segunda-feira, março 02, 2020

Um vírus português!


Na pista da 'operação Lex', nome de código de uma investigação que promete desmascarar a terceira república portuguesa, começam a surgir fortes indícios de corrupção naquele que deveria ser o pilar de qualquer estado de direito – uma justiça isenta e confiável. Pelo contrário, e segundo rezam as notícias, no Tribunal da Relação de Lisboa há suspeitas de irregularidades no sorteio dos juízes, escolhendo uns em vez de outros, consoante os processos e os interesses em causa. E curiosamente, ou talvez não, os presumíveis beneficiários da batota são sempre os mesmos – maçonarias e lobbies que vivem à sombra do orçamento, das trafulhices bancárias, e inevitáveis frequentadores dos camarotes da bola!

A ser verdade, isto é pior do que qualquer pandemia conhecida, pois neste caso o vírus está identificado, é genuinamente português, tem tratamento, há vacina para o prevenir, só que ninguém está interessado em pôr-lhe termo!


domingo, março 01, 2020

Escravos cardíacos das estrelas!

Álvaro de Campos: Escravos cardíacos das estrelas,...

Escravos cardíacos das estrelas, Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama; Mas acordamos e ele é opaco, Levantamo-nos e ele é alheio, Saímos de c... Frase de Alvaro de Campos.

quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Brinquem com o racismo, brinquem...


Esta idiotice Marega que virou pretexto para ver racistas e racismo em todo o lado pode, se não tomarmos cuidado, virar o feitiço contra o feiticeiro! Por enquanto é tema de anedotas, o que é compreensível, pois não lembra ao careca identificar os portugueses como racistas! De facto, quem fez o Brasil e o mulato, quem obrigou os vice reis a casarem com indianas, quem sonhou um quinto império baseado no Novo Testamento só por mau gosto pode ser apelidado de racista! Porém a agenda esquerdista não desarma e usa todos os incidentes para levar a sua avante. Ontem foi o aborto, hoje é a eutanásia, amanhã será o racismo! E já idealiza devoluções de obras de arte, misturadas com pedidos de desculpa, por termos desafiado o Adamastor, por pisarmos o sagrado solo indígena, destruindo ao mesmo tempo civilizações democráticas e florescentes. Isto pode passar por ironia, mas atenção, há quem acredite nisto! Vivemos numa sociedade embrutecida pela propaganda, ignorante quanto baste, com uma juventude deseducada na vergonha dos antepassados.

Só que o reverso da medalha também existe e a chamada 'descolonização' tem dois sentidos. Aos primeiros exageros podem seguir-se outros de sentido contrário, e no fim, se a 'Àfrica é para os africanos', slogan abrilista, pode ser que em Guimarães, numa qualquer manifestação de desagravo, alguém se lembre de gritar, que Portugal é terra de brancos, de reis cruzados, e quem não está bem que se vá embora!
É uma possibilidade que já esteve mais longe. Possibilidade agravada com as pandemias que se desenham no horizonte e facilmente associáveis aos emigrantes de outros continentes. Não esquecer que a palavra latina 'hostis' tinha um duplo sentido – significava estrangeiro e inimigo ao mesmo tempo.


terça-feira, fevereiro 25, 2020

O espírito do Carnaval


Nunca tive grande espírito carnavalesco e com o decorrer dos anos, e o declínio da festividade entre nós, já nem me lembro que ele existe. Por isso ainda me surpreendo quando algum familiar insiste em aparecer de máscara ou com vontade de fazer uma 'partida'! E não tem própriamente a ver com a idade porque sempre os conheci assim. Pessoas divertidas, com a simplicidade que invejo, e herdeiras de um misterioso atavismo. Em memória desse espírito, deixo aqui o link para ouvir e ver aquela que foi uma das grandes rainhas do samba, na terra onde o Carnaval é rei. Clara Nunes.


sábado, fevereiro 22, 2020

Agora já os conhecemos melhor


Se alguma coisa teve de útil a votação da eutanásia foi o facto de passarmos a conhecer melhor os deputados que temos. Isto não resolve as deficiências de representação do actual sistema eleitoral mas sempre é melhor que nada. A partir de agora, e em próximas eleições, só vota enganado quem gostar de ser enganado. Convém entretanto desmistificar o ilusionismo político que anda associado a expressões tais como - 'causas fracturantes', 'voto em consciência' e outras anormalidades do género. Vamos por partes:

São as 'causas fracturantes' que justificam a existência dos partidos pois se elas não fracturassem seria bem melhor, e mais barato, vivermos no sossego da antiga união nacional. São elas que obrigam a escolhas decisivas, quer dos eleitores na hora de votar, quer na disponibilidade de quem se habilita a ser o representante dessas mesmas escolhas. Ou seja, ninguém escolhe um partido por causa do défice, mas sim pelos valores que defende. Isto parece-me óbvio. E só não é óbvio quando o cardápio de partidos, fruto de uma constituição enviezada, apenas tem permitido escolhas entre a fome e a vontade comer!

Mas continuando com o nosso exercício chegamos ao 'voto em consciência', uma expressão intencionalmete confusa e com pano para mangas. Senão vejamos: - à primeira vista parece que os deputados só votam em consciência quando estão na presença das ditas causas fracturantes! Mas como isto seria absurdo logo vem alguém explicar-nos que 'votar em consciência' significa liberdade de voto, ausência de disciplina partidária, e que os deputados votam como entenderem! O que também não me parece bem e pode até ser motivo para preocupações acrescidas. Explico: - o que é suposto é os deputados votarem em representação dos seus eleitores e não por sua conta e risco! E começa a desabar o edifício da propaganda enganosa.

Aliás e se virmos bem, na votação da eutanásia tudo decorreu como era expectável com a excepção, talvez, do PCP. Mas já lá vamos. Assim, os deputados dos cinco partidos proponentes, votaram todos (em consciência) as respectivas propostas. Nem podia ser de outra maneira. Uma ou outra dissonância no PS não teve qualquer significado. E quanto aos partidos que se esperava que votassem contra (CDS e Chega) também votaram contra. Resta então explicar o voto contra do PCP, porque os votos dos deputados do PSD, partido em crise de identidade praticamente desde que nasceu, já não surpreendem ninguém.

E finalmente o PCP! Fechada há muito a sede em Moscovo, a obediente filial portuguesa não teve outro remédio senão transformar-se num partido conservador, nacional sindicalista, cuja única preocupação é sobreviver mantendo os bastiões que lhe restam – os sindicatos da função pública e algumas autarquias da saudosa reforma agrária. Assim, em decadência, em sofrimento intolerável, resistiu à eutanásia com que os seus parceiros de esquerda lhe acenaram, e não quis suicidar-se. Fez bem. 'Não matem', disse Jerónimo de Sousa, a frase mais católica que ouvi por estes dias!

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

A eutanásia, o racismo e a banana!


À hora a que escrevo estas linhas o parlamento deve estar a discutir e a votar a despenalização da eutanásia. Vulgo 'suicídio assistido'. Comecemos pelo princípio, pelo parlamento e pela respectiva representatividade. Representatividade real, verdadeira, sem embustes constitucionais. Ora bem, aqueles deputados, que os eleitores não escolheram, nem neles votaram, pois foram eleitos em listas fabricadas pelo chefe do respectivo partido, deputados totalmente irresponsáveis e que os eleitores não podem arredar das tais listas numa próxima eleição, dão-se agora ao desplante de decidirem sobre a vida e a morte daqueles mesmos eleitores! Se isto não fosse uma farsa seria concerteza uma tragédia. Porém, não é uma coisa nem outra. Não é nada. É o eterno vazio político numa república de bananas. Bananas manipuladas pelos espertalhões do costume. Ou seja, 'viva a república dos espertalhões' que é o mesmo que gritar 'viva a república dos bananas'!

Depois deste intróito, fundamental para se compreender o que é, e para que serve, aquela assembleia da república, passemos à genealogia da eutanásia, parente em primeiro grau do racismo que ainda há algumas horas era veementemente condenado naquela mesma assembleia e precisamente, pelos promotores da eutanásia! Não há contradição. Como bem explica Jaime Nogueira Pinto num excelente artigo publicado no Observador a ideia da eutanásia não nasceu agora e andou sempre associada ao eugenismo, à melhoria da raça, e àquilo a que eu me atrevo a resumir – ao paraíso terreal! Doutrina profundamente racionalista, sem transcendente e sem Deus. Por isso é que defendo que esta é uma questão de raiz eminentemente religiosa e que não vai acabar com a aprovação da eutanásia. Aliás a eutanásia, para os seus defensores, é apenas uma etapa para acabar com as religiões do Livro e impor uma religião de estado. Nesta guerra declarada contam obviamente com os 'bananas', pessoas bem intencionadas, e que a história denominou de 'idiotas úteis'.

Sem mais, subscrevo-me...

terça-feira, fevereiro 18, 2020

E agora, João!


Sem rei nem roque
Sem Belenenses
Sem união
Neste meio termo
Onde até o Ventura
Perde a razão!

E agora, João!

Se ao menos houvesse
Um dia que fosse
Em que fosse proibido
Falar no Benfica
Na televisão!


Mas não há, João!
É o pão do povo
O circo montado
A triste república
Que nos coube em sorte
O regime castrado!

Sem nada de novo
De futuro incerto
Onde reina o esperto
E o aldrabão
Paraíso certo
Para a corrupção!

Nada a fazer, João!

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

O pretexto Marega


Vai por aí uma algazarra de todo o tamanho por causa dos incidentes em Guimarães, incidentes entre os adeptos vimaranenses e o seu ex-jogador Marega.

Primeiro ponto, não estive lá mas parece que é factual que Marega foi insultado, durante todo o tempo em que permaneceu em campo, e que os insultos, de vária ordem, incluiram, segundo dizem, apupos a imitar os símios. Tudo isto é condenável mas daí ao diagnóstico generalizado de racismo e ao histerismo condenatório subsequente, vai uma grande distância. É a distãncia entre a realidade e a demagogia. Entre a realidade e uma certa agenda política que todos sabemos qual é.

E passamos ao segundo ponto: - esta hipocrisia dá jeito a muita gente mas não resiste ao seguinte argumento: - se o pessoal de Guimarães é racista por que carga de água é que só Marega tem 'direito' às semelhanças com os símios?! É que havia mais pretos em jogo com a camisola do Porto!

E passamos ao terceiro e último ponto: - se pelos insultos e cânticos entoados pelas várias claques que temos, nos vários recintos desportivos que existem, quisermos tirar alguma conclusão sobre a actual mentalidade lusitana, o melhor é chamar todas as ambulâncias do mundo e os melhores psiquiatras do universo. Que dirão que não é racismo, não senhor, é alienação. Alienação geral, dos que cantam e dos que ouvem cantar.


quinta-feira, fevereiro 13, 2020

Não nos enganem...


"Riba Dal é terra de judeus. Baldadamente, pelo ano fora, o Padre João benze, perdoa, baptiza e ensina o catecismo por perguntas e respostas.
  • Quem é Deus?
  • É um Ser todo poderoso, criador do Céu e da Terra.
Na destreza com que se desenvencilham do interrogatório, não há quem possa desconfiar que por detrás da sagrada cartilha está plantado em sangue o Pentateuco. Mas está. E à hora da morte, quando a um homem tanto lhe importa a Thora como os Evangelhos, antes que o abade venha dar os últimos retoques à pureza da ovelha, e receba da língua moribunda e cobarde a confissão daquele segredo – abafador.
Desses servos de Moisés, encarregados de abreviar as penas deste mundo e salvar a honra do convento, o maior de que há memória é o Alma-Grande.
Alto, mal encarado, de nariz adunco, vivia no Destelhado, uma rua onde mora ainda o vento galego, a assobiar sem descanso o ano inteiro. Quem vinha chamar aquele pai da morte já sabia que tinha de subir pela encosta acima a lutar como um barco num mar encapelado. (…) Diante da casa, bastava gritar-lhe o nome.
  • Tio Alma-Grande! Ó Tio Alma-Grande!
  • Lá vai...
Daí a nada a tenaz das suas mãos e o peso do seu joelho passavam guia ao moribundo.
(…)"

Novos Contos da Montanha (O Alma-Grande) excerto
Miguel Torga


Nota:
Depois desta transcrição não posso deixar de emitir algumas notas sobre este assunto que está na ordem do dia. E a minha primeira impressão é que, tal como no aborto, os arautos da morte são os mesmos. A mesma agenda, os mesmos lobos vestidos de cordeiros, o mesmo ódio à Igreja Católica, a mesma dissimulação laica, laicistas com todas as letras, piores, muito piores que todos os almas grandes deste mundo. Na verdade, no conto da montanha, a eutanásia era assunto familiar, segredo de clã, mas não era projecto ou etapa para fracturar a sociedade e aniquilar a sua matriz católica. Como hoje se verifica que é. Um dia vamos ter que defender a nossa identidade sem meias tintas.


quarta-feira, fevereiro 12, 2020

'Confiança e transparência'

O Interregno saúda Manuel Soares, presidente da associação sindical dos juízes portugueses, que não conheço de lado nenhum, mas é uma pedrada no pântano deste regime iníquo! Espero não me desiludir.

Com a devida vénia deve ler-se no jornal Público este seu artigo cujo título é - Confiança e transparência.


https://www.publico.pt/2020/02/12/sociedade/opiniao/confianca-transparencia-1903757




'Os princípios éticos são como um farol na noite escura. Há mestres de barcos que conseguem navegar sem essa orientação. Outros guiam-se pela luz e desviam-se do perigo. O farol não vai impedir que alguns barcos se espatifem nos rochedos. Mas o que ninguém pode é dizer que não havia uma luz para guiar o caminho.'

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Na pista das medalhas...

Tenho reparado, embora me considere uma pessoa desatenta em matéria de medalhas, que existe uma certa prodigalidade na atribuição das mesmas, nomeadamente no dez de Junho, o que até já levou músicos como Rui Veloso a brincarem com a situação. E na verdade quer os presidentes quer os fabricantes de medalhas levam a coisa muito a sério, os presidentes incrementando o gesto, os fabricantes a facturação.

Entretanto de há uns tempos para cá o país tem-se dado conta, através de revelações e outros leaks, que muitos dos destinatários dessas comendas, são suspeitos de comportamentos que noutros países, mais atentos por certo, em lugar das comendas estariam a prestar contas à justiça. Justiça em sentido amplo, evidentemente. E é por isso que recomendo ás forças policiais do meu país que, nas investigações que tiverem necessidade de fazer, não desprezem a pista das medalhas.

Saudações monárquicas


Orçamento

Quanto é que orça, não sei,
Orças tu e orço eu
Ando no vira e virei
Não sei quantos orçamentos...
São dez milhões de jumentos
Mais os trocos que te dei!

quarta-feira, fevereiro 05, 2020

Rui Pinto preso político?


Miguel Sousa Tavares sugeriu a hipótese e não deve andar longe da verdade. De facto, a desproporção entre os presumíveis crimes imputados a Rui Pinto e as medidas preventivas de restrição da liberdade a que tem sido sujeito são de tal modo evidentes que só podemos encontrar uma explicação fora da justiça, ou seja, na política! Na política corrupta. Isto, depois de mais um acórdão da Relação a manter a respectiva prisão preventiva e com os mesmos argumentos - risco de perturbação da prova e fuga do país. A fuga percebo, afinal quem é que quer viver num país onde é mais importante calar o mensageiro do que combater a corrupção?!

Já aqui desenvolvi o tema do silêncio perante a gravidade das suspeitas que já são do domínio público. Espanta-me sobretudo o silêncio da direita sobre o Rui Pinto! Em especial do CDS e do Chega! E se deste último posso perceber, mas não aceitar, que o Rui Pinto seja uma ameaça ao mundo cor de rosa do seu líder. Um mundo onde há sempre um Vieira vestido de pai natal! Já do CDS esperava outra reacção. Uma reaçcão de partido adulto, e que sem nada a perder, mas tudo a ganhar, tomasse em mãos a bandeira do combate à corrupçâo! É que se não for assim, o CDS torna-se mais uma vez irrelevante, e fácilmente substituído pelo PSD de Rui Rio, afinal o único político português que já provou que não vai em futebóis!


Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 30, 2020

O regime no banco dos réus?!


É uma pergunta que pode fazer sentido atendendo aos últimos desenvolvimentos do caso Luanda Leaks onde todos os arguidos têm a nacionalidade portuguesa à excepção de Isabel dos Santos! E quando se sabe que apenas foi aberto um dos oito discos rígidos contendo informação explosiva, imagino que nos discos que ainda não ouvimos tocar... esteja lá a orquestra inteira desta terceira república! E respectivas desafinações.

Por isso Rui Pinto continua preso embora para a maioria dos portugueses seja considerado um herói. Quem não comunga desta opinião são naturalmente os criminosos que vão beneficiando da generosidade do estranho ordenamento jurídico português e possívelmente todos os que contribuíram e contribuem para que o mesmo ordenamento se mantenha tal qual como está. E, claro, os benfiquistas ameaçados pelos e.mails. É muita gente, é a tal orquestra cuja partitura já todos conhecemos.

Entretanto e por uma questão de contraditório, eis alguns dos argumentos que vão passando pela televisão, pérolas de gente 'muito preocupada' com a obtenção ilícita das provas! Há diversas nuances mas um traço em comum – embora não o digam, preferiam que nada se soubesse continuando tudo no segredo dos deuses. Para eles, mais importante que a revelação da prática de um crime é a reputação do presumível criminoso. E já falam em 'justiça privada' ou na possibilidade dos 'piratas' escolherem os alvos, ou seja, os corruptos a abater! Quem não deve não teme, mas pelos vistos, eles temem!

Concluindo o que está à vista de todos, o excesso de formalismos e garantias de que padece o actual ordenamento jurídico português (algo que desconfio tem intenções ocultas) não tem conduzido a que haja mais e melhor justiça, mas sim à impunidade, ao eternizar dos processos judiciais, transformando Portugal num paraíso da corrupção!

Sem mais, obrigado Rui Pinto!


quarta-feira, janeiro 29, 2020

Chicão!


Chicão ou Chiquinho é o que havemos de ver. Para já tem a seu favor a coragem de assumir posições que estavam guardadas no álbum de recordações do CDS. A ideologia é uma delas porque o CDS não pode ser um partido de protesto. Nem da unidose. Tem que ser uma alternativa cabal e diferenciada. Ou seja, na hora de votar os portugueses têm que saber qual é a diferença entre votar no CDS ou no PSD! No CDS ou no Chega?! E por aí fora. Para que isso aconteça, e face aos resultados recentemente obtidos, as propostas políticas do CDS têm que mudar. Nem o senhor de La Palice diria melhor.

Por exemplo nas questões que envolvem a defesa da vida o CDS tem que ser intransigente. O estado não pode dar a ideia que é favorável ao aborto. Mas é isso que actualmente acontece. E quem diz aborto, diz eutanásia, ou outras formas de pena de morte. O próprio referendo sobre estas matérias envergonha uma sociedade inteira e pouco se distingue do gesto do César quando decidia da vida e da morte no circo romano. É preciso sair da armadilha montada pela esquerda e arranjar representação para os portugueses que não se revêm no actual estado de coisas.

Noutra vertente, que no fundo é a mesma, o CDS tem que ser também intransigente na defesa da herança histórica que recebemos. Não basta cantar o hino, ele tem que bater certo com a realidade. O legado recebido não pode estar sujeito aos dislates de maiorias circunstanciais, que no limite, repudiem essa mesma herança. Entre esses legados está a herança católica, indissociável da nossa identidade como nação independente. Isto não faz do CDS um partido confessional mas evita que os actuais partidos 'confessionais', (irmandades maçónicas e outras) ocupem mais território. Eu sei que a constituição diz isto e aquilo, que o estado é laico, etc. etc. mas isso é o que dizem os outros partidos. O CDS, para ter razão de existência, não pode repetir as mesmas vacuidades. Tem que defender outras coisas. Recorde-se aliás que uma das medalhas do CDS, talvez a única, é o facto de ter votado contra esta constituição!

Termino com coisas mais leves que urge mudar no CDS. Aliás já tenho falado nelas mas a Cristas nunca quis saber disso para nada. Eu adivinho porquê, e o resultado foi o que se viu.
Em primeiro lugar na batalha contra a corrupção é estranho ver a Ana Gomes e não ver o CDS! Por isso, Chicão, uma das tuas primeiras medidas tem que ser proibir o pessoal político do CDS de ser comentador de futebol. Se não percebes o que é que a corrupção tem a ver com o futebol eu faço-te um desenho. E já que falei em futebol, sei que és de Coimbra, não deves ser da Briosa, era pedir muito, mas deves calcular quantos minutos é que são gastos na televisão pública a falar da Académica em comparação com Benfica, Sporting, ou FCPorto?! Faz as contas e quando as fizeres, terás a sensação que Coimbra já não é uma lição! Se conseguires emendar esta vergonhosa desigualdade de tratamento (na televisão pública) quer dizer que podemos contar contigo para emendar outras anormalidades. E talvez vote no CDS.

Saudações monárquicas

sábado, janeiro 25, 2020

'Malhas que o império tece'



Eu gosto da Isabel
Da sua imagem serena
Se errou fico com pena
Mas não deixo de gostar

São coisas do coração
É patetice talvez
Ou ainda a ilusão
Do império português!

Joacine é outra história
Olhos assim são pecados
E os deslizes da memória
Também serão perdoados

A bandeira é um busílis
A esfera sabe-lhe a pranto
Ela quer um arco-íris
Eu prefiro o azul e branco!

Nada de mais por enquanto
Mas aquilo que arrepia
É ver tanta hipocrisia
Na hora do desencanto!






sexta-feira, janeiro 24, 2020

As cleptocracias republicanas...

"A PGR portuguesa não vai fazer nada. Nunca fez". São declarações de Adriano Parreira, antigo embaixador de Angola em entrevista à RTP, explicando que as queixas que foi apresentando à PGR portuguesa, a primeira em 2011, nunca deram em nada. Nada que nos admire, do mesmo se queixa Rui Pinto, a propósito de outros leaks, e sabemos o que lhe aconteceu. Está preso, acusado de crimes menores, para que os crimes maiores andem por aí à solta! Ou não é assim?! 

Mas voltando ao título que dei ao postal, com reticências inúteis, parece que os portugueses realizaram uma nova descoberta, a saber - que a corrupção arruína os povos e as nações! Mas como não têm espelhos à frente do nariz, apontam o dedo para Angola para não ver o que se passa cá por casa! Bem sei que são realidades diferentes, ainda estamos na Europa, porém, a raiz da corrupção é sempre a mesma. All over the world. 

Começa com o assalto e captura do aparelho de estado por parte de um grupo organizado, pode ser um partido, uma maçonaria, uma quadrilha, que depois de se instalar faz as leis que lhe interessam, assegurando que quem as aplica, está dentro dos superiores interesses dos assaltantes. Esta situação costuma durar até à falência do respectivo país, sendo que os novos senhores, não havendo 'regulador independente', mais tarde ou mais cedo seguem pelo mesmo caminho. Compare-se a propósito a história da república portuguesa.


Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 23, 2020

Quadras à desfilada...

Há éguas que os donos
Me gabam, é certo
Mas vistas de perto
Não passam de uns monos.

A minha é tão fina
Que é só animá-la,
Já toda se inclina
Parece que fala.

Mas tem outras prendas
Tem tais predicados
Que passam por lendas
Se forem contados.

Em trote e galope
É que ela se anima
E carro em que tope
Saltou-lhe por cima.

Enquanto a Maria
Limpou a baixela,
Levou-me ela um dia 
De Faro a Tondela.

Saltei a Gouveia,
Toquei em Foz Côa, 
E em quase hora e meia
Entrava em Lisboa.

Das portas a casa
Fez tais diabruras,
Que três ferraduras
Chegaram em brasa.

Não há duas éguas
Assim neste mundo
Contando-se as léguas
São três por segundo.


João de Deus ('trote e galope')

https://www.youtube.com/watch?v=04EQz62kocQ

segunda-feira, janeiro 20, 2020

Actualidades


(A monarquia ou é serviço ou não é monarquia)

A monarquia não é o regime de um só, não assenta numa personalidade ímpar, um eleito entre os eleitos, nada disso, a monarquia é serviço público, vínculo dinástico que atravessa o tempo, com sucessão conhecida, reconhecida e aceite pelo novo monarca. E porque o rei tem família, a Família Real faz parte do serviço que é prestado pelo regime, esperando-se que seja exemplo para todas as famílias do reino. Vem isto a propósito da excitação republicana com tudo o que possa acontecer em torno das personagens reais. E se por acaso as personagens pertencem à coroa britânica então a excitação converte-se em histeria colectiva ocupando massivamente todo o espaço noticioso! O que nos leva a pensar que a tradição republicana já não é o que era!

No entanto alguma razão têm os media ao explorarem as infantilidades do príncipe Harry e sua mulher que querem ser príncipes para umas coisas e não para outras. É um sinal dos tempos, mas não é um bom sinal.


(Joacine em maus lençóis)

Do muito que se tem falado sobre o provável divórcio entre o Livre e Joacine convém reter duas coisas. Em primeiro lugar a boa notícia: - Joacine quando está zangada e grita não gagueja! A má notícia (para a esquerda) é que o Livre é pior que a Joacine! Em todos os sentidos. Conclusão: - é preferível ter a Joacine na assembleia a gaguejar do que o Rui Tavares a bolsar.


(Portugal lava mais branco)

São ecos vindos de fora mas não é uma novidade, é uma notícia velha. Continuarmos a fingir que não é nada connosco, também não é novidade.


Saudações monárquicas

segunda-feira, janeiro 13, 2020

Eleições no PSD, ultimas cartadas!


Como sabemos (alguns fingem que não sabem) a maçonaria controla tudo em Portugal. Isto acontece desde o advento do liberalismo, as causas são várias, não é o momento de as elencar, mas a consequência mais evidente tem sido a transformação do país em moço de fretes de interesses estranhos à sua matriz. É por isso que na análise de qualquer assunto de ordem política, e que envolve normalmente uma escolha, o melhor é tentar perceber o que se passa nos bastidores.

Façamos então algumas perguntas: - Por exemplo, a quem aproveita a candidatura de Pinto Luz?! E a resposta é óbvia – objectivamente serviu para que Rui Rio não fosse eleito à primeira volta. Veremos se consegue fazer-se eleger à segunda.

Tentando ser mais directo - qual é o candidato que no caso de ser eleito pode garantir a 'evolução na continuidade?! Refiro-me à velha alternância entre PSD e PS, como se fossem partidos substancialmente diferentes, enganando assim os portugueses?! 

A resposta é simples: - Luís Montenegro.

Na verdade a única coisa que preocupa a nomenclatura é o facto de com Rui Rio o PSD deixar de ser um albergue espanhol passando a ser apenas um partido social democrata. E com a dimensão que normalmente tem um partido social democrata. Dito por outras palavras, estão preocupados com a possibilidade de haver mais transparência política o que como se sabe não convém a quem se habituou a servir interesses ocultos.


Saudações monárquicas

quarta-feira, janeiro 08, 2020

Começou mal, muito mal!

O novo ano começa mal! Começou com um assassinato frio, premeditado, como se fosse uma vingança entre gangues do mesmo ofício! O factor tecnológico, um drone, torna o acto ainda mais repulsivo. E bem pode a administração americana justificar-se com o que quiser, ou adjectivar o general iraniano como quiser - terrorista, sanguinário, etc, - porque o que fica na mente das pessoas é a execução de uma pena de morte decretada, não por um dirigente islâmico, mas pelo chefe de estado de uma nação cristã. É este o 'exemplo' que vamos deixar.

Mas como se não bastasse Donald Trump comete também um erro político. Estranho se pensarmos que apesar do seu estilo um tanto ou quanto bizarro, a verdade é que vinha acertando o passo americano na cena internacional. Desta vez errou e agora vai ser muito difícil concertar os estragos. Não se trata de bater os Persas porque ao longo da sua história milenar eles acabaram sempre por ser vencidos. O mais difícil (para o ocidente) será derrotar a próxima potência regional... Deixo as reticências aos adivinhos.

sexta-feira, janeiro 03, 2020

2020 e o resto...


Olhando em frente já não podemos dizer que estamos 'a meio da jornada', idade em que se começa a escrever o poema de uma vida. Esse momento passou. Para trás ficaram memórias boas e más, e longas travessias em busca de tudo e de nada ao mesmo tempo. Hoje a única profecia permitida chama-se esperança!


terça-feira, dezembro 31, 2019

Crónica do segundo achamento...


'Senhor,

Posto que o capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que para o bem contar e falar, o saiba pior que todos fazer.
Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para aformosear nem afeiar, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu.'

Assim, vindos de uma aventura nas Arábias, resolvemos tentar a sorte no Brasil que embora já não pertença a Vossa Alteza, não deixou de ser a grande pátria da língua portuguesa. Escolhemos o Flamengo não para lembrar a ocupação holandesa, até porque nada tem a ver com isso, mas porque se trata de um dos maiores clubes brasileiros sendo assim mais fácil conseguir triunfos e glórias que pudessem embelezar o brasão lusitano. A Taça dos Libertadores que conquistámos será esse testemunho, ao mesmo tempo irónico, na medida em que foi obra do antigo colonizador!

'Deste porto seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, sexta feira, primeiro dia de maio de 1500.'




terça-feira, dezembro 24, 2019

quinta-feira, dezembro 19, 2019

'Na lavandaria república a justiça lava mais branco'















Podia ser uma frase publicitária de um qualquer paraíso fiscal, podia ser uma anedota para entreter o pagode, ou pode ser a realidade de um regime cuja justiça parece perseguir, não os corruptos, mas quem os denuncia! Com efeito ao ver Ana Gomes a contas com a justiça portuguesa, por ter denunciado a cleptocracia angolana na pessoa de uma das suas mais proeminentes figuras, ou ao ver Rui Pinto há longos meses em prisão preventiva, como se fora um criminoso da pior espécie, enquanto os que ele denunciou andam cá fora a passear, sou forçado a concluir que em Portugal quem manda, de facto, é a corrupção! O resto são desculpas e muita presunção de inocência. Presumindo que somos todos parvos.

Saudações monárquicas


Adenda:
De vez em quando é preciso explicar porque é que no final dos meus postais me despeço com as saudações monárquicas! Explico: - Nos casos em que o regime em vigor não vem à baila as saudações servem apenas para me despedir lembrando que existe outro regime para além da república. Mas na maior parte dos casos, e este postal é um bom exemplo, as saudações monárquicas são sobretudo um termo de comparação com as monarquias europeias onde por regra a justiça funciona de forma eficaz e imparcial. O que faz toda a diferença para as repúblicas que conhecemos. Aqui, tudo vai a votos, incluindo o árbitro! Nestas circunstâncias, a justiça é fácilmente capturada pelos que conquistam o poder. 

sábado, dezembro 14, 2019

Uma questão de transparência


Rui Rio confrontou os outros dois candidatos à liderança do PSD sobre o facto de pertencerem ou não a alguma maçonaria e eu acho que fez bem. É claro que logo apareceram vozes, José Miguel Júdice, por exemplo, a criticarem Rio com aqueles argumentos que já todos conhecemos: – ataques pessoais, jogo sujo, e comparações com Donald Trump. Argumentos que distorcem a realidade, e que no fundo, são sempre a favor da opacidade, que é o contrário da transparência!

A ver se nos entendemos, o problema não é pertencer à maçonaria, seja ela qual for, de facto uma decisão do domínio privado e cada um faz o que quer da sua vida. Desde que evidentemente o faça dentro da legalidade vigente. Acontece porém, que ao contrário de outras organizações de filiados ou adeptos, os maçons, não se identificam como tal, nem existe nada que identifique a sua ligação a este tipo de organizações! Organizações que como sabemos cultivam o secretismo, e que existem como se não existissem! Daí as suspeitas sobre os seus verdadeiros objectivos e métodos. Suspeitas que recaem naturalmente sobre aqueles que suspeitamos serem seus adeptos ou membros.

É por esta ordem de razões e não por outras que Rui Rio confrontou Montenegro e Pinto Luz. Razões simples de entender porque o que está em causa não é da vida privada de ninguém mas sim a vida pública que os candidatos pretendem assumir. Cargos públicos que envolvem a representação de terceiros, e onde facilmente podem surgir conflitos de interesses. E nestas circunstâncias subsiste sempre a dúvida sobre os interesses que prevalecem! Serão aqueles pelos quais foram eleitos?! Ou serão outros, secretos, de uma agenda que os eleitores desconhecem?!

Nada como um bom exemplo: - quando um padre católico se candidata a determinado cargo público, os eleitores sabem, primeiro, que ele é padre, segundo, que em caso de conflito de interesses entre a obediência a Deus e a obediência aos homens, ele optará por Deus. E ninguém sai enganado.

quinta-feira, dezembro 12, 2019

Ainda a regionalização...


Eu sei que neste ponto me afasto do pensamento da chamada direita portuguesa, que 'por muito que nos custe a todos' não deixa de ser republicana. E a república é por natureza unitária, incapaz de conviver com as diferenças, a sua fórmula imperial é cesarista. Dito isto compreendemos o equívovo republicano sobre o 'império português', compreendemos o seu fim quando deixou de ser um espaço aberto à representação de quem quisesse pertencer-lhe. Esse modelo só funciona em monarquia. Basta olharmos para a Inglaterra.

Voltando à regionalização, promessa inscrita no texto constitucional, a respectiva polémica só se compreende à luz dos factos que acima enumerei. E os argumentos (contra) chegam a ser ridículos: - 'temos as fronteiras (consolidadas) mais antigas da Europa'! Apontando ao mesmo tempo para o 'perigo' catalão!
Um argumento que à semelhança do utilizado pela segunda república - 'Portugal é do Minho a Timor' - só nos dá a garantia de que caminhamos a passos largos para o Condado Portucalense!

A discussão tem que ser outra. Em primeiro lugar devíamos aprender com a experiência das regiões autónomas da Madeira e dos Açores. A grande dificuldade reside, como é fácil de perceber, no facto de existirem dois poderes eleitos por voto directo e universal – o presidente da república portuguesa por um lado e os presidentes das regiões autónomas por outro. Poderes esses que quando entram em confronto é sempre um sarilho. Um sarilho republicano. Daí o alarido que se está a levantar com a proposta do PS de avançar para a eleição directa dos presidentes das actuais comissões regionais. Marcelo naturalmente reagiu.
É o eterno problema da república: - quer que tudo vá a votos, mas depois tem medo dos votos!

Soluções?!

Na minha modesta opinião, insisto, a autonomia regional é o único remédio que existe para o centralismo lisboeta e para a corrupção que lhe anda associada. E consequentemente para o desenvolvimento daquelas regiões que todos sabemos quais são. Onde não há gente nem trabalho. Quanto às palavras que não querem dizer nada a 'descentralização' é uma delas. É uma maneira de continuar tudo na mesma. Com a dita descentralização o Infarmed nunca sairá de Lisboa. Finalmente o 'perigo catalão' é uma 'doença de abundância'. A Catalunha tornou-se, através da autonomia, na região mais rica de Espanha. Nada de confusões. Egoísmo e folclore político é outro assunto.

Saudações monárquicas

sexta-feira, dezembro 06, 2019

Ventura tem dois problemas!


Dois problemas para resolver! Um do foro íntimo que insiste em transportar para a opinião pública com toda a carga de emoção e irracionalidade que ele contém. Estamos a falar do Benfica, não o clube de futebol, mas da pretensa 'instituição' em que está transformado, espécie que só tem paralelo nos 'clubes do estado' da extinta união soviética. O mesmo acontece aliás com Sporting e FC Porto, embora em menor escala. E o facto de hoje em dia (práticamente) só haver adeptos desses três clubes não melhora o problema, antes o complica.

Mas voltando ao Ventura e às esperanças que legitimamente nele se depositam não é coerente afirmar-se paladino do combate à corrupção e ao mesmo tempo silenciar o tema quando a suspeita possa envolver o Benfica! E não pode haver nada mais suspeito que esta coincidência quase anedótica dos chamados 'amigos do Vieira' (e do Benfica!) estarem todos a contas com a justiça... e o Vieira, nada! Ou só vai ser incomodado quando deixar de ser presidente das águias?!
Espero que Ventura faça uma profunda reflexão sobre este assunto e que não responda – 'à justiça o que é da justiça'! Para isso já temos o Costa!

O segundo problema tem a ver com a regionalização mas curiosamente também entronca na corrupção! Ventura é contra a regionalização argumentando que seria mais uma duplicação de tachos e mordomias aumentando assim o peso do estado e o encargo dos contribuintes. Posso concordar mas também concordo com o presidente da Câmara Municipal do Porto quando diz que o grande adversário da regionalização é Lisboa e o seu vício centralista! Vício que não há maneira de ultrapassar!

Por outro lado, e esta é a minha opinião, não nos podemos esquecer que a única grande realização desta terceira república, aquela que ficará na sua lúgubre história, tem a ver com a criação das regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Criação que transformou pobreza em riqueza, como está à vista de todos!
Por isso Ventura, cuidado, muito cuidado com essa tua faceta lisboeta. Tens outras melhores. Muito melhores.


Saudações monárquicas


Nota: O rei e as regiões é sinónimo de grandeza e coesão! A república unitária é sempre a perder! Quando eu nasci era do Minho a Timor... Ventura, vê bem onde é que já vai! Quando perceberes isto... percebeste tudo!

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Ginástica infantil


Para se ter uma ideia sobre o que se passa em Portugal é preciso fazer o pino e nessa incómoda posição tentar perceber os acontecimentos. Foi assim que chegámos à conclusão que afinal tivemos um primeiro ministro milionário cuja progenitora, além de sustentar as suas extravagâncias, financiava também a república, os respectivos bancos, antes de falirem, e muitas outras entidades e pessoas que só no decorrer do processo saberemos quem são. Isto se Deus nos der muita saúde porque pelo andar da carruagem é coisa para os nossos netos.

Noutro registo, e já numa posição normal, insisto numa sugestão que fiz há alguns anos e relativamente a casos de corrupção em que estivessem envolvidos personagens e entidades importantes do regime. Envolvidos mas inocentes até prova em contrário, bem entendido. E a sugestão era arquivar o assunto poupando o dinheiro dos contribuintes e da fazenda nacional. Havia alguns prejudicados, desde logo os contribuintes e a fazenda nacional, mas entre o deve e o haver, não tenho dúvidas que o saldo era francamente positivo. Prejudicados mesmo só estou a ver os escritórios de advogados e a comunicação social. Quanto aos escritórios de advogados até era justo que sofressem uma vez que são eles que normalmente engendram a malha legal por onde fogem facilmente os tubarões. Quanto à comunicação social, ela não se atrapalha! Há sempre uma mesa redonda sobre o futebol indígena em lista de espera.


Saudações monárquicas

domingo, dezembro 01, 2019

Portugal em primeiro!

Quando eu  à noite me deito
Fico a cismar no meu leito
Que o nosso maior defeito
É dar à esquerda o direito...

De nos faltar ao respeito
Destruindo o que foi feito
Numa história milenar!

E a propaganda da seita
Desfaz também na direita
Diz que é deserto, maleita,
Nó de gravata que enfeita...

Gente ruim, imperfeita,
De quem a gente suspeita
Que só nos quer enganar!

Mas bastou um forasteiro
Pra varrer o nevoeiro
E a verdade ficou nua!

A esquerda foi bloqueada
E a direita envergonhada
Já pode sair à rua!

Basta, chega companheiro
Basta chega de amargura
Põe Portugal em primeiro
Basta, chega de clausura!