segunda-feira, maio 29, 2017

Segurança contra o terrorismo!

Leio que o Japão está mais avançado do que nós ocidentais no que respeita a medidas de segurança contra emigrantes, nomeadamente muçulmanos. Precisam de autorização de residência e não sei que mais e assim têm conseguido combater eficazmente o terrorismo de origem islâmica!

Ora bem não duvido que o Japão esteja mais avançado que o actual ocidente em imensos aspectos mas não nas questões especificamente securitárias. Especialmente se pensarmos nos arsenais e outros meios que Estados Unidos e Europa gastam com a prevenção do terrorismo. Sem falar nas frentes de batalha. O problema na minha óptica é de outra ordem e deve colocar-se noutro plano.

No Japão não há cisões nem perdas de identidade como acontece hoje na Europa e em todo o Ocidente. Os japoneses gostam da sua cultura, do seu modo de vida, e ninguém no Japão questiona o imperador, símbolo dessa mesma cultura. No ocidente acontece o contrário, tudo é motivo de divisão e confronto. Pior, o cristianismo, outrora cimento da unidade, é hoje o alvo preferencial de jacobinos e laicistas. Neste terreno o Islão não precisa de vistos de entrada ou permanência. Entra e conquista.



Saudações monárquicas

sexta-feira, maio 26, 2017

O Ronaldo do Ecofin!

Voltemos pois aos consumos que a ressaca já aperta e esgotado o Mourinho de ontem temos agora o Centeno em doses de cavalo! Promovido a Ronaldo pelo ministro das finanças alemão, Centeno garante que não foi ele mas o povo português quem descobriu um novo caminho marítimo para a dívida. Ele, Centeno, só ía ao leme! E não disse mas percebeu-se que está disponível para ensinar a Europa a navegar! Quem está a adorar estas viagens psicotrópicas são os comandantes Marcelo e Costa que se calhar já antevêem, duas cadeiras no Olimpo, a estrear.

Noutro contexto mas sobre o mesmo assunto escrevi um comentário no Observador que dizia mais ou menos o seguinte: - Os cucos põem os ovos nos ninhos dos outros pássaros para que estes os choquem destruindo entretanto os ovos que lá estão. Em resultado disto nascem cucos. Este governo faz ao contrário, choca os ovos dos outros e quando nascem os passarinhos diz que são dele! A única dúvida que tenho é que não sei bem que nome é que se dá a estes passarões! Se alguém puder ajudar…



Saudações monárquicas 

quinta-feira, maio 25, 2017

Dom Sebastião sabia!

Quatrocentos anos é uma fagulha na era do universo e é muito pouco na história da humanidade. Por isso recuar a Alcácer Quibir é mais fácil do que parece para explicar a enorme gravidade da derrota e das razões, tantas vezes desvalorizadas, que levaram o rei português a combater os infiéis nas areias do Magrebe. O certo é que desde aí o flanco sul da Europa ficou definitivamente escancarado às investidas do Islão.

Hoje não restam dúvidas que aquilo a que chamamos terrorismo não é mais do que um episódio de uma longa luta entre duas maneiras diferentes de ver o mundo, ou porque não admiti-lo, entre duas religiões. Uma mais apelativa e que cresceu em progressão geométrica desde o ano 620! A outra mais verdadeira e por essa razão mais exigente e que vai regredindo em número de fiéis.

Pelo meio surgiu uma religião burguesa que tem muito a ver com o mercado e pouco a ver com os valores. E pior, encontra-se na última fase da degenerescência, que é aquela em que a gordura sobe do estômago e vai alojar-se no cérebro. É uma fase em que só contam os direitos e o prazer e corresponde normalmente ao colapso de qualquer civilização.

Uma última nota para verberar aqueles, e são tantos, que continuam sem perceber a grandeza do rei que morreu a lutar por uma Europa cristã que hoje não temos.



Saudações monárquicas


segunda-feira, maio 22, 2017

Bendita dívida, maldita cocaína!

A história é anedótica mas exemplificativa: - numa comunidade que se dedicava ao tratamento de toxicodependentes, o terapeuta de turno, novato naquelas andanças, quando no dia seguinte fazia o relatório dos acontecimentos da véspera, comunicou alegremente: - correu tudo bem, está tudo bem! O director da comunidade terapêutica ao ouvir aquilo, deu um salto na cadeira e retorquiu - pois se está tudo bem isso quer dizer que está tudo mal! Levantou-se e foi indagar o que se passava. E de facto estava tudo mal.

Vivemos hoje um pouco à imagem daquela comunidade terapêutica com uma pequena diferença – não conseguimos distinguir os pacientes dos terapeutas! São todos muito parecidos. É assim que qualquer notícia mais agradável, umas décimas no trimestre, vamos deixar de ser lixo, o tetra, tudo isso é imediatamente consumido como se fosse a melhor coisa do mundo! A única barreira, o único constrangimento à felicidade plena parece ser, como bem notava José António Saraiva no Sol, a enorme dívida que por ser enorme impede que possamos, para já, aumentá-la com o mesmo entusiasmo de antigamente. Mas isso é apenas uma pequena sombra no sol que ilumina este grande país de consumidores de felicidade a qualquer preço! Vistas bem as coisas não é bem a qualquer preço, é ao preço do voto e do poder.


Saudações monárquicas



* Bendita dívida – Jornal Sol de 20 de Maio 2017 

quinta-feira, maio 18, 2017

Fátima - visão de um poeta!

Levas e levas de peregrinos em direcção a Fátima. E estrebuchem no papel os livre-pensadores. Se não há sobrenatural, como eles afirmam, há pelo menos necessidade de transcendência. Elêusis, Delfos, Meca, Compostela, Lourdes e outros locais onde o céu e a terra se confundem são a mesma Cova da Iria renovada no tempo. O ar miraculoso que ali se respira, mesmo que fraudulento, vem ao encontro de apetências recônditas do nosso sub-consciente. O homem é um crédulo envergonhado quando tem de acreditar sozinho. Mas, se encontra companheiros de fé, desafia todas as críticas e absurdos. Apoiado no número, desinibido, faz de chavascais lugares santos, que visita sempre que pode, carregado das suas atribulações. E, em procissão, vai-as alijando pelo caminho, até que, despojado de todas as gangas mundanais, tem acesso disponível às nascentes sagradas que, parecendo manar do chão bendito que pisa, lhe brotam de dentro da própria alma.

Coimbra, 12 de Maio de 1975


Miguel Torga – Diário 

quarta-feira, maio 17, 2017

Credo!

Chegou a altura, descrente de mim, de acreditar em tudo aquilo em que nunca acreditei. Assim creio nos vários diários da república em circulação, escritos, falados, televistos, comentados, creio nos números do governo, como já tinha acreditado na conversão da república, creio no défice, no crescimento, na dívida, creio nos grandes clubes do estado, creio no Ronaldo, no Real Madrid, nos heróis nacionais cujo número não cessa de crescer, e creio acima de tudo em Marcelo, o presidente dos presidentes. Acredito que com Marcelo, Costa e companhia limitada, o futuro é nosso sem necessidade de fazer quaisquer reformas. Mantendo tudo na mesma. Por todos os séculos e séculos...


'Saudações republicanas'

domingo, maio 14, 2017

Terra de milagres!

Estamos no dia treze de Maio de 2017 e Portugal mudou. Eu também não. Mas para tratar deste assunto, como de todos os assuntos, há sempre duas perspectivas, dois caminhos à escolha. Quem do alto de um F16 tivesse contemplado o recinto de Fátima, diria que a república se rendeu à Virgem, que os republicanos se converteram em massa! E se focasse a objectiva no desvelo de Marcelo perante Sua Santidade, dando conselhos ao seu ouvido, quem sabe ensinando alguma catequese, concluiria que a separação entre a Igreja e o Estado foi definitivamente ultrapassada! Houve até um momento, depois daquela correria em direcção ao avião, em que muita gente pensou, e outra gente esperou, que Marcelo partisse também para o Vaticano! Mas não, Marcelo ficou em terra.

O segundo milagre deste dia de canonizações deve-se ao Papa Francisco e ao seu indiscutível magnetismo! O Santo Padre, enquanto cá esteve mobilizou todos os meios de comunicação social retardando ao máximo a mega operação Marquez que vem ameaçando o país! Com efeito, só depois da sua partida, cerca das quinze horas, é que se recomeçou a falar do Benfica. Isto para mim é um grande milagre!

Mas aconteceu um terceiro milagre, inesperado, e que envolveu a Europa inteira! Um rapaz cujo nome não engana, Salvador Sobral, converteu os europeus à sua música e poupou alguns portugueses ao massacre pombalino. Simples, talentoso e com graça, Salvador não quer ser herói nacional, quer apenas salvar a música. Um belo remate para o Éder das canções!


Saudações monárquicas

quarta-feira, maio 10, 2017

As fundações e o futebol!

Hoje fui ao Observador e mais uma vez tropecei na Fundação Benfica! Reclamei contra a propaganda clubística, reclamei contra a suposta independência do jornal, reclamei talvez sem razão contra uma série de coisas mas na verdade há aqui qualquer coisa que não bate certo. Eu sei que o Sporting também tem uma fundação e o FC Porto se não tem vai ter com certeza. Não duvido dos méritos de quem lá trabalha, nem dos objectivos, as criancinhas parecem felizes, admito tudo isso e admito naturalmente que cada um é livre de entregar uma parcela do seu imposto de IRS às instituições que bem entender. Está na lei!

O que não está na lei mas devia estar era a proibição expressa dos clubes de futebol profissional se intrometerem em áreas para as quais não estão vocacionados nem é essa a sua função. Os clubes citados, e porventura outros, já beneficiam do estatuto de utilidade pública pela formação e prática desportivas a que se dedicam e não vamos agora atribuir-lhes outros estatutos, outras funções e outros benefícios. Por este caminho qualquer dia temos a universidade Benfica e depois, quem sabe, o partido político! Vamos com calma.

Mas este é apenas o lado mais folclórico do problema porque há outros problemas e não são pequenos. Desde logo a concorrência desleal com as verdadeiras instituições de solidariedade social que se candidatam aos mesmo fundos que estas fundações ligadas aos grandes clubes de futebol. Como os fundos não dão para todos é fácil imaginar quem ganha os concursos. E sobre isto o governo populista que temos fica calado!

Mas o lado mais negro do problema tem mesmo a ver com as suspeições que lhes andam associadas. E mais uma vez não estou a suspeitar desta ou daquela fundação em particular. Estou a desconfiar do sistema como um todo, um sistema que espantou a tróica pelo número de fundações e pela opacidade das mesmas! Prometeram-se na altura reduções, fiscalizações, mas ficou tudo em águas de bacalhau. Isto quer dizer aquilo que todos sabemos, que é mais fácil fugir aos impostos ou branquear dinheiro se houver uma fundação por perto. Não preciso de provar nada, os indícios são esmagadores, a corrupção da república é um facto. Basta atentarmos na Operação Marquez.



Saudações monárquicas

terça-feira, maio 09, 2017

A Europa no seu labirinto!

Ficaram os ‘europeístas’ muito contentes com a eleição de Macron, garantia, dizem, que o projecto europeu vai continuar! Ora o problema é precisamente esse – o projecto continuar. Recordemos que este projecto sofreu o seu primeiro grande revés quando um europeísta francês, Giscard d’Estaing, quis impor uma constituição à Europa, uma espécie de código napoleónico mais actualizado. Código esse liminarmente rejeitado pelos países europeus que não queriam, nem querem, abdicar da sua soberania. Portugal estava entusiasmado com a dita constituição como tem estado entusiasmado com tudo o que lhe garanta o sustento sem necessitar de fazer reformas e sem perder mordomias. Aquilo a que em holandês foi traduzido para ‘mulheres e copos’!

Falhada a constituição avançou o plano B com o euro a funcionar como cimento de uma futura união política. E de novo vemos os franceses na linha da frente, à boleia da Alemanha, e vemos também o bom aluno português a querer entrar no clube dos ricos mas com smoking alugado! De então para cá a história do europeísmo e dos europeístas é conhecida, história para a qual se adivinha um final infeliz. Ou seja, o euro não vai conseguir fazer aquilo que a política não consegue. Dando razão a um velho doutrinador francês que gosto de citar – ‘politique d’abord’!

O que é que a Europa pode então esperar de Macron, presidente eleito, e tal como todos os presidentes franceses, laico, republicano e socialista?! Eu arrisco dizer face aos antecedentes históricos e àquilo que escrevi, que deve esperar problemas e conflitos. Vai confundir, como qualquer francês de raiz napoleónica, os interesses da França com os interesses da Europa, e à primeira dificuldade, e vão ser muitas, pede socorro à senhora Merkel.
Na oposição está uma senhora Le Pen que é soberanista mas não deixa de ser laica, republicana e socialista. Isto é muito socialista junto e não ajuda nada. Nem a França nem a Europa.


Saudações monárquicas


Nota: Muito socialista, muito laico e muito republicano junto!

sábado, maio 06, 2017

Só eu sei porque sou monárquico!

Aquele debate, como todos os debates do género, entre duas figurinhas, cada qual a fazer valer os seus argumentos, os seus gestos, a fotogenia imanente, cheios de conselheiros de imagem, como se fossem estrelas de televisão, com tempos marcados ao segundo, e a gente a ver, com dois jornalistas a fazerem as perguntas que não têm resposta, para além da propaganda, e no fim, como dois lutadores, duas misses simpatia, à espera de ganhar uns pontos na próxima sondagem! Um parágrafo longo para dizer quase tudo o que me vai na alma, e no espírito enfastiado que reclama: - é preciso ter pachorra e ser muito infantil para esperar alguma coisa deste sistema de escolha do futuro chefe de estado! E sorrindo para os meus botões digo baixinho: - ainda bem que sou monárquico!


Saudações

sexta-feira, maio 05, 2017

Costa prepara eleições…

Numa azáfama nunca vista de devoluções, restituições, justas ou injustas não interessa, promessas a uns e a outros, e com o congelamento de rendas no horizonte, Costa vai construindo laboriosamente o ‘partido do estado’ que o há-de eleger. E as eleições só podem estar próximas se o antigo número dois de Sócrates seguir o padrão do chefe. Não importa se a economia tem dinheiro para pagar, porque alguém há-de pagar. Os beneficiados pagam com votos, os contribuintes vão pagar com impostos, o país (sem) futuro, mais tarde ou mais cedo, vai pagar as favas. 

Sobre este assunto convém ler um artigo de João César da Neves, no Observador, onde de forma clara e sintética o autor explica a ‘doença lusitana’, com mais de duzentos anos, diz, indo assim ao encontro do meu último postal em matéria de datas! Duzentos anos é o tempo do liberalismo! Liberalismo importado que impôs ao rei e ao povo um texto constitucional que afrontava a tradição! Mais tarde, livrou-se do rei, seu último representante,  e impôs-se pelo golpe e pela demagogia. Demagogia que como bem ensina Aristóteles é a doença da democracia. A doença da representação! 

João César das Neves centra o seu artigo nas questões económicas, e nos Condes de Abranhos que nos têm saído na rifa, mas é na política que as coisas se resolvem. E a cumprir-se o vaticínio do autor, que Costa ainda é pior que Sócrates, os portugueses vão passar um mau bocado.


Saudações monárquicas 

quarta-feira, maio 03, 2017

A crise de representação do regime republicano!

Ninguém ousa pôr o dedo na ferida, isso equivaleria a negar dois séculos de história mal contada! Dois séculos de decadência. Mas é o regime republicano que está em causa e não a democracia representativa como sempre nos quiseram confundir. O desaparecimento dos partidos tradicionais em França, engolidos em sucessivas eleições, tem uma explicação bem simples e prosaica – não representam o sentimento nacional. Pior, estão contra esse sentimento, base e justificação de qualquer comunidade. E estão contra porque, como é próprio da sua índole, estão indexados aos interesses internacionais das várias maçonarias a que pertencem. E a ordem maçónica sobrepõe-se como sabemos à ordem interna. A crueza da realidade não permite mais subterfúgios nem mentiras. A comprovar o que afirmo aí está a Inglaterra onde nada disso aconteceu porque ao contrário da França os partidos tradicionais souberam sempre representar a vontade explícita dos eleitores. Mesmo que isso custasse, como custou, a carreira de alguns políticos.

Em Portugal, que segue mimeticamente a França e cujas elites são do mais refinado jacobinismo, ainda não se deu a implosão dos partidos tradicionais porque nós não temos partidos tradicionais. São todos postiços e enganadores, foram determinados pelo golpe militar de Abril de 74 e mais tarde caucionados por uma constituição que basicamente está contra a tradição. Nestas condições como poderiam existir partidos tradicionais?!

É assim que assistimos a um governo manhoso que, quando convém, faz oposição a si próprio, vidé caso de Fátima; é assim também com o partido social democrata que finge que é da direita, mas não é. E até temos, imagine-se, um partido filiado na quarta internacional comunista, mas que afinal é nacionalista! Embora condene o nacionalismo nos outros!

Uma coisa une todos estes mentirosos – são todos republicanos. Democratas é que já vimos que não são. Um país destes não é para levar a sério e esta situação caricata só se aguenta enquanto o BCE pagar as ‘mulheres e os copos’ do regime e da respectiva nomenclatura.



Saudações monárquicas

sexta-feira, abril 28, 2017

Os números!

Desde que a matemática (e a simples aritmética) passou a ser um problema irresolúvel para a cabeça das criancinhas portuguesas, e dos respectivos progenitores, os números ganharam sem querer uma importância extraordinária! E há números para tudo. Números bons e números maus e cada qual, governo e oposição, tem os seus. Do lado do governo os números são surpreendentes, afinal somos ricos e não demos por nada! Por sua vez a oposição contrapõe outros números, diz que não somos ricos, somos é pobres e mal-agradecidos! Na dança dos números o português médio, aquele que não vive dos números mas sabe que vai ter que pagar este número, muda rápidamente para o canal da bola. Aí também há números, números martelados, mas ao menos a gente entusiasma-se, grita, chama nomes ao árbitro. Os outros números sabem todos ao mesmo, é comer e calar.



Saudações monárquicas

quarta-feira, abril 26, 2017

Ontem...

Ontem, foi mais um dia desencorajante, um dia para não ver nada em português, para evitar ouvir portugueses, um dia adequado para escrever memórias, ir tratar dos animais ou regar as plantas Um dia passageiro, um dia insuportável. Insuportável para muitos mas não para a nomenclatura republicana. Tenho para mim que quem o celebra é porque lucrou pessoalmente com ele. Pois é difícil defender que um país completamente dependente do exterior possa festejar em conjunto o que quer que seja. Se ao menos toda essa dívida acumulada tivesse sido melhor distribuída! Seria ainda assim uma pobre desculpa para as gerações que no futuro a terão de pagar mas era apesar de tudo uma justificação! Porém, estamos a falar do país mais desigual da união europeia! A mãe dessa desigualdade afrontosa tem um nome e vários apelidos. Quem não a conhece bem confunde-se e trata-a pelos apelidos! Reclama, face à injustiça que sente, contra a corrupção, contra a fraude, contra o abuso do poder sem se dar conta que combate contra moinhos de vento! O nome dela verdadeiro é república, neste caso a terceira que já levamos, e tal como as duas anteriores tem os mesmos apelidos!

Saudações monárquicas

segunda-feira, abril 24, 2017

A França do nosso descontentamento!

A história da França talvez se divida em vários períodos mas para a memória que interessa podemos dividi-la em dois marcos decisivos, a saber: - a  França monárquica, cristã, onde a Europa se apoiava, e a França da bastilha, jacobina, decadente, e transtorno permanente para a Europa. Situação que mais uma vez se comprova. Os media embandeiram em arco, a esquerda rejubila porque um tal Macron que ninguém conhece, conseguiu um bom resultado na primeira volta das presidenciais francesas! O homem trabalhava num banco, diz-se europeísta, seja lá o que isso for, e bastou agitar o papão do nacionalismo para ganhar umas décimas à candidata da direita, e assim seguir com ela para a segunda volta. A conclusão de tudo isto não nos deve enganar. A França tem dois candidatos republicanos, e enquanto Macron quer continuar a viver à boleia da Alemanha, a Le Pen sonha com uma grandeza que a república nunca teve a não ser no fugaz período napoleónico. Neste caso uma falsa grandeza. Quanto à questão islamita, o mal está feito, é uma consequência do laicismo francês, e enquanto este laicismo der cartas na França e na Europa, bem podem expulsar ou fechar fronteiras que ele vai continuar a ganhar terreno. Porquê?! Porque o Islão só se combate com uma religião superior. Que era a que a França professava e já não professa.


Saudações monárquicas



Nota básica: Para percebermos bem a nossa desgraça temos que nos lembrar que Portugal segue a França desde 1820! 

terça-feira, abril 18, 2017

Pilatos entre nós!

Em resultado das últimas escavações no cérebro indígena aventa-se a hipótese de Pilatos, terminada a comissão de serviço na Palestina, ter sido colocado em Portugal para organizar a justiça. Consta até, mas isto já faz parte da lenda, que gostou tanto destes ares que por cá ficou e se reproduziu. A hipótese baseia-se no extraordinário número de processos judiciais que se arrastam sem qualquer decisão e na preferência exagerada pela forma em prejuízo da substância. Aliás nem foi preciso escavar muito, bastou comparar o peso da produção legislativa com a eficácia das leis para se concluir que havia descendentes de Pilatos em toda a parte. Na assembleia da república os vestígios são imensos, na presidência o sim e o não foram substituídos pelo talvez, e nos tribunais os juízes mandam apagar provas, e quando isso não é possível, fecham os olhos ás evidências e já não confiam no flagrante delito! O lema é não julgar para não errar. Falta apenas o ritual da bacia onde se lavam as mãos.


Saudações monárquicas


Nota de roda pé: O futebol, esse, está cheio de Pilatos e da sua justiça. Foi assim que na última jornada vimos dois jogadores (Samaris e Edson Farias) disponíveis para jogar, apesar dos murros que deram, enquanto outros que por terem visto um cartão vermelho, ou terem completado cinco amarelos, tiveram que ser castigados! E digam lá se isto não é justiça de Pilatos!

quarta-feira, abril 12, 2017

O futebol em flagrante delito!

Incapaz de fazer justiça num caso de flagrante delito, um caso que toda a gente viu, a justiça desportiva foi ela própria apanhada em flagrante delito! Invocando, como sempre acontece em Portugal, um legalismo qualquer, prepara-se para deixar o agressor impune em termos de justiça útil, beneficiando assim o clube do agressor que como se adivinha o poderá utilizar para os fins que entender! Quanto ao agressor já sabe que, desde que o árbitro não veja, pode continuar a agredir os adversários porque a penalização só acontecerá quando o campeonato acabar. E nessa altura o mais provável é já ter sido transferido para um outro campeonato salvaguardando os interesses do actual clube! Melhor ou pior do que isto é impossível.

Estas são as notícias que tenho e que ainda não vi contraditadas. A partir daqui começa a contagem decrescente para a impugnação deste campeonato. O motivo é simples: - a justiça do futebol está a proteger os infractores e a atraiçoar a verdade desportiva.


Saudações azuis




Nota básica. Este é um caso que seria resolvido em dois dias num qualquer país civilizado. O argumento ridículo da moldura penal é apenas isso, um subterfúgio ridículo.

terça-feira, abril 11, 2017

Ao correr da pena…

Sobre o aumento da dívida Rui Ramos deixa avisos (e dúvidas) no Observador:

‘Mas para que são as preocupações, enquanto a União Europeia mantiver Portugal ligado ao pulmão de aço do BCE? Em 2008, o mundo descobriu o sub-prime: empréstimos de alto risco a quem não podia pagar. O BCE está a produzir um outro tipo de sub-prime: o financiamento politicamente motivado de Estados que recusam reformar-se…Um dia também este sub-prime será descoberto. Bastará, por exemplo, que alguma eleição corra mal na França ou na Alemanha.'

Sobre este assunto ocorre-me Camões quando cantava a ‘lusitana antiga liberdade’, afinal o bem mais precioso da Pátria. É que a dívida será sempre a nossa grilheta, o sinal da escravidão. Assim, e por mais elogios que se façam ao governo, o próximo 25 de abril será o menos livre desta terceira república. Nem sei bem o que iremos comemorar!

Noutro quadrante António Costa deu uma entrevista ao El País pedindo novamente a cabeça do actual presidente do Eurogrupo. E novamente no local errado! A novidade é que sugere o nome do espanhol Guindos para substituir o holandês. Isto transporta-nos directamente para uma encruzilhada da história! A equação é a seguinte: - o governo prefere os Filipes, a nossa velha aliada fez-se ao largo e abandonou-nos. Entretanto no sul de Espanha jovens finalistas portugueses, qual ala dos namorados, tentam reeditar Aljubarrota e destroem um hotel. Em que ficamos?!


Saudações monárquicas


* Em itálico, retirado com a devida vénia do jornal Observador de hoje.

segunda-feira, abril 10, 2017

A geração mais qualificada de sempre!

Eu até podia acreditar no título que dei ao postal embora saiba que instrução não tem nada a ver com educação. Mas também não acredito na instrução. São pouco instruídos, deseducados na dependência e na fartura de direitos, sabem muito pouco de deveres. Formatados pela televisão e pelos telemóveis pensam todos da mesma maneira, mudam todos de opinião ao mesmo tempo, sozinhos talvez sejam aturáveis, em grupo são insuportáveis. E não vou falar de culpas porque a culpa é sempre dos outros. Seguindo esse caminho, a culpa maior no caso dos ‘finalistas’ expulsos é com certeza do hotel! Seja porque a ementa não era variada, seja porque não compreende que sofás no elevador, televisões na banheira ou candeeiros arrancados das paredes são coisas naturais em jovens que se querem divertir. Assim como a culpa dos excessos de consumo só pode ser atribuída aos respectivos produtores. Tudo o resto que ficou por dizer e explicar a responsabilidade vai direitinha para o governo anterior.

Finalmente para descanso dos pais e das crianças esperamos que Costa e companhia exijam a demissão imediata do gerente do hotel. Um xenófobo racista que assim discrimina jovens de um país que sofreu um resgate.



Saudações monárquicas

quarta-feira, abril 05, 2017

Abaixo a república!

Isto assim não serve, depois do BES agora é o Monte Pio, os outros bancos já foram, vivemos numa realidade virtual, com um presidente e um primeiro ministro a porem água na fervura com medo de dizer a verdade aos portugueses! E a verdade tem a ver com o regime porque foi este regime que fabricou esta nomenclatura e os interesses que lhe estão subjacentes. Interesses que se cruzam, misturam, que estão por todo o lado e tudo contaminam. É a constituição que os protege e quando não é ela, aparece sempre um juiz ou uma juíza para fazer o serviço. Agora há muita gente indiciada, poeira para os olhos, porque o mais certo é ninguém ser condenado. Aliás teriam que condenar primeiro os de cima, os vários presidentes, que por mais livros que escrevam não se livram de responsabilidades. O estado da nação é este. Uma nação à deriva que nem estratégia tem para o futuro! E não havendo futuro garante-se o presente através de lugares e tachos na função pública. Em contra ciclo europeu (e mundial) vamos ensaiando uma experiência socialista fora de prazo! E que só pode acabar mal. Em termos geopolíticos, e contrariando o destino, optamos pelo continente enquanto a nossa velha aliada se faz ao largo! Já demos esta matéria e foi um desastre...
E assim, a palavra de ordem e única palavra de esperança para qualquer português é: - abaixo o regime que nos sufoca! Abaixo a república! Democraticamente, claro. E se a bendita constituição o permitir!


Saudações monárquicas

terça-feira, abril 04, 2017

A costa das mentiras!

De mentira em mentira o regime encalhou na última mentira. E com ele o governo. É a mentira do BES ou Novo Banco onde se escondem todas as imparidades da república! O banco mau, que era só joio, foi separado, mas afinal no banco bom também não há trigo! A carga do navio foi saqueada por piratas! Com os porões vazios aventa-se a hipótese de vender o que lá não existe numa daquelas operações que só pode passar pela cabeça de outros piratas! No meio desta pirataria toda o comandante do navio sorri para o seu imediato e sugere uma selfie para a posteridade! A tripulação, que ainda não percebeu que está encalhada, entrou em delírio!



Saudações monárquicas

terça-feira, março 28, 2017

Não há espelhos nesta terra!

Rezam as crónicas que os descobridores trocavam com os nativos espelhos e recebiam ouro e prata, ou seja, cada um dava aquilo que tinha. A história sorri da esperteza lusitana e zomba da ingenuidade indígena. Porém, passado todo este tempo estou inclinado a dizer que não fomos assim tão espertos pois os espelhos que demos estão agora a fazer-nos muita falta. Por isso não reparamos nas figuras tristes que andamos a fazer!

A urgência é imortalizar contemporâneos, de preferência futebolistas. Primeiro avança-se com a estátua em vida não vá a eternidade esquecer-se dele. A saga comemorativa prossegue e aterramos com pompa e circunstãncia no aeroporto Cristiano Ronaldo situado na Madeira! Onde já existe estátua, largo, museu, e a pergunta impõe-se – para quando mudar o nome da ilha?!

Mais tarde, convertido em herói da república, enfia-se o homem no Panteão obrigando o defunto a conviver com gente que ele não conhece de lado nenhum! E que provávelmente detestaria conhecer.
É o que eu digo, não há espelhos nesta terra!


Saudações monárquicas

segunda-feira, março 27, 2017

A casa das selecções!

Era inevitável que mais dia, menos dia a rivalidade e o facciosismo irrompessem pela selecção nacional de futebol, ela que se transformou na última (e única causa) comum que parece unir os portugueses! A ajudar nesta rivalidade o facto de, para servir os interesses particulares dos grandes clubes ou justificar os gastos com os estádios do Euro, a Federação Portuguesa de Futebol tenha práticamente abandonado o estádio nacional! Um estádio que é de todos os portugueses e onde, até à data, nenhum português se sentiu discriminado. Aliás quase todos os países fazem questão de ter um estádio nacional condigno pois só ele pode ser a verdadeira casa das selecções. Aquilo que se passou no estádio da Luz, os desacatos entre claques clubísticas, num jogo que era para ser uma celebração de unidade, irão por certo prosseguir noutros locais e demonstram o erro crasso cometido. Demonstram também outra coisa em termos comunitários: - pobre país que não tem mais nada a que se agarrar a não ser à selecção de futebol e aos seus ídolos de pés de barro!



Saudações monárquicas

quinta-feira, março 23, 2017

Mais a sério

O que o presidente do euro grupo veio realmente dizer é muito importante para o futuro da união europeia. Se é que ela vai ter algum futuro. A julgar pela unanimidade das condenações não me parece. E não me parece quando vejo tanta gente a mentir atrás de uma frase retirada do seu contexto! O holandês, para quem leu toda a entrevista, estava falar de uma coisa muito simples e que qualquer pessoa percebe. Disse ele que a solidariedade, seja entre pessoas ou nações, pressupõe sempre uma relação de confiança. E quando essa confiança é quebrada a solidariedade também se quebra! Qual é a dúvida?! A única dúvida só pode ser o desplante de algum mentiroso que, apanhado a mentir, continua a acusar os outros de mentirosos! Dou o exemplo da Grécia com quem nos vamos parecendo cada vez mais, mas para pior. Os gregos martelaram as suas contas anos a fio para continuarem a beneficiar da solidariedade dos outros países da união. Descoberta a marosca, quebrada a confiança, ainda protestaram durante algum tempo. Depois calaram-se e aceitaram um programa de recuperação que já não é de solidariedade, é terapêutico. Para curar as contas e as mentalidades. Se calhar é o que nós precisamos. E se o tratamento correr bem, agradeçam ao holandês.


Saudações monárquicas

quarta-feira, março 22, 2017

Os cágados!

Os cágados, maridos das tartarugas, mas muito mais cágados, gritaram a sua indignação porque o presidente do euro grupo, um holandês com nome difícil, disse que havia gente a gastar mais do que devia. E deu dois exemplos de dinheiro mal gasto. Álcool e mulheres! Foi o suficiente para pedirmos a imediata destituição do homem.

Os protestos começaram na zona do Alvarinho, apanharam toda a região demarcada do Douro, chegaram ao Porto, voltaram-se para a Bairrada, o carrascão exaltou-se, juntaram-se ao moscatel, ultrapassaram o Alentejo e só não embarcaram em Lagos porque o protesto já era muito e não deram com as caravelas!

Mas aquilo que mais destemperou o ânimo lusitano foi a insinuação de que gastávamos dinheiro com mulheres! Que não, que isso era dantes, os marialvas, agora não somos sexistas, é tudo igual, o holandês é um malandro xenófobo, e que isto é uma desculpa para não nos emprestar mais dinheiro. E pronto, por hoje é tudo.


Saudações monárquicas

sábado, março 18, 2017

A lista da terceira república!

Os ‘peregrinos de Évora’ e todos os que beneficiaram dos favores de César, incluindo aqueles que fecharam os olhos às suas diatribes, andam irrequietos. Dói-lhes a previsível acusação porque sabem que a presunção de inocência é, neste caso, uma mera figura de retórica. E escrevem livros a justificar condutas, álibis de trazer por casa, ou debruçam-se sobre os prazos, que acham exagerados, sugerindo que se devia arquivar o processo para sermos todos felizes como dantes. E há ainda quem proteste por estarem em causa os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos! Entre estes está Pacheco Pereira mas a sua preocupação maior parece ser outra e por isso sugere a partição do processo em vários! Pacheco tem medo que a ‘operação Marquez' se transforme no processo da terceira república, e isso ele não aguenta. Mesmo que seja verdade como tudo indica que será atendendo à teia de cumplicidades que todos os dias se vão descobrindo!



Saudações monárquicas

sexta-feira, março 17, 2017

Insultos do século passado!

Quando a expressão ‘comunista’ for um insulto igual ao de ‘fascista’, então os pratos da balança estarão equilibrados e podemos começar a falar de política. Até lá convém fazer uma desintoxicação semelhante à que se utiliza para as drogas pesadas ou para o alcoolismo. Em ambos os casos há esperança mas não há garantia de cura.

Eu fui de certo modo bafejado pela sorte, não bebo nem fumo e vacinei-me desde tenra idade contra a propaganda oficial. Leio pouco, evito os best-sellers, no cinema evito os óscares e na televisão vejo o Belenenses sem comentários. É uma receita caseira, útil e acessível a todas as bolsas.

Feito este preâmbulo podemos concluir que estamos muito longe de atingir aquele nirvana. O comunismo continua a ser tolerado e até bem visto enquanto fascismo e fascista continuam a ser ofensas que fazem mossa.

Pois bem, e a terapia começa aqui, a pergunta que nos fazemos é esta: - mas qual é a diferença (para quem insulta) entre um comunista e um fascista?! Dito de outra maneira: - o que é que há de bom ou mau num comunista que não se encontre num fascista?! 

Da resposta a esta questão depende muito o estado de saúde mental em que nos encontramos. É uma espécie de termómetro que mede os avanços da cura ou pelo contrário as recaídas na doença.



Saudações monárquicas


Nota básica: Nesta terapia ajudava muito se a Constituição tratasse de igual modo a direita e a esquerda, a extrema-direita e a extrema-esquerda.

quinta-feira, março 16, 2017

Factos históricos!

Sampaio dissolveu o parlamento onde havia uma maioria que suportava o governo e fez cair Santana Lopes. Um facto histórico. Escreveu agora um livro onde justifica tal decisão, dizendo que o país estava à deriva! Santana responde desafiando o antigo presidente para um debate público, civilizado, sobre a matéria. E vai acrescentando, com a evidência dos factos pelo seu lado, que se o país com ele estava à deriva, o seu substituto José Sócrates (apoiado no PS) encarregou-se de o meter no fundo. A pique. Outro facto histórico.

Mas há mais factos históricos para lembrar! Por exemplo, foi no consulado de Sócrates que o processo da Casa Pia se libertou dos políticos e da política, numa interpretação literal e muito curiosa da separação de poderes! Todos nos lembramos de quem foi a julgamento e de quem não foi.

Mas os grandes (e desastrosos) factos históricos que se seguiram à dissolução de Sampaio estão hoje na ordem do dia e não há nenhum português que não os conheça. Ou que não os adivinhe. Está tudo no 'processo do Marquez'. Até lá vão-se escrevendo livros…



Saudações monárquicas

segunda-feira, março 13, 2017

Todos os caminhos vão dar ao Marquez!

Há bancos desfalcados, há caloteiros e calotes por pagar, há transferências para offshores que desaparecem, outras que aparecem, há apagões fiscais selectivos e há grandes empresas mortas mas que ainda há pouco tempo pareciam gozar de excelente saúde! Há políticos suspeitos, gestores suspeitos, advogados suspeitos e até juízes suspeitos! A comunicação social independente não existe e há uma população embasbacada, amorfa, a olhar para tudo isto como se estivesse a ver um programa de televisão! E temos o futebol como droga de eleição, e biombo perfeito onde se escondem trafulhices e euros!

O país é pequeno e já se percebeu que há um fio condutor que liga muitos daqueles acontecimentos à operação Marquez e ao ex-primeiro ministro José Sócrates. E se puxarmos a ponta do novelo é bem capaz de vir tudo atrás – o regime republicano e a tralha que o mantém. Será essa a razão do nervosismo geral e da crispação que entretanto se vive. Convém não esquecer que o actual primeiro-ministro era o número dois no governo de Sócrates e por mais hábil que seja vai ser muito difícil passar nos intervalos da tempestade que se anuncia. Pois vem aí a provável acusação aos arguidos da ‘Operação Marquez’! Veremos, depois disso, o que sobra dos afectos de Marcelo e do optimismo do Costa.

Saudações monárquicas



Nota básica: Também não descarto um longo impasse, com muitos recursos, seguido de uma grande amnistia. Estamos em Portugal, vivemos em república, onde a justiça tem dois pesos e duas medidas. E todos concordam com isso.

quinta-feira, março 09, 2017

Fechem as universidades!

Os meus impostos não podem servir para fabricar ‘doutores’ que limitam a liberdade de expressão a quem não pensa como eles! E também não podem servir para fabricar reitores que têm medo dos alunos, nem ministros que têm medo dos reitores, etc! E não servem porque não precisamos de formar mais gente para reproduzir o pensamento único, o partido único, e todas essas ‘amplas liberdades’ de inspiração soviética! O que temos já é mais do que suficiente como os recentes atentados à liberdade de expressão amplamente comprovam! E não me refiro apenas ao episódio dos alunos que não queriam ouvir Jaime Nogueira Pinto, nem ao reitor que teve medo dos alunos, estou a pensar num conjunto de proibições ‘constitucionais’ que vedam ao comum dos portugueses o conhecimento da verdade, ou pior ainda, limitam as suas liberdades políticas. Só para dar dois exemplos - a proibição de mudar o regime republicano, incrível atestado de menoridade aos portugueses actuais e vindouros, ou a impossibilidade de sabermos quem são os caloteiros da Caixa ainda que tenhamos que pagar o respectivo calote!

Pois é, verdadeiramente o PREC ('processo revolucionário em curso') nunca acabou. Como já tenho escrito vivemos numa ditadura constitucional de esquerda, sendo que a dita constituição, e nas várias revisões que sofreu, nunca perdeu a matriz original. Foram truques de cosmética, nada mais. É uma constituição antidemocrática ao melhor estilo soviético. Veja-se aliás quem a defende com unhas e dentes! Acresce que a miríade dos seus artigos (mais de trezentos!) não é inocente. Permite que os tribunais superiores, todos eles dominados pela nomenclatura, mantenham tudo como está. Assim, e sem grande alarido, estamos a construir uma sociedade acéfala, monolítica e medrosa. Para não dizer merdosa. 


Saudações monárquicas 

terça-feira, março 07, 2017

Afinal os milhões só apareceram agora!

A golpada do Costa para incriminar o anterior governo e distrair as atenções do buraco da Caixa Geral de Depósitos está a cair aos bocados na comissão de inquérito. Até mete dó! A geringonça foi buscar lã e está a ser tosquiada! A última a ser apertada foi a directora geral do fisco que confirmou que afinal as declarações respeitantes a 80% dos tais dez mil milhões que andavam desaparecidos, só deram entrada nas finanças em 2016! E sendo assim não podiam ser conhecidas do anterior governo. A marosca fica desmontada e a tese do erro informático muito fragilizada. A solução para a esquerda passa agora por ouvir toda a gente e nesse sentido já convocaram Vítor Gaspar e a sua sucessora nas finanças! O que é preciso é ganhar tempo e continuar a mentir. A não ser que seja para mais um momento de humor a cargo do brilhante inquisidor do PS! Imagino a pergunta fatal aos dois ex-ministros das finanças: - os senhores por acaso percebem alguma coisa de computadores?!
Enfim, um dia a casa cai de vez.


Saudações monárquicas

quinta-feira, março 02, 2017

A república offshore!

Quando um dia se fizer a história desta terceira república estou convencido que os historiadores não hesitarão em classificá-la como a república offshore! Ou então, sem estrangeirismos, a república dos cambalachos! Cambalacho no sentido de tramoia, golpada, ainda assim expressões relativamente suaves face ao que vamos conhecendo sobre os vários personagens que traficam na área do poder. Eu até divido estes longuíssimos anos abrilentos em três períodos: - o primeiro, que corresponde ao golpe militar e à tramoia da descolonização; o segundo que corresponde à fuga para a união europeia e à epopeia de viver à conta; e o terceiro que corresponde à ditadura constitucional e ao regabofe que ela proporciona. Vivemos agora nesse período, talvez na sua fase final, em que todos os dias se descobrem falcatruas e onde é cada vez mais difícil descortinar inocentes! Daí também, e por mais paradoxal que pareça, a enorme dificuldade em indiciar ou acusar alguém! O máximo que se consegue é imputar culpas ao sistema informático!



Saudações monárquicas

terça-feira, fevereiro 28, 2017

A lista fatal!

"O presidente do Fórum para a Competitividade, Pedro Ferraz da Costa, defende a divulgação da lista de maiores devedores da Caixa Geral de Depósitos, como pretende a oposição na comissão parlamentar de inquérito ao banco público, já que considera que esta seria apenas “uma ameaça aos ladrões” e não uma “ameaça ao regime." 

(Lido no Jornal 'Observador')


Comentário:

Um tiro na mouche. Ou se preferirem, um tiro em cheio. A Caixa Geral de Depósitos foi a manjedoura da terceira república e só não vai continuar a ser porque faliu. É verdade que em Portugal, como em qualquer país falhado, o público e o privado confundem-se, daí que seja muito difícil separar o trigo do joio. Ferraz da Costa inclina-se para a privatização da Caixa, embora ela já seja privada pois está apenas ao serviço de alguns. Eu inclino-me para a mudança de regime político, única forma de deixarmos de ser um estado falhado.


Saudações monárquicas

domingo, fevereiro 26, 2017

Voltemos ao que interessa!

Pronto, o homem já assumiu as responsabilidades, já disse que era burro, incompetente, demitiu-se do partido, mas também disse que a publicação das estatísticas é independente da cobrança dos impostos e que o prazo para tal termina em 2024! Voltemos pois ao assunto que interessa e que foi interrompido com a manobra de diversão dos offshores. O que o povo português quer é a lista dos créditos de favor e os nomes dos beneficiários desses créditos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos. Lista que o tribunal da Relação já decidiu que deve ser entregue à Comissão de Inquérito da Assembleia da República. Tão simples como isto. E não estamos a falar de estatísticas, mas de crédito mal parado. O problema é que em Portugal há sempre dois pesos e duas medidas. Quando o conhecimento da verdade pode atingir a direita usa-se toda a artilharia disponível e mais alguma. Quando esse mesmo conhecimento pode afectar a esquerda (e os seus poderes ocultos) usam-se todas as artimanhas e artifícios para esconder a verdade. Foi assim que conhecemos toda a verdade, incluindo os nomes dos protagonistas políticos no escândalo dos 'ballet rose', vícios do tempo do Salazar. Já no que toca aos 'ballet blue' - leia-se processo da Casa Pia - políticos nem vê-los! Eram de esquerda, apareceram e desapareceram rápidamente do processo. Se calhar vai ser assim com a Caixa Geral de Depósitos.


Saudações monárquicas

sexta-feira, fevereiro 24, 2017

Portugal no fio da navalha!

Num cenário cada vez mais parecido com os finais da primeira república, ainda sem bombas nem revoluções diárias por que senão a mesada europeia acabava-se, a verdade é que o confronto político subiu de tom e o inquilino de Belém está cada vez mais enredado na teia dos seus afectos! Sendo assim e para variar vou transcrever alguns comentários que fiz no jornal Observador a propósito dos temas mais candentes da actualidade política.


(Porque somos uma sociedade atrasada)

Só uma sociedade atrasada é que ainda mantém partidos comunistas com alguma expressão eleitoral. Isto é uma verdade evidente. Está à vista de todos. Basta olharmos para os países mais desenvolvidos da Europa onde os partidos comunistas ou desapareceram ou não têm hoje qualquer relevância política. Mas há uma pergunta que não podemos deixar de fazer a nós próprios - mas onde é que nos atrasámos, melhor dito, o que é que nos atrasou?! E continua a atrasar?! Há quem afirme, e eu concordo, que os nossos políticos ainda estão no século dezanove, mas isso não é uma explicação, é um facto. Explicar as causas desse anacronismo é que interessa saber. Para corrigir. O resto é conversa fiada. Eu tenho um palpite mas não digo.


(As ilusões sobre o fim da crise)

Mas quem é que tem ilusões sobre o fim da crise?! Ninguém! E é precisamente por isso que o governo e os seus acólitos não param quietos e todos os dias tentam distrair a população com uma balela qualquer. Agora são os offshores e as fugas ao fisco no tempo do Passos Coelho! Não há pachorra.
Sobre o fim da crise a única verdade que conta é esta: - Quando houver um português com a confiança suficiente para assumir o risco de investir o seu dinheiro no seu o país, então sim, a crise acabou. E todos saberemos disso ao mesmo tempo. Até lá é tudo mentira.

(Um governo sob suspeita)

'As suspeitas se não chegam para derrubar um governo (em Portugal) chegam talvez para desacreditar um regime'! Uma previsão cada vez mais próxima. Tão impossível de acontecer como o fim da união soviética e já agora o fim da união europeia. Será aquilo a que chamamos uma surpresa esperada. O clima trauliteiro e de golpes baixos ainda não desceu à rua, por enquanto mantém-se e desenvolve-se nas altas esferas de uma nomenclatura cada vez mais dividida. Mas porque estamos completamente dependentes do exterior, à mínima falha que dali provenha, o país pode incendiar-se. E nessas circunstâncias Marcelo não tem condições para ser bombeiro. E nem vejo quem possa sê-lo!



Saudações monárquicas

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

A caixa da Mariquinhas!

Não são cortinas de ferro nem há muros de silêncio, por enquanto são apenas umas tabuinhas, um resguardo discreto para evitar olhares indiscretos. Os portugueses podem estar sossegados, confiem em nós porque nós só queremos o bem da nação! A Caixa é do povo, as tabuinhas protegem a caixa, protegem o sistema financeiro, protegem os clientes. No fundo protegem o povo. Além do mais as tabuinhas estão na constituição, é a nossa privacidade que está em jogo! Já imaginaram o que seria a Caixa sem tabuinhas?! Era uma vergonha! Via-se tudo! Viam-se os créditos de favor, viam-se os beneficiários desses créditos, conheciam-se as imparidades, o enriquecimento sem causa, as causas da falência da Caixa, via-se a manjedoura da terceira república em todo o seu esplendor! Portanto as tabuinhas fazem falta. Já me esquecia, acabava-se a novela dos SMS, apanhavam-se os mentirosos e, muito importante, a mitologia da banca pública, a sua celebrada seriedade e transparência, caiam por terra! Mais uma razão para a esquerda defender as tabuinhas. É o nosso fado. Pobre Caixa, coitada da Mariquinhas.


Saudações monárquicas

sábado, fevereiro 18, 2017

Republicanos fiáveis...

Republicanos completamente fiáveis não há. E não há desde logo porque mantêm, consciente ou inconscientemente, aquele recalcamento, filho do egoísmo, e que se traduz na incapacidade de abdicarem do seu direito à chefia de estado em nome de um valor maior - a paz e a prosperidade da comunidade que dizem amar acima de tudo! Neste sentido também são mentirosos. E hipocritamente preferem participar (ou assistir) à luta de galos em que inevitávelmente se transforma qualquer eleição para a chefia de estado. Onde escrevi 'galos' pode ler-se, porque a acepção é mais verdadeira, luta de facções, de interesses, sempre obscuros, em suma,  uma luta que tem pouco a ver com a unidade que se pretende na representação do todo nacional. Por isso a ciência política ensina que as repúblicas passaram a monarquias como única solução para acabar com aquela guerra civil latente e assim manter a integridade das pátrias. O intróito acaba aqui e para quem visita estas páginas já não é novo. E vou repeti-lo sempre.

E é desta maneira que entramos nas 'quintas-feiras e nos outros dias' de Cavaco Silva, um dos republicanos mais fiáveis desta terceira república. É verdade que teve os seus pecados políticos, mas só o facto de ter aturado, às quintas feiras, o nosso conhecido engenheiro Sócrates, isso vai dar-lhe algumas indulgências na hora de enfrentar o juízo final. Mas para além de Sócrates aquelas páginas são a melhor legenda para o que acabei de escrever acima. A república é aquilo, é aquela guerra suja, permanente, sejam quais forem os protagonistas. E desta guerra ninguém sai incólume. Nem Cavaco.


Saudações monárquicas

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Henrique de Bragança

Morreu ontem o infante Dom Henrique, o irmão mais novo do Duque de Bragança. Morreu com a mesma discrição e simplicidade com que viveu! De porte pesado, dos três irmãos era o mais parecido com o seu trisavô, o rei Dom João VI, morreu ainda novo, tinha apenas sessenta e sete anos! Tal como os seus irmãos, nasceu no estrangeiro, mais própriamente na Suíça, no tempo em que os príncipes portugueses estavam proibidos de nascer em Portugal! O regresso à Pátria só foi possível durante a segunda república e terá sido negociado entre Salazar e os poderes ocultos desta terra que um dia já foi livre e nossa.
Dom Henrique teria desaprovado esta última farpa pois não gostaria que se aproveitasse a sua morte para invectivar seja quem for! Mas eu que não tenho a sua nobreza não consigo apagar isso da memória.

Em meu nome e por certo de quem me visita, o interregno apresenta á Família Real sentidas condolências.

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

As mentiras do ministro ou a mentira do regime!

Pouco me importa que o ministro tenha mentido. E todos sabem que mentiu, excepto provávelmente o próprio! Importa-me mais a confiança, um ponto de apoio onde possa alicerçar o futuro e esse a república não o consegue construir. Sim, porque a confiança é de facto uma construção, bem morosa e difícil, seja entre pessoas seja numa comunidade que é suposto ser histórica! Mas ainda o será?! Histórica no único sentido possível, com uma identidade comum sendo que essa identidade se mede em valores que sobrelevam os séculos e nos distinguem de outras comunidades pois senão não haveria razão para seguirmos um caminho independente. E a pergunta repete-se - seremos ainda essa comunidade fundada por um rei que usava uma Cruz no escudo com que se protegia dos infiéis?! Ou somos apenas mais uma guerra civil democrática em processo acelerado de decomposição?! Ah, pois, já me esquecia, ainda temos o Ronaldo como prova de vida e camisolas para oferecer! Que pobreza! Que tristeza! E que futuro! Mas temos mais e temos tudo tão parecido com as repúblicas anteriores que até dói! O mesmo devorismo, o mesmo estado clientelar, a mesma corrupção, a mesma impunidade, a mesma injustiça. E muitos recordes a serem batidos! E que faz entretanto o governo e quem o apoia?! Faz de tudo para se manter... incluindo mentir!


Saudações monárquicas

terça-feira, janeiro 31, 2017

Histerismo anti-Trump!

A esquerda, e os seus companheiros de viagem, andam histéricos com a eleição de Donald Trump. Percebe-se que a esquerda não goste quando a direita ganha mas daí ao estado de histeria ainda vai alguma distância. A distância entre a saúde e a doença. Pensava-se que a histeria, misto de confusão e pânico, acometia sobretudo as mulheres mas, digo eu, em sociedades infantis e portanto muito dependentes, pode atingir vastas camadas da população. Principalmente aquelas que não pensam. E como não pensam julgavam (ou julgam) que as promessas eleitorais não são para cumprir. Seria assim: - Donald Trump prometeu reduzir os riscos do terrorismo e nesse sentido afirmou que levantaria os maiores obstáculos à entrada de pessoas oriundas daqueles países onde os Estados Unidos combatem (ou combateram) no terreno esse mesmo terrorismo. Entretanto foi eleito e, para os histéricos, não devia fazer nada ou então devia fazer aquilo que a candidata derrotada iria fazer se fosse eleita! Isto para um indivíduo infantil tem lógica, mas para um adulto não tem.

Mas há mais! Tem sido estranhamente silenciada uma das promessas de Trump e que também já cumpriu. Refiro-me ao corte de fundos públicos para financiar organizações estrangeiras que promovam o aborto. É, digo eu mais uma vez, um silêncio ensurdecedor! Ou será que todo este escarcéu contra Trump, e objectivamente a favor do terrorismo, não esconde a tremenda desilusão dos abortistas e eutanásicos, afinal os grandes promotores da morte… assistida?! Deixo a pergunta no ar.


Saudações monárquicas

sexta-feira, janeiro 27, 2017

Caixa suíça em Portugal!

Lido nos jornais* – “A Caixa Geral de Depósitos continua a recusar enviar ao Parlamento a lista com os maiores devedores, apesar de o Tribunal da Relação de Lisboa ter decidido que o banco público estaria obrigado a entregar a informação à Comissão de Inquérito”. E mais à frente também se pode ler a justificação para a recusa - “A Caixa não pode disponibilizar informação relativa a clientes”! O ponto de exclamação é meu.

Não conheço os pormenores deste caso, mas suspeito, também não conheço os finalmente, mas adivinho, e por isso estou convencido que este é, ou vai ser, o grande escândalo do regime, superando todas as casas pias, faces ocultas e operações marquês! É o maior desde logo porque os milhares de milhões de imparidades devem bater vários recordes incluindo espíritos santos e companhia! Mas é sem dúvida o maior porque a caixa tem sido a grande manjedoura desta terceira república! E só assim se percebe o argumento da confidencialidade suíça! Como se a Caixa fosse um qualquer banco privado, como se aos portugueses, através dos seus deputados, estivesse vedado o conhecimento da verdade! E a verdade aqui é muito simples: - ou foi má gestão anos a fio, o que é pouco provável atendendo às sumidades que passaram pela administração da Caixa, ou então existiram negócios de favor, naturalmente ilegais e ruinosos, e temos de saber o nome dos beneficiários. A comissão de inquérito está aí para esclarecer tudo isto. E eu também quero saber.

Saudações monárquicas


*CM de quarta-feira 25 de Janeiro 2017


Nota breve: Por momentos julgo estar num país civilizado, normal, e tenho esperanças lógicas, mas claramente desmedidas! Esqueço-me que em Portugal não há homens livres, ou se existem, andam desaparecidos. É por isso que a minha esperança nos deputados e na dita comissão de inquérito é simplesmente ridícula. Como se os dois partidos do centrão não tivessem sido os grandes beneficiários do regabofe em que a Caixa viveu nestes longos anos que já leva a república de Abril! E não é crível que tenham agora um remoque de consciência. Conclusão: - nunca saberemos nada.

terça-feira, janeiro 24, 2017

A caridade

A caridade é uma virtude e há muita gente que a tem e que a exerce! Às vezes esse exercício é feito em grupo ou integrado em organizações filantrópicas, facto que pode distorcer a compreensão quer da sua origem quer dos seus limites. Mas na verdade a virtude é uma graça eminentemente individual, tem a ver com a pessoa que a pratica mas também por quem a recebe. Isto faz sentido teológico porque a salvação da alma humana é, e nem podia deixar de ser, individual. Não se chega ao céu acompanhado. E de nada nos servem cartas de recomendação que não tenham sido escritas por nós. Estas linhas servem especialmente para mim mas também se podem aplicar ao mundo tal como hoje o conhecemos. Um mundo onde se fala muito em solidariedade fazendo-nos crer que existe uma caridade universal obrigatória em relação a conjuntos específicos de pessoas! Desde ‘os mais desfavorecidos’, que alimentam políticas eleitoralistas suicidárias, até aos ‘refugiados’, conceito suficientemente vago para servir interesses pouco caritativos, tudo serve para confundir a verdadeira caridade. E basta aferir os resultados para confirmarmos o erro: - no plano interno ‘os mais desfavorecidos’ não cessam de aumentar, e quanto aos ‘refugiados’ a situação não pode ser pior! Em nome de uma suposta solidariedade a Europa está a sofrer uma verdadeira invasão islâmica! Sabemos que é assim porque estes refugiados não querem ser assimilados. Pelo contrário, pois é da sua natureza, querem é assimilar-nos. Só não vê quem não quer.
Aqui chegados é urgente pensarmos bem no que andamos a fazer. Que mundo queremos legar aos vindouros?! Por este caminho não haverá caridade.



Saudações monárquicas

domingo, janeiro 22, 2017

Um filme americano

O cenário é o da república imperial romana! Em grande plano vemos o Capitólio e por lá desfilam tribunos, generais, velhos patrícios com as suas famílias, medindo-se, espreitando a oportunidade para substituir o novo César! Já não há envenenamentos mas as ciladas devem ser imensas atendendo ao dispositivo de segurança que está montado no terreno! Quem paga tudo isto?! Roma ou o império?! O império, obviamente. Nós e todos os que por esse mundo fora estão presos ao espectáculo da maior democracia do mundo, como lhe chamam! ‘We, the people’! E faço um esforço mas torna-se difícil descortinar o povo naquela tribuna cheia de casacas e guarda-costas Segue-se então o juramento, a mão sobre a Bíblia, mas o novo César é um tanto exagerado, em vez duma Bíblia, jurou sobre duas, a que serviu a Lincoln e a que trouxe de casa. E já agora uma pergunta aos jacobinos domésticos: - quem é que descobriu naquela cerimónia a separação entre a religião e o Estado?! Não respondam, nem pensem, leiam apenas a frase que está gravada no Capitólio… e nas notas de um dólar – In God we trust’! Não preciso de traduzir.
Para um monárquico, que sabe ler os sinais que ali se produziram, os tempos são perigosos, a república é um regime instável, naturalmente agressivo para os outros, incapaz de agregar seja o que for. A sorte da América tem sido as instituições que herdaram dos ingleses – uma constituição histórica, o culto da tradição que daí advém e o facto de, na vida política, Deus estar sempre em primeiro lugar. Sem isso aquele aparatoso cerimonial não se distinguiria de uma qualquer parada bolchevique, ou então, se formos para o lado de Hollywood, de uma entrega dos óscares.


Saudações monárquicas 

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Soltando as amarras!

Pela voz de Thereza May a Inglaterra anunciou que vai mesmo abandonar a união europeia e retornar ao seu destino. Um destino universal assente num império marítimo que a monarquia soube, no essencial, preservar. A justificação para o Brexit qualquer português a devia compreender. Entre os interesses de uma história comum e a sujeição às diatribes do eixo franco-alemão não há escolha possível! São duas repúblicas, uma delas comandada por uma alemã de leste cheia de complexos e a outra por um pequeno jacobino com sonhos napoleónicos. Para a Inglaterra não há cenário pior. Quanto ao problema do mercado, da economia, a primeiro-ministro inglesa já sossegou os seus pares esclarecendo que tenciona negociar a seguir um acordo comercial. Enquanto chegam boas notícias do outro lado do atlântico!

Voltando ainda à união europeia, à burocracia, à indefinição que vai persistir, Portugal mantém-se alapado ao continente e enquanto pingar o dinheirinho faz de conta que o mar não existe! É uma postura perigosa mas o regime não dá para mais. Como venho referindo, a república é uma prisão ideológica com uma guerra civil lá dentro. O nosso destino perde-se a discutir o sexo dos anjos, a nossa história desaprende-se e só nos discursos de propaganda, é mencionada! Portanto o mais natural é que tudo se encaminhe para uma nova experiência filipina. E de nada parece servir termos actualmente um primeiro-ministro goês e um presidente da república com ascendência africana! ‘Malhas que o império tece’ que podiam ser melhor utilizadas. Mais do que se sentar no cadeirão onde o pai se sentou ou reencontrar uma prima na velha Goa, o país precisa sobretudo de soltar as amarras que o prendem a um cais onde já não chega a maré!



Saudações monárquicas

terça-feira, janeiro 17, 2017

Estamos todos no mesmo barco?!

A pergunta impõe-se quando temos a sensação de que somos empurrados, em nome de um patriotismo desconhecido, a concordar com as burrices do governo! Quando lhes convém, convidam-nos a abanar a cabeça, porque se o não fizermos a união europeia corta-nos o crédito e a gente corre o risco de se transformar naquilo que somos – iguais ou piores que a Grécia! Este tipo de chantagem faz parte do discurso oficial e até à data não tem sido desmentido por Belém! O problema é que eu não gosto que me empurrem.

Ora bem, pedem-me agora uma selfie com a TSU a baixar, os parceiros a concertar e a esquerda unida a assobiar! E fora da fotografia! E querem obrigar o Passos Coelho a aplaudir e a votar favoravelmente esta medida para que ela possa passar na assembleia… sem os votos da esquerda unida! Nem ao Maquiavel ocorreria semelhante golpada! Esperemos que Passos resista, ele que ficará na história deste período com o cognome de - o ‘Mártir’!



Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Mário Soares

Quando um dia se fizer a história da terceira república Mário Soares será por certo um nome incontornável. E nessa medida recairão sobre ele enormes responsabilidades. Filho da primeira república teve no entanto o cuidado de não cometer os erros que apressaram o seu fim. Nesse sentido preocupou-se em manter uma relação cordial com a Igreja Católica. No que toca aos monárquicos é justo referir que não se poupou a esforços para proporcionar um casamento de estado ao Duque de Bragança. Mário Soares era nessa altura presidente da república. No mais, pode dizer-se que morreu amargurado vendo ruir à sua volta todos os seus sonhos políticos. Sonhos internos e externos. 

No lado interno a ‘sua’ terceira república afundou-se num mar de corrupção e só não foi ainda condenada porque os tribunais superiores são dominados pela maçonaria e não pela justiça! Mas existem outros pecados na ‘sua’ república que as frequentes peregrinações à prisão de Évora indiciam. Pecados dele e da nomenclatura do regime. Para os conhecer, se de facto existiram e qual foi a sua extensão, teremos que esperar, não pela democracia, que pelos vistos neste aspecto não funciona, mas por mais um golpe revolucionário que lave então a roupa suja da república anterior!

No plano externo também não foi feliz. Aí, os seus sonhos transformaram-se simplesmente em pesadelos! A união europeia com uma constituição napoleónica não vai existir e o mais certo é ela própria desmoronar-se. Talvez tenha ido a tempo de perceber que depois duma união soviética haveria poucas hipóteses de reconstruir na Europa um império laico, republicano e socialista!
Mas pior do que tudo isso fica ligado a uma descolonização que destruiu, sem honra nem glória, o império português! E sem proveito para ninguém! A não ser para uns quantos ditadores, cleptocratas e racistas, que ele tão exaltadamente condenava! Triste sina!

Finalmente, para um monárquico como eu tinha uma grande virtude: - sabíamos quem era o adversário. Neste país é raro sabermos isso. E o facto de não ter havido muita gente no seu enterro também o enaltece. Numa terra de adesivos é sempre bom sinal quando eles faltam.  

quarta-feira, janeiro 11, 2017

Pátria cativa

Tu gastas as horas
Em esperas, demoras
Não tens que fazer!
Tudo isso são histórias
Perdidas memórias
Que deves esquecer!

A vaga terrível
A nau invencível
Foi noutro oceano!
Quem vem sobre as águas
São sonhos e mágoas
De um rei lusitano!

A tua epopeia
Não passa de ideia
Pra te enlouquecer!
A Pátria cativa
De ti não precisa
Já podes morrer!

O sol no poente
A lua em crescente
Há gente a fugir!
Dos lados da barra
Já oiço a guitarra
De Alcácer Quibir!

Aos novos senhores
Entoam louvores
Só querem viver!
E a Pátria cativa
Mais morta que viva

Já pode morrer!