quinta-feira, março 15, 2012

“O acordo ortográfico”

Sem o teu acordo
Sem o meu acordo
Sem o cê de tacto
Avanço no escuro
Ando nu de fato!

Passe o caricato
Pareço um doente
Mal ortografado
Ou um penitente
Na cama engripado

Sem a geografia
Fico mais pequeno
E o teu veneno
Transforma a harmonia
Num pobre ditado

Mas não hão-de passar!
Aqui escrevo diferente
Oh pátria carente
Se não gostas de ti
Quem há-de gostar!

quarta-feira, março 14, 2012

Real Madrid em serviço público!

Eu sei que é chato, mas não me parece que os jogos do Real Madrid contra uma equipa de Moscovo se enquadrem naquilo a que se convencionou chamar de serviço público! É certo que se pode argumentar que o Real Madrid é treinado por um português, e que para além disso, alinha normalmente com mais portugueses que a maioria das equipas portuguesas! Mas isso também acontece, por exemplo, com o Besiktas da Turquia e nunca a RTP se interessou pelos turcos. Portanto, resta o critério das audiências, ou seja, o que ‘eles’ (nós) gostamos de ver. Mas este é um critério perigoso porque se assim for pode ser que amanhã ‘eles’ queiram ver outra vez o circo romano, com cristãos, leões, e o resto!
A não ser que o critério tenha a ver com um novo ciclo filipino e aí já percebo. Ou começo a perceber.

Saudações monárquicas

sexta-feira, março 02, 2012

Petição contra a usurpação

Aqui se divulga a petição para a restituição dos bens da 'Casa de Bragança' ao seu legítimo herdeiro. É tempo de acabar com a usurpação de bens privados, é tempo de darmos um fim a fórmulas e práticas 'soviéticas', que estranhamente persistem entre nós, mas que só nos envergonham. E se a tão apregoada sociedade civil ainda existe, então está na hora de fazer prova de vida.





http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=B1121640








e

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Honrar os mortos

Sem a sepultura que a sua condição merecia, incompreensão de quem ocupa e dirige a Fundação da Casa de Bragança, a Senhora Infanta Dona Maria Adelaide foi a enterrar em Serpa, local disponível mas circunstancial, uma vez que a ilustríssima Senhora nunca aí viveu. Não se trata de menosprezar a velha cidade do baixo Alentejo, mas a verdade é que não sendo em Vila Viçosa, património dos seus antepassados, e onde faz sentido que a sua memória permaneça, o outro lugar seria o pequeno cemitério do Monte de Caparica, como aliás era seu desejo. Monte de Caparica, sede da freguesia onde a Senhora Infanta é conhecida e reconhecida por todos, pelos mais simples, não pelas palavras, mas pelas obras.
Curvo-me ao seu exemplo de humildade, e por isso a sua morte não será motivo de querela. Fica este sobressalto que vem do fundo da história, e da alma que se quer lusitana.
Que a Senhora Infanta descanse em paz.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

A Casa Pia da justiça

Depois de oito anos de processo, de incidentes e garantias, parece que temos finalmente uma sentença! Uma sentença mais ou menos indiscutível. Digo, parece, porque ainda há nulidades e retrocessos para resolver. Mais ou menos indiscutível porque entre nós existe um órgão político/judicial pomposamente denominado ‘tribunal constitucional’ cuja função é interferir (em última análise) nas decisões aplicadas pelos tribunais de raiz! Seja como for é melhor assim do que assado o que não exclui algumas perguntas: - Por exemplo, quem se lembra das vítimas?! E os arguidos, quantos são?! Quantos sobraram, após o golpe de alta cirurgia que subtraiu ao processo quem poderia causar perturbação à república?! E as juízas (sem esquecer os juizes) quantas foram?! E os advogados?! Os procuradores?! Os investigadores?! Os jornalistas?! Os opinadores com lugar cativo na televisão?! Lembram-se?!
Perguntas legítimas, não acham?!

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

SIC-Notícias: Opinião pública

Deixa cá ver isto, pensei, é sobre o ‘manifesto - instaurar a democracia, restaurar a monarquia’, mas confesso, a expectativa era pouca. Por um lado os apresentadores navegam no politicamente correcto, por outro, Gonçalo Ribeiro Telles, o convidado de serviço e um dos subscritores do ‘manifesto’, na ânsia de explicar muito, costuma atrapalhar-se. Por fim, sobre os intervenientes, as esperanças eram nenhumas. Enganei-me. A apresentadora fez algumas perguntas interessantes, Ribeiro Telles foi claro e escorreito, até convincente, e quanto aos intervenientes admito que me surpreenderam! Alguns não eram monárquicos, confundiam por vezes o papel reservado ao rei, mas em quase todas as intervenções sobressaíu o esgotamento do regime, a república sem futuro.
Quanto ao ‘manifesto’, a proposta é simples: - vamos falar sobre o nosso futuro, o futuro de Portugal, o que queremos para nós e para os nossos filhos. Em suma, instauremos primeiro a democracia, ou seja, discutamos abertamente o regime que temos, sem tabus, sem constituições intangíveis, sem limites materiais, sem sofismas.
Depois dessa discussão, os subscritores do manifesto estão convencidos que a população se inclinará para a restauração da monarquia. Eu tenho a mesma convicção.

Saudações monárquicas

Nota: As perguntas e os telefonemas valem o que valem mas a verdade é que no fim do programa o resultado a favor da monarquia foi esmagador – 88% dos tele-espectadores 'disseram' preferir a monarquia à república!

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

O pacto social e os direitos adquiridos!

Vem o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, mais que certo seguidor de Rousseau e pelo que sabemos, indiscutível apagador de provas que pudessem incriminar o nosso engenheiro Sócrates, vem, dizia, falar-nos de direitos adquiridos! Para além disso, o meritíssimo também leu Camilo e, reconheça-se, é ilustrado, razão suficiente para sermos prudentes. Diz ele que direitos adquiridos são todos os que decorrem do pacto social estabelecido (algures) entre o indivíduo e o estado. Talvez seja verdade mas pergunta-se: esse indivíduo na hora de assinar era laico, republicano ou socialista?! Tinha abjurado de Deus, da Pátria ou do Rei?! Tinha adoptado em vez disso a liberdade, a igualdade e a fraternidade jacobinas?!
E o estado que compareceu no tabelião, era este?! Um estado desigual, que cavou um enorme fosso entre ricos e pobres?! Um estado onde todos querem ser funcionários públicos, não para servir, mas para adquirir direitos! Um estado que não quer ser independente, que apaga memórias, que destrói os traços da sua existência e perenidade?!
Foi com este estado que eu assinei o contracto social? Um estado que inclusivé, e sem me perguntar, já suprimiu (ou rasurou) o ‘c’ do contracto que assinámos! E da gramática que estudámos!
Se é este o estado, meritíssimo, não tem que se admirar que a maioria não se reconheça nele.

Saudações monárquicas

terça-feira, janeiro 31, 2012

Um centenário de vida!

A vida dos príncipes não lhes pertence, confunde-se com a história pátria e nesse sentido pode dizer-se que cada aniversário da família real corresponde a mais um aniversário da comunidade, uma alegria que em condições normais seria partilhada por todos. Acontece que existem povos que traíram a sua matriz, que se perderam na caminhada e em resultado, empobreceram a tal ponto que já não se lembram da sua identidade, daquilo que os torna especiais e diferentes de todos os outros povos. É triste que isso suceda em Portugal, é triste que o país tenha sido ocupado por ideias estranhas à sua própria cultura, é triste e não prenuncia nada de bom.
Mas para quem ainda mantenha a memória, o dia de hoje é um dia especial. Faz anos uma Infanta de Portugal, e só por isso estamos todos de parabéns. Acresce que Sua Alteza, a Senhora Dona Maria Adelaide, fez da sua vida uma dádiva aos outros, foi solidária antes da solidariedade instituída, foi social antes do estado social decretado, e esse é mais um motivo de reconhecimento e admiração.
O interregno, espaço de afirmação monárquica, deseja a Sua Alteza, no dia em que completa cem anos, as maiores felicidades.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Por outras palavras

Vai confusa a discussão sobre a possível eliminação do feriado do ‘cinco de Outubro’, e refiro-me apenas a este, porque é deste que decorre tudo o resto.
Do ‘cinco de Outubro’ decorre em primeiro lugar o persistente ataque à Igreja Católica, em nome de um laicismo postiço e intolerante. Ataque devidamente camuflado naquilo a que se convencionou chamar ‘separação entre a Igreja e o Estado’. Estranho, tanta separação num país que se diz católico!
Do ‘cinco de Outubro’ decorreu (e decorre) o ataque à Realeza enquanto representante dos valores que fundaram (e já agora, justificaram) Portugal!
Do ‘cinco de Outubro’ decorre portanto, e por consequência, a crise de identidade latente, a desorientação geral patente, o divisionismo presente, a mentalidade dependente, a falência evidente, num país doente.
Dito isto (em rima) pergunta-se: - Quer o governo e o ministro da economia acabar com o feriado do ‘cinco de Outubro’ apenas por razões de produtividade?!
Se é só por isso, não vale a pena.

Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Cem anos depois

No dia em que se aboliu o ‘cinco de outubro’ (dia da implantação da república) não houve qualquer consternação no país. Nem na provincia, que à época tomou conhecimento do facto pelo telégrafo, nem tão pouco entre a população citadina, que há muito não celebrava a data. Se é que alguma vez a celebrou genuinamente. O que podemos garantir é que os mais jovens, fazendo jus à instrução republicana, não sabem do que se trata! Mas eu explico: - foram três repúblicas, cem anos de decadência, que a segunda tentou minorar, cabendo a esta terceira (provávelmente a última) a tarefa ‘gloriosa’ de transformar Portugal num protectorado europeu! Dito isto, compreende-se a simultânea abolição do dia da independência. Deixou de fazer sentido. A partir de agora temos a Casa Real de Espanha para nos empolgar (o 'pacote' inclui o Real Madrid) e Sua Majestade Britânica para nos emocionar. A alternativa, que muitos já praticam, seria assumir de vez o papel de colónia angolana ou brasileira. Desde que entre dinheiro, afinal o único valor em circulação. Eu talvez prefira.

Saudações monárquicas

terça-feira, janeiro 24, 2012

Serviço público

A propósito de pensões de reforma e das dificuldades em sobreviver, a notícia importante é a seguinte: - a pensão média do regime geral anda à volta dos 409 euros enquanto que a pensão média dos aposentados do Estado se situa nos 1.200 euros! O triplo, portanto! Ou seja, e grosso modo, quem paga os vencimentos da função pública acaba por ter uma reforma que é um terço da dos seus 'subordinados'. Estamos a falar de reformados, pessoas que em princípio se equivalem nas necessidades. É caso para dizer - bonito serviço!




Noutro quadrante, o embaixador americano em Pequim terá alertado o governo dos Estados Unidos para a 'delicada' situação política da China. A expressão utilizada foi o superlativo - 'very delicate'. Portanto, para quem tenha feito extrapolações geo-estratégicas a contar com uma China imutável, una e indivisivel, e eternamente controlada pelo partido comunista chinês, pode tirar o cavalinho da chuva e começar a rasgar os 'planos da pólvora'. Porque é pólvora seca.




E agora o assunto do momento e devidamente tratado nos canais televisivos de serviço público: - estou a referir-me ao caso 'Bojinov' e ao drama sportinguista! Mete deputados e tudo! Mais um retrato lamentável do regime.





Saudações monárquicas

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Em que ficamos, Eminência?!

Em matéria de obrigações, o melhor é começar pelo princípio: - e o princípio diz-nos que ninguém é obrigado a candidatar-se a cargos públicos. Mas fazendo-o, todos aceitamos que não deve ser discriminado por razões de crença, ou não crença. Porém (não nos esqueçamos) os eleitores também têm os seus direitos. E o primeiro é concerteza o conhecimento dos candidatos, não apenas do programa político com que se apresentam, mas sobretudo das capacidades pessoais para o levar à prática. E aqui, todas (ou quase todas) as dúvidas são legítimas. E não vamos escamotear o assunto, pois por muito que negue, a Maçonaria não é mais do que um conjunto de regras que sustentam uma crença, uma concepção do mundo e do universo, e nesse sentido, assemelha-se a uma qualquer religião.
Portanto, o que os eleitores precisam de saber, é se o putativo candidato, em caso de conflito de consciência, defende primeiro (e intransigentemente) os interesses de quem o há-de eleger, ou se pelo contrário, irá obedecer, antes do mais, aos preceitos da ‘ordem’ a que pertence. ‘Ordem’ que no caso da Maçonaria é secreta, não sendo por isso acessível aos ‘profanos’. E ‘profanos’ são afinal a esmagadora maioria dos eleitores!
Por isso pergunto – em que ficamos, Eminência?!

Este aspecto é essencial e distingue a Maçonaria de todas as religiões (ou obediências) conhecidas. Explico: - por exemplo, e se por hipótese um sacerdote da religião católica decidisse candidatar-se a um cargo público, todos e cada um dos eleitores saberia que em caso de conflito de consciência, o sacerdote seguiria sempre e em primeiro lugar o Evangelho. Não haveria fraude e ninguém se sentiria defraudado. É esta clareza e transparência que a vida pública exige e não é certo que aconteça se o candidato for maçon e omitir essa filiação.
Por isso volto a perguntar – em que ficamos, Eminência?!

Entretanto e para que conste, também acho abusiva a obrigatoriedade de confessar a religião que cada candidato professa. Além de que essa obrigatoriedade estaria sempre condenada ao insucesso em se tratando de uma sociedade secreta. Outra coisa, bem diferente, é o direito que assiste a qualquer eleitor de questionar (directa e livremente) o candidato sobre aquilo que (ao menos em teoria) possa vir a condicionar o respectivo mandato político. E uma dessas questões passa indiscutivelmente pela pergunta se é ou não maçon. Este responderá se quiser. Não pode é argumentar que a pergunta é ilegítima ou ‘inconstitucional’. Era o que mais faltava!
Assim e aparentemente o assunto estaria resolvido e com honra para todas as partes. Mas então porque é que não está, indagará Vossa Eminência?!

Eu respondo – não está porque os eleitores nunca têm a oportunidade de escrutinar os eleitos. Para que isso aconteça temos que mudar a actual lei eleitoral (por certo fabricada pela Maçonaria) introduzindo circulos eleitorais uninominais por forma a que os candidatos a cargos públicos possam ser efectivamente escrutinados. Em suma, para que os eleitores os conheçam e votem neles em consciência, tal como diz a lei! Temos portanto que abandonar (de vez) o sistema de listas e nomeações partidárias que transformaram a terceira república (se a árvore se conhece pelos seus frutos) numa ‘partidocracia monitorizada pela maçonaria’! Pois que outra designação lhe havemos de dar quando mais de 90% dos deputados da actual assembleia da república são maçons!

Saudações 'profanas'

domingo, janeiro 08, 2012

Não há maçons pobres!

Existem católicos pobres, muçulmanos pobres, hindus pobres, algumas associações de carácter religioso cultivam inclusive a pobreza, mas de facto não existem (tanto quanto podemos saber ou adivinhar) maçons pobres. Poderão ter nascido pobres mas uma vez integrados na ‘ordem’ (soldados rasos ou generais) os seus problemas materiais (e outros) deixam de existir uma vez que a ‘irmandade’ acorre sempre em seu auxilio. Assim explicada, a maçonaria é aquilo a que podemos chamar uma sociedade de socorros mútuos perfeita e nesse sentido todos nós gostaríamos de ser maçons. Então porque é que não somos? Esta é uma pergunta pertinente: - não somos por três ordens de razões, a saber – em primeiro lugar não somos porque ‘a benesse’ é escassa e reservada aos ‘eleitos’. E ‘eleitos’ são aqueles que juram obediência cega aos preceitos maçónicos. Em segundo lugar, não somos porque os preceitos maçónicos supõem a construção de uma ordem mundial (de valores) que se opõe àquela que Cristo pregou e é a base onde se funda a civilização ocidental. Civilização que Portugal (em determinada época não maçónica) espalhou pelos quatro cantos do mundo! Em terceiro lugar não somos porque os fins não justificam os meios, regra de nobreza, aquisição civilizacional, precisamente o contrário da prática maçónica. Daí o carácter secreto que a envolve, daí a conquista do poder a qualquer preço para assim impor os respectivos fins. Que nunca são explicitados a não ser através de vagas expressões (e intenções) de ‘aperfeiçoamento individual dos seus membros’.
E surge a pergunta óbvia: - mas qual é a necessidade de ‘aperfeiçoamento individual’ (e de ‘Luz’) que leva tantos maçons a fazerem-se eleger para a Assembleia da República?! Para os tribunais superiores? Para os mais altos cargos da magistratura portuguesa?
Responda quem souber.
A mim parece-me um aperfeiçoamento ‘individual’ manifestamente exagerado, pois estamos a falar da feitura das leis (e constituições) pela assembleia da república, da respectiva interpretação e aplicação pelos tribunais, finalmente executadas pelo governo!
Se a isto juntarmos a maior parte das autarquias deste país, mais o presidente da república, normalmente apoiado pelos principais partidos políticos, das duas, uma, ou ficamos com falta de ar ou imaginamos que estamos a viver, fora do tempo, numa espécie de ‘mini união soviética’!
E é caso para gritar – aqui, d’el Rei!

Saudações monárquicas



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Nota básica: Face ao exposto, o caso das 'secretas' tem pouca importância. Soa a guerra intestina entre ramos e lojas que andam à procura do mesmo.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Um país em FM

Antigamente dizia-se que para ouvir Portugal era preciso sintonizar a rádio dos três ‘efes’ – Fátima, Fado e Futebol. Era verdade mas não era toda a verdade. Onde o portugalzinho se ouvia mesmo bem era em FM – Futebol e Maçonaria, aí sim, o som era de alta definição! Futebol para distrair, a Maçonaria para mandar. O próprio Salazar aderiu à ideia e cito apenas dois exemplos - proibiu a transferência de Eusébio para Itália e nomeava sempre um maçon para presidir à Assembleia Nacional. Os tribunais e a Câmara Municipal de Lisboa são outro assunto. Desde 1908 que a Câmara é um feudo laico e republicano (leia-se, maçon) e quanto aos tribunais estamos conversados – ‘maçon não julga maçon’, razão porque nunca vemos peixe graúdo sentado no banco dos réus.
Mas a tradição já não é o que era. Com o advento das novas gerações, o velho Oriente Lusitano teve (e tem) que repartir o poder com novos ramos da maçonaria, menos ritualizada e mais centrada no imediatismo dos interesses. Daí a guerra a que assistimos entre as várias lojas maçónicas. Daí também esta bizarria que nos chega através dos vários canais da propaganda FM – que existem maçons bons e transparentes, e que pelo contrário existem outros que são maus e não cumprem os ditames da irmandade! Ora aqui está uma coisa que nunca poderemos saber nem comprovar atendendo a que estamos a falar de sociedades secretas. Só se passarmos a acreditar em Zorrinhos e Montenegros, pequenos deuses caseiros de quem já não acredita em nada.

Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Secretas, maçonaria, etc.

Não vislumbro o interesse da notícia! Nem sequer a inquietação instalada! Secretas e maçonaria faz todo o sentido, qual é a dúvida?! Notícias destas, quando todos sabemos quem controla o aparelho de estado, quem administra a justiça, quem pode (ou não) ser eleito para os órgãos de soberania, em suma, quem de facto manda neste (pobre) país, notícias destas, repito, só se for para esconder (ou despistar) grossa trapalhada!
Pois é como vos digo, manda, e de que maneira! Mas não é de agora, a coisa vem de trás, e tem cheiro. Cheira a ‘laico, republicano e socialista’, e não se esqueçam que ‘socialista’ inclui tudo o que é de esquerda. Inclui portanto a chamada social-democracia, assim como inclui o nacional-socialismo. Mas são todos?! Não sei, aquilo é secreto, e é secreto por algum motivo. Que não deve ser bom, calculo eu. E calculo bem, porque se a árvore se conhece pelos seus frutos, a árvore nacional está toda atacadinha de moléstia. Precisava de ser desparasitada. Mas é difícil, porque o parasita, como lhes disse, é secreto. Além do mais, o pessoal não se interessa pela política, o pessoal quer é bola, por isso, quando lhe falam em maçonaria, encolhe os ombros e liga a televisão. Que vai ser digital e terrestre. Seja lá o que isso for.

Saudações monárquicas

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Bom Ano e bom arrendamento!

Se há coisa que unifica a trindade republicana, a coisa chama-se ‘mercado de arrendamento’! Vai entre aspas para significar que o tal mercado nunca existiu. E já vamos na terceira república! Foi sempre arma de arremesso contra os senhorios e caça votos aos inquilinos, mesmo quando não havia votos. Nesta área Salazar foi um mestre! Um mestre porque conseguiu destruir a relação de confiança entre senhorios e inquilinos, base de qualquer contrato que se sujeite às leis do mercado. Mas Salazar não gostava do mercado, assim como a terceira república também não gosta e daí os problemas que sofremos com os ditos. Explicando um pouco melhor, e para que se perceba, o congelamento decretado por Salazar em relação às rendas (não comerciais) em Lisboa e Porto, teve o condão de vacinar para sempre todo e qualquer proprietário de casas que, em termos de arrendamento, ou especula, ou prefere pura e simplesmente manter as casas fechadas. Noutro sentido e como consequência, Salazar conseguiu obter o mesmo resultado que o imperador Nero, quando este resolveu incendiar Roma e assim promover um novo ‘PDM’ para a cidade eterna. O método de Salazar foi necessariamente mais lento mas igualmente eficaz. Foi o tempo que demorou a arruinar o parque habitacional de Lisboa e Porto.
Mas deixemos Salazar e centremos a nossa atenção nesta terceira república e nas soluções que a revolução de Abril implementou. Pois bem, a ideia peregrina foi transformar cada cidadão em proprietário, melhor, em proprietário a fingir! Uma inovação, sem paralelo e nunca antes tentada, inclusive nos países mais ricos do planeta! Acabavam-se os irritantes senhorios e passava a haver um único senhorio chamado Caixa Geral de Depósitos. Ideia tão brilhante tinha naturalmente que soçobrar e assim aconteceu. Aprisionados às casas e a uma prestação (renda) cada vez mais incomportável os ‘proprietários a fingir’ encaminham-se rápidamente para a banca rota. Talvez esperem por um milagre, uma nova intervenção do estado que nacionalize o que falta da Banca e congele as prestações pela compra de casa! Esperam no fundo por um novo Salazar.
Neste contexto e enquanto especulava sobre o futuro, eis que surge Assunção Cristas! Falso alarme, pois tudo leva a crer que é mais do mesmo. Porquê?! Porque a ideia de subverter as leis do mercado permanece. O que muda é a bricolage. Além do mais fazer depender a resolução de conflitos de um sistema judicial atrasado e garantístico, o melhor seria estar quieta.
Porém, como estamos em vésperas de Ano Novo, termino com um voto de esperança: - Espero que o Novo Ano nos traga um primeiro-ministro (ou um ministro) que pegue o boi pelos cornos e enfrente o mercado da habitação com a simplicidade e a verdade que o assunto requer. Podia ser assim – meus senhores e minhas senhoras, vamos finalmente pôr o mercado de arrendamento a funcionar deixando por isso o Estado de nele interferir, seja por razões humanitárias seja por razões eleitoralistas. As razões humanitárias serão tratadas em sede própria, tal como as razões eleitorais. Pretendemos apenas restabelecer a confiança no contrato de arrendamento, de modo a que o senhorio arrende sem constrangimentos o que tem para arrendar. A partir desta premissa, vão passar a existir casas para alugar em quantidade e qualidade suficientes de modo a satisfazer as necessidades (e as exigências) dos potenciais inquilinos. Situação que não acontece agora. Quanto aos preços, e para quem acredita na lei da oferta e da procura, hão-de situar-se em níveis aceitáveis. O que também não acontece agora.
Aliás, é assim que funciona o mercado de arrendamento na Europa civilizada que tanto amamos, porque é assim que o mercado funciona. A alternativa, meus senhores e minhas senhoras, é como todos sabemos, fazer exactamente o mesmo mas sob imposição de uma troika qualquer.

Saudações monárquicas

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Comentário… de olhos nos olhos

A legenda que inscrevi no último postal necessita de uma explicitação. É o que vou fazer nas próximas linhas:

Quando referi que os dois opinantes acertavam no diagnóstico (constatavam a crise do sistema político, uma verdade do senhor de La Palice) mas erravam no remédio (porque propunham o mesmo regime, mas de índole presidencialista) faltou-me acrescentar que ambos (quer o professor Otero, quer Medina Carreira) pertencem ao universo do ‘pensamento republicano’, universo platónico, limitado, universo incapaz de gerar outros universos.
Por exemplo, Medina Carreira baseia as suas teses na ‘integridade do ser humano’, uma ideia peregrina, como se fosse possível a um homem íntegro resistir ou conviver no meio da batota (e da perversão) do regime. Aliás, não foi por acaso que Medina Carreira, um homem íntegro, se afastou da política (desta política) para continuar a ser íntegro.
Quanto ao Professor Otero, a sua aposta vai para o presidencialismo americano! É verdade que tem vantagens sobre o presidencialismo francês, mas o que faz espécie é o facto de ir buscar exemplo à colónia (os Estados Unidos) em lugar de procurar a virtude no respectivo colonizador (a Inglaterra)! Estranho, não acham?! E mais estranho parece quando toda a gente sabe que o melhor que os Estados Unidos possuem, em termos políticos, tem a marca inglesa, nomeadamente o sistema judicial! Por outro lado, também todos reconhecem que o elo mais fraco (instável e de eleição duvidosa) é o próprio presidente!
A atestar o que afirmo, há até quem compare o número infindável de presidentes americanos que já receberam (ou foram recebidos) pela rainha Isabel II de Inglaterra!
Ou seja, a rainha é a mesma!

Saudações monárquicas

quarta-feira, dezembro 21, 2011

'Olhos nos olhos'

Certeiros no diagnóstico da crise! Pena que ignorem o remédio mais apropriado, ou seja, a monarquia.

sábado, dezembro 17, 2011

Não esperava tanto!

Estou admirado, confesso que não esperava tanto! Nem tão depressa! Não esperava que o descalabro do regime republicano fosse tão longe, chegasse tão fundo! Sabia, desconfiava, que as leis da história, senão repõem a verdade dos factos, têm pelo menos a virtude de afastar (mais tarde ou mais cedo) tudo aquilo que tem pés de barro, tudo aquilo que nasce da iniquidade e da mentira. É o caso do regime que sofremos. E não há melhor prova da respectiva responsabilidade do que este espectáculo ridículo do ‘mexe não mexe na constituição’, devidamente acompanhado pelos ‘abaixo assinados’ que proclamam o 5 de Outubro como data inesquecível! Têm razão, inesquecível! Golpe fatal na ‘Lusitana Antiga Liberdade’, golpe final na nossa independência, regime que ficará para sempre ligado ao ‘protectorado em que nos constituímos’, pelos vistos, profissão de fé da grande maioria dos nossos políticos e governantes!
Mas nem tudo é mau! Na esteira do ditado popular – ‘atrás de mim virá, quem bom de mim fará’ – começam (felizmente) a vir ao de cima alguns valores, alguns conceitos e alternativas que muitos julgavam mortos e enterrados. A questão do regime é um desses ressuscitados. Quem diria! Péssima notícia para a propaganda maçónica, boas notícias para Portugal.

Saudações monárquicas

quinta-feira, dezembro 15, 2011

À procura do Pai

Companheiro, companhia
Da tristeza e da alegria
Porque tardas, companheiro!

Onde está tua certeza!
Tens medo da natureza!
Não te oiço, companheiro!

Ao inverno da doença
Ergue o sol da tua Crença
Não te esqueças, companheiro!

Hás-de voltar às cantigas
Ao calor das raparigas
Porque tardas, companheiro!

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Dia da Mãe

Senhora da Conceição
Nosso rosário de esp’rança
Atende o meu coração
Que a Vossa espera não cansa

Nossa Senhora Saudade
Saudades do que perdemos
Senhora da Piedade
Dá-nos a Fé que não temos

Senhora de mil encantos
Mãe nossa celestial
Salvé Rainha de tantos
Rainha de Portugal

terça-feira, dezembro 06, 2011

Conversas (adivinhas) napoleónicas

Escolha a expressão que mais se ajusta à situação:

O que faz um francês de origem boémia (de saltos altos) atrás de uma senhora alemã rica?!
Três hipóteses: candidato a gigolo; napoleãozinho e Josefina; ou idiota à espera de levar um pontapé no traseiro;

Qual é o sonho (actual pesadelo) de Mário Soares e da maçonaria de obediência gaulesa (leia-se – laica, republicana, e socialista, ou na versão original – ‘liberté, egalité, fraternité’)?!
Três hipóteses: comissão de recepção ao futuro imperador (invasor) europeu (inclui entrega das chaves da cidade); aprendiz de Miguel de Vasconcelos antes de cair da janela; ou idiota que nem sequer percebeu a frase de Salazar – “Portugal não é só uma nação europeia e tende cada vez mais a sê-lo cada vez menos”;

Porque é que a generalidade dos ‘comentadores de Abril’ andam de monco caído e já adivinham o fim dos ‘seus euros’?!
Três hipóteses: descobriram finalmente que o ‘euro’ (leia-se, o vil metal) não chega para unir o que quer que seja; a cena de Ricardo III em fuga para a frente – ‘o meu reino por um cavalo’; ou são simplesmente idiotas à espera que os outros lhes paguem as contas e os desvarios;

Adivinha final: É possível construir uma união europeia (ou outra qualquer) quando a grande maioria da população renega a tradição europeia, que era Católica, Apostólica, Romana?!
Sem hipóteses.

Saudações monárquicas

segunda-feira, novembro 28, 2011

Que raio de fado!

Fado!
Que raio de fado!
Parece um destino
Mal encomendado!

Fado
Que nunca me esquece
E só me aborrece
Sempre o mesmo fado!

Fado
Se fosses diferente
Menos conformado
E mais insolente!

Fado
Triste cantoria
Da nossa agonia
Que raio de fado!

sexta-feira, novembro 25, 2011

As delicias do mercado e a segurança no emprego!

Bebés indignados, habituados à fartura dos supermercados, habituados a sair às tantas da madrugada para irem ‘curtir’, com o dinheiro dos papás, de pópó, manifestam-se na capital e pouco mais, querem emprego certo como era habitual, nos habituais ministérios – ‘educação’, saúde e ‘segurança social’. Nas suas reivindicações, bem orquestradas pelas duas habituais centrais (com os habituais chefes), escondem-se atrás da miséria dos outros como se estivessem preocupados com os outros!
Novidade, novidade, nesta história triste, o manifesto da loja ‘novo rumo’, mais própriamente o grupo de Mário Soares a tomar posição na próxima crise política, ou seja, quando o Gaspar bater com a porta e regressar a Santa Comba.
A república no seu melhor, sol na eira e chuva no nabal.

Saudações monárquicas

quarta-feira, novembro 23, 2011

Três mil em Manchester greve geral amanhã!

O PS sugere mais impostos, emociona-se com a fast food para bebés, o PC tem saudades da união soviética, o Bloco contesta a eliminação do cinco de Outubro, e a deputada dos ‘verdes’, que nunca foi eleita directamente, diz-se furtada! Do outro lado, a maioria que sustenta o governo mantém-se silenciosa. Entretanto, em Manchester, três mil portugueses gritam pelo Benfica. Afinal as almofadas existem, afinal sempre há uma folga para cortar nos subsídios! Porque amanhã, os mesmos que foram a Manchester aproveitarão para ficar em casa, em greve contra o custo de vida! E valeu a pena para assim continuarmos a brilhar na europa do futebol. O pior é a outra. Na outra europa somos pedintes! Assim vai o Portugal Futebol Clube onde parece não haver dinheiro para nada excepto para a bola! Aí, de facto, somos muito parecidos com os gregos.

Saudações monárquicas

segunda-feira, novembro 21, 2011

Janelas que se fecham, persianas que se abrem!

Esta Taça de Portugal de futebol, para quem gosta de se pôr a adivinhar, parece revelar uma fotografia do futuro. Desde logo a queda dos principais clubes do norte, até há pouco dominantes, porque apoiados numa economia mais produtiva, mas actualmente em crise. As empresas fecham, o desemprego aumenta, as autarquias estão sem dinheiro, e assim impossibilitadas de apoiar as colectividades das respectivas regiões. Tudo se conjugando para um inevitável empobrecimento. Enquanto isto, a sul, as coisas não mudam tanto. Com uma estrutura sócio-produtiva muito dependente do estado, continua a viver-se mais ou menos da mesma maneira, confirmando uma velha regra da economia - em alturas de crise os que produzem baixam de nível e são ultrapassados pelos que mantém uma renda fixa. Renda fixa, registe-se, proveniente de dinheiro emprestado pelo estrangeiro.
Acresce que o caldo de cultura centralista, fortemente enraizado no cérebro indígena, aproveita todas as oportunidades para se reforçar, reforçando a ajuda aos clubes do regime, ou seja, ao casalinho verde rubro. A comprová-lo basta ver ou ler a comunicação social.
Portanto, tudo se encaminha para uma suave sucessão republicana, e desta vez nem será necessária nenhuma demonstração de força atendendo ao grau de dependência exterior a que chegámos. Basta que o ministro das finanças (e de Bruxelas) diga o que paga e a quem paga e ponto final. É a quarta república a começar a dar as suas ordens. São os partidos únicos a serem exigidos pelos mais jovens! É o Atlético (que não tem nada a ver com este filme) a comandar a Liga de Honra! É o facto de, acima de Coimbra, já não haver nenhum clube da primeira Liga nos oitavos de final da Taça.
Convenhamos que são muitos sinais.

Saudações desportivas

quinta-feira, novembro 17, 2011

As datas do protectorado!

Desculpem lá ter escrito protectorado à antiga mas enquanto a troika não me exigir esse 'ajustamento' vamos continuar assim. O que parece que não vai continuar é o feriado do primeiro de Dezembro, dia da independência! Já tinha prognosticado este cenário, ou seja, trocávamos a independência pelo cinco de Outubro, eliminávamos os dois, e não se falava mais nisso! E deve ser isso que vai acontecer. Aliás, e como já escrevi tantas vezes, o Portugal independente não rima com o Portugal socialista. O socialista é por natureza 'internacionalista', não consegue imaginar-se independente, está sempre a contar com os outros! Está sempre desejoso de anexar Portugal aos destinos de uma potência qualquer, chame-se ela União Soviética, Estados Unidos, ou como agora, a União Europeia! A verdade, verdadinha é esta, embora andem sempre com o patriotismo na boca!

Por outro lado, o primeiro de Dezembro está associado às convicções mais profundas do povo português, facto bastante incomodativo para quem prefere naturalmente celebrar outras datas, por exemplo, as datas em que capturaram o aparelho de estado pela força das armas. Compreende-se.

Mas pergunta-se: - porquê então esta cedência relativamente ao cinco de Outubro?! Eu respondo - trata-se de uma troca, havia que ceder alguma coisa para acabar com o dia da independência. Obstáculo à também pretendida união ibérica. Além disso, ainda sobram dois feriados para se babarem, perdão, para discursarem às massas: - o 25 de Abril e o dia do trabalhador! Não se pode ter tudo.

E pronto, ficamos por aqui. Quem não estiver pelos ajustes, quem gostar muito de ser independente, paciência. Ou então pode repetir o gesto de 1640. Nem é preciso muita gente. Quarenta portugueses determinados, chegam perfeitamente.


Saudações monárquicas

quarta-feira, novembro 16, 2011

A selecção redentora

Não pertenço àquela geração que tem na selecção de futebol o único vinculo de identidade comunitária, e tão pouco me revejo no equipamento verde e encarnado que poderá simbolizar a republica portuguesa mas não a selecção de Portugal. Talvez por isso tenha sérias reservas quanto à instrumentalização que o regime fez e faz do futebol, uma espécie de ópio servido à população em quantidades industriais cujo único objectivo só pode ser a estupidificação do país! Descontados estes factos (e efeitos) a verdade é que os rapazes se portaram à altura ganhando assim o direito a estarem presentes no próximo Europeu. Na retina ficaram os golos e um enorme passe de Ruben Micael que finalmente sossegou as bancadas.
Mas pronto, foi só um jogo de futebol, não foi nenhum feito redentor, nem será o futebol que nos livrará dos padecimentos que se avizinham. Portanto, é preciso ter calma e pela minha parte peço desde já um especial favor aos comentadores mais alienados – evitem o nacional-benfiquismo, evitem chamar talismã ao estádio do Benfica ou outras idiotices do género. Idiotices que têm o condão de irritar todos aqueles que pensam (não serão muitos) que a equipa nacional (quando joga em casa) deveria jogar no estádio... nacional. Eu sei que actualmente não tem condições, mas também sei porquê! Porque os ‘responsáveis’ em lugar de investirem no Jamor, ‘deram’ esse dinheiro aos clubes que assim vão alugando os respectivos estádios à selecção! Ou seja, o contribuinte paga a mesma coisa duas vezes! Pagou os estádios do Euro e paga agora o aluguer para que a selecção lá jogue!
Enfim, deixemos isso, ganhámos, e pelo menos durante dois dias não se vai falar no deficit.

Saudações monárquicas

segunda-feira, novembro 14, 2011

Mudei de ideia!

No postal anterior escrevi sobre a provável supressão de dois feriados civis, proposta do governo da república alegando razões económico-financeiras. No fundo, e estou a citar, é para trabalharmos mais, para não fazermos ‘pontes’, para não irmos tanto à praia, para evitarmos os centros comerciais, razões ponderosas que podem fazer a diferença entre cumprir o deficit ou não cumprir. Aceito, vou fazer um esforço para acreditar nisso, e por isso, mudei de opinião. Ainda assim precisamos de escolher, precisamos de sacrificar dois feriados civis entre os cinco que temos. Pois bem, é o que vou tentar fazer:

Cinco de Outubro de 1910, data do implante da república – Caríssimos, este feriado tem que continuar. Porquê?! Porque seria um absurdo (e um desperdício) acabar com ele agora! Depois de um ano inteiro de comemorações, em que se gastaram milhões de euros em discursos e exposições, não estou a ver quem se responsabilizaria pela sua eliminação!

25 de Abril de 1974, golpe militar que derrubou a segunda república – Outro feriado impossível de eliminar! Pese o facto de Otelo ter ameaçado fazer outro 25 de Abril, a verdade é que enquanto isso não acontecer, é este, o de 1974, que estamos obrigados a comemorar. E também não estou a ver a classe política, que acedeu ao poder em virtude de tal data, abrir mão dos seus pergaminhos. Portanto, repito, este feriado vai continuar.

Primeiro de Maio, dia do trabalhador – bem, este feriado até poderia acabar, uma vez que existem cada vez menos patrões e a própria juventude não parece muito virada para o risco do empreendorismo! Bem pelo contrário, apenas aspira à segurança do funcionalismo público! Nestas circunstâncias o primeiro de Maio é uma data que nos reporta ao século passado, às lutas sindicais, coisa que não faz qualquer sentido num país onde o único (verdadeiro) patrão é o estado. Porém, atendendo ao carácter internacionalista da data, e atendendo também ao facto de toda a gente se sentir ‘trabalhador’, ninguém se atreverá a tocar no primeiro de Maio. Pelo menos nos tempos mais próximos.

Portanto, e por exclusão de partes, restam dois feriados civis para sacrificar – o 1º de Dezembro e o dez de Junho, datas que bem vistas as coisas, estão um bocadinho ultrapassadas. Senão vejamos:

O 1º de Dezembro de 1640, dia da restauração da independência, perdeu naturalmente significado num país que não quer ser independente! Recorde-se que Portugal é actualmente governado por uma troika estrangeira, está reduzido à condição de protectorado, e as respectivas elites não se cansam de afirmar o seu arreigado federalismo. Ou seja, querem ver Portugal incluído noutro destino histórico, diferente dos oito séculos passados, um destino que não sabemos bem qual será, mas que deve ser concerteza uma negação daquilo que fomos! Em suma, uma inexistência!

E se não existimos, fácilmente se conclui que o dez de Junho, dia de Portugal e de Camões, é também ele uma redundância que pode perfeitamente acabar. Como aliás qualquer pessoa percebe. Basta para tanto confrontar os versos do poeta em 'Os Lusíadas' - 'Fazei Senhor, que nunca os admirados Alemães, Galos, Ítalos, Ingleses, possam dizer que são para mandados, mais que para mandar, os Portugueses...'!


Resta-me pedir desculpa aos leitores se por uma vez segui a lógica do regime republicano.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Os feriados que dividem

Reporto-me aos feriados civis, àqueles que estão no nosso inteiro domínio, que não dependem de concordatas, que dependem apenas da vontade de os celebrarmos ou não, e sobre esses a primeira coisa que me ocorre dizer é o seguinte: - pobre povo (e pobre regime) que precisa de uma justificação económico-financeira para eliminar datas ideológicas cuja única função consiste em justificar a vitória (com todos os direitos e mordomias) de uns quantos portugueses (os vencedores) sobre outros portugueses (os vencidos)! Pobre Pátria que se alimenta do ódio, da propaganda, da divisão, e que para cúmulo não percebe que as celebrações de guerras civis destroem irremediavelmente quaisquer hipóteses de mobilização nacional, quaisquer hipóteses de coesão social. Por último, pobre Portugal, que já não reages, quando se aventa a hipótese de apagar da memória a data da independência (1º de Dezembro) com o paupérrimo (e terrível) argumento que essa data já não diz nada aos portugueses! E incomoda os castelhanos!
Pobre de mim, que nasci no lugar errado e no tempo errado.

terça-feira, novembro 08, 2011

As repúblicas do Euro!

Quem são?! E porque estão falidas as repúblicas do euro?! Com excepção da Alemanha, mas incluindo a França, que se esconde atrás do corpanzil da senhora Merkl, as repúblicas da união andam todas de mão estendida! Porque será?! E não estamos a falar de periféricos, estamos a falar da França e da Itália que, recorde-se, sempre beneficiaram do facto de serem fundadoras da ‘caranguejola’! Pois é, mas a verdade é que as repúblicas não cumprem, gastam mais do que têm (embebidas na propaganda eleitoral) e quando se torna necessário fazer sacrifícios denotam pouca ou nenhuma coesão social! Portanto eu repito a pergunta – porque será que as repúblicas não se governam nem se deixam governar?!
Eu sei que para os sábios que temos o regime político não é responsável por nada, é como se não existisse, e quando alguém levanta a questão é logo acusado de desmancha-prazeres! Surgem então as evasivas do costume, de quem afinal está contente com a situação! De quem afinal ganha com a situação!

Saudações monárquicas

Nota: Hoje, no jornal Público, Pedro Lomba (um rapaz com potencial) define bem quem são os situacionistas e qual o seu discurso de circunstância. É de ler.

segunda-feira, novembro 07, 2011

Sessenta milhões de chineses!

Um lampião a sonhar é pior que dois lagartos a delirar e muito pior que três andrades a chorar! Ao lampião já não lhe chega o orçamento de estado, o orçamento da Câmara, o perdão da dívida, quer mais, quer mais dinheiro da televisão, mesmo que para isso tenha que jogar de madrugada, sim, porque o dinheirinho é tudo na vida! Pois bem, entusiasmado com a sua actual condição de clube mais ibérico de Portugal (ironias do destino e da propaganda republicana) o lampião olha com inveja para o Real Madrid e já se imagina a jogar para a diáspora, para os PALOP, e com cachets a condizer. Quem sabe se não será serviço público de televisão, com direito a hino e a içar da bandeira?! Tudo é possível neste sítio à beira mar plantado. Pelo menos até ao dia em que os adversários se revoltem e exijam a metade dos… sessenta milhões de chineses!
Já gora e por curiosidade gostava de saber duas coisas: - em primeiro lugar quanto é que lucrou o Real Madrid e quanto é lucrou o Osasuna; em segundo lugar, se os adeptos de um e outro clube gostaram do novo horário dos jogos!

Saudações ‘desportivas’

sexta-feira, novembro 04, 2011

Temos um novo primeiro-ministro!

Não há dúvidas, é calvo e calmo, parece pessoa simpática, é fluente em grego e passa a vida na nossa televisão. O primeiro nome também é familiar, foi nome que invocámos em Aljubarrota, e o apelido, embora mais difícil, lembra a palavra pai! Estou obviamente a falar de George Papandreou. E o homem vai dizendo coisas que fazem algum sentido, por exemplo, quer perguntar aos gregos se querem continuar no Euro! Ou se querem continuar nesta união europeia que se transformou naquilo que nunca deixou de ser – o eixo Paris – Berlim a mandar, e os ingleses com um pé dentro e outro fora. Os outros?! Bem, há que distinguir: - uns, as monarquias do norte da Europa, vivem bem sem esta Europa, até porque são contribuintes líquidos, os outros, as repúblicas, sejam periféricas ou não, andam à boleia desta caranguejola como se fossem crianças de berço! Mas o berçário acabou e é aqui que entra de novo o nosso novo primeiro-ministro! Que diz e eu concordo: – e que tal referendar esta cegada a que gostamos de chamar ‘união europeia’!


Saudações monárquicas

quinta-feira, novembro 03, 2011

Empobrecer!

É claro que o primeiro-ministro se exprimiu mal, ele deveria ter dito que o país precisa de enriquecer deixando para isso de viver na dependência de outros países, de credores desconhecidos, de agiotas, etc., conhecida fórmula de empobrecimento colectivo, de submissão, de sujeição, de escravidão. Mas Passos Coelho de facto não se soube explicar. E como não se soube explicar, como confundiu a recuperação da dignidade com a palavra empobrecimento, deu azo a que o bloquista Fernando Rosas viesse a terreiro clamar contra o discurso de um primeiro-ministro que anuncia como programa de governo tornar o país mais pobre! E nesse aspecto formal acaba por ter razão. Mas em substância não tem, pois quem vive de acordo com aquilo que produz nunca é pobre. Antes pelo contrário, é rico. Mas isso Fernando Rosas já não percebe.


. Saudações monárquicas

terça-feira, outubro 25, 2011

Em terra de funcionários…

Entre vários canais
Fui ouvindo as queixas
Às vezes amargas
Outras sem pudor

Ouvi bastonários
De voz embargada
E ouvi os juizes
Desembargadores

Ouvi funcionários
De todas as cores
Fiquei comovido
Com tanto suor!

Escapou-me uma lágrima
P’ró televisor
E viva a república
Dos comentadores!

Que ganham à letra
Com alma e amor
Que eu nunca vi Pátria
Com tanto orador!

quinta-feira, outubro 20, 2011

O fim do centenário…

Foi hoje que perdeste a guerra
Que não quiseste travar
Com tudo o que isso encerra
Foi hoje que perdeste a guerra
Na fronteira de além-mar

É hoje ao fim do dia
Que termina o centenário
Com tudo o que isso encerra
É hoje ao fim do dia
Que começa o teu calvário

És hoje Pátria vencida
Que a ti própria te venceste
E a coroa que jaz caída
De espinhos e de agonia
Foi a coroa que escolheste

Dá vivas à liberdade
Reclama pela igualdade
Ergue o punho bem fechado
Povo unido e bem tramado
Exulta de fraternidade!

terça-feira, outubro 18, 2011

Santa paciência!

Oh, Vítor (Gaspar), tu não tens culpa, és um mero feitor da ‘coisa pública’, atiraram-te para a frente do toiro, e tens que pegar o défice pelos cornos! Eu percebo a urgência, se não for assim não nos emprestam o dinheiro para sustentar a ‘coisa pública’. O problema é que a ‘coisa pública’ não é pública, não é de todos os portugueses, pertence a uns quantos, que a usam em seu belo proveito. Claro, homens honrados, cheios de ética republicana!

Eu sei Vítor, tiveste alguma coragem, atacas-te finalmente a tal gordura, mas pegaste o toiro de cernelha, e na cernelha arrancas-te carne verdadeira. A carne seca das magras reformas. Havia outra maneira, e tu sabes qual era – o tecto, Vítor, estabelecer um tecto nas remunerações (e reformas) da função pública. Essa é que era a pega de caras.
E qual seria o tecto?! Se me fazes a pergunta assim eu respondo-te com outra pergunta. Vá, vamos raciocinar os dois em voz alta (como gostas de responder!) – quanto é que podes pagar em média aos 750.000 funcionários que recebem directamente do orçamento de estado? Ou melhor, quanto é que achas que podes pedir emprestado ao estrangeiro (a juro alto), mês após mês para ficar tudo na mesma?! Tu é que sabes, tu é que és o feitor deste regime.

E por falar em regime julgo que tens consciência que ainda não chegámos às reformas estruturais, e é isso que me preocupa, e preocupa os credores. Aliás essa é uma exigência da troika. Eles sabem (até para segurança dos seus créditos) que sem reformas estruturais Portugal não vai a lado nenhum, nem estará em condições de pagar o que deve.
Vítor, tu és inteligente e sabes que as reformas estruturais têm a ver com alterações de natureza política. Têm a ver com alterações constitucionais e nessas ninguém quer ouvir falar. Mas sem essas alterações Portugal não muda para melhor.
Vamos continuar a raciocinar em voz alta: - por exemplo, a propósito das funções do estado, tu achas que a educação deve ser entregue a funcionários públicos? Funcionários aos milhares, e quer sejam competentes ou incompetentes, não podem ser despedidos?! Consegues perceber esta fixação na educação pública a não ser para propaganda do regime e dos seus ideais, obviamente partidários?! O que se disse para a educação pode alargar-se a outras áreas onde o estado deve intervir, mas apenas para fiscalizar ou regular a respectiva actividade. Fiscalizador implacável mas imparcial. Em nome da coisa pública.
Portanto, Vítor, controla lá o défice, mas não te esqueças das reformas estruturais.

Saudações monárquicas

segunda-feira, outubro 10, 2011

Feios, porcos… e de esquerda!

Nem sei por onde começar, talvez pelas múmias mais visíveis, a Avillez, por exemplo, muito estado novo (antes), socialista fina depois! Ou pela Constança, com a prótese a gaguejar! E a Edite, coitada, imprópria para consumo! Todas elas a bolsarem coisas ininteligíveis contra o Jardim! E eles! Descoroçoados, a ‘explicarem’ ao povo que o Alberto João tinha perdido as eleições! Os Daniéis do aborto, dos casamentos gay (que o Jardim não autoriza na Madeira) daí a raiva surda contra o ilhéu; e a esquerda toda, derrotada em toda a linha! E os democratas de conveniência! Como o ‘inseguro’ socialista! Que à última hora e pressionado pelos media, apareceu para mais uma lamentável declaração! Que dizer de toda esta tralha de Abril, sociais-democratas incluídos?! Sim, e o Marcelo a engolir o sapo do CDS! A engolir o Portas do centro capachinho! Meu Deus, uma tragédia grega… E por falar em tragédia, viram a maçonaria a jogar tudo por tudo com a renúncia do Carlos César! Viram?! Um último esforço (patético) para condicionar as eleições na Madeira! Ética republicana, dizem eles, com o rabo de fora, digo eu! Por aqui se percebe que esta democracia (de raiz napoleónica) é um mero expediente para justificar (e esconder) o seu verdadeiro desígnio – o poder pelo poder. E quando não serve esse fim, quando o adversário a utiliza a seu favor, então já não vale, há batota, há irregularidades! Mas quem é que ainda acredita nisto?!

Passemos finalmente à Madeira: - Alberto João Jardim ganhou contra tudo e contra todos, conseguindo inclusive nova maioria absoluta. O continente tentou desvalorizar a vitória alegando que em votos escrutinados não chegou aos 50%. É verdade, mas ninguém quis concluir que os votos perdidos por Jardim foram directamente para a direita e não para a esquerda. Aliás seguindo uma tendência que já vinha das últimas eleições em Portugal. Será o fim do PPD/PSD/malta do estado novo, reciclada em social-democrata pós o 25 de Abril. E ainda bem para clarificação do leque partidário.
Uma última palavra sobre a única crítica que Alberto João merece, não de hoje, mas de sempre. Crítica bem lembrada pelo Maltez semi-monárquico: - reporto-me ao referendo sobre a regionalização em que o autarca madeirense votou contra aquilo que gosta de ter no seu cantinho atlântico, a saber: – autonomia e consequente capacidade reivindicativa. De resto, gostei de o ouvir dizer que o seu partido é a Madeira. Eu replico que o meu partido é Portugal*.

Saudações monárquicas



.



*Não confundir com 'república portuguesa'. Ler sobre o assunto um artigo muito bem escrito por Gonçalo Portocarrero de Almada no jornal Público de 5 de Outubro de 2011.

quinta-feira, outubro 06, 2011

Festa barulhenta em Belém!

Ontem houve festa rija em Belém! Até às tantas! Os acordes atravessaram o rio, chegaram à minha cama na outra banda, acordaram-me, e quando esmoreceram já alguns portugueses (otários por certo) íam a caminho do trabalho!
Que importa isso se era preciso comemorar em Belém o nascimento de uma república que não acredita Naquele que nasceu em Belém!
- Ai, não seja antipático, que o ‘nosso’ Presidente é uma pessoa muito crente e casta;
Pode ser, mas parece que a festa até meteu um Relvas para... ser tudo tão real! Só não houve assassínios prévios;
- Que mau gosto! Está outra vez a exagerar – este Relvas é dos Relvas bons, só é Relvas de nome; além disso, hoje pratica-se a tolerância, as vossas procissões já podem sair do adro da Igreja; como vê, está tudo muito diferente, você é que continua com esse mau feitio;
Bem, seja, o facto é que me acordaram, e com toda a franqueza não vejo grandes motivos para festejar o protectorado em que nos transformámos! O Afonso Henriques não ía gostar concerteza. Ainda por cima governados por uma troika que ninguém conhece!
E se quer que lhe diga, chega de celebrações. Já demos essa matéria - um ano a consumir milhões de euros (do orçamento de estado) para doirar a pílula centenária! Já chega. ‘Pílula’ que afinal sempre foi subsidiada!


Saudações monárquicas


Nota da redacção: A populaça que assistiu entusiasmada ao batuque republicano não está hoje a trabalhar. Pelo menos a trabalhar em condições. Devem ser ‘jovens’ e toda essa massa informe que vive dos subsídios, quer dos papás, quer da segurança social.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Cinco de Outubro

Estão podres as paredes do meu quarto

Lá fora só há escombros e ruínas

O mundo não me traz as novidades

E tu só me contas adivinhas!

.

As terras de Laredo vão ardendo

Pois não há império que resista

A europa agoniza e vai sofrendo

E tu só me pedes que desista!

.

Ergui o meu estandarte contra o vento

Azul, mais azul que o mar revolto

Subi aonde sobe o pensamento

E cantei a minha mágoa em verso solto!

.


Explicação: Hoje reli o poema e resolvi alterá-lo. É aquilo a que chamo poesia evolutiva! Os sábios estão mal, além disso eu trato os sábios por tu, portanto, em lugar dos sábios que só receitam adivinhas, fica assim - 'e tu só me contas adivinhas'. Estabelece uma melhor relação com a estrofe seguinte, a ideia mantém-se, mas com a vantagem de uma maior clareza. Digo eu. E já que estou em maré de explicações/justificações, empreguei a expressão 'Laredo' referindo-me à crise americana e ao natural declínio do respectivo império. Por ausência de rival. É também por isso que se está a esvaziar o poderio dos States. Quanto à Europa socializante e relativista estamos conversados. É pena. Ah, Portugal... 'estão podres as paredes do meu quarto... 'lá fora só há escombros e ruínas...'

sexta-feira, setembro 30, 2011

Juízas, procuradoras, mulheres polícia…

Eu devia escrever qualquer coisa sobre a prisão do Isaltino, dizer que o acho simpático, que um dia me ofereceu um lápis e uma borracha, um emblema do PSD, quando incidentalmente me encontrou numa pastelaria de Algés (pertence a Oeiras) numa qualquer campanha eleitoral autárquica. A partir desse dia, embora não seja eleitor em Oeiras, fiquei, repito, a simpatizar com o homem. Em todo o caso faz-me espécie porque é que o tinham que prender agora!

Mas adiante porque o tema hoje prende-se com as profissões e as vocações, assunto pertinente que será aqui tratado como é costume, ou seja, de forma politicamente incorrecta, levemente ‘discriminatória’, e com aquele toque machista que dá sabor à vida. Dito isto, e em termos ocupacionais, eu vejo a mulher sentada à cabeceira dos doentes, vejo-a a dirigir uma creche, admiro-a à frente de uma lavoura, em casos excepcionais à cabeça de uma revolta popular, estilo Maria da Fonte, vejo-a também como chefe de estado se for rainha (não eleita portanto), mas já não a vejo como mulher polícia, procuradora, juíza e em todos aqueles cargos que exigem frieza e a capacidade de pôr o coração de lado. Capacidade que a mulher, se for mulher, normalmente não tem. E ainda bem. Daqui não se infira que associo o estado (calamitoso) da justiça em Portugal ao aumento exponencial do elemento feminino nos respectivos quadros decisórios. Não vou tão longe, mas que convinha pensar no assunto, disso não tenho dúvidas.


Saudações monárquicas

quinta-feira, setembro 29, 2011

Por cima ou por baixo da mesa, eis a questão?!

A história das sociedades humanas é relativamente simples e não mudou muito desde a antiguidade. A lei do mais forte prevalece, apenas temperada por mais ou menos justiça consoante a maior ou menor coesão da respectiva comunidade. E também não é novidade se disser que os regimes monárquicos (porque o rei é árbitro livre e imparcial) asseguram sempre maior coesão social, portanto maior justiça. Conclusão simples que há-de incomodar os defensores da actual situação, especialistas em argumentos que lhes garantam o acesso (desinibido) à gamela do Estado.



Explico melhor: - o rei distribuía cargos e benesses por cima da mesa, à vista de todos, de forma transparente, com erros por certo, mas o facto é que a comunidade aceitava a decisão régia por estar convencida que era esse o superior interesse da Grei. E na maior parte das vezes era isso que acontecia. A prová-lo atente-se nos alicerces que vêm garantindo a longevidade da Pátria.
Assim descrito, o rei era o grande obstáculo à ganância das várias maçonarias, e dos vários interesses ocultos que as justificam. Havia pois que matar o rei e foi o que fizeram.



A partir deste momento a distribuição de cargos e benesses seguiu outros caminhos, mais democráticos, segundo a propaganda, mais ínvios, segundo a observação da realidade. Para que o processo assuma uns resquícios de legalidade todos os dias se fabricam leis e constituições, e todos os dias ficamos com a certeza que essas leis não se aplicam a 'irmãos' e afins. Uma novela laboriosamente tecida e articulada... por debaixo da mesa! Presumimos que é assim, não podemos provar. Mas de que outra forma poderia ser se estamos a falar de sociedades secretas?! Onde ninguém é responsável, nem é possível responsabilizar ninguém! Em suma, um sistema perfeito para a 'irmandade' mas muito imperfeito para Portugal e para os portugueses. Os resultados estão à vista. Coesão social não existe, a independência económica foi-se, a independência politica segue o mesmo caminho.






Nestas circunstâncias, pergunto: - ficámos a ganhar com a troca? Queremos continuar a ser ludibriados… por baixo da mesa?

Saudações monárquicas

quinta-feira, setembro 22, 2011

Ataque à Madeira

Existem dois personagens neste Portugal contemporâneo que suscitam no continente grande unanimidade e animosidade – Jorge Nuno Pinto da Costa e Alberto João Jardim. Um facto indesmentível.
Já uma vez escrevi sobre o tema e ontem como hoje a pergunta mantêm-se: - afinal quais são as verdadeiras razões do ódio continental, no caso de Jardim, e do ódio lisboeta (e não só), no caso do presidente do FC Porto!
A resposta que dei na altura ainda serve: - são dois portugueses que contribuíram para o enorme sucesso, cada um na sua área, dos projectos que encabeçaram. Mais, desenvolveram a respectiva actividade, e aqui ninguém se atreverá a negá-lo, tendo apenas em vista os projectos e não as suas próprias pessoas ou outros interesses mais ou menos ocultos.
Pinto da Costa pôs sempre o FC Porto à frente de tudo e Alberto João pôs sempre os interesses da Madeira à frente de tudo! À frente dos partidos, das lojas e das capelinhas. Quem, durante este tempo que já leva o regime de Abril, poderá dizer o mesmo?! Poucos, muito poucos. Daí a inveja e a tentativa de os abater a qualquer preço. Mas, por ironia do destino, ainda que sejam abatidos, nunca serão esquecidos. Pinto da Costa nunca será esquecido pelos adeptos do FC Porto e até pela cidade; Jardim será sempre lembrado como o madeirense que retirou a Madeira do subdesenvolvimento e a colocou onde deveria estar. Gastou muito?! Talvez demais?! Não sabemos, precisávamos de um termo de comparação e o continente não nos oferece essa possibilidade! Dou um exemplo - quem terá saído beneficiado com o buraco do BPN?! Os próprios?! Os incertos?! A que populações se destinavam os altíssimos juros de tais investimentos?! Quem lucrou verdadeiramente com isso?! Perguntas, e mais perguntas, que (sabemos) nunca obterão resposta.
O contrário de Jardim. Por isso, para quê falar de Jardim?

Saudações monárquicas

segunda-feira, setembro 12, 2011

Bento XVI

Frequentemente o homem cai na ilusão de "transformar as pedras em pães".

Depois de ter posto Deus de parte,
ou de o ter apenas tolerado como uma escolha privada
que não deve interferir na vida pública,
certas ideologias tentaram organizar a sociedade
com a força do poder e da economia.

A história mostra, dramaticamente,
que o objectivo de dar, a todos,
desenvolvimento, bem estar material e paz,
prescindindo de Deus e da sua revelação,
se tornou afinal num dar aos homens pedras em lugar de pão.

*

O pão é "fruto do trabalho do homem",
e nesta verdade está contida toda a responsabilidade
confiada às nossas mãos e ao nosso engenho;
mas o pão é também, e antes de mais nada,
"fruto da terra", que recebe do alto o sol e a chuva:
é dom para ser pedido,
que nos tira de toda a soberba e faz pedir com a confiança dos humildes:
"Pai (....) dá-nos hoje o pão de cada dia"

O homem é incapaz de dar a vida a si mesmo,
o homem só se compreende a partir de Deus:
é a relação com Ele o que dá consistência à nossa humanidade
e torna boa e justa a nossa vida.

*

No Pai Nosso pedimos que seja santificado o Seu nome,
que venha o Seu reino, que se cumpra a Sua vontade.

É, acima de tudo, o primado de Deus que devemos recuperar
no nosso mundo e na nossa vida,
porque é este primado que permite descobrirmos
a verdade do que somos, e é no conhecer e seguir a vontade de Deus
que encontramos o nosso verdadeiro bem.

Dar tempo e espaço a Deus, para que seja o centro vital da nossa existência.


Bento XVI

quinta-feira, setembro 01, 2011

Despedir ou ganhar menos, eis a questão!

Anda tudo a assobiar para o lado, muitas palavras, poucos actos, a tradicional falta de objectividade lusitana, e se isto fosse futebol eu diria que ninguém quer rematar à baliza! Têm medo, pois claro, estamos a falar de funcionários públicos (ou semi-públicos), estamos a falar da vaca sagrada do regime. Quantos são?! Ninguém sabe. O que sabemos é que não podem ser despedidos, e por isso têm uma carreira certinha, os descontos certinhos, ganhando assim o direito a generosas reformas. Generosas quando comparadas com as de outros portugueses que se sujeitaram às leis do mercado de trabalho, quantas vezes obrigados a saltitar de empresa para empresa para continuarem a angariar o respectivo sustento! Para estes portugueses a vida não foi fácil, trabalharam muitos anos em organizações que entretanto faliram, ou sofreram reestruturações, despedimentos colectivos, muitos acabaram no desemprego de longa duração. As reformas destes portugueses não são brilhantes e ficam muito aquém (em igualdade de circunstâncias) das reformas dos trabalhadores da função pública. Porquê?! Porque o Estado, embora falido nunca decretou falência, embora necessitado de um eficaz despedimento colectivo, nunca o admitiu. E chegámos a esta caricata situação em que só é possível atacar a despesa do estado através da receita fiscal! Eu explico: - não havendo hipótese de despedir os funcionários públicos excedentários, a outra possibilidade (plausível e justa) seria estabelecer tectos salariais muito apertados e com efeitos imediatos. Como também não há coragem para isso, o governo espera ir remediando o assunto através do fisco, sabendo que os salários mais altos da função pública (incluindo o pessoal das empresas e parcerias que vivem á conta do estado) se alojam nos escalões também mais altos do IRS. É uma fórmula curiosa mas que apenas adia o problema e o problema não pode ser adiado. Contra esta minha opinião (já estou habituado) veja-se a excitação dos media em defesa desta 'classe média' que ganha mais de quatro mil euros mensais! Se isto é classe média em Portugal (como eles dizem) a que classe pertencem os que ganham o salário mínimo e todos outros (uma grande maioria) que levam para casa menos de mil euros por mês?! Pois é, não sou de esquerda nem a esquerda faz estas comparações.



Nota básica: - O Interregno sabe que em Portugal o Estado foi, é, e sempre será um grande empregador. Mas o Interregno também sabe que há limites e que esses limites eram (noutros tempos) fácilmente estabelecidos através de baixas remunerações. E o sistema funcionava sem prejuizo para o país e com uma dupla vantagem: - em primeiro lugar ninguém ía para o estado para ganhar dinheiro mas sim porque tinha vocação para o serviço público. Em segundo lugar o estado deixava de ser coito de jovens pouco empreendedores e pouco ambiciosos.





À atenção dos partidos políticos, das intersindicais, das maçonarias e demais compadrios.





Sem mais, subscrevo-me atentamente...

terça-feira, agosto 30, 2011

Os impostores

A expressão ‘imposto’, já de si, tem uma raiz antipática, tem a ver com imposição, quantas vezes excessiva e injusta. Mas se à expressão juntarmos um pequeno país republicano, governado por uma minoria de espertalhões, chegamos rápidamente a outro conceito também desagradável, ou seja, chegamos à ideia de ‘impostor’!
Digo isto (com pena) a propósito da vozearia que todos os dias promete um novo imposto aos portugueses, alguns mais velhos que a Sé de Braga. E não foi em Braga, mas em Campo Maior, que o próprio Chefe de Estado resolveu ressuscitar o imposto sobre a herança, o que é compreensível num regime cuja única herança será um acervo de dívidas legadas à posteridade! Mas ainda assim, sua Excelência enganou-se e teve que ser corrigido. Não sabia que o imposto de selo veio substituir (com excepção das transmissões entre pais e filhos) o antigo imposto sobre sucessões e doações. Em Portugal é assim, os impostos não morrem, e se morrem, ressuscitam com outro nome e ligeiras alterações.
Tanta confusão por causa dos ricos! Os únicos que nunca sofrerão qualquer moléstia, venham os impostos que vierem, venham os impostores que vierem.

Saudações monárquicas

quinta-feira, agosto 18, 2011

Os laicos

Finalmente a comunicação social disse a palavra chave – ‘os laicos’ confrontam-se com os católicos e discutem-lhes o espaço e o direito de receberem o Papa em Madrid! Sob o pretexto dos gastos financeiros, uma atoarda, pois tomara muitos países puderem receber tal evento, a verdade está nos gritos que repetiam – ‘o estado é laico’, logo não pode nem deve receber o chefe da Igreja Católica! Os outros líderes de outras religiões não incomodam, mas está escrito nas estrelas que hão-de dobrar a cerviz quando as hostes sarracenas os dizimarem como cães. Cães infiéis, serão assim chamados. Mas enquanto esse tempo não chega, entretêm-se a prevaricar os católicos, medindo-lhes a fé e a força, e para isso arregimentam ‘jovens’ (sem fé e sem esperança) que a única coisa que ambicionam é aceder à função pública. Emprego certo, salário garantido, pago pelo ‘estado’, ou seja, dinheiro dos contribuintes (uma parcela cada vez menor) e aquele que o dito ‘estado’ pede emprestado (uma parcela cada vez maior) aos usurários do costume.
Luta de classes?! Isso é o que eles dizem. Apenas mais um episódio da velha luta do homem consigo mesmo. O Bem e o Mal renascem todos os dias.

terça-feira, agosto 09, 2011

Outra vez os ‘jovens’!

Que estamos precisados de ‘ordem’ como de pão para a boca, isso ninguém duvida. Até os fautores da desordem, que esperavam ganhar alguma coisa com a destruição da autoridade legítima, também eles já perceberam que a situação é perigosa e precisa de mão firme. Inevitável, diria um personagem de Sherlock Holmes. E o famoso detective acrescentaria que para resolver o busílis da questão não adianta continuar com o mesmo discurso ambíguo de chamar ‘jovens’ quando são negros, mestiços, ou de qualquer modo desenraizados que nasceram num bairro de Londres por mero acaso. Ou seria por obra e graça de descolonizações apressadas, umas mais ‘exemplares’ que as outras?!
Viveriam melhor se tivessem nascido na terra dos seus pais, ou avós?! Não sei, o que sei é que ao fim de tantos anos, ninguém pode garantir que aqueles ‘jovens’ estejam integrados na sociedade inglesa. E não será multiplicando subsídios que o problema se resolve. Sim, porque há um problema. Problema que se há-de agravar se a Europa continuar a ceder nos seus valores em detrimento de um relativismo absurdo, como se o bem e o mal fossem a mesma coisa! Como se não existissem! E quando o balão rebenta, desorientados, em lugar de seguirmos a pista da história, andamos à procura de causas novas para problemas velhos! Tão velhos como o homem!
Portugal, tem (ou tinha) nesta matéria soluções criativas e originais, que aplicou em todos os sítios onde teve responsabilidades administrativas. E as coisas nem correram mal. Aliás, não há melhor exemplo (no mundo!) de integração ou sociedade integral, que o Brasil. Onde haverá imensos problemas de violência mas não consta que tenham índole racista. Nem faz parte do vocabulário dos locutores brasileiros a expressão ‘jovens’... com segundo sentido.


Ao Brasil, para dar um salto qualitativo, para potenciar todas as suas possibilidades, para reduzir todas as suas desigualdades, só lhe falta um rei. De preferência um descendente de Dom João VI.

Saudações monárquicas

domingo, agosto 07, 2011

Europeu por um dia!

Farto desta ‘união europeia’ que não faz outra coisa senão martelar-me os ouvidos com os juros da dívida, decidi experimentar ser europeu por um dia! Mas europeu a sério. Assim, levantei-me da cama com a energia de um prussiano, lavei-me com a parcimónia de um gaulês, vesti-me ao som de uma área napolitana e corri para o emprego na expectativa de cumprir (por uma vez) com a pontualidade britânica. Já no emprego voltei a ser português. Pedi ao meu colega que aguentasse o barco e fui (num instante) tomar o pequeno-almoço. Quando o chefe chegou, foi ele que nos pediu que aguentássemos o escritório porque tinha que sair. Dois dedos de conversa, trabalhar o que fosse preciso, e eram horas de almoço. Então onde é que vamos almoçar?!
Que saudades desta Europa onde era possível passar uma manhã de trabalho sem nos preocuparmos com os juros da dívida! Porque não havia dívidas?! Talvez houvesse, mas eram à nossa medida e eram para pagar. Também por isso as agências de rating andavam sossegadas.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Temas tabus

- Não se deve falar na revisão constitucional a não ser para dizer que não é necessária. As razões são conhecidas: - a revisão constitucional não é uma matéria essencial para o país resolver os seus problemas mas é essencial que não seja revista para continuar a resolver os problemas de alguns;

- As declarações do Ministro da Economia (ostentação, automóveis topo de gama, pessoal em excesso, etc.) não são para ser levadas a sério. Nem se devem publicar. Daí o silêncio (quase) geral dos vários órgãos de comunicação social sobre o assunto. É aquilo a que chamamos uma ‘imprensa livre’.

- Os negócios do Benfica são sempre transparentes. E são um verdadeiro desafio às autoridades reguladoras (CMVM e quejandas) tão zelosas pela transparência. Vai uma sugestão?! E que tal aproveitar a onda de privatizações e privatizar também o clube da Luz! O estado (e as autarquias) poupavam muito dinheiro aos contribuintes.

- A educação compete ao Estado segundo a catequese de qualquer ditadura que se preze. Em Portugal a mentalidade é esta e o Estado não abdica do seu papel de educador, o que traduzido à letra significa que não abdica da propaganda com que espera moldar as cabecinhas dos jovens que (por falta de meios) inevitavelmente caem na sua órbita. Estará aqui uma das razões porque somos o país mais atrasado da Europa. E será talvez por isso que nos afastámos tanto dos princípios da nossa história milenar a benefício de um regime republicano que em pouco mais de cem anos nos reduziu a uma inimaginável dependência! Primeiro, a dependência mental, depois, a dependência de facto. É sempre assim.

Saudações monárquicas

terça-feira, agosto 02, 2011

Quatro a dois outra vez!

Depois do ministro das Finanças ter ido a uma comissão da AR para dar explicações sobre o imposto extraordinário, chegou agora a vez de sujeitar o ministro da Economia a uma sabatina por causa do aumento do preço dos bilhetes nos transportes públicos. E o esquema promete continuar, ou seja, o governo (eleito por maioria absoluta) toma uma medida qualquer, e imediatamente os partidos da oposição obrigam o respectivo ministro a deslocar-se à AR para prestar contas! Partidos da oposição que (curiosamente) estão sempre em maioria (absoluta) nestas comissões. São quatro contra dois, um verdadeiro massacre! Massacre em vários tons: - o PS finge que não tem nada a ver com o descalabro (neste caso, das empresas públicas de transporte) e fica ofendido quando se fala no passado; o PCP quer os transportes públicos ainda mais públicos, porque era assim na união soviética; o PEV (apêndice do PCP) idem; e finalmente o BE quer os transportes públicos para nos obrigar a andar de transportes públicos! Dizem que é por causa do ozono, mas é mentira, é por causa do Trotsky! E o ministro Álvaro que os ature!
PSD e CDS tentam minorar os efeitos do massacre, mas se isto continua, se calhar não vale a pena ter governo e o melhor é pôr a oposição a governar! O que é que acham?! Eu acho que sim.



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Adenda: - Gostei de ouvir o ministro Àlvaro dizer a verdade sobre a ostentação e o despesismo que encontrou nos ministérios que agora dirige! Foram frases fortes que há muito não ouvíamos aos políticos. Reparei também que Basílio Horta (um reconhecido vira-casacas) não gostou de ouvir, tal como o 'resto da cambada'. O interregno tinha apostado neste ministro e parece que não... me enganei.

segunda-feira, agosto 01, 2011

‘A história do nosso estado soviético’

Prometo escrever um livro com este título, será um conto de fadas e ao mesmo tempo uma aventura que só podia ter acontecido, aqui, nesta periferia da Europa, noutros tempos centralidade entre vários mundos!
Explico o enredo: - sobre um nacional-socialismo cinzento, apesar de tudo nacional e que apesar de tudo deixou o Banco de Portugal carregado de ouro, dizia eu, sobre esse regime contido mas sem futuro, instalou-se um internacional-socialismo de raiz soviética, socialismo esse, que estava a dar as últimas em termos de aceitação universal e ameaçava ruir a qualquer momento. E no momento em que ruiu, em que a sede moscovita fechou, as filiais (PCP e congéneres) ficaram a funcionar em auto-gestão. Em auto-gestão mas bem agarradas ao aparelho de estado… e à constituição da república.
E agora peço um (novo) momento de grande imaginação aos leitores que ainda me seguem: - imaginem o que é um enorme aparelho de estado, herdado do salazarismo, invadido por uma ideologia também socialista e que acredita que o Estado é o motor da história e da economia! Escusam de imaginar porque é o que temos neste momento. Ou seja, um Estado monstruoso, praticamente irreformável, e um país onde mais de metade da população depende desse mesmo Estado! Por isso, abrimos a televisão e só ouvimos falar de dívidas e de juros da dívida, e também por isso quem comanda o falatório é essa chusma de gente que vive à conta do Estado e cujo único objectivo é manter tudo como está. E haja alguém que pague as dívidas.

Nota final: - no fim, o herói do meu livro, mentiroso e idiota, confessa-se federalista, não porque assuma a sua dependência, mas porque tem esperança que os outros (países) continuem a pagar-lhe os vícios e as dívidas. E as mentiras.

Saudações monárquicas

sábado, julho 30, 2011

Chavões de esquerda

O interregno gosta de desmontar (ou esvaziar) os chavões que entretêm as plateias do nosso tempo! Dou como exemplo o chavão ‘neo-liberal’ com que se apoda todo aquele que quer simplesmente desconstruir o ‘estado soviético’ implantado entre nós. Entre nós e na Europa! E não preciso de vos remeter (de novo) para o russo Bukovski que num artigo a que chamou – ‘eu já vivi o vosso futuro’ – faz menção a esse facto, a propósito da ‘construção da união europeia’. Construção efectuada à revelia dos respectivos povos e inteiramente condicionada por burocratas, sabe-se lá ao serviço de que interesses.
Mas voltando ao chavão que aqui nos trouxe, e face às anunciadas medidas para retirar o Estado de onde nunca deveria ter estado, é preciso esclarecer que não existe outra maneira de desmantelar ‘um estado a caminho do socialismo’ que não seja através de privatizações e cortes em tudo o que é Estado a mais. Os beneficiários do estado gordo vão naturalmente protestar e gritar que o país caíu na mão de perigosos apologistas do ‘estado mínimo liberal’ mas não têm razão. Este governo não é liberal, está simplesmente a tentar arranjar dinheiro para pagar as contas do Estado. E uma delas, que desde o 25 de Abril de 1974 nunca parou de aumentar, é relativa às despezas com o pessoal. Uma conta calada. Que levou o país ao sobreendividamento e à ruína. Portanto, quando (neste contexto) ouvirem alguém chamar liberal a alguém, já sabem que é alguém que quer continuar a viver à conta de alguém.

quarta-feira, julho 27, 2011

A Europa inválida

Isto aconteceu há muito tempo, numa época em que o laicismo triunfou sobre a crença e em sinal de vitória mandou retirar os crucifixos das escolas públicas, para não ferir a sensibilidade (dos pais) das criancinhas. Foi assim que a Europa deixou de ser cristã e a misericórdia secou no coração dos homens. Neste vazio cresceu um materialismo compulsivo, os valores passaram a ser cotados em bolsa, e muitos se admiraram quando um alucinado norueguês chacinou uma série de compatriotas. Eram vidas humanas, mas a vida humana tinha perdido valor.

segunda-feira, julho 25, 2011

Os mais desfavorecidos!

Este é um postal com bolinha ao canto do ecrã, não vá ele ofender as almas mais sensíveis! Pois bem, eu esperava que este novo governo se libertasse do trauma dos ‘mais desfavorecidos’, expressão que anima a demagogia socialista e tem o condão de multiplicar os ‘mais desfavorecidos’! Mas não, a propósito do aumento dos preços dos transportes públicos, lá aparece, no fim do discurso, o passe social que contemplará os ‘mais desfavorecidos’!
Descontando o aspecto negativo, que é o facto de haver ‘transportes públicos’ em lugar de ‘serviço público’ prestado seja por quem for, indaguemos então quem serão os beneficiários de tal medida! Por outras palavras, quem são afinal os mais desfavorecidos?!
Serão os desempregados de longa duração? Serão os que ultrapassaram determinada idade e perderam capacidade reivindicativa? Serão os que algum imprevisto ou doença atirou para uma situação de grande carência? Ou serão aqueles indigentes que vivem abandonados, ao Deus dará, e não frequentam qualquer tipo de transporte?!
Desconfio que não serão estes os alvos do passe social. Inclino-me mais para a hipótese deste ‘subsídio’ ir engrossar a lista de benesses sociais habitualmente atribuídas aos profissionais da pedinchice, que como se sabe, infestam o ‘estado socialista’. Que é diferente do ‘estado social’, porque neste, é suposto haver fiscalização em vez de demagogia.
Eu sei que poderiam ser apresentados alguns exemplos (pungentes) do estado de necessidade em que vivem determinadas pessoas, mas insisto, não serão essas que no fim das contas serão beneficiadas com o passe social.
Uma sugestão (também com bolinha encarnada): - a Índia há muito que resolveu o problema dos ‘párias’: - são intocáveis e a sociedade já sabe que tem que os suportar. Mas atenção, são ‘párias’ legítimos, não são falsificações. Não possuem televisão nem andam em transportes públicos.

Saudações monárquicas

sexta-feira, julho 22, 2011

Os ex-presidentes!

Se fosse presidente republicano faria jus ao meu título: - apeava-me do eléctrico em Belém, tomava posse no Palácio, exercia a magistratura de influência sem me esquecer das minhas origens, e sempre que tivesse que decidir entre a maioria que me elegeu e a minoria que votou no meu adversário, não haveria de ter dúvidas. No fim do mandato resistiria à mais que provável reeleição, tomava o eléctrico e voltava para casa. Igual ao que fui, sem gabinete, sem secretária, sem segurança. Poderia então vangloriar-me de ter sido um presidente da república genuíno.
Não é infelizmente o que sucede entre nós: - deixam-se reeleger, contrariando assim o espírito republicano, e pior do que isso, aceitam continuar numa posição diferencial em relação ao comum dos cidadãos! Com a agravante de pesarem no orçamento de estado! A título de quê?! Porque simplesmente lhes foi atribuído o título de ‘ex-presidente’! Título honorífico, sem qualquer utilidade social, situação que tanto combateram na monarquia!

Mas esta febre nobilitante não abrange apenas os ex-presidentes da república! Ela ameaça expandir-se, alargando-se a outros universos e a outros cargos. Cargos que ameaçam tornar-se vitalícios, quiçá, hereditários! Vem agora ao caso a proposta de continuidade de algumas mordomias do ex-presidente da AR! Não sei de quem partiu a ideia, mas parece-me uma má ideia. E não invoco razões orçamentais, invoco apenas questões de princípio. A não ser que se queira transformar a assembleia da república numa câmara dos pares! Deputados, filhos (e filhas) de ex-deputados já temos. Já não falta tudo.


Saudações monárquicas

segunda-feira, julho 18, 2011

O amigo americano!

É caso para dizer – ‘com amigos destes ninguém precisa de inimigos’! Obama defende-se invocando uma amizade mais prosaica – ‘amigos, amigos, negócios à parte’! Mas eu não sei se gosto de amigos destes?! Se calhar não gosto. Até porque Obama, no momento de trair, ou seja, quando afirmou que não era da nossa laia, não referenciou a Irlanda! Esqueceu-se?! Ou a Grécia e Portugal deram-lhe mais jeito por não pertencerem ao universo anglo-saxónico?! Mas Obama, se reparar bem, também não pertence. Aliás terá sido por não pertencer que a sua eleição suscitou tanto entusiasmo fora dos Estados Unidos.
Enfim, mais uma desilusão para quem tinha ilusões. Para esses, o melhor é esperarem pelo próximo presidente americano, talvez seja um índio apache, descendente dos que sobreviveram à amizade anglo-saxónica.

Saudações monárquicas

sábado, julho 16, 2011

‘Pai Soares’

Foi nome de cavaleiro, um dos apoiantes de Afonso Henriques, mas hoje os pergaminhos são outros. Mário Soares, pai desta terceira república, intimou os dois candidatos à liderança do PS a não cederem na revisão constitucional. Não se muda nada, nem uma vírgula!
Nada que nos espante, pois há muito que sabemos que a dita constituição, longe de ser uma referência para todos os portugueses, serve apenas os desígnios de uma facção, de uns quantos que a usam para se perpetuarem no poder e nas mordomias.
Por isso enquanto ela não mudar, nada vai mudar em Portugal. O estado continuará a ser gordo e socialista, os poderes ocultos continuarão a manobrar à vontade, porque uma constituição com trezentos artigos (uma das maiores do mundo!) dá para tudo. Dá, por exemplo, para bloquear qualquer iniciativa que ponha em causa os interesses da casta dominante. Dá para manter uma enorme vozearia de ‘esquerda’ contra qualquer medida que o governo anuncie. Vozearia, diga-se, completamente desconforme com os resultados eleitorais. Como agora se viu em relação à sobretaxa extraordinária: - unidos pela constituição, PS, PCP, BE e PEV, este último com a particularidade de nunca ter ido a votos, arrebatam o tempo de antena, e zurzem nos dois intrusos!
E quem são os dois intrusos?! São os partidos a quem os portugueses confiaram o governo de salvação do país, mas que provávelmente não o podem salvar porque a constituição não permite! Porque Soares não permite. Curioso país, não acham?!

‘Pai Soares’ pode (por enquanto) dormir descansado. A sua terceira república vai continuar a ser de esquerda, o seu partido socialista vai continuar a dar cartas, e a sua constituição continuará imutável. Até quando?! Até ao dia em que um qualquer golpe a há-de derrubar. Seguir-se-á então uma quarta república, que reclamará para si uma (nova!) constituição para Portugal!
Isto acontece num país com quase dez séculos de história, um país que tem concerteza uma constituição muito forte para aguentar com tantas constituições. O que me leva a concluir que talvez esteja na hora de restaurarmos a verdadeira constituição, a tal que é muito forte e vem resistindo a tudo.

Saudações monárquicas

quinta-feira, julho 14, 2011

Estamos fritos

A ideia persistente que nos é transmitida pode assim resumir-se: - o problema (a dívida) talvez exista mas a responsabilidade não é minha. Não é nossa. De quem é, então?!
Pois bem, é dos outros, é do excessivo poder das agências de rating, tem a ver com a crise financeira internacional, é concerteza da união europeia, que tarda em assumir as minhas (nossas) dívidas, é do capitalismo, do neoliberalismo triunfante, é da Grécia, da Irlanda, da China, da guerra entre o dólar e o euro, é tudo junto e ao mesmo tempo, e rematam, com a única verdade palpável: - porque estamos a viver uma época histórica sem precedentes! Eu podia acrescentar - infelizmente.
Em silêncio ficou a dívida que voluntáriamente fomos contraindo, ao longo de anos e anos de irresponsabilidade, vivendo acima das nossas posses, fazendo finca pé num socialismo de trazer por casa, na expectativa (também irresponsável) de que alguém haveria de pagar a factura, na crença (própria de ateus confessos) que o Estado (seja lá o que isso for) é entidade que faz milagres todos os dias!
Esta é a crónica habitual dos jornais, e é a conversa que se ouve (e vê) a todas as horas na televisão.
Conclusão: - estamos fritos. E bem fritos. Afinal quem espera alguma coisa de uma sociedade irresponsável (leia-se, infantil) só merece estar frito.

terça-feira, julho 12, 2011

Os dias difíceis

Quando de repente damos conta da enfermidade dos outros, esquecemo-nos um pouco de nós próprios e perguntamos se será importante ou útil emitirmos opiniões, deste ou daquele assunto, contemporâneo ou transacto, a economia do euro ou do dólar, a guerra financeira que move outras guerras, enfim, um mundo de trivialidades.
Mas a simples menção de escrever, se for cuidadosa e esforçada, talvez se justifique face á grandeza dos factos, da vida e da morte. Assim, assinalamos a morte de um príncipe católico que em vida se manteve príncipe e católico, naquilo que de essencial os distingue – o exemplo. Ao ponto de ser lícito afirmar que o planeta fica mais pobre com a sua ausência.
Além do exemplo cabe ainda acrescentar que em vida, Otão de Habsburgo, foi um homem clarividente. Previu a doença dos estados modernos, a doença da democracia totalitária, indefesa face aos interesses das castas e dos lobbies. Democracia totalitária pelo facto de todos serem eleitos da mesma maneira. Incluindo o árbitro do sistema!
O ‘interregno’ transcreveu em tempos uma pequena obra da autoria de Otão de Habsburgo – ‘A monarquia na era atómica’ – onde o ilustre pensador esclarece toda esta problemática.
Prova de que afinal continua vivo o herdeiro do Império Austro-húngaro! Império que não teve solução depois dos Habsburgos!

quinta-feira, julho 07, 2011

O lixo

A propósito de lixo, classificação com que fomos brindados por determinada agência de rating, decidi raciocinar (!) sobre uma hipótese académica: - imaginei-me um potencial investidor em Portugal. Medi riscos, vantagens, e cheguei às seguintes conclusões:

Dados positivos - O governo é novo, tem uma maioria a sustentá-lo, e mostra alguma vontade reformadora; positivo também o facto de alguns ministros serem independentes, no sentido de não pertencerem (pelo menos que se saiba) às tradicionais agremiações que controlam o aparelho de estado; e por falar em estado, o estado de necessidade em que o país se encontra também acaba por ser, pelas piores razões, um factor que pode ajudar às necessárias mudanças;

Dados negativos – Desde logo algumas reticências sobre o ímpeto reformador deste governo na medida em que não põe o acento tónico na revisão constitucional! O que leva a crer que não será desta que abandonaremos o socialismo, ou o seu caminho, e sabe-se como um estado a caminho do socialismo ainda engorda mais... pelo caminho! Caiem assim por terra todas as promessas de uma dieta eficaz, dieta que reduza de vez a dimensão e a gordura do Estado. Afinal, causa e consequência da dívida que nos asfixia.

Mas insistindo na meta patriótica a que me propus, ou seja, investir no país que me viu nascer, sou forçado a optar pelo 'investimento à portuguesa'! Que é grosso modo este: -



Resolvo os problemas burocráticos através do filho do meu tio; caixa de robalos incluída; insinuo-me no círculo restrito de uma daquelas agremiações mais ou menos secretas, mais ou menos partidárias, onde possa assegurar crédito, pareceres favoráveis, desembargos, nulidades úteis e inúteis, prescrições; escritório de advogados incluído; não me posso esquecer do futebol (uma entrevista a dizer que sou do Benfica e um jogador em carteira dão sempre jeito); tão pouco me vou esquecer da comunicação social; comunicação social amiga, já se vê, com um ou dois jornais incluídos; televisão?! Veremos.

Lá mais para a frente, quando o negócio prosperar, pensaremos numa fundação. E numa verba para o próximo centenário. A regra básica destes investimentos é nunca perder o Estado de vista. O Estado ou quem lá manda.

Dados estes passos (posso ter-me esquecido de algum) garanto-vos que é perfeitamente possível investir com sucesso em Portugal. O problema é que as agências de rating também sabem disto.

Saudações monárquicas

quarta-feira, julho 06, 2011

Antigamente…

Antigamente, quando tinha vinte anos, se me dissessem que no futuro existiriam comunidades terapêuticas para tomarem conta de adultos incapazes de se conduzirem como pessoas livres… eu não acreditava! E menos acreditava se me garantissem que se tratava de uma epidemia (ou doença civilizacional) que afectaria um número considerável de pessoas!
No outro lado da descrença, se soubéssemos que nos primórdios do século XXI, o dia-a-dia dos portugueses (e o dia a dia da união europeia) estaria resumido ao problema da dívida (e às correspondentes decisões das agências de notação) admito que nunca teríamos embarcado nesta aventura… da união europeia e do euro!
Haveria alternativa, perguntam-me?! E eu tenho apenas uma pergunta como resposta: - haveria alternativa ao consumo de drogas?! Melhor: - há alguma alternativa às dependências?!

Saudações monárquicas

domingo, julho 03, 2011

Os problemas sexuais da esquerda!

Nos últimos tempos, com uma frequência talvez exagerada, as questões relacionadas com o ‘amor’ (e seus derivados) têm vindo a tomar conta dos noticiários, all over the world, numa espécie de telenovela apimentada que o público já não dispensa. E não sei se por acaso ou má sorte, a verdade é que no centro da trama amorosa, se assim lhe podemos chamar, aparecem invariávelmente uma (ou mais) figuras da esquerda política! Seja nacional, seja internacional!
No plano nacional todos conhecemos o pendor da nossa esquerda parlamentar para se debruçar sobre tudo o que se relacione com as partes mais íntimas do ser humano. Quiçá numa tentativa de as estatizar! Com efeito, desde a defesa do aborto até ao casamento gay, a esquerda não descansou enquanto não fez aprovar a competente legislação sobre o assunto. E só não sabemos qual será a próxima iniciativa sobre a matéria, porque a imaginação também tem os seus limites!
Entretanto, no chamado reverso da medalha, a esquerda mantém um contencioso sexual com a maior parte das legislações em vigor, legislações que ajudou a criar mas que por ironia do destino, de tão puritanas em relação aos outros, caiem às vezes em cima da cabeça dos seus criadores!
Foi assim na Casa Pia, um problema que só encontrou solução (à esquerda) através das conhecidas ‘formas superiores de luta’, que em tradução livre significam - justiça corporativa, amiga do infractor, processo interminável, etc!
E é assim a propósito do recente caso Strauss-Khan, socialista francês que terá seduzido uma criada de hotel, que posteriormente o acusou de violação. Verdade, chantagem, ou ambas as coisas, aqui o que chama a atenção é o paralelismo entre a libertação de Pedroso (lembram-se do eco e do entusiasmo socialista na altura) e o mesmo eco que os media internacionais deram agora a uma simples alteração das medidas de coacção que impendem sobre o arguido!
O crime, tenha ou não existido, deixa de interessar (nunca interessou) se o arguido for um personagem de esquerda!
‘Assim vai o mundo – Actualidades francesas’! Lembram-se?!