terça-feira, fevereiro 19, 2013

A prova provada!

Quando faço o meu exame de consciência (de vez em quando) gosto de testar as minhas opiniões, especialmente aquelas que podem causar algum arrepio aos leitores mais sensíveis. É o caso do postal – ‘Filhos da nação’ - onde afirmo (desassombradamente) que a bandeira verde rubra (dita nacional) ostenta as cores da ‘sonhada’ união ibérica! Sonhada pelos republicanos, entenda-se. Sonho (ou pesadelo) que continuam a acalentar (hoje) afirmando-se federalistas sem qualquer pudor! Federalismo que há-de passar inevitávelmente por Madrid.

E para que tudo fique clarinho como água nada melhor que pôr a falar sobre o assunto os próprios republicanos (ou ex-republicanos) pois como se sabe, ‘zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades’. Reportemo-nos então ao que escreveu (à época) Homem Cristo (Pai) – que pertenceu ao directório do Partido Republicano - sobre as origens (e significado) do verde e encarnado da actual bandeira:



“Em 1873, ao ser proclamada a República espanhola, já os nossos redentores estavam divididos em três grupelhos: os democratas, os republicanos moderados e os federais. Foi este último que fundou o Centro Republicano Federal que teve por órgão na imprensa O Rebate. A vida desta gazeta, dirigida por Carrilho Videira e redigida por Magalhães Lima, Silva Pinto e Sérgio de Castro, foi, como a de todas as outras, tão atribulada que em 17 de Dezembro de 1873 se viram os amigos do periódico coagidos a dar-lhe um benefício no Teatro do Príncipe Real, em Lisboa. Entre outros tomaram parte na festa Oliveira Marreca, Latino Coelho, Sousa Brandão, Luciano Cordeiro, Elias Garcia, Bernardino Pinheiro e Osório de Vasconcelos. Gomes Leal colaborou com duas poesias, Mundo Velho e Tributo de Sangue, recitadas por Silva Lisboa, que apareceu no palco acompanhado por uma criança vestida de verde e escarlate, com uma bandeira vermelha na mão direita e um número d’O Rebate na mão esquerda.

Eram essas as cores da bandeira federal, isto é, da bandeira ibérica. Este pormenor é curioso e explica a preferência dada pela República do 5 de Outubro às cores verde e escarlate sobre as cores azul e branco. Como toda a gente sabe, foi Teófilo Braga o mais renhido defensor, depois do 5 de Outubro, da cor verde e escarlate. Ora Teófilo Braga foi sempre federal. Isto é, sempre partidário da incorporação de Portugal na Espanha ou – que outro nome não tem, empregue ele os sofismas que empregar – da perda da independência nacional. Ele e quase todos os republicanos portugueses. Por isso ele e quase todos quebraram lanças pela cor verde e escarlate, em todo o tempo a sua cor amada, a sua cor dilecta” (revista Ideia Nacional, nº 12, 24-IV-1915, pp. 378-379).



Como se queria demonstrar.



Saudações monárquicas

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

As funções do estado e a grande mentira!

Lavra grossa polémica sobre as funções do estado, a esquerda indigna-se, empertiga-se, o governo tenta, mas não consegue, a confusão instala-se, de propósito, as mentiras do regime fazem o seu caminho. E nós, nisto!


Vamos lá ver: - as funções cometidas à comunidade (erigida em estado) são muitas, são imensas, delas se excluindo evidentemente aquelas que têm caráter eminentemente individual, como respirar, a higiene pessoal, comer, etc. A alimentação nacional é outra coisa, porque essa já é uma função do estado. O que não quer dizer que a mesma não possa ser feita em casa de cada um, na cozinha, evitando-se assim a cantina pública. E evitando ao mesmo tempo que os cozinheiros se tornem funcionários públicos. O mesmo se diga para as outras profissões, incluindo trabalhadores dos transportes, calceteiros, professores, enfermeiros, médicos, etc. Ou seja, não se vislumbra qualquer vantagem (para a comunidade) que as pessoas que asseguram a maioria das funções do estado sejam funcionárias públicas. Ainda por cima, com direitos e deveres diferenciados de trabalhadores que prestam os mesmos serviços, mas que não são funcionários públicos! Não sei se me faço entender!


Cá para mim, o vínculo entre função do estado e funcionário público só deve existir em se tratando de: - forças armadas regulares, forças policiais, juizes, e um restrito grupo de trabalhadores da administração central do estado. Comissões de serviço (em casos pontuais ou excepcionais) é outro assunto e não exige vínculo.


O contrário disto e nos tem levado à falência (porque todos querem ser funcionários públicos) é o que existe agora! Situação que pelos vistos ninguém consegue mudar!


A continuarmos assim, talvez fosse preferível, por ser mais coerente (e mais barato) assumirmos de vez o modelo coreano, fardados de cotim e bandeirinha na mão!




Saudações monárquicas

sábado, fevereiro 16, 2013

Um país de excessos!

Se Portugal fosse um teatro, se o drama ou a comédia fossem sujeitos a uma crítica fina, (como agora se diz), eu diria que existem demasiados actores a representarem o mesmo papel e o mesmo personagem!

E qual é esse personagem tão do gosto nacional! É fácil de adivinhar, basta pôr os olhos no palco e logo se descobre ‘o funcionário público’ em todo o seu esplendor! Imensas vozes, imensas entradas, imensas deixas, para usar uma linguagem mais de acordo com a arte. Ele é o bloco de esquerda, ele é o partido comunista, eles são ‘os verdes’, ele é o partido socialista, ele é (pelo menos foi) o chamado partido social democrata, e depois são, como é óbvio, todos os sindicatos que se prezem, a começar na UGT e a acabar (em grande) na Intersindical! É caso para respirar fundo e deixar escapar um longo… ‘uff’! Para concluir logo de seguida: - tamanha representação traz água no bico e mais não posso dizer, a não ser… pobre orçamento de estado! É que os impostos, assim, não descem. Ai não descem não.



Saudações monárquicas

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Os filhos da nação!

Os filhos da nação são aquilo que temos, melhores ou piores, não temos outros. Convinha portanto ensiná-los o melhor possível, convinha acabar com as mentiras e com a propaganda, que em nada contribuem para respectiva formação.



Na escola, os filhos da nação continuam a ser enganados pelos professores, também eles já enganados pelos professores dos professores! Logo desde tenra idade! Ao nível da terceira classe! Assim, por exemplo, quando se ensina qual o significado das cores da bandeira nacional (o verde e o encarnado) lá vem a mentira piedosa e ridícula: - que o verde significa a ‘esperança’ e que o encarnado significa o ‘sangue derramado pelos portugueses’! Como se a esperança não fosse comum a todos os povos, como se o sangue derramado fosse um exclusivo português! Como se a esperança e o sangue fossem sinais distintivos da nossa identidade!


Claro que não são. E ficamos sem perceber por que razão o verde da esperança há-de ser mais pequeno que o encarnado do sangue! Com historietas deste género não é de admirar que as criancinhas se tornem obtusas e ainda mais infantis quando crescerem.



E a verdade pura e dura sobre a bandeira já a expliquei aqui inúmeras vezes: - trata-se de uma bandeira partidária, imposta aos portugueses pelo partido republicano em 1910, e as cores são nem mais nem menos que as cores da bandeira da carbonária, braço armado da maçonaria. O que simbolizam essas cores?! Pois bem, o verde (mais pequeno) simboliza Portugal numa idealizada união ibérica. O encarnado simboliza Castela, nessa mesma união. Nada mais simples. Custa assim tanto dizer a verdade?! Claro que custa, porque quer o verde quer o encarnado nada têm a ver com as cores de Portugal. Nada tem a ver com o azul e branco que o Fundador (Afonso Henriques) ostentava. Azul e branco que são de facto as cores e o símbolo da nossa independência.


Tudo o resto é propaganda enganosa.




Saudações monárquicas




Nota básica: “O símbolo é o nada que é tudo”. Quando o renegamos, ficamos sem nada, e o fim está próximo.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

A fuga!

A fuga para a frente (própria de regimes falidos e sem qualquer estratégia) está na ordem do dia! Grandes impulsionadores deste movimento, essencialmente demissionário, são naturalmente os socialistas! Socialistas de todo o mundo uni-vos que alguém há-de tomar conta de vós! Quem?! Para já essa nebulosa chamada ‘federalismo’! A seguir, aquilo que normalmente vem a seguir, a desilusão e a dependência elevadas ao quadrado. E lá os vimos no ponto de encontro, sorridentes, Seguro e Ségolene, real sem realeza, que a França contenta-se hoje, tal como nós, com falsas dinastias. Dinastias do tipo: - mulher que sucede a ex-marido e vice-versa! Coisa triste.

Mas voltemos à fuga. E no preciso momento em que a Inglaterra (nossa visceral aliada) se afasta da união europeia (e do federalismo), eis que surge Seguro a reafirmar (triunfante!) o seu entranhado federalismo! É claro que isto só pode querer dizer que Seguro não tem qualquer noção da história de Portugal! Tão pouco tem qualquer ideia para Portugal! A não ser a ideia de protectorado. Só não disse se prefere que a capital seja Madrid, Paris ou Bruxelas!

Ora bem, para isto, não precisamos de Seguro para nada. Dos socialistas, idem. Podem finar-se que não fazem falta nenhuma.

Para isto… basta continuarmos à deriva.



Saudações monárquicas

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Jaime Neves, fronteiro de Abril!

O interregno é um tempo de esquecimento, um tempo morno, de pequenos lances, poucos cometimentos, meias verdades, muitas mentiras, um tempo em que todos vivem bem com o mal dos outros. Os princípios ficam a meio, a Pátria é conceito abandonado, as novas gerações não a reconhecem. Não a reconhecem porque não traz segurança, não dá emprego, não está nas prateleiras dos hipermercados, não se ouve nos hi-phones!


Jaime Neves é um desconhecido. Curiosamente, apenas a esquerda o identifica, foi um adversário. A direita não existe, nem na memória, nem no pensamento.


O antigo comando morreu recentemente de forma discreta, não houve estremecimento nacional. No seu tempo, quando defendíamos o império, conheci-o, um breve encontro em Setúbal, partia ele para mais uma missão em África. Alguns anos mais tarde, em Novembro de 1975, defendeu a liberdade de todos contra ‘as liberdades’ de alguns. Contra as liberdades de Álvaro Cunhal! Venceu. Entretanto o país foi vencido. Essa a razão por que não houve um voto de pesar unânime na assembleia da república!


O interregno continua.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Perder a paciência

Estamos a chegar ao limite da paciência e não é própriamente contra o governo, é contra a oposição! Então não querem lá ver que o parlamento também faz greve?! Sim, a oposição fez hoje greve, recusando-se a discutir a reforma do estado! Bem sabemos porquê. A verdade é que este estado lhes agrada e a razão é simples: - trata-se de um estado socialista, governado em alternância por sociais-democratas e socialistas, um estado recheado de funcionários públicos e semi-públicos, onde portanto ninguém quer mexer. Passos, uma boa surpresa, insistiu, explicou que era preciso reduzir a despesa de forma sustentada para o futuro, uma evidência que os 'grevistas' não querem ver, nem querem mudar.

Aqui chegados, é preciso esclarecer os senhores deputados grevistas do seguinte: - num país socialista as greves estão interditas a todos aqueles que vivem do orçamento de estado. Pois sendo o estado pertença do povo não faz sentido que o povo faça greves contra si próprio! Os trabalhadores privados, sim, esses podem fazer greves. Mas é claro que não fazem. Porquê?! Porque têm um patrão mais exigente. Para bom entendedor...

Saudações monárquicas 

terça-feira, janeiro 22, 2013

Boas noticias para Portugal, más noticias para a esquerda!

Estava eu a dormitar junto á televisão e eis que surge a noticia breve, dita sem entusiasmo pela locutora de serviço: - o governo vai amanhã voltar aos mercados para se financiar, antecipando assim em uma série de meses uma das suas promessas. E acrescentava no mesmo tom: - Portugal conseguiu que o pagamento da dívida fosse protelado no tempo, indo ao encontro das recorrentes sugestões da oposição.
Pois bem, um a um, desde Seguro ao Bloco, nem um elogio, nem o silêncio que o pudor aconselhava, pelo contrário, choveram as críticas, porque 'não há qualquer mérito do governo', ou porque 'já foi tarde'!
Quem, desembarcado de Marte, ouvisse aquilo, regressava imediatamente a Marte. Foi o que eu fiz.

Saudações monárquicas 

terça-feira, janeiro 15, 2013

O paradoxo francês!

Prisioneira (na Bastilha) da sua própria revolução, guilhotinada na sua antiga religião e cultura, bonapartista por consequência e vaidade, a França vive hoje o momento culminante do seu paradoxo!


Explico: - depois de se deixar invadir e infiltrar por tudo o que lhe era (e é) estranho, desde o laicismo mais gritante, ao desregramento dos costumes, mais aberrante, ao islamismo mais triunfante, ei-la a soerguer-se contra tudo o que atrás fica descrito, intervindo no Mali em defesa dos valores essenciais da civilização ocidental! Uma atitude de coragem e de alto risco!


Traz à memória a ideia (e o esforço) do Desejado, que no seu tempo tentou antecipar-se ao previsível cerco do flanco sul da Europa. Na altura chamou-se Alcácer Quibir e poucos são os que ainda hoje compreendem a grandeza desse gesto!


No outro lado do paradoxo, como que a explicá-lo, mas em desespero de causa, assistimos a uma manifestação de homossexuais contra a adopção de crianças por … homossexuais! No fio condutor, os valores de que se reclamam as várias religiões do Livro. Dir-se-á que mais vale tarde do que nunca, mas que tudo isto é estranho, isso é.






Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Orçamento 2013

Ando frenético,
De frenesim,
De comoção,
Estou desarmado,
Vivo cansado,
Tomo remédios,
Sobe a tensão,
A noite desce,
Queimo um cigarro,
Pura ilusão,
Fui promulgado,
Logo enviado,
A tribunal,
Rogo aos juizes,
Aos meus santinhos,
Às meretrizes,
Estou inocente,
Que mal fiz eu
A tanta gente,
Já perceberam,
Sou orçamento,
Querem comer,
É natural,
Mas sem haver
Só por milagre
Constitucional!
Sua excelência
Não é normal
Anda a pedir,
Anda a servir,
Mas quer mandar,
Eu é que sofro,
Com tanta gralha,
Como eu lamento,
Sou orçamento,
Não tenho palha
E nunca vi…
Tanto jumento!

quarta-feira, janeiro 09, 2013

O relatório do nosso descontentamento!

Ei-lo, a pedido do governo, o relatório do FMI, com as conclusões que todos adivinham, com as indicações que todos temiam. Aliás, este relatório só acontece porque o governo não teve a coragem de afrontar (e enfrentar) a desmesurada (e injusta) gordura do estado. Foi assim mais fácil pedir aos credores internacionais para dizerem a verdade. E a verdade que o FMI descobriu é fácil de descobrir: - por detrás de uma fachada mais ou menos modernaça esconde-se a velha república socialista… quase soviética! Onde tudo ou quase tudo depende do estado!


Nesta perspectiva, esta terceira república é muito parecida com a segunda, com duas assinaláveis diferenças: - em primeiro lugar não existe censura prévia. Nem ela seria possível, hoje, na união europeia, e na situação de dependência em que nos encontramos; em segundo lugar, o Dr. Salazar nunca cairia no erro de tornar a função pública mais atractiva que a actividade privada. Mas as luminárias de Abril não se contiveram e por isso chegámos ao ponto a que chegámos. Estou até convencido que o primeiro grito do recém-nascido em qualquer maternidade portuguesa é apenas um: - eu quero ser funcionário público!






Saudações monárquicas

terça-feira, janeiro 08, 2013

Está suspensa, sim senhor!

E quem disser o contrário está a mentir. Claro que a constituição está suspensa desde que o país sofreu a intervenção de credores externos. Credores que impuseram as suas condições. Condições indispensáveis ao funcionamento do estado tal como se encontra organizado. E pouco importa que a intervenção tenha sido solicitada por nós… em desespero de causa! Para o efeito é o mesmo. E o efeito consiste em abdicarmos, por determinado período de tempo, da essência normativa que pressupõe qualquer texto constitucional.

Mas podemos ir mais longe: - também devem considerar-se suspensos, ou pelo menos limitados, os vários poderes que a mesma constituição atribui aos diversos órgãos de soberania. Presidente da república incluído. É aliás por causa disso que a assembleia da república não aprova legislação contrária ao memorando da tróica. É também por causa disso que o presidente promulga o orçamento embora não concorde com ele. E será por causa disso que o tribunal constitucional tudo fará para minimizar as inconstitucionalidades que eventualmente existam. Porque se o não fizer ficará com o ónus de abrir uma crise política sem retorno. Ou cujo único retorno será o agravamento das medidas que actualmente já penalizam, e muito, o bolso dos portugueses.

‘Os dados estão lançados…’ e só alguém com pretensões a César poderá atravessar o Rubicão!

Muito sinceramente, não vejo que seja Aníbal Cavaco Silva.





Saudações monárquicas

sexta-feira, janeiro 04, 2013

O círculo dos robertos!

Já que estamos em maré de circos e quadraturas vamos até à praia recordar os inolvidáveis robertos! Os velhos fantoches que se agitavam atrás de uma barraquinha e faziam as delícias da pequenada. O enredo é simples. A personagem principal também: - Dona Inocência da Constituição!


Diz o Costa – então não querem lá ver que o Catroga quer mexer na nossa Inocência! É preciso muito descaramento! Uma senhora daquelas! Tão séria, com uma linhagem tão antiga! Anda Pacheco, diz qualquer coisa! Afinal tu és historiador… pelo menos gostas de contar histórias!


Pacheco entra em cena e confirma: - Pois.


Costa prossegue: - nunca é demais recordar a origem da nossa Constituição! Ela descende em linha recta da revolução francesa! A mesma que deu o peito ao Napoleão! É prima em primeiro grau da Carbonária, uma rapariga acima de qualquer suspeita! E se não me falha a memória tem (ou teve) muita parentela soviética. Em democracia não há melhor!

Portanto, responsabilizar a Dona Inocência pelo descalabro das contas públicas só pode ser má vontade!


O Lobito interrompe: - eu não sou de intrigas mas parece-me que a Dona Constituição anda a viver fiado há muito tempo. Além disso, hipotecou-se à união europeia sem dar cavaco a ninguém! E pior ainda, vendeu-se à troika por dinheiro! Ora isto não condiz com a linhagem. Nem com a soberania. Ou condiz?!


Pacheco exalta-se: - Oh Lobito, não mudes de assunto! O governo tem que cumprir o acordo sem ofender a Dona Inocência e pronto. Se não conseguir governar nessas condições… pronto também!



A pequenada, entretanto, foi ao banho. O dono da barraquinha diz que para a semana há mais.




Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Dona constituição falida!

(Primeiro acto)


Dona constituição apresenta-se e vai dizer de sua justiça! Ela e um grupo de pessoas que a grande maioria dos portugueses não conhece, nunca lhes viu a cara, mas que no recato do palácio Ratton (que coincidência de nome!) se preparam para desgovernar sem que para tal tenham sido eleitos!


Vira o disco e toca o mesmo. Dizem que é assim que (a coisa) funciona em todas as latitudes! Em todas as latitudes pode ser, só que não é em todas as latitudes que existe um país intervencionado. E que se obrigou (perante os credores) a tomar um conjunto de medidas concretas … queira ou não queira, goste ou não goste. Resumindo e concluindo, fazer floreados nestas circunstâncias, só pode ser brincadeira de mau gosto.



(Segundo acto)


Os floreados são do presidente que entretanto reentrou em cena na vã tentativa de agradar a todos! Diz que jurou defender a constituição, o que pode acontecer a qualquer um que se candidate ao cargo. Aqui não há novidade. O problema, impossível de disfarçar, é outro: - trata-se de uma constituição socialista, que apesar das várias revisões, mantém o mesmo fio condutor, mantém a mesma raiz. Por consequência, em nome do ideário socialista, é sempre possível descobrir inconstitucionalidades em normas que se afastem daqueles princípios. O que em certa medida é o caso deste governo. Resumindo e concluindo, o actual presidente jurou afinal defender uma constituição socialista e quem nele votou nunca saberá se o próprio tem consciência disso! Por outro lado, uma constituição socialista está sempre pronta a chumbar um orçamento e a derrubar um governo não socialista. Tenha esse governo maioria absoluta ou não! Se ainda não o fez a razão é simples: - este governo é (por enquanto) o garante do recebimento do cheque que sustenta esta constituição e este socialismo falido.



(terceiro acto)


Dona constituição falida, em desespero de causa, deita culpas à Alemanha! Queixa-se que a Europa já não é socialista, já não é solidária. Adeus federalismo, adeus constituição napoleónica, o ideal jacobino a passar dias difíceis! Porque a injustiça do mundo não tem medida! Especialmente quando se deixa um testamento fantástico! Relacionemos alguns dos bens (na parte que nos toca): 


- O país mais desigual da união europeia;

- O segundo lugar em número de funcionários públicos per capita;


- O record de desemprego… privado;


- O record de garantias (e dilacções) para arguidos judiciais;


- Campeão de auto-estradas e rotundas;


- Bota de ouro em parcerias leoninas;


- Honoris causa em desertificação; abandono da agricultura, das pescas, da indústria;


- Prémio especial para curiosidades: - pedofilia sem pedófilos; corrupção sem corruptos; etc.


- Licenciaturas ao domicílio; geração mais diplomada de sempre; mestres antes de serem aprendizes;


E finalmente, entre tantos outros bens, a independência ligada ao euro, ao preço da uva mijona.



Com esta constituição vamos longe!


Desce o pano.




Saudações monárquicas

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Pergunta de fim de ano!

Já que falamos de burlões (e todos falam!) vamos lá colocar uma pergunta elementar, que é a seguinte: - imaginemos por um segundo que o dito burlão (de quem se fala) era homem inclinado para as direitas! Já imaginaram?! E num esforço maior, imaginemos também que as direitas utilizavam a táctica leninista de multiplicar ‘organizações’, estilo ‘observatórios’, ‘fóruns’, etc., para darem a ilusão de que são muitos! Já imaginaram?! E agora só lhes peço um último rasgo de imaginação: - imaginem que o nosso burlão (da ONU) apoiava a política de austeridade do actual governo! Com argumentos e teorias!


Pergunto então: - acham que a comunicação social lhe estendia algum microfone para o homem explanar as suas ideias?! Acham que alguma ‘SIC da vida’ convidava semelhante personagem para contracenar?! Ainda que não fosse burlão?!


Fica a pergunta. A gente vê-se para o ano. Umas boas entradas para todos. E claro…




Saudações monárquicas

quarta-feira, dezembro 19, 2012

TAP sim, TAP não!

Estado forte, sim, estado gordo, não, eis a questão! É evidente que em circunstâncias normais haveríamos de fazer tudo para manter a TAP ao serviço dos interesses estratégicos portugueses. Mas também é evidente que só chegámos a este dilema porque o estado é hoje refém de grupos de interesses que a coberto da constituição dele se apropriaram no decurso desta ‘longa noite socialista’! Para fazer um paralelo com as mil e uma noites que as várias repúblicas (sendo sempre a mesma) nos vão proporcionando!

Por isso estou hoje dividido entre manter a TAP (e as outras empresas estratégicas) na esfera do estado ou a possível privatização, com todos os riscos que isso acarreta. Dizendo de outra forma, estou dividido entre continuar a engordar os tais interesses ocultos, em manter o poder fáctico de intersindicais e quejandas, ou então, acabar com isto de vez!

É este o dilema, triste dilema da grande maioria dos portugueses que assistem calados ao leilão da Pátria.



Saudações monárquicas

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Um discurso importante!

Passos Coelho falou aos ‘jotas’ e disse algumas coisas que gostei de ouvir! Antes porém, um ponto prévio: - detesto ‘jotas’ e afins, acho uma menoridade do nosso sistema político manter ou fomentar aviários de ‘jovens futuros políticos’, e digo isto sabendo que o próprio primeiro-ministro descende desses aviários. Aliás, estas organizações fazem-me lembrar duas coisas igualmente discutíveis, a saber: - ou a mocidade portuguesa ou uma claque de futebol.

Mas não é a ‘jota social-democrata’ que aqui interessa destacar, mas sim algumas das declarações de Passos Coelho que, como é habitual, foram imediatamente censuradas pelos donos do regime. Uma dessas declarações tem a ver com as pensões de reforma e a equidade de alguns cortes nas mesmas. Referia-se àquelas (muito acima da média dos seiscentos euros) em cujo cálculo entraram factores que se afastam do regime contributivo geral. E por isso não percebo as dúvidas de quem o critica! Ou então percebo! Porque a verdade é que muitas dessas benesses (não todas) foram alcançadas sob o chapéu-de-chuva do orçamento de estado, e o problema está aí.
Acabar com isso para o futuro, como afirmou o primeiro-ministro, é um propósito que só posso considerar higiénico. Pedir alguma solidariedade a essas ‘reformas’ nos tempos excepcionais que atravessamos também não me parece desajustado.

Tem a palavra o tribunal constitucional.





Saudações monárquicas

terça-feira, dezembro 11, 2012

Olhos e zarolhos!

Medina Carreira, que tem olhos na cara, respondia assim ao ‘federalismo’ de Paulo Rangel: - ‘sabe, o exemplo americano é mau porque os americanos são em primeiro lugar, americanos, e só depois é que são, ou californianos, ou texanos, etc. Nestas condições o federalismo pode ser viável. Na Europa não, porque é ao contrário. Quem habita na Europa só é europeu depois de ser (em primeiríssimo lugar) de uma nacionalidade qualquer. Nem se lembra que é europeu!


Fim de diálogo e princípio de monólogo: - só mesmo os portugueses é que se lembrariam de se reconhecerem, em primeiro lugar, europeus e só depois… portuguesinhos da costa! Tal é a crise de identidade! Tal é o oportunismo e a mendicidade! Digo eu.


E também digo ao Paulo Rangel o seguinte: - esta conversa do federalismo lembra-me o gato escondido com o rabo de fora! Ou seja, estamos sempre a falar de uma coisa imaginária, nunca vista, e que por artes mágicas vai realizar-se (na Europa) e para o bem de todos nós!


Talvez uma religião funcione assim, o federalismo não.


E o Paulo Rangel também sabe isso, também conhece as formas e as fórmulas que (históricamente) uniram a Europa em torno de objectivos comuns. Pelo menos desde o tempo dos romanos.


Essa realidade política chama-se ‘império’ e na história europeia determinou-se quase sempre pela força. Raramente atendeu ao interesse geral.


Só não percebo porque existe tanto medo de aprofundar o assunto!




Saudações monárquicas

terça-feira, dezembro 04, 2012

Primeiro juramento!

Eu venho de azul
Fiel ao passado
Não venho de verde
Não uso encarnado

Eu venho da cor
Dos versos que faço
Do primeiro amor
Meu primeiro abraço

Num dia diferente
P'ra quem foi soldado
Meu canto é dolente
Em jeito de fado

Medonhas, berrantes
São as cores do tempo
E em céus tão brilhantes
Só vejo o cinzento

Por isso rapazes
Não há confusão
O azul tem raizes
No meu coração


Em 1 de Dezembro de 2012

(no almoço convívio dos antigos milicianos do Reg. de Infantaria 11 de Setúbal)

sábado, dezembro 01, 2012

Dia da independência!

Perdemos o dia, já tínhamos perdido a independência, deixámos que ao dia da restauração se sobrepusesse outra data e outro assunto! O que estou certo não aconteceria se a festividade fosse, por exemplo, francesa ou americana. Estou a lembrar-me do 14 de Julho, dia nacional de França, ou do 4 de Julho, data da independência dos Estados Unidos. Deixámos também confundir a palavra ‘restauração’ com a actividade das casas de pasto! Um legado da história, um vocábulo de significação única, contaminado sem qualquer pejo!

Assim, substituída a celebração, destruída a palavra, não admira que o feriado tenha sido abolido sem remorso, sem um último tumultuar da alma lusitana!

Sinais dos tempos.

sexta-feira, novembro 30, 2012

Abaixo a reacção!

É provável que os eminentes subscritores da carta exigindo a demissão do governo sejam os mesmos que nos idos de Abril de 74/75, gritavam alegremente, de punho cerrado, abaixo a reacção! Queriam com isso dizer que se deviam afastar todos aqueles que impediam as reformas que a revolução triunfante exigia!


Curiosamente são agora eles os reaccionários!


Com efeito, assaltado o estado, abocanhado o poder, ‘Soares e companhia’ acham-se os donos (perpétuos) do regime! A constituição que fizeram aprovar é sagrada, intocável, e quem não governar segundo os princípios ideológicos que defendem, deve ser sumariamente afastado ou demitido!


Para quem ande distraído, a verdade pode ser outra, mas os factos falam por si. E os factos dizem-nos que um governo que tente fazer alguma reforma que ponha em causa a ideologia ‘laica, republicana e socialista’ é imediatamente apelidado de direita e a direita está proibida de governar em Portugal. A constituição não o diz explicitamente, mas é o que podemos fácilmente deduzir da leitura dos seus mais de trezentos artigos!


O governo tem assim poucas hipóteses de sobreviver, especialmente depois de ter tocado na ‘joia da coroa’, ou seja, no ministério da propaganda, mais conhecido por ministério da educação! Como bem disse Jorge Miranda (um dos pais constituintes) a instrução é nossa (leia-se, da maçonaria) desde o século XIX, e não estamos dispostos a deixar que ela caia outra vez na mão dos jesuítas. A guerra é esta, o resto é conversa.


Assim os meninos vão continuar a aprender que os reis eram maus e que o povo era bom, e outras historietas do género. Até à estupidez final… e fatal. Não estamos longe.






Saudações monárquicas

quinta-feira, novembro 29, 2012

Europeus de segunda!

Quando em Janeiro de 1993 se abriram as fronteiras à livre circulação de pessoas e bens, Miguel Torga profetizava no seu Diário: - ‘Ocupados sem resistência e sem dor. Anestesiados previamente pelos invasores e seus cúmplices, somos agora oficialmente europeus de primeira, espanhóis de segunda e portugueses de terceira.’


Mal sabia o poeta que o seu prognóstico pecava apenas por defeito! Vinte anos depois somos naturalmente europeus de segunda, oficialmente intervencionados, e o nosso dia-a-dia consome-se na estéril discussão sobre os juros da dívida!


Quanto à questão de sabermos se entretanto passámos a espanhóis de primeira, vamos ter que aguardar mais algum tempo, enquanto não se resolvem os movimentos separatistas bascos e catalães. Saberemos então que tipo de espanhóis vamos ser! Agora, onde Torga acerta em cheio é no facto de sermos hoje portugueses de terceira.


A baralhar um pouco esta classificação a hipótese cada vez mais viável de passarmos a ser angolanos. Assim a família Santos o permita.


Sempre era melhor.




Saudações monárquicas

terça-feira, novembro 27, 2012

O pior de dois mundos!

Conseguimos! O golpe de Abril de 1974 encerrava uma herança e uma escolha, e nós escolhemos. Do socialismo (nacionalista) de Salazar ficámos com o socialismo, com a pobreza mental que isso sugere, com a arqueologia política que isso contém, com um estado sempre a crescer, repleto de funcionários e serviços, cada vez mais inúteis, cada vez mais dispendiosos. Como por outro lado também queríamos viver como se vive nas economias de mercado, adquirimos todas as formas (e todos os vícios) do capitalismo, mas não quisemos nenhuma das suas virtudes, ou seja, não quisemos nem a iniciativa, nem o risco, nem a competitividade. Preferimos a segurança do emprego público.

Por isso temos hoje, num universo de dez milhões, cerca de seis milhões de portugueses dependentes do orçamento de estado!

Face a este cenário, pergunta-se: - e onde está a iniciativa privada?! Em minoria, e se possível, também encostada ao estado.

Conclusão: ficámos com o pior do socialismo e com o pior do capitalismo.

É caso para dizer, mais valia termos ficado apenas com o nacionalismo. Mais valia termos ficado com Portugal.





Saudações monárquicas

segunda-feira, novembro 26, 2012

Passos destrunfa Seguro

As previsões estão pela hora da morte, poucos acertam, mas o ‘interregno’ vai acertando algumas! ‘Gaba-te cesto…’, diz o povo, e tem razão. Mas vejamos onde acertámos: - acertámos no ministro Álvaro que Marcelo todas as semanas punha a ridículo, até que, sem argumentos, começou a elogiá-lo. Acertámos sem sombra de dúvida na ministra da Justiça, a mulher que provoca ‘o choro e o ranger de dentes’ entre os intocáveis do regime! Que o digam o bastonário ‘mata e esfola’ e a Isabelinha Mayer Moreira, filha (constitucionalíssima) de quem sabemos! Paula Teixeira da Cruz chega para eles… e para elas!


Por último, acertámos no ministro das finanças, mas isso não era difícil dado o prestígio internacional que desfruta. Como também não era difícil prever que Paulo Macedo iria desempenhar-se bem de espinhosa tarefa na Saúde.


Mas quem está a surpreender, pela positiva, é nem mais nem menos que o próprio primeiro-ministro! Sou insuspeito, não votei nele, nunca votaria na esquerda… moderada, além de que todos sabemos que o penhor do governo (e do cheque) se chama Gaspar e não Coelho. Porém, a verdade é que Passos tem mantido a serenidade face à contestação orquestrada (e permanente), revelando ainda alguma habilidade para lidar com a negação perpétua do PS! Por isso gostei de o ouvir reiterar (entre apupos) que não governa para eleições! E se conjugarmos isto com as últimas sondagens que referem que a maioria dos portugueses não quer eleições, podemos concluir que o pavio de Seguro está a chegar ao fim. Não há mais nada para negar, não há mais nada para obstruir, a partir de agora tudo se há-de voltar contra ele. Incluindo o desastroso percurso do seu amigo Hollande.


Ora bem, sem outros trunfos que não sejam a conversa fiada, o líder socialista tem pela frente poucas alternativas: - ou junta-se à esquerda radical, comprometendo o PS numa aventura sem retorno, ou então cala-se e faz de morto. Creio que será esta a opção que irá tomar.




Saudações monárquicas

sábado, novembro 24, 2012

Filme policial português!

A originalidade, a esperteza saloia, o poder oculto que manobra os cordelinhos, as marionetes habituais, são os ingredientes de mais um filme português que promete concorrer ao melhor argumento do ano em todas as categorias!


A originalidade começa por se desinteressar do crime (de ordem pública) e dos prováveis criminosos! Assim, as primeiras imagens concentram-se nas garantias dos suspeitos, na impossibilidade (legal!) dos investigadores visionarem as provas, na obstrução da justiça, e finalmente, na condenação das forças policiais!


Virado de pernas para o ar, o cinema vira-se então para a esperteza saloia! O enredo agiganta-se, o poder oculto comanda, e inicia-se a perseguição ao ministro da administração interna! Este diz-se inocente, o que não evita a demissão do governo! O filme termina com o comandante da polícia a ser ouvido por desacatos na via pública! Tudo devidamente amplificado pelas marionetes da comunicação social.


Sim senhor, um grande filme!






Saudações monárquicas

quinta-feira, novembro 22, 2012

Agora já sabemos

Abebe Selassié, funcionário do FMI e membro da tróica, disse em recente entrevista ao DN aquilo que políticos e comentadores se recusam a dizer, por medo ou por outro motivo pior! E que disse então o etíope?!


Disse (basicamente) que não gostaria que o caminho dos impostos continuasse a ser seguido, disse que a despesa pública não é compatível com as nossas posses e que por isso temos que parar de nos endividarmos, decidindo ao mesmo tempo que tipo de estado estamos dispostos a pagar. Disse por último que não conhece nenhum país onde a constituição seja obstáculo ao saneamento do estado e das contas públicas. Dito isto, que aliás já tinha sido dito por Vítor Gaspar, a quem teceu um impressionante elogio, o que posso dizer é que Abebe Selassié é nosso amigo. E é nosso amigo porque nos disse a verdade.


É claro que poderia simplesmente dizer que este neto do Negus da Abissínia, Leão de Judá, descendente do Prestes João das Índias, nosso aliado ancestral na prossecução do Quinto Império terá apenas honrado os seus títulos! E se for assim também lhe agradeço.






Saudações monárquicas

segunda-feira, novembro 19, 2012

A constituição está suspensa!

Em cada hora em cada esquina (em todos os canais noticiosos) não há ninguém que não invoque, em sua defesa, a constituição da república! Um enorme rol de direitos e ‘conquistas’, obra de uns quantos iluminados e que a população, no entusiasmo da fartura, aprovou sem discutir. Mas não é essa a questão. O que se passa é que a constituição está suspensa, ou seja, existe mas não vigora. E não vigora por vontade expressa dos mesmos iluminados que a redigiram!


Explico: - a constituição (qualquer constituição) assenta no princípio da soberania, assenta na independência nacional. Que é precisamente aquilo que não temos. O primeiro golpe foi a adesão à união europeia, uma adesão negociada sem condições, sem referendo, em fuga para a frente. O segundo golpe na soberania, ainda mais profundo, consumou-se com a adesão ao euro, novamente sem atender aos interesses nacionais, como se fosse possível passarmos a viver em paridade com a moeda alemã! O terceiro e último golpe, desta vez fatal, tem a ver com a explícita intervenção que sofremos por parte de uma troika estrangeira à qual temos que obedecer!


Neste sentido, invocar a constituição da república (ocupada) ou reclamar direitos nela inscritos, pode ser um bom exercício de memória mas não é concerteza um exercício que tenha alguma viabilidade.


Por isso, o melhor é acordarmos para a realidade antes que a realidade nos acorde.




Saudações monárquicas

sexta-feira, novembro 16, 2012

Um país doentio!

Depois da manifestação das pedradas, logo surgiram as vozes do costume a inocentar o PCP/Intersindical, vozes de vários quadrantes, inclusivé da área do CDS! Mas que ingenuidade! Ou então querem continuar a fazer os outros de parvos! E por aqui mais se radica a convicção de que nada mudou desde a data que anunciei no último postal, ou seja, desde que o inefável Melo Antunes, em 25 Novembro de 1975, veio ilibar o PCP da tentativa de subverter o estado democrático em prol de uma ditadura filo-soviética. Este um dos motivos porque chegamos aos dias de hoje com o anacronismo surrealista, único na Europa comunitária, de termos um partido comunista com uma representação parlamentar completamente exagerada, seja qual for o prisma em que se queira analisar (politicamente) o assunto! Mas enfim, somos o tal país atrasado, que gosta de continuar a ser atrasado!



E por falar em atraso, basta ligar a RTP 1, para ficarmos completamente elucidados sobre o serviço público que presta! Na mesma noite das pedradas (contra a segurança do estado), em horário nobre, a RTP 1 apresentava um dos muitos documentários com que pretende 'ilustrar' a guerra do ultramar. Guerra do ultramar, já se vê, na perspectiva dos interesses terroristas! E lá vi o Nino Vieira, entretanto assassinado por um mandinga qualquer, (ou seria manjaco?!), a elogiar as armas cedidas pela união soviética para abater aviões portugueses, para matar soldados portugueses! Lindo programa para o país aumentar a sua autoestima, lindo programa para 'percebermos' como os portugueses eram afinal uns malandros colonialistas, que não deixavam a Guiné, coitada, viver democraticamente em paz e sossego! Se não fosse ignóbil, se não fosse uma traição enorme aos portugueses que combateram e morreram, se a realidade da Guiné actual não fosse tão trágica, até podia ser que o programa servisse apenas para desligar. Mas não. Serve a quem serve, serve aos 'descolonizadores exemplares', serve de justificação ao regime, serve aos actuais mandantes para se manterem no poder. Não serve Portugal.



Nota final: a continuar assim, podem privatizar a RTP à vontade, é preferível darem-nos telenovelas brasileiras, são menos alienantes, e menos destrutivas.




Sem saudações desta vez

quinta-feira, novembro 15, 2012

A ordem que tarda!

Ontem, quando ao fim de duas horas de pedrada, pedradas atiradas à queima-roupa, com o maior dos desplantes, ontem, com um enorme conjunto de idiotas a assistir, a aplaudir, ontem, com uma série de jornalistas a relatar, entusiasmados, como se de um desafio de futebol se tratasse, ontem, quando as forças da ordem receberam (finalmente) a ordem para avançar, para limpar o terreno, para repor a ordem, ontem, dizia eu, acabou a inocência.

Começou ontem, talvez, o próximo ’25 de Novembro’. Um ’25 de Novembro’ mais sério, mais verdadeiro, que extirpe definitivamente do coração da Pátria os traidores que na altura poupou.

Mas não serão estes timoratos de hoje, reféns da esquerda e do politicamente correcto, quem executará tal tarefa. Serão outros. Outros que não retardem a ordem de avançar, outros que não tolerem o espectáculo chocante, de uma polícia de choque desfeiteada, crucificada, à espera de uma ordem que tarda. Outros, sim outros, que ponham o país na ordem.





Saudações monárquicas

quarta-feira, novembro 14, 2012

As greves do estado!

As greves do estado são o meu lazer, o emprego é sagrado, não há que temer. A greve do estado, com todo o prazer, abaixo o governo, e o que vier. Eu sou atrasado, tenho PCP, a dívida é um fado que dá na TV. Abril para sempre, sindicalizado, e vivo contente... no século passado!


Sem mais, subscrevo-me atentamente,


‘Grevista’ a fazer compras no shopping de Almada, rodeado de muitos outros grevistas. E se ‘pintar ‘um solzinho vai tudo até à Caparica petiscar. Os impostos podem aumentar.


 
 
Saudações monárquicas

terça-feira, novembro 13, 2012

O réu conveniente

É bíblico, precisamos de bodes expiatórios, de alguém que expie os nossos pecados. No tempo presente, longe de Jerusalém, o cerimonial tornou-se mais perverso, já não escolhemos as vítimas por serem inocentes, como os bodes, pelo contrário procuramos no nosso semelhante algum sinal de culpa e desforramo-nos então ‘à grande e à francesa’! Tem sido assim com a chanceler alemã, desde que nos obrigaram a pagar as dívidas! Dívidas que o socialismo (anti-mercado) inevitavelmente comporta.


Já no que toca aos demónios que povoam o nacional benfiquismo, espécie de religião de estado, há muito que foi encontrado o réu apropriado, um réu de estimação, podemos até chamar-lhe o réu português! O seu nome é Vale e Azevedo.


O seu crime, o seu único crime, aos olhos de quem em tempos o idolatrou, de quem nele votou massivamente, foi só um, a saber: - não conseguiu ganhar o campeonato, vencendo ao mesmo tempo o Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa e a Olivedesportos, o chamado três em um, a trindade diabólica que o centralismo lisboeta jurou abater a todo o custo.


‘Ai dos vencidos’ proclamou o guerreiro gaulês quando os romanos lhe imploraram por piedade. Vale e Azevedo também não obteve perdão.
Reconheça-se, ao menos, que o desafio era formidável e que ainda hoje se ganham eleições no Benfica agitando os mesmos fantasmas!

Sobram, evidentemente, todas as manobras ilegais, todos os golpes, que o mundo do futebol permitiu e continua a permitir sempre que estão em jogo os ‘superiores’ interesses de Benfica, Sporting e Porto. E por esta ordem.


E sobra a moral da história: - é preciso investigar o futebol, o futebol que se esconde por trás do alarido sobre Vale e Azevedo.


Saudações monárquicas





"Fraudes e Fundações"


02 Outubro 2012

Por: Paulo Morais, Professor Universitário


As fundações públicas devem ser extintas. As fundações privadas sem recursos têm de mudar de nome. E aquelas que, embora dispondo de meios, não perseguem um fim social visível, devem perder o seu estatuto de utilidade pública. Esta verdadeira limpeza levará à eliminação de centenas destas entidades. No final, restarão apenas cinco ou seis genuínas fundações.

Uma verdadeira fundação é uma entidade cujo instituidor, dispondo de meios avultados, de um fundo, decide disponibilizá-lo à comunidade para perseguir um dado desígnio social, um qualquer benefício colectivo.

Nesta perspectiva, as fundações públicas nem sequer são fundações. São departamentos públicos travestidos, cujo estatuto lhes permite viverem de forma clandestina. Os seus directores não estão sujeitos a regras da administração pública. Podem contratar negócios sem qualquer controlo, permitem-se ainda recrutar pessoal sem concurso. Utilizam os recursos públicos em função dos seus interesses e dos seus negócios privados.

Já quanto às actuais fundações privadas, podemos dividi-las em três grupos. Temos as que pretendem alcançar um fim social útil, mas vivem maioritariamente de recursos públicos. Assim, se não dispõem de fundos próprios, serão instituições de solidariedade, associações, mas jamais fundações. Devem mudar de regime.

Há um outro grupo cujos instituidores são pessoas de muitas posses que registam os seus bens em nome de fundações particulares, mas que nada dão à sociedade. Com este esquema, ficam isentos de pagar IRC na sua actividade, os seus terrenos e prédios não pagam impostos, como o IMT e o IMI. Até alguns dos seus carros ficam isentos de pagar imposto de circulação e imposto automóvel. Estes cavalheiros conseguem assim um paraíso fiscal próprio, verdadeiras "off-shores" em território nacional. Retirem-lhes pois o estatuto de utilidade pública.

Feito este expurgo, restará um restrito grupo de entidades criadas por aqueles milionários que decidiram legar parte da sua riqueza em benefício da sociedade que os ajudou enriquecer. São os casos de Gulbenkian, Champalimaud e poucos mais. Para honrar a sua memória, há que impedir que as suas organizações sejam confundidas com pseudofundações, casas de má fama geridas por oportunistas.

(com a devida vénia, lido no Correio da Manhã)


Nota do 'Interregno': - Não podia estar mais de acordo com o que Paulo Morais escreve, e acrescento: - também é necessário ter atenção a outro tipo de 'fundações' como sejam as de alguns clubes de futebol profissional, que só servem para esconder negócios e fugir ao fisco. Noutro campo merece reparo a usurpação pelo Estado (por motivos que só podem ser políticos) dos bens da Casa de Bragança, bens que na altura Salazar reuniu numa Fundação! Uma vez que já existe um representante legítimo da dita Casa, o melhor é devolver esses bens ao actual Duque, evitando assim que continuem ao serviço dos interesses ocultos das várias maçonarias do regime republicano.

sábado, novembro 10, 2012

As picaretas falantes!

Podemos baixar o som, podemos desligar o aparelho, podemos inclusivé fazer uma jogada de antecipação e adivinhar quando entram em cena estas ‘picaretas falantes’, podemos fazer isso tudo, mas não chega! Porque um zumbido irritante permanece no ouvido! Temos agora um exemplar desse género no bloco de esquerda, chama-se Catarina Martins! Tem aquilo (o discurso) memorizado, vai em crescendo até à gritaria final contra os inimigos imaginários: - a direita, os ricos, os banqueiros, o governo dos ricos, o governo dos banqueiros, usa a palavra ‘povo’ com o à vontade de um proprietário, vive por certo dos impostos dos portugueses, terá esse complexo, e quer realizar (aqui) o sonho de Rousseau, o pesadelo de Trotsky, a aventura mendicante de Fidel, o paraíso na terra, e ela, a sacerdotisa da verdade. Os seus desejos igualitários escondem porém, como sempre, (e para além da inveja) um forte sentido aristocrático que o ‘triunfo dos porcos’ bem assinalou. Enfim, ‘vamos ter que levar com ela’ pois como tudo indica será uma das herdeiras de Louçã, na prometida estrutura bicéfala do Bloco de esquerda!


Mais uma machadada na saúde mental dos portugueses, mais um atraso de vida para Portugal!


Já havia poucos…






Saudações monárquicas

quarta-feira, novembro 07, 2012

Uma carroça na fórmula 1!

Eu já nem vou muito atrás, passo inclusivé por cima de Oliveira Salazar que fabricou (sem querer) um dos partidos comunistas mais pujantes da Europa ocidental! Fixo-me apenas nesta terceira república, nos momentos chaves da adesão à união europeia, e mais tarde, ao euro! E a minha questão é a seguinte: - Mas afinal de quem foi a ideia de levar um país de esquerda, avesso por natureza aos mercados, que não gosta da iniciativa privada, que odeia a palavra ‘patrão’, um país onde (quase) todos querem ser funcionários públicos, país esse que ostenta com grande orgulho uma constituição ‘a caminho do socialismo’ (ainda que lhe tenham retirado a expressão), repito, de quem foi a ideia de levar um país destes para a Europa dos mercados?! Para a Europa competitiva?!

De quem foi a ideia de pôr a carroça portuguesa a competir com os Ferraris! Com os Porches!

Só podia dar mau resultado.



Uma nota final: - Dir-me-ão que há mais carroças na fórmula 1. É verdade. Mas há uma diferença: - nós queremos continuar a ser carroças.





Saudações monárquicas

terça-feira, novembro 06, 2012

A república pacóvia

O candidato constipa-se e o universo eleitoral inquieta-se! De imediato, um batalhão de especialistas, comentadores, analistas, debruça-se sobre a importância do espirro na próxima sondagem! Passa um furacão, o sol aquece um pouco mais, as nuvens escurecem um pouco menos e tudo isso tem relevo... eleitoral! Nem no antigo Egipto os faraós se preocupavam com tanta parvoíce! Nenhum chefe tribal convocaria o feiticeiro por tão pouco! Enquanto isto as (duas) adoráveis esposas fazem os possíveis por dar nas vistas, seja pelo penteado, seja pelos saltos altos, seja pelos gritinhos!
Embevecidos, entusiasmados, os comentadores portugueses alinham pelo mesmo diapasão! Com um pequeno senão: - são todos pelo Obama! Ainda não ouvi nenhum que não fosse! Seja como for, ai de quem se atreva a pôr em causa o alto nivel da democracia americana! É imediatamente repatriado para os confins da ignorância. Como não quero ser repatriado, vou fingir que sim mas na verdade acho aquilo do mais pacóvio que há.


Saudações monárquicas

sexta-feira, novembro 02, 2012

A reforma que ninguém quer fazer

A reforma de que todos falam mas que ninguém quer fazer é o paradigma português! Mais parecido com isto só a confissão amorosa – ‘quanto mais me bates mais gosto de ti’! E como o amor, esta paixão lusitana não tem fim.


Não quer a reforma nenhum dos funcionários públicos, nenhum dos pensionistas, nenhum dos habitantes que recebe (directa ou indirectamente) do orçamento de estado. A esquerda não quer a reforma e por infelicidade em Portugal só existe 'esquerda'. Como antigamente só existia 'direita'. A iniciativa privada talvez quisesse a reforma mas como sempre viveu muito encostada ao estado, não fará grande força nesse sentido. E os jovens, educados na cultura da facilidade, também não querem a reforma. Preferem a segurança do funcionalismo público.

Portanto e por conseguinte a apregoada reforma do estado serve apenas para sossegar os credores, para que não desistam de nos mandar o cheque com que pagamos os nossos vícios constitucionais. Se um dia o cheque não aparecer, então sim, então desatamos (todos) a culpar este e aquele, haverá desacatos, até que alguém prometa um novo cheque, embora consideravelmente mais pequeno.




Saudações monárquicas