segunda-feira, setembro 24, 2012

Tudo governa minha gente!

Assim gosto, uma democracia autêntica, toda a gente a governar, tenha ido a votos ou não, de preferência alguém que a comunicação social aprecie e goste. Todos botam faladura, opinião, as medidas que não podem ser tomadas, aquelas que devem ser tomadas, enfim, o tal país de cigarras que a fábula inventou a pensar em Portugal!


Mas vamos por partes, analisemos (por ordem de importância) os mais destacados e assumidos governantes deste país:


Em primeiro lugar e como todos sabemos governa a troika e enquanto for ela a decidir se manda ou não manda o cheque, é ela que tem efectivamente a última palavra.


Em segundo lugar governa o poder oculto, jacobino, com algumas nuances, agrupado nas várias corporações de interesses, também ocultos. Os seus representantes multiplicam-se em aparições na comunicação social e reconhecem-se fácilmente pelo seu amor entranhado à constituição da república! E de tal maneira a amam e defendem que tudo leva a crer que sem ela (constituição) deixariam de governar! Se a deixavam de amar entretanto e passavam de armas e bagagens para a próxima constituição/situação… é uma incógnita, mas não é nada que já não tenha ocorrido.


Em terceiro lugar governam alguns órgãos ocupados pelos personagens que já governavam… em segundo lugar. Refiro-me à chefia de estado, ao secretismo do seu Conselho, ao ruído que emana da assembleia da república, e aos tribunais superiores. Neste capítulo sobressai naturalmente o tribunal constitucional que espera silenciosamente pelas decisões do governo para as aprovar ou chumbar consoante os interesses que defende.


Em quarto lugar temos as manifestações espontâneas, devidamente organizadas, e as vigílias, cuja função é orientar a política do governo.


Por último, governa o governo eleito, e quer tenha maioria absoluta ou não terá que se sujeitar a quem de facto governa!


É claro que se poderia perguntar para que servem as eleições?! Mas não vale a pena.




Saudações monárquicas

quarta-feira, setembro 19, 2012

Trova popular

O povo, só oiço… o povo, o povo, o povo…


Democracia

Porque és tão fria
E tão distante
Sei que és brilhante
Nunca te vejo
Mando-te um beijo
Vê se apareces
Se não te esqueces
Do meu quintal
Dou-te a morada
É Portugal!


O povo…


Bela palavra

Tão prometida
Tão badalada
E tão esquecida
Neste tormento
Eu só lamento
A dívida
Quem a criou
Quem a gastou
Não vai pagar
Já se escapou!


O povo…


Mas que agonia

Que nostalgia
Estamos nas lonas
Tu não funcionas
Democracia!
Tanta voragem
Não há coragem
Sai sempre aos mesmos
A lotaria!
O povo, o povo,
Nada de novo!




Saudações monárquicas


sábado, setembro 15, 2012

“Que se lixe a troika” ou que se lixe o cheque?!

Convinha esclarecer o propósito dos organizadores de manifestações (e slogans), antes de participarmos em algum dos já anunciados protestos. Por mim, se for, ‘que se lixe o cheque’, talvez encarasse a situação. Não sou rico, é certo que arriscaria a minha pensão de reforma, que entretanto o estado nacionalizou sem eu saber porquê, mas como digo, se o meu protesto servisse para encontrar uma fórmula patriótica de resolver a situação, talvez saísse à rua para dizer ao governo que é preciso algum sentido prático da vida para se governar um país.


Mas as manifestações destinam-se apenas a fazer barulho, desde que o cheque não esteja em causa. Cheque, que todos sabemos, serve fundamentalmente para alimentar o gigantismo de um estado ‘pós- soviético’. No caso, pós-salazarista, ou seja, com todos os defeitos da segunda república (estado novo) e todos os defeitos da primeira! Lindo, ninguém conseguiria melhor!


Ora bem, para este peditório, não dou. Não dou para a ‘educação pública’, não acredito neste mito, prefiro os jesuítas. Na altura, ensinavam melhor, não se conseguia ser oficial de nenhum ofício sem a necessária prática, ou seja, sem provar (primeiro) competência. E já agora pergunto: - porque é que um jovem serralheiro mecânico, por exemplo, tem que se fazer à vida para arranjar trabalho e outro jovem que resolveu ser professor tem que ter emprego certo no estado?! Aceitam-se respostas inteligentes.


Mas também não dou para a ‘saúde pública’, aquela em que uma pessoa tem uma dor, precisa de um médico, o médico não existe, não se consegue, a não ser depois de uma estadia (mais ou menos prolongada) no banco de um daqueles hospitais monstruosos, cheios de corredores, a fazer lembrar mais uma vez a ‘saúde soviética’!


E também não dou para o actual regime partidário continuar a grasnar em economês em lugar de falar em política.


Por último, nestas ocasiões, em que vejo os ratos a abandonar (apressadamente) o navio, apetece-me ficar, talvez por ser do contra, ou (vaidade minha) por causa de algum cromossoma aristocrático, mais resistente!




Saudações monárquicas

quinta-feira, setembro 13, 2012

Tempo de antena desproporcionado!

Desigual, longe da equidade, antidemocrático, para usar as expressões em voga, é o mínimo que se pode dizer do tempo de antena concedido à oposição sempre que o governo produz qualquer acto de governança! Seja um gesto, seja uma sílaba mal pronunciada!

Já o referi várias vezes, é um dos pecados da nossa incipiente democracia, sintoma de pequenez, perigoso para as instituições, perigoso para todos nós, incluindo aqueles que acham ‘muito bem’!


Dá ideia que a propósito de tudo e de nada se forma uma gigantesca ‘frente nacional’ contra o governo, uma onda de contestação liderada pelos órgãos de comunicação social, nomeadamente pelas televisões, como se a população inteira estivesse ali a ser representada. Um absurdo e um engano. Um engano que é tudo menos ingénuo.


Eu bem sei que os canais noticiosos têm que dar notícias, têm que se justificar, e apagados os incêndios, esgotadas as importantes notícias sobre o Benfica, os acidentes de viação no Burkina Faso, há que encontrar novas (velhas) opiniões dos partidos de esquerda, da intersindical, que se multiplica em intervenções, e de uma maneira geral de todas aquelas pessoas que desde a primeira hora declararam guerra a este governo!

Mas nem tanto ao mar…


E surgem as inevitáveis perguntas: - Será que temos notícias a mais?! Será que temos canais de televisão a mais?! Ou vamos continuar a merecer (a má) fama que já havia impressionado os romanos: - ‘não se governam, nem se deixam governar’!




Saudações monárquicas

quarta-feira, setembro 12, 2012

Com esta oposição…

Pode o ministro das Finanças dormir descansado.


A começar pelo PCP, relíquia arqueológica com direito a Guiness, um partido oscilante entre um nacionalismo (!) de trazer por casa e uma secreta admiração pela Coreia do Norte! Continuando com a verde Elisa Apolónio, outro case study, nunca foi a votos, por isso não sabemos qual o seu verdadeiro peso eleitoral! Desconfiamos que é nenhum. A seguir, descendo até ao Bloco, verificamos que é agora dirigido por uma regateira, aos gritos! O que pretende?! Também não sabemos. E chegamos finalmente ao inseguro PS cuja alternativa consiste em ir fazer queixinhas ao presidente da república!

Portanto, e por consequência, só a ambição e a vaidade desmedidas de Portas poderão causar algum embaraço a Vítor Gaspar.


Mas quer isto dizer que concordo com a actual política do governo?! Claro que não. Limito-me a verificar que não existe oposição em Portugal, só isso. Há muita discussão, muita gritaria, mas no essencial estão todos de acordo. Por exemplo, ninguém quer fazer reformas estruturais, especialmente a reforma das reformas, ou seja, mudar a constituição! E a partir daqui mudar a lei eleitoral, para que haja alguma relação entre eleitores e eleitos, para que as leis e os tribunais funcionem, para enfim reduzir o peso das corporações, o peso da nomenclatura na máquina do estado. Sem esquecer o fardo que os partidos representam no poder autárquico. Mas destas reformas os partidos não querem ouvir falar, porque isso seria reduzir o seu poder, o poder dos aparelhos partidários.


Nestas circunstâncias Vítor Gaspar (e Passos Coelho) vão continuar a fazer as tais ’cócegas’ que todos criticam mas que no fundo todos aceitam para continuar tudo na mesma. É assim a república que amamos.



Saudações monárquicas



Nota básica: Ontem, no mesmo dia em que soubemos dos apertos que nos esperam, mais própriamente à noite, em Braga, estava um estádio cheio, para ver o Azerbaijão jogar contra a selecção. Conclusão: Vítor Gaspar ainda tem muita folga para cortar na despesa.

domingo, setembro 09, 2012

Pinheiros, eucaliptos, fogos (postos) e bombeiros…

E lá se vai o nosso dinheiro!

O pateta e o esperto andam sempre juntos, são amigos, não passam um sem o outro. O pateta diz, temos uma enorme riqueza florestal! O esperto reclama imediatamente a sua defesa. Com meios aéreos, pondo um funcionário (público) atrás de cada árvore, para a proteger e guardar, enquanto vão exigindo (os dois) responsabilidades aos governos de ‘direita! Como se houvesse algum governo de direita neste país coxo, como se fosse possível, nas actuais circunstâncias, evitar a vaga anual de incêndios. Vaga de incêndios que já faz parte do programa político da oposição, no que toca a dividendos, e do programa do governo, no que toca a custos!


Mas desenganem-se. Mesmo que não fosse arma de arremesso político, o problema dos fogos (postos ou não) mantinha-se, e mantém-se. É uma questão estrutural, chegámos a este ponto por decisão política e só daqui sairemos através de outras decisões políticas.


Já escrevi sobre isto e não me parece que haja volta a dar: - ou queremos continuar a ser ‘ricos’, mantendo os pinheiros e os eucaliptos onde antes havia pessoas e rebanhos; ou preferimos voltar a ser ‘pobres’, e damos nova vida ao interior do país! É uma questão de escolha.

Por mim, entregaria a decisão a pessoas menos patetas, e sobretudo, menos espertas.





Saudações monárquicas

quarta-feira, setembro 05, 2012

A cidade do futebol!

Li a notícia, e compreendi perfeitamente - o país do futebol precisava de uma cidade do futebol. Por isso o presidente da respectiva federação decidiu-se a apresentar, hoje, ‘na tribuna de honra do estádio nacional’, o projecto da futura metrópole, a erigir no mesmo local. Convidadas as mais altas individualidades, desde logo o ministro Relvas, a incomparável corte que acompanha as selecções, e por certo uma série de empreiteiros a esfregarem as mãos de contentes.


Portanto, obras públicas em perspectiva, absolutamente necessárias para levantarem o ânimo da nação. Oh não fosse o futebol, a avaliar pela propaganda, o grande motor da economia. Milhões para a esquerda, milhões para a direita, milhões que entram, milhões que saem, recordes de transferências, e mesmo assim, os clubes, os portugueses, o estado, em falência técnica! E mesmo assim, os subsídios a voarem dos bolsos de quem trabalha, e dos reformados, para o bolso do ministério das finanças. Vá lá perceber-se este futebol! Vá lá perceber-se este país!


Nota básica:


A notícia refere que no Jamor serão construídas imensas infra estruturas desportivas, desde hotéis de cinco estrelas a pavilhões multiusos, mas não se refere à esperada (pelo menos, eu espero) reabilitação do estádio nacional, como lugar de eleição para os jogos da selecção nacional. Ou pretende-se continuar a encher os bolsos de Benfica, Sporting e Porto com o aluguer dos respectivos estádios, de cada vez que a selecção lá vai jogar?!

É que se for assim, eu como contribuinte, reajo. Como português, também.

Saudações monárquicas

segunda-feira, setembro 03, 2012

Privatizar o quê?!

Sou suspeito, sou do Belenenses, e noutro ângulo, (feroz) opositor ao regime vigente, portanto, eu pergunto: - em caso de alteração do actual estatuto da ‘televisão pública’ (e da ‘rádio pública’) será que consigo saber (em tempo útil e horário normal) os resultados dominicais do meu clube?
Devo confessar que actualmente, a coisa não está fácil! Com três canais ‘públicos’ (rtp1, rtp2, e rtpn), em produção contínua, só conseguimos a informação desejada (e de forma aleatória) depois de termos engolido Benfica, Sporting e Porto em doses industriais! Sem esquecer o Real Madrid!


Por isso renovo a pergunta: - em concessão privada será que tenho direito a uma nesga (diz-se ‘janela’) informativa, a hora certa, como acontecia por exemplo com o antigo programa Domingo Desportivo na rtp1?


Eu sei que o ‘serviço público’ é uma coisa muito séria e atrás dele andam uma série de entidades, muito sérias também. O melhor exemplo é este: - ontem, Domingo, três da tarde, a rtp1 transmitia o Benfica num jogo qualquer de futsal. Às quatro da tarde era a rtp2 que transmitia o Benfica contra o Sporting em andebol. A rtpn por essa hora e nas horas seguintes, a cada noticiário, repetia os problemas do Benfica, misturados com o economês do costume. À noite, o espaço radio-eléctrico (um bem escasso) prolongava o ‘serviço público’ de que tanto gostamos: - debates, normalmente a três, sobre o Benfica e os dois restantes comparsas desta farsa.


Alvíssaras! Entretanto consegui saber (via internet) que o Belenenses tinha ganho à Naval por uma bola a zero.



Saudações azuis

sexta-feira, agosto 31, 2012

Um acto colonial

O mandinga não me larga, quer contar-me o seu drama, o problema dos papéis, uma autorização, uma dificuldade, Bissau não responde, sem isso não consegue viver! A cuanhama simpatiza comigo, o sul de Angola ficou para trás, e com ele, as inúmeras cabeças de gado que apascentava. O problema é o mesmo, os papéis, o bilhete de identidade perdido nos confins da descolonização exemplar! O mestiço indiano, que um dia aportou a Moçambique para fazer negócio, idem, idem, aspas, aspas! E eu não tenho nada para lhes dar, nem uma esperança de vida melhor. Verdade se diga que às vezes me irrito e atiro-lhes à cara a frase mortífera: - então não queriam ser independentes?! E agora querem papéis para serem portugueses?!


Estou a ser injusto, a culpa maior é nossa, fomos nós que fugimos às nossas responsabilidades, fomos nós que nos resignámos à filosofia da moda! Tão triunfante quão mentirosa! Mentirosa, sim, e o mandinga bem poderia confrontar-nos com o paradoxo: - então, vossemecês andaram a descolonizar-nos à viva força, entregaram-nos a uns quantos chefes tribais, em guerra, e agora passam a vida a implorar que alguém (o eixo franco-alemão, por exemplo) vos colonize 'rápidamente e em força'! Seja com euro-bonds, seja em federação, seja de que maneira for!


Mas o mandinga não irá tão longe. Ele quer apenas os papéis para ter uma oportunidade de vida fora do ‘seu país’. ‘Seu país’! Que tragédia para ele! Que mentira para todos nós!




Saudações monárquicas

quinta-feira, agosto 30, 2012

Porquê, João?!

Recomeço onde terminei o último postal. O Vicente não me respondeu, nem sabe sequer da pergunta. E como diria o poeta – ‘mesmo que soubesse, o que saberia?!’ Nada. Aliás, nem lhe convém saber. Poderia pôr o seu lugar em risco. Em privado talvez respondesse que nós somos assim desde os afonsinhos, um fado. E ele é apenas mais um fadista. Não está ali para mudar absolutamente nada. Um barco, uma vela, e seja o que o vento quiser. O Vicente é assim.
Vamos esquecer o Vicente.


Mas tu João, o que tens a acrescentar a este final de Agosto? Já é tempo de dares uma satisfação aos mais fiéis dos teus leitores. Àqueles que te lêem mesmo quando não acreditam!
Pois bem, escrevo, e ao porquê João, respondo em verso: - por causa da constituição!
Velha resposta desta casa mas ao que parece novíssima descoberta dos génios caseiros! É verdade! Pires de Lima, ontem à noite na televisão, só lhe faltou confessar que tem um novo guru, a saber: - este Vosso criado!


Descobriu ele (agora) que o programa que os partidos do ‘arco do poder’ assinaram com a troika é um sofisma. Um programa de faz de conta, impossível de cumprir, uma vez que a constituição de Abril, (um compromisso entre o ‘grande oriente lusitano’ e o ‘partido comunista português’) pode a qualquer altura intervir e desfazer as contas do governo! Como bem demonstra a telenovela do corte dos subsídios.
Surpresa?! Só para quem anda distraído.


Então, e agora?! O costume. A terceira república vai cair por si, irreformável, logo que a caranguejola da união europeia der sinais de que já não nos quer sustentar.



Saudações monárquicas




Nota básica:


Reparei, já no fim do texto, que voltei a responsabilizar a ‘franco-maçonaria’ pelo estado da nação. Também responsabilizei os ‘súbditos’ do partido comunista da união soviética, Cunhal e companhia, pelos belos resultados da revolução de Abril. Troika incluída.

Não é fixação, trata-se de um exercício de lógica, eu diria, linear. Basta verificar quem são os donos da bola, quem ocupa o poder. No caso da maçonaria, pelo menos desde 1820. Até já existem aguardentes com essa data!
Quando for um bispo, ou uma ordem religiosa católica, a definir a lei e o tribunal que a interpreta, cá estarei para os responsabilizar (também) pelos êxitos e fracassos da pátria lusitana.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Uma palavra olímpica

‘Não há desporto escolar, nem desporto universitário dignos de nota. Somos caso único na Europa’.

Estas foram as palavras olímpicas de Vicente Moura, presidente do respectivo comité, há séculos, depois de mais uns ‘jogos’ para esquecer.

Mas Vicente Moura disse aquilo com ar compungido, como se não tivesse nada a ver com o assunto! Logo ele, indefectível sportinguista, que já deve ter repetido um milhão de vezes (pelo menos) que o seu clube é um bastião do desporto nacional! Do atletismo à ginástica, da natação ao andebol, da churrasqueira ao berlinde, e futebol, claro.

Está bem Vicente, não te vou contrariar. Mas se calhar, Vicente, é por isso que não temos desporto escolar em condições. Pois se o dinheiro, e a atenção, vão direitinhas para os clubes de futebol profissional (os três do costume), diz-me lá Vicente, como é que querias que houvesse investimento no desporto escolar! E aqui, sim, somos de facto caso único na Europa. E os (maus) resultados estão à vista.

Soluções?!

Passam pelo incentivo aos ‘clubes/modalidade’, em lugar de andar a fomentar o ecletismo ridículo de Benfica, Sporting e Porto. No fundo trata-se de trocar uma medalha de ouro quando o rei faz anos, pelas medalhas que surgem naturalmente por serem fruto de trabalho e investimento contínuos. Trabalho e investimento independentes dos resultados da bola. É assim que funciona o resto da Europa. Os países que ganham medalhas com regularidade funcionam assim. Não há aqui mistério nenhum. O único mistério é porque é que não é assim em Portugal!

Porquê, Vicente?




Saudações monárquicas

quarta-feira, agosto 08, 2012

Não há inocentes

A massacrante crise informativa, mais massacrante que a crise real, levou-nos ao jardim de infância, aquele lugar onde os reformados matam o tempo a jogar às cartas ou a responder às perguntas das nossas televisões. Um deles, exaltado, queixava-se do aumento dos preços nos transportes públicos. Um exagero, um roubo, dizia, atirando culpas ao governo. De facto, é um roubo, mas a culpa não é só deste governo. Se formos justos, se desenterrarmos um pouco o passado, poderíamos parafrasear (em sentido oposto) um jornalista/escritor que todos conhecem: - afinal, onde é que estavas quando 'Abril' nacionalizou os transportes?! Lembras-te quando gritaste bem alto, de punho fechado, que tudo o que existe é do povo?! E não és tu que não perdes uma oportunidade para dar vivas à república que tens?!
Pois bem, não te queixes, engole os aumentos, e assume de uma vez que és tu o patrão desta desgraça. Portanto, a culpa também é tua. Se fosse a ti, continuava a jogar às cartas, mas calado.

Saudações monárquicas

domingo, julho 29, 2012

Um texto à luz do dia

O lugar onde escrevia era escuro, postado diante de uma parede onde se elevavam as figuras austeras dos trisavós maternos, foi aí que compuz aqueles textos que Vocês conhecem. A luz ía buscá-la a alguma inspiração passageira. Agora mudei de sítio, tenho um pequeno escritório, com estantes e prateleiras, está relativamente arrumado, o sol entra pela janela, mas a inspiração ficou no quarto escuro. E não me apetece escrever. Ainda tive um rebate quando a filha do Adriano Moreira subiu ao púlpito parlamentar, mas contive-me. Era para dizer mal da rapariga, coitada, coitado do pai. Temos que aguentar, afinal são sempre os mesmos a dar ordens neste país, seja por via sanguínea, seja por via maçónica, ordináriamente por ambas, venham eles mascarados de socialistas nacionais, venham elas tatuadas pelo socialismo internacional. É preciso que se diga: - terra desigual (a mais desigual da Europa!) onde para singrar é indispensável ter o carimbo ‘socialista’. De esquerda ou direita, não interessa. Já dizia o Churchill (ou seria o Guerra Junqueiro!): - ‘cães de trela, cães de fila, cães de caça, tudo cães’!
Afinal sempre escrevi alguma coisa!

Passemos aos jogos olímpicos. Também gostava de escrever sobre o tema, mas era (também) para dizer mal – do barrete verde e encarnado, sem toiros, sem sol e sem moscas, mas com a presença incontornável do Cavaco e da Maria! Mesmo intervencionados e tesos, lá foram eles (incansáveis) dar uma forcinha aos nossos rapazes e raparigas. É bonito! O problema é que os nossos atletas quando chega a hora da verdade... já estão cansados! E termino com Vasco Santana - 'Chapéus (boinas, barretes, etc.) há muitos'. Medalhas há poucas. 


Saudações monárquicas









quinta-feira, julho 19, 2012

Eles não sabem, nem sonham…

Passe o Gedeão, que aliás conheci no velho liceu Pedro Nunes, a recente declaração do secretário dos impostos foi mais uma peça dolorosa da política… ‘à portuguesa’. O medo, o compadrio, a incapacidade, a esperteza saloia (que ainda funciona!), até alguma ingenuidade (que se confunde com cretinice), tudo isso faz parte do novo pacote contra a evasão fiscal!

Meu rico, meu pobre Portugal! O país martirizado com impostos e estes secretários doutorados, fechados nos gabinetes, a cogitar golpes de mão contra os desgraçados do costume! Só visto! Ou seja, mais uma medida para facilitar a vida ao contribuinte graúdo, aquele que faz grandes despesas, grandes compras, as suas, pessoais e familiares, as da empresa, e arranja artifícios contabilísticos para bater o record dos abatimentos no IVA, no IRS, seja onde for!

E que tal seguir a sugestão de Medina Carreira: – baixar drasticamente os impostos, eliminar a maior parte deles, simplificando ao máximo o respectivo processo?! Querem apostar que a receita aumentava?!

E (digo eu) que tal avançar para o ‘imposto por cabeça’, em lugar de andar a tributar a actividade económica?! Seria uma revolução tributária, não tenho dúvidas, e de uma penada, reduzia-se a evasão e aumentava a justiça fiscal.

A outra solução, já inventada pelos gregos, há muitos séculos, corresponde basicamente ao slogan da esquerda invejosa e preguiçosa – ‘os ricos que paguem a crise’! Mas com a variante, também grega - os ricos pagam a crise mas são eles a gerir a crise. Como não podia deixar de ser. Aqui, a esquerda já não gosta, porque gosta de ser ela a gerir (leia-se, gastar) o dinheiro dos outros!



Saudações monárquicas











quarta-feira, julho 18, 2012

Luta de classes

O que era povo
Está na minha voz
O que é burguês
Está no meu dinheiro
O ser fidalgo
Vem antes de nós
E queira ou não queira
Vem sempre primeiro!


São três verdades
Que não aceitamos
Ao escolher uma
Duas rejeitamos
Na nossa vida
Há três passageiros
E se quisermos
Bons companheiros!


Abaixo o povo
Ninguém vai dizer
Viva a burguesia
O melhor é esquecer
E a fidalguia,
Sem medo e sem espanto,
Com muita alegria
Só eu é que canto!


O que era povo
Está na minha voz…




(dedicado ao primogénito… neste dia)

segunda-feira, julho 16, 2012

Uma tarde nos Zagallos

‘O palácio é do povo’, enfatizou o vereador da cultura!

Era uma tarde de Verão, os salões estavam cheios como vem sendo habitual. Para quem não sabe, o solar dos Zagallos é o local escolhido (aliás muito bem escolhido) pela Câmara de Almada para premiar as melhores quadras de São João, o Santo Padroeiro da cidade. E assim foi este ano.

A poetiza de serviço declamou entretanto as quadras que se evidenciaram e se a última palavra é da Senhora presidente, as primeiras palavras são do Senhor vereador. E aquela insistência, a emoção do evento, a própria lembrança das datas (14 de Julho/tomada da Bastilha), levaram-me a outra quadra, a outra verdade histórica, dentro do mote do concurso (‘Almada’ e ‘brilho’).
Ei-la:

Sem o nosso São João
Sem o brilho, sem nobreza,
Não haveria salão
Nem Almada concerteza!

Como se adivinha, a ordem dos factores não é arbitrária, mas confesso que fui tentado a substituir a palavra ‘brilho’ pela palavra ‘povo’. Seria um erro. A quadra, perdendo o brilho, acabaria naturalmente desclassificada.

O palácio não é do povo. Mandado construir pelos Zagallos, ainda no século XVIII, foi casa de família, e aqueles salões doirados testemunharam vida, alegrias e tristezas. Arruinaram-se, como tudo se arruina, e a quinta terá sido comprada pela burguesia emergente, por aqueles que celebraram (e celebram) a Bastilha!

O solar dos Zagallos é hoje administrado pela Câmara de Almada, em nome dos munícipes, os que elegeram a actual edilidade e os que não a elegeram, e só é do povo nesse sentido. Sentido que a história se encarregará de negar. Não vem longe o tempo em que será de novo adquirido pela aristocracia do poder, que atendendo ao rumo dos acontecimentos será da casta dos banqueiros e outros liberais de nomeada.

Resta saber em que circunstâncias o solar dos Zagallos melhor serve os interesses da comunidade! Se casa de família e de linhagem! Se casa de burgueses sujeita às leis do mercado! Se casa do povo que não existe a não ser na propaganda!

De qualquer modo não poderia terminar sem transcrever a quadra vencedora, atribuída a um poeta da Sobreda, e que tanto emocionou a Senhora presidente:

Em dia alegre de festa
Em noite escura de breu
És a joia que nos resta!
Almada! Que brilho o teu!

Saudações monárquicas





















sexta-feira, julho 13, 2012

Muita conversa e pouca política

O sinal dos tempos é meter a política na gaveta e desatar a falar de dinheiro, economia, finanças, como se isso resolvesse aquilo que de facto não queremos resolver. E não queremos resolver por razões que situam no plano ideológico, da teimosia, da ignorância, ou talvez da esperteza, razões, que no fim de contas, pouco têm a ver com as contas, que devemos e temos que pagar. Não mudamos de vida porque não queremos. No fundo, por razões políticas. E ninguém quer dizer isto.

Ninguém, não é bem assim, de vez em quando aparece alguém a pôr o dedo na ferida, como ontem aconteceu com Eduardo Catroga em entrevista televisiva. E o que disse este antigo ministro das finanças, da economia, negociador de planos de resgate, etc. etc.?! Falou de política, disse que a reforma das reformas, a base de todas as reformas, é a reforma da (intocável!) constituição da república. Sem essa reforma, sem a esvaziar definitivamente do seu conteúdo soviético, sem acabar com as barreiras (e alçapões) que protegem a casta dominante, sem isso, o país não resolve nenhum dos problemas que tem para resolver. Pelo menos de forma mais ou menos pacífica.

Quem é a casta dominante?! Bem, se lerem o que venho escrevendo há alguns anos, descobrem concerteza. Se não leem, e fazem muito bem, tentem descobrir quem comemorou efusivamente o centenário da república. Depois é só seguir o guião.



Saudações monárquicas







quinta-feira, julho 05, 2012

Se queres saber onde moro...




Se queres saber onde moro!
Vivo sempre ao pé do mar!
Dentro de mim sopram velas
Nascem ventos, caravelas,
O cais inteiro a zarpar!


Guardo sinais marinheiros
Agulhas de marear
Procuro rumos certeiros
Em céus de estrelas, veleiros
Que não deixei naufragar!


Se ainda assim queres saber!
Para ninguém duvidar!
Pergunta às ilhas distantes
Se éramos nós, como dantes,
No outro lado do mar!

quinta-feira, junho 28, 2012

Portugal mais, Portugal assim, assim, Portugal menos

Portugal mais, no espírito de equipa, na coragem de fazer pressão alta, de correr riscos, destruindo as famosas triangulações adversárias, lançando o pânico na área espanhola, ao ponto de levantar Del Bosque do seu sossego habitual! Faltou um golo que coroasse uma bela exibição durante os noventa minutos.

Veio o prolongamento e com ele vieram algumas substituições, veio o Portugal à espera da Espanha, que entretanto alargara o campo com dois extremos velozes, começaram a faltar pernas, e capacidade para manter a posse de bola. Aguentámos até às grandes penalidades. O treinador de bancada, sem responsabilidades, diria que Nani foi mal aproveitado nesse período, pois era o jogador com mais potencial. Talvez mais recuado, no meio, a segurar a bola (ninguém a segura como ele!) lançando então alguns contra golpes, quem sabe! Agora já não interessa.

O Portugal menos veio ao de cima nas grandes penalidades. Deixou de ser Portugal para passar a ser a ‘selecção’ da república portuguesa. Alguma confusão, e pior do que isso, o inconcebível posicionamento de Ronaldo na ordem de marcação das grandes penalidades! Então o capitão de equipa, consumado goleador, especialista em bolas paradas, seria o quinto a marcar o penalty?!
Quinta grande penalidade que em jogos destes, de grande tensão, corre o risco de já não servir para nada?! Como não serviu.

Bem sei que as grandes penalidades são uma lotaria, mas ainda assim gostava de saber qual foi a ideia que presidiu a tal opção?!
Terá sido para poupar Ronaldo?! Expondo os outros a maiores responsabilidades?! Em prejuizo dos interesses da ‘selecção’?!

A qualquer destas questões Paulo Bento… atirou para canto.



Saudações desportivas

terça-feira, junho 26, 2012

Prós e contras do costume!

Mais um, menos um, nada de novo, do lado dos ‘bons’, um indivíduo razoável, funcionário público como admitiu, a explicar aos funcionários públicos que uma coisa é ficar sem os subsídios, mas ter emprego certo, outra coisa é ficar sem emprego, ou ter emprego incerto. Portanto nada de comparações, nem de extrapolações. Nem tentações… senhor Cavaco. Eu bem sei que quem elege os políticos, Cavaco inclusivé, é o ’partido do estado’, mas vamos lá ter calma.

Ainda do lado dos ‘bons’ uma Margarida (qualquer coisa) Pinto. O discurso europeísta habitual, os mesmos fantasmas, e a frase decidida – união política… já! A tradicional fuga para a frente, a orfandade contumaz! E fico sempre a pensar que quem clama pela unidade política europeia é quem afinal não a consegue realizar no seu próprio espaço nacional! É afinal quem tem medo dos referendos e quer ‘construir a Europa’ (que frase mais estúpida!) à revelia da população!

Do lado dos ‘maus’, um fiscalista lúcido, mas sem soluções, e um historiador que teve o mérito de identificar a evolução da classe política de Abril! Aquela que nos governa. Esquerda radical nos primórdios, dogmatismo liberal de seguida, para se constituírem actualmente em ferozes neoliberais. Eu diria, ultraconservadores. Característica comum: - um completo desconhecimento da realidade.

Porém, se acertou nos personagens, não quis acertar na ‘mouche’. Falou nas desigualdades que esta democracia construiu, mas passou cuidadosamente ao lado do regime e da respectiva constituição. Sintomático.

Ou será que pensa que isto é um problema de pessoas?!



Saudações monárquicas

Post scriptum: Não me referi obviamente à indignidade da nacionalização das reformas, para aqueles, como eu, que só receberam do Estado durante o serviço militar obrigatório. Nem tão pouco fiz menção ao cálculo final das mesmas, cálculo que incide sobre 14 meses de descontos anuais, não existindo assim qualquer justificação para o corte de subsídios em se tratando de pensões de reforma. Outra indignidade contra quem já não se pode defender. Mas sobre este assunto ninguém falou.











quarta-feira, junho 20, 2012

As reformas impossíveis

Apetece plagiar uma graçola que fez carreira: - ‘eles falam, falam, mas não os vejo fazer nada…’! Medina Carreira, por outras palavras, repetiu isso mesmo em recente reunião. Disse ele: - ‘as reformas estruturais continuam por fazer e assim não vamos a lado nenhum’. E não vamos. Entretanto, e para mal dos nossos pecados, o ambiente que nos rodeia também não é famoso! Ou seja, a famosa ‘união europeia’, para onde alguns ‘iluminados’ (e muitos oportunistas) nos empurraram, vem mostrando à saciedade aquilo que de facto é: - um sonho napoleónico, acentuadamente soviético, delícia de burocratas, sugadouro de recursos, enfim, uma organização destinada a centralizar, uniformizar, desfazer nações, vontades, e crenças.

Porém, nada disto serve de desculpa ou alibi, para não fazermos o trabalho de casa. Trabalho de casa que não tem nada a ver com as intermináveis ‘mesas redondas’ sobre a Grécia, sobre os mercados, sobre as secretas, ou sobre os problemas psicológicos do Cristiano Ronaldo! Apesar da importância das matérias. Porque o que interessava era atacarmos as causas profundas (estruturais) das nossas actuais dificuldades. ‘Problemas que de longe vêm’.

Mas o problema é precisamente esse. E pergunto: - como é que os nossos distintos governantes se propõem efectivar reformas estruturais sem tocar: - No regime que temos! Na constituição que o suporta! Nas maçonarias que o controlam! Nas leis que as defendem! Nos tribunais que as ilibam!

Assim, nestas condições, talvez seja possível fazer cócegas aqui e ali, mas reformas estruturais, não.


Saudações monárquicas

quarta-feira, junho 13, 2012

Inimputáveis

  1. Existem em Portugal várias pessoas e organizações intocáveis, melhor dito, inimputáveis, ou seja, façam o que fizerem, aconteça o que acontecer, nunca serão responsabilizadas. E no fim de contas, tudo cairá num esquecimento redentor!
  2. Entre essas organizações, por certo pilares da república, incluem-se alguns clubes de futebol, com Benfica e Sporting à cabeça. Explico, o que venho explicando, sem sucesso, há um bom par de anos: -
  3. Primeiro foi o Benfica, lembram-se, na era Vale e Azevedo, completamente envolvido em dúvidas e suspeitas de toda a ordem, e das quais beneficiou concerteza. Pois bem, de toda aquela confusão emergiu afinal um único culpado – Vale e Azevedo! O Benfica não foi responsabilizado, estava inocente, a pátria aplaudiu, o governo sossegou. De tempos a tempos, o assunto surge na ribalta e é oportunidade para atirar mais algumas pedradas ao bode expiatório. Em contraponto, o Benfica mantém-se virgem ofendida, e continua a surgir aos olhos da opinião pública como a grande vítima dos abusos de quem afinal elegeu para conduzir os seus destinos. Maior farsa não existe!
  4.  Foi agora a vez do Sporting experimentar algumas dificuldades, através de suspeitas pouco abonatórias para o clube e seus dirigentes. A ‘coisa’ entrou em banho-maria, como é costume, até que hoje, no noticiário, todos os indícios apontam para a descoberta de um novo bode expiatória! A receita é a mesma, o Sporting está inocente, e o seu dirigente é acusado de tudo e mais alguma coisa. Ainda que o Sporting tenha beneficiado das supostas malfeitorias!
  5. Vamos ver como isto termina mas aposto que ainda não é desta que a centenária república maçónica vai deixar que os seus símbolos (os seus clubes) sofram as consequências das suas escolhas.
  6. É por isso que a troika tem razão: - reformas estruturais?! Reformas na justiça?! Nem vê-las!
  7. E eu acrescento: - se isto é na bola, imagine-se o resto!
  8.  Saudações monárquicas

terça-feira, junho 05, 2012

Um país pobre

Reduzido à selecção
Em promoção na TV
Reduzido ao alcatrão
Que é aquilo que se vê
O ‘portuga’ vai sorrindo
Não se sabe bem porquê!

sexta-feira, junho 01, 2012

Nem por uma vez!

Uma vez que fosse, mas não, o ministro Relvas nunca pronunciou a palavra… maçonaria! Palavra proibida, também para os restantes perguntadores da comissão de inquérito! A excepção, uma deputada do bloco de esquerda que esperou em vão pela resposta. Que resposta?! A resposta que se esperava, a verdade, mas que ninguém, fora a notável bloquista, queria ouvir! E como se diz na na gíria a resposta seria: - sim, é verdade que a maçonaria, melhor dito, as maçonarias, interferem (secretamente) na condução política da república, nas nomeações para os cargos públicos mais relevantes, nomeadamente tribunais superiores, e não fugindo à questão, condicionam, como é patente, o desempenho dos serviços secretos do estado português.
E se houvesse outra curiosidade por parte dos inquiridores, o ministro Relvas estaria (talvez) em condições de explicar aos portugueses que isto funciona assim há muito tempo e que todo este aparato só acontece porque existe uma guerra surda entre algumas lojas (ou alguns ramos) da maçonaria, guerra que acontece por razões bastante compreensíveis: – ‘casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão’. E então: - ‘zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades’.
Mais, se Relvas fosse de facto ministro e não apenas Relvas, poderia ainda ter acrescentado que esta é uma situação lamentável que não interessa nada ao povo português, que como se sabe não é maçon, atendendo a que a maçonaria é apenas reservada a alguns. Ou seja, são poucos a comer o que é de todos.


Saudações monárquicas

quarta-feira, maio 09, 2012

Anedota da semana

'Vive la France'... dividida
Foi eleito um presidente
Quem chega, está de partida
Para o caso é indiferente!

Viva o povo.. inocente
Há discurso na Bastilha
O passado bem presente
Cuidado com a gargantilha!

Viva a doce... fantasia
Repetida tantas vezes
Agora sou presidente
Do canário e da Maria...

E de todos os franceses!

quarta-feira, maio 02, 2012

O jacobino

Em estado puro, a marselhesa a rebentar-lhe nos tímpanos, a saga napoleónica a animar-lhe o rosto, bastonário contestado, incontestável, ex-jornalista, omnipresente em qualquer canal televisivo, justiceiro de trazer por casa, diz que não é maçon mas parece, estamos a falar de Marinho Pinto. Outros atributos reconhecidos, a ignorância histórica, a idade média obscura, o anticlericalismo típico, as frases estafadas, pouco cortês, desancou a ministra da justiça (a quem faço um rasgado elogio) e por isso teve que ouvir reprimenda de amigos e inimigos. Não há problema, ziguezagueante, hábito antigo de demagogos, há-de continuar a iludir os tolos, mas a mim não me engana.



Saudações monárquicas

quarta-feira, abril 25, 2012

Como se queria demonstrar!

Nem feriado
Nem poema
Nem foguetes
Pelo ar!

Grândola, vila morena
É cantiga de embalar!

Não é o povo que ordena
São as ‘lojas’ a mandar!

Portanto…
Canta baixinho
Pode a ‘criança’ acordar!

domingo, abril 22, 2012

A justiça partidária

Chamam-lhe pomposamente tribunal constitucional, paira acima de todas as coisas visíveis e invisíveis, uma espécie de juiz na terra, e vai-se a ver é mais um embuste parido pela constituição de abril. São treze ‘juizes’, escolhidos pelo centrão partidário, PSD e PS, partidos gémeos que se abastecem nas mesmas ‘lojas’, juizes esses, logicamente maçons!
Admirados com este resultado surgem agora algumas pessoas (que deviam andar a dormir!) a reclamar outra transparência e outra isenção ao dito tribunal! Até o Jorge Miranda, imagine-se, um dos pais da lei fundamental!
Enfim, vamos fazer de conta que está tudo bem, e vamos fazer de conta que acreditamos, e aceitamos, esta solução que passa por nomear mulheres juízas, afastando assim o fantasma da maçonaria!
Com a verdade me enganas, ou tapar o sol com a peneira, são juízos populares que se aplicam neste caso.

Três notas:
1. Não é o facto de pertencer à maçonaria que deve inviabilizar a escolha para o cargo, mas sim o facto de se omitir tal pertença.
2. Também causa algum desconforto a sensação (e mais do que a sensação) de que a grande maioria dos juizes (deste e de outros tribunais superiores) pertencem à maçonaria.
3. Mais do que a reforma da legislação do trabalho, e outras reformas, sem dúvida importantes, é a reforma da justiça aquela que poderá melhorar, quer a coesão nacional, quer a qualidade de vida dos portugueses. Com uma justiça partidária nunca haverá investimento.



Saudações monárquicas

sexta-feira, abril 20, 2012

Uma quota para os católicos!

Isto passa-se em Portugal, outrora terras de Santa Maria, hoje pequena união soviética da europa, enquistada em jacobinismo, aqui dizia, chegámos ao ponto de (práticamente) não existirem católicos, ou que se afirmem como tal, na assembleia da república! Pejada de maçons, não católicos portanto, para não dizer anticatólicos, o órgão representativo (e legislativo) por excelência não representa afinal a grande maioria do povo português. E não representa naquilo que lhe é inerente, naquilo que é mais profundo, ou seja, nos princípios que resultam de uma determinada crença, de uma determinada cultura, de uma determinada ética. Princípios que deveriam moldar as leis que ali se produzem mas que na maior parte dos casos não moldam. Antes pelo contrário. E não haverá mudança enquanto a lei eleitoral continuar a enviesar a representação, enquanto for um túnel de acesso a ateus e agnósticos de todos os géneros, enquanto a lei e o tribunal forem propriedade da maçonaria. E não vale a pena invocar o sofisma da separação entre a Igreja e o Estado. Porque a separação não existe, pelo menos no que à obediência maçónica diz respeito.
Para bom entendedor…

Saudações monárquicas

quarta-feira, abril 18, 2012

Tectos, sim.

Moreira e Nazaré debatiam a crise, a crise em geral, e fui ouvindo, a conversa estava interessante, mas chegámos ao concreto, à realidade, à reforma da segurança social, e como de costume ambos ‘borregaram’. Que não, que essa história do plafonamento é ideia (antiga) sem pernas para andar, que era preciso fazer contas, e para resultar, só daqui a muito tempo! Desliguei o televisor, não vale a pena, fui-me deitar. Mas no caminho, cogitei: - mas não é isso que acontece com todas as reformas de fundo?! Levam tempo para dar frutos?! Era melhor terem dito que não querem reformas! Ou então, que o país é irreformável!
Pois eu, que não percebo nada de economia (nem de segurança social), entendo que é fundamental estabelecer tectos para as reformas a pagar pelo Estado. Salvaguardando evidentemente os direitos adquiridos pelos descontos já efectuados. A razão que invoco para a introdução de tectos é de outra ordem. É uma questão de decoro. O estado não pode pagar reformas de quatrocentos e tal euros (80% do salário médio mínimo, para quarenta anos de descontos) a uns portugueses, e pagar ao mesmo tempo reformas de cinco mil e mais euros (80% do salário médio para os mesmos quarenta anos de descontos) a outros portugueses!
Dir-me-ão que se limitam a receber o correspondente àquilo que descontaram. Eu sei, mas daqui para a frente não pode ser assim. Ganhem o que ganharem descontam apenas até um determinado limite. E neste aspecto concordo com o ministro: - o estado não serve para gestor de poupanças. E acrescento: - o estado se serve para alguma coisa é para estabelecer princípios mínimos de justiça social. O estado social é este, não é o que temos. E que apregoam.

Saudações monárquicas

terça-feira, abril 17, 2012

A república dos cágados

De Espanha ‘nem bom vento nem bom casamento’, mas não vamos exagerar. Hoje, pela manhã, uma colega de trabalho (que aprecio e estimo), sabendo-me monárquico, invectivava (fortemente) o rei de Espanha pelo facto de ter participado numa caçada aos elefantes. A crítica tinha sobretudo a ver com os elefantes, e por ser uma espécie em extinção. Respondi-lhe que os reis também são uma espécie ameaçada e que a sua reacção era a prova disso mesmo. Ou seja, tentei explicar-lhe que o rigor com que se julgam as Altezas (e já agora, os sacerdotes da Igreja Católica) não tem qualquer comparação com outros juízos ou julgamentos. E fui mais longe: - se me chamasse Freud atrever-me-ia a concluir que todo esse empolgamento poderia esconder o desencanto de uma paixão recalcada. Como se os reis, ou as rainhas, não pertencessem ao género humano, e estivessem condenados à perfeição!
Mas a verdade é que são seres humanos, que nos representam, a nós, seres humanos também. Com os nossos defeitos e qualidades.
Aliás, a crítica maior, a que veio de Espanha, não tinha a ver com os elefantes, mas com o recato, com a austeridade, esse conceito ‘beatífico’ que passou a ser a medida de tudo e de todas as coisas. Especialmente para julgar os outros.
Sendo assim, admito perfeitamente que não estamos em época de caçadas aos elefantes, e que o melhor é seguir a agenda da ‘alta autoridade para a austeridade’. Se não conhecem eu dou-vos alguns detalhes: - é laica, republicana e socialista, é muito económica, e deixa os países por onde passa em situação de banca rota.

Saudações monárquicas

sexta-feira, abril 13, 2012

A república sem árbitro

O problema da república é o árbitro, sempre foi. Daí que o pensamento político tenha evoluído para a monarquia, sistema onde o chefe de estado, neste caso o Rei, não sendo escolhido por nenhuma das partes, pode assim decidir com razoável imparcialidade. Por essa razão, os países monárquicos têm uma melhor justiça, e também por essa razão as pessoas desses países desconfiam menos (umas das outras) e do poder político. Nas repúblicas acontece precisamente o contrário.
Neste particular, o futebol português é um verdadeiro espelho da nação. Por ele, através dele, das suas inumeráveis batotas, imaginamos tudo o resto. Os conluios, os partidos, os compadres, as lojas, as jogadas por debaixo da mesa, a lei que as protege, a corrupção permanente, tão vulgar que parece coisa normal. Um bem colectivo! Que talvez sacie, quem sabe, outras injustiças! Da vida, do amor, e do ódio.

Literatura aparte, este ‘caso Cardinal’, define a república: - nas primeiras notícias, a vítima era o Sporting. Os grandes são, por natureza, as grandes vítimas. O Marítimo era o suspeito. O árbitro assistente era o corrupto. Depois, afinal, terá sido uma armadilha que um dirigente do Sporting (e antigo inspector da policia judiciária!) armou contra o bandeirinha, que afinal estava inocente. Perante o escândalo, os jornais (e as televisões) apressaram-se a sossegar a opinião pública: - o Sporting não pode ser castigado! Os especialistas de serviço repetiram o mesmo. O povo leonino apoia.
Quem sou eu para os contrariar?!

Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 05, 2012

Feriados civis… ou armas de arremesso?!

Portugal, se fosse uma comunidade com a noção perfeita da sua identidade, deveria apenas celebrar um único feriado nacional, e esse seria o dia do seu nascimento. Como aliás sucede com cada um de nós, pelo menos enquanto estamos vivos! Fora disto, celebrar outros acontecimentos históricos, é sempre mau sinal. Celebrar muitos acontecimentos históricos, pior ainda.
Expliquemos um pouco melhor o meu raciocínio:
Relembro que a profusão dos chamados ‘feriados civis’ teve a sua causa próxima na revolução francesa. Revolução que se obstinou em destruir a religião católica e tudo o que representasse as origens, a cultura, e demais tradições do povo francês. Daí a eliminação da família real e da monarquia. Daí a substituição do ancestral ‘Deus, Pátria, Rei’ pela utopia da ‘liberdade, igualdade e fraternidade’.
Daí também o início de uma nova liturgia de datas, festejos decretados pelo poder, ao sabor das vitórias de uns quantos franceses, e das derrotas de outros tantos franceses!
É esta a situação que ainda vigora, quer em França, quer em Portugal, 'grande oriente lusitano' e diligente aluno napoleónico.
Portanto, ressalvando o feriado do 1º de Dezembro, que de certo modo substitui a data (que esquecemos!) do nosso nascimento, todos os outros feriados civis podem e devem ser eliminados. E não é por causa do défice. É simplesmente porque dividem os portugueses. E não passam de armas de arremesso contra a Igreja Católica, contra a tradição, contra as convicções religiosas do povo português.
E ponto final sobre este assunto.

Saudações monárquicas

segunda-feira, abril 02, 2012

A partidocracia é cara e o poder local não existe

Esta democracia nascida em Abril, partidária ao mais alto grau, assente numa constituição ‘a caminho do socialismo’, entretanto reciclada para acolher o pior dos dois mundos – socialismo e liberalismo – esta democracia, dizia, é excessivamente dispendiosa para um país com tão fracos recursos como o nosso. E já não falo das injustiças que estabeleceu, das monstruosidades que criou, dos equívocos em que diariamente labora! Refiro-me apenas ao preço, àquilo que custa, ao vil metal. Que não é assim tão vil como isso.

Eu sei, eram duzentos mil defronte do Marquez! Três mil e quinhentas freguesias perfiladas, arrecadas de oiro, cantes alentejanos, corridinhos com doces de amêndoa do Algarve. E claro, os presidentes das Juntas. O folclore em todo o seu esplendor! Infelizmente não estava lá o poder local. Parece circunflexo o pensamento, mas é verdade.

O poder local, os ‘abomináveis caciques’ (na expressão dos seus adversários jacobinos) já não existem. Na altura em que existiram eram económicamente independentes do poder central, facto que irritava solenemente a burguesia dominante. Que tratou de os combater, de os reduzir, de lhes retirar o sustento, para mais fácilmente os substituir por comissários de Lisboa.
A república que a seguir se implantou seguiu o mesmo trilho. A obra de centralização prosseguiu, com os partidos do regime a imporem os seus caciques às populações locais. Nem se poderia esperar outra coisa de um golpe lisboeta que o país real foi obrigado a engolir. Nestas condições, mais se desvalorizou o já decrépito poder local. E o mesmo sucedeu com a república de Salazar. Que aliás levou a centralização (e o domínio) ao extremo de condicionar completamente as ‘eleições’ dos responsáveis locais!

E chegou o 25 de Abril, o tal feriado histórico que elegeu (ou decretou) esta ‘partidocracia’ em que vivemos. Mas que poder local tem a terceira república?!
Ressalvando (sempre) a criação das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, todo o edifício do chamado poder local assenta nos partidos políticos, que assim acabam por ser os verdadeiros senhores (caciques) do poder autárquico. E falar de partidos políticos em Portugal é falar de aparelhos partidários, de decisões e eleitos congeminados na Buenos Aires, no Largo do Rato, ou no comité central do PCP.

Logo, e para concluir, tenho imensa pena de o dizer, mas aquela manifestação em frente ao Marquez não representava o poder local. E tenho mais para dizer e com muita pena minha: - os ‘caciques’, afinal, existem, são os actuais órgãos autárquicos! Mas há uma grande diferença para os antigos: - os antigos ‘caciques' não dependiam do orçamento de estado. Nem a sua vontade era condicionada pelos partidos políticos.
Portanto, se é só folclore, este ‘poder local’ é redundante. E sai muito caro ao erário público. Não temos dinheiro para isso.

Saudações monárquicas

terça-feira, março 27, 2012

Relvas!

Se fosse há cem anos atirava-o da varanda, hoje, admitindo que se tratava do mesmo personagem, desafiava-o a restaurar a monarquia. Porquê?! Porque a obra da república está à vista de todos! A prometida liberdade perdeu-se, somos governados por estrangeiros; a igualdade é uma miragem, somos reconhecidamente o país mais desigual da Europa; e a fraternidade, coitada, nestas condições, tem outros nomes – subserviência, dependência, etc.!
Mas porquê o Relvas?!
Porque é o ministro mais forte deste governo, e deve saber, como eu sei, que a responsabilidade de salvar Portugal está no campo republicano. Ou seja (e como em tempos escrevi) – quem atou o nó… que o desate.

Saudações monárquicas

quinta-feira, março 22, 2012

Profecias

Pacheco Pereira profetiza um novo Sidónio, um salvador saído do caos republicano, provávelmente a prometer uma nova república! Desta vez virtuosa! É possível. Mas antes deverão ocorrer um sem número de sucessos, no caso insucessos, que justificaram Sidónio e hão-de justificar a sua ‘reprise’. Recordemos que um dos motivos que apressou a queda da primeira república teve a ver com o ‘desastre da Flandres’, e neste aspecto, em termos de componente externa, existem de facto algumas semelhanças! Também avançámos para a união europeia e para o ‘euro’ de armas e bagagens, sem medir riscos, e pior, sacrificando os nossos interesses estratégicos. Por essa razão tudo indica que um novo desastre se avizinha.
Teríamos então um presidencialismo de raiz financeira naturalmente encabeçado pelo professor Cavaco Silva. Quem mais?!
Sem querer dar muita força à profecia ainda assim gostava de saber se os episódios subsequentes também constam da adivinha! Estou a referir-me ao trágico desenlace e ao posterior regresso do exilado de Paris. A verdade é que também temos um! Exilado que com os seus dislates tornou inevitável o golpe militar que deu origem à ditadura!
Pois não sei! Está tudo em aberto. Incluindo o enterro da união europeia.
Enfim, profecias há muitas. Por isso, quando houver oportunidade desenvolverei outra. Mais do meu agrado. Mais sebastianista. A salvação virá do mar. Dos confins do império.

Saudações monárquicas

terça-feira, março 20, 2012

Religião de estado

“Portugal é uma república…” vangloriava-se ufano um dos muitos ‘sacerdotes’ da religião laicista que ontem pejavam o programa (cada vez mais indigente) do ‘prós e contras’. Fervorosos, tentaram reduzir uma nação com oito séculos de história à sua caricatura, à caricatura da constituição de um regime! E não houve ninguém que o denunciasse! Recordista de feriados, um por cada república, sem esquecer o 28 de Maio, o regime republicano, os seus valores, são actualmente celebrados pelo menos em três ocasiões, a saber: - 5 de Outubro, 1º de Maio e 25 de Abril. E ainda acham pouco! E não houve ninguém que o denunciasse!
Mais cordata, menos fundamentalista, a Igreja Católica colocou a questão nos seus devidos termos, ou seja, discuta-se o assunto e faça-se o que for melhor para resolver esta emergência nacional.

Notas positivas (entre dúzias de imbecilidades):
Apesar de tudo a defesa do dia da independência, natural reacção de quem a perdeu. Apesar de tudo a explicação de que existe alguma hierarquia nos feriados, ou seja, uns não existiriam se não tivessem existido os outros. Apesar de tudo uma alusão aos feriados que unem e àqueles que dividem os portugueses. Caso do 5 de Outubro que divide monárquicos e republicanos e caso do 25 de Abril que continua a dividir a ‘irmandade’ republicana.
Quanto às imbecilidades (com muita ignorância à mistura), por exemplo: - que a separação entre a religião e o estado é uma evidência civilizacional! Onde? Em Inglaterra?! Onde o chefe de estado é ao mesmo tempo (e por inerência) o chefe da igreja anglicana! Nos Estados Unidos?! Onde as testemunhas judiciais juram sobre a Bíblia antes de depor! Onde na própria nota de dólar se inscreve a crença em Deus!
Meu Deus… tanta propaganda enganosa! E não houve ninguém que o denunciasse!

Saudações monárquicas

quinta-feira, março 15, 2012

“O acordo ortográfico”

Sem o teu acordo
Sem o meu acordo
Sem o cê de tacto
Avanço no escuro
Ando nu de fato!

Passe o caricato
Pareço um doente
Mal ortografado
Ou um penitente
Na cama engripado

Sem a geografia
Fico mais pequeno
E o teu veneno
Transforma a harmonia
Num pobre ditado

Mas não hão-de passar!
Aqui escrevo diferente
Oh pátria carente
Se não gostas de ti
Quem há-de gostar!

quarta-feira, março 14, 2012

Real Madrid em serviço público!

Eu sei que é chato, mas não me parece que os jogos do Real Madrid contra uma equipa de Moscovo se enquadrem naquilo a que se convencionou chamar de serviço público! É certo que se pode argumentar que o Real Madrid é treinado por um português, e que para além disso, alinha normalmente com mais portugueses que a maioria das equipas portuguesas! Mas isso também acontece, por exemplo, com o Besiktas da Turquia e nunca a RTP se interessou pelos turcos. Portanto, resta o critério das audiências, ou seja, o que ‘eles’ (nós) gostamos de ver. Mas este é um critério perigoso porque se assim for pode ser que amanhã ‘eles’ queiram ver outra vez o circo romano, com cristãos, leões, e o resto!
A não ser que o critério tenha a ver com um novo ciclo filipino e aí já percebo. Ou começo a perceber.

Saudações monárquicas

sexta-feira, março 02, 2012

Petição contra a usurpação

Aqui se divulga a petição para a restituição dos bens da 'Casa de Bragança' ao seu legítimo herdeiro. É tempo de acabar com a usurpação de bens privados, é tempo de darmos um fim a fórmulas e práticas 'soviéticas', que estranhamente persistem entre nós, mas que só nos envergonham. E se a tão apregoada sociedade civil ainda existe, então está na hora de fazer prova de vida.





http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=B1121640








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terça-feira, fevereiro 28, 2012

Honrar os mortos

Sem a sepultura que a sua condição merecia, incompreensão de quem ocupa e dirige a Fundação da Casa de Bragança, a Senhora Infanta Dona Maria Adelaide foi a enterrar em Serpa, local disponível mas circunstancial, uma vez que a ilustríssima Senhora nunca aí viveu. Não se trata de menosprezar a velha cidade do baixo Alentejo, mas a verdade é que não sendo em Vila Viçosa, património dos seus antepassados, e onde faz sentido que a sua memória permaneça, o outro lugar seria o pequeno cemitério do Monte de Caparica, como aliás era seu desejo. Monte de Caparica, sede da freguesia onde a Senhora Infanta é conhecida e reconhecida por todos, pelos mais simples, não pelas palavras, mas pelas obras.
Curvo-me ao seu exemplo de humildade, e por isso a sua morte não será motivo de querela. Fica este sobressalto que vem do fundo da história, e da alma que se quer lusitana.
Que a Senhora Infanta descanse em paz.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

A Casa Pia da justiça

Depois de oito anos de processo, de incidentes e garantias, parece que temos finalmente uma sentença! Uma sentença mais ou menos indiscutível. Digo, parece, porque ainda há nulidades e retrocessos para resolver. Mais ou menos indiscutível porque entre nós existe um órgão político/judicial pomposamente denominado ‘tribunal constitucional’ cuja função é interferir (em última análise) nas decisões aplicadas pelos tribunais de raiz! Seja como for é melhor assim do que assado o que não exclui algumas perguntas: - Por exemplo, quem se lembra das vítimas?! E os arguidos, quantos são?! Quantos sobraram, após o golpe de alta cirurgia que subtraiu ao processo quem poderia causar perturbação à república?! E as juízas (sem esquecer os juizes) quantas foram?! E os advogados?! Os procuradores?! Os investigadores?! Os jornalistas?! Os opinadores com lugar cativo na televisão?! Lembram-se?!
Perguntas legítimas, não acham?!

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

SIC-Notícias: Opinião pública

Deixa cá ver isto, pensei, é sobre o ‘manifesto - instaurar a democracia, restaurar a monarquia’, mas confesso, a expectativa era pouca. Por um lado os apresentadores navegam no politicamente correcto, por outro, Gonçalo Ribeiro Telles, o convidado de serviço e um dos subscritores do ‘manifesto’, na ânsia de explicar muito, costuma atrapalhar-se. Por fim, sobre os intervenientes, as esperanças eram nenhumas. Enganei-me. A apresentadora fez algumas perguntas interessantes, Ribeiro Telles foi claro e escorreito, até convincente, e quanto aos intervenientes admito que me surpreenderam! Alguns não eram monárquicos, confundiam por vezes o papel reservado ao rei, mas em quase todas as intervenções sobressaíu o esgotamento do regime, a república sem futuro.
Quanto ao ‘manifesto’, a proposta é simples: - vamos falar sobre o nosso futuro, o futuro de Portugal, o que queremos para nós e para os nossos filhos. Em suma, instauremos primeiro a democracia, ou seja, discutamos abertamente o regime que temos, sem tabus, sem constituições intangíveis, sem limites materiais, sem sofismas.
Depois dessa discussão, os subscritores do manifesto estão convencidos que a população se inclinará para a restauração da monarquia. Eu tenho a mesma convicção.

Saudações monárquicas

Nota: As perguntas e os telefonemas valem o que valem mas a verdade é que no fim do programa o resultado a favor da monarquia foi esmagador – 88% dos tele-espectadores 'disseram' preferir a monarquia à república!

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

O pacto social e os direitos adquiridos!

Vem o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, mais que certo seguidor de Rousseau e pelo que sabemos, indiscutível apagador de provas que pudessem incriminar o nosso engenheiro Sócrates, vem, dizia, falar-nos de direitos adquiridos! Para além disso, o meritíssimo também leu Camilo e, reconheça-se, é ilustrado, razão suficiente para sermos prudentes. Diz ele que direitos adquiridos são todos os que decorrem do pacto social estabelecido (algures) entre o indivíduo e o estado. Talvez seja verdade mas pergunta-se: esse indivíduo na hora de assinar era laico, republicano ou socialista?! Tinha abjurado de Deus, da Pátria ou do Rei?! Tinha adoptado em vez disso a liberdade, a igualdade e a fraternidade jacobinas?!
E o estado que compareceu no tabelião, era este?! Um estado desigual, que cavou um enorme fosso entre ricos e pobres?! Um estado onde todos querem ser funcionários públicos, não para servir, mas para adquirir direitos! Um estado que não quer ser independente, que apaga memórias, que destrói os traços da sua existência e perenidade?!
Foi com este estado que eu assinei o contracto social? Um estado que inclusivé, e sem me perguntar, já suprimiu (ou rasurou) o ‘c’ do contracto que assinámos! E da gramática que estudámos!
Se é este o estado, meritíssimo, não tem que se admirar que a maioria não se reconheça nele.

Saudações monárquicas