quinta-feira, março 28, 2019

Moinhos de vento


De que vale lutar, barafustar, escrever, contra uma realidade que nos incomoda mas parece imutável?! Para quê torturar-me, irritar a vesícula, se no fundo as pessoas gostam assim, e querem que assim continue! Representante fidedigno deste paraíso terreal é o presidente da república que temos. E as dúvidas sobre o seu perfil terão ficado dissipadas, imagino eu, com este caso do 'governo familiar'! Começou por dizer que não era assunto; depois, perante algum alarido social, admitiu que já chega, nem mais um parente, para finalmente afirmar que não foi ele, mas sim Cavaco Silva quem deu posse a semelhante fenómeno! Extraordinário!

Outro moinho de vento é a amnésia que afecta geralmente as pessoas responsáveis por empréstimos ruinosos. Inclui o supervisor. Face às 'brancas' sucessivas, tive pena do Governador, e apeteceu-me telefonar-lhe para dizer que foi a mim que emprestaram o dinheiro e que esteja descansado pois vou pagar tudo até ao último cêntimo. Palavra de contribuinte.

terça-feira, março 26, 2019

Desfazendo equívocos


Quando os papagaios (agora são advogados!) repetem em uníssono que temos de ajuizar a intrusão informática na conta de outrem como se da nossa se tratasse, estão obviamente a tentar confundir a opinião pública! Em primeiro lugar as contas que apetece violar, invadir, revelar, correndo o risco da ilicitude, são poucas e têm a particularidade de serem suspeitas. Suspeitas de falta de transparência e estou a ser suave na adjectivação. No caso concreto dos 'fundos de jogadores' que a partir de certa altura invadiram o futebol qualquer mentecapto percebe que a transparência diminuiu e que em sentido inverso aumentaram os riscos sobre a integridade das competições. E tanto assim é (ou foi) que a FIFA limitou a respectiva actividade.

Acresce que a vontade de confirmar suspeitas (e suspeitos) de ilícitos criminais aumenta muito quando se conjugam alguns factores, a saber: - a inércia das autoridades na investigação de práticas suspeitas, a dificuldade legal em fazer a prova, e o histórico da justiça em termos de condenações! E se há país onde estes três itens coincidem, esse país é Portugal. Ou seja, a impunidade é sempre um convite à justiça por conta própria. Ninguém aprova e eu também não aprovo. Mas no limite, quem não compreende?!

Compreendem-se assim as objecções de Rui Pinto sobre a justiça portuguesa, como se compreende que o seu advogado tenha a dito face à inexplicável medida de prisão preventiva aplicada ao seu cliente que, e estou a citar - 'o Rui Pinto está a incomodar muita gente'.

Uma coisa é certa este processo que levou à detenção e extradição de Rui Pinto parece ter sofrido uma vertiginosa aceleração após ter sido noticiado que o site de um escritório de advogados em Lisboa havia sido pirateado! Mais uma suspeita infundada?! E as suspeitas continuam.

quinta-feira, março 21, 2019

terça-feira, março 19, 2019

O bouquet e a rosa!


De desilusão em desilusão João Miguel Tavares já não sabe o que dizer da república! Não bastava a LGBTI querer educar-lhe os rebentos, e o Adolfo Mesquita Nunes (esperançoso homossexual centrista)* ter aceite um tacho na GALP, aparece agora o ministro Pedro Nuno Santos a 'queixar-se' de que não tem culpa que a mulher lhe tenha ido fazer companhia no governo!

Que mais nos irá acontecer, interroga-se ?! E dá uma explicação crítica com a qual concordo mas que é insuficiente. Se a política portuguesa se transformou, usando as palavras de JMT, 'num circuito fechadíssimo de gente que se conhece desde o jardim-escola', e se isso não acontece nos outros países da UE, então há que procurar explicações mais convincentes, razões que entronquem no regime e no seu funcionamento. Digo eu. O problema é que do regime republicano ninguém fala, nem quer falar!?


Saudações monárquicas


*Se Adolfo Mesquita Nunes não tivesse tido a 'coragem', no dizer de JMT, falta de respeito, na minha opinião, de revelar publicamente aspectos da sua vida íntima que nenhum eleitor precisa de saber, eu escreveria apenas, embora sem esperança, 'esperançoso político centrista'. Como não foi o caso, fui obrigado a naipe.  

domingo, março 17, 2019

quinta-feira, março 14, 2019

Marcha atrás!


O comentador político João Miguel Tavares escreve no Público dia sim dia não e como já tenho dito é nos dias sim que compro esse jornal. Leio o artigo e o jornal está praticamente lido. No entanto, e como também já tenho referido, o citado comentador só é legível quando o tema não seja o sexo e seus derivados. Fora disso é um dos melhores comentadores políticos da nossa praça franciscana.

Hoje reincidiu no sexo mas já em processo de marcha trás, um processo que se adivinha penoso para quem acreditava que se pode falar e escrever sobre tudo, a toda a gente, a qualquer hora, e em qualquer parte! Pois é, o nosso comentador tem filhos e não gostou de saber que uma delegação da LGBTI (dispenso-me de explicar o que aquilo significa) tenha andado pelas escolas a impingir às criancinhas a sua agenda 'educativa'. Como não deve ter gostado que duas deputadas do Bloco queiram castigar todos aqueles que revelem pensamentos 'homofóbicos'.

Mas o mal está feito e não adianta escrever que 'não fui eu que mudei de sítio – foram as associações LGBTI que se radicalizaram, e com elas surgiram mil e uma modas, cada vez mais estapafúrdias'!

Mas estava à espera de quê?!


quinta-feira, março 07, 2019

Uma frase soviética!


'O juiz Neto de Moura tem um pensamento inconstitucional' disse, entre outras preciosidades, o Bastonário da Ordem dos Advogados.

Mas não está sozinho nesta matéria. Com o bastonário fazem coro uma série de almas conhecidas, quase sempre as mesmas, bobos da Corte uns, democratas de pacotilha outros, idiotas muitos. A loira Judite, por exemplo, 'pensa' e acha que as sentenças do juiz justificam os insultos e ameaças que o mesmo sofra ou venha a sofrer! Não confundir com violência doméstica.

Por fim o conselho superior de magistratura cedendo à subversão dos poderes resolveu, de comum acordo com a vítima, e para a proteger, transferi-lo para uma área onde as suas sentenças, forjadas pelo seu pensamento inconstitucional, não violentem a sensibilidade dos grupos acima descritos. É aliás a melhor solução. Assim Neto de Moura não terá necessidade de uma cura siberiana para compatibilizar o seu pensamento com a constituição da república.


Saudações monárquicas


Adenda: Não sendo 'soviético', o episódio mais parecido com este caso do juiz Neto de Moura foi a despromoção (ou penalização) de um árbitro de futebol por indicação de um conhecido presidente de clube. Em causa esteve uma arbitragem que não foi do agrado do mesmo.

terça-feira, março 05, 2019

A frase do dia!


É mais fácil prender um hacker em Budapest que um 'criminoso' no Terreiro do Paço!

Criminoso entre aspas porque em Portugal atendendo às inúmeras garantias que o nosso sistema judicial proporciona, a que temos que acrescentar as repetidas presunções de inocência, há crimes mas é raro haver criminosos. Estamos obviamente a falar do 'Terreiro do Paço' onde o silêncio e a inércia comandam a investigação. Pelo contrário, em se tratando de algum delito que possa incriminar o regime, ou o clube da nossa devoção, toda a vigilância é pouca! Há que perseguir o criminoso, agora sem aspas, prendê-lo, extraditá-lo, e julgá-lo como merece. Rui Pinto é então o homem a abater. Não importa se o que revelou é importante para a justiça, para o fisco, para a sanidade das competições, ou se na concorrência dos crimes o interesse público fica a perder, não, primeiro o que interessa é prender o rapaz, até porque ele sabe demais.

Porém as coisas nem sempre correm segundo os nossos desejos, e às vezes costumam dar para o torto. Assim eu auguro que este caso pode piorar muito se Rui Pinto for extraditado e julgado em Portugal. Piorar para todos, em especial para aqueles que o querem calar. Porque pela amostra o rapaz parece não ter papas na língua.

quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Abecedário socialista - letra A


Arrendamento: - comédia urbana em três actos com desfecho conhecido – o mercado de arrendamento morre sempre no fim!

Primeiro acto: - a primeira república congela as rendas porque os inquilinos são pobrezinhos segundo a lei, ao contrário dos senhorios que são ricos e maus segundo a tradição socialista.

Segundo acto: - a segunda república, que se auto proclamou estado novo, manteve o velho guião porque não havendo votos, é preciso manter as maiorias sossegadas. Foram mais de quarenta anos de congelamento e há quem compare os seus efeitos a um terramoto lento mas mais eficaz.

Terceiro acto: - estávamos em Abril e com ele chegou a terceira república cheia de vontade de fazer ressurgir o mercado do arrendamento. Mas como vinha com a marca republicana/socialista, e não querendo perder votos, achou que podia ultrapassar a dicotomia senhorio /inquilino transformando os portugueses em proprietários de casa própria! Aquilo que não era possível fazer nos países ricos Portugal ía conseguir! Sabemos como acabou (ou vai acabar) esta história. 

Mas como é preciso dar um fim à comédia, as alterações à lei do arrendamento não param! Na sua última versão, que a assembleia da república já aprovou, estima-se que só um herói (ou um santo) se atreva a ser senhorio! Fora, claro, os grandes fundos imobiliários que vão comprando tudo, e se perdem aqui, ganham acolá. Ou seja, temos o mercado de arrendamento possível numa república socialista de um país a fingir.


Saudações monárquicas


Nota: ADSE também começa pela letra A e talvez seja útil perguntarmos o que faz um subsistema de saúde num país socialista?! É certo que na antiga união soviética havia duas classes de pessoas – os funcionários do estado e os outros. A ideia é essa?! O SNS é para os 'outros'?!

terça-feira, fevereiro 26, 2019

Nuvens no céu azul


Para lá das nuvens sabemos que o céu é azul e essa certeza guia os nossos passos! Sabemos que azul será o regresso ao Restelo sem vencedores nem vencidos mas onde haja o respeito de ambas as partes e condições para sermos o clube de futebol que já não somos há mais de quarenta anos. E estou a ser optimista porque há um marco histórico que guardo na memória e esse sim, tem a data da nossa decadência – corresponde à venda do Yaúca ao Benfica e pouco tempo depois do Peres ao Sporting. Quem vende (ou é obrigado a vender) aos seus rivais o melhor que tem, deixa de ter capacidade para os defrontar de igual para igual. Às vezes é possível reverter a situação mas não foi esse o nosso caso. A partir dali, como diz a canção, 'foi sempre a perder'.
Esta visita ao passado é só para lembrar como são ridículas as lutas pela herança e como soam a falso as tiradas grandiloquentes dos falsos herdeiros.

Mas o céu azul também se vislumbra nas dificuldades e na forma como as vamos superando. Seja o campo para jogarmos que não temos, seja a academia para treinarmos e preparar o futuro que nunca tivemos. Fora o resto que nem comento mas está à vista de todos – a animosidade da comunicação social alinhada com os grandes interesses que controlam o futebol português.
São as tais nuvens que num dia organizam debates sobre a lei das sociedades desportivas que querem alterar, sabe-se lá porquê*, e no outro dia esquecem-se de discutir as causas da decadência dos clubes associada à enorme desigualdade vigente! Ou será que foi a actual composição da SAD que arruinou o Belenenses?!

Por isso e a propósito de céu azul eu vi o seu recorte em Braga, algumas nesgas é certo, nomeadamente nos golos que marcámos e não sofremos, na atitude de Silas e Zé Pedro no banco e na serenidade do restante staff técnico durante o jogo. E se por acaso conseguirmos chegar ao quinto lugar jogando as trinta e quatro jornadas fora de casa... as nuvens são passageiras e o céu voltará a ser azul!


Saudações azuis


*Não sou contra o aperfeiçoamento das leis que existem, embora saiba que um dos factores que mais afastam o investimento, seja qual for o sector de actividade, é a contínua alteração das leis. Mais do que alterar o que é preciso é que as leis se cumpram, doa a quem doer. E como sabemos não é isso que acontece no nosso país. No futebol então, é como se o governo (IPDJ), a Federação ou a Liga não existissem.

Nota do autor: Este postal destinava-se naturalmente ao Belém Integral mas por lapso saiu aqui. Não há problema, o assunto é transversal num país comandado pela bola. Mais própriamente a partir do camarote da Luz, o verdadeiro centro do poder. Não é assim ministro Centeno?! E tem todas as nuances da ciência política - desde o lado mais obscuro, subterrâneo, com toupeiras por todo o lado, até à réplica mini soviética dos clubes do estado! Os ingredientes são conhecidos. Vão desde o financiamento ímpar (rima com imparidades) através da Caixa Geral de Depósitos e dos bancos entretanto falidos, pudera(!), até à visão chinesa (e mais oblíqua) de um país dois regimes. E toda a gente gosta.

quinta-feira, fevereiro 21, 2019

Regime familiar


A maçonaria que nos governa, laica embora frequente a Igreja, republicana mas protegendo primeiro os seus, e socialista com enorme apetência pelos bens deste mundo, enfim uma maçonaria completa, está em perda e por isso fortalece-se. Refugiou-se naturalmente na cidadela, reconhecido último bastião de todos aqueles que esperam resistir até ao fim. Levou consigo os mais chegados, as mulheres, os filhos e outros aderentes menos sanguíneos. Disso deram conta os portugueses através do anúncio singelo de mais uma remodelação ministerial! As caras e os apelidos não enganam, aquilo é uma família. E só não lhe chamam 'família real' porque ali todos se acham reis e rainhas deste deserto à beira mar plantado.


Saudações monárquicas

terça-feira, fevereiro 19, 2019

'Deus é de esquerda ou de direita'?


Num tempo de vergonha e negação daquilo que realmente somos lembrei-me de André Frossard e deste texto no seu livro 'Deus em questões'. Diz ele:

Eis uma pergunta que poderíamos chamar recreativa. Poderíamos situar Deus na direita, na medida em que nos impõe mandamentos que não foram objecto de nenhuma consulta prévia, mas poderíamos igualmente imaginá-lo na esquerda, uma vez que perdoa as nossas infracções, o que a direita sempre tem dificuldade em fazer. Seria indelicado considerá-lo 'centrista' sob pretexto de que, segundo Pascal, o universo é um circulo cujo centro está em toda a parte e a circunferência em lugar nenhum. Para resolver a questão, seria necessário estabelecer uma distinção nítida entre a esquerda e a direita. Ora, desde a morte das ideologias, que expiraram sob os nossos olhos, a diferença entre os dois partidos prende-se apenas a uns matizes verbais.

No entanto, existem sempre 'homens de esquerda' e 'homens de direita' que em nada se assemelham, mesmo quando praticam a mesma política.

Poderíamos fazer remontar a questão até ao pecado original e dizer que o homem de esquerda não acredita nele, enquanto o homem de direita acredita de tal forma nele que lhe custa aceitar a Redenção. É mais simples porém afirmar que o homem de esquerda julga proceder segundo o seu coração, o homem de direita segundo a sua razão, e que ambos se enganam. Quanto a Deus, não o vemos à vontade nem num nem noutro partido, e bem podemos perguntar-nos se não terá sido Ele quem inspirou esta sentença à nossa Simone Weil, cujo génio começa onde termina o de Pascal: - “É preciso estar sempre pronto a mudar de campo com a justiça, essa perpétua fugitiva do campo dos vencedores”.

quinta-feira, fevereiro 14, 2019

Ladainha das greves


Greves
Graves
Agudas
Esdrúxulas
Sem acento
Selvagens
Cirúrgicas
Sem apelo
Greves de zelo
De fome
Greves gerais
Parciais
Dos transportes
Dos enfermeiros
Dos juízes
Dos professores
E demais trabalhadores
Greves antigas
Modernas
Do século passado
Com o único senão
O actual e único patrão
É o Estado
Que os grevistas escolhem
Em cada eleição!

domingo, fevereiro 03, 2019

No fundo da memória


Deixei passar o regicídio, já a minha memória fraqueja, mas para quem não se lembre, o assassinato do Rei e do primogénito aconteceu no dia 1 de fevereiro de 1908, no Terreiro do Paço. Dom Carlos e o príncipe Luís Filipe sucumbiram às mãos do braço armado do partido republicano, este mesmo que hoje nos governa. E se governa. Aparece-nos subdividido, uma aparência apenas, mas na realidade vai do Bloco ao CDS, passando naturalmente pelos dois partidos centrais. Partidos siameses e tem sido uma carga de trabalhos para os separar. Que o diga Rui Rio, ao que tudo indica um genuíno social democrata*.

À frente desta tropa toda está o incontornável Marcelo, tão incontornável que, imagine-se, acumula o cargo de presidente da república com o de administrador vitalício da Casa de Bragança! Fundação criada pela segunda república para controlar os bens privados dos defuntos. Ou seja, mortos e espoliados.

Tudo o que afirmo, não sei se com exagero ou contenção, não consta da memória das novas gerações de telemóveis, único filtro disponível para a ignorância vigente. Assim será cada vez mais difícil conservar a informação daquilo que não interessa à república. O Regicídio é para apagar.

*Melhor dito: - o único social democrata deste país.

terça-feira, janeiro 29, 2019

A república a sete chaves!


Desde 1910 que o lema é o mesmo – a república acima de tudo, a maçonaria acima de todos. O país que se lixe. Para disfarçar entremeiam-se as repúblicas mais jacobinas (a primeira e os primórdios da terceira) com as menos jacobinas (a segunda e este fim de festa da terceira) e assim se vai enganando o 'bom povo português'. Povo alienado que se droga com a batota do futebol, que vai a Fátima com a mesma desfaçatez com que frequenta a festa do Avante, e que vota na esquerda anti clerical enquanto espera ansiosamente a próxima visita do Papa. É neste contexto demencial que florescem todas as desigualdades, todas as corrupções, todos os corporativismos de estado, e onde morrem ano após ano todas as esperanças de civilização. E pergunta-se: - mas isto tem alguma saída?! Não, não tem. O regime reproduz-se por si e quando surge uma cara nova o inevitável apelido denuncia a 'evolução na continuidade'. É assim impossível o aparecimento de uma força política fora do sistema. É por isso que, ao contrário do que acontece em toda a Europa, não temos um partido de extrema direita! Sendo que a própria direita também não se vislumbra! Seremos anormais?! É nossa sina andarmos sempre atrás e com o relógio sempre atrasado?!


Saudações monárquicas

quarta-feira, janeiro 23, 2019

As festas do condado


O primaz do sítio pega no andor e com ele avança até à pedreira mais próxima. O presidente selfie anda de TIR para não perder pitada. Estão inauguradas as festas do Condado. A bola é o pretexto, o motivo do nosso orgulho, a nossa fé. Entretanto em Madrid, o ídolo nacional confessa fugas ao fisco espanhol e fica com pena suspensa. Em Portugal costuma ser condecorado. Estamos agora em Lisboa onde é dada a conhecer uma parte das falcatruas do Portugal socialista no banco do estado. O PCP, depois de Loures, não está em condições de intervir. E assim fica cada vez mais difícil defender as virtualidades da banca pública. Está aí alguém que apague a luz?!

Saudações monárquicas

terça-feira, janeiro 08, 2019

Orgulhosamente sós!


Era com esta frase que a segunda república justificava o seu isolamento em relação aos demais países fosse em termos ideológicos, políticos, ou de perspectiva para o futuro. O lema era manter-se a todo o custo no poder congelando os problemas em lugar de os resolver. A solução para isto também já a conhecemos: - um belo dia o orçamento não chega para todos, as corporações agitam-se, dá-se um golpe, normalmente militar, e o que era preto passa a ser branco. Toda a gente acredita e recomeça um novo ciclo. Para dar maior consistência ao embuste inventa-se um inimigo público. Ontem era o comunismo, hoje é o 'regresso' do fascismo. E de tal modo nos entretemos com estas balelas que nem reparamos que o mundo continua a girar e nós continuamos parados. Orgulhosamente sós!


Saudações monárquicas

sábado, janeiro 05, 2019

quarta-feira, dezembro 26, 2018

Natal

Natal passado estrela cadente rasgando os céus omnipresente renasce em nós em cada dia pelo pão nosso pela verdade na tentação pela maldade pelo perdão e seja feita a Vossa vontade. 

domingo, dezembro 16, 2018

Causas perdidas


'Senhor, já que a dor é nossa e a fraqueza que ela tem
Dá-nos ao menos a força de a não mostrar a ninguém.'

Fernando Pessoa

O interregno, e particularmente este, já se viu que é uma causa perdida. O tema tem vindo a perder interesse e o autor não consegue dar-lhe o brilho que merece. Se me perguntarem se ainda acredito num Portugal monárquico eu respondo que sim, com a convicção da primeira hora. A convicção de quem gosta de ser independente. Sinto no entanto que será preciso acontecer muita coisa para que os portugueses se apercebam do logro em que caíram. E isso talvez ainda demore. Um nó górdio que terão de desatar sozinhos. É tarefa para outras gerações, gente mais nova, gente preparada para responder ao estado de decomposição a que chegámos. A que chegou o mundo em que vivemos.


Saudações monárquicas