sexta-feira, julho 31, 2015

O regime irreformável!

Bem pode Passos Coelho esforçar-se, e esforça-se, bem pode Portas fingir que vai fazer, e finge, a verdade é que o problema do país é crónico, porque crónica é a sua doença ideológica. Numa palavra, um país que não tem, nem consegue ter, em quarenta anos de democracia, um partido de direita tal como sucede com os outros países da união europeia, não é um país normal! E que em vez disso entrega a representação da direita a sociais-democratas e centristas, não pode ser levado a sério! Um país destes não sai da cepa torta, nunca vai convergir, nunca vai acertar as contas.

É claro que esta cepa torta agrada e interessa à ‘loja dos trezentos’, porque não devem ser mais de trezentos os que comandam e influenciam a natureza ideológica da república. Ideologia que mal se fala em reformar a educação (pública), a saúde (pública) ou a segurança social (pública) reage em uníssono aproximando pessoas impensáveis! Unindo no mesmo ‘partido do estado’ toda a tralha centenária e republicana! Partido que ganha sempre as eleições, ora através do PS, ora através do PSD, dois partidos de esquerda, diferentes no acessório, iguais no essencial. E ganham as eleições com os votos dos funcionários públicos e de toda a máquina do estado. Só os idiotas é que não percebem ou não querem perceber.

Nestas condições como será possível alguma vez diminuir a despesa do estado?! Como será possível alguma vez reformá-lo?! 
Só a união europeia e a união monetária poderão fazer alguma coisa. Mas a muito custo, como se tem visto.


Saudações monárquicas


Nota: Não falei do CDS porque o CDS não conta, nestas condições nunca vai poder crescer.

terça-feira, julho 28, 2015

O crime compensa!

É provável que em todas as épocas surjam escritos a anunciar o apocalipse. Escritos que não comungam da apatia geral, nem subscrevem as novas (velhíssimas) ideias em que o futuro tem sempre razão. Escritos como este! Não será por isso que vou deixar de dizer o que sinto, que é bem mais importante do que dizer o que penso. E mais uma vez o denominado tribunal constitucional cerceou as possibilidades de combate à corrupção! Depois do MFA, depois do Conselho da Revolução, o regime defende-se agora atrás do TC e da sua irrevogável constituição! Para todos os efeitos foi mais uma vitória da esquerda e mais uma prova de que com esta constituição, com este regime, nada de substancial vai mudar na vida dos portugueses. Para todos os efeitos foi mais uma derrota para Portugal.

Saudações monárquicas

segunda-feira, julho 27, 2015

Pagar ou não pagar o imposto!

O tempo é veloz mas chega sempre no tempo certo. Em tempos idos a ideia de tributo parecia aceitável. Era a contrapartida pela segurança de pessoas e bens. Associada ao imposto tem outra natureza. Reagimos contra o ocupante, físico ou ideológico, que nos oprime, que nos sufoca na nossa própria terra, na nossa própria cultura! Cristo perante a pergunta insidiosa ainda hoje nos surpreende – a César o que é de César, a Deus o que é de Deus! César ocupava então a Palestina.

Diz-se que os gregos não gostam de pagar impostos e que fazem gala nisso. Diz-se também que os portugueses eram nesse aspecto parecidos com os gregos mas que entretanto evoluíram para uma cultura de maior responsabilidade tributária! Não é o que se ouve nos noticiários quando todos os dias se constituem arguidos por fraude e evasão fiscal! Em que ficamos?!

O sentido comunitário não se decreta. A reacção ao pagamento de impostos tem na base a desconfiança e o incómodo de pagar ao corrupto ou ao invasor.
Acresce que em Portugal, e ao contrário da Grécia*, à certeza da corrupção junta-se a certeza do invasor ideológico, venha ele a cantar a marselhesa, venha ele travestido em ‘causas fracturantes’!

Custa-me portanto pagar os impostos que alimentam a corrupção, e pior do que isso, sustentam aqueles que ocupam o estado e vão destruindo os alicerces da nossa cultura milenar!

Saudações monárquicas


*) Veja-se a propósito a cerimónia de posse e juramento dos novos ministros do governo grego. Cerimónia que curiosamente ninguém comentou!

quinta-feira, julho 23, 2015

Um rio que corre...

Rui Rio foi ontem entrevistado na RTP Informação e disse de sua justiça. Dois pontos prévios: - detesto o entrevistador a fazer lembrar aqueles delegados de propaganda médica que querem impingir à força os seus produtos - no caso, António Costa, a sua decantada competência para o cargo de primeiro-ministro, e a balela de que se podia fazer tudo o que o governo fez mas melhor! O segundo xarope teve naturalmente a ver com Sócrates e o seu drama! Em ambas as questões, diga-se, Rui Rio não se afundou! Disse o que toda a gente sabe - que os partidos socialistas aumentam sempre a despesa do estado, logo não estão indicados para governar quando se tem que fazer o contrário; e quanto a Sócrates, não estando tão à vontade, reconheceu que o sistema judicial está finalmente a atingir a corrupção, verdadeira praga nacional. Acho que tergiversou um bocadinho, e ainda não vi ninguém não tergiversar(!), quando bateu na tecla estafada das fugas ao segredo de justiça como se a corrupção generalizada respeitasse algum sector de actividade. Mas tirando isso Rui Rio mostrou capacidades e revelou intenções: - a reforma do regime político é a sua grande prioridade no caso de se candidatar e ser eleito. E acrescentou que tenciona realizar tal tarefa através de uma magistratura de influência, activa e permanente, abrindo o debate a toda a sociedade. Espera assim que os partidos políticos se decidam a fazer a necessária reforma!
É aqui que desconfio que as coisas irão azedar e não creio que Rio ou qualquer outro presidente da república tenha a força suficiente para mudar um regime que assenta no tal 'principado' com sede na capital e no...capital!
Aliás mudar o regime ( e não há volta a dar) é voltar à monarquia e duvido que Rui Rio tenha pedalada para fazer isso a partir da presidência da república*. Era bom era...


Saudações monárquicas


*) Ou que pelo menos considere a questão da mudança de regime como uma real possibilidade. E do alto da sua magistratura de influência suscite a necessária revisão constitucional para que isso seja (democraticamente) possível! É o mínimo que se pode esperar de quem estabelece como primeira prioridade a credibilização da política e dos políticos.     

terça-feira, julho 21, 2015

As repúblicas e a corrupção

As repúblicas são ineficazes contra a corrupção. Sem um fio condutor, sem um vínculo (independente) que as ligue à raiz, as repúblicas são presa fácil de cliques organizadas, grupos de pressão ou associações secretas! A república americana neste contexto pode ser considerada uma excepção mas isso deve-se em larga medida à herança recebida do colonizador inglês e do seu sistema de justiça. Sistema que se caracteriza pela independência e capacidade de livre apreciação dos respectivos juízes, fruto de uma constituição histórica onde assentam as leis, constituição que tem representação humana na pessoa do monarca.

É por isso que quando passeamos os olhos pela geografia da corrupção, nomeadamente na Europa, chegamos sempre a duas conclusões: a primeira é que a corrupção é própria do homem e se encontra terreno propício alastra rápidamente tomando conta de toda a sociedade; a segunda conclusão é que os regimes republicanos além de terem menos defesas (anti-corpos) para prevenir a corrupção, têm também menos remédios para a combater. Não têm um sistema de justiça realmente independente do poder político*, não têm uma constituição suficientemente representativa**, e não têm um rei*** que a defenda.

Saudações monárquicas


*) Veja-se a propósito o chamado ‘tribunal constitucional’ em que parte dos juízes são indicados pelos partidos políticos!


**) Veja-se a formulação ideológica que ostenta! Veja-se a forma (inconstitucional) como exclui a monarquia em termos de alternativa política! Vejam-se enfim os limites materiais de revisão que proíbem que os portugueses se pronunciem sobre algumas matérias consideradas dogmas de natureza religiosa!

***) Alguém não eleito, alguém que não deva os favores do cargo a ninguém. Alguém, portanto, eleito pela história. Pelos milhões de mortos que nos precederam e construíram a nossa herança! E pelos milhões que hão-de nascer e a quem não podemos negar essa mesma herança.

sábado, julho 18, 2015

A esquerda é o caruncho do estado!

Habitam o estado, vivem do estado, não sabem nem querem viver de outra maneira. Quanto mais à esquerda pior! São mais refinados, gostam de boa madeira e fazem mais ruído. A nossa televisão está cheia deles. E agora com a novidade do Syriza, caruncho grego de alto calibre, quiçá entusiasmados com a respectiva perfomance, não largam o ecrã! Sai um entra outro. O ruído de fundo mantém-se embora pareçam um tanto desnorteados com os flic flac do Tsipras!

Outro assunto que diz respeito ao nosso caruncho tem a ver com o subsistema de saúde denominado ADSE! Diz-se que os pobres dos funcionários públicos descontaram a mais do que deviam e que o estado lhes ficou com o excedente! Coitados! Décadas a fio com prejuízos colmatados pelo Estado e agora que as taxas foram ajustadas, contra a vontade dos beneficiários, e que afinal deu lucro… vem o malandro do estado… com franqueza!
O que se há-de fazer, caruncho é caruncho, e ao estado português (tal como ao grego) só lhe resta um caminho - ir ao expurgo.


Saudações monárquicas 

sexta-feira, julho 17, 2015

Só temos presos políticos!

Como se sabe Portugal era um país de inocentes. Um caso ou outro de crimes de amor ou vingança e no mais a justiça funcionava através de longos processos que não davam em nada. Os códigos garantiam a inocência, os advogados garantiam a subsistência e os juizes garantiam a sua tranquilidade. Vale e Azevedo, talvez para inocentar o Benfica, acabou por ser durante muito tempo o único corrupto sentenciado.

Esta situação tende agora a mudar e começam a aparecer alguns casos que não sendo possível justificar, atrasar ou prescrever, vão prosseguindo os seus trâmites perante o desespero de uns e o aplauso de outros. Uma situação nova, desagradável, que provoca alguns estragos políticos, porque na realidade é na política que surge a grande oportunidade para o enriquecimento sem causa. Crime que em Portugal é muito difícil de reverter para os códigos e percebe-se porquê.

Sendo assim, e contando com o precioso auxílio da comunicação social, resta aos prováveis corruptos declararem-se vítimas de perseguição política! Presos políticos.
É mais uma originalidade da república para que as coisas voltem ao que eram – um país de inocentes!


Saudações monárquicas

quinta-feira, julho 16, 2015

Está-se a chegar a um limite…

Definitivamente o relativismo tomou conta de nós! O relativismo ou esta absoluta dependência do dinheiro que nos leva a fazer coisas que um dia… ‘teremos pudor de contar seja a quem for’! Passe a citação de Régio!
Achamos normal que o Tsipras seja hoje o líder da oposição e amanhã do governo! Achamos normal que o referendo aprove o não que afinal queria dizer sim! E vamos achar normal que a Grécia não cumpra este novo acordo que aprovou no Parlamento!
Enfim, uma absoluta normalidade onde se incluem os zigue zagues da senhora Lagarde consoante as instruções que vai recebendo dos seus patrões americanos!

O mesmo se diga do ‘projecto europeu’, naturalmente entre aspas, porque entramos outra vez no mundo do relativismo! Ou seja, há mais projectos europeus que países na união! Só em Portugal deve haver aí uns quatro ou cinco projectos! Tantos quantos os partidos representados na assembleia da república. Neste aspecto, convém dizer, as monarquias são bastante mais moderadas. Têm outro espírito de corpo. Normalmente, a cada país monárquico corresponde apenas um projecto europeu. A mesma raiz e a mesma ideia estratégica une os respectivos povos.

Mas este é assunto com outro fôlego e para um próximo postal.



Saudações monárquicas

terça-feira, julho 14, 2015

Por acaso foi ideia minha…

Esta inconfidência (razoavelmente infeliz) de Passos Coelho, que faz agora o seu caminho no anedotário nacional, deu-me no entanto a chave para este postal!

Por acaso foi ideia minha antecipar o resultado da última maratona negocial. Basta relerem o que disse - a Europa vai ceder e fazer a vontade ao ‘menino’. Vai mandar mais dinheiro para a Grécia a troco daquelas mil e uma reformas que a Grécia não vai fazer.

E por acaso também é ideia minha que o grande vencedor desta tragédia (ou farsa) é Alexis Tsipras!
O Syriza pode ter perdido, é provável que sofra algumas baixas, mas o ‘nosso herói’ conseguiu destruir o sistema partidário grego e irá reinar sobre os escombros. Uma verdadeira frente comum, unida como uma lapa ao vil metal. Ao euro, em notas ou moedas! Quanto à outra face da moeda, a famosa austeridade, essa será outra história. Uma história que Tsipras terá tempo para contar aos credores, em fascículos do tipo Odisseia.

E a Europa como irá reagir aos sucessivos incumprimentos?! Isso não sei, mas dificilmente conseguirá encontrar outro interlocutor do lado grego. Quem diria, Tsipras, o trapezista, a liderar o nacional-socialismo grego!


Saudações monárquicas



segunda-feira, julho 13, 2015

Precisamos de outro canal de televisão!

Só temos um, precisamos de outro para haver contraditório. Aparentemente temos vários canais mas como dizem todos o mesmo, é no fundo um canal disfarçado de vários! Frequentado pelas mesmas pessoas também elas disfarçadas na mesma pessoa! Essa pessoa é um estereótipo fácilmente identificável – se a deixarem pronunciar meia dúzia de frases percebe-se logo que é de esquerda. Quando não é, tem vergonha de não ser!
Por tudo isto, e se quisermos ter alguma informação credível, se possível menos infantil, precisamos de outro canal de televisão. Uma espécie de BBC na terceira república.

Assim, no novo canal que vos proponho a primeira medida, a linha editorial que vamos seguir é muito simples – vamos deixar de ser gregos, de fingir que somos gregos, para ver se conseguimos ser portugueses. Não temos que ajudar a Grécia a ficar no euro, temos tão só de cumprir as regras do euro se quisermos lá continuar. Se a Grécia fizer o mesmo é porque também quer ficar. Não há nada mais cristalino.

Aliás, um tema que gostaríamos de ver desenvolvido no nosso canal tem a ver com a mistificação do projecto europeu, com a constituição napoleónica que estava na calha, felizmente chumbada, e a subsequente tentativa de fazer do euro um instrumento para a união política da Europa, sem a Europa saber! Política de facto consumado, ensaiada nos gabinetes de Bruxelas, à revelia da vontade dos povos europeus! Em Portugal, que eu me lembre, nunca houve um referendo sobre a união europeia!

Concluindo, os que agora se queixam do egoísmo e da falta de solidariedade dos povos europeus, são os mesmos que nunca lhes quiseram dar voz! Democratas com medo da democracia!


Saudações monárquicas

sexta-feira, julho 10, 2015

Polvo ou pescadinha de rabo na boca?!

À medida que o processo avança começam a aparecer as velhas cumplicidades, as decrépitas conclusões, as antiquíssimas razões que explicam a república de trazer por casa que somos. E podia dizer isto por outras palavras não fora a sensação ou algum palavrão que se soltasse da minha escrita contida. Já lá vai um parágrafo e ainda não disseste nada! Pois bem, lembram–se das escutas que o presidente do supremo tribunal de justiça mandou destruir?! Tudo com letra pequena. Lembram-se do procurador-geral da república que propôs a destruição das mesmas?! Também com letra pequena. Por serem irrelevantes, segundo sua excelência. Ora essa, conversas entre Sócrates e o seu amigo Vara nunca poderiam ser irrelevantes, mas se vossa mercê acha, então calo-me. Mudemos de assunto para recair no mesmo. Talvez consiga chegar a um consenso quanto ao nome de código a dar a esta história! Polvo está muito visto. Até porque o polvo tem cabeça pequena e tentáculos grandes e este caso, já todos percebemos, a cabeça é grande de mais para o corpo. Digamos que tem perna curta como a mentira. Neste aspecto parece-se mais com a lula ou com o choco. Mas o nome que lhe fica a matar é pescadinha de rabo na boca! Porquê?! Porque em Portugal está tudo ligado, quando se puxa por uma ponta vem tudo atrás. Aguardemos serenamente os próximos capítulos do nosso ‘marquês’ repetindo até à exaustão que está tudo inocente até trânsito em julgado, etc. etc.


Saudações monárquicas

quinta-feira, julho 09, 2015

As doutrinas da irresponsabilidade!

É uma doença do ocidente, começa no berço, com os papás comovidos com o nascimento da criancinha! A partir daí tudo são pretextos para proteger o rebento. O rebento cresce assim tão protegido que á primeira corrente de ar apanha uma pneumonia. Aqui Del’ rei, convoca-se o conselho de estado, a sociedade inteira para tratar do assunto e não havendo melhoras, vá de exigir responsabilidades a tudo e a todos. Os únicos inocentes são os papás!
Este é um exemplo familiar que pode multiplicar-se e representa a comunidade nas suas várias vertentes. E acabamos por falar na Grécia porque é incómodo falar de nós.

Mas vamos lá admitir que, de facto, o caso grego bate todos os recordes! Desde a falsificação, durante anos a fio, das contas do défice, até à incapacidade para fazer qualquer reforma, tudo joga contra os (i) responsáveis gregos. E sobra evidentemente aquela falácia – pois se não estamos interessados em mudar de vida, resta-nos gritar que a dívida é impagável, que os juros são insustentáveis, que a austeridade não é remédio! Logo, emprestem-nos mais dinheiro!
Que é precisamente o que está a dizer Tsipras neste momento aos seus parceiros europeus! Com voz doce, obviamente.
E se me perguntarem o que vai fazer a Europa perante esta chantagem, eu respondo que vai arranjar maneira de fazer a vontade ao ´menino’.

Noutro registo saliento aqui a clarividência de Ricardo Arroja que sugeriu o único caminho que existe para, nesta fase, salvar, não o euro, mas a comunidade europeia enquanto mercado comum. E esse caminho consiste em remeter para quarentena aqueles países que insistem em não cumprir as regras que se comprometeram a cumprir. Será a oportunidade para se confrontarem internamente, para se auto-corrigirem, deixando de empurrar as culpas para os outros – para a Europa, para as instituições, para os mercados, etc. Assim, quando estiverem em condições de regressar, pois que regressem. Sem sofismas, sem truques, em pé de igualdade com os outros. Um género do adágio popular – ‘cresce e aparece’.

Saudações monárquicas


Nota: Ricardo Arroja propôs no fundo reformar as regras do euro para manter a união europeia. Uma lição para aqueles que queriam construir a Europa política (à socapa) através da união monetária, e uma lição também para aqueles que afirmam que Portugal não é a Grécia mas que se esquecem de dizer a seguir que Portugal também não é a Alemanha. 

terça-feira, julho 07, 2015

Austeridade – senha e contra senha!

Já houve quem denunciasse o sofisma, quem descobrisse o embuste que a esquerda usa e abusa para mobilizar as massas mais ou menos infantilizadas. Austeridade, eis a palavra mágica, apelativa, que quer dizer tudo e não quer dizer nada, cavalo de Tróia na Grécia, cavalinho de cortesias em Portugal.

Costa, de início, apostou tudo contra a austeridade! Tem vindo a corrigir o discurso ao ver-se envolvido na turba multa do populismo radical. Populismo que avança com outras nuances da mesma aldrabice! Agora a austeridade mudou, tornou-se um conceito relativo, existe a austeridade aceitável, aquela que atinge o capitalismo, e existe a má austeridade, aquela que não deixa avançar o socialismo! Isto não é dito assim, óbviamente. A pílula vem com a conversa dos pobrezinhos e dos reformados! Conversa que fará aumentar naturalmente quer os pobrezinhos quer os reformados. É dos livros.


Saudações monárquicas  

domingo, julho 05, 2015

Há muito ‘grego’ em Portugal!

Nestes dias de grandes revelações tenho constatado que afinal temos por cá muitos gregos. Gregos e gregas. Não têm a nacionalidade, nunca puseram o pé em terras helénicas, mas sentem-se gregos. Muitos fazem até uma distinção curiosa: - por um lado recusam ser a Grécia, mas querem na mesma ser gregos! Isto não é fácil de compreender, mas depois de falar com alguns já consigo dividi-los, classificá-los e arrumá-los nas respectivas gavetas.

Por exemplo há aqueles gregos para quem a Grécia não pode sair do euro de maneira nenhuma! Porque se a Grécia sai, dizem, a seguir saímos nós! Ou seja a Grécia serve aqui de menino mal comportado que vai protegendo os outros meninos mais sonsos, mas igualmente mal comportados. E sou levado a aceitar o argumento uma vez que Portugal também tem andado a fingir que faz reformas, mas aquelas que atingem o ‘monstro estado’, essas ainda não as fez. E duvido que as consiga fazer.

E surge assim o outro grande grupo de gregos, que são nem mais nem menos que os funcionários públicos e afins. Incluindo o exageradíssimo poder autárquico. Para estes a união europeia e o FMI (e todos os demais credores) são uma ameaça constante pois são os credores quem mais força faz para que a despesa do Estado diminua, única maneira de haver algum excedente para pagar os seus empréstimos. E aqui vou ter que concordar (também) com o argumento dos credores.

E por falar em empréstimos chegamos ao último grande grupo de gregos. Estes são gregos há muito tempo! Apoiantes confessos de todos os Syrizas, esfuziantes oradores na praça Sintagma, têm sobre os empréstimos uma visão peculiar: - em princípio não se pagam! São socialistas de vários matizes e correspondem àquela ideia muito divulgada sobre o socialismo – ‘acaba, quando acaba o dinheiro dos outros’

Saudações monárquicas



Nota básica: Em momento algum me passa pela cabeça ofender os gregos e a Grécia. Um povo e um país que respeito. Pretendi apenas falar dos que se fingem apoiantes dos gregos, mas estão a pensar nos seus interesses em Portugal.

sexta-feira, julho 03, 2015

Os mortos pelos vivos!

Confesso que não consigo alcançar esta catarse colectiva, este culto sem sentido, esta trasladação excessiva que se apoderou de Eusébio, e que faz de Eusébio aquilo que ele não pode ser! O próprio na sua simplicidade não compreenderia este aparato! E quem o quiser compreender terá inevitávelmente que desenterrar outras razões.
O estado de orfandade em que o país se encontra, o desnorte, a substituição de valores, serão razões mais ou menos visíveis. Quanto às invisíveis posso dizer alguma coisa:

Eusébio é afinal um símbolo do Portugal pluricontinental, um português que nasceu no ultramar, que alinhou pela selecção nacional, e essa circunstância, essa memória traída, também estarão (dissimuladamente) presentes nesta homenagem. E isso até posso compreender.

Agora o que não compreendo é o aproveitamento político que se fez e que se faz da figura de Eusébio. Aproveitamento que se resume numa pergunta: - Que faz Eusébio no Panteão da república?! Não haverá um local onde todos os portugueses, sejam ou não republicanos, o possam recordar?! 

quarta-feira, julho 01, 2015

Folhetins

Na assembleia, a esquerda, em versão nacionalista, questiona as privatizações e diz que o estado fica a perder. É capaz de ter razão no que toca ao estado e já agora acrescento – o estado português fica sempre a perder, quer nas nacionalizações quer nas privatizações! É uma certeza republicana. Comparo o seu destino ao meu clube - o Belenenses! Que também fica sempre a perder! Ganhou um campeonato durante a segunda república, o primeiro que se realizou e pouco mais. Sendo embora considerado o ‘clube do regime’! Imaginem se não fosse! A seguir ao 25 de Abril, nesta terceira república, portanto, nada mudou para o Belenenses, o plano inclinado manteve-se. A única diferença é que já ninguém tem coragem de dizer que somos o clube do regime!

Outro folhetim desenrola-se entre a Grécia e a Europa! Os gregos actuais pouco têm a ver com os antigos, há ali muita história pelo meio, mas permanece alguma da habilidade negocial herdada do herói da Odisseia. Avançam, recuam, cheios de armadilhas, muito sorridentes, e para pagar é um castigo. Os credores já perceberam que vai ser difícil arrancar-lhes o ‘guito’.

Para lá do folhetim fico a imaginar que Portugal também terá um dia que defender os seus interesses estratégicos face à união europeia. Deus queira que nessa altura, e ao contrário do que sucede agora com a Grécia, as questões ideológicas não se sobreponham às questões patrióticas. Deus queira.


Saudações monárquicas

quinta-feira, junho 25, 2015

Portugal e a Grécia

‘Não somos a Grécia’ é a frase que resolve actualmente os nossos problemas de consciência. Mas a frase não é feliz. De facto não somos a Grécia, ficamos na outra ponta da Europa, temos outra geopolítica, mas temos algumas coincidências pouco abonatórias. Por exemplo, ambos organizámos certames desportivos megalómanos e ruinosos. Nós, o campeonato da Europa dos estádios vazios, eles, os jogos olímpicos à grande e à grega, migalhas de um novo-riquismo sem sustentação na realidade. E esta é uma semelhança que se mantém na mentalidade vigente e que podemos resumir noutra frase - querer tudo e não querer pagar nada por esse tudo!

Mas há diferenças para a Grécia! Porém nessas diferenças ficamos mal na fotografia. A Grécia entrou para a união europeia, e mais tarde para o euro, sem segundas intenções nem enganos – era pobre, não tinha condições para aderir. Em nome de uma pretensa identidade europeia os estados ricos forçaram a sua entrada e é o que se vê. Quanto a Portugal o nosso súbito europeísmo deveu-se às más razões que vamos atirando para debaixo do tapete! Por pura cobardia abandonámos as colónias à sua sorte e com medo de cair numa deriva cubana caímos nos braços da união europeia! A partir daqui foi a fuga em frente! Aderimos e aceitámos tudo – o euro, sem ter condições para tal, a perda total da independência e o mais que se verá!

Ninguém foge ao seu destino, começámos com frases, acabamos com uma frase de humor: - "Grécia pode voltar à dracma mas Portugal continuará com o kuanza”.*

Saudações monárquicas



*) Lido no ‘Inimigo Público’ de 19/6/2015

sábado, junho 20, 2015

Barómetro de encomenda

A pouco católica televisão pública, encomendou um inquérito à Universidade Católica para saber das preferências políticas dos portugueses! Presumo que escolheu a dita universidade para dar maior credibilidade à encomenda. O problema é que as perguntas também são de encomenda!

Resumindo: - dizem os inquiridos que o PS vai ganhar as próximas eleições, embora sem maioria absoluta, e em resposta a outra pergunta inteligente acrescentam que o Estado deve continuar a ser o dono e patrão de quase tudo! Noutra vertente e com grande avanço Marcelo é o preferido para presidente da república. A que se segue mais uma resposta inteligente, e também em percentagem: os outros candidatos não são tão conhecidos! Nesta altura a menina que dava voz às perguntas e respostas sorriu ainda mais. Eu também.

Bem, este barómetro veio mesmo a calhar depois de ter aparecido uma sondagem onde a coligação ultrapassava o PS nas intenções de voto! E só pode ser entendido como um contra ataque do ‘monstro’ e do seu canal de estimação.
Ah, grande barómetro!


Saudações monárquicas 

quinta-feira, junho 18, 2015

Impressões

Oiço Marinho Pinto na televisão e lá esbarrou ele novamente no caso Sócrates! Apeteceu-me então desabafar e aqui estou eu a zurzir... em ambos! 

Um é republicano, e se fosse só isso, seria apenas alguém com quem discordaria a propósito da chefia de estado. Mas não é só isso. Há ali ramificações jacobinas que contaminam completamente o seu carácter aparentemente estóico! E é pelo lado estóico que ainda o vou ouvindo. Mas esbarrou em Sócrates! Que aliás sempre defendeu. Assim sendo, estamos nos antípodas. É pena, repito, não terá ainda percebido que Sócrates é a grande referência, o verdadeiro chefe desta terceira república, luxuosa e inútil. Por isso está falida. De pouco valem portanto os seus gestos de autenticidade, que os tem, as suas denúncias certeiras, que as faz, enquanto continuar a confundir os arbustos com as árvores!

Quanto ao segundo personagem, e por contraponto, fica traçado o retrato que dele faço. É o símbolo de toda uma maneira de ser, de pensar e de agir, profundamente deseducada, e que é comum no Portugal de hoje. Pode estar preso ou solto, pode ser inteligente ou não, verdadeiro ou mentiroso, que isso não faz qualquer diferença. A sociedade permanecerá tal como está. E ele continuará a ser idolatrado por uns, e odiado por outros. O problema é que quem o odeia, aprecia os seus defeitos, votou no aborto, nos casamentos gays, etc. Eu não o odeio. E se procurarem bem nos meus escritos verão que lhe reconheci qualidades de liderança que podiam ter feito dele um grande primeiro-ministro. Mas nunca esteve para ai virado. A vaidade e a ambição desmedida sempre foram o seu norte. Foi pena.

Saudações monárquicas

quarta-feira, junho 10, 2015

Dez de Junho!

Um dez de Junho diferente, cada vez mais singular, Portugal não sei se existe, tem um hino, um presidente, é o que posso afirmar. Tem o sol para veraneio, futebol para paleio, junto à praia, tem o mar. Hoje é dia de poetas, de discursos e de tretas, de parada militar. Mas aceito o desafio, e se a memória é um rio, veio aqui desaguar... Do que me havia de lembrar?!

África
Minha flor cativa
Meu deserto circular
A norte e a sul de Alcácer-Kibir
Onde morro devagar...

Fronteira fechada, pasmada
Num só lamento
Areia desenhada pelo vento

Ao sol ardente
O meu cantil vazio
Tenho sede
E frio

segunda-feira, junho 08, 2015

A plantação de notícias!

País pequeno, soalheiro, com pouco para decidir internamente, quase irrelevante na cena internacional, era inevitável que se transformasse num centro de coscuvilhice. E a coscuvilhice é essa arte de transformar pequenos assuntos em gigantescos dramas! Veja-se o 'caso Jesus' que só não subiu à assembleia da república porque ainda resta algum pudor. Isso não invalida que a comunicação social continue a envidar todos os esforços para manter acesa a discussão e nesse sentido vá plantando 'notícias' cada uma mais ridícula que a outra para assim manter as audiências, ou o que é pior, prestar serviços aos donos da bola. Ora bem , isto é tudo menos jornalismo sério e objectivo.
Outra novela em perspectiva é a reactivação do caso Sócrates e da sua presumível recusa em aceitar a pulseira electrónica! Para além de ser um insulto a todos os que a usam, e a agradecem uma vez que representa mais liberdade, vem confirmar aquilo que sempre se soube: - os socialistas e a esquerda em geral acham que a lei, quando lhes desagrada, só se aplica aos outros!

Saudações monárquicas 

quarta-feira, junho 03, 2015

Quarenta anos depois…

Quarenta anos depois das amplas liberdades, da constituição mais avançada de sempre, onde não há página nem vírgula que não fale de igualdade, quarenta anos de fraternidade tão grande e tão propícia que as ‘irmandades’ proliferaram como cogumelos, e ocupam hoje, o parlamento, os tribunais superiores, as forças armadas, tudo o que mexe, ajudando sem cessar irmãos, primos, sobrinhos, amantes, padrinhos, quarenta anos idolatrados, celebrados, cravejados... até que um belo dia descobrimos que isto aqui, o país, era afinal a pátria da corrupção! Porém, não havia corruptos!

É certo que prenderam o presidente de um clube quando este perdeu as eleições, mas isso era futebol e não ligámos.
O escândalo na realidade só aconteceu quando um ex-primeiro ministro foi detido na manga de um avião! Por ter sido na manga e não em terra firme. A partir daí tem sido um rol de lamentações e declarações de inocência!

E pelo andar da carruagem, pelas promessas eleitorais do PS, já percebemos que é crucial ganhar as próximas eleições! Para soltar Sócrates. E pelo que conhecemos do respectivo programa, para evitar que se cometam mais erros judiciais na manga dos aviões! Afinal está em causa ‘a honra do convento’, esta particularidade única, digna do Guiness:- a corrupção alastra em Portugal, de cima abaixo, mas felizmente não temos corruptos!


Saudações monárquicas

segunda-feira, junho 01, 2015

Pensões de miséria

Quando tanto se fala de pensões ficámos a saber aquilo que já sabíamos – a média de pensões nos privados não ultrapassa os 360 euros! É com esta verba que muitos portugueses têm que viver o resto das suas vidas. Bem abaixo do salário mínimo, também ele uma miséria. Este é o feito histórico da chamada democracia de Abril que já leva quarenta anos de vigência! E a pergunta impõe-se: - sendo assim por que razão ainda se aguenta?!

Muito simples, porque as reformas ou pensões do sector público são completamente diferentes! Aqui a média é bem superior! Para não ir mais longe (nem mais alto) atrevo-me a dizer que nenhum funcionário público que se reforme, seja da segurança social, seja da saúde, seja da educação, seja dos transportes controlados pelo estado, recebe a obscena pensão de 360 euros!

Dir-se-á que recebem pensões de acordo com as regras estabelecidas por lei. Isso é verdade mas a chaga social não é menor por isso, a desigualdade permanece escandalosa, o regime político em que vivemos continua a ser uma vergonha. E os partidos não servem, afinal, para nada.
Minto, servem para manter tudo na mesma!


Saudações monárquicas

sexta-feira, maio 29, 2015

Regicidas na TVI!

Incomodado com os telejornais de Manuela Moura Guedes, Sócrates quis silenciar o canal! Não conseguiu. O tempo entretanto correu e hoje a informação da TVI é da responsabilidade de um indivíduo que escreveu um livro com um título tocante: – ‘Gosto de Sócrates’! Caso para dizer, ‘guardado está o bocado…’!
Não obstante tudo isto, a coisa pode sempre piorar e piorou mesmo! Então não é que um dos pivôs mais badalados da nossa praceta, José Alberto de Carvalho de seu nome, resolveu fazer a apologia do regicídio, no cenário mais apropriado - junto ao coche onde ainda se vislumbram os buracos das balas dos assassinos! Que rico serviço público de televisão! Já agora devia completar-se o rol dos brandos costumes com as imagens possíveis dos crimes subsequentes, crimes maçónicos e republicanos! São vários os chefes de estado e primeiros-ministros assassinados, desde Sidónio Pais até Sá Carneiro, e como os suspeitos são sempre os mesmos, não deve ser difícil obter os respectivos testemunhos.
Fica a sugestão.



Saudações monárquicas

quinta-feira, maio 28, 2015

A guerra fria chegou à bola!

Se os estados unidos fossem um exemplo a seguir eu ía fazer turismo para o Iraque, Síria, Afeganistão, Líbia, etc, sem esquecer aquele ‘spa’ em Guantánamo! Mas não são. Portanto não vou embarcar nas suas jogadas anti Putin, que tem o mérito de fazer frente ao cesarismo do tio Sam. E cesarismo por cesarismo, não prefiro nenhum. Dito isto, não se percebe a interferência americana na FIFA, como não se percebe o histerismo português contra a corrupção! É bom não esquecer que temos um antigo primeiro-ministro a responder precisamente por corrupção! E não há dia em que não se façam peregrinações à prisão de Évora! Mais, se quiséssemos descobrir compadrio e corrupção no mundo da bola indígena, não tínhamos mãos a medir! Portanto tenham lá calma, esqueçam o Figo e o Tagus Park, e façam menos barulho. Não me digam que essa raiva toda é por causa do Blatter gostar mais do Messi que do Ronaldo?! Bem, se é por isso… então é ainda pior! Só com tratamento.
Noutra vertente, claro que há corrupção na FIFA e em todo o lado onde o sufrágio universal aparece sacralizado! Aí, é muito difícil desalojar os ‘eleitos’! De vez em quando há um ‘watergate’… mas não é sempre.


Saudações desportivas

segunda-feira, maio 25, 2015

Informação pirata, precisa-se!

Antigamente, quando a informação estava controlada pelo poder, as pessoas sintonizavam a BBC para se inteirar sobre os acontecimentos. A verdade não ficava totalmente esclarecida, pois a BBC também tinha a sua agenda, mas havendo algum contraditório, alguma luz se fazia.
Hoje, infelizmente, isso não é possível! A informação é aparentemente livre, mas os informadores dependem de um sindicato de poderes, ocultos uns, camuflados outros, e dizem todos a mesma coisa!
As eleições inglesas foram neste aspecto um bom (mau) exemplo! Foi um cabo dos trabalhos para percebermos que a esquerda tinha perdido em toda a linha!

Ontem em Espanha, e hoje nos jornais portugueses, sucede o mesmo! Se lermos os cabeçalhos o PP perdeu as eleições! E a ideia feita de que o ‘Podemos’ (espécie de Syriza espanhol) iria destruir o bipartidarismo, continua a fazer o seu caminho, apesar do claro desmentido das urnas!

Nestas circunstâncias, pergunto-me?!
Onde poderei informar-me sobre essa verdade tão simples – quem ganhou afinal as eleições em Espanha?!
Eu estou convencido que sei, mas precisava de uma confirmação!
Algum clandestino, algum rádio pirata, que me ajude!


Saudações monárquicas    

domingo, maio 24, 2015

Sodomitas ganham terreno na Irlanda!

O assunto pode ser visto de outra maneira. Foi assim que o li numa folha paroquial: - ‘A razão de ser desta vitória é muito clara: os que votaram a favor do “sim” já não são cristãos, desprezam as Escrituras, e não seguem os ensinamentos dos Santos Padres. Claro está que o nosso objectivo não é perseguir ninguém, mas apenas dizer a verdade que a natureza nos deixou inscrita com absoluta evidência: só o casamento entre um homem e uma mulher é aberto à vida!’

Também subscrevo algumas consequências previsíveis: - “Preocupa-me muito que, quando estivermos a pregar na Igreja ou a ensinar nas nossas escolas católicas ou a testemunhar a fé cristã sobre o que é o casamento, possamos ser presos como fanáticos ou homofóbicos”.


Depois disto percebe-se melhor a capitulação da Europa, como se percebeu no passado a capitulação de Roma perante os bárbaros. Capitulamos quando deixamos de nos respeitar. 

sexta-feira, maio 22, 2015

Os polícias ingleses que não somos!

Hoje, sexta-feira, cinco dias depois da ‘festa’, começam enfim a aparecer algumas explicações e comentários sobre os verdadeiros responsáveis pelos motins ocorridos. Já não era sem tempo! E os verdadeiros responsáveis são: - os adeptos do Benfica que os desencadearam; os responsáveis do Benfica que não os condenaram; a Benfica TV que preferiu excitar os adeptos com a difusão de um episódio isolado; e finalmente a Câmara Municipal de Lisboa que não atendeu ao relatório policial que desaconselhava aquele tipo de celebrações.

Dito isto, falta ainda dizer qualquer coisa:- falta referir que tudo o que se tem dito sobre o já célebre ‘episódio de Guimarães’ carece de contraditório. Não sou advogado de ninguém mas vou dizer o que penso: - É inegável que parece existir violência excessiva por parte do comissário de polícia. É também inegável que a presença de um menor, filho da ‘vítima’, torna a conduta policial mais criticável.
Mas também é evidente que só um pateta é que pode pensar que o adepto em causa esteja completamente inocente. Como só um pateta é que pode isolar aquele episódio do contexto de violência que se vivia naquela altura no Estádio Afonso Henriques!

Porém, foram precisamente estas patetices que andámos a ouvir durante toda a semana! Mais, há até quem pense que os polícias portugueses são feitos de outro barro, outra massa, diferente do resto da população! E sugeriam que, naquelas circunstâncias, tinham que estar preparados para aguentar todas as provocações! Impávidos e serenos! Eu também acho. Mas para isso o melhor é importarmos polícias de outra raça. E já agora outro povo, outros adeptos, e outra comunicação social.

Entretanto aguardemos, serenamente, em nome da tão proclamada presunção de inocência, pela versão do (já condenado!) comissário de polícia.


Saudações monárquicas

quinta-feira, maio 21, 2015

E que tal, responsabilizar o Benfica?!

A pouca vergonha continua! A comunicação social (em peso!) continua a ignorar a gravidade das cenas de violência em Guimarães e Lisboa! Há polícias em risco de ficarem cegos, lojas saqueadas, cafés incendiados, e a responsabilidade afinal ou é da polícia, porque se excedeu, ou é dos chefes da polícia que não tomaram as devidas precauções para proteger os seus subordinados! Extraordinário!

E mais extraordinário se torna quando é o próprio Sindicato da Polícia que vem invocar esta tese peregrina! Para o Sindicato a culpa pelos feridos é das chefias! Dizem que não cumpriram a lei pois deviam ter obrigado os seus homens a apresentarem-se armados até aos dentes! E dentro dessa lógica (concluo eu) deviam ter carregado sobre a populaça como mandam as normas! Isto é, preso por ter cão e preso por não ter!

Curiosamente, ninguém se lembrou (ainda) de responsabilizar os adeptos do Benfica! Porque na realidade eram adeptos do Benfica. Nem o clube que lhes dá cobertura! Cobertura que inclui viagens ao estádio da Luz como prémio e prova de inocência!

Assim, quem se admira da impunidade que percorre a sociedade portuguesa?! Em todos os domínios! Quem pode amanhã esperar que a polícia cumpra o seu dever e nos proteja?!


Saudações monárquicas

terça-feira, maio 19, 2015

Violência doméstica

Devo ter a televisão avariada! Houve uma batalha campal no centro de Lisboa, policias feridos, ataques com tochas em Guimarães, arruaceiros por toda a parte, e a minha televisão insiste em dramatizar um episódio de uma criancinha a chorar porque o pai levou umas bastonadas de um agente da autoridade! Liguei obviamente para as avarias. Sossegaram-me, disseram que é mesmo assim, que é o país que temos, para tentar mais tarde!

Tentei mais tarde, mas a televisão ainda estava pior. Já havia mesas redondas, já se tinha condenado o polícia, um ‘monstro’ que partiu para a agressão sem motivo aparente, o país em choque pede a sua demissão.

De resto não aconteceu mais nada, está tudo bem. Quer o manto protector, quer a lavandaria república, continuam com os seus programas de lavagem e daqui a uns dias já se pode ‘festejar’ outra vez. 

segunda-feira, maio 18, 2015

Ideal político – um rei e muitas regiões autónomas!

A república portuguesa à medida que se vai tornando mais pequena (em todos os sentidos) começa a ter coisas demasiado grandes no seu seio. Isto é quase uma lei da física. Desde logo um estado monstruoso, excesso de deputados, excesso de eleições, excesso de funcionários, empresas públicas exageradas, excesso de autarquias, uma educação pública sinistra, gastos em saúde tão grandes que parece que andamos todos doentes, duas polícias (PSP e GNR) quando os restantes países europeus necessitam apenas de uma, até tem clubes de futebol grandes de mais para o país que somos! Isto não é uma riqueza, é um gasto inútil, é uma pobreza!

Ora bem, são estas enormidades que geram depois as enormes desigualdades, as grandes diferenças, seja no rendimento das pessoas, seja na distribuição territorial, com a população aglomerada numa pequena parcela litoral e o resto do país transformado num deserto. Com ou sem eucaliptos. Para onde ninguém vai, nem pode ir, haja os incentivos que houver!

Neste panorama nefasto existem duas excepções que são ao mesmo tempo dois casos de sucesso: as regiões autónomas da Madeira e dos Açores! E aqui não vem ao caso falar nos gastos exagerados porque aquilo que ali se semeou, cresceu e cresce, se nos lembrarmos que antes da autonomia eram duas das regiões mais pobres de Portugal.

Aliás, só há que falar em gastos exagerados (e inúteis) naquilo que, ano após anos, semeamos e não dá frutos! Não dá frutos, apesar das rotundas, dos polidesportivos, dos imensos partidos e poderes que enxameiam e dividem o rectângulo! Apesar de tudo isso, das inúmeras autoestradas, inclusivé do esforço de muitos autarcas, as populações continuam emigrar para as regiões de Lisboa e Porto.
Isto dá que pensar!

Está talvez na hora de multiplicarmos a experiência autonómica no rectângulo, e para isso precisamos de coragem e de um regime agregador. Que eu conheça existe apenas um – a monarquia.

Contra esta mudança estão obviamente os partidos que temos e de uma maneira geral os que beneficiam da situação. Que o mesmo é dizer - os que beneficiam das profundas desigualdades que já ninguém consegue esconder.


Saudações monárquicas

quarta-feira, maio 13, 2015

Prós, contra, contra!

A Fátima envelheceu, já não é mais aquela diva que embelezava o ecrã enquanto discutíamos coisas contra natura! Durante o consulado de Sócrates não fazia outra coisa. Aborto para aqui, gays para acolá, eutanásia por um triz, etc. Agora limita-se a dar conselhos matrimoniais a futuros contraentes.

Segunda à noite, a noiva era a TAP, rapariga empertigada, gastadora, que não quer casar. Diz que está muito bem assim, em casa dos pais, não há pretendente que lhe sirva. Em sua defesa surgiram os habituais padrinhos, namorados platónicos, vizinhos e os muitos amigos que ela ajuda.

Quem a quer casar é o pai, seguindo a ordem natural das coisas. Diz-lhe que já é crescida, com asas para voar sozinha, que não pode continuar a viver à conta.

Mas qual quê?! Viraram-se todos contra o pai!



Saudações aéreas 

terça-feira, maio 12, 2015

Costa greves!

Costa não apoia a greve da TAP mas diz que reverterá o processo de privatização se por acaso chegar ao poder.
O Sindicato decretou a greve, oficialmente por motivos capitalistas, mas todos sabemos que apenas pretendem manter a TAP na esfera pública. Ou seja, são contra a privatização da mesma.
Ambos, Costa e Sindicato, estão assim unidos no socialismo visceral que os anima. Os pilotos querem continuar a ser funcionários públicos, e Costa quer continuar a ver o estado como motor da economia! Nem que para isso a TAP tenha que sofrer!
Deste sofrimento há-de nascer uma pequena URSS na Lusitânia! Transportes aéreos já temos! PCP também. Falta recuperar o império pelo lado esquerdo. Pelo lado do coração! É bonito!
E nem será muito difícil: - a Dilma adora socialismo para os outros. A Isabel dos Santos também.
Costa! Vai em frente!


Saudações monárquicas

segunda-feira, maio 11, 2015

As outras explicações…

Fui lendo sobre a maioria absoluta de David Cameron, as várias explicações dos vários quadrantes, areia para os meus olhos, nem uma palavra sobre as posições que tomou quanto à natureza cristã da Inglaterra, quanto à continuidade do regime monárquico, nada disso interessa aos comentadores! Concluíram apenas que a vitória era afinal um bico-de-obra para as promessas do partido conservador!

Desviaram então as atenções para a Escócia mas nem aí encontraram explicação. Com efeito nem Sturgeon há-de influenciar Cameron, nem Cameron vai refrear a sua determinação em manter o reino unido.

Em desespero de causa, atiram-se agora ao sistema eleitoral inglês! 
Este tipo de argumentação, num país de listas de gente desconhecida, listas fabricadas pelos comités centrais dos partidos, o grau zero da representação popular, só se for para rir. Ou então para chorar!

Resumindo, a esquerda foi completamente derrotada em Inglaterra, (e na Escócia) mas a comunicação social não quer que se saiba.


Saudações monárquicas

sexta-feira, maio 08, 2015

Mensagem Pascal e maioria absoluta!

Só foi surpresa para os 'apóstolos' da televisão, para as sondagens de encomenda! Mas os que ouviram (e pelos vistos foram muitos) a notável proclamação do primeiro-ministro inglês no dia de Páscoa, perceberam claramente que estava ali um homem de confiança! Sem medo das palavras, reafirmando convicções, lembrou que a Inglaterra é uma velha nação cristã, e sejam quais forem as ameaças, vai continuar a sê-lo!
Que outra explicação haverá para uma vitória eleitoral tão expressiva?!

Uma vitória que deve ser motivo de reflexão para muitos europeus! Perdida no labirinto da separação entre a Igreja e o estado, (separação que esconde um verdadeiro divórcio), manietada pela propaganda laicista, a Europa está paralisada. Discute banalidades enquanto renega as suas raízes. David Cameron fala do essencial e isso fez toda a diferença.

quarta-feira, maio 06, 2015

Somos todos castelhanos!

Esta coisa enervante de andarmos todos atrás do Ronaldo (e do Real Madrid) não abona muito a nosso favor. E é doença perigosa! Imaginem que o rapaz deixa de marcar golos?! Que se reforma, seguindo a lei inexorável da vida?! Vamos atrás de quem?! Do Mourinho?! Vocês sabem que não chega! Das prometidas memórias do Cavaco?! Também não há-de chegar! Então fazemos o quê?!
Morremos?!

Noutra perspectiva, dou conta do esforço inglório do Condestável em Aljubarrota! Quem ainda saberá do que se trata?! Talvez se lembrem do episódio da padeira! Mas duvido que relacionem o facto com os castelhanos que foram parar ao forno da nossa Brites! Menos plausível será imaginarem que podiam ser jogadores do Real Madrid!   

Continuando com a nossa história, confesso que tanto entusiasmo filipino me preocupa. Só de pensar na inutilidade da independência! Quando afinal queremos ser dependentes! Do que quer que seja! Do estado! Da união europeia! Dos golos do Ronaldo!


Saudações monárquicas

sábado, maio 02, 2015

Ter ou não ter…

Uma transportadora aérea nacional justifica-se quando temos um império para servir. Já não temos, abdicámos dele, ‘descolonizámos’, na expressão patética dos golpistas de Abril!
Hoje em dia, acoitados na ‘união europeia’ qual é a necessidade de gastar dinheiro em aviões?! Numa companhia de bandeira?!
A Catalunha tem?! A Andaluzia tem?! Não tem.

Ah, o turismo?! Ele há tanta companhia de aviação melhor apetrechada, mais barata, com menos greves, que não nos vamos preocupar com isso.
E já agora, longo curso para quê?! Para onde?! Angola?! Brasil?!
Sabem o que lhes digo: - fizemos tantas viagens para esses sítios, durante tantos séculos, bem perigosas por sinal, que está na hora de serem eles a virem cá buscar-nos.

O quê?! Não estou a ouvir bem…
Só porque o Sindicato quer?! Só porque os trabalhadores gostam de ter o estado como patrão?! Que é a mesma coisa que não ter patrão?!
Era o que faltava. Pensassem nisso antes da descolonização!
Engraçado! Até rima!


Saudações monárquicas

quarta-feira, abril 29, 2015

O triunfo dos porcos, porquinhos, etc.!

George Orwell sabia como começa o socialismo democrático e sabia muito bem como acaba. Acaba sempre num totalitarismo qualquer, mais ou menos enfeitado, onde há uns que engordam que nem porcos, enquanto os outros emagrecem que nem burros!

George Orwell, porém, não sabia duas coisas: - em primeiro lugar, sendo ele da raça dos anarquistas, não sabia qual era a alternativa ao regime dos porcos.
Em segundo lugar desconhecia a existência de um pequeno país onde os restantes animais gostam de porcos!

Não preciso de explicar onde fica esse lugarejo, tal é o cheiro que dele emana, tal é a gordura de alguns, tal é a voracidade que patenteiam. É naturalmente uma república socialista e democrática, que segue à risca a divisa dos porcos de Orwell - ‘somos todos iguais, mas há uns mais iguais do que os outros’!



Saudações monárquicas 

sexta-feira, abril 24, 2015

Leilão eleitoral!

O rotativismo à portuguesa, mudar as moscas e manter tudo na mesma, parece que vai continuar. Há até a expectativa de que pode piorar! O estado, qual monstro sagrado, manter-se-á plenamente em funções, sem nada que o belisque. Qual reforma do estado, qual quê! Gasta-se menos aqui, gasta-se mais ali, a despesa essa, no fim, aumenta sempre. A receita é esta.

Nem podia ser de outra maneira. Pois se os dois partidos que (inutilmente) se degladiam são ambos de esquerda! As diferenças são apenas de tom, um é mais agudo, mais despesista, o outro é mais grave, menos despesista. Este chega normalmente ao poder em tempos de vacas magras. Para minorar o desastre. O outro, mal haja algum dinheirinho disponível, regressa.

Sendo assim, e atendendo às primeiras licitações, tudo indica que o próximo vencedor está encontrado. Até porque quem decide sempre estes leilões é o monstro sagrado, ou seja: - funcionários públicos e equiparados. O estado é deles, o estado são eles.

Sosseguem pois os pilotos da TAP, os pica-bilhetes da Carris, os maquinistas da CP, restantes transportes, ensino público, saúde pública, pessoal da segurança social, administração central, local, RTP, etc., porque a vossa situação está garantida.

Quanto á situação do país, quanto ao nosso futuro, isso já é outra conversa.



Saudações monárquicas

quarta-feira, abril 22, 2015

Manhã existencial

Não vamos ser hipócritas, o rectângulo acordou numa euforia contida com aquela certeza de que tudo voltou à normalidade. O Porto, condado alienígena, tem virtudes que não praticamos, e pior do que isso, arrisca-se a fazer de nós um país, possibilidade que o centralismo democrático abomina. Um país roubar-lhe-ia a ciclópica tarefa de distribuir subsídios e benesses em regime de exclusividade. Subsídios que se destinam a satisfazer a exigente clientela lisboeta, mais aqueles (e são muitos) que querem ser lisboetas! E se nos lembrarmos que subsídios… são votos, a república está explicada. Imagine-se então uma vitória do Porto, o desconforto que não seria! Por isso, ontem á noite, a cada golo dos alemães, os gritos, os urros eram tais, que me vi transportado a Munique, a uma daquelas manifestações do terceiro Reich!


Saudações monárquicas 

terça-feira, abril 21, 2015

Mediterrâneo, berço ou sepulcro de civilizações?!

Já foi um lago romano, antes disso, berço de civilizações, hoje é uma muralha de água onde se afundam os sonhos de quem foge à barbárie.

De um lado está o condomínio europeu, paraíso (democrático) do consumo, no outro está a fome, o fanatismo e a guerra. Quem construiu o condomínio europeu, fê-lo numa lógica egoísta, descolonizadora, deixando atrás de si, falsos países, conflitos intermináveis. Sabia ou devia saber, que mais tarde ou mais cedo, as suas fronteiras seriam acometidas por hordas de miseráveis, impossíveis de acolher. Um terrível dilema que só pode ser resolvido fora da Europa, e quando esta se libertar dos inventores do condomínio! Quando recuperar o velho estatuto civilizador. Caso contrário, prosseguir nesta política meramente assistencial, será um suicídio. E nunca vai resolver o problema de Lampedusa.  

sábado, abril 18, 2015

República e populismo!

Está na moda pôr o rótulo de populismo a tudo aquilo e a todos aqueles que não nos agradam. No outro prato da balança colocam uma expressão cabalística a que chamam ‘república! Portanto, para estes comentadores políticos a dita república é um bem, que talvez possa ser melhorada mas nunca alterada. Pelo contrário todos os populismos são maus porque, segundo afirmam, apenas querem destruir a essência do regime republicano.

Discordo naturalmente.

Aliás esta questão está longe de ser inocente. Vem de França como os bebés, e quem a levantou foram os candidatos do sistema (Valls e Sarkozy) amedrontados com o avanço da Frente Nacional. Eu percebo o drama do bloco central de interesses, mas não vale a pena baralhar os leitores, no caso, os eleitores. Explico:

Por mais obscuro que seja o sentido da expressão constitucional – forma republicana de governo – quem quiser perceber percebe que a obscuridade não foi ali posta por acaso. Trata-se de um travão para impedir (eternamente!) a discussão do regime. Ora bem, é dos livros, que quando se proíbe uma coisa sem razão, ela acaba por se libertar, e vem ao de cima. É o que está a acontecer com todos estes candidatos e contra candidatos à presidência da república! De facto não são as próximas eleições legislativas que interessam, ninguém quer governar, todos sabem que o problema não está no governo, mas sim no regime. Só que ninguém se atreve a dizê-lo.

 Daí a aparição do tema - populismo versus república, daí também algumas candidaturas nevoentas, forjadas pelo sistema para o manter inviolável. Mas vai ser difícil.

E fica a pergunta: porque é que esta questão do populismo só aparece nas repúblicas?! Porque é que esse fenómeno não tem força, por exemplo, em Inglaterra ou na Suécia?!



Saudações monárquicas



terça-feira, abril 14, 2015

E tu, Portugal?!

Somos gente crescida, eu quase com setenta anos e tu perto dos mil, está na hora de uma conversa em família. O que achas?!

E vamos dizer a verdade. E a verdade é que estes dois últimos séculos não te correram nada bem. Primeiro foi a revolução liberal, burguesa e importada, que trocou o ‘Deus, Pátria, Rei’ da tradição pela trilogia – ‘liberdade, igualdade e fraternidade’. Uma utopia devastadora. Depois, foi a implantação artificial da república (o termo ‘implante’ diz tudo!) e o que tinha que piorar, piorou. Liquidada a monarquia a representação nacional sofreu um enorme revés. A expressão Pátria já não diz nada a ninguém.

Sendo assim, o que é ‘isto’ agora?!
Uma região europeia?! Um aldeamento turístico?! Uma selecção de futebol?!

Eu sei que ‘isto’ não era para ser país. E tu sabes isso tão bem como eu. Ganhaste (e justificaste) a tua independência na cruzada contra a moirama, na reconquista peninsular. A Cruz é a tua bandeira e o teu Brazão de armas. Tudo o mais, incluindo as Tordesilhas, veio por acréscimo. Nunca te esqueças disso. Aliás, mesmo que te esqueças, a fé e o império que dilataste, estão aí para te reavivar a memória. Por ironia do destino, é essa a tua sorte.

Mas tens que fazer alguma coisa por isso. Não podes ficar á espera que um presidente da república, prisioneiro da laicidade, possa empunhar a Cruz e avançar contra os inimigos dessa mesma Cruz! Isso é uma teimosia infantil. Ele não tem, nem quer ter, representação para tal. Pode quando muito balbuciar uma série de frases ideológicas, que não mobilizam ninguém, e farão rir aqueles que acreditam e morrem por algum Deus. Mesmo que esse Deus não seja o verdadeiro.

Conversa acabada.


Saudações monárquicas

segunda-feira, abril 13, 2015

O cruzado inglês!

Na sua mensagem Pascal o primeiro-ministro David Cameron surpreendeu o mundo ao reafirmar com todas as letras a cristandade básica da Inglaterra bem como os perigos e perseguições que a mesma cristandade atravessa. Uma posição singular, digna de um grande estadista, que não esquece nem pode esquecer, a matriz que enforma o seu país e naturalmente toda a Europa.

Antigamente, antes dos vários cismas e desobediências, era o Papa quem assumia a responsabilidade de convocar os príncipes cristãos para a defesa da religião comum. Foi assim com as cruzadas, de que hoje alguns se envergonham, e tudo indica que terá de ser assim no futuro se não quisermos ser degolados em directo nalgum canal televisivo.

A Europa porém ‘jaz adormecida’! Dominada (e neutralizada) pelos slogans da revolução francesa, não está em condições de entender a mensagem de David Cameron. Na verdade, desde a escola à universidade, desde as constituições às leis, tudo se faz, tudo se fez, para escancarar as portas àqueles que a pretendem destruir.

Não sei se já é tarde, mas David Cameron revelou-se. A Inglaterra não desistiu de ser cristã! A sua bandeira assim o assinala!

E tu, Portugal?!



Saudações monárquicas

terça-feira, abril 07, 2015

Uma tragédia lisbonense

A câmara…
A câmara escura…
A câmara ardente…
A velha carbonária ainda dura
Dentro daquela câmara impenitente!

As mesmas caras…
A mesma gente…
A mesma ideia em outra criatura…
A mesma festa, o mesmo almoço

Só o colar muda de pescoço!

quinta-feira, março 26, 2015

Um candidato republicano

Henrique Neto, 78 anos, antigo empresário, tanto quanto sabemos, socialista, apresentou a sua candidatura à presidência da república. Fê-lo seguindo os cânones, a título pessoal, sem apoios prévios, por um dever de consciência. Disse ao que vinha frente ao Padrão dos Descobrimentos! Apontou rotas, as mesmas que no século XV construíram a nossa grandeza! Só por isso merece este postal.

Como era de prever, o sistema partidário (ou quem nele manda) não gostou e escarneceram do candidato. Têm medo da independência que revela. Têm medo do projecto. Têm medo que a sua eleição possa mudar alguma coisa. E vão-se unir contra o intruso.
Henrique Neto não terá hipóteses. E mesmo que tivesse…


Saudações monárquicas   

terça-feira, março 24, 2015

Continuando…

Agora é república para a esquerda, república para a direita, ética republicana em toda a parte e, como diria o poeta, os discursos oficiais continuam a invocar a república com ‘orgulho e erro’! Como se não bastasse ainda temos o governo com a bandeirinha republicana na lapela! Isto é um bocadinho demais, não acham?! E merece obviamente um correctivo! Vamos então puxar pela memória. Era uma vez um centenário e três repúblicas:

- A primeira, implantada em 1910, durou dezasseis anos e quarenta governos! Um record de instabilidade e terror!
- A segunda república derrubou a primeira em 1926 e foi uma longa ditadura de mais de quarenta anos. Teve o mérito, hoje inegável, de manter o país independente, assegurando as fronteiras que havia recebido!
- A terceira república derrubou a segunda em Abril de 1974 e rápidamente reduziu Portugal ao território que ocupava nos primórdios do século XV – o rectângulo e as ilhas adjacentes! E a fúria descolonizadora foi tal que ela própria se transformou em região europeia! Por má gestão perdeu autonomia e é hoje governada por Bruxelas!

Portanto, se isto é verdade, e eu temo que seja, a simples menção ao regime republicano deveria ser evitada, quanto mais não seja por uma questão de pudor. Mas o pudor, pelos vistos, tem pouco a ver com a ética republicana!


Saudações monárquicas

segunda-feira, março 23, 2015

Ser ou não ser republicano!

Não sou eu que simplifico a questão, são eles, os republicanos, jacobinos ou montanheses de hoje, e o apelo do socialista Manuel Valls não engana ninguém! Diz o actual primeiro-ministro francês depois de mais um revés eleitoral – votem nos republicanos, sejam eles de direita ou de esquerda! Sarkozy obviamente agradece e aproveita para atacar Marine Le Pen que lhe faz sombra à direita!

Mas agora pergunto: - Que raio de confusão é esta?! Será que a extrema direita e a extrema esquerda francesas são afinal monárquicas?! Quem anda a enganar os franceses?!
As respostas são as mesmas de sempre e não me canso de as repetir, especialmente para aqueles que ingenuamente amam ‘la revolution’ e a sua marselhesa! Deixem-se disso. Tenham vergonha. Digam a verdade.

De facto a velha dicotomia existe – monarquia ou república – mas não tem nada a ver com a esquerda jacobina ou a direita montanhesa. Ambas genuinamente republicanas. E que se chegarem ao poder vão continuar a ser republicanas. O resto é conversa.


Saudações monárquicas


Nota básica: Estamos, não temos dúvidas, perante uma campanha publicitária, não só em França, mas noutras repúblicas como Portugal, campanha essa que visa reciclar a expressão e dar-lhe um significado que contraria a realidade! No fundo pretende-se associar a ideia de república ao 'regime ideal', à 'democracia perfeita', e assim, tudo o que não for republicano é mau! Enfim, percebe-se o embaraço de um regime que já provou que não funciona, mas o desespero é mau conselheiro. Com efeito não me parece curial que os herdeiros do terror, da guilhotina, e mais tarde fervorosos adeptos das invasões napoleónicas, queiram agora mistificar a história e confundir as populações. Além do mais, não é bonito.