terça-feira, fevereiro 18, 2020

E agora, João!


Sem rei nem roque
Sem Belenenses
Sem união
Neste meio termo
Onde até o Ventura
Perde a razão!

E agora, João!

Se ao menos houvesse
Um dia que fosse
Em que fosse proibido
Falar no Benfica
Na televisão!


Mas não há, João!
É o pão do povo
O circo montado
A triste república
Que nos coube em sorte
O regime castrado!

Sem nada de novo
De futuro incerto
Onde reina o esperto
E o aldrabão
Paraíso certo
Para a corrupção!

Nada a fazer, João!

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

O pretexto Marega


Vai por aí uma algazarra de todo o tamanho por causa dos incidentes em Guimarães, incidentes entre os adeptos vimaranenses e o seu ex-jogador Marega.

Primeiro ponto, não estive lá mas parece que é factual que Marega foi insultado, durante todo o tempo em que permaneceu em campo, e que os insultos, de vária ordem, incluiram, segundo dizem, apupos a imitar os símios. Tudo isto é condenável mas daí ao diagnóstico generalizado de racismo e ao histerismo condenatório subsequente, vai uma grande distância. É a distãncia entre a realidade e a demagogia. Entre a realidade e uma certa agenda política que todos sabemos qual é.

E passamos ao segundo ponto: - esta hipocrisia dá jeito a muita gente mas não resiste ao seguinte argumento: - se o pessoal de Guimarães é racista por que carga de água é que só Marega tem 'direito' às semelhanças com os símios?! É que havia mais pretos em jogo com a camisola do Porto!

E passamos ao terceiro e último ponto: - se pelos insultos e cânticos entoados pelas várias claques que temos, nos vários recintos desportivos que existem, quisermos tirar alguma conclusão sobre a actual mentalidade lusitana, o melhor é chamar todas as ambulâncias do mundo e os melhores psiquiatras do universo. Que dirão que não é racismo, não senhor, é alienação. Alienação geral, dos que cantam e dos que ouvem cantar.


quinta-feira, fevereiro 13, 2020

Não nos enganem...


"Riba Dal é terra de judeus. Baldadamente, pelo ano fora, o Padre João benze, perdoa, baptiza e ensina o catecismo por perguntas e respostas.
  • Quem é Deus?
  • É um Ser todo poderoso, criador do Céu e da Terra.
Na destreza com que se desenvencilham do interrogatório, não há quem possa desconfiar que por detrás da sagrada cartilha está plantado em sangue o Pentateuco. Mas está. E à hora da morte, quando a um homem tanto lhe importa a Thora como os Evangelhos, antes que o abade venha dar os últimos retoques à pureza da ovelha, e receba da língua moribunda e cobarde a confissão daquele segredo – abafador.
Desses servos de Moisés, encarregados de abreviar as penas deste mundo e salvar a honra do convento, o maior de que há memória é o Alma-Grande.
Alto, mal encarado, de nariz adunco, vivia no Destelhado, uma rua onde mora ainda o vento galego, a assobiar sem descanso o ano inteiro. Quem vinha chamar aquele pai da morte já sabia que tinha de subir pela encosta acima a lutar como um barco num mar encapelado. (…) Diante da casa, bastava gritar-lhe o nome.
  • Tio Alma-Grande! Ó Tio Alma-Grande!
  • Lá vai...
Daí a nada a tenaz das suas mãos e o peso do seu joelho passavam guia ao moribundo.
(…)"

Novos Contos da Montanha (O Alma-Grande) excerto
Miguel Torga


Nota:
Depois desta transcrição não posso deixar de emitir algumas notas sobre este assunto que está na ordem do dia. E a minha primeira impressão é que, tal como no aborto, os arautos da morte são os mesmos. A mesma agenda, os mesmos lobos vestidos de cordeiros, o mesmo ódio à Igreja Católica, a mesma dissimulação laica, laicistas com todas as letras, piores, muito piores que todos os almas grandes deste mundo. Na verdade, no conto da montanha, a eutanásia era assunto familiar, segredo de clã, mas não era projecto ou etapa para fracturar a sociedade e aniquilar a sua matriz católica. Como hoje se verifica que é. Um dia vamos ter que defender a nossa identidade sem meias tintas.


quarta-feira, fevereiro 12, 2020

'Confiança e transparência'

O Interregno saúda Manuel Soares, presidente da associação sindical dos juízes portugueses, que não conheço de lado nenhum, mas é uma pedrada no pântano deste regime iníquo! Espero não me desiludir.

Com a devida vénia deve ler-se no jornal Público este seu artigo cujo título é - Confiança e transparência.


https://www.publico.pt/2020/02/12/sociedade/opiniao/confianca-transparencia-1903757




'Os princípios éticos são como um farol na noite escura. Há mestres de barcos que conseguem navegar sem essa orientação. Outros guiam-se pela luz e desviam-se do perigo. O farol não vai impedir que alguns barcos se espatifem nos rochedos. Mas o que ninguém pode é dizer que não havia uma luz para guiar o caminho.'

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Na pista das medalhas...

Tenho reparado, embora me considere uma pessoa desatenta em matéria de medalhas, que existe uma certa prodigalidade na atribuição das mesmas, nomeadamente no dez de Junho, o que até já levou músicos como Rui Veloso a brincarem com a situação. E na verdade quer os presidentes quer os fabricantes de medalhas levam a coisa muito a sério, os presidentes incrementando o gesto, os fabricantes a facturação.

Entretanto de há uns tempos para cá o país tem-se dado conta, através de revelações e outros leaks, que muitos dos destinatários dessas comendas, são suspeitos de comportamentos que noutros países, mais atentos por certo, em lugar das comendas estariam a prestar contas à justiça. Justiça em sentido amplo, evidentemente. E é por isso que recomendo ás forças policiais do meu país que, nas investigações que tiverem necessidade de fazer, não desprezem a pista das medalhas.

Saudações monárquicas


Orçamento

Quanto é que orça, não sei,
Orças tu e orço eu
Ando no vira e virei
Não sei quantos orçamentos...
São dez milhões de jumentos
Mais os trocos que te dei!

quarta-feira, fevereiro 05, 2020

Rui Pinto preso político?


Miguel Sousa Tavares sugeriu a hipótese e não deve andar longe da verdade. De facto, a desproporção entre os presumíveis crimes imputados a Rui Pinto e as medidas preventivas de restrição da liberdade a que tem sido sujeito são de tal modo evidentes que só podemos encontrar uma explicação fora da justiça, ou seja, na política! Na política corrupta. Isto, depois de mais um acórdão da Relação a manter a respectiva prisão preventiva e com os mesmos argumentos - risco de perturbação da prova e fuga do país. A fuga percebo, afinal quem é que quer viver num país onde é mais importante calar o mensageiro do que combater a corrupção?!

Já aqui desenvolvi o tema do silêncio perante a gravidade das suspeitas que já são do domínio público. Espanta-me sobretudo o silêncio da direita sobre o Rui Pinto! Em especial do CDS e do Chega! E se deste último posso perceber, mas não aceitar, que o Rui Pinto seja uma ameaça ao mundo cor de rosa do seu líder. Um mundo onde há sempre um Vieira vestido de pai natal! Já do CDS esperava outra reacção. Uma reaçcão de partido adulto, e que sem nada a perder, mas tudo a ganhar, tomasse em mãos a bandeira do combate à corrupçâo! É que se não for assim, o CDS torna-se mais uma vez irrelevante, e fácilmente substituído pelo PSD de Rui Rio, afinal o único político português que já provou que não vai em futebóis!


Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 30, 2020

O regime no banco dos réus?!


É uma pergunta que pode fazer sentido atendendo aos últimos desenvolvimentos do caso Luanda Leaks onde todos os arguidos têm a nacionalidade portuguesa à excepção de Isabel dos Santos! E quando se sabe que apenas foi aberto um dos oito discos rígidos contendo informação explosiva, imagino que nos discos que ainda não ouvimos tocar... esteja lá a orquestra inteira desta terceira república! E respectivas desafinações.

Por isso Rui Pinto continua preso embora para a maioria dos portugueses seja considerado um herói. Quem não comunga desta opinião são naturalmente os criminosos que vão beneficiando da generosidade do estranho ordenamento jurídico português e possívelmente todos os que contribuíram e contribuem para que o mesmo ordenamento se mantenha tal qual como está. E, claro, os benfiquistas ameaçados pelos e.mails. É muita gente, é a tal orquestra cuja partitura já todos conhecemos.

Entretanto e por uma questão de contraditório, eis alguns dos argumentos que vão passando pela televisão, pérolas de gente 'muito preocupada' com a obtenção ilícita das provas! Há diversas nuances mas um traço em comum – embora não o digam, preferiam que nada se soubesse continuando tudo no segredo dos deuses. Para eles, mais importante que a revelação da prática de um crime é a reputação do presumível criminoso. E já falam em 'justiça privada' ou na possibilidade dos 'piratas' escolherem os alvos, ou seja, os corruptos a abater! Quem não deve não teme, mas pelos vistos, eles temem!

Concluindo o que está à vista de todos, o excesso de formalismos e garantias de que padece o actual ordenamento jurídico português (algo que desconfio tem intenções ocultas) não tem conduzido a que haja mais e melhor justiça, mas sim à impunidade, ao eternizar dos processos judiciais, transformando Portugal num paraíso da corrupção!

Sem mais, obrigado Rui Pinto!


quarta-feira, janeiro 29, 2020

Chicão!


Chicão ou Chiquinho é o que havemos de ver. Para já tem a seu favor a coragem de assumir posições que estavam guardadas no álbum de recordações do CDS. A ideologia é uma delas porque o CDS não pode ser um partido de protesto. Nem da unidose. Tem que ser uma alternativa cabal e diferenciada. Ou seja, na hora de votar os portugueses têm que saber qual é a diferença entre votar no CDS ou no PSD! No CDS ou no Chega?! E por aí fora. Para que isso aconteça, e face aos resultados recentemente obtidos, as propostas políticas do CDS têm que mudar. Nem o senhor de La Palice diria melhor.

Por exemplo nas questões que envolvem a defesa da vida o CDS tem que ser intransigente. O estado não pode dar a ideia que é favorável ao aborto. Mas é isso que actualmente acontece. E quem diz aborto, diz eutanásia, ou outras formas de pena de morte. O próprio referendo sobre estas matérias envergonha uma sociedade inteira e pouco se distingue do gesto do César quando decidia da vida e da morte no circo romano. É preciso sair da armadilha montada pela esquerda e arranjar representação para os portugueses que não se revêm no actual estado de coisas.

Noutra vertente, que no fundo é a mesma, o CDS tem que ser também intransigente na defesa da herança histórica que recebemos. Não basta cantar o hino, ele tem que bater certo com a realidade. O legado recebido não pode estar sujeito aos dislates de maiorias circunstanciais, que no limite, repudiem essa mesma herança. Entre esses legados está a herança católica, indissociável da nossa identidade como nação independente. Isto não faz do CDS um partido confessional mas evita que os actuais partidos 'confessionais', (irmandades maçónicas e outras) ocupem mais território. Eu sei que a constituição diz isto e aquilo, que o estado é laico, etc. etc. mas isso é o que dizem os outros partidos. O CDS, para ter razão de existência, não pode repetir as mesmas vacuidades. Tem que defender outras coisas. Recorde-se aliás que uma das medalhas do CDS, talvez a única, é o facto de ter votado contra esta constituição!

Termino com coisas mais leves que urge mudar no CDS. Aliás já tenho falado nelas mas a Cristas nunca quis saber disso para nada. Eu adivinho porquê, e o resultado foi o que se viu.
Em primeiro lugar na batalha contra a corrupção é estranho ver a Ana Gomes e não ver o CDS! Por isso, Chicão, uma das tuas primeiras medidas tem que ser proibir o pessoal político do CDS de ser comentador de futebol. Se não percebes o que é que a corrupção tem a ver com o futebol eu faço-te um desenho. E já que falei em futebol, sei que és de Coimbra, não deves ser da Briosa, era pedir muito, mas deves calcular quantos minutos é que são gastos na televisão pública a falar da Académica em comparação com Benfica, Sporting, ou FCPorto?! Faz as contas e quando as fizeres, terás a sensação que Coimbra já não é uma lição! Se conseguires emendar esta vergonhosa desigualdade de tratamento (na televisão pública) quer dizer que podemos contar contigo para emendar outras anormalidades. E talvez vote no CDS.

Saudações monárquicas

sábado, janeiro 25, 2020

'Malhas que o império tece'



Eu gosto da Isabel
Da sua imagem serena
Se errou fico com pena
Mas não deixo de gostar

São coisas do coração
É patetice talvez
Ou ainda a ilusão
Do império português!

Joacine é outra história
Olhos assim são pecados
E os deslizes da memória
Também serão perdoados

A bandeira é um busílis
A esfera sabe-lhe a pranto
Ela quer um arco-íris
Eu prefiro o azul e branco!

Nada de mais por enquanto
Mas aquilo que arrepia
É ver tanta hipocrisia
Na hora do desencanto!






sexta-feira, janeiro 24, 2020

As cleptocracias republicanas...

"A PGR portuguesa não vai fazer nada. Nunca fez". São declarações de Adriano Parreira, antigo embaixador de Angola em entrevista à RTP, explicando que as queixas que foi apresentando à PGR portuguesa, a primeira em 2011, nunca deram em nada. Nada que nos admire, do mesmo se queixa Rui Pinto, a propósito de outros leaks, e sabemos o que lhe aconteceu. Está preso, acusado de crimes menores, para que os crimes maiores andem por aí à solta! Ou não é assim?! 

Mas voltando ao título que dei ao postal, com reticências inúteis, parece que os portugueses realizaram uma nova descoberta, a saber - que a corrupção arruína os povos e as nações! Mas como não têm espelhos à frente do nariz, apontam o dedo para Angola para não ver o que se passa cá por casa! Bem sei que são realidades diferentes, ainda estamos na Europa, porém, a raiz da corrupção é sempre a mesma. All over the world. 

Começa com o assalto e captura do aparelho de estado por parte de um grupo organizado, pode ser um partido, uma maçonaria, uma quadrilha, que depois de se instalar faz as leis que lhe interessam, assegurando que quem as aplica, está dentro dos superiores interesses dos assaltantes. Esta situação costuma durar até à falência do respectivo país, sendo que os novos senhores, não havendo 'regulador independente', mais tarde ou mais cedo seguem pelo mesmo caminho. Compare-se a propósito a história da república portuguesa.


Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 23, 2020

Quadras à desfilada...

Há éguas que os donos
Me gabam, é certo
Mas vistas de perto
Não passam de uns monos.

A minha é tão fina
Que é só animá-la,
Já toda se inclina
Parece que fala.

Mas tem outras prendas
Tem tais predicados
Que passam por lendas
Se forem contados.

Em trote e galope
É que ela se anima
E carro em que tope
Saltou-lhe por cima.

Enquanto a Maria
Limpou a baixela,
Levou-me ela um dia 
De Faro a Tondela.

Saltei a Gouveia,
Toquei em Foz Côa, 
E em quase hora e meia
Entrava em Lisboa.

Das portas a casa
Fez tais diabruras,
Que três ferraduras
Chegaram em brasa.

Não há duas éguas
Assim neste mundo
Contando-se as léguas
São três por segundo.


João de Deus ('trote e galope')

https://www.youtube.com/watch?v=04EQz62kocQ

segunda-feira, janeiro 20, 2020

Actualidades


(A monarquia ou é serviço ou não é monarquia)

A monarquia não é o regime de um só, não assenta numa personalidade ímpar, um eleito entre os eleitos, nada disso, a monarquia é serviço público, vínculo dinástico que atravessa o tempo, com sucessão conhecida, reconhecida e aceite pelo novo monarca. E porque o rei tem família, a Família Real faz parte do serviço que é prestado pelo regime, esperando-se que seja exemplo para todas as famílias do reino. Vem isto a propósito da excitação republicana com tudo o que possa acontecer em torno das personagens reais. E se por acaso as personagens pertencem à coroa britânica então a excitação converte-se em histeria colectiva ocupando massivamente todo o espaço noticioso! O que nos leva a pensar que a tradição republicana já não é o que era!

No entanto alguma razão têm os media ao explorarem as infantilidades do príncipe Harry e sua mulher que querem ser príncipes para umas coisas e não para outras. É um sinal dos tempos, mas não é um bom sinal.


(Joacine em maus lençóis)

Do muito que se tem falado sobre o provável divórcio entre o Livre e Joacine convém reter duas coisas. Em primeiro lugar a boa notícia: - Joacine quando está zangada e grita não gagueja! A má notícia (para a esquerda) é que o Livre é pior que a Joacine! Em todos os sentidos. Conclusão: - é preferível ter a Joacine na assembleia a gaguejar do que o Rui Tavares a bolsar.


(Portugal lava mais branco)

São ecos vindos de fora mas não é uma novidade, é uma notícia velha. Continuarmos a fingir que não é nada connosco, também não é novidade.


Saudações monárquicas

segunda-feira, janeiro 13, 2020

Eleições no PSD, ultimas cartadas!


Como sabemos (alguns fingem que não sabem) a maçonaria controla tudo em Portugal. Isto acontece desde o advento do liberalismo, as causas são várias, não é o momento de as elencar, mas a consequência mais evidente tem sido a transformação do país em moço de fretes de interesses estranhos à sua matriz. É por isso que na análise de qualquer assunto de ordem política, e que envolve normalmente uma escolha, o melhor é tentar perceber o que se passa nos bastidores.

Façamos então algumas perguntas: - Por exemplo, a quem aproveita a candidatura de Pinto Luz?! E a resposta é óbvia – objectivamente serviu para que Rui Rio não fosse eleito à primeira volta. Veremos se consegue fazer-se eleger à segunda.

Tentando ser mais directo - qual é o candidato que no caso de ser eleito pode garantir a 'evolução na continuidade?! Refiro-me à velha alternância entre PSD e PS, como se fossem partidos substancialmente diferentes, enganando assim os portugueses?! 

A resposta é simples: - Luís Montenegro.

Na verdade a única coisa que preocupa a nomenclatura é o facto de com Rui Rio o PSD deixar de ser um albergue espanhol passando a ser apenas um partido social democrata. E com a dimensão que normalmente tem um partido social democrata. Dito por outras palavras, estão preocupados com a possibilidade de haver mais transparência política o que como se sabe não convém a quem se habituou a servir interesses ocultos.


Saudações monárquicas

quarta-feira, janeiro 08, 2020

Começou mal, muito mal!

O novo ano começa mal! Começou com um assassinato frio, premeditado, como se fosse uma vingança entre gangues do mesmo ofício! O factor tecnológico, um drone, torna o acto ainda mais repulsivo. E bem pode a administração americana justificar-se com o que quiser, ou adjectivar o general iraniano como quiser - terrorista, sanguinário, etc, - porque o que fica na mente das pessoas é a execução de uma pena de morte decretada, não por um dirigente islâmico, mas pelo chefe de estado de uma nação cristã. É este o 'exemplo' que vamos deixar.

Mas como se não bastasse Donald Trump comete também um erro político. Estranho se pensarmos que apesar do seu estilo um tanto ou quanto bizarro, a verdade é que vinha acertando o passo americano na cena internacional. Desta vez errou e agora vai ser muito difícil concertar os estragos. Não se trata de bater os Persas porque ao longo da sua história milenar eles acabaram sempre por ser vencidos. O mais difícil (para o ocidente) será derrotar a próxima potência regional... Deixo as reticências aos adivinhos.

sexta-feira, janeiro 03, 2020

2020 e o resto...


Olhando em frente já não podemos dizer que estamos 'a meio da jornada', idade em que se começa a escrever o poema de uma vida. Esse momento passou. Para trás ficaram memórias boas e más, e longas travessias em busca de tudo e de nada ao mesmo tempo. Hoje a única profecia permitida chama-se esperança!


terça-feira, dezembro 31, 2019

Crónica do segundo achamento...


'Senhor,

Posto que o capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que para o bem contar e falar, o saiba pior que todos fazer.
Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para aformosear nem afeiar, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu.'

Assim, vindos de uma aventura nas Arábias, resolvemos tentar a sorte no Brasil que embora já não pertença a Vossa Alteza, não deixou de ser a grande pátria da língua portuguesa. Escolhemos o Flamengo não para lembrar a ocupação holandesa, até porque nada tem a ver com isso, mas porque se trata de um dos maiores clubes brasileiros sendo assim mais fácil conseguir triunfos e glórias que pudessem embelezar o brasão lusitano. A Taça dos Libertadores que conquistámos será esse testemunho, ao mesmo tempo irónico, na medida em que foi obra do antigo colonizador!

'Deste porto seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, sexta feira, primeiro dia de maio de 1500.'




terça-feira, dezembro 24, 2019

quinta-feira, dezembro 19, 2019

'Na lavandaria república a justiça lava mais branco'















Podia ser uma frase publicitária de um qualquer paraíso fiscal, podia ser uma anedota para entreter o pagode, ou pode ser a realidade de um regime cuja justiça parece perseguir, não os corruptos, mas quem os denuncia! Com efeito ao ver Ana Gomes a contas com a justiça portuguesa, por ter denunciado a cleptocracia angolana na pessoa de uma das suas mais proeminentes figuras, ou ao ver Rui Pinto há longos meses em prisão preventiva, como se fora um criminoso da pior espécie, enquanto os que ele denunciou andam cá fora a passear, sou forçado a concluir que em Portugal quem manda, de facto, é a corrupção! O resto são desculpas e muita presunção de inocência. Presumindo que somos todos parvos.

Saudações monárquicas


Adenda:
De vez em quando é preciso explicar porque é que no final dos meus postais me despeço com as saudações monárquicas! Explico: - Nos casos em que o regime em vigor não vem à baila as saudações servem apenas para me despedir lembrando que existe outro regime para além da república. Mas na maior parte dos casos, e este postal é um bom exemplo, as saudações monárquicas são sobretudo um termo de comparação com as monarquias europeias onde por regra a justiça funciona de forma eficaz e imparcial. O que faz toda a diferença para as repúblicas que conhecemos. Aqui, tudo vai a votos, incluindo o árbitro! Nestas circunstâncias, a justiça é fácilmente capturada pelos que conquistam o poder. 

sábado, dezembro 14, 2019

Uma questão de transparência


Rui Rio confrontou os outros dois candidatos à liderança do PSD sobre o facto de pertencerem ou não a alguma maçonaria e eu acho que fez bem. É claro que logo apareceram vozes, José Miguel Júdice, por exemplo, a criticarem Rio com aqueles argumentos que já todos conhecemos: – ataques pessoais, jogo sujo, e comparações com Donald Trump. Argumentos que distorcem a realidade, e que no fundo, são sempre a favor da opacidade, que é o contrário da transparência!

A ver se nos entendemos, o problema não é pertencer à maçonaria, seja ela qual for, de facto uma decisão do domínio privado e cada um faz o que quer da sua vida. Desde que evidentemente o faça dentro da legalidade vigente. Acontece porém, que ao contrário de outras organizações de filiados ou adeptos, os maçons, não se identificam como tal, nem existe nada que identifique a sua ligação a este tipo de organizações! Organizações que como sabemos cultivam o secretismo, e que existem como se não existissem! Daí as suspeitas sobre os seus verdadeiros objectivos e métodos. Suspeitas que recaem naturalmente sobre aqueles que suspeitamos serem seus adeptos ou membros.

É por esta ordem de razões e não por outras que Rui Rio confrontou Montenegro e Pinto Luz. Razões simples de entender porque o que está em causa não é da vida privada de ninguém mas sim a vida pública que os candidatos pretendem assumir. Cargos públicos que envolvem a representação de terceiros, e onde facilmente podem surgir conflitos de interesses. E nestas circunstâncias subsiste sempre a dúvida sobre os interesses que prevalecem! Serão aqueles pelos quais foram eleitos?! Ou serão outros, secretos, de uma agenda que os eleitores desconhecem?!

Nada como um bom exemplo: - quando um padre católico se candidata a determinado cargo público, os eleitores sabem, primeiro, que ele é padre, segundo, que em caso de conflito de interesses entre a obediência a Deus e a obediência aos homens, ele optará por Deus. E ninguém sai enganado.

quinta-feira, dezembro 12, 2019

Ainda a regionalização...


Eu sei que neste ponto me afasto do pensamento da chamada direita portuguesa, que 'por muito que nos custe a todos' não deixa de ser republicana. E a república é por natureza unitária, incapaz de conviver com as diferenças, a sua fórmula imperial é cesarista. Dito isto compreendemos o equívovo republicano sobre o 'império português', compreendemos o seu fim quando deixou de ser um espaço aberto à representação de quem quisesse pertencer-lhe. Esse modelo só funciona em monarquia. Basta olharmos para a Inglaterra.

Voltando à regionalização, promessa inscrita no texto constitucional, a respectiva polémica só se compreende à luz dos factos que acima enumerei. E os argumentos (contra) chegam a ser ridículos: - 'temos as fronteiras (consolidadas) mais antigas da Europa'! Apontando ao mesmo tempo para o 'perigo' catalão!
Um argumento que à semelhança do utilizado pela segunda república - 'Portugal é do Minho a Timor' - só nos dá a garantia de que caminhamos a passos largos para o Condado Portucalense!

A discussão tem que ser outra. Em primeiro lugar devíamos aprender com a experiência das regiões autónomas da Madeira e dos Açores. A grande dificuldade reside, como é fácil de perceber, no facto de existirem dois poderes eleitos por voto directo e universal – o presidente da república portuguesa por um lado e os presidentes das regiões autónomas por outro. Poderes esses que quando entram em confronto é sempre um sarilho. Um sarilho republicano. Daí o alarido que se está a levantar com a proposta do PS de avançar para a eleição directa dos presidentes das actuais comissões regionais. Marcelo naturalmente reagiu.
É o eterno problema da república: - quer que tudo vá a votos, mas depois tem medo dos votos!

Soluções?!

Na minha modesta opinião, insisto, a autonomia regional é o único remédio que existe para o centralismo lisboeta e para a corrupção que lhe anda associada. E consequentemente para o desenvolvimento daquelas regiões que todos sabemos quais são. Onde não há gente nem trabalho. Quanto às palavras que não querem dizer nada a 'descentralização' é uma delas. É uma maneira de continuar tudo na mesma. Com a dita descentralização o Infarmed nunca sairá de Lisboa. Finalmente o 'perigo catalão' é uma 'doença de abundância'. A Catalunha tornou-se, através da autonomia, na região mais rica de Espanha. Nada de confusões. Egoísmo e folclore político é outro assunto.

Saudações monárquicas

sexta-feira, dezembro 06, 2019

Ventura tem dois problemas!


Dois problemas para resolver! Um do foro íntimo que insiste em transportar para a opinião pública com toda a carga de emoção e irracionalidade que ele contém. Estamos a falar do Benfica, não o clube de futebol, mas da pretensa 'instituição' em que está transformado, espécie que só tem paralelo nos 'clubes do estado' da extinta união soviética. O mesmo acontece aliás com Sporting e FC Porto, embora em menor escala. E o facto de hoje em dia (práticamente) só haver adeptos desses três clubes não melhora o problema, antes o complica.

Mas voltando ao Ventura e às esperanças que legitimamente nele se depositam não é coerente afirmar-se paladino do combate à corrupção e ao mesmo tempo silenciar o tema quando a suspeita possa envolver o Benfica! E não pode haver nada mais suspeito que esta coincidência quase anedótica dos chamados 'amigos do Vieira' (e do Benfica!) estarem todos a contas com a justiça... e o Vieira, nada! Ou só vai ser incomodado quando deixar de ser presidente das águias?!
Espero que Ventura faça uma profunda reflexão sobre este assunto e que não responda – 'à justiça o que é da justiça'! Para isso já temos o Costa!

O segundo problema tem a ver com a regionalização mas curiosamente também entronca na corrupção! Ventura é contra a regionalização argumentando que seria mais uma duplicação de tachos e mordomias aumentando assim o peso do estado e o encargo dos contribuintes. Posso concordar mas também concordo com o presidente da Câmara Municipal do Porto quando diz que o grande adversário da regionalização é Lisboa e o seu vício centralista! Vício que não há maneira de ultrapassar!

Por outro lado, e esta é a minha opinião, não nos podemos esquecer que a única grande realização desta terceira república, aquela que ficará na sua lúgubre história, tem a ver com a criação das regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Criação que transformou pobreza em riqueza, como está à vista de todos!
Por isso Ventura, cuidado, muito cuidado com essa tua faceta lisboeta. Tens outras melhores. Muito melhores.


Saudações monárquicas


Nota: O rei e as regiões é sinónimo de grandeza e coesão! A república unitária é sempre a perder! Quando eu nasci era do Minho a Timor... Ventura, vê bem onde é que já vai! Quando perceberes isto... percebeste tudo!

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Ginástica infantil


Para se ter uma ideia sobre o que se passa em Portugal é preciso fazer o pino e nessa incómoda posição tentar perceber os acontecimentos. Foi assim que chegámos à conclusão que afinal tivemos um primeiro ministro milionário cuja progenitora, além de sustentar as suas extravagâncias, financiava também a república, os respectivos bancos, antes de falirem, e muitas outras entidades e pessoas que só no decorrer do processo saberemos quem são. Isto se Deus nos der muita saúde porque pelo andar da carruagem é coisa para os nossos netos.

Noutro registo, e já numa posição normal, insisto numa sugestão que fiz há alguns anos e relativamente a casos de corrupção em que estivessem envolvidos personagens e entidades importantes do regime. Envolvidos mas inocentes até prova em contrário, bem entendido. E a sugestão era arquivar o assunto poupando o dinheiro dos contribuintes e da fazenda nacional. Havia alguns prejudicados, desde logo os contribuintes e a fazenda nacional, mas entre o deve e o haver, não tenho dúvidas que o saldo era francamente positivo. Prejudicados mesmo só estou a ver os escritórios de advogados e a comunicação social. Quanto aos escritórios de advogados até era justo que sofressem uma vez que são eles que normalmente engendram a malha legal por onde fogem facilmente os tubarões. Quanto à comunicação social, ela não se atrapalha! Há sempre uma mesa redonda sobre o futebol indígena em lista de espera.


Saudações monárquicas

domingo, dezembro 01, 2019

Portugal em primeiro!

Quando eu  à noite me deito
Fico a cismar no meu leito
Que o nosso maior defeito
É dar à esquerda o direito...

De nos faltar ao respeito
Destruindo o que foi feito
Numa história milenar!

E a propaganda da seita
Desfaz também na direita
Diz que é deserto, maleita,
Nó de gravata que enfeita...

Gente ruim, imperfeita,
De quem a gente suspeita
Que só nos quer enganar!

Mas bastou um forasteiro
Pra varrer o nevoeiro
E a verdade ficou nua!

A esquerda foi bloqueada
E a direita envergonhada
Já pode sair à rua!

Basta, chega companheiro
Basta chega de amargura
Põe Portugal em primeiro
Basta, chega de clausura! 

terça-feira, novembro 26, 2019

Somos bons é lá fora!


Numa curiosa deslocação de interesses, que a psiquiatria estuda e reconhece, os portugueses vibram com as façanhas dos seus emigrantes (lá fora) como se fossem façanhas dos seus nacionais cá dentro. E depois é claro segue-se o ritual do costume – a medalha na primeira oportunidade e o panteão da república, na última. Entretanto somos todos do Flamengo, da Juventus, do Atlético de Madrid, quando ainda há pouco éramos do Real, sem esquecer o recente Tottenham, ou o mais longínquo Mónaco. A regra básica nesta matéria, a cargo da comunicação social, é tentar meter na conta de Benfica, Sporting e Porto, por esta ordem, os créditos dos novos heróis. Por exemplo, se o João Félix marca um golo em Madrid os adeptos encarnados festejam como se tivesse sido marcado no estádio da Luz! Já na recente conquista da Libertadores Jesus é aclamado por benfiquistas e sportinguistas... no país inteiro. Sem esquecer o pessoal de Braga que é do Benfica.

Dito isto, pergunta-se: - já desistimos de ver os 'nossos heróis' a jogar ou a treinar cá dentro?! Em Portugal?! Ou perguntando de outra forma: - porque é que o nosso campeonato não tem níveis de seriedade e competitividade, por forma a reter os melhores?! Isto quando se sabe que os países do leste europeu já são mais atractivos do que nós! Continuando com as perguntas: - será que nada disto tem a ver com a corrupção* que nos empobrece todos os dias?!

Responda quem souber ou quem estiver interessado. Estamos a falar do futebol mas as perguntas e as respostas aplicam-se ao resto.


Saudações monárquicas


*Leia-se - regime corrupto.

sábado, novembro 23, 2019

As notícias que interessam

A impunidade em Portugal é uma vergonha!

André Ventura na manifestação dos polícias!

A verdadeira reivindicação das forças de segurança!

O muro de betão em frente à assembleia da república!

Rui Pinto (que denunciou a corrupção) continua preso!


Saudações monárquicas

quarta-feira, novembro 20, 2019

Joacine! Deixa-te de tretas!


A gente atura-te a gaguez, mais ou menos aguda, consoante, mas não te atura mais nada. Primeiro as declarações de amor ao Ferro Rodrigues (acho que o homem é casado), depois o salário mínimo sentimental, em euros, e por último a primeira proposta oficial: – Aristides ao panteão da república!

Proposta realmente singular não se sabendo bem se o próprio, sendo verdade o que dizem, gostaria de ficar entre jacobinos e regicidas! Bem sei que abriu uma secção para fadistas, outra para futebolistas, ou para algum poeta contrariando a poesia. Mas não é para aí que o querem mandar. Deve ser para o lado esquerdo da propaganda sendo certo que é feio usar os mortos para esse efeito. Além do mais, Joacine, não falaste nisso na campanha eleitoral. Andas a enganar os teus eleitores?! Ou andas a reboque da agenda sionista?! Sim, daqueles que matam palestinianos depois de lhes ocuparem o território! Qual é a tua afinal?! Amor?! Ódio?! Mandarete?!

Responde lá de maneira que a gente entenda.

quinta-feira, novembro 14, 2019

Os problemas do Ventura!


Os problemas do Ventura são os de qualquer oposição face a um regime instalado, ao governo que lhe corresponde, num país demasiado pequeno para haver oposição, ainda por cima a viver de amigos... europeus. Neste contexto sobram algumas minudências para discordar, algumas verbas para discutir, ou alguns escândalos de corrupção que o dito governo não quer discutir.

Vamos por partes. Quando digo 'regime instalado' refiro-me ao regime republicano, devidamente suportado pelas corporações do costume, pelas maçonarias habituais, que controlam quase tudo, desde a justiça à comunicação social.
Um regime destes, e nestas condições, produz naturalmente governos socialistas peritos em distribuir aquilo que não produzem, garantindo ao mesmo tempo as clientelas que hão-de assegurar futuras reeleições.

Neste quadro Ventura teve um minuto e meio para contestar o socialismo esquecendo-se (ou ignorando) que o socialismo não é causa mas a consequência do regime que ele não contesta. Nesta matéria o máximo que propõe é uma república presidencialista. Que sendo mais transparente, no essencial nada muda. Deixo-lhe alguns avisos. Traz um crucifixo no bolso mas a república só lhe concede essa liberdade por enquanto. Um dia poderá talvez ostentar esse crucifixo em sua casa, fora do espaço público, tal como a primeira república concedia que as procissões não ultrapassassem o adro da Igreja. Os tempos são outros, dirá! O problema é que o ser humano, como é patente naquela assembleia, não mudou assim tanto.


Saudações monárquicas