quinta-feira, dezembro 14, 2017

Terceira república - um regime demasiado familiar!

As cenas repetem-se, um secretário de estado é obrigado a demitir-se por excesso de familiaridade com uma instituição privada que era suposto tutelar. A república não se atrapalha e substitui o homem por uma senhora Zorrinho cujo apelido também nos é familiar. O governo é o que se sabe - somos governados por casais, quando não pela família inteira. Quanto à assembleia da república as suas parecenças com a Câmara dos Lordes são cada vez mais evidentes! Há no entanto uma diferença essencial, a saber: - os nossos lordes não têm fortuna própria e são um peso para o estado! É nestas ocasiões que se percebem as vantagens da monarquia. Ali só sustentamos uma família! O que é bem melhor do que estar condenado a sustentar toda uma nomenclatura mais os seus rebentos.

Saudações monárquicas

terça-feira, dezembro 12, 2017

A verdade que escondemos...

Por hábito e costume gosto de ler algumas crónicas no jornal Observador, nomeadamente as que Rui Ramos assina. Às vezes comento, quase sempre de forma elogiosa, mas sobre esta última resolvi deixar aqui o meu comentário para memória futura. 

A crónica em apreço versa sobre a tentativa de destruição da Auto Europa por parte do Partido Comunista Português. É um artigo desassombrado e nele se procura dar uma explicação sobre a sobrevivência em nós de um partido ultrapassado e que tanto mal tem feito aos portugueses. A explicação oscila entre a inveja, inerente a um povo que se fez pequeno, e a perversidade intrínseca de uma ideologia enganadora. Não interessa agora concluir se nos tornámos invejosos, ou se nos tornámos estúpidos, pois esta é uma querela da  qual não se sai em boas condições. A meu ver a questão deve  ser endereçada às (pseudo) elites que temos e sustentamos, pois são essas mesmas elites que continuam a achar natural, e um sinal de progresso, manter em 2017 um Partido Comunista com a expressão eleitoral que ainda tem e com o protagonismo que não devia ter! E não me venham com a conversa de que a culpa é do povo. Bastava que o Marcelo, entre duas selfies, tivesse a coragem de apontar esta aberração como causa maior do nosso atraso, e toda a gente ficava logo a perceber o filme. O problema é a coragem ou a falta dela. 
Bem, há sempre a hipótese do Marcelo achar que estamos em plena fase de convergência, se não mesmo, a ultrapassar a Europa pela esquerda!


Saudações monárquicas

sábado, dezembro 09, 2017

Uma jogada de snooker!

A bola de saída do snooker é como sabem uma bola de alto risco mas inevitável. O jogador perante a situação de impasse inicial dispara a bola branca contra as encarnadas e depois logo se vê. Trump ter-se-á inspirado neste jogo para dar um passo em frente e colocar todos os outros jogadores perante o seu próprio destino! E pelas reacções ficámos a saber quem ficou verdadeiramente incomodado. A esquerda (em geral) foi a primeira a condenar Trump e antecipando-se aos próprios palestinianos proclamou logo a intifada! Isso é compreensível pois terá visto no gesto do presidente americano dois perigosos precedentes: - cumprir as promessas eleitorais coisa que a esquerda não leva a sério e por outro lado clarificar a questão do Médio Oriente obrigando os vários actores a definirem-se. E definição, clareza, são estados de espírito avessos ao relativismo dominante. E o relativismo é a ideologia de todos os oportunistas.

E assim, sem fazer futurologia direi que a história reencontrará os seus caminhos, com a Turquia a alcandorar-se à liderança do Islão (lembram-se de Saladino!) e com os Persas a serem acossados pelos seus inimigos de sempre. Ao contrário do que se poderia pensar o estado de Israel vai ficar mais isolado e com mais responsabilidades. E responsabilidades é coisa que neste mundo ninguém quer. Vidé Pilatos!



Saudações monárquicas

segunda-feira, dezembro 04, 2017

O funcionalismo no sangue!

Dois séculos sempre a perder, mais o que a história nos ensina e a geografia não desmente, deixaram-nos poucas opções em termos de emprego doméstico – ou servir no estado ou emigrar. O socialismo na cabeça fez o resto – um estado cada vez maior, que é pai, mãe, tio e padrinho e só não é Deus por causa da lei da separação.

Entretanto e com o advento da burocracia europeia abriram-se novas oportunidades de emprego, emprego bem remunerado, mas sem praia. E citamos de memória alguns casos que pela sua relevância vieram demonstrar que os portugueses são óptimos funcionários! Servem para tudo, e fazem todos os serviços. Por exemplo Durão Barroso e Portas serviram cafés e águas do castelo até altas horas da noite enquanto americanos, ingleses e espanhóis combinavam a invasão do Iraque. Isto aconteceu nos Açores e com os resultados que se conhecem.
Guterres, o homem do pântano, arranjou um emprego de grande visibilidade num campo de refugiados que a ONU mantem em Nova Iorque. Há menos refugiados?! Há mais refugiados?! Se calhar só há mais um…

E chegou agora a vez de Centeno conseguir alcançar um emprego de enorme responsabilidade na Europa! Nem mais nem menos que presidente do Eurogrupo! Para tanto, dizem, basta-lhe vencer uma eleição cujo principal adversário é um eslovaco temível. Deus queira que corra tudo bem porque eu nem aguento com tanto nervosismo.



Saudações monárquicas

quinta-feira, novembro 23, 2017

O eterno problema da arbitragem!

Sem rei (nem dinastia) a arbitragem é um problema quase insolúvel em qualquer comunidade política. Acrescentei ‘dinastia’ para percebermos como é importante que a sucessão esteja predeterminada evitando partidarizar os sucessíveis. Por outro lado, e não menos importante, porque representa o vínculo de continuidade histórica da comunidade em questão.

Em Portugal o problema passa do quase insolúvel para o insolúvel mesmo! Veja-se o que aconteceu (e acontece) com os reguladores, seja na banca seja noutras actividades, completamente incapazes de regular seja o que for. Veja-se a formação desta aliança de governo que acabou por defraudar os eleitores! E veja-se agora (e sempre) o problema dos árbitros*de futebol sobre quem recaem fortes suspeitas de parcialidade em favor deste ou daquele competidor!

Aliás este exemplo do futebol deveria fazer-nos pensar sobre o estado a que chegámos! E a conclusão só pode ser esta: - um país que não consegue organizar um campeonato de futebol sem batota, imagine-se o resto! E está dito quase tudo. Falta o quase. E o quase representa uma pergunta que começa a ser feita de forma generalizada em diversos sectores de opinião: - onde fomos (ou vamos) nós buscar esta aptidão para a trapaça, para a mentira, que não respeita nada nem ninguém?! Um tema a desenvolver.


Saudações monárquicas


*Os árbitros neste jogo são soldados, os generais estão obviamente na rectaguarda.

domingo, novembro 19, 2017

Os troca-tintas!

Por ocasião do badalado jantar oferecido aos ‘deputados do Benfica’, polvo na brasa, presumo, reparei que havia muitos adeptos do CDS entre os comensais! Ora bem, habituado a identificar o encarnado com a esquerda e o azul com a direita, esta troca faz-me alguma confusão. Até porque as cores do CDS são de facto o azul e, julgo eu, ninguém se lembraria de o baptizar com o encarnado. Acresce que o emblema do Benfica é uma águia à qual associamos naturalmente quer o Bonaparte quer a revolução francesa, indiscutível matriz cultural da esquerda. Eu sei que nada disto tem importância, são coisas diferentes, mas é esquisito. 

E a esquisitice não se fica por aqui quando percebemos que em matéria de troca-tintas o PCP caminha em sentido contrário! Ou seja, eles que são vermelhos de origem, começaram a usar o azul (CDU) para se identificarem! E o discurso da quarta internacional passou a ser nacionalista! Muito mais nacionalista do que o CDS, que ao princípio, se bem se recordam, era bastante reticente em relação à união europeia. Hoje, parece um aderente da primeira hora! Eu sei que as cores procedem todas da mesma cor, mas insisto, continua a ser esquisito! Só falta agora a Cristas ser do Benfica e querer prolongar o metro até Belém! Se for assim a união nacional, perdão, a união das cores está próxima.



Saudações monárquicas

quarta-feira, novembro 15, 2017

O país demitido!

Parece ter chegado agora ao futebol mas o país anda a demitir-se há um ror de anos! O primeiro-ministro Costa, num reconhecimento tardio de que perdeu as eleições recusa-se a tomar posse e a assumir responsabilidades. Desgraças, maçadas, não é nada com ele. Ainda há pouco disse aos microfones que era impossível restaurar as carreiras dos professores (estamos a falar de dinheiro) porque isso é um problema histórico! E olhou para trás! Nove anos de congelamento deve ser com o Passos Coelho que pelos vistos ainda está em funções. Legionelas, comes e bebes nos cemitérios, chamem o Passos. 

No entanto alguma coisa está a mover-se! Fora daquele circuito fechado que é a nossa política o país demitido agita-se, e o polvo benfiquista está a perder tentáculos! Já há duas demissões a sério - um juiz arbitral e um conselheiro fiscal! Demissões logo saudadas como gestos nobres!  Há porém um senão, os dois cavalheiros só se demitiram porque veio a público aquilo, que se não viesse, continuava tudo na paz dos anjos! Preocupante, não acham?! É neste ponto em que estamos no que concerne ao país que ainda não de demitiu das funções que afinal não exerce. Tem a palavra a comunicação social. Comuniquem!


Saudações monárquicas

segunda-feira, novembro 13, 2017

O nacionalismo irresistível

Todos conhecem a regra do pêndulo, ele pode ser parado durante algum tempo mas a gravidade acabará por conduzi-lo ao caminho que já conhece. O internacionalismo com todas as suas globalizações esgotou-se deixando atrás de si um rasto de morte e destruição. O homem não se transformou assim tanto e as velhas proclamações soam a falso. ‘Povos de todo o mundo uni-vos’ ou a 'morte do capitalismo’ não aconteceram. Pelo contrário, quem olhar hoje para a China Popular pode dizer que é o capitalismo que mantém aquele paradoxo. Os mandarins aguardam pacientemente a sua hora. O quadro fica completo quando o próprio polícia do mundo abdica da sua missão. O lema americano é o seguinte: Defendam-se com as armas que eu vos vendo.

Por tudo isto e muito mais os nacionalismos derrotados na última guerra estão de volta e vão ganhar. Nem é preciso ser adivinho. Basta olhar para a nossa casa e perguntar: - quem é que vai querer pagar impostos para os pançudos de Lisboa andarem em jantaradas no meio dos mortos?!

segunda-feira, novembro 06, 2017

O factor Alba!

O regresso às origens alimenta-se da memória e faz parte dos ciclos históricos. Até aqui não há novidade. Nesse sentido é admissível prever que a união europeia deixe a Europa em frangalhos, mais dividida e pior do que aquela que encontrou. O Brexit é um sinal disso com a monarquia inglesa a antecipar-se ao desastre. E por falar em desastres esta fuga do catalão Puigdemont para os países baixos encerra alguns riscos para a integridade da união europeia. Com efeito, entra pelos olhos dentro que o verdadeiro motor dos chamados independentistas é o seu ódio infantil a Madrid e a tudo o que tenha a ver com Castela! Como se o tempo tivesse parado, como se o Duque de Alba ainda fosse vivo, como se os catalães fossem flamengos! Não foi portanto por acaso que Puigdemont quis ser ouvido por um juiz flamengo e que as suas declarações fossem transcritas em holandês! Este comportamento irresponsável, que se inscreve fácilmente num crime de alta traição à Catalunha e à constituição espanhola, pode no entanto pôr em cheque as relações entre a Bélgica e a Espanha, e a partir daí acentuar divisões na própria Bélgica. Muito depende do que a justiça belga fizer neste caso. Se resolver dar asas à irresponsabilidade a Bélgica fica com um problema maior que a Catalunha. E esta união europeia acabou. 


Saudações monárquicas  

domingo, novembro 05, 2017

República da Catalunha – uma causa fracturante!

Se a ideia fosse estabelecer, restaurar, no limite, implantar um principado eu até podia compreender desde que evidentemente o príncipe existisse e com ele o princípio fundador. Agora tentar separar-se da comunidade hispânica, das autonomias constituintes e constituídas, através de uma república isso só pode ser uma brincadeira, um filme de ficção, ou um erro infantil. Mas é sobretudo uma causa fracturante e que dividiria irremediavelmente a Catalunha. Dividiria em termos ideológicos e em termos físicos muito embora as fronteiras da Catalunha não existam ou sejam apenas imaginárias. Em termos ideológicos a fractura far-se-ia entre os querem continuar a ser espanhóis e os que não querem, com a agravante destes últimos ainda não terem decidido a que outra grande cultura querem pertencer. Afirmar-se europeu não chega, é apenas uma fuga para a frente. Vão querer ligar-se à França e passar a falar francês em vez de castelhano?! Irão optar pelo italiano?! Quiçá, pelo português?! Mas façam o que fizerem, decidam o que decidirem uma coisa é certa – haverá pelo menos metade dos catalães que não estarão pelos ajustes. E a cada eleição a coisa pode piorar. É isso que a história universal nos ensina sobre os regimes republicanos. Em democracia, evidentemente. Em ditadura é outra história. Duram mais mas acabam pior.



Saudações monárquicas 

segunda-feira, outubro 30, 2017

O equívoco do pasteleiro!

Proveniente de uma família ligada à pastelaria, Puigdmont confundiu os acontecimentos de 1640 com os tempos presentes! Digamos que confundiu as receitas. Terá lido alguma coisa sobre a restauração, sobre o número de conjurados, apenas quarenta, contou com a actual fragilidade do Partido Popular e daqui partiu para a independência! Enganou-se redondamente. Madrid reagiu e o pasteleiro de Girona vai continuar a vender merengues.

Falemos agora dos equívocos. Em primeiro lugar Portugal já levava alguns séculos de independência política quando nas Cortes de Almeirim ficou decidido colocar as duas coroas na cabeça de Filipe II. Em segundo lugar ambos os países eram detentores de vastos impérios coloniais, impérios diferenciados, e foram estes impérios o motivo maior da jornada de 1640. A Catalunha nunca teve nada disto, nem independência nem império e as referências históricas ou identitárias que possa ter não são comparáveis com as que a Espanha oferece.

Assim o único traço comum entre a revolta portuguesa e a recente revolta catalã reside no carácter elitista das mesmas. Em Lisboa sentia-se o prejuízo que a união ia produzindo nas nossas colónias, sucessivamente atacadas pelos inimigos da Espanha, enquanto na Catalunha o problema é de abastança! Uma pequena minoria, sem quaisquer problemas económicos, quer obrigar a maioria a deixar de ser espanhola para ser apenas catalã! O que é ser apenas 'catalã', ninguém sabe, ninguém consegue explicar, nem os próprios independentistas!



Saudações monárquicas

sábado, outubro 28, 2017

O adultério, a Catalunha, e a greve!

Em primeiro lugar situemos a questão. Adultério e adulterar são o substantivo e o verbo da corrupção e do acto de falsificar. Daqui podemos concluir que as várias manifestações que hoje decorrem contra o acórdão do juiz Neto de Moura são objectivamente favoráveis ao adultério e à corrupção. Que outra conclusão se pode tirar?! O que até se compreende em se tratando da esquerda. Para ela o adultério não existe. A ‘bíblia’ que segue foi escrita na antiga URSS e aí vigoravam as relações colectivas.

Sem mudarmos de assunto, e aqui mesmo ao lado, temos assistido em directo ao adultério da Catalunha! Desde a corrupção democrática à falsificação do voto popular tudo tem valido para sequestrar a opinião pública. A maioria silenciosa como é costume nestes casos está por enquanto silenciosa. Mas pode haver violência doméstica. É o mais certo.

E por fim uma nota sobre a corrupção da república e dos seus leais servidores. A greve dos funcionários foi a resposta ‘eleitoral’ do PCP quer ao PS quer ao Bloco! E veio demonstrar mais uma vez o tipo de governo que temos e o calibre de quem o apoia. Como sempre disse trata-se de um embuste político que sairá muito caro ao país. A boa notícia é que será talvez o último governo de esquerda da terceira república.



Saudações monárquicas

terça-feira, outubro 24, 2017

O futuro da Europa

Recebi um email a reportar o seguinte:

“Phil Lawyer fez um balanço sobre os líderes da Europa:

O recente eleito presidente da república francesa, Macron, não tem filhos
A Chanceler, Angela Merkel, não tem filhos
A PM do Reino Unido, Theresa May, não tem filhos
O PM de Itália, Paolo Gentiloni, não tem filhos
Mark Rutte da Holanda, não tem filhos
Stefan Lofven, da Suécia, não tem filhos
Xavier Better, do Luxemburgo, não tem filhos
Nicola Sturgeon, da Escócia, não tem filhos
Jean-Claude Juncker, Presidente da CE, não tem filhos


Portanto, uma grande porção de pessoas que tomam decisões sobre
o futuro da Europa, não tem quaisquer interesses directos nesse futuro!”

E sobre este assunto vou fazer o seguinte comentário: - Para além da curiosidade e das ilacções que se possam tirar sobre a preponderância destes 'celibatários' na cena política, não é liquido que os mesmos, pelo facto de não terem filhos, não pensem no futuro. Acho o regime mais importante que as pessoas que é o mesmo que dizer que se o hábito não faz monge, o convento há-de encaminhá-lo nesse sentido. Por outro lado o celibato é prenúncio de vocação para a causa pública e lembramos a propósito o nosso Salazar que afirmava ter casado com a Pátria! E nesta circunstância seria difícil ter filhos de carne e osso. Mas não fujo à questão colocada por Phil Lawyer. E sim, ficaria preocupado se fosse francês, alemão ou italiano. Quanto aos outros políticos mencionados todos eles têm na chefia de estado quem represente os valores permanentes coisa que o regime republicano não tem. Portanto não é uma questão de ter ou não ter filhos. Os presidentes da república portuguesa tiveram filhos mas isso não tem servido de muito.



Saudações monárquicas


Nota: Chamei-lhes celibatários porque salvo no caso de não poderem ter filhos são pessoas que fazem vida de celibatários. 

quarta-feira, outubro 18, 2017

É para isto que serve o governo?!

Foi para isto que o presidente da república viabilizou uma solução governativa que os portugueses não escolheram?! É para isto que serve esta miserável geringonça?! Um projecto de poder pelo poder e que por isso faz tudo para se manter no poder?! É nesta mentira permanente que se consomem os nossos votos?! A receita parecia simples! Aumenta-se a despesa pública para agradar aos partidos que apoiam a geringonça e ao mesmo tempo diminui-se o défice para agradar à Europa. Como é que isto se faz?! Cortando nos serviços públicos onde se inclui a segurança das pessoas e dos bens.


Morreram mais de cem portugueses! Mas isso pouco importa à geringonça porque o que interessa é manter o poder! E não falta muito para o comprovarmos. Quando a moção de censura subir ao plenário logo veremos quem censura o governo pela inépcia, pela irresponsabilidade, pela sensação de impotência que se apoderou do país, e ficaremos mais uma vez esclarecidos sobre a desgraçada república em que vivemos.

segunda-feira, outubro 16, 2017

Títulos e comendas!

Os títulos são sempre honoríficos pois destinam-se em última análise a honrar quem os recebe. Normalmente por actos praticados em prol da comunidade. Na sua origem iam mais longe e representavam cargos ou funções de interesse público que os agraciados já tinham dado provas de merecer. E se passavam para os descendentes isso tinha a ver com a necessidade de prolongar no tempo a defesa daqueles interesses responsabilizando assim o herdeiro.  Portanto a sua natureza não era tanto atribuir direitos mas sim criar (e manter) deveres. Porém e como sabemos tudo o que é humano tende a desvirtuar-se e os melhores princípios acabam muitas vezes por submeter-se aos piores fins. Aconteceu no liberalismo e coincidiu com o facto do rei, que os atribuía, ter sido remetido para figura decorativa. Os títulos passaram então a ser também decorativos. E atribuídos por dá cá aquela palha! Ficou célebre a expressão - 'foge cão que te fazem barão', ao que o cão respondia - 'para onde se me fazem visconde'!

A república, na sua propaganda, sempre fez troça dos títulos da monarquia mas na verdade copiou tudo o que podia ser criticável e deitou fora tudo o que fazia sentido. Hoje temos toneladas de comendas distribuídas generosamente a cada dez de Junho e o critério da atribuição é, como se constata pelo despacho de acusação do 'processo marquês', bastante duvidoso! Dos cinco principais arguidos, todos eles são comendadores! Mais palavras para quê?!


Saudações monárquicas

domingo, outubro 15, 2017

Novelas peninsulares

Sonhei que o Barça tinha sido adquirido por um emir do Dubai e que o negócio teve o alto patrocínio do governo regional da Catalunha! Vi os independentistas de turbante e elas de burka. Foi um sonho mas a promiscuidade entre o futebol e a política é bastante real e ninguém se escandaliza com isso. Basta recordar o apoio dado pelo governo Macron à transferência de Neymar do Barcelona para o Paris Saint Germain. Os parisienses adoraram. Como devem adorar que o seu clube já não seja seu mas de um magnate do mesmo Dubai!

Ora bem, todos sabemos que o futebol é hoje um fenómeno planetário, um fenómeno global que gera paixões e muito dinheiro! E também sabemos que os europeus só vêm cifrões à sua frente estando por isso disponíveis para vender tudo, incluindo a alma! Mas o que não sabemos, e pelos vistos não queremos saber, é quais são as verdadeiras motivações destes compradores árabes! Será que gostam assim tanto de futebol?! Sendo tão ricos não vêm por certo à procura de dinheiro! O que buscam então?! A reconquista da península?! É uma hipótese. E quanto mais pulverizada ela estiver, mais fácil será.


Saudações monárquicas 

quinta-feira, outubro 12, 2017

O processo da República!

A maioria dos comentadores da nossa praça, escribas de nomeada, chegou finalmente a um consenso: - ‘O processo marquês é o processo do regime’! Mas nunca adjectivam o regime, nunca dizem que é do regime republicano que se trata. Como se para além da monarquia houvesse um cardápio de regimes para escolher! Não, não há, e eles sabem disso ou deviam saber. Como deviam saber que as repúblicas ditas democráticas* não têm defesa perante o assalto de grupos organizados! Grupos que fácilmente instrumentalizam o voto das populações, se alapam ao aparelho de estado, e só de lá saem pela força ou por força de alguma crise externa. As três mil escutas do processo marquês comprovam isso mesmo: - desde as pessoas às instituições a república está lá toda, em peso! O mau da fita neste momento é Sócrates, mas podia ser outro, e outro, já que o regime republicano, como disse, é permeável a todas as promiscuidades. A todas as cumplicidades. 

A justiça, entretanto, poderá ou não concluir o seu trabalho mas no plano estritamente político não deixa de ser insólito que o actual primeiro-ministro tenha sido o número dois do último governo de Sócrates! Se faltasse uma prova sobre a fragilidade republicana, ela aí está! Os escribas de nomeada não levantam esta questão, o que é estranho! Aliás resolvem o problema com um sofisma - quando não lhes convém dizem que é um caso de justiça, quando lhes convém dizem que é um assunto da política!

Saudações monárquicas



*As repúblicas ditas democráticas depois de assaltadas passam a não democráticas. Portugal, como se conclui pela acusação já está nessa fase. Ainda há eleições mas nada muda nem pode mudar. E foi preciso haver uma crise internacional para chegarmos ao processo marquês! Porque senão a terceira república ainda aí estava, triunfal, a roubar-nos o futuro. 

segunda-feira, outubro 09, 2017

Com a Catalunha no pensamento...

Há alturas na vida em que os povos como as pessoas precisam de descer aos infernos para subir aos céus. Precisam de provar o sabor amargo da perda para darem valor aquilo que têm... ou tinham. Não há volta a dar. E esta purificação pela dor serve também para clarificar uma série de questões que andam  escondidas em disfarces e mistificações. Uma dessas mistificações é o estado nação uno e indivisível, à prova de bala, que os republicanos portugueses gostam de proclamar quando nos comparamos com o separatismo catalão! Como já afirmei a unidade nunca está garantida. Recordo apenas dois factos:

A constituição de 1933 também proclamava, tal como a de 1976, que Portugal era um país uno e indivisível! Só que a unidade e indivisibilidade ia do Minho a Timor! No momento em que escrevo ainda vai do Minho ao Algarve, mais as regiões autónomas, mas a perder tanto terreno em cada golpe, não estamos livres que a próxima república chegue apenas até Cacilhas! Será do Minho a Cacilhas!

Outro facto de separatismo espontâneo e popular, ocorreu nos idos de 1975 com o país a dividir-se ao meio pelo paralelo de Rio Maior! Em baixo ficaram comunistas e afins, por cima ficou a tradição. Portanto deixemos a Catalunha no seu desassossego e olhemos para a nossa casa. 

E na nossa casa António Costa anunciou um novo impulso à regionalização. Tem o meu apoio embora tudo indique que pelas razões opostas. Mas isso só se verá no fim. Pela minha parte, sempre o disse, as regiões são o único caminho que nos fará regressar à monarquia. E com ela, na mesma óptica de purificação, haveremos de readquirir o espírito comunitário que perdemos. Espírito que não se reconstrói em cima de mitos ou mentiras.


Saudações monárquicas


Nota : Não por acaso 'O rei e os sovietes' foi um dos primeiros textos que publiquei neste interregno. Leva o título com que Rolão Preto definiu a monarquia do futuro.

quinta-feira, outubro 05, 2017

Para lá da república!

A espuma dos dias não nos deixa ver o caminho onde o futuro e o passado obrigatóriamente se entrelaçam. Mas é nesse caminho que estamos, caminho inexorável que o simbolismo das datas não se esquece de nos lembrar! Enquanto se comemorar a república a monarquia continuará a existir. Monarquia que como agora se vê no difícil transe que atravessa a Catalunha é ainda a última voz e a última esperança de uma unidade que, para o bem e para o mal, é sinal de solidariedade e grandeza. E não são essas afinal as razões que nos levaram a todos à união europeia?!

Mas a unidade nunca está segura e desenganem-se os que em Portugal a dão como adquirida! Lá como cá, foi um longo caminho, com avanços e desilusões, agregando laboriosamente aquilo que o egoísmo de cada reino ou república tendia a separar. Esse egoísmo permanece na história, e está agora em alta, só que já não é visto como egoísmo, tem outros nomes, é exaltado! Na Catalunha um desses nomes é a independência! Uma independência fictícia, ideológica, onde o acento tónico está nos direitos mas não está nos deveres. Típico de uma causa fracturante!

E vale a pena recuar no tempo e imaginar a facilidade com que Tarik entrou pela península e derrotou, sem apelo nem agravo, uma cristandade entretida nos seus vários egoísmos.

Como diz a canção – ‘não há nada de novo debaixo do sol’!


Saudações monárquicas

terça-feira, outubro 03, 2017

Autárquicas light!

Perguntaram-me como se devia votar nas eleições autárquicas e eu respondi dando o meu exemplo: - vivo no concelho de Almada território tradicional da CDU mas nunca posso votar na CDU. Podem pôr-me autocarro à porta, água canalizada, luz, saneamento básico, posso até reconhecer-lhes a obra e mesmo assim não posso votar em nenhum personagem da CDU. É um adversário natural, que tem do mundo uma visão diferente da minha e sendo coerente não há-de descansar enquanto não edificar essa sociedade detestável.

Em alternativa olhamos para a lista dos candidatos da chamada direita e descobrimos que não conhecemos ninguém. É normal e neste sentido resta a hipótese de votar no próprio partido o que contraria completamente o espírito da eleição em causa. Também não é grave uma vez que a direita só terá alguma hipótese de ganhar em Almada na próxima república.

Entretanto houve um pequeno terramoto político! O partido socialista, que trouxe este ano à compita uma estrelinha da sua constelação, acabou por vencer a CDU! Adivinho que terá contribuído para a vitória o teor de um cartaz que Inês de Medeiros espalhou pela cidade: - ‘Dizem que Almada não pode, mas também não saem de cima’! Uma proposta política excitante e que muito beneficiará a vida dos almadenses.
Mais a sério, prevejo uma luta encarniçada entre socialistas e comunistas com os reflexos negativos que se imaginam.


Saudações monárquicas