terça-feira, maio 24, 2011

Partido socialista do emprego!

Está na hora de fechar os ‘centros de emprego’ e entregar a respectiva gestão às estruturas partidárias. Dando preferência obviamente ao partido socialista, muito mais eficaz nesta área, e bem capaz de cumprir (se o deixarem) a grande promessa eleitoral de Sócrates – a criação de cento e cinquenta mil empregos!
Fala-se já em cento e sessenta nomeações à socapa, ainda faltam zeros, mas pelo ritmo que levam… não sei, não!

Gracinhas à parte, recordemos o que diz Vasco Pulido Valente sobre o assunto: - *”Em 1834, quando a guerra contra D. Miguel acabou, uma das maiores querelas do liberalismo (que o dividiu para sempre) foi a querela dos empregos. Os radicais queriam despedir o pessoal absolutista do Estado e dar empregos à sua gente. Os moderados preferiam uma purga parcial. Com a revolução de 1836, os radicais acabaram por apanhar tudo ou quase tudo. A questão era séria e até agora não mudou muito…”.

E Vasco Pulido Valente continua: - “ (…) Depois do intervalo de Salazar, a democracia, como de costume, criou a sua classe média. A administração, a saúde, o ensino, a segurança social e alguns milhares de misteriosos serviços (para não falar nem de empresas, nem de câmaras, nem de 4 mil freguesias) receberam directa ou indirectamente mais de um milhão de portugueses. Como disse um dia Medina Carreira metade do país depende do Estado. E é por isso que a falência ou drástica redução do Estado seria em Portugal uma tragédia, sem precedentes conhecidos…”.

Dito isto, com o qual concordo em absoluto, ou não fosse eu um dos absolutistas saneados há perto de dois séculos, podemos e devemos retirar as seguintes conclusões: - existe um Portugal até D. Miguel e existe outro, caricatura do primeiro, que rompendo com a tradição (não confundir com tradições) atirou o país para um plano inclinado sem saída à vista. Um abismo para a maioria da população, um paraíso para as quadrilhas que assaltaram o Estado e se banqueteiam à mesa do orçamento.
Uma visão simplista?! Sim, porque vai à raiz, não se entretém nos ramos da árvore.
‘Deus, Pátria, Rei’, não há nada mais simples do que isto.

Saudações monárquicas


*Fonte: Jornal Público de 21 de Maio de 2011.

domingo, maio 22, 2011

Freud entre nós!

O mestre da psicanálise visitou este interregno e eu contei-lhe a minha história: - ontem à noite, sem dar por isso, fui parar a um programa de televisão denominado ‘a torto e a direito’ e por lá fiquei alguns instantes. A convidada de serviço, candidata socialista (e segundo consta, especialista em causas fracturantes e constituições obscuras) perorava nessa altura contra a direita, queria excomungar Passos Coelho, Catroga, este por ter invocado o nome de Hitler em vão, e queria também remeter Paulo Portas às profundezas do inferno! Queria naturalmente promover a beatificação de Sócrates!
Sim, disse Freud, e qual é o problema?!
O problema é que eu reconheci a criatura – trata-se da filha de Adriano Moreira, distinto ministro do governo de Salazar, e todo aquele ódio ao nacional socialismo, de onde afinal provém, pareceu-me um exagero, dá ideia de um complexo mal resolvido!
Sim, repetiu Freud, e qual é o problema?!
Bem, o problema é que existem mais casos destes nos partidos políticos, personagens com fama de génios e a quem a comunicação social dá muito tempo de antena!
Esse já é um problema, concordou Freud. Mais alguma coisa?!
Sim mestre, gostava de ver esclarecido o seguinte: - atendendo a este tipo comportamental é possível que os descendentes destes esquerdistas inveterados venham a ser discípulos dilectos de um futuro ‘estado novo’? Com outro Salazar?
Freud fez que sim com a cabeça e confirmou - é possível, é bem possível.

Saudações monárquicas

quinta-feira, maio 19, 2011

Em setenta segundos!

Ontem, depois do futebol, os pequenos partidos tiveram a sua oportunidade, uma oportunidade rara, curtíssima, com a moderadora sempre a avisar – ‘tem de concluir’.
Em setenta segundos ninguém diz nada, a não ser que se chame Garcia Pereira! Ele conseguiu dizer alguma coisa! Foi explícito quanto à dívida – ‘não pagamos’ e de facto, nas condições impostas será muito difícil pagá-la. Foi claro quanto às causas: - o abate da frota de pesca, o abandono da agricultura e da produção industrial, tudo a troco de um prato de lentilhas, subsídios que entretanto se evaporaram. Os responsáveis por este ‘negócio’, andam por aí, impantes, usam comendas, colares da liberdade, mas o país perdeu a independência e a liberdade!
Faltavam ainda alguns segundos, os suficientes para Garcia Pereira explicar que Portugal tem que recuperar a sua antiga capacidade produtiva, tem que apostar sobretudo nos seus portos. Na placa giratória onde nos situamos, graças a Deus e aos nossos antepassados. Portos ligados por ferrovia, com bitola europeia, mas atenção, seguindo a rota dos emigrantes, que por acaso não passa por Madrid!
Acabado o programa, dei por mim a pensar que se aquilo fosse futebol 'contratava' Garcia Pereira para alinhar nas hostes monárquicas. Mas não é, e também sei que Garcia Pereira não faz fretes a ninguém, mas é uma pena que não aplique o seu inegável talento político aprofundando os caminhos da tradição, caminhos que entroncam necessariamente nas aspirações mais genuínas do povo português. E isso é fácil de comprovar - se a tradição estivesse ao serviço dos agiotas que nos desgovernam não teria sido abolida nem desprezada.
Cabe-nos a nós restaurá-la e para isso nada melhor que questionar o regime que todos os dias a renega. A propósito, estava lá um partido monárquico que nos setenta segundos finais falou pouco de monarquia. Falou pouco da tradição.

Saudações monárquicas

sexta-feira, maio 13, 2011

Um plano de resgate

O país passa a vida a fazer contas, juros à esquerda, impostos à direita, soma ali, subtrai acolá, mas ninguém faz contas ao regime, ninguém quer saber quanto nos custa, a cada um de nós, cada um dos cerca de trezentos artigos da constituição da república! Estranho, não lhes parece?!
No entanto, continuo convencido que a doença que nos consome é de natureza política e só a política vai conseguir resolver. As curas de tesouraria poderão aliviar a situação por uns tempos, mas a economia só há-de crescer quando restabelecermos a confiança e a unidade nacionais. Para que isso aconteça, o primeiro passo é rever a constituição. Expurgá-la da ideologia jacobina, ideologia importada, contra natura, e que envenena tudo à sua volta. Pelo contrário, a convergência e a unidade, teremos de a procurar mais atrás, nas soluções que a tradição nos impõe, pois não basta repetir que temos oito séculos de história se na prática não fazemos outra coisa senão destruir esse mesmo legado!
Que fazer então?!
Já uma vez sugeri o seguinte: - o presidente da república, em acordo com os restantes órgãos de soberania, deveria nomear uma ‘unidade de missão’ com duas incumbências específicas – em primeiro lugar ‘desparasitar’ a constituição de todos os elementos ideológicos que impedem, por exemplo, que um partido de direita possa aplicar o seu programa de governo, no caso de ser sufragado pelos eleitores; em segundo lugar, o mesmo grupo de missão deverá estudar rápidamente uma alternativa (porque tem que haver alternativa) na hipótese de Portugal ser obrigado a abandonar a moeda única.

Terminada a missão, ambos os documentos seriam referendados pelos portugueses.
Este sim, parece-me ser o verdadeiro plano de resgate que precisamos.

Saudações monárquicas

terça-feira, maio 10, 2011

A escolha

Frente a frente o partido de Castela e o partido do mar, ambos mal representados, é certo, mas a representação possível, a representação a que temos direito.
Ai Portas, se não fosses tão Portas (a expressão não é minha, mas serve) podias ter marcado um golo de bandeira! Bandeira azul e branca, já agora. Estavas à frente da baliza, era só marcar. Mas foste na conversa do guarda-redes, desataste a comparar o preço dos submarinos com outras coisas e a oportunidade perdeu-se. Para a próxima não falhes e aviso-te que não vais ter muitas mais oportunidades. Da próxima vez concentra-te, imagina-te um português de lei, e responde assim ao partido de Castela: - para quem transformou Portugal num protectorado ao ponto de necessitar ser governado de fora, é natural que a ideia de soberania não exista ou exista apenas no palavreado! Essa a razão porque o nosso engenheiro prefere o TGV para ir a Madrid entregar a defesa da nossa zona económica exclusiva aos castelhanos e aos seus submarinos. Um desses submarinos, Miguel de Vasconcelos, caiu uma vez da janela, vinha a propósito lembrar.
Mas Portas poderia ter goleado se tivesse explicado ao seu interlocutor que Portugal quer dizer ‘terra de muitos (e bons) portos’, que o mar sempre foi fonte de independência, e essa seria uma razão para evitar comparações que possam pôr em causa a nossa soberania marítima. Não era preciso dizer mais nada.
A não ser oferecer ao engenheiro uma cópia dos versos e música que um dia fabriquei em defesa do mar…


Saudações monárquicas

sábado, maio 07, 2011

Eleições, para que servem?!

Se Salazar ressuscitasse, veria hoje com os seus próprios olhos a república corporativa com que sonhou! E admito que ficaria desiludido com o resultado. Na verdade, aquilo que a segunda república não conseguiu realizar em ditadura, foi obtido em democracia graças a uma lei eleitoral capciosa, sabiamente cozinhada e melhor interpretada pelos seus directos beneficiários – os partidos. A conhecida pescadinha de rabo na boca!
Salazar talvez perguntasse pela receita, e a receita é simples: - basta que os eleitos não sejam responsabilizados individualmente pelo seu desempenho e teremos os partidos transformados naquilo que são: – máquinas inúteis de poder, centros de emprego para filiados, corporações de interesses mais ou menos ocultos. Tudo isto se consegue através das chamadas ‘listas partidárias’, listas de nomes que poucos conhecem, nomes de pessoas que após o acto eleitoral (e de acordo com o método de Hondt) avançam para a assembleia da república (onde a grande maioria permanece anónima) sem que ao fim do mandato sejam questionadas, em concreto, pelos seus actos e omissões. Ao fim e ao cabo não representam nada nem ninguém! Acabam por ser os partidos, entidades abstractas, a assumir as responsabilidades, sendo penalizados (ou premiados) em futuras eleições. Mas também aqui o sistema (capcioso) funciona. Com efeito, tratando-se de um rotativismo bipartidário (inelutável) ao partido deposto basta-lhe ter a paciência necessária e esperar que a crise endémica (permanente) faça o seu trabalho. É então a altura para inscrever nas suas listas eleitorais os (mesmos) nomes de sempre. Os nomes da sua clientela.
São portanto estas fortalezas partidárias o ‘quero, posso e mando’ deste país. São elas o vício do sistema, vício que nunca hão-de alterar por vontade própria. Os seus membros são intocáveis, à prova de pedofilia, de corrupção, de pequenos e grandes delitos, e nunca se sentarão no banco dos réus. Nem para protestarem a sua eventual inocência. Um sistema totalitário no seu melhor!

É evidente que um sistema destes (um regime destes) só funciona enquanto houver dinheiro no orçamento para sustentar todos os vícios e abafar todas as fraudes. E o dinheiro (que nunca foi nosso) acabou. Eu diria, felizmente.
Encurralados, sem escapatória, os partidos estão agora obrigados a aplicar um plano imposto pelos credores, uma situação nova que o regime não estava nem está preparado para enfrentar. E ou me engano muito ou depois das eleições iremos assistir à mais que certa cisão dos partidos do poder, o que talvez acabe por clarificar o leque partidário! Uma coisa é certa, será o fim desta terceira república.
Quanto ao plano da troika, elogiadíssimo por quase todos os quadrantes políticos, (uma triste realidade para um país com oito séculos de história) tem uma falha e uma omissão: -

A falha: – nele não se prevê a própria implosão da união europeia, que pode acontecer, ou a previsível saída do euro de alguns países periféricos;
A omissão: - o plano esconde a via aberta para Madrid, leia-se, união ibérica, sonho republicano de carbonários e maçons. Com efeito a ligação do TGV a Madrid é para continuar e a compra da TAP pela Ibéria é para concretizar. Em ambos os casos, em detrimento dos interesses estratégicos de um Portugal independente e uma traição ao mundo lusófono.


Saudações monárquicas



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Post-scriptum: - Já depois de aprovar o 'plano da troika' o PS (pela voz do governo) veio dizer que não era preciso mexer na constituição (dos trezentos artigos)! Um disparate e mais um truque de ilusionismo - com efeito só um néscio pode acreditar que a 'constituição' não tem nada a ver com a lamentável situação a que chegámos. Já uma vez expliquei: - é que se não tem nada a ver, só atrapalha; se tem a ver, também atrapalha.

quarta-feira, maio 04, 2011

O verbo enganar

A lingua reflecte, para o bem e para o mal, a cultura de um povo, e não nos enganamos se dissermos que os portugueses gostam de ser enganados. Melhor dito, dá-lhes um certo prazer. Por exemplo, todos conhecemos a expressão já antiga - coitada da rapariga foi ‘enganada’ pelo namorado! Ou o seu sucedâneo abrasileirado – me engana que eu gosto! Pelo contrário, ser ‘desenganado’ pelos médicos significava (e ainda significa) morte anunciada. Portanto, entre morrer desenganado ou viver enganado os habitantes deste jardim preferem naturalmente viver enganados. E vivem.
É claro que tudo isto pode parecer estranho mas não consigo encontrar outra explicação para a enorme popularidade que um qualquer aldrabão desfruta neste país!


Saudações monárquicas

segunda-feira, maio 02, 2011

Os mortos são mais perigosos que os vivos

A notícia do assassinato de Bin Laden não me entusiasmou, nem me revejo na euforia geral, muito pouco católica aliás. Executado com a mesma frieza com que os americanos (julgando fazer justiça!) executam os seus condenados à morte, longe de pacificar o que quer que seja, deixa no ar sentimentos de desforra, numa altura difícil, em que o Islão se confronta com o seu próprio futuro. Dir-se-á que a guerra contra o terrorismo terá de ser implacável, e eu concordo, mas alguma coisa haverá de nos diferenciar dos terroristas. E não é com este tipo de acções, selectivas, puramente vingativas, que damos esse sinal.
A piorar a situação a nebulosidade subsequente ao ajuste de contas: - o corpo terá sido escondido e lançado algures no oceano Índico! Dizem que para evitar hipotéticos locais de culto! Não me parece boa ideia, e explico: - Bin Laden já não existia em termos operacionais, já nos tinhamos esquecido dele, era apenas um símbolo e os símbolos não se abatem de qualquer maneira. Porque se for preciso, e não sabemos (ninguém sabe) como vai evoluir o Islão, será muito fácil fazer de Bin Laden um mártir às mãos do Ocidente.
Concluo: - não foi a sua morte que me chocou, (afinal existe uma guerra contra os talibãs) mas a maneira como foi perpretada, e especialmente, o ar triunfal como foi anunciada.

sábado, abril 30, 2011

Reino Unido e Portugal desunido

O título desta crónica também podia ser este: - Príncipe inglês casa em Portugal pela televisão!
Ou este: - Reino Unido e Portugal distraído;
Ou então, este: - República centenária (regicida e falida) assiste embevecida ao casamento do futuro rei de Inglaterra;


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Outras hipóteses no cardápio:


- Portugueses são monárquicos desde que o rei não seja português;
- A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha!



- Mas o meu título é este: - Acorda Portugal!


Saudações monárquicas

domingo, abril 24, 2011

Entrevista de Dom Duarte à agência Lusa

Apesar da permanente intoxicação republicana... a monarquia começa a fazer sentido aos olhos de muitos portugueses. Ainda há uma esperança de nos mantermos independentes.
Veja e oiça.
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Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 21, 2011

Um conto pela Páscoa

A minha casa é antiga e já foi bonita. Hoje está a cair. Tinha bons alicerces, paredes-mestras que desafiavam os séculos, janelas que se abriam para o mundo! Sofreu tempestades, nevoeiros e vendavais, a tudo resistiu, firme e coesa. O problema foram as infiltrações. Que corroem por dentro, lentamente, e cavam enormes fendas à sua passagem!
Disse que a casa era minha, mas já não é. Está em meu nome, ainda lá moro, mas já não sou eu que mando. Sem dinheiro para as inevitáveis obras, sujeitei-me à devassa de uns quantos desconhecidos, trolhas de profissão, que fazem o que fazem os trolhas: - fazem massa, transportam massa, gastam a massa a tapar buracos, e vão-se embora quando acaba a massa, sem resolver o problema das infiltrações. E elas continuam a minar. E com elas, inseparáveis, toda a espécie de micróbios e fungos, apostados em destruir a minha casa.

terça-feira, abril 19, 2011

Um povo pouco nobre

Um dos símbolos da nobreza é Dom Quixote, idiota para alguns, mais identificados com o seu fiel escudeiro (apesar de tudo fiel) Sancho Pança! O Homem da Mancha observava as regras de cavalaria num tempo em que a esperteza e o maquiavelismo já imperavam e esse facto valeu-lhe sempre muitos dissabores. Tal como hoje, quem der a iniciativa ao adversário, quem valorizar os mais fracos, quem cultivar a independência, é imediatamente ridicularizado e exposto na praça pública como alguém que ousa escapar ao redil, ao rebanho das almas que vão para o céu, com letra pequena.
Pois bem, soube-se ontem que afinal também o PS tentou contratar Fernando Nobre para a sua linha avançada, mas como o referido ponta de lança acabou por assinar por outro clube, vá de lançar um anátema sobre as qualidades do jogador, que já não presta, que não treina o suficiente, etc., … e deixem-me continuar a raciocinar como se isto fosse bola, porque é a única maneira de nos entendermos.
Entretanto o clube que o contratou também não sabe ao certo quais são as cláusulas do contrato, e o mesmo se passa com o jogador! O PSD sabe apenas que o contratou ‘para se abrir à sociedade civil’! O jogador está convencido que é ele a sociedade civil!
De uma coisa podemos estar certos, e continuo a seguir a cartilha da bola: - para esta gente não há nada mais importante que o próximo jogo.
Honra, independência, sentido comunitário, isso não é connosco. Isso são coisas menores em terras de Sancho Pança.

Saudações monárquicas

segunda-feira, abril 18, 2011

Censos

És inteligente? Sim ou não?


Se colocaste a cruz no não, podes continuar a responder:


És monárquico? Sim ou não?


Se respondeste que sim, o teu recenseamento termina aqui porque afinal és inteligente.


Se a tua resposta é não, podes continuar:


No caso português, há alguma possibilidade da união europeia não se transformar numa união ibérica? Sim ou não?


Se respondeste que não podes prosseguir:


Aceitas viver numa monarquia? Sim ou não?


Se respondeste que não, isso significa que tencionas emigrar? Sim ou não?


Se respondeste que não o teu censo também terminou.


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Nota básica: A lei garante que as respostas e os respectivos resultados serão mantidos em rigoroso sigilo. Se a lei se cumpre isso já não podemos garantir.


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Saudações monárquicas

sábado, abril 16, 2011

Na esteira do futebol

Não, não vou repetir as idiotices que se ouvem em alturas de euforia, idiotices do género: - 'se todas as actividades económicas fossem tão competitivas como o futebol português não estávamos na banca rota'! Discordo e tenho outra ideia sobre o assunto. Mas sei ler os sinais (positivos) que explicam o actual sucesso desportivo. Explico:

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- Em primeiro lugar é preciso esclarecer o seguinte - o nosso futebol tem uma organização soviética, fruto de uma mentalidade também soviética e resume-se à existência de três 'clubes do estado'. Três clubes super protegidos, verdadeiros eucaliptos que secam tudo à sua volta. Esporádicamente pode aparecer um ou outro 'out sider' que desaparece com a mesma velocidade com que surgiu porque não beneficia do mesmo tipo de apoios, do Estado ou equivalentes. Cientes e resignados com esta realidade os adeptos polarizam-se à volta destes três clubes e impossibilitam que se organize um campeonato minimamente competitivo. E não sendo competitivo não é rentável. A clássica pescadinha de rabo na boca.

Escapa a esta lógica o que acontece nas regiões autónomas.

O futebol português contribui portanto para o défice da república e só não sabemos em que medida porque nestas coisas que metem circo é muito difícil saber a verdade. Mais, estamos numa área onde até políticos com fama de impolutos se desorientam ao ponto de trocarem dívidas de clubes por papel higiénico! Adiante.

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- Mas se internamente o nosso campeonato não é rentável, a verdade é que os nossos clubes (e a própria selecção) são competitivos quando se trata de defrontarem equipas europeias. Equipas de países mais ricos e menos periféricos. Isto deve-se a numerosos factores sendo que o principal tem a ver com o império que construímos ao longo de séculos e que entretanto mandámos às malvas. Porém, são ainda as antigas colónias que dão brilho às nossas cores e trazem um pouco de alegria a este país falido e sorumbático.

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E pergunto eu - se isto é assim e resulta no futebol porque não aplicar a mesma receita ao resto?!

Porque não abandonar a periferia em que estiolamos para regressar à centralidade onde prosperámos? Porque não reinventar uma CPLP com um rei?!

Resumindo: - 'há mais vida para além da união europeia'.

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Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 14, 2011

O golpe do resgate

(Com a devida vénia)

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Assunto: Pedido de Resgate de Portugal - por Henrique Medina Carreira

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FOI PEDIDO O RESGATE


Bom, dado que o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.

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Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).
Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:

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1. Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate. Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teriamos taxas de juro nos 20% ou mais). Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda. O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.

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2. Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI. Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).

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3. Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo. Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto óasis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o engº relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?

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4. Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário. Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais. É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumo interno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).

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Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos. E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui. Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.

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Henrique Medina Carreira.

segunda-feira, abril 11, 2011

A oportunidade do Partido Popular (CDS)

Para olhos atentos o congresso do PS mostrou a verdadeira face da clique que amordaça o país – uma atmosfera de comício, a adulação do líder, presenteado com votações soviéticas, a rosa socialista substituída pelas bandeiras do partido republicano, bandeiras ditas nacionais, mas que não ostentam as cores de Portugal, um salão interdito a estranhos, tudo a condizer, tudo preparado para mostrar aos incautos (via televisão) que são eles que mandam e que não tencionam largar o poder.

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Quando muito podem cedê-lo, em regime de part-time, àquele outro partido social-democrata, partido sobresselente, que serve para ‘alternar’ nos períodos de maior aperto, para que o PS, mal passe a tempestade, possa regressar tranquilo como se nada se tivesse passado. E nada se passa efectivamente porque nem o PS nem o PSD estão interessados em tocar no carácter esquerdista do regime. Porquê?! Porque têm ambos a marca genética da esquerda. É por essa razão que ao fim de tantas revisões, a constituição (dos trezentos e tal artigos!) mantém o país aprisionado a um regime laicista, republicano e socialista. Sem quaisquer hipóteses de mudança!

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Mas o PSD desempenha ainda uma outra função maléfica: - a sua máscara de oposição tem impedido que o leque partidário se clarifique. Como?! O facto de ser uma associação híbrida, enganadora, espécie de albergue espanhol, evita que se forme e desenvolva um forte e credível partido de direita, como é normal e acontece nos outros países europeus. E sabemos que só um partido de direita, forte em resultado da força eleitoral, poderia forçar ao esbatimento do carácter esquerdista do regime.

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Diz o povo que ‘não há mal que sempre dure…’ mas para que o ditado se cumpra, não basta o decurso do tempo, é preciso que alguém faça alguma coisa, um gesto, um sinal de desacordo, eficaz, oportuno e a oportunidade é esta. É agora ou nunca que o CDS deve fazer prova de vida. Não pode continuar a comportar-se como um diligente apoiante do PSD, perdido na ‘bricolage’ de medidas pontuais, úteis sem dúvida mas que não atingem o cerne da questão. A alternativa, a única alternativa é ser mesmo uma alternativa de direita à real hegemonia da esquerda.

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Para que isso aconteça o CDS precisa de radicalizar não apenas o seu discurso mas a sua prática política. Desde logo esquecendo (ou refreando) o seu apetite pelo poder imediato. Em segundo lugar lembrando-se (para lembrar os eleitores) que as suas raízes assentam na democracia cristã, uma diferença essencial, que se for afirmada sem rodeios, pode valer votos e confiança política.

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Por fim, e não menos importante, especialmente nos tempos que correm, o CDS/PP não pode deixar que sejam os internacionalistas do PCP e do BE, a fazerem figura de nacionalistas (e patriotas) quando esse papel coube e há-de caber sempre na idiossincrasia dos partidos de direita. Patriotismo que deve afirmar-se sem demagogias mas também sem medo ou vergonha das palavras. E perante seja quem for – união europeia, união ibérica, ou todas as fórmulas que pretendam reduzir Portugal a um mero protectorado. E a hora de marcar o terreno já começou. Porque a hora da humilhação colectiva já começou.

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Saudações monárquicas

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Post-Scriptum: Claro que também é a hora de os monárquicos se chegarem à frente. Como?! Se calhar temos que engendrar um partido que defenda a 'lusitana antiga liberdade'.

sábado, abril 09, 2011

Do centenário ao protectorado – cem anos depois…

Não tinha que ser obrigatóriamente assim, mas foi. Um país sem Deus, sem Rei, enredado num socialismo de esquerda, com a inerente (e crescente) gordura do estado; um sistema representativo (propositadamente!) deficiente, onde os ‘sociais democratas’ fazem as vezes da direita; uma juventude situacionista, que não questiona o regime; e um ‘estado social’ que fabrica dependentes e dependências a um ritmo alucinante… tudo isto junto, ao mesmo tempo, tinha que dar nisto – um país incapaz de se governar, um estado inimputável.

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Inimputabilidade que anda á solta por estes dias da crise: - não há responsáveis pela situação, nem pelo caminho trilhado! A única preocupação é o dinheirinho que aí vem para nos tirar do aperto! Dinheirinho mais barato, é certo, mas com a imposição de sermos governados de fora para dentro! Uma condição humilhante… em condições normais. Mas a anormalidade impera, portanto, muitos séculos depois, cai por terra um antigo aforismo romano: - diziam os Cipiões que ‘os lusitanos não se governavam nem se deixavam governar’. Do mal, o menos. Mas hoje, só a primeira parte é verdadeira! Quem se admira?!

Cem anos depois é este o rating da república: - Portugal transformado num protectorado europeu! Sem um grito, sem um ai!

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Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 07, 2011

Frases inesquecíveis!

Quando quero inteirar-me sobre a situação melodramática do país (psiquiátrica talvez fosse o termo mais apropriado) costumo visitar o programa ‘prós e contras’ e nunca me arrependo. Se aquilo fosse receita culinária chamava-se ‘bacalhau com todos’, se fosse gravador era cassete. Portanto, convém não abusar, uma vez por mês, chega e sobra. Os ingredientes, ou seja, os convidados são sempre os mesmos, a nata da terceira república, e as frases, algumas, são o melhor do programa. A Fátima Campos Ferreira quando está arranjadinha, também escapa. Ontem estava, e como perdeu o guião do governo, pareceu-me um bocadinho mais lúcida! Em contrapartida anda apavorada com os ‘cortes’ que se perfilam no horizonte o que me leva a fazer o seguinte juizo: - Será que vamos conseguir reduzir o défice da televisão pública?! E de outras coisas publicas semelhantes?! Veremos.

Mas vamos às frases. Escolhi duas emblemáticas:

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- ‘Temos a geração mais qualificada de sempre, e não temos emprego para lhes dar’!

Minha opinião: - mais qualificada no sentido de andar a tirar cursos que não servem para nada, sim, é verdade. Mas geração super protegida pelos progenitores, pelo estado, por tudo e por nada, incapaz de enfrentar a economia de mercado, ou seja, a competição pura e dura com os nossos parceiros do norte da Europa. Jovens que anseiam ser funcionários públicos, e está tudo dito.

Aliás, se dúvidas houvessem, bastaria recordar o slogan da última manifestação onde a tal geração à rasca’ pretendia apenas que o trabalho deixasse de ser precário! Visando assim prolongar (por outros meios) a protecção do ninho materno.

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A outra frase, batida, é a seguinte: - ‘Portugal nunca viveu tão desafogadamente, e com níveis de desenvolvimento tão elevados como agora, desde que aderiu à união europeia… e ao euro’!

Minha opinião: - uma frase infeliz e quase obscena. Com efeito, ‘viver à grande e à portuguesa’ com o dinheiro dos outros, subsídios que chegaram de Bruxelas para alavancar o desenvolvimento do país, dinheiro dissipado, a grande fatia a benefício de uns tantos, é o tipo comportamental que define uma república bananal. Qualquer inimputável sabe fazer isso, e numa noite ou em poucos dias pode gastar a fortuna que herdou sem o menor dos problemas. E no fim também pode desabafar, flatulento – ‘mas que grande noite!’ O problema é que a factura desse regabofe apareceu entretanto e vamos ter que a pagar. Nós e as gerações futuras, gerações que vão nascer já endividadas.

Comparar ‘isto’ com outros períodos de abastança (descobrimentos e ouro do Brasil) é, no mínimo, deseducativo e obsceno. Os descobrimentos foram realizados por nós, na linha da frente, a benefício de Portugal; o ouro do Brasil era nosso e os investimentos que fizemos ainda estão à vista! Alguns até se vêem da estratosfera!

É só.

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Saudações monárquicas

domingo, abril 03, 2011

O apelo impossível

Depois de se pavonear (longamente) nas ‘celebrações’ do centenário da república, sem sabermos o que celebrava! Depois de ofender os monárquicos no seu discurso de tomada de posse, afirmando que não existia uma questão de regime em Portugal, como se os monárquicos não existissem! Depois disso tudo, Cavaco Silva vem agora apelar à unidade de todos os portugueses face à grave crise que atravessamos! Não é que o apelo não seja compreensível, o problema aqui situa-se na credibilidade do apelante. Na credibilidade e na confiança que podemos ter num chefe de estado que só se lembra de nós, e eu falo pelos monárquicos, quando o país se afunda irremediavelmente! Pois é, professor Cavaco, a confiança não se constrói, nem se restaura de um momento para o outro, exige alguns comportamentos prévios. Um desses comportamentos, o principal, é a verdade. E a verdade Sr. Presidente é que a situação a que o país chegou deveria obrigá-lo a admitir que esta crise não é apenas uma crise da dívida soberana, é uma crise de soberania, é Portugal como país independente que está em causa. Portanto, Sr. Presidente, para que o seu apelo seja credível, terá de pôr tudo em discussão, desde logo o regime republicano, mas também a união europeia (sovietizada) a que aderimos. E para a qual temos vindo a transferir (sem consultar os portugueses) parcelas cada vez maiores (e mais importantes) de soberania, com as consequências que estão à vista! O discurso tem de ser este, Sr. Presidente. Não sendo assim, qualquer ‘união nacional’ que possa surgir será sempre artificial e pouco duradoura. E para esse ‘peditório’ não vale a pena dramatizar, basta assinar o seu nome na parte de cima da promissória, e dá-la a assinar aos restantes partidos. Aos que se recusarem a assinar dir-lhes-á muito simplesmente que para o mês que vem não há ordenado nem subsídio de férias para ninguém. Verá que todos assinam.

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Saudações monárquicas

sexta-feira, abril 01, 2011

O nosso agente em Bruxelas!

Não é o Durão Barroso, (esse navega em águas mais profundas), trata-se de um jovem magrinho, de óculos, nacionalidade desconhecida, e que pela segunda vez no espaço de um mês, vem dar uma mãozinha ao governo de Sócrates. O curioso comissário, ilusionista por certo, diz agora que Portugal não mentiu quanto ao valor do défice, acrescentando que cumprimos à risca todas as normas contabilísticas da união europeia! Concluímos portanto que a diferença entre o valor apresentado pelo governo e o valor corrigido pelo INE, não tem importância nenhuma na lógica do funcionamento daquela instituição europeia. Recorde-se que este é o mesmo comissário que já havia desvalorizado as medidas contidas no PEC IV, o tal documento entregue por Sócrates à revelia dos portugueses. Disse na altura que o ‘pacote’ não estava fechado, naquilo que foi entendido como uma tentativa para ajudar o nosso primeiro-ministro. Seja como for, está à vista que a contaminação partidária se estende à união europeia, envolve comissários, mantém segredos e compadrios, e o mais que se descobrirá quando… as comadres se zangarem.

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Saudações monárquicas