quinta-feira, março 14, 2013

Sensações papistas

O festival mediático a contrastar com o recolhimento dos Cardeais, a excitação popular como se da eleição de um César se tratasse, uma estranha orfandade para quem diz acreditar, os mil em e um comentários que se produziram a contrastar com o Pai Nosso e a Avé Maria que o novo Bispo de Roma propôs, simplesmente, aos fiéis. Tudo isto foram sensações que experimentei no dia de ontem.

Mais tarde apreciei o nome escolhido – Francisco – inspirado no Apóstolo das Índias! Nem outra coisa seria de esperar de um jesuíta, de um evangelizador.

A esquerda (pouco) católica, que por estes dias tomou conta da televisão, preferiu ver nele um franciscano que não é. E proferiu todos aqueles slogans estafados que sempre profere: - quer ver os padres casados, quer ver as mulheres ordenadas, quer ver o Vaticano fora do Vaticano, quer escolher o Papa por sufrágio directo e universal, quer assaltar a Igreja, quer obviamente destruir a Igreja.

Que Deus nos defenda e tenha compaixão de mim.

segunda-feira, março 11, 2013

As medidas e a medida!

Recebo invariávelmente muitos e.mails onde se sugerem imensos cortes, possíveis e imediatos, que a serem levados a cabo resolveriam, segundo cada autor, o problema do défice da nação. Costumo ler mas a partir da 'trigésima' sugestão de corte, em mais uma mordomia, em mais um instituto, em mais um deputado, desisto porque na realidade o que aquele extenso rol consubstancia é no fundo uma mudança de regime. E mudança de regime não é, ao contrário do que nos querem fazer crer, mudar de república, inaugurando outra, que agora passaria a chamar-se quarta ou quinta, consoante os gostos!
Não, mudar de regime é mudar de regime mesmo, é mudar da república para a monarquia, porque como a ciência política nos ensina, quando se fala de regimes políticos as coisas reconduzem-se sempre a dois - monarquia ou república. Não há, nem foi ainda inventado nenhum outro.
Ora bem, aqui chegados, todos aqueles que vêm sugerindo os tais cortes, as tais reformas, as tais poupanças, calam-se ou então levantam-se em uníssono a cantar o hino e a aclamar a república! No fim de contas querem a árvore mas não gostam dos frutos! Pois é, assim não dá.


Saudações monárquicas

sábado, março 02, 2013

Arménio Carlos guarda-redes!

Deixa-me rir, só faltava esta, a jogada popularucha na altura própria. A ver se nos entendemos, o Belenenses é o meu clube, é neste momento um clube simpático no pior sentido do termo, ou seja, serve para perder, esmagado que foi pelo casalinho verde-rubro, por coincidência, as cores do regime, as cores da bandeirinha republicana! Mas diz ele que foi guarda-redes do Belenenses, e digo eu, pena não ter seguido a carreira, seria sem dúvida mais proveitosa que a actual.

O problema do Arménio Carlos é o mesmo da Intersindical e o mesmo do PCP: - nunca sabemos se têm uma agenda oculta! Antigamente eram lacaios da união soviética, internacionalistas convictos, não tinham Pátria própria. Lutaram contra a ditadura de Salazar, mas em nome dos… ‘povos de todo o mundo, uni-vos’! Uma utopia como qualquer outra. Hoje em dia mudaram de cara, aparecem em toda a parte com um discurso nacionalista, que às vezes até a mim me confunde! Bem gostaria que fosse sincero. O problema, repito, é o passado. A agenda oculta. A dúvida.

Vá Arménio Carlos, defende lá esta.





Saudações monárquicas

sexta-feira, março 01, 2013

Sound bite!

O zumbido insuportável, o matraquear constante, nos jornais, na televisão, os palradores profissionais, os políticos habituais, em coro contra a crise, contra a recessão, contra o desemprego que sobe, contra o governo, contra a tróika que nos empresta o dinheiro para sustentar o estado de que eles (os que mais protestam) são afinal os grandes beneficiários! Sim, são na sua maioria funcionários públicos (ou semi-públicos), vivem de facto do orçamento do estado, não correm o risco do desemprego, não querem por isso quaisquer mudanças, seja na constituição, seja nas funções do estado. Para eles o estado assim, gordo, é que está bem! Mas não perdem a pose, e manifestam-se a favor dos desempregados que o sector privado se vê forçado a despedir! E vê-se forçado a despedir porque o estado (improdutivo) consome todos os recursos disponíveis. 'Eles comem tudo e não deixam nada...' cantava um baladista de Abril. Tinha razão... ao contrário. Portanto, amanhã, é o dia das lágrimas de crocodilo. Entre os manifestantes estarão muitos desempregados mas quem os enquadra não está verdadeiramente interessado em alterar a situação. O seu único fito é garantir o emprego (no estado) para si e para a sua tribo. O resto é sound bite.

Saudações monárquicas

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

O ‘da’ que afinal era ‘de’!

Por conveniência sabe-se lá de quem, o ‘de’ saiu de Belém, devidamente promulgado, dirigiu-se ao Diário da República e sofreu aí uma pequena operação plástica: - passou de ‘presidente de câmara’ a ‘presidente da câmara’, abrindo assim a porta a novas candidaturas (a uma câmara perto de si!) dos velhos dinossauros autárquicos! Uma beleza!


Porém, inesperadamente, soube-se hoje a notícia, a desconformidade terá sido descoberta em Belém, ou não fosse ali o lugar dos descobrimentos! E agora?! Bem agora, vai ser um torvelinho de desculpas e encolher de ombros de todos aqueles que juraram a pés juntos que o espírito da lei era… outro! Que não é.


Pela minha parte só posso dizer o seguinte: - Abençoado ‘de’… que te descobriram! E já agora, perguntar - quem terá sido o responsável pela troca?! Afasto o acordo ortográfico do rol dos suspeitos - porque nesse caso seria présidente ‘di’ câmara. Quem terá sido então?!




Saudações monárquicas


Nota da redacção: - A troca terá sido (afinal) ao contrário e só a transcrição do artigo em causa poderia esclarecer o sentido de uma e outra versão. Não vou perder mais tempo com isso até porque cabe aos partidos representados na assembleia da república assumirem (aqui e agora) o verdadeiro espírito da lei. Eu sei bem o que faria.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Certidão de Registo Criminal

Proponho que, a partir de agora, todo e qualquer candidato a governante seja obrigado a apresentar no Parlamento, em sessão pública, o seu cadastro criminal. Se estiver limpo, e se ninguém (ali) apresentar qualquer prova em contrário, o candidato será governante até ao fim do respectivo mandato. Livre de insinuações e suspeitas. Suspeitas cuja publicidade ou denúncia seria proibida e fortemente penalizada. Refiro-me aos seus autores e propagadores. Findo o mandato, seria então aberta a caça ao ex-governante, podendo o mesmo ser processado e exemplarmente punido, se fosse caso disso.


Com esta proposta pretendo antes do mais reduzir a despesa do estado, reduzindo ao mesmo tempo quer o défice quer os juros da dívida. E as poupanças seriam muitas: - poupar-se-iam em primeiro lugar os contribuintes a um rol de gastos inúteis - investigação, tribunais, advogados, papel, tempo de antena, etc., uma vez que a questão de fundo tem a ver com a baixa política, ou seja, com a intriga partidária; poupava-se na inteligência dos portugueses, dispensando-os de assistir a folhetins baratos e sempre com o mesmo desfecho; e aumentavam-se os índices de produtividade da nação, que assim teria mais tempo para se dedicar a coisas úteis. E o governo talvez pudesse governar!


A bem da nação…




Saudações monárquicas




Nota básica: É que se não arrepiamos caminho qualquer dia só os inimputáveis é que aceitam ser governantes.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

A prova provada!

Quando faço o meu exame de consciência (de vez em quando) gosto de testar as minhas opiniões, especialmente aquelas que podem causar algum arrepio aos leitores mais sensíveis. É o caso do postal – ‘Filhos da nação’ - onde afirmo (desassombradamente) que a bandeira verde rubra (dita nacional) ostenta as cores da ‘sonhada’ união ibérica! Sonhada pelos republicanos, entenda-se. Sonho (ou pesadelo) que continuam a acalentar (hoje) afirmando-se federalistas sem qualquer pudor! Federalismo que há-de passar inevitávelmente por Madrid.

E para que tudo fique clarinho como água nada melhor que pôr a falar sobre o assunto os próprios republicanos (ou ex-republicanos) pois como se sabe, ‘zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades’. Reportemo-nos então ao que escreveu (à época) Homem Cristo (Pai) – que pertenceu ao directório do Partido Republicano - sobre as origens (e significado) do verde e encarnado da actual bandeira:



“Em 1873, ao ser proclamada a República espanhola, já os nossos redentores estavam divididos em três grupelhos: os democratas, os republicanos moderados e os federais. Foi este último que fundou o Centro Republicano Federal que teve por órgão na imprensa O Rebate. A vida desta gazeta, dirigida por Carrilho Videira e redigida por Magalhães Lima, Silva Pinto e Sérgio de Castro, foi, como a de todas as outras, tão atribulada que em 17 de Dezembro de 1873 se viram os amigos do periódico coagidos a dar-lhe um benefício no Teatro do Príncipe Real, em Lisboa. Entre outros tomaram parte na festa Oliveira Marreca, Latino Coelho, Sousa Brandão, Luciano Cordeiro, Elias Garcia, Bernardino Pinheiro e Osório de Vasconcelos. Gomes Leal colaborou com duas poesias, Mundo Velho e Tributo de Sangue, recitadas por Silva Lisboa, que apareceu no palco acompanhado por uma criança vestida de verde e escarlate, com uma bandeira vermelha na mão direita e um número d’O Rebate na mão esquerda.

Eram essas as cores da bandeira federal, isto é, da bandeira ibérica. Este pormenor é curioso e explica a preferência dada pela República do 5 de Outubro às cores verde e escarlate sobre as cores azul e branco. Como toda a gente sabe, foi Teófilo Braga o mais renhido defensor, depois do 5 de Outubro, da cor verde e escarlate. Ora Teófilo Braga foi sempre federal. Isto é, sempre partidário da incorporação de Portugal na Espanha ou – que outro nome não tem, empregue ele os sofismas que empregar – da perda da independência nacional. Ele e quase todos os republicanos portugueses. Por isso ele e quase todos quebraram lanças pela cor verde e escarlate, em todo o tempo a sua cor amada, a sua cor dilecta” (revista Ideia Nacional, nº 12, 24-IV-1915, pp. 378-379).



Como se queria demonstrar.



Saudações monárquicas

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

As funções do estado e a grande mentira!

Lavra grossa polémica sobre as funções do estado, a esquerda indigna-se, empertiga-se, o governo tenta, mas não consegue, a confusão instala-se, de propósito, as mentiras do regime fazem o seu caminho. E nós, nisto!


Vamos lá ver: - as funções cometidas à comunidade (erigida em estado) são muitas, são imensas, delas se excluindo evidentemente aquelas que têm caráter eminentemente individual, como respirar, a higiene pessoal, comer, etc. A alimentação nacional é outra coisa, porque essa já é uma função do estado. O que não quer dizer que a mesma não possa ser feita em casa de cada um, na cozinha, evitando-se assim a cantina pública. E evitando ao mesmo tempo que os cozinheiros se tornem funcionários públicos. O mesmo se diga para as outras profissões, incluindo trabalhadores dos transportes, calceteiros, professores, enfermeiros, médicos, etc. Ou seja, não se vislumbra qualquer vantagem (para a comunidade) que as pessoas que asseguram a maioria das funções do estado sejam funcionárias públicas. Ainda por cima, com direitos e deveres diferenciados de trabalhadores que prestam os mesmos serviços, mas que não são funcionários públicos! Não sei se me faço entender!


Cá para mim, o vínculo entre função do estado e funcionário público só deve existir em se tratando de: - forças armadas regulares, forças policiais, juizes, e um restrito grupo de trabalhadores da administração central do estado. Comissões de serviço (em casos pontuais ou excepcionais) é outro assunto e não exige vínculo.


O contrário disto e nos tem levado à falência (porque todos querem ser funcionários públicos) é o que existe agora! Situação que pelos vistos ninguém consegue mudar!


A continuarmos assim, talvez fosse preferível, por ser mais coerente (e mais barato) assumirmos de vez o modelo coreano, fardados de cotim e bandeirinha na mão!




Saudações monárquicas

sábado, fevereiro 16, 2013

Um país de excessos!

Se Portugal fosse um teatro, se o drama ou a comédia fossem sujeitos a uma crítica fina, (como agora se diz), eu diria que existem demasiados actores a representarem o mesmo papel e o mesmo personagem!

E qual é esse personagem tão do gosto nacional! É fácil de adivinhar, basta pôr os olhos no palco e logo se descobre ‘o funcionário público’ em todo o seu esplendor! Imensas vozes, imensas entradas, imensas deixas, para usar uma linguagem mais de acordo com a arte. Ele é o bloco de esquerda, ele é o partido comunista, eles são ‘os verdes’, ele é o partido socialista, ele é (pelo menos foi) o chamado partido social democrata, e depois são, como é óbvio, todos os sindicatos que se prezem, a começar na UGT e a acabar (em grande) na Intersindical! É caso para respirar fundo e deixar escapar um longo… ‘uff’! Para concluir logo de seguida: - tamanha representação traz água no bico e mais não posso dizer, a não ser… pobre orçamento de estado! É que os impostos, assim, não descem. Ai não descem não.



Saudações monárquicas

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Os filhos da nação!

Os filhos da nação são aquilo que temos, melhores ou piores, não temos outros. Convinha portanto ensiná-los o melhor possível, convinha acabar com as mentiras e com a propaganda, que em nada contribuem para respectiva formação.



Na escola, os filhos da nação continuam a ser enganados pelos professores, também eles já enganados pelos professores dos professores! Logo desde tenra idade! Ao nível da terceira classe! Assim, por exemplo, quando se ensina qual o significado das cores da bandeira nacional (o verde e o encarnado) lá vem a mentira piedosa e ridícula: - que o verde significa a ‘esperança’ e que o encarnado significa o ‘sangue derramado pelos portugueses’! Como se a esperança não fosse comum a todos os povos, como se o sangue derramado fosse um exclusivo português! Como se a esperança e o sangue fossem sinais distintivos da nossa identidade!


Claro que não são. E ficamos sem perceber por que razão o verde da esperança há-de ser mais pequeno que o encarnado do sangue! Com historietas deste género não é de admirar que as criancinhas se tornem obtusas e ainda mais infantis quando crescerem.



E a verdade pura e dura sobre a bandeira já a expliquei aqui inúmeras vezes: - trata-se de uma bandeira partidária, imposta aos portugueses pelo partido republicano em 1910, e as cores são nem mais nem menos que as cores da bandeira da carbonária, braço armado da maçonaria. O que simbolizam essas cores?! Pois bem, o verde (mais pequeno) simboliza Portugal numa idealizada união ibérica. O encarnado simboliza Castela, nessa mesma união. Nada mais simples. Custa assim tanto dizer a verdade?! Claro que custa, porque quer o verde quer o encarnado nada têm a ver com as cores de Portugal. Nada tem a ver com o azul e branco que o Fundador (Afonso Henriques) ostentava. Azul e branco que são de facto as cores e o símbolo da nossa independência.


Tudo o resto é propaganda enganosa.




Saudações monárquicas




Nota básica: “O símbolo é o nada que é tudo”. Quando o renegamos, ficamos sem nada, e o fim está próximo.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

A fuga!

A fuga para a frente (própria de regimes falidos e sem qualquer estratégia) está na ordem do dia! Grandes impulsionadores deste movimento, essencialmente demissionário, são naturalmente os socialistas! Socialistas de todo o mundo uni-vos que alguém há-de tomar conta de vós! Quem?! Para já essa nebulosa chamada ‘federalismo’! A seguir, aquilo que normalmente vem a seguir, a desilusão e a dependência elevadas ao quadrado. E lá os vimos no ponto de encontro, sorridentes, Seguro e Ségolene, real sem realeza, que a França contenta-se hoje, tal como nós, com falsas dinastias. Dinastias do tipo: - mulher que sucede a ex-marido e vice-versa! Coisa triste.

Mas voltemos à fuga. E no preciso momento em que a Inglaterra (nossa visceral aliada) se afasta da união europeia (e do federalismo), eis que surge Seguro a reafirmar (triunfante!) o seu entranhado federalismo! É claro que isto só pode querer dizer que Seguro não tem qualquer noção da história de Portugal! Tão pouco tem qualquer ideia para Portugal! A não ser a ideia de protectorado. Só não disse se prefere que a capital seja Madrid, Paris ou Bruxelas!

Ora bem, para isto, não precisamos de Seguro para nada. Dos socialistas, idem. Podem finar-se que não fazem falta nenhuma.

Para isto… basta continuarmos à deriva.



Saudações monárquicas

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Jaime Neves, fronteiro de Abril!

O interregno é um tempo de esquecimento, um tempo morno, de pequenos lances, poucos cometimentos, meias verdades, muitas mentiras, um tempo em que todos vivem bem com o mal dos outros. Os princípios ficam a meio, a Pátria é conceito abandonado, as novas gerações não a reconhecem. Não a reconhecem porque não traz segurança, não dá emprego, não está nas prateleiras dos hipermercados, não se ouve nos hi-phones!


Jaime Neves é um desconhecido. Curiosamente, apenas a esquerda o identifica, foi um adversário. A direita não existe, nem na memória, nem no pensamento.


O antigo comando morreu recentemente de forma discreta, não houve estremecimento nacional. No seu tempo, quando defendíamos o império, conheci-o, um breve encontro em Setúbal, partia ele para mais uma missão em África. Alguns anos mais tarde, em Novembro de 1975, defendeu a liberdade de todos contra ‘as liberdades’ de alguns. Contra as liberdades de Álvaro Cunhal! Venceu. Entretanto o país foi vencido. Essa a razão por que não houve um voto de pesar unânime na assembleia da república!


O interregno continua.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Perder a paciência

Estamos a chegar ao limite da paciência e não é própriamente contra o governo, é contra a oposição! Então não querem lá ver que o parlamento também faz greve?! Sim, a oposição fez hoje greve, recusando-se a discutir a reforma do estado! Bem sabemos porquê. A verdade é que este estado lhes agrada e a razão é simples: - trata-se de um estado socialista, governado em alternância por sociais-democratas e socialistas, um estado recheado de funcionários públicos e semi-públicos, onde portanto ninguém quer mexer. Passos, uma boa surpresa, insistiu, explicou que era preciso reduzir a despesa de forma sustentada para o futuro, uma evidência que os 'grevistas' não querem ver, nem querem mudar.

Aqui chegados, é preciso esclarecer os senhores deputados grevistas do seguinte: - num país socialista as greves estão interditas a todos aqueles que vivem do orçamento de estado. Pois sendo o estado pertença do povo não faz sentido que o povo faça greves contra si próprio! Os trabalhadores privados, sim, esses podem fazer greves. Mas é claro que não fazem. Porquê?! Porque têm um patrão mais exigente. Para bom entendedor...

Saudações monárquicas 

terça-feira, janeiro 22, 2013

Boas noticias para Portugal, más noticias para a esquerda!

Estava eu a dormitar junto á televisão e eis que surge a noticia breve, dita sem entusiasmo pela locutora de serviço: - o governo vai amanhã voltar aos mercados para se financiar, antecipando assim em uma série de meses uma das suas promessas. E acrescentava no mesmo tom: - Portugal conseguiu que o pagamento da dívida fosse protelado no tempo, indo ao encontro das recorrentes sugestões da oposição.
Pois bem, um a um, desde Seguro ao Bloco, nem um elogio, nem o silêncio que o pudor aconselhava, pelo contrário, choveram as críticas, porque 'não há qualquer mérito do governo', ou porque 'já foi tarde'!
Quem, desembarcado de Marte, ouvisse aquilo, regressava imediatamente a Marte. Foi o que eu fiz.

Saudações monárquicas 

terça-feira, janeiro 15, 2013

O paradoxo francês!

Prisioneira (na Bastilha) da sua própria revolução, guilhotinada na sua antiga religião e cultura, bonapartista por consequência e vaidade, a França vive hoje o momento culminante do seu paradoxo!


Explico: - depois de se deixar invadir e infiltrar por tudo o que lhe era (e é) estranho, desde o laicismo mais gritante, ao desregramento dos costumes, mais aberrante, ao islamismo mais triunfante, ei-la a soerguer-se contra tudo o que atrás fica descrito, intervindo no Mali em defesa dos valores essenciais da civilização ocidental! Uma atitude de coragem e de alto risco!


Traz à memória a ideia (e o esforço) do Desejado, que no seu tempo tentou antecipar-se ao previsível cerco do flanco sul da Europa. Na altura chamou-se Alcácer Quibir e poucos são os que ainda hoje compreendem a grandeza desse gesto!


No outro lado do paradoxo, como que a explicá-lo, mas em desespero de causa, assistimos a uma manifestação de homossexuais contra a adopção de crianças por … homossexuais! No fio condutor, os valores de que se reclamam as várias religiões do Livro. Dir-se-á que mais vale tarde do que nunca, mas que tudo isto é estranho, isso é.






Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Orçamento 2013

Ando frenético,
De frenesim,
De comoção,
Estou desarmado,
Vivo cansado,
Tomo remédios,
Sobe a tensão,
A noite desce,
Queimo um cigarro,
Pura ilusão,
Fui promulgado,
Logo enviado,
A tribunal,
Rogo aos juizes,
Aos meus santinhos,
Às meretrizes,
Estou inocente,
Que mal fiz eu
A tanta gente,
Já perceberam,
Sou orçamento,
Querem comer,
É natural,
Mas sem haver
Só por milagre
Constitucional!
Sua excelência
Não é normal
Anda a pedir,
Anda a servir,
Mas quer mandar,
Eu é que sofro,
Com tanta gralha,
Como eu lamento,
Sou orçamento,
Não tenho palha
E nunca vi…
Tanto jumento!

quarta-feira, janeiro 09, 2013

O relatório do nosso descontentamento!

Ei-lo, a pedido do governo, o relatório do FMI, com as conclusões que todos adivinham, com as indicações que todos temiam. Aliás, este relatório só acontece porque o governo não teve a coragem de afrontar (e enfrentar) a desmesurada (e injusta) gordura do estado. Foi assim mais fácil pedir aos credores internacionais para dizerem a verdade. E a verdade que o FMI descobriu é fácil de descobrir: - por detrás de uma fachada mais ou menos modernaça esconde-se a velha república socialista… quase soviética! Onde tudo ou quase tudo depende do estado!


Nesta perspectiva, esta terceira república é muito parecida com a segunda, com duas assinaláveis diferenças: - em primeiro lugar não existe censura prévia. Nem ela seria possível, hoje, na união europeia, e na situação de dependência em que nos encontramos; em segundo lugar, o Dr. Salazar nunca cairia no erro de tornar a função pública mais atractiva que a actividade privada. Mas as luminárias de Abril não se contiveram e por isso chegámos ao ponto a que chegámos. Estou até convencido que o primeiro grito do recém-nascido em qualquer maternidade portuguesa é apenas um: - eu quero ser funcionário público!






Saudações monárquicas

terça-feira, janeiro 08, 2013

Está suspensa, sim senhor!

E quem disser o contrário está a mentir. Claro que a constituição está suspensa desde que o país sofreu a intervenção de credores externos. Credores que impuseram as suas condições. Condições indispensáveis ao funcionamento do estado tal como se encontra organizado. E pouco importa que a intervenção tenha sido solicitada por nós… em desespero de causa! Para o efeito é o mesmo. E o efeito consiste em abdicarmos, por determinado período de tempo, da essência normativa que pressupõe qualquer texto constitucional.

Mas podemos ir mais longe: - também devem considerar-se suspensos, ou pelo menos limitados, os vários poderes que a mesma constituição atribui aos diversos órgãos de soberania. Presidente da república incluído. É aliás por causa disso que a assembleia da república não aprova legislação contrária ao memorando da tróica. É também por causa disso que o presidente promulga o orçamento embora não concorde com ele. E será por causa disso que o tribunal constitucional tudo fará para minimizar as inconstitucionalidades que eventualmente existam. Porque se o não fizer ficará com o ónus de abrir uma crise política sem retorno. Ou cujo único retorno será o agravamento das medidas que actualmente já penalizam, e muito, o bolso dos portugueses.

‘Os dados estão lançados…’ e só alguém com pretensões a César poderá atravessar o Rubicão!

Muito sinceramente, não vejo que seja Aníbal Cavaco Silva.





Saudações monárquicas

sexta-feira, janeiro 04, 2013

O círculo dos robertos!

Já que estamos em maré de circos e quadraturas vamos até à praia recordar os inolvidáveis robertos! Os velhos fantoches que se agitavam atrás de uma barraquinha e faziam as delícias da pequenada. O enredo é simples. A personagem principal também: - Dona Inocência da Constituição!


Diz o Costa – então não querem lá ver que o Catroga quer mexer na nossa Inocência! É preciso muito descaramento! Uma senhora daquelas! Tão séria, com uma linhagem tão antiga! Anda Pacheco, diz qualquer coisa! Afinal tu és historiador… pelo menos gostas de contar histórias!


Pacheco entra em cena e confirma: - Pois.


Costa prossegue: - nunca é demais recordar a origem da nossa Constituição! Ela descende em linha recta da revolução francesa! A mesma que deu o peito ao Napoleão! É prima em primeiro grau da Carbonária, uma rapariga acima de qualquer suspeita! E se não me falha a memória tem (ou teve) muita parentela soviética. Em democracia não há melhor!

Portanto, responsabilizar a Dona Inocência pelo descalabro das contas públicas só pode ser má vontade!


O Lobito interrompe: - eu não sou de intrigas mas parece-me que a Dona Constituição anda a viver fiado há muito tempo. Além disso, hipotecou-se à união europeia sem dar cavaco a ninguém! E pior ainda, vendeu-se à troika por dinheiro! Ora isto não condiz com a linhagem. Nem com a soberania. Ou condiz?!


Pacheco exalta-se: - Oh Lobito, não mudes de assunto! O governo tem que cumprir o acordo sem ofender a Dona Inocência e pronto. Se não conseguir governar nessas condições… pronto também!



A pequenada, entretanto, foi ao banho. O dono da barraquinha diz que para a semana há mais.




Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Dona constituição falida!

(Primeiro acto)


Dona constituição apresenta-se e vai dizer de sua justiça! Ela e um grupo de pessoas que a grande maioria dos portugueses não conhece, nunca lhes viu a cara, mas que no recato do palácio Ratton (que coincidência de nome!) se preparam para desgovernar sem que para tal tenham sido eleitos!


Vira o disco e toca o mesmo. Dizem que é assim que (a coisa) funciona em todas as latitudes! Em todas as latitudes pode ser, só que não é em todas as latitudes que existe um país intervencionado. E que se obrigou (perante os credores) a tomar um conjunto de medidas concretas … queira ou não queira, goste ou não goste. Resumindo e concluindo, fazer floreados nestas circunstâncias, só pode ser brincadeira de mau gosto.



(Segundo acto)


Os floreados são do presidente que entretanto reentrou em cena na vã tentativa de agradar a todos! Diz que jurou defender a constituição, o que pode acontecer a qualquer um que se candidate ao cargo. Aqui não há novidade. O problema, impossível de disfarçar, é outro: - trata-se de uma constituição socialista, que apesar das várias revisões, mantém o mesmo fio condutor, mantém a mesma raiz. Por consequência, em nome do ideário socialista, é sempre possível descobrir inconstitucionalidades em normas que se afastem daqueles princípios. O que em certa medida é o caso deste governo. Resumindo e concluindo, o actual presidente jurou afinal defender uma constituição socialista e quem nele votou nunca saberá se o próprio tem consciência disso! Por outro lado, uma constituição socialista está sempre pronta a chumbar um orçamento e a derrubar um governo não socialista. Tenha esse governo maioria absoluta ou não! Se ainda não o fez a razão é simples: - este governo é (por enquanto) o garante do recebimento do cheque que sustenta esta constituição e este socialismo falido.



(terceiro acto)


Dona constituição falida, em desespero de causa, deita culpas à Alemanha! Queixa-se que a Europa já não é socialista, já não é solidária. Adeus federalismo, adeus constituição napoleónica, o ideal jacobino a passar dias difíceis! Porque a injustiça do mundo não tem medida! Especialmente quando se deixa um testamento fantástico! Relacionemos alguns dos bens (na parte que nos toca): 


- O país mais desigual da união europeia;

- O segundo lugar em número de funcionários públicos per capita;


- O record de desemprego… privado;


- O record de garantias (e dilacções) para arguidos judiciais;


- Campeão de auto-estradas e rotundas;


- Bota de ouro em parcerias leoninas;


- Honoris causa em desertificação; abandono da agricultura, das pescas, da indústria;


- Prémio especial para curiosidades: - pedofilia sem pedófilos; corrupção sem corruptos; etc.


- Licenciaturas ao domicílio; geração mais diplomada de sempre; mestres antes de serem aprendizes;


E finalmente, entre tantos outros bens, a independência ligada ao euro, ao preço da uva mijona.



Com esta constituição vamos longe!


Desce o pano.




Saudações monárquicas