esperança! Verás isso quando os sucessivos recursos chegarem à Relação.

E as leis, bom romeiro, acreditas nelas?

- Não, não acredito. Até agora visam apenas proteger os interesses de quem as faz. Estou a falar do poder político e de quem o controla. O estado português é dos mais garantísticos da Europa, senão do mundo, e mesmo assim repara no coro de lamentações a favor dos direitos dos arguidos! Se forem da nomenclatura, claro. Nota bem que o excesso de garantias apenas favorece os poderosos. Pois são eles que têm os meios para os infindáveis incidentes e recursos.  

Queres então dizer que a badalada separação de poderes não existe?

- Quero. Podes verificar isso mesmo na existência e composição do chamado tribunal constitucional! Há juizes nomeados pelos partidos. Não vale a pena acrescentar mais nada.

Romeiro, será isto o fim do regime? A alvorada da independência?

- Como te disse e repito, ainda é cedo para a esperança!


Saudações monárquicas

domingo, novembro 30, 2014

A república é isto!

O filho do ex-presidente, a filha do ex-deputado, o filho do magistrado, os filhos na PT, no partido, em todo o lado, uma prole imensa que desfila no ecrã televisivo e nos faz pensar que os lugares no estado, nas empresas públicas e semi-públicas, nas autarquias, nas listas partidárias, provêm da hereditariedade e não do mérito!

Quase que podemos concluir que tal princípio, tão combatido pelos jacobinos quando se trata do filho do Rei, é afinal prática corrente na república! A todos os níveis, com o maior despudor, criando e protegendo uma nomenclatura que vive basicamente dos impostos pagos por todos!

Percebe-se então que não queiram o Rei nem a sua dinastia para terem enfim muitos reizinhos e muitas dinastias que se perpetuam no poder!

E a malta gosta! Ou se não gosta, fica calada!



Saudações monárquicas 

terça-feira, novembro 25, 2014

O testa de ferro

Seria um bom título para um romance, é um bom título para Sócrates, e a única dúvida que permanece, e o processo poderá revelar, consiste em saber se é apenas um aventureiro, um mercenário, ou se tem alguma convicção política para além de uma enorme ambição pessoal.

Sabemos que começou na juventude social-democrata, sabemos que se mudou para o outro partido do poder, sabemos que conquistou prestígio pela teimosia (e autoridade) com que lidou com as populações que não queriam os aterros sanitários nas suas terras, chegou a primeiro-ministro com essa aura, e a partir daí, foi afrontando tudo aquilo que se atravessasse à sua frente. Para isso seleccionou (cuidadosamente) adversários e benesses.

De início, ameaçou as farmacêuticas, para quem actualmente trabalha, seduziu a comunicação social, sossegou o velho partido republicano e a maçonaria quanto aos processos judiciais que envolviam alguns dos seus membros (veja-se a Casa Pia), assim conquistou a magistratura, fez as leis que o protegiam, fez-se amigo dos banqueiros mais influentes, dos personagens internacionais mais badalados, abraçou as causas fracturantes, afrontou a Igreja, deu um ar de modernidade e progresso à sua governação, tudo parecia correr bem, até que o estado faliu!

Aparentando algumas semelhanças com os tempos de Afonso Costa, tornou-se ídolo de uns quantos sendo odiado por outros tantos, foi detido, está em prisão preventiva, o mesmo aconteceu ao tribuno da primeira república quando já se vislumbrava o seu fim.
Resta adivinhar se terminará (também) a sua carreira política num exílio dourado em Paris!
Aguardemos.



Saudações monárquicas  

terça-feira, novembro 18, 2014

Um canto lusitano

O traço indispensável
O desenho rápido
Nem mais nem menos
A exagerar para menos
De propósito
As imagens eram palavras
As palavras eram imagens
E as perguntas, messiânicas,
Qual é a linguagem do pensamento humano?!
O português, não há engano!

Irrequieto ou inquieto
Mau ouvinte
Tinha muito pra dizer
A síntese faiscante
Mais tarde lancinante
O génio presente
A busca fremente
Num palco de ilusões
O tempo era dele
Sem contemplações

Ensinou-me e aprendi
Fui discípulo, tradutor
Provávelmente traidor
Viajámos sem navio
Houvesse calor ou frio
Zanguei-me, zangou-se
Não me lembro do que fosse
Chegada a hora, partiu
Há-de viver no meu canto
Neste recanto que é meu!

João Sousa Menezes, em 17 de Novembro de 2014


(memória do tio Álvaro Dentinho) 

quarta-feira, novembro 12, 2014

Novo banco accionista encarnado!

Um sermão inútil, ainda assim necessário, eis em todo o seu esplendor a união soviética portuguesa! Resultado: - aconteça o que acontecer, vamos continuar a ajudar o Benfica… sem querer! E ninguém se escandaliza, parece coisa normal! Verdade que também ninguém investe! Porque de facto não vale a pena investir num país onde os dados estão viciados à partida! Pois se até um simples jogo de futebol começa inquinado!

Que fazer, perguntariam nos maus velhos tempos alguns esquerdistas mais ingénuos?! Pergunta que ficou obviamente sem resposta, esmagada pelo rolo compressor do estalinismo.

Pode haver quem argumente que o antigo BES também era accionista da SAD do Benfica, coisa natural, acrescentariam, em se tratando de uma empresa privada. Não é bem assim, pois como se tem visto os bancos não são afinal tão privados como se pensa. O estado não os deixa ir à falência! E ficamos todos nós a pagar o desastre. Por isso podem fazer fazer as loucuras que quiserem incluindo alinhar (sem qualquer pudor) com um (ou mais) competidores de uma modalidade desportiva profissional!

E chegamos à lógica de qualquer accionista: - o que é bom para o Benfica é bom para o Novo Banco! Mas já verificámos que o que era bom para o BES (agora Novo Banco) não foi bom para Portugal. Em que ficamos?!

Tem a palavra o governo desta república batoteira, a Liga de clubes, se é que existe, em última análise algum juiz de fora, em nome da defesa da concorrência. Em nome da nossa higiene mental.



Saudações azuis

terça-feira, novembro 11, 2014

RTP - a morte assistida!

Se havia dúvidas, foram ontem dissipadas. De regresso ao canal público de televisão aí estão os chamados ‘temas fracturantes’, conversa fiada que esconde o plano desenvolvido no consulado de Sócrates para desviar as atenções do essencial. Tempo de antena precioso para reunir as hostes, cativar os ingénuos e dividir os adversários. Começou o assalto ao poder.

Esquecidos estão os tempos da Casa Pia, branqueados os seus protagonistas, os respectivos encobridores, todos eles, ou quase todos, hoje, na linha da frente, imaculados! Repete-se assim, com a maior desvergonha, a mesma receita, o mesmo esquema, desta vez, não tenho dúvidas, para abafar o escândalo do BES e da PT, empresa que servia para tudo, inclusivé para dar emprego aos filhos da nomenclatura. Da esquerda à direita, se é que estas designações têm algum significado neste país especialmente corrupto.

‘Os dados estão lançados’ e pouco há a fazer pois pelos vistos poucos são os que escapam (ou escaparam) aos benefícios concedidos, às várias conivências com que o regime republicano compromete pessoas e bens.
É triste, muito triste.


Saudações monárquicas

sexta-feira, novembro 07, 2014

Aquecimento global

O tempo arrefece mas o que aí vem prenuncia um ano de muito calor. Calor eleitoral, já se vê, num clima de vale tudo, incluindo uma frente popular de esquerda. Obviamente capitaneada pelo Costa de serviço!
E se assim for, repete-se, com as devidas adaptações, a velha paródia republicana que antecedeu a ditadura.

Desculpem se insisto nesta tecla, mas pensem um bocadinho: - para contentar toda aquela turba de famintos de estado, desde os bloquistas desunidos aos socretinos sedentos de vingança, desde os comunistas espertalhões aos direitinhas invejosos - que aparecem na televisão a dizer mal do governo - para amamentar tanta gente, que promessas, que pactos, que conluios, terá Costa de fazer se quiser ganhar as próximas eleições?!

Eu imagino, deve ser um pacote de ideias suficientemente vago, suficientemente distante, e insuficientemente explicado, que garanta o único objectivo que norteia o núcleo activo de apoiantes – chegar ao poder.
Uma vez lá chegados, cada um tratará dos seus interesses, e não tardará muito a perceber-se que o dinheiro, afinal, não chega para tantas encomendas! E das duas, uma: - ou a união europeia alinha nesta brincadeira e será trágico para a mesma união, ou não alinha e será trágico para todos nós portugueses.

Pois é, a história até poderia mudar, mas para que isso acontecesse seria preciso que o homem, o ser humano, tivesse mudado também. E ele ainda não mudou.


Saudações monárquicas

quinta-feira, outubro 16, 2014

Malefícios do estado socialista

Não, não vou entrar pela ciência política, isto é só um pequeno postal, uma síntese do óbvio, nada que assuste o leitor desprevenido. No entanto... há coisas que escapam, que atraiçoam a memória, que a censura actual não deixa passar. Nem deixa pensar!
Pois bem, um dos piores malefícios do (nosso estado) socialista, uma das consequências mais aterradoras, é a paralisia da sociedade civil. Ela espera tudo do estado e pouco espera de si. A enorme promessa de direitos que a constituição garante, a permanente descoberta de outros, o estado pai, o estado mãe, o estado padrinho, o estado deus, que zela por nós desde a nascença até à morte, aconteça o que acontecer, só pode dar mau resultado! E dá, cria nas pessoas a convicção de que não precisam fazer mais nada a não ser reivindicar!

E o estado socialista, vítima de si próprio, não tem outro remédio senão acorrer a todas as necessidades! E como tal, vai crescendo. Em sentido contrário, a sociedade civil vai minguando! Em termos de capacidade, de iniciativa, de sentido de risco. Sonha com um emprego no estado, emprego seguro, com o patrão ideal, um patrão abstracto, que não incomoda.
Resumindo, o socialismo enfraquece o ânimo e empobrece o espírito. E a nomenclatura agradece.

Saudações monárquicas

segunda-feira, outubro 13, 2014

O estado socialista nunca tem gorduras!

Anda meio mundo a tentar descobrir se o IRS vai baixar umas décimas, umas milésimas, e anda o governo a prometer que sim, que irá baixar no caso da receita fiscal aumentar! Não por via do aumento de impostos, já se vê, mas através de um sistema de compensação relacionado com duas variáveis incertas: - o crescimento económico e a diminuição da evasão fiscal! Duas condições que, isoladamente ou em conjunto, permitiriam tal desiderato! Finalmente sussurra-se que as boas notícias ocorrerão em 2016!
Feito o ponto da situação já veio alguém concluir o óbvio: - que o governo desistiu de fazer qualquer ajustamento pelo lado da despesa. Dito de outra forma, o aparelho de Estado e as suas sucursais não conseguem gastar menos do que actualmente gastam!
Nem poderia ser de outra forma conforme já repetidamente afirmei. E pela simples razão de que um estado socialista, como o nosso, com uma constituição que o entroniza, quer sempre mais estado e nunca menos estado. Sendo assim a respectiva despesa não vai parar de crescer. E de facto tem crescido, apesar da tróica! O problema tem sido apenas mascarado.
Daqui haveremos de sair de mal a pior. Tanto mais que é bem possível que o próximo governo ainda seja mais socialista do que este. Mais estado, mais despesa, mais impostos. O ciclo é este... até que a união europeia se desfaça. Depois... adivinhem!

Saudações monárquicas

quinta-feira, outubro 02, 2014

Adesivos ao ataque!

Antigamente os jornais eram todos do regime. Ou quase todos. Veio o 25 de Abril e após alguma confusão inicial, a situação agravou-se. Agora são todos do regime! E hão-de perguntar: - mas afinal como é que de distingue um jornal do regime?! Muito simples: - aplica-se a regra da peneira e no fim analisamos os pedregulhos que lá ficam. E, eureka, são sempre os mesmos!

Lá está um enorme pedregulho de esquerda, com o seu 25 de Abril, intocável, com a sua constituição, intocável, com a inevitabilidade republicana, inamovível. Unanimidade geral, e aqui vale a pena fazer um paralelo com a segunda república. Nesta dizia-se que a ‘Pátria não se discute’; agora é a república que não se discute!

Aliás basta ler ou ouvir os vários comentadores oficiais (ou oficiosos) para percebermos isso. Há um pacto de silêncio sobre este e outros assuntos. Mais, se (aparentemente) discordam ou se insultam, é por razões tácticas. É para ganhar posição e não perder o comboio. Acima de tudo querem conquistar a afeição do próximo César!

Um exemplo elucidativo: - reparem como os adesivos se recolocam e já dão como certa a eleição do Costa para primeiro-ministro!

Muita fome e pouca coluna… vertebral.



Saudações monárquicas

quinta-feira, setembro 25, 2014

‘Um país de costas’!

A frase tem dono, foi escrita por Fernando Pessoa quando quis definir um país onde ‘ilustres’ Costas pontificavam. Pontificavam e pontificaram ao ponto de darem com ele de pantanas. De costas, à revelia de todos os princípios constitutivos da nacionalidade, à revelia da sua história!

Na altura o ídolo era um tal Afonso Costa! Chefe do partido democrático, jacobino dos quatro costados, primeiro-ministro de inúmeros governos da primeira república (recorde-se que ao tempo os governos eram como as cerejas), tinha como principal objectivo eliminar, extinguir, a religião católica em Portugal. Dizia ele que isso aconteceria em duas gerações. Curiosamente, acabou por ser varrido da cena política por um Costa, no caso o general Gomes da Costa, em 28 de Maio de 1926.

Mas os outros ‘Costas’ a que o poeta se referia também tinham um curriculum impressionante: - um deles seria o Costa regicida, companheiro do Buiça, e que participou no assassinato do Rei Dom Carlos e do seu filho primogénito, o príncipe real Luís Filipe; o outro era o Júlio Costa, assassino confesso de Sidónio Pais na estação do Rossio.

Portanto, sobre Costas, julgávamos nós que já tínhamos a nossa dose! Mas não. No horizonte perfila-se um novo Costa que ao que sabemos comunga (em alto grau) do ideário republicano. Eu bem sei que os tempos são outros, também sei que é difícil destruir mais o que quer que seja, o país já nem de costas está, não tem posição! De qualquer modo, todo o cuidado é pouco.

Saudações monárquicas



Nota: Por coincidência ou talvez não, anuncia-se a criação de um novo partido, o ‘partido democrático republicano’! Um nome elucidativo. Seu fundador, o incontornável Marinho Pinto, mais um ‘jacobino dos quatro costados’! Uma praga.    

quarta-feira, setembro 24, 2014

Que diferença nos faz!

O regime inviável, bloqueado, distrai agora os portugueses com eleições no PS! Que pachorra! Primárias, dizem-nos, coisa importantíssima para o nosso futuro, avisam-nos, e obrigam-nos, sem querer a ter que ponderar, escolher (nem que seja para nos deixarem em paz) qual dos dois sujeitos dará um melhor primeiro-ministro! Se conseguir vencer Passos Coelho, obviamente. Mas é a pergunta inevitável, na conversa banal, logo a seguir ao problema do seleccionador de futebol! 
Às vezes não respondo, replico que não sou socialista, eles que se entendam. Mas já me vi na contingência, forçado pelo interlocutor, a optar, imaginem pelo Seguro, que sempre considerei uma autêntica nulidade! E fico a pensar que bom seria termos na ementa outros pratos, sabores decentes, já nem peço muito, um bom bife com batatas fritas. E um ovo a cavalo. Custa assim tanto!


Saudações monárquicas 

sábado, setembro 06, 2014

A tentação ocidental!

Todos os pretextos são bons para atacar a Rússia!

Senão vejamos: - 'Roma', vingativa como é, não quer perder a oportunidade de esmagar definitivamente o antigo inimigo soviético. Então agora que lhe foi dado um pretexto (ou alguém o forjou) para rearmar as suas legiões! E já sabe que pode contar sempre com o fiel aliado britânico.

Do outro lado do canal, o gaulês megalómano, de uma maneira geral jacobino, condena a Rússia mas está mais interessado em retomar a agenda napoleónica! Aquela lenga-lenga da constituição única, do exército europeu, quiçá comandado por um corso! Uma ideia que o nosso Mário Soares tanto aprecia!
E dos  exércitos que contam falta falar de Germanicus, o mais prudente de todos. Aparentemente terá renunciado à febre do euro mantendo bem aberta a torneira do gaz.

Quanto aos restantes países da união, a graduação condenatória  obedece a três parâmetros fundamentais: - se são repúblicas que pertenceram à extinta união soviética, a condenação é feroz; se estão perto e dependem da energia russa, a condenação é suave; se estão longe, como Portugal, não pensam e comportam-se como serviçais do Tio Sam. De qualquer maneira não estou a ver ninguém com grande vontade de participar numa guerra púnica contra tão poderoso adversário. Ainda por cima na imensidão das estepes geladas.

Mas nada disto invalida a realidade. E a realidade é que temos ali um problema bicudo. Para o resolver talvez não fosse mau ( e bom para todos) respeitar um pouco (mais) a segurança interna da Rússia, quer em termos de euro, quer em termos de NATO. Em suma, evitar provocações, e avivar a memória. Estou-me a lembrar da crise dos mísseis em Cuba que quase fez rebentar uma guerra nuclear.


Saudações monárquicas

sexta-feira, setembro 05, 2014

Telenovelas!

Dei por mim no ‘Caminho das Índias’, uma realização da Globo, caminho que bem podia ser nosso se tivéssemos mais imaginação e menos complexos! Mudei para os canais portugueses, nada de jeito, acabamos sempre na selecção! Até que um pivô, relativamente excitado, interrompeu o importante treino de Óbidos, para nos dar conta da próxima telenovela lusitana!

‘Face Oculta’ é o seu nome e segundo julguei perceber, promete grandes audiências. Para já foram sentenciadas prisões efectivas, o que não sendo novidade, garante o necessário suspense. Mas não vi algemas e toda aquela gente saiu do tribunal com um ar aparentemente tranquilo. Vão recorrer, claro, até às últimas instâncias e nós sabemos o que costuma acontecer nas últimas instâncias! Entretanto já terá havido eleições, o governo bem poderá ser outro, e sendo assim o desfecho torna-se mais previsível. O que é pena… tratando-se de telenovelas.



Saudações monárquicas 

quinta-feira, setembro 04, 2014

Um filho de Abril!

João Miguel Tavares, articulista do Público, tem uma característica que começa a despontar por aí, seja por mera táctica, seja por mera incoerência: - ‘uma no cravo, outra na ferradura’. Dito de outra forma - por um lado querem destacar-se da vulgaridade da esquerda, mas por outro têm vergonha (ou medo) de parecer de direita! Beneficiam assim de um estatuto dúbio, despertam a curiosidade, ampliam o número de leitores até ao momento em que... se revelam e passamos a conhecê-los melhor. No caso de JMT surgiu agora esse momento.

O assunto não terá a gravidade do défice, nem da guerra que paira sobre a Europa, mas para mim é importante: - tem a ver com símbolos coloniais! Símbolos que subsistem por toda a parte, que fazem parte da nossa história, que são a nossa história. Ora acontece que alguns desses símbolos também existem num jardim de Belém! Mais própriamente naquele que é fronteiro aos Jerónimos. São alguns brasões de armas do Portugal antigo, do Portugal longínquo, que hoje já não administramos, mas que obviamente guardamos na memória. 
Ora bem, quem não tem respeito pela memória parece ser a vegetação (no caso, um bucho) que por ali prolifera e que, sem querer, os vai suplantando e escondendo. Até aqui, nada de mais. O problema só surge quando ficámos a saber que os actuais vereadores da CML (pelouro da cultura) se aliaram ao bucho... mas querem ir mais longe. Querem eliminar os tais brasões!

E é aqui que entra o articulista do Público, que se não aplaude a proposta camarária, parece! Convoca inclusivé Salazar como exemplo para uma boa vingança! Para um bom ‘apagão’! Enquanto continua a insistir que apagar 'os maus da fita' (pelo menos os que 'ele' considera maus) não é apagar a história. Deve ser, presumo, lavar a história! 
Enfim, mais uma desilusão. 



Saudações monárquicas

quarta-feira, agosto 27, 2014

BES, Benfica, Sporting, etc…

No silêncio comprometido, e estão quase todos comprometidos (os milhões de adeptos idem), levanta-se agora a ponta de um dos véus e ficamos a saber o que já sabíamos: - entre muitas dívidas e poucas dúvidas andamos a pagar as loucuras da bola, a infantilidade dos nossos ‘grandes líderes’ (leia-se governo, presidente da república, assembleia da mesma e tribunais) especialmente coniventes no sustento do insustentável, na propaganda através do futebol, na manutenção de privilégios aos ‘clubes do estado’, síndroma soviético de que não nos conseguimos libertar! Suspeitos do costume: - Benfica e Sporting.

Por isso nada de protestos quanto ao aumento de impostos, quanto à redução dos salários, quanto ao corte das pensões, pois não se pode ter tudo. Logo há que fazer uma escolha: - se querem continuar a dar o dinheiro da troica ao Benfica e Sporting (e prosseguir a política de ‘pão e circo’), tudo bem, agora não me castiguem a mim que sou (só) do Belenenses!


Saudações monárquicas 

segunda-feira, agosto 25, 2014

Selfies

Estás em 2014
No tempo da parvoíce
Ainda antes do Outono
Quando os cães perdem o dono
Há selfies por todo o lado
E banhos de duche gelado
As causas podem ser boas
Mas se não escondes a mão
O que dás não é cristão!

É o mundo a ver-se ao espelho
A gostar do seu umbigo
Muito joio pouco trigo
Basta clicar no botão
(ou dar na televisão)
Um retrato do planeta
Sinto muito meu amigo...

Estás com cara de pateta!

segunda-feira, agosto 11, 2014

Mudar de postal!

É espantoso como não consigo mudar de postal! Escrever sobre qualquer coisa de novo que tenha acontecido! É espantoso, mas é verdade! Senão vejamos:

Nos Estados Unidos os programas noticiosos, incluindo os humorísticos, continuam obcecados com o Putin! Alguém que lhes faz frente.
Noutro quadrante, Obama esforça-se, mas não consegue condenar o massacre israelita na faixa de Gaza! Não se pode dizer holocausto porque a vida dos palestinianos não conta.
Por cá o nacional-benfiquismo campeia em todas as áreas e ainda ninguém conseguiu fazer a ligação entre a fraudulência bancária, o futebol e as empresas públicas! Estava a pensar na PT. Aliás, o ataque ao banqueiro tem sido cuidadoso não vá ele atingir alguma das nossas preciosas ovelhas! Ou o rebanho inteiro, o que seria uma maçada.
Portanto a única verdadeira notícia são as minhas obras de canalização e esgotos. Que estão perto do fim! Será que merecem um postal?!


Saudações monárquicas