quinta-feira, dezembro 31, 2020

Balanço e perspectivas!

 

Um ano marcado por duas pandemias - uma de origem externa e outra de origem interna. Qual delas a pior? É difícil responder mas inclino-me claramente para a doença caseira porque essa dura há muito tempo e não se vêem melhoras! Senão vejamos, por força do hábito e dos maus costumes temos um governo inenarrável chefiado por um indivíduo inenarrável cujo ponto alto na política foi ter sido o número dois do governo de Sócrates.


Vendo as coisas por este prisma não admira o elenco que escolheu nem os sucessivos danos que causam à sua volta. Desde o amigo de infância, ministro das golas e do SEF, passando pela extra-terrestre da Saúde e acabando na ministra da Justiça que me enganou e anda a enganar a Europa com currículos falsos, não há ninguém que se aproveite. E todos nos envergonham. Mas a enfermidade é pandémica e estende-se naturalmente ao presidente de todos vós. Sujeito peculiar que pelos vistos não tem vergonha do governo que temos. Por isso o mantém em funções. Mas o povo ama-o e o amor é cego. E nunca vai perceber porque é que estamos sempre na cauda do pelotão europeu!


Perspectivas para 2021?! Não são animadoras. Arrisco-me a dizer que o Covid há-de passar mas a pandemia interna vai continuar. A vacina?! Essa, a propaganda republicana encarregou-se de a difamar. Diz que não presta, que faz mal, e o povo crédulo tem medo dela.



Saudações monárquicas

terça-feira, dezembro 29, 2020

Este país não é para velhos...

 

Nome de filme, verdade que o vírus amplamente demonstrou, parecia lógico que a vacinação começasse pelos velhinhos que vivem nos lares. Assim pensaram os governos da Inglaterra, Alemanha, Espanha e outros cuja prioridade foi salvar vidas enquanto é tempo. O governo português seguiu outro caminho e quis proteger em primeiro lugar o SNS. A lógica socialista é inconfundível. A partir de agora aqueles que acreditam nas propriedades da vacina devem interrogar-se sobre cada morte que ocorra na faixa etária dos mais idosos! Ou não?!


As sondagens e o PS...


Todos os dias temos sondagens e todos os dias nos dizem que a direita não consegue bater o PS. Isto apesar das asneiras socialistas! Uma hipótese seria estar de acordo com Almada Negreiros que um dia desabafou. - 'o país até é bonito, fica feio pôr lá portugueses'! Outra hipótese é não acreditar muito nas sondagens. Na minha opinião o PS está preso por arames e é provável que Costa já vislumbre o pântano de Guterres. Assim, vai aproveitar a presidência da união europeia para arranjar um tacho lá fora e demite-se cá dentro. Rui Rio será o futuro primeiro-ministro.


O Bloco populista...


Ultrapassado pelo Chega nas preferências eleitorais o Bloco procura desesperadamente uma bandeira para se agarrar. E quer pôr a AR a investigar a corrupção! Quem diz corrupção diz Rui Pinto e quem diz Rui Pinto diz Benfica e respectiva direcção. Nesta altura do campeonato não há nada mais populista! O problema é que o papel da AR não é investigar a corrupção mas fazer leis eficazes para que os órgãos próprios de investigação possam fazer o seu trabalho em tempo útil. E não é isso que acontece. Já agora também cabe à AR refrear o ardor clubista dos deputados proibindo manifestações e comentários para as quais não foram eleitos. De um deputado espero um comentário político e não futebolístico.




Saudações monárquicas

quinta-feira, dezembro 24, 2020

As Boas Festas possíveis!

 

Em primeiro lugar a esperança que esta quadra nos revela. Depois a caridade que se traduz na solidariedade para com o outro. E saúde nestes momentos em que o corpo fraqueja mas a alma não.


O presente não pode ludibriar o futuro tem que o enfrentar. De ciência certa sabemos que nunca estaremos suficientemente preparados para o que aí vem. Assim, com humildade, talvez seja possível inverter comportamentos e escolhas que nos fragilizaram ao ponto de esperarmos que uma vacina seja a salvação da humanidade.


Um Bom Natal!


quarta-feira, dezembro 23, 2020

Torre Bela, o massacre inevitável!

 

A Torre Bela é um dos símbolos de Abril e pode dizer-se que seguiu as suas pisadas! Ocupada e destruída a seguir ao 25 passou de propriedade privada a cooperativa comunista e como era previsível faliu naturalmente. Fizeram até um filme sobre a reforma agrária! Não, não se chama o 'triunfo dos porcos'. Tem outro nome mas o resultado é o mesmo. Terminado o filme e a aventura os aventureiros devem ser hoje ministros da república e os trabalhadores agrícolas que acreditaram no projecto devem ter emigrado para Chelas ou para o Algueirão. E a Torre Bela foi leiloada.


Quem a comprou imagino que terá sido um daqueles novos ricos a quem vendemos a alma e o petróleo na 'descolonização exemplar'. Depois aconteceu o que geralmente acontece quando o dinheiro dos outros comanda a nossa vida. Fazem aquilo que querem da nossa casa. Ontem vieram abater veados e javalis em quantidades industriais. Amanhã pode ser um campo voltaico ou muitos campos de golfe dependendo do dinheiro que esteja envolvido. E a gente começa a ter saudades do Duque de Lafões e da tranquilidade que reinava na Torre Bela.

sexta-feira, dezembro 18, 2020

Um país que envergonha e uma vergonha de jornalista!

 

Se o desabafo fosse proferido por um monárquico convicto, ultramontano, eu podia pensar no assunto, mas assim, vindo de Filomena Mónica , uma rapariga nada e criada no estado novo e que um dia se deslumbrou com os cravos socialistas, o melhor é não lhe dar muita importância. Ou seja, tem a importância que tem na medida em que representa o fim de mais uma viagem no inútil carrossel republicano. Mas isso ela nunca vai perceber. Nem ela nem este povo sombrio que por aqui habita.


João Adelino Faria é jornalista da RTP, canal público de televisão, e foi incumbido de entrevistar os candidatos ás próximas eleições presidenciais. Começou com André Ventura e fosse porque fosse resolveu debater com o candidato em vez de o entrevistar. Resultado: - os portugueses tiveram alguma dificuldade em ouvir e perceber os pontos de vista do candidato mas ficaram a conhecer muito bem as opiniões do jornalista. Como não é para isso que os contribuintes lhe pagam, devia ser demitido.


Por curiosidade tive a preocupação de visionar a entrevista que o mesmo jornalista fez ontem a Marisa Matias. Para saber se aquilo era defeito ou feitio! É as duas coisas: - para compensar André Ventura insistiu com a candidata do Bloco de Esquerda sobre a recusa em dar posse a um governo apoiado pelo Chega. Marisa invocou a Constituição, meteu os pés pelas mãos, mas o João Adelino foi incapaz de lhe perguntar se o programa e a ideologia do Bloco de Esquerda se enquadravam nos princípios da actual Constituição! Uma pergunta de grande utilidade até para os portugueses se orientarem! Como nem isso foi capaz de fazer é mais uma razão para ser demitido. Desta vez por incompetência.



Saudações monárquicas

terça-feira, dezembro 15, 2020

Os berloques da república

 

A pesada herança inclui três berloques e sempre que se fala neles os herdeiros do implante perdem a cabeça, lutam, discutem, como se ali estivesse a derradeira sobrevivência da pátria! Com letra pequena evidentemente. E os berloques são: - a TAP, última fronteira do império perdido; a GNR, guarda pretoriana de um regime de facção; a RTP, altifalante por excelência.


Mas era inevitável que mais tarde ou mais cedo alguns dos herdeiros, os menos saudosistas, e provávelmente os menos contemplados nas partilhas, começassem a fazer contas à TAP sem império, como tantas vezes têm feito contas à RTP sem ponta por onde se pegue. Da GNR evitam falar ou fazer contas, mas o assunto da reunificação das polícias voltou sem querer à ordem do dia. E é natural que seja difícil justificar a existência de uma polícia militarizada num país dito democrático. Mas não sei.


A ver vamos como tudo isto acaba. O meu palpite é que acaba tudo na mesma. Ou seja, quando o regime é postiço, alguém tem que pagar o implante.



Saudações monárquicas

sábado, dezembro 12, 2020

Comentários ao sábado

 

A revista Time antecipa-se às decisões judiciais e não tem dúvidas em declarar Joe Biden e Kamala Harris como as personalidades do ano! Logo a seguir ao corona vírus, presumo. Noutros tempos, quando a imprensa não fazia fretes a ninguém, esta notícia não levantaria outras questões. Hoje é apenas mais um indício de que terá mesmo havido fraude nas eleições americanas. É a minha opinião.


Voltemos à TAP e à pergunta sacramental – o país precisa de ter uma companhia de aviação?! De bandeira, como dizem alguns?! A resposta mais óbvia é: – depende! Se olharmos para o passado, não há dúvida que precisou. Se olharmos para o presente, para a factura, para a concorrência, se calhar não precisa. Se olharmos para o futuro, não sabemos. E não sabemos porque o país não tem vida própria. O seu futuro confunde-se com o da união europeia. E enquanto assim for, serão as regras europeias a ditar o destino da TAP. Se eu concordo?! Não. Mas quem sou eu!


Costa, Cabrita, Temido! A família socialista no governo começa a dar claros sinais de derrocada. Ela chora, Cabrita fica, Costa aguenta o barco. Um barco que se afunda. E já sabemos quem vai ter que levar o barco para o estaleiro. A ver se tem conserto!


Candidatos. Marcelo foi ontem entrevistado na SIC e deu o baile do costume. Entrevistadores que encenaram uma dureza fingida, ou não fossem o irmão do Costa e o seu pupilo do 'mentígrafo'! Na melhor parte da entrevista Marcelo falou sobre a TAP! E disse: - precisamos dela por causa das 'nossas comunidades'*. O pai dele, ministro de Salazar, diria o mesmo substituindo comunidades por colónias. Quem disse que abril e maio não são da mesma primavera!



Saudações monárquicas



*Os nossos emigrantes viajam em companhias low cost. A TAP é muito cara.

terça-feira, dezembro 08, 2020

Mais do mesmo!

 

Cento e dez anos depois a lenga lenga é a mesma: - 'candidato-me porque o país precisa de presidente que não instabilize'! E assim ficamos com a certeza que Portugal não vai morrer de Covid mas vai morrer cheio de estabilidade!

Vamos lá ver o filme de trás para a frente: - a primeira república destruiu o país nomeadamente as suas raízes mais profundas. Por exemplo o dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, e que hoje se celebra, não podia ser publicamente celebrado, a Igreja Católica era perseguida, e os padres eram tratados como funcionários públicos. As procissões não podiam sair do adro da Igreja.

A segunda república, mais manhosa, tentou juntar os cacos mas congelou o país indefinidamente. O regime, porém, não mudou a sua natureza. A ideia não era ganhar o futuro mas perder por poucos.

Esta terceira república fugiu às suas responsabilidades, vendeu o que tinha e o que não tinha, e passou a viver de amigos. Sobrevive encostada à Europa sem plano B.

Nestas condições é triste e penoso ouvir o candidato Marcelo prometer mais do mesmo.


Saudações monárquicas



segunda-feira, dezembro 07, 2020

Sem Império não há TAP!

 

Ser ou não ser dizia o rei da Dinamarca mas o pessoal de esquerda não quer ser mas quer ter! Não pode ser. Para ir ás Berlengas não precisamos de tantos pilotos nem de tantos aviões. Podemos fazer a coisa em asa delta. Ou via marítima, a remos. Aquela máquina voadora justificava-se quando os sonhos eram largos e audazes. Nesta penúria, tenham paciência. Sorry, como dizem os ingleses. A descolonização só agora é que a vamos sentir verdadeiramente. E dói. Por um lado temos que sustentar os Mamadou desta vida e ouvir-lhes as pragas. Por outro temos que sustentar os parasitas internos que todos os dias se multiplicam à mesa do orçamento! Um orçamento que já nem é nosso. E começam os plenários, a nacionalização volta à agenda, quem paga não interessa. As sociedades dependentes funcionam assim.


domingo, dezembro 06, 2020

'O VAR Varandas'

 

Preâmbulo: O futebol sempre fez parte da política de pão e circo da república portuguesa. Um futebol suspeito e onde ganham sempre os mesmos. Um exemplo:

Diz ele 'que se fosse com os rivais o golo não seria anulado'! Uma repetição de um dito semelhante quando no seu entender o VAR decidiu contra os interesses do Sporting. Isto é o descrédito total do VAR! Desde logo a verdade desportiva para Varandas parece não contar pois o que conta é a contabilidade das decisões do VAR entre os três eucaliptos. Depois quem também não conta são os outros quinze clubes que pelos vistos para Varandas estão sujeitos à dita contabilidade! Varandas nunca me enganou e o VAR também não. Não me esqueço que a FPF implementou o sistema à pressa e pelas piores razões. Na altura o Gomes quis abafar o escândalo das arbitragens denunciado através do caso dos e.mails. Mas em vez de investigar e punir, acabando com as 'missas e os padres' fez a fuga para a frente como se nada fosse. O VAR foi abençoado e os 'padres continuaram a rezar as suas missas'. E seja o que Deus quiser.


Saudações desportivas

sexta-feira, dezembro 04, 2020

A vacina é uma arma!




Quando a ministra exibiu orgulhosa o papel azul de vinte cinco linhas contendo o plano de vacinação eu lembrei-me das minhas redacções da quarta classe. Estava lá tudo, a minha ignorância e a ingenuidade de querer agradar à professora. No caso da Tremido é ao chefe que ela quer agradar e ao país quem ela quer enganar. Sejamos justos, mas porque carga de água é que eu vou dar mais uma vez o benefício da dúvida a um governo que apenas está preocupado em agradar aos seus potenciais eleitores?! Em matéria de saúde se os médicos e os enfermeiros seguissem a estratégia de agradar aos doentes, pobres doentes. Assim estamos nós à boleia de uma vacina que vai servir em primeiro lugar como arma política e depois logo se vê.

Saudações e saúde 

quarta-feira, dezembro 02, 2020

O futuro primeiro ministro de Portugal

Não sou de esquerda, portanto não sou social democrata, e ao longo do tempo tenho votado preferencialmente no CDS, ou no PPM quando tinha uma existência real, e só ultimamente me virei para o PSD, melhor dito para os seus líderes, primeiro Passos Coelho e agora Rui Rio. Por uma questão de carácter, de seriedade. Num país desgastado pela incompetência e pela corrupção é conveniente sabermos a quem entregamos a nossa carteira. Porque já não temos mais nada. É por isso que prevejo que este sentimento esteja a ganhar votos na maioria dos portugueses incluindo aqueles que fazem parte do partido do estado - funcionários públicos e afins. Até esses vão percebendo que a mesa do orçamento é cada vez mais curta e mais escassa. Surge assim a oportunidade de Rui Rio, alguém que preza o interesse nacional, alguém que tem uma vida para lá da política, e pode sobreviver sem ela. E isto é mais importante do que se pensa. Ah, e já me esquecia, não vai em futebóis!

A comprovar tudo o que digo deixo-vos as explicações de Rui Rio que justificaram o voto do PSD na questão da transferência dos quatrocentos e tal milhões para o Novo Banco. Está no youtube mas fica aqui para memória futura. 


https://www.youtube.com/watch?v=y4yTlXp74jQhttps://www.youtube.com/watch?v=y4yTlXp74jQ

terça-feira, dezembro 01, 2020

Independência em greve da fome!

 

Hoje a luta pela independência passa pela greve da fome de nove empresários do sector da restauração! A outra, a restauração da independência nacional ocorrida em 1640 ninguém quer saber dela para nada. Resume-se a um feriado recuperado a contra gosto por uma república que faz tudo para não ser independente.

Regresso pois aos nove grevistas, nove conjurados que esperam há três dias que sua excelência o primeiro ministro os receba e oiça! Mas sua excelência não quer, não está, e não pode. Segundo consta confinou-se em Tróia. Quanto aos grevistas, as leis da resistência física são implacáveis. Não durará muito mais tempo o seu protesto, a sua sede de independência!


Saudações monárquicas




https://www.youtube.com/watch?v=tNH0x1Xa2e8&list=RDxArmHZK2NKw&index=8https://www.youtube.com/watch?v=tNH0x1Xa2e8&list=RDxArmHZK2NKw&index=8


domingo, novembro 29, 2020

Mayan e a oportunidade perdida!

 

Miguel Sousa Tavares tem vindo a entrevistar na TVI os candidatos às próximas eleições presidenciais. E seja porque os candidatos consentem seja porque o entrevistador assim o entende, aquilo mais parece um concurso para o preenchimento de uma vaga no ministério das finanças. Desta vez porém MST ofereceu um verdadeiro presente ao candidato liberal. Perguntou-lhe sobre a revisão constitucional em curso e se estavam em causa os actuais limites materiais de revisão! Mayan hesitou, pareceu confuso e não esclareceu. Perante isto MST voltou à conversa dos impostos. Onde o candidato, por acaso, também fraquejou.


A ver se nos entendemos. Que melhor controvérsia pode haver para um liberal que os limites impostos à sua liberdade de decisão e à sua independência?! E que melhor temática poderia escolher que a actual constituição, com perto de trezentos artigos*, inicialmente a caminho do socialismo, e que mau grado as oito revisões que já leva nunca deixou de o percorrer?!


Tiago Mayan que é do Porto, e reclama a celebração dos duzentos anos da revolução liberal tinha que dizer alguma coisa de relevante. Mas não disse. E vamos mais uma vez recordar os tais limites à soberania do povo, afinal o grande motor da dita revolução de 1820.


Actualmente são nove alíneas, nove limites, quase todos discutíveis, todos eles mentirosos. O primeiro reza, como rezava na constituição de Salazar, pela independência nacional e pela unidade do estado! Onde é que isso já vai quando o orçamento do país é aprovado em Bruxelas?! Sem esquecer que quem jurou a integridade nacional do 'Minho a Timor' (lembram-se!) também participou na redacção do 'Portugal rectangular e ilhas adjacentes'! E pergunta-se, vamos ficar por aqui?!


O segundo limite, já vos tenho falado dele, é a forma republicana de governo! Uma charada que ninguém percebe mas que tem servido para a propaganda anti monárquica como se a monarquia fosse coisa do passado e de países subdesenvolvidos. Uma estupidez que continua a estupidificar os portugueses.


Os restantes limites à soberania popular, com a excepção das autonomias regionais, são ainda restos da marca socialista. Comissões de trabalhadores, planos quinquenais, propriedade dos meios de produção, etc.


Mayan, e pelos vistos grande parte da direita portuguesa convive bem com isto.


Saudações monárquicas



*A constituição americana (1887) tem sete artigos originais e 27 emendas em 230 anos.

sexta-feira, novembro 27, 2020

Os silêncios de Novembro!

 

Lá fora ouve-se o alvoroço das carpideiras. É prudente desligar a televisão. Choram a morte de Maradona, ídolo de uma geração que não acredita na imortalidade. Exaltam até à exaustão as suas habilidades circenses uma forma feliz de esquecerem uma vida desgraçada pelo vício. Na voragem do tempo será sobretudo lembrado pela 'mão divina' que derrotou a Inglaterra. A desforra possível de uma nação humilhada nas Malvinas.


Existe também um manto de silêncio a cobrir as eleições americanas. Ao contrário dos media, nem os apregoados vencedores parecem muito entusiasmados com a vitória! Com a América irremediávelmente dividida sabem que a suspeição não se apagará nunca sobre a chamada 'maior democracia do mundo'! Afinal tão próxima da democracia venezuelana!


Por falar em Venezuela, Cuba e outras democracias similares fico a olhar para aqueles paspalhos sentados na assembleia da república que ignoraram por completo a data de 25 de Novembro de 1975! A honrosa excepção foi Cotrim de Figueiredo da Iniciativa Liberal que pelos vistos é o o único que sabe a quem deve a sua liberdade de expressão e o seu lugar de deputado! Jaime Neves e os seus Comandos não merecem aquele silêncio.


Saudações monárquicas

sábado, novembro 21, 2020

Estatuto de denunciante – atirar o barro à parede!

 

Vem hoje em destaque no jornal Público uma notícia que me chamou a atenção. Reza assim: - 'Estatuto de denunciante só vai proteger quem estiver dentro de uma organização'. E explica logo a seguir que Rui Pinto não será abrangido, o que significa para o comum dos mortais que vai continuar a ser tratado pela justiça portuguesa como um vulgar criminoso. Não é bem o que está a acontecer mas nunca fiando. Até ao lavar dos cestos é vindima.


Tudo isto resulta como se sabe da transcrição pura e simples da directiva europeia que protege os 'wistleblowers', directiva que Portugal tarda em incorporar no seu ordenamento jurídico. Parece que é desta segundo promessa da ministra Van Dunen. Porém o que é estranho nesta história, para além do atraso, é a ideia de uma transcrição literal sem atender à experiência de uma norma que entretanto amadureceu face aos constantes desafios que a corrupção vai colocando! A mim parece-me absurdo.


E ponho-me a imaginar como deve ser difícil em Portugal* alguém denunciar a própria organização onde trabalha e ganha a vida! Temos muitos exemplos: - se fosse fácil o BES não teria chegado ao ponto a que chegou, Sócrates teria sido denunciado a tempo por algum dos seus ministros, e o caso e.toupeira teria visto a luz do dia muito mais cedo. Por isso não estou a ver bem onde a notícia quer chegar!


Provávelmente chegou para a candidata Ana Gomes ganhar mais umas intenções de voto à custa do Rui Pinto! Nada como atirar o barro à parede... a ver se cola.


Saudações monárquicas


*Outro país onde os 'denunciantes internos' escasseiam deve ser a Itália. Nomeadamente na Sicília.



terça-feira, novembro 17, 2020

Entrevista ao candidato

 

Vi, como muita gente terá visto, a entrevista que MST fez ontem na TVI ao candidato presidencial André Ventura. E vi que a chefia de estado republicana, a sua modalidade presidencialista ou a quinta república que Ventura advoga, nunca foram tema da conversa. Não por culpa do candidato mas porque o entrevistador levou o debate para problemas de governo e aplicação da lei. Só mesmo a terminar é que André Ventura teve oportunidade para afirmar o essencial da sua mensagem: - candidato-me para acabar com esta república que penaliza quem trabalha, que alimenta a subsidiodependência e onde justiça não funciona.

De resto disse aquilo que todos pensam mas não se atrevem a dizer:


Sobre os ciganos falou de um estado fraco que tem medo de aplicar a lei. Para os humanistas que vivem no Chiado isto pode parecer racismo. Quem vive nos bairros sociais e não pode evitar tal vizinhança tem uma opinião ligeiramente diferente.

Sobre a subsidiodependência todos sabemos que favorece o ócio, penaliza o trabalho e são votos certos nos seus promotores.

Sobre a justiça o momento esclarecedor aconteceu quando Ventura se referiu à candidatura de Ana Gomes e mencionou Paulo Pedroso. Sentiu-se o incómodo de MST porque todos nos lembrámos da Casa Pia e da 'justiça de classe' que temos! Se fosse basket, três pontos para o Ventura!


Concluindo: - Não será uma quarta nem uma quinta república que há-de livrar-nos desta corja que assaltou o estado e é dona do país. O caminho há-de ser outro. Em qualquer caso é melhor haver Ventura que não haver.


domingo, novembro 15, 2020

Os limites materiais da nossa vergonha!

 

Levantaram a lebre nos Açores e o país laico republicano e socialista entrou em pânico! Não é a geringonça açoriana que os incomoda, ou uma possível réplica no continente nas próximas eleições. A grande preocupação é o projecto de revisão constitucional do Chega naquilo que pode pôr em causa os chamados 'limites materiais de revisão'. Refiro-me em concreto ao artigo 288 (b), que impõe a 'forma republicana de governo', articulado intencionalmente confuso, que se destina a proibir os portugueses de alterarem o regime em vigor!  Assim mesmo, como se fora um dogma de fé e os portugueses fossem atrasados mentais*! Escusado será dizer que os autores de tal artigo deveriam ter-se na conta de 'pais da pátria'**, não obstante a pátria levar já mais de nove séculos de existência! Na verdade queriam apenas perpetuar-se no poder. E, diga-se, têm-no conseguido até agora.

Por isso é muito importante que o Ventura consiga levar por diante o seu projecto de revisão constitucional*** abatendo definitivamente aquela e outras aberrações. Porque é por aqui que a república pode mudar deixando de ser o feudo de uma clique maçónica que há muito a domina. O resto (redução de deputados, subsidio-dependência, combate à corrupção, etc.) virá por acréscimo.


Saudações monárquicas


*De facto, o facto do artigo 288, b) continuar em vigor não abona muito sobre a saúde mental e cívica dos portugueses.


**Creio que algumas destas luminárias ainda estão vivas.


***É muito provável que o projecto de revisão constitucional que o PSD também tenciona apresentar aceite algumas das propostas do Chega. Duvido é que aceite rever o artigo 288, b). Digo isto por duas ordens de razões: - embora Rui Rio me pareça um democrata sério, e sendo assim não vejo como possa aceitar a menoridade que tal artigo impõe aos portugueses, também é verdade que há muito maçon no PSD. De qualquer modo será (para mim) a prova de fogo de André Ventura: - veremos se embarca num compromisso menor ou se vai até ao fim, mesmo sozinho, e devolve a democracia ao povo. Se assim for, terá o meu voto.

quinta-feira, novembro 12, 2020

A monarquia como senso comum

 

Da terra só temos o usufruto! Por mais voltas que dês a resposta é sempre a mesma. Ninguém é proprietário do planeta. Nem aqueles que o julgam conquistar nem aqueles que o julgam defender. A única solução é usá-lo com a consciência de um usufrutuário diligente. Que sabe que o tem que transmitir, pelo menos, tal como o recebeu. Daqui partimos para o sistema político compatível e chegamos naturalmente à monarquia. O regime que melhor representa esse valor permanente que é a terra. Permanente porque sobrevive a todos os que nela alguma vez habitaram ou hão-de habitar. Este racional aplica-se a outros valores e realidades onde és claramente um herdeiro. 

A república, pelo contrário, sente-se proprietária do tempo, o conceito de herança não existe, e ao condenar o princípio dinástico condena-se à representação do efémero, da espuma dos dias! Neste quadro, o ambiente vai continuar a degradar-se e quem o defender, sem cuidar antes da sua representação política, anda a enganar-se e a enganar os outros.


Estas linhas têm o propósito de recordar um ambientalista que só podia ser monárquico. E vice versa.

quarta-feira, novembro 11, 2020

Estados Unidos

 

Nunca fui fã dos States. Nos filmes de cow boys torcia pelos índios e nunca acreditei na endeusada 'maior democracia do mundo'. Uma treta como está à vista de todos. Aquilo é uma república imperialista e segue o respectivo padrão. Quanto à estátua da liberdade sempre desconfiei de estátuas ainda para mais da liberdade. Chegam-me e sobram as avenidas da minha terra. Quem se afundou nas margens do Hudson levava um selo na testa e tinha os bolsos cheios de votos.


Mas o mais estranho desta quarta-feira é o silêncio dos media. Em especial dos portugueses. Passou uma semana sobre o acto eleitoral e nada. As certezas tornaram-se dúvidas e as poucas notícias relevantes são omitidas ou torcidas! Como é o caso do procurador federal ter ordenado que se investiguem as suspeitas de fraude. Afinal as suspeitas têm alguma consistência. Não há fumo sem fogo.

Outra das notícias difíceis de engolir é a aparente unidade do partido republicano. E é muito divertido ver a nossa esquerda 'agarrada' ao dissidente Bush filho!

Mas aguardemos pelos próximos desenvolvimentos. Uma coisa é certa – nos Estados Unidos nada ficará como dantes. Em especial a palavra... unidos!*



Saudações monárquicas



*As repúblicas imperialistas quando precisavam de unidade interna inventavam uma agressão externa. É dos livros. E atenção que as pombas gostam muito de lançar bombas atómicas...