Onde quer que, entre sombras e dizeres,
Jazas, remoto, sente-te sonhado,
E ergue-te do fundo de não-seres
Para teu novo fado!
Vem, Galaaz com pátria, erguer de novo,
Mas já no auge da suprema prova,
A alma penitente do teu povo
À Eucaristia Nova.
Mestre da Paz, ergue teu gládio ungido,
Excalibur do Fim, em jeito tal
Que sua Luz ao mundo dividido
Revele o Santo Graal!
Fernando Pessoa – (Mensagem)
sábado, maio 04, 2013
quinta-feira, maio 02, 2013
Hino
Primeiro de Maio
Manifestação
A rua é uma montra
Da televisão
O resto não conta
A bem da nação!
Eu sou funcionário
Meu patrão morreu
Este mundo é vário
As voltas que deu!
Sou Luís quatorze
E o estado sou eu!
(Dei um passo em frente
O estado, é meu!)
Vou reivindicar
Abaixo o governo
Paguem mais impostos
Que o estado é pequeno
Se eu não engordar
Vai ser um inferno!
À vila morena
Estou agradecido
Ao meu camarada
Também ao partido
Um cravo na mão
E estamos contigo!
Manifestação
A rua é uma montra
Da televisão
O resto não conta
A bem da nação!
Eu sou funcionário
Meu patrão morreu
Este mundo é vário
As voltas que deu!
Sou Luís quatorze
E o estado sou eu!
(Dei um passo em frente
O estado, é meu!)
Vou reivindicar
Abaixo o governo
Paguem mais impostos
Que o estado é pequeno
Se eu não engordar
Vai ser um inferno!
À vila morena
Estou agradecido
Ao meu camarada
Também ao partido
Um cravo na mão
E estamos contigo!
quinta-feira, abril 25, 2013
Proprietários, inquilinos, familiares e amigos
A cerimónia cumpriu-se com a solenidade das coisas vazias. Obrigados a mote, a fazer lembrar a antiga união soviética, os presentes repetiram discursos e parábolas que podiam dizer tudo e nada ao mesmo tempo. A única oposição visível traduziu-se no uso (ou desuso) do cravo na lapela! Sintomático! E agente desconfia: - Para quê tanto partido! Para quê tanta gente a celebrar a democracia! Como se a democracia fosse uma opção de governo! Ou uma alternativa à dependência em que coabitamos! Como se a democracia estivesse em causa!
No entanto, para lá das aparências, todos sabiam qual era o seu lugar. A esquerda sabia perfeitamente que aquela cerimónia era sua e só sua. Por isso a direita não estava (nunca esteve) ali representada. O resto do pessoal não era de esquerda nem de direita, eram funcionários, inquilinos do estado, seus familiares e amigos. E esses aparecem em qualquer lado.
Se me perguntarem o que é que aquilo (aquela cerimónia) tem a ver com os interesses de uma comunidade histórica chamada Portugal?! Eu respondo: - não sei.
Saudações monárquicas
segunda-feira, abril 15, 2013
‘Por muito menos que isto…’
Li na capa de um jornal chamado ‘I’ – ‘Por muito menos do que isto foi morto o rei Dom Carlos’! Autor da frase, um homem profundamente desesperado com a sua obra! O seu nome é Mário Soares!
Por muitos considerado o responsável pela liberdade que não temos, pai da Pátria cujo sentido perdemos, inestimável descolonizador exemplar de países como a Guiné, Mário Soares não mede as palavras e alerta o actual presidente da república para o risco de ser assassinado! Implícito no seu despautério (alguma) concordância com as 'razões' que levaram ao regicídio. Regícidio que vitimou o último (grande) Chefe de Estado que tivemos! E que por muito mais do que isto, por ser enorme obstáculo às 'razões' (sempre obscuras) de carbonários e maçons, acabou assassinado! Mário Soares sabe bem do que falo e de quem falo.
Por muito menos do que isto, por frases como esta, que também podem ser lidas ao contrário, outro, que não Mário Soares, seria acusado de instigar ao crime.
Mas o país já não reage, está inerte, é esse o estado a que nos conduziu a terceira república. Vou mais longe, estou convencido que ‘a geração mais qualificada de sempre’ pouco sabe do regicídio, pouco sabe do rei Dom Carlos, das implicações da maçonaria, da carbonária, dos interesses que representavam, etc. Tudo isso tem sido bem escondido e escamoteado pela liberdade de ensino republicana. E é por muito menos do que isto, e por mais do que isto, que ninguém se atreve a mexer na dita... 'educação pública'!
Saudações monárquicas
sexta-feira, abril 12, 2013
Governar… é na TV
Está na moda, ex-governantes, de alta craveira, antigos primeiros-ministros, ministros das finanças, ministros de várias pastas, figuras relevantes da política nacional, todos eles têm programa na TV, todos eles opinam, de uma maneira geral contra o actual governo.
E eu fico fascinado!
Curvo-me perante o senso comum de Manuela Ferreira Leite! A filosofia de Sócrates deslumbra-me! As análises de Marcelo, quanto mais não seja, são digestivas! Os números de Medina Carreira, imbatíveis! E agradeço todas as metáforas, todas as fábulas com que Bagão Félix nos incentiva a melhorar! E já nem falo nos outros!
Mas depois, depois, um intenso vazio apodera-se de mim, e fico a falar sozinho! Interrogo-me: - mas esta gente não teve já a sua oportunidade para alisar o pedregoso caminho da Pátria?! E não estão todos eles ligados a esta aventura europeia e periférica?! E algum deles alguma vez questionou, nem que fosse ao de leve, o regime republicano que sofremos?! Afinal qual é a alternativa que propõem?!
- ‘Para Angola e em força’?!
- Sermos todos funcionários públicos… por uma questão de equidade?!
Vou continuar atento ao ‘governo da TV’.
Saudações monárquicas
quarta-feira, abril 10, 2013
A culpa é tua, a culpa é minha!
Depois das traquinices, tal qual as criancinhas, a culpa é de todos… menos minha.
Primeira traquinice: - o governo fez um orçamento de risco, na expectativa de passar entre os intervalos da chuva. Segunda traquinice: - Cavaco disse que a constituição não estava suspensa (ou ao menos diminuída) e enviou as suas dúvidas para o tribunal constitucional. Terceira traquinice: - o PS, e toda a oposição, fizeram tudo para que o TC chumbasse o orçamento. Quarta traquinice: - a comunicação social amplificou todas as vozes que se batiam pelo chumbo do orçamento. Quinta e última traquinice: - os portugueses (quase todos) adoraram o chumbo do TC.
A maior (não a pior) traquinice de todas: - a interpretação da constituição como se o país vivesse em plena normalidade constitucional. Como se não fizéssemos parte de uma união europeia, com moeda única, como se não estivéssemos completamente limitados na nossa soberania financeira.
Conclusão: - se faltasse alguma prova para (definitivamente) concluir sobre a irresponsabilidade (e imaturidade) dos políticos, do tribunal constitucional (a julgar em causa própria!), da comunicação social, do país como um todo, pois ela aí está! Uma prova, digamos, irrefutável.
E agora, que fazer?! Como sair daqui?!
A história repete-se. Pode não ser para já, mas desconfio que vem aí um novo ditador das finanças. Para povos infantis, é inevitável.
O outro caminho é a monarquia. É voltarmos a ter algo em comum, que nos mobilize a todos como nação. Nação adulta, adulta porque quer ser livre e independente, nação que está disposta a fazer sacrifícios se os sacrifícios tiverem a garantia que só o rei e a dinastia podem assegurar.
Saudações monárquicas
domingo, abril 07, 2013
Antes da comunicação
A esta hora ainda se desconhece o que Passos Coelho irá dizer aos portugueses, eu pelo menos desconheço, portanto posso imaginar o que quiser. Nesse sentido vou fazer de Passos, um Passos que aprendeu a lição, e diria o seguinte:
Portugueses, meus amigos, Portugal tem um duplo problema, que o tornam diferente quer da Grécia, quer da Irlanda, ou de qualquer outro país periférico da zona euro. Temos o problema de sermos um país periférico, uma inevitabilidade desde que aderimos (sem reservas) à união europeia (esqueçam por momentos a questão do euro) e temos o problema de continuarmos a caminho do socialismo numa europa (e num mundo) essencialmente capitalista. Ora bem, este nosso segundo problema, o socialismo, ainda que encapotado, impede-nos de ter as mesmas armas (que os outros) para competir nos mercados e como tal a tarefa de qualquer governo em Portugal, é sempre um exercício frustrante. E mais frustrante (e absurdo) se torna quando o governo, saído das eleições acredita na concorrência e na virtualidade dos mercados. É precisamente o que acontece com o governo que actualmente chefio.
Portanto, manter este governo nas actuais circunstâncias não resolve coisa nenhuma. Obviamente que me demito.
Uma última palavra sobre a decisão do tribunal constitucional: - é coerente e está em linha com o estado socialista (de esquerda) que de facto somos e praticamos.
Boa tarde ou boa noite, consoante a hora.
Saudações monárquicas
Nota: Passos não fará este discurso. Dirá que vai continuar, etc. etc….
sábado, abril 06, 2013
Julgamento em causa própria!
Antes de mais quero esclarecer que sempre considerei ilegítimo retirar subsídios de férias a uns quantos portugueses (apesar de serem muitos) assim como considero ilegítimo castigar as reformas uma vez que estamos a mudar as regras do jogo a pessoas que já não podem voltar a ‘jogar’. Naturalmente que em situações de emergência como as que atravessamos (e se nada de estrutural se fizer será uma travessia sem fim!) todos devem contribuir para a solução do problema. E a solução imediata e mais justa (do lado da receita) passa por sobretaxar (de forma proporcional) o rendimento dos portugueses. E isso faz-se em sede de IRS. O governo não foi por aqui e fez mal.
Mas a sobretaxa é uma medida transitória e não resolve o problema de fundo. O problema de fundo, todos sabemos, tem a ver com a ‘descomunal’ despesa do estado, e esta tem a ver com as funções que o estado se atribui, e que ninguém quer discutir, quanto mais alterar. Daí que a perspectiva que existe sobre as funções do estado, perspectiva que a constituição suporta, que os analistas veiculam, que os constitucionalistas defendem, e já agora, que os juizes julgam, não se distingue de um estado socialista do tipo soviético.
Explico: - Tal como os soviéticos, também acreditamos que o estado é o motor da economia; que a educação compete ao estado através de funcionários chamados professores; que a saúde deve ser realizada e concretizada por funcionários chamados médicos, enfermeiros, auxiliares, administrativos, etc; que o transporte das pessoas, por ser serviço público, deve ser realizado em camionetes, comboios, metropolitanos, barcos, que sejam propriedade do estado, e que os próprios pica-bilhetes devem também ser funcionários públicos!
Podem dizer que eu estou a brincar com coisas sérias mas esta é a verdade que escondemos, fruto de muitos anos de proteccionismo ou competição a fingir.
A conversa vai longa e por isso termino com o governo, e se não se importam, com uma imagem tauromáquica: - admito que no início, quando falaram em alterar a constituição, tenham tido um rasgo de audácia, mas que depressa passou. Passos tentou entretanto pegar o touro de cernelha, mas este touro não encabresta fácilmente, e as chocas têm medo de o enquadrar. Isto só lá vai de caras. O caraças é que não temos nenhum caraça.
Saudações monárquicas
Notas:
1. Para quem não saiba, caraça é aquele que enfrenta os cornos do boi.
2. 'Julgamento em causa própria' no sentido de que a maioria dos juizes do TC serão funcionários do estado.
sexta-feira, abril 05, 2013
Tudo desagua na justiça…
É voz corrente que a justiça em Portugal não funciona. Na voz corrente é uma justiça com dois pesos e duas medidas, consoante se trate de ‘camaradas’ ou gente comum. É voz corrente que no cume desta justiça, seu órgão máximo, existe um tribunal politizado, conhecido como ‘tribunal constitucional’. E, como se não bastasse, a voz de Montesquieu aconselha a separação de poderes. Ou seja, a política aos políticos, a justiça à justiça.
Pois bem, é neste quadro que assistimos (incrédulos) à inauguração de uma nova república - a república dos juizes! O esquema é simples: - tudo o que seja problemático ou obscuro, em termos políticos, é 'chutado' para a tal justiça que não funciona! Bravíssimo! Melhor ideia, nem Maquiavel!
Pois bem, é neste quadro que assistimos (incrédulos) à inauguração de uma nova república - a república dos juizes! O esquema é simples: - tudo o que seja problemático ou obscuro, em termos políticos, é 'chutado' para a tal justiça que não funciona! Bravíssimo! Melhor ideia, nem Maquiavel!
Vejamos então o que tem (actualmente) entre mãos a nossa justiça:
Assim, de memória, temos o problema do orçamento de estado, temos o problema da interpretação (política) da limitação de mandatos autárquicos, e temos agora, soube-se ontem, o magno problema nacional que é o de sabermos se uma cadeira de Relvas merece ou não prova escrita! Tem a palavra, neste caso, o tribunal administrativo ‘competente’!
Apetece-me rir, mas não posso.
Dar um viva à república, também não posso.
Despeço-me apenas,
Saudações monárquicas
quinta-feira, abril 04, 2013
O país das licenciaturas!
O país das alcoviteiras, onde a má-língua tem tempo de antena, o país onde são quase todos do Benfica, porque têm vergonha de ser do clube da sua terra, é esse país que hoje se delicia a bater no Relvas. E são logo os três canais de televisão ao mesmo tempo! Comentadores incluídos.
Nestas alturas não me sinto português.
E olha lá que só o nome ‘Relvas’, pronunciado onde quer que seja, já me causa urticária. Não por causa deste, mas do outro, daquele que no varandim da Câmara ‘implantou’ o regime (ou a prótese) que sofremos. Regime que nos vem matando aos poucos.
Mas então o que é que se passa?! Bom, bem vistas as coisas, aquilo que ressuma da fúria contra o Relvas, é afinal o problema da licenciatura! Aliás, o mesmo problema que também vitimou Sócrates!
Conclusão: - por mais que digam o contrário, o canudo é ainda a coisa mais importante neste país. Todos querem ser doutores de uma maneira ou de outra! Mas ai de quem é doutor (ou engenheiro) de outra maneira!
Saudações monárquicas
Nota: Para a história do azedume contra Miguel Relvas havemos de somar a má reforma autárquica que, apesar de tudo, conseguiu! Apesar de tudo, no sentido de que foi a única que se conhece desde o século dezanove! E claro, há-de ficar o dossier televisão, onde (mau grado os zigue zagues) acabou por fazer qualquer coisa. Pôr a RTP nos eixos, é diferente. Isso, em Portugal, é tarefa para super-homem.
quarta-feira, abril 03, 2013
Eles não sabem, nem sonham...
Uma farsa de categoria duvidosa subiu hoje à cena em São Bento! E foi triste. A peça, devidamente encenada pela esquerda republicana no poder, teve como actor principal um socialista inseguro, atrapalhado, a esquecer-se das deixas, a meter os pés pelas mãos! A vacuidade total. Se fosse em cinema mudo talvez passasse, mas assim, impossível. E são sempre os mesmos, como são os mesmos os que a seguir comentam o facto na televisão. Sem surpresas, sem novidades. Não são muitos, mas têm todo o tempo de antena. São os donos do país. O resto da população entretém-se a apoiar (entusiásticamente) os castelhanos treinados por um mourinho! Ai Brites, que é da tua pá?! Ninguém diz nada mas a verdade é que estamos encurralados. De costas para o mar, a pedir dinheiro ao centro norte da Europa, o futuro é negro. A expressão, dita assim, é quase profética. A alternativa será (seria) sempre um segundo período filipino! Mas desta vez sem união de coroas. Pois já nem isso temos.
Saudações monárquicas
sábado, março 23, 2013
Sócrates e Voltaire!
Por uma questão de higiene mental volto ao assunto do post anterior para refutar o 'argumento' do director de informação da RTP que assim justifica a contratação do 'comentador' José Sócrates! Invoca para tal Voltaire - "Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito a dizê-lo"!
Espantoso!
Então o homem não foi ministro do ambiente de Guterres?! Não foi primeiro-ministro deste país durante quase duas legislaturas?! Não disse e repetiu tudo o que lhe apeteceu?! Não tentou calar tudo e todos à sua volta, incluindo telejornais que o incomodavam?! Afinal o que lhe falta dizer (mais) que nós já não saibamos?!
Pobre RTP e pobres de nós.
Saudações monárquicas
Nota: Isto nunca aconteceria numa monarquia europeia. E não é Voltaire que o diz, sou eu.
quinta-feira, março 21, 2013
Previsões!
Prever e prevenir é próprio do homem, previsões não há quem as não faça, e pessimistas como somos (refiro-me aos portugueses), ainda bem que nem todas se cumprem. Mas esta que hoje me atrevo a avançar é daquelas que tem vastas probabilidades de se cumprir. A previsão é esta: - com o (previsto) regresso de Sócrates à vida pública (incluindo programa semanal na RTP!) acabou o sossego político-partidário, esperando-se a ocorrência de radicalizações e fracturas, que embora latentes, precisavam de um alento (ou detonador) para explodirem. A verdade é que Sócrates não deixou apenas o país na banca rota, deixou também muitos órfãos políticos. E deixou mais: - deixou lobies e interesses corporativos sem amparo; deixou as causas fracturantes (que é o que a gente precisa) sem patrocinador; e deixou uma série de coisas inúteis por fazer!
Ora bem, um homem destes deixa sempre saudades.
Saudações monárquicas
terça-feira, março 19, 2013
Começam as deserções…
E as traições, naturalmente. É assim desde o Viriato! Não é o caso do economista João Ferreira do Amaral que cedo percebeu que não podíamos viver com a moeda da Alemanha! E curiosamente (à semelhança do que escrevi no postal anterior) também compara a actual incapacidade para discutir e propor caminhos de futuro, com a mesma incapacidade que revelámos (que o regime revelou) para resolver com inteligência e honra a questão colonial!
Como sabem, Ferreira do Amaral advoga a saída do euro, mas uma saída de forma ordenada, com tempo, para que não aconteça aquilo que costuma acontecer quando se empurram os problemas com a barriga… Depois pode ser tarde de mais.
Mas, como digo, ressalvando Ferreira do Amaral, não tenho ouvido ninguém sugerir qualquer alternativa ao euro e à própria estadia na união europeia. Mais, ninguém teve ainda a coragem de reclamar o reposicionamento dos nossos interesses estratégicos, que são afinal os mesmos de sempre. Isto enquanto não mudar a geografia e a geopolítica! ‘É o mar de vez, é o mar que um dia já foi português...'!
Agora sem música: - há gente graúda a pedir a cabeça do governo! Querem mudar de primeiro-ministro para que tudo fique na mesma. Um primeiro-ministro que saiba alimentar o monstro como deve ser. E que mesmo assim possa receber o cheque lá de fora! O cheque que sustenta a república (soviética) portuguesa.
Veremos se Gaspar é o único que o consegue ou se Cavaco tem alguém em mente!
Saudações monárquicas
sexta-feira, março 15, 2013
A guerra orçamental
Cada república tem a sua guerra que acaba normalmente da mesma maneira – traída nos paços perdidos, é finalmente derrotada pela população. Seguem-se os tambores que anunciam a próxima república e a próxima guerra.
A segunda república, para dar um exemplo, durou mais treze anos do que era suposto, porque conseguiu mobilizar a população para a defesa do ultramar. Porém, como está escrito na história, as repúblicas têm uma capacidade de mobilização limitada, não apenas no tempo, mas também no argumento. E aconteceu o que se sabe, veio a traição dos próprios fazedores da guerra (leia-se, dos militares) e em resultado perdeu-se a guerra própriamente dita, perdeu-se nela o estado novo e perdemo-nos todos nós no labirinto onde nos encontramos.
Pois bem, esta terceira república já deu o que tinha a dar e só não caiu ainda porque, agarrada ao euro, iniciou (sob os auspícios da troica) uma guerra orçamental de futuro bastante incerto. Irá durar treze anos como a outra?! Não sabemos. O que sabemos é que a vamos perder.
Saudações monárquicas
quinta-feira, março 14, 2013
Sensações papistas
O festival mediático a contrastar com o recolhimento dos Cardeais, a excitação popular como se da eleição de um César se tratasse, uma estranha orfandade para quem diz acreditar, os mil em e um comentários que se produziram a contrastar com o Pai Nosso e a Avé Maria que o novo Bispo de Roma propôs, simplesmente, aos fiéis. Tudo isto foram sensações que experimentei no dia de ontem.
Mais tarde apreciei o nome escolhido – Francisco – inspirado no Apóstolo das Índias! Nem outra coisa seria de esperar de um jesuíta, de um evangelizador.
A esquerda (pouco) católica, que por estes dias tomou conta da televisão, preferiu ver nele um franciscano que não é. E proferiu todos aqueles slogans estafados que sempre profere: - quer ver os padres casados, quer ver as mulheres ordenadas, quer ver o Vaticano fora do Vaticano, quer escolher o Papa por sufrágio directo e universal, quer assaltar a Igreja, quer obviamente destruir a Igreja.
Que Deus nos defenda e tenha compaixão de mim.
segunda-feira, março 11, 2013
As medidas e a medida!
Recebo invariávelmente muitos e.mails onde se sugerem imensos cortes, possíveis e imediatos, que a serem levados a cabo resolveriam, segundo cada autor, o problema do défice da nação. Costumo ler mas a partir da 'trigésima' sugestão de corte, em mais uma mordomia, em mais um instituto, em mais um deputado, desisto porque na realidade o que aquele extenso rol consubstancia é no fundo uma mudança de regime. E mudança de regime não é, ao contrário do que nos querem fazer crer, mudar de república, inaugurando outra, que agora passaria a chamar-se quarta ou quinta, consoante os gostos!
Não, mudar de regime é mudar de regime mesmo, é mudar da república para a monarquia, porque como a ciência política nos ensina, quando se fala de regimes políticos as coisas reconduzem-se sempre a dois - monarquia ou república. Não há, nem foi ainda inventado nenhum outro.
Ora bem, aqui chegados, todos aqueles que vêm sugerindo os tais cortes, as tais reformas, as tais poupanças, calam-se ou então levantam-se em uníssono a cantar o hino e a aclamar a república! No fim de contas querem a árvore mas não gostam dos frutos! Pois é, assim não dá.
Saudações monárquicas
sábado, março 02, 2013
Arménio Carlos guarda-redes!
Deixa-me rir, só faltava esta, a jogada popularucha na altura própria. A ver se nos entendemos, o Belenenses é o meu clube, é neste momento um clube simpático no pior sentido do termo, ou seja, serve para perder, esmagado que foi pelo casalinho verde-rubro, por coincidência, as cores do regime, as cores da bandeirinha republicana! Mas diz ele que foi guarda-redes do Belenenses, e digo eu, pena não ter seguido a carreira, seria sem dúvida mais proveitosa que a actual.
O problema do Arménio Carlos é o mesmo da Intersindical e o mesmo do PCP: - nunca sabemos se têm uma agenda oculta! Antigamente eram lacaios da união soviética, internacionalistas convictos, não tinham Pátria própria. Lutaram contra a ditadura de Salazar, mas em nome dos… ‘povos de todo o mundo, uni-vos’! Uma utopia como qualquer outra. Hoje em dia mudaram de cara, aparecem em toda a parte com um discurso nacionalista, que às vezes até a mim me confunde! Bem gostaria que fosse sincero. O problema, repito, é o passado. A agenda oculta. A dúvida.
Vá Arménio Carlos, defende lá esta.
Saudações monárquicas
sexta-feira, março 01, 2013
Sound bite!
O zumbido insuportável, o matraquear constante, nos jornais, na televisão, os palradores profissionais, os políticos habituais, em coro contra a crise, contra a recessão, contra o desemprego que sobe, contra o governo, contra a tróika que nos empresta o dinheiro para sustentar o estado de que eles (os que mais protestam) são afinal os grandes beneficiários! Sim, são na sua maioria funcionários públicos (ou semi-públicos), vivem de facto do orçamento do estado, não correm o risco do desemprego, não querem por isso quaisquer mudanças, seja na constituição, seja nas funções do estado. Para eles o estado assim, gordo, é que está bem! Mas não perdem a pose, e manifestam-se a favor dos desempregados que o sector privado se vê forçado a despedir! E vê-se forçado a despedir porque o estado (improdutivo) consome todos os recursos disponíveis. 'Eles comem tudo e não deixam nada...' cantava um baladista de Abril. Tinha razão... ao contrário. Portanto, amanhã, é o dia das lágrimas de crocodilo. Entre os manifestantes estarão muitos desempregados mas quem os enquadra não está verdadeiramente interessado em alterar a situação. O seu único fito é garantir o emprego (no estado) para si e para a sua tribo. O resto é sound bite.
Saudações monárquicas
sexta-feira, fevereiro 22, 2013
O ‘da’ que afinal era ‘de’!
Por conveniência sabe-se lá de quem, o ‘de’ saiu de Belém, devidamente promulgado, dirigiu-se ao Diário da República e sofreu aí uma pequena operação plástica: - passou de ‘presidente de câmara’ a ‘presidente da câmara’, abrindo assim a porta a novas candidaturas (a uma câmara perto de si!) dos velhos dinossauros autárquicos! Uma beleza!
Porém, inesperadamente, soube-se hoje a notícia, a desconformidade terá sido descoberta em Belém, ou não fosse ali o lugar dos descobrimentos! E agora?! Bem agora, vai ser um torvelinho de desculpas e encolher de ombros de todos aqueles que juraram a pés juntos que o espírito da lei era… outro! Que não é.
Pela minha parte só posso dizer o seguinte: - Abençoado ‘de’… que te descobriram! E já agora, perguntar - quem terá sido o responsável pela troca?! Afasto o acordo ortográfico do rol dos suspeitos - porque nesse caso seria présidente ‘di’ câmara. Quem terá sido então?!
Saudações monárquicas
Nota da redacção: - A troca terá sido (afinal) ao contrário e só a transcrição do artigo em causa poderia esclarecer o sentido de uma e outra versão. Não vou perder mais tempo com isso até porque cabe aos partidos representados na assembleia da república assumirem (aqui e agora) o verdadeiro espírito da lei. Eu sei bem o que faria.
Nota da redacção: - A troca terá sido (afinal) ao contrário e só a transcrição do artigo em causa poderia esclarecer o sentido de uma e outra versão. Não vou perder mais tempo com isso até porque cabe aos partidos representados na assembleia da república assumirem (aqui e agora) o verdadeiro espírito da lei. Eu sei bem o que faria.
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
Certidão de Registo Criminal
Proponho que, a partir de agora, todo e qualquer candidato a governante seja obrigado a apresentar no Parlamento, em sessão pública, o seu cadastro criminal. Se estiver limpo, e se ninguém (ali) apresentar qualquer prova em contrário, o candidato será governante até ao fim do respectivo mandato. Livre de insinuações e suspeitas. Suspeitas cuja publicidade ou denúncia seria proibida e fortemente penalizada. Refiro-me aos seus autores e propagadores. Findo o mandato, seria então aberta a caça ao ex-governante, podendo o mesmo ser processado e exemplarmente punido, se fosse caso disso.
Com esta proposta pretendo antes do mais reduzir a despesa do estado, reduzindo ao mesmo tempo quer o défice quer os juros da dívida. E as poupanças seriam muitas: - poupar-se-iam em primeiro lugar os contribuintes a um rol de gastos inúteis - investigação, tribunais, advogados, papel, tempo de antena, etc., uma vez que a questão de fundo tem a ver com a baixa política, ou seja, com a intriga partidária; poupava-se na inteligência dos portugueses, dispensando-os de assistir a folhetins baratos e sempre com o mesmo desfecho; e aumentavam-se os índices de produtividade da nação, que assim teria mais tempo para se dedicar a coisas úteis. E o governo talvez pudesse governar!
A bem da nação…
Saudações monárquicas
Nota básica: É que se não arrepiamos caminho qualquer dia só os inimputáveis é que aceitam ser governantes.
terça-feira, fevereiro 19, 2013
A prova provada!
Quando faço o meu exame de consciência (de vez em quando) gosto de testar as minhas opiniões, especialmente aquelas que podem causar algum arrepio aos leitores mais sensíveis. É o caso do postal – ‘Filhos da nação’ - onde afirmo (desassombradamente) que a bandeira verde rubra (dita nacional) ostenta as cores da ‘sonhada’ união ibérica! Sonhada pelos republicanos, entenda-se. Sonho (ou pesadelo) que continuam a acalentar (hoje) afirmando-se federalistas sem qualquer pudor! Federalismo que há-de passar inevitávelmente por Madrid.
E para que tudo fique clarinho como água nada melhor que pôr a falar sobre o assunto os próprios republicanos (ou ex-republicanos) pois como se sabe, ‘zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades’. Reportemo-nos então ao que escreveu (à época) Homem Cristo (Pai) – que pertenceu ao directório do Partido Republicano - sobre as origens (e significado) do verde e encarnado da actual bandeira:
“Em 1873, ao ser proclamada a República espanhola, já os nossos redentores estavam divididos em três grupelhos: os democratas, os republicanos moderados e os federais. Foi este último que fundou o Centro Republicano Federal que teve por órgão na imprensa O Rebate. A vida desta gazeta, dirigida por Carrilho Videira e redigida por Magalhães Lima, Silva Pinto e Sérgio de Castro, foi, como a de todas as outras, tão atribulada que em 17 de Dezembro de 1873 se viram os amigos do periódico coagidos a dar-lhe um benefício no Teatro do Príncipe Real, em Lisboa. Entre outros tomaram parte na festa Oliveira Marreca, Latino Coelho, Sousa Brandão, Luciano Cordeiro, Elias Garcia, Bernardino Pinheiro e Osório de Vasconcelos. Gomes Leal colaborou com duas poesias, Mundo Velho e Tributo de Sangue, recitadas por Silva Lisboa, que apareceu no palco acompanhado por uma criança vestida de verde e escarlate, com uma bandeira vermelha na mão direita e um número d’O Rebate na mão esquerda.
Eram essas as cores da bandeira federal, isto é, da bandeira ibérica. Este pormenor é curioso e explica a preferência dada pela República do 5 de Outubro às cores verde e escarlate sobre as cores azul e branco. Como toda a gente sabe, foi Teófilo Braga o mais renhido defensor, depois do 5 de Outubro, da cor verde e escarlate. Ora Teófilo Braga foi sempre federal. Isto é, sempre partidário da incorporação de Portugal na Espanha ou – que outro nome não tem, empregue ele os sofismas que empregar – da perda da independência nacional. Ele e quase todos os republicanos portugueses. Por isso ele e quase todos quebraram lanças pela cor verde e escarlate, em todo o tempo a sua cor amada, a sua cor dilecta” (revista Ideia Nacional, nº 12, 24-IV-1915, pp. 378-379).
Como se queria demonstrar.
Saudações monárquicas
segunda-feira, fevereiro 18, 2013
As funções do estado e a grande mentira!
Lavra grossa polémica sobre as funções do estado, a esquerda indigna-se, empertiga-se, o governo tenta, mas não consegue, a confusão instala-se, de propósito, as mentiras do regime fazem o seu caminho. E nós, nisto!
Vamos lá ver: - as funções cometidas à comunidade (erigida em estado) são muitas, são imensas, delas se excluindo evidentemente aquelas que têm caráter eminentemente individual, como respirar, a higiene pessoal, comer, etc. A alimentação nacional é outra coisa, porque essa já é uma função do estado. O que não quer dizer que a mesma não possa ser feita em casa de cada um, na cozinha, evitando-se assim a cantina pública. E evitando ao mesmo tempo que os cozinheiros se tornem funcionários públicos. O mesmo se diga para as outras profissões, incluindo trabalhadores dos transportes, calceteiros, professores, enfermeiros, médicos, etc. Ou seja, não se vislumbra qualquer vantagem (para a comunidade) que as pessoas que asseguram a maioria das funções do estado sejam funcionárias públicas. Ainda por cima, com direitos e deveres diferenciados de trabalhadores que prestam os mesmos serviços, mas que não são funcionários públicos! Não sei se me faço entender!
Cá para mim, o vínculo entre função do estado e funcionário público só deve existir em se tratando de: - forças armadas regulares, forças policiais, juizes, e um restrito grupo de trabalhadores da administração central do estado. Comissões de serviço (em casos pontuais ou excepcionais) é outro assunto e não exige vínculo.
O contrário disto e nos tem levado à falência (porque todos querem ser funcionários públicos) é o que existe agora! Situação que pelos vistos ninguém consegue mudar!
A continuarmos assim, talvez fosse preferível, por ser mais coerente (e mais barato) assumirmos de vez o modelo coreano, fardados de cotim e bandeirinha na mão!
Saudações monárquicas
sábado, fevereiro 16, 2013
Um país de excessos!
Se Portugal fosse um teatro, se o drama ou a comédia fossem sujeitos a uma crítica fina, (como agora se diz), eu diria que existem demasiados actores a representarem o mesmo papel e o mesmo personagem!
E qual é esse personagem tão do gosto nacional! É fácil de adivinhar, basta pôr os olhos no palco e logo se descobre ‘o funcionário público’ em todo o seu esplendor! Imensas vozes, imensas entradas, imensas deixas, para usar uma linguagem mais de acordo com a arte. Ele é o bloco de esquerda, ele é o partido comunista, eles são ‘os verdes’, ele é o partido socialista, ele é (pelo menos foi) o chamado partido social democrata, e depois são, como é óbvio, todos os sindicatos que se prezem, a começar na UGT e a acabar (em grande) na Intersindical! É caso para respirar fundo e deixar escapar um longo… ‘uff’! Para concluir logo de seguida: - tamanha representação traz água no bico e mais não posso dizer, a não ser… pobre orçamento de estado! É que os impostos, assim, não descem. Ai não descem não.
Saudações monárquicas
quinta-feira, fevereiro 14, 2013
Os filhos da nação!
Os filhos da nação são aquilo que temos, melhores ou piores, não temos outros. Convinha portanto ensiná-los o melhor possível, convinha acabar com as mentiras e com a propaganda, que em nada contribuem para respectiva formação.
Na escola, os filhos da nação continuam a ser enganados pelos professores, também eles já enganados pelos professores dos professores! Logo desde tenra idade! Ao nível da terceira classe! Assim, por exemplo, quando se ensina qual o significado das cores da bandeira nacional (o verde e o encarnado) lá vem a mentira piedosa e ridícula: - que o verde significa a ‘esperança’ e que o encarnado significa o ‘sangue derramado pelos portugueses’! Como se a esperança não fosse comum a todos os povos, como se o sangue derramado fosse um exclusivo português! Como se a esperança e o sangue fossem sinais distintivos da nossa identidade!
Claro que não são. E ficamos sem perceber por que razão o verde da esperança há-de ser mais pequeno que o encarnado do sangue! Com historietas deste género não é de admirar que as criancinhas se tornem obtusas e ainda mais infantis quando crescerem.
E a verdade pura e dura sobre a bandeira já a expliquei aqui inúmeras vezes: - trata-se de uma bandeira partidária, imposta aos portugueses pelo partido republicano em 1910, e as cores são nem mais nem menos que as cores da bandeira da carbonária, braço armado da maçonaria. O que simbolizam essas cores?! Pois bem, o verde (mais pequeno) simboliza Portugal numa idealizada união ibérica. O encarnado simboliza Castela, nessa mesma união. Nada mais simples. Custa assim tanto dizer a verdade?! Claro que custa, porque quer o verde quer o encarnado nada têm a ver com as cores de Portugal. Nada tem a ver com o azul e branco que o Fundador (Afonso Henriques) ostentava. Azul e branco que são de facto as cores e o símbolo da nossa independência.
Tudo o resto é propaganda enganosa.
Saudações monárquicas
Nota básica: “O símbolo é o nada que é tudo”. Quando o renegamos, ficamos sem nada, e o fim está próximo.
quinta-feira, fevereiro 07, 2013
A fuga!
A fuga para a frente (própria de regimes falidos e sem qualquer estratégia) está na ordem do dia! Grandes impulsionadores deste movimento, essencialmente demissionário, são naturalmente os socialistas! Socialistas de todo o mundo uni-vos que alguém há-de tomar conta de vós! Quem?! Para já essa nebulosa chamada ‘federalismo’! A seguir, aquilo que normalmente vem a seguir, a desilusão e a dependência elevadas ao quadrado. E lá os vimos no ponto de encontro, sorridentes, Seguro e Ségolene, real sem realeza, que a França contenta-se hoje, tal como nós, com falsas dinastias. Dinastias do tipo: - mulher que sucede a ex-marido e vice-versa! Coisa triste.
Mas voltemos à fuga. E no preciso momento em que a Inglaterra (nossa visceral aliada) se afasta da união europeia (e do federalismo), eis que surge Seguro a reafirmar (triunfante!) o seu entranhado federalismo! É claro que isto só pode querer dizer que Seguro não tem qualquer noção da história de Portugal! Tão pouco tem qualquer ideia para Portugal! A não ser a ideia de protectorado. Só não disse se prefere que a capital seja Madrid, Paris ou Bruxelas!
Ora bem, para isto, não precisamos de Seguro para nada. Dos socialistas, idem. Podem finar-se que não fazem falta nenhuma.
Para isto… basta continuarmos à deriva.
Saudações monárquicas
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
Jaime Neves, fronteiro de Abril!
O interregno é um tempo de esquecimento, um tempo morno, de pequenos lances, poucos cometimentos, meias verdades, muitas mentiras, um tempo em que todos vivem bem com o mal dos outros. Os princípios ficam a meio, a Pátria é conceito abandonado, as novas gerações não a reconhecem. Não a reconhecem porque não traz segurança, não dá emprego, não está nas prateleiras dos hipermercados, não se ouve nos hi-phones!
Jaime Neves é um desconhecido. Curiosamente, apenas a esquerda o identifica, foi um adversário. A direita não existe, nem na memória, nem no pensamento.
O antigo comando morreu recentemente de forma discreta, não houve estremecimento nacional. No seu tempo, quando defendíamos o império, conheci-o, um breve encontro em Setúbal, partia ele para mais uma missão em África. Alguns anos mais tarde, em Novembro de 1975, defendeu a liberdade de todos contra ‘as liberdades’ de alguns. Contra as liberdades de Álvaro Cunhal! Venceu. Entretanto o país foi vencido. Essa a razão por que não houve um voto de pesar unânime na assembleia da república!
O interregno continua.
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
Perder a paciência
Estamos a chegar ao limite da paciência e não é própriamente contra o governo, é contra a oposição! Então não querem lá ver que o parlamento também faz greve?! Sim, a oposição fez hoje greve, recusando-se a discutir a reforma do estado! Bem sabemos porquê. A verdade é que este estado lhes agrada e a razão é simples: - trata-se de um estado socialista, governado em alternância por sociais-democratas e socialistas, um estado recheado de funcionários públicos e semi-públicos, onde portanto ninguém quer mexer. Passos, uma boa surpresa, insistiu, explicou que era preciso reduzir a despesa de forma sustentada para o futuro, uma evidência que os 'grevistas' não querem ver, nem querem mudar.
Aqui chegados, é preciso esclarecer os senhores deputados grevistas do seguinte: - num país socialista as greves estão interditas a todos aqueles que vivem do orçamento de estado. Pois sendo o estado pertença do povo não faz sentido que o povo faça greves contra si próprio! Os trabalhadores privados, sim, esses podem fazer greves. Mas é claro que não fazem. Porquê?! Porque têm um patrão mais exigente. Para bom entendedor...
Saudações monárquicas
terça-feira, janeiro 22, 2013
Boas noticias para Portugal, más noticias para a esquerda!
Estava eu a dormitar junto á televisão e eis que surge a noticia breve, dita sem entusiasmo pela locutora de serviço: - o governo vai amanhã voltar aos mercados para se financiar, antecipando assim em uma série de meses uma das suas promessas. E acrescentava no mesmo tom: - Portugal conseguiu que o pagamento da dívida fosse protelado no tempo, indo ao encontro das recorrentes sugestões da oposição.
Pois bem, um a um, desde Seguro ao Bloco, nem um elogio, nem o silêncio que o pudor aconselhava, pelo contrário, choveram as críticas, porque 'não há qualquer mérito do governo', ou porque 'já foi tarde'!
Quem, desembarcado de Marte, ouvisse aquilo, regressava imediatamente a Marte. Foi o que eu fiz.
Saudações monárquicas
terça-feira, janeiro 15, 2013
O paradoxo francês!
Prisioneira (na Bastilha) da sua própria revolução, guilhotinada na sua antiga religião e cultura, bonapartista por consequência e vaidade, a França vive hoje o momento culminante do seu paradoxo!
Explico: - depois de se deixar invadir e infiltrar por tudo o que lhe era (e é) estranho, desde o laicismo mais gritante, ao desregramento dos costumes, mais aberrante, ao islamismo mais triunfante, ei-la a soerguer-se contra tudo o que atrás fica descrito, intervindo no Mali em defesa dos valores essenciais da civilização ocidental! Uma atitude de coragem e de alto risco!
Traz à memória a ideia (e o esforço) do Desejado, que no seu tempo tentou antecipar-se ao previsível cerco do flanco sul da Europa. Na altura chamou-se Alcácer Quibir e poucos são os que ainda hoje compreendem a grandeza desse gesto!
No outro lado do paradoxo, como que a explicá-lo, mas em desespero de causa, assistimos a uma manifestação de homossexuais contra a adopção de crianças por … homossexuais! No fio condutor, os valores de que se reclamam as várias religiões do Livro. Dir-se-á que mais vale tarde do que nunca, mas que tudo isto é estranho, isso é.
Saudações monárquicas
quinta-feira, janeiro 10, 2013
Orçamento 2013
Ando frenético,
quarta-feira, janeiro 09, 2013
O relatório do nosso descontentamento!
Ei-lo, a pedido do governo, o relatório do FMI, com as conclusões que todos adivinham, com as indicações que todos temiam. Aliás, este relatório só acontece porque o governo não teve a coragem de afrontar (e enfrentar) a desmesurada (e injusta) gordura do estado. Foi assim mais fácil pedir aos credores internacionais para dizerem a verdade. E a verdade que o FMI descobriu é fácil de descobrir: - por detrás de uma fachada mais ou menos modernaça esconde-se a velha república socialista… quase soviética! Onde tudo ou quase tudo depende do estado!
Nesta perspectiva, esta terceira república é muito parecida com a segunda, com duas assinaláveis diferenças: - em primeiro lugar não existe censura prévia. Nem ela seria possível, hoje, na união europeia, e na situação de dependência em que nos encontramos; em segundo lugar, o Dr. Salazar nunca cairia no erro de tornar a função pública mais atractiva que a actividade privada. Mas as luminárias de Abril não se contiveram e por isso chegámos ao ponto a que chegámos. Estou até convencido que o primeiro grito do recém-nascido em qualquer maternidade portuguesa é apenas um: - eu quero ser funcionário público!
Saudações monárquicas
terça-feira, janeiro 08, 2013
Está suspensa, sim senhor!
E quem disser o contrário está a mentir. Claro que a constituição está suspensa desde que o país sofreu a intervenção de credores externos. Credores que impuseram as suas condições. Condições indispensáveis ao funcionamento do estado tal como se encontra organizado. E pouco importa que a intervenção tenha sido solicitada por nós… em desespero de causa! Para o efeito é o mesmo. E o efeito consiste em abdicarmos, por determinado período de tempo, da essência normativa que pressupõe qualquer texto constitucional.
Mas podemos ir mais longe: - também devem considerar-se suspensos, ou pelo menos limitados, os vários poderes que a mesma constituição atribui aos diversos órgãos de soberania. Presidente da república incluído. É aliás por causa disso que a assembleia da república não aprova legislação contrária ao memorando da tróica. É também por causa disso que o presidente promulga o orçamento embora não concorde com ele. E será por causa disso que o tribunal constitucional tudo fará para minimizar as inconstitucionalidades que eventualmente existam. Porque se o não fizer ficará com o ónus de abrir uma crise política sem retorno. Ou cujo único retorno será o agravamento das medidas que actualmente já penalizam, e muito, o bolso dos portugueses.
‘Os dados estão lançados…’ e só alguém com pretensões a César poderá atravessar o Rubicão!
Muito sinceramente, não vejo que seja Aníbal Cavaco Silva.
Saudações monárquicas
sexta-feira, janeiro 04, 2013
O círculo dos robertos!
Já que estamos em maré de circos e quadraturas vamos até à praia recordar os inolvidáveis robertos! Os velhos fantoches que se agitavam atrás de uma barraquinha e faziam as delícias da pequenada. O enredo é simples. A personagem principal também: - Dona Inocência da Constituição!
Diz o Costa – então não querem lá ver que o Catroga quer mexer na nossa Inocência! É preciso muito descaramento! Uma senhora daquelas! Tão séria, com uma linhagem tão antiga! Anda Pacheco, diz qualquer coisa! Afinal tu és historiador… pelo menos gostas de contar histórias!
Pacheco entra em cena e confirma: - Pois.
Costa prossegue: - nunca é demais recordar a origem da nossa Constituição! Ela descende em linha recta da revolução francesa! A mesma que deu o peito ao Napoleão! É prima em primeiro grau da Carbonária, uma rapariga acima de qualquer suspeita! E se não me falha a memória tem (ou teve) muita parentela soviética. Em democracia não há melhor!
Portanto, responsabilizar a Dona Inocência pelo descalabro das contas públicas só pode ser má vontade!
O Lobito interrompe: - eu não sou de intrigas mas parece-me que a Dona Constituição anda a viver fiado há muito tempo. Além disso, hipotecou-se à união europeia sem dar cavaco a ninguém! E pior ainda, vendeu-se à troika por dinheiro! Ora isto não condiz com a linhagem. Nem com a soberania. Ou condiz?!
Pacheco exalta-se: - Oh Lobito, não mudes de assunto! O governo tem que cumprir o acordo sem ofender a Dona Inocência e pronto. Se não conseguir governar nessas condições… pronto também!
A pequenada, entretanto, foi ao banho. O dono da barraquinha diz que para a semana há mais.
Saudações monárquicas
quinta-feira, janeiro 03, 2013
Dona constituição falida!
(Primeiro acto)
Dona constituição apresenta-se e vai dizer de sua justiça! Ela e um grupo de pessoas que a grande maioria dos portugueses não conhece, nunca lhes viu a cara, mas que no recato do palácio Ratton (que coincidência de nome!) se preparam para desgovernar sem que para tal tenham sido eleitos!
Vira o disco e toca o mesmo. Dizem que é assim que (a coisa) funciona em todas as latitudes! Em todas as latitudes pode ser, só que não é em todas as latitudes que existe um país intervencionado. E que se obrigou (perante os credores) a tomar um conjunto de medidas concretas … queira ou não queira, goste ou não goste. Resumindo e concluindo, fazer floreados nestas circunstâncias, só pode ser brincadeira de mau gosto.
(Segundo acto)
Os floreados são do presidente que entretanto reentrou em cena na vã tentativa de agradar a todos! Diz que jurou defender a constituição, o que pode acontecer a qualquer um que se candidate ao cargo. Aqui não há novidade. O problema, impossível de disfarçar, é outro: - trata-se de uma constituição socialista, que apesar das várias revisões, mantém o mesmo fio condutor, mantém a mesma raiz. Por consequência, em nome do ideário socialista, é sempre possível descobrir inconstitucionalidades em normas que se afastem daqueles princípios. O que em certa medida é o caso deste governo. Resumindo e concluindo, o actual presidente jurou afinal defender uma constituição socialista e quem nele votou nunca saberá se o próprio tem consciência disso! Por outro lado, uma constituição socialista está sempre pronta a chumbar um orçamento e a derrubar um governo não socialista. Tenha esse governo maioria absoluta ou não! Se ainda não o fez a razão é simples: - este governo é (por enquanto) o garante do recebimento do cheque que sustenta esta constituição e este socialismo falido.
(terceiro acto)
Dona constituição falida, em desespero de causa, deita culpas à Alemanha! Queixa-se que a Europa já não é socialista, já não é solidária. Adeus federalismo, adeus constituição napoleónica, o ideal jacobino a passar dias difíceis! Porque a injustiça do mundo não tem medida! Especialmente quando se deixa um testamento fantástico! Relacionemos alguns dos bens (na parte que nos toca):
- O país mais desigual da união europeia;
- O segundo lugar em número de funcionários públicos per capita;
- O record de desemprego… privado;
- O record de garantias (e dilacções) para arguidos judiciais;
- Campeão de auto-estradas e rotundas;
- Bota de ouro em parcerias leoninas;
- Honoris causa em desertificação; abandono da agricultura, das pescas, da indústria;
- Prémio especial para curiosidades: - pedofilia sem pedófilos; corrupção sem corruptos; etc.
- Licenciaturas ao domicílio; geração mais diplomada de sempre; mestres antes de serem aprendizes;
E finalmente, entre tantos outros bens, a independência ligada ao euro, ao preço da uva mijona.
Com esta constituição vamos longe!
Desce o pano.
Saudações monárquicas
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