quinta-feira, setembro 04, 2014

Um filho de Abril!

João Miguel Tavares, articulista do Público, tem uma característica que começa a despontar por aí, seja por mera táctica, seja por mera incoerência: - ‘uma no cravo, outra na ferradura’. Dito de outra forma - por um lado querem destacar-se da vulgaridade da esquerda, mas por outro têm vergonha (ou medo) de parecer de direita! Beneficiam assim de um estatuto dúbio, despertam a curiosidade, ampliam o número de leitores até ao momento em que... se revelam e passamos a conhecê-los melhor. No caso de JMT surgiu agora esse momento.

O assunto não terá a gravidade do défice, nem da guerra que paira sobre a Europa, mas para mim é importante: - tem a ver com símbolos coloniais! Símbolos que subsistem por toda a parte, que fazem parte da nossa história, que são a nossa história. Ora acontece que alguns desses símbolos também existem num jardim de Belém! Mais própriamente naquele que é fronteiro aos Jerónimos. São alguns brasões de armas do Portugal antigo, do Portugal longínquo, que hoje já não administramos, mas que obviamente guardamos na memória. 
Ora bem, quem não tem respeito pela memória parece ser a vegetação (no caso, um bucho) que por ali prolifera e que, sem querer, os vai suplantando e escondendo. Até aqui, nada de mais. O problema só surge quando ficámos a saber que os actuais vereadores da CML (pelouro da cultura) se aliaram ao bucho... mas querem ir mais longe. Querem eliminar os tais brasões!

E é aqui que entra o articulista do Público, que se não aplaude a proposta camarária, parece! Convoca inclusivé Salazar como exemplo para uma boa vingança! Para um bom ‘apagão’! Enquanto continua a insistir que apagar 'os maus da fita' (pelo menos os que 'ele' considera maus) não é apagar a história. Deve ser, presumo, lavar a história! 
Enfim, mais uma desilusão. 



Saudações monárquicas

quarta-feira, agosto 27, 2014

BES, Benfica, Sporting, etc…

No silêncio comprometido, e estão quase todos comprometidos (os milhões de adeptos idem), levanta-se agora a ponta de um dos véus e ficamos a saber o que já sabíamos: - entre muitas dívidas e poucas dúvidas andamos a pagar as loucuras da bola, a infantilidade dos nossos ‘grandes líderes’ (leia-se governo, presidente da república, assembleia da mesma e tribunais) especialmente coniventes no sustento do insustentável, na propaganda através do futebol, na manutenção de privilégios aos ‘clubes do estado’, síndroma soviético de que não nos conseguimos libertar! Suspeitos do costume: - Benfica e Sporting.

Por isso nada de protestos quanto ao aumento de impostos, quanto à redução dos salários, quanto ao corte das pensões, pois não se pode ter tudo. Logo há que fazer uma escolha: - se querem continuar a dar o dinheiro da troica ao Benfica e Sporting (e prosseguir a política de ‘pão e circo’), tudo bem, agora não me castiguem a mim que sou (só) do Belenenses!


Saudações monárquicas 

segunda-feira, agosto 25, 2014

Selfies

Estás em 2014
No tempo da parvoíce
Ainda antes do Outono
Quando os cães perdem o dono
Há selfies por todo o lado
E banhos de duche gelado
As causas podem ser boas
Mas se não escondes a mão
O que dás não é cristão!

É o mundo a ver-se ao espelho
A gostar do seu umbigo
Muito joio pouco trigo
Basta clicar no botão
(ou dar na televisão)
Um retrato do planeta
Sinto muito meu amigo...

Estás com cara de pateta!

segunda-feira, agosto 11, 2014

Mudar de postal!

É espantoso como não consigo mudar de postal! Escrever sobre qualquer coisa de novo que tenha acontecido! É espantoso, mas é verdade! Senão vejamos:

Nos Estados Unidos os programas noticiosos, incluindo os humorísticos, continuam obcecados com o Putin! Alguém que lhes faz frente.
Noutro quadrante, Obama esforça-se, mas não consegue condenar o massacre israelita na faixa de Gaza! Não se pode dizer holocausto porque a vida dos palestinianos não conta.
Por cá o nacional-benfiquismo campeia em todas as áreas e ainda ninguém conseguiu fazer a ligação entre a fraudulência bancária, o futebol e as empresas públicas! Estava a pensar na PT. Aliás, o ataque ao banqueiro tem sido cuidadoso não vá ele atingir alguma das nossas preciosas ovelhas! Ou o rebanho inteiro, o que seria uma maçada.
Portanto a única verdadeira notícia são as minhas obras de canalização e esgotos. Que estão perto do fim! Será que merecem um postal?!


Saudações monárquicas

quinta-feira, julho 24, 2014

Gulosos

Estou em obras, canos, esgotos, obra triste e feia, sem brilho, com muito pó, mas oportunidade única para não ler jornais, nem abrir a televisão.Oiço apenas alguns sound bites a que nem ligo. Mas se quisesse fazer a ligação seria uma coisa deste género: - Putin é o lobo mau de uma história americana. Um grave acidente aéreo numa zona de conflito abre todos os noticiários deixando na penumbra o massacre israelita na faixa de Gaza. A taça de honra da associação de futebol de Lisboa foi transmitida em exclusivo pelo canal Benfica e só a muito custo consegui saber o resultado dos jogos em que interveio o Belenenses No meio da confusão prenderam um banqueiro conhecido. Enfim, foi o que me ficou no ouvido. E  assim, de repente, acho que todas estas notícias (acontecimentos) se relacionam. Mas o melhor é voltar às obras... que nunca mais acabam.

Saudações monárquicas

segunda-feira, julho 07, 2014

Eu vi, mas não publiquei…

Já ninguém refila, estão todos de acordo, no limite a questão resume-se a comparar benesses atribuídas a cada uma das capelinhas republicanas! Como sucedeu agora com a incrível intervenção do estado nos chamados bancos privados! BES, pois claro.

Escrevi em tempos um pequeno postal que acabei por não publicar. Ao lê-lo, hoje, reparo que nada mudou, e que tudo piorou!

“A Constituição e os filhotes” era o título. Rezava assim:

A tróica esforçou-se, o plano parece bom, e ao que tudo indica vai ser assinado pelos partidos políticos do arco governamental. Depois haverá eleições e neste capítulo também não deve haver novidade - hão-de ganhar todos, se Deus quiser. O pior vem a seguir, digo eu.
Vou explicar os meus receios: - Quem manda em Portugal e tem impedido que as reformas estruturais cheguem a bom termo são outros poderes, poderes mais ou menos ocultos, mais ou menos corporativos, a que por facilidade de expressão vou chamar ‘os partidos do estado’. São eles que decidem o leilão eleitoral, umas vezes a favor do PS, outras vezes a favor do PSD, consoante quem dá mais!
Exemplos de ‘partidos de estado’: – o partido da saúde pública (inclui o partido das farmácias), o partido da educação pública (inclui a propaganda de esquerda), o partido das empresas públicas, (são tantas), das semi-públicas, (outras tantas), o partido das obras públicas, (inclui o trânsito entre o cadeirão do ministério e o cadeirão das grandes construtoras), o partido da justiça, (inclui a prescrição de processos incómodos), o partido autárquico, (inclui rotundas, estádios, e empresas municipais), e ainda, é bom não esquecer, o partido dos compadres, dos banqueiros amigos, do centenário da república, etc., e quanto a partidos de estado é melhor ficar por aqui.


Saudações monárquicas 

quinta-feira, julho 03, 2014

As contas que ninguém quer fazer

É tabu do regime. Quantos funcionários públicos (ou equiparados) existem?! Qual a proporção dos mesmos em relação à população em geral?! Qual a comparação que podemos fazer com outros países da união europeia?! Tendo em conta, nomeadamente, a nossa capacidade para suportar essa despesa, paga como sabemos pelos impostos de todos os portugueses!
Tudo perguntas incómodas que ninguém quer responder ou sequer abordar!

Por exemplo, corre por aí a informação que temos 238 generais na folha de vencimentos! Será verdade?! A mesma fonte indica que a Espanha tem apenas 28! A França 55 e a Alemanha 189! Perguntamos de novo, será verdade?! Relembremos entretanto que a guerra de África acabou há quarenta anos!

E o que se passa com os professores! Será que vamos continuar a sustentar uma instrução pública improdutiva, ideológicamente marcada, e financeiramente insustentável?!
E os funcionários da Saúde?! E da Segurança Social?! Será que temos dinheiro para alimentar esse estendal interminável?!

Já nem falo dos juízes, que se movem na obscuridade das leis, dos deputados e governantes, que fabricam a teia legal que os protege, ou da rede de funcionários e empresas autárquicas!
São estas as verdadeiras gorduras do estado, que ninguém quer combater porque todos, ou quase todos, vivem delas.

Conclusão: - no início do século XXI persiste na Europa um pequeno país ‘soviético’, com uma economia de mercado a fingir, completamente dependente do estado, desde a ideologia ao futebol.
E viva a república.


Saudações monárquicas

quarta-feira, junho 25, 2014

Estar (ou não estar) á altura

Renunciar à herança, ceder, mudar para parecer, ou simplesmente mudar por não perceber, são atitudes que não qualificam ninguém.

Dizem-me que Filipe VI (bastante alto, por sinal) não quis seguir a tradição, leia-se, o saber acumulado por gerações, o património que os seus antepassados preservaram a muito custo. É mau sinal. Se pensa que o homem, por mais poderoso que seja, e não é o caso, pode zombar da tradição, está redondamente enganado. Muitos o fizeram antes dele, e deles não reza a história. Amanhã ou depois, numa curva da estrada, num momento inesperado, todos esses delírios de grandeza ruirão fragorosamente.

É uma lei inexorável, que se aplica a tudo, menos á humildade, menos à coragem de aceitar aquilo que recebemos por herança.

Meia herança não chega.



Saudações monárquicas

segunda-feira, junho 16, 2014

Fardo demasiado pesado

Não é fácil carregar aos  ombros a orfandade de dez milhões de pessoas! Dez milhões de deserdados cuja herança se resume a uma selecção de futebol! Dez jogadores comandados por um génio obrigado a fazer milagres em todos os jogos! Depois, para piorar a situação, existem à volta da selecção uma infinidade de interesses, uns mais legítimos que os outros, mas que todos juntos ainda tornam mais difícil, e mais pesado, aquele fardo. Falemos um pouco disto tudo:

Sobre a orfandade, já falámos - perdida a identidade com o assassinato do rei, sem remorso, e perdida a com-propriedade com a perda do império, com fortes sinais de cobardia e traição, pouco temos em comum, para além da língua, que aliás estamos em vias de hipotecar.

Sobre os símbolos - a bandeira verde e encarnada e o hino das brumas da memória - são símbolos de um regime, não são símbolos de Portugal. Portugal é maior e mais antigo que a republica maçónica portuguesa. A população, intoxicada com a propaganda, não percebe e, ingénuamente, consome tudo o que lhe impingem. E o futebol, desporto de massas, é o palco ideal para essa mesma propaganda. Por isso não me espanta, quer o endeusamento dos jogadores, quer a comemoração esquizofrénica das derrotas! Como se de vitórias se tratassem!!!

Portanto, a coisa não está fácil. O único conselho que me atrevo a dar é o seguinte: vejam o futebol, mas aquilo é só futebol. E no futebol, a Alemanha é sempre a Alemanha. Mesmo na Baía onde chegámos há quinhentos anos!

Saudações monárquicas 

sexta-feira, junho 06, 2014

O fim do princípio

Li a crónica de VPV (o princípio do fim) e concordo com o título, se for ao contrário: - o fim do princípio. Ou seja, o fim do princípio em que assenta toda esta caranguejola constitucional. Assim mesmo.

VPV (Vasco Pulido Valente) centra-se como sempre no século XIX, único século que admite e conhece, e a partir daí engana-se porque afunila as questões. Fala das árvores mas não repara na floresta que entretanto cresceu! Cresceu e dá sombra a muita gente! Incluindo VPV. 
Liberdade, igualdade e fraternidade, eis os cânones da religião que infesta a terra, e que tem em Portugal inúmeros fiéis. Curioso é que muitos daqueles que protestam, e são explorados pela situação, sem perceberem, continuam a aclamar aqueles princípios!

Já nem falo no TC, onde abundam os sacerdotes da dita religião, nem no PC, leia-se Passos Coelho, seu aparente adversário, mas que inexplicávelmente recuou no intuito inicial de rever a constituição! Falo dessa gente ignara, que se acha igual aos de cima mas diferente dos de baixo, que quer a liberdade sem limites mesmo que isso implique a privação dos outros e quanto a fraternidade estamos conversados. Só se for para gritar em uníssono os golos da selecção!

Mas voltando um pouco atrás, pergunto, porque terá Passos Coelho recuado na intenção de rever a constituição?! A razão invocada não nos diz nada: - 'o PS nunca estaria de acordo'. 
Pois bem, sendo assim, a conclusão é simples: - a paralisia constitucional não se deve a razões económicas, de justiça social ou outras que caibam na inteligência ou no bem comum dos portugueses. Somos irreformáveis, muito simplesmente, para não ofender a religião que o velho partido republicano professa. Partido esse que nunca morreu, está bem vivo por detrás da partidocracia que nos subjuga.

Por isso hão-de subir os impostos, até ao limite, há-de empobrecer o país até à exaustão, para manter intocável a ideia de que o Estado, é o deus que temos que adorar e sustentar! Tenha a dimensão que tiver, tenha o peso que tiver, porque isso de peso e dimensão, em se tratando de um deus, só a ele cabe decidir!
Até rebentarmos de vez... ou enterrarmos de vez aquela trindade.


Saudações monárquicas

terça-feira, junho 03, 2014

A república das bananas comenta a monarquia espanhola!

Incapazes de engolir a supremacia espanhola, em todos os domínios, supremacia que tem na expansão da língua castelhana o seu melhor barómetro, os portuguesinhos da silva, da comunicação social, etc., fazem tudo para apoucar o regime que 'nuestros hermanos' mantém! O pretexto foi a recente abdicação do rei Juan Carlos.

Mais, não querem perceber que partindo ambos os países de uma ditadura, onde em muitos aspectos estavam em pé de igualdade, bastou que a Espanha restabelecesse a monarquia plena (relembremos que Franco soube manter essa possibilidade!), bastou isso, dizia, para que o fosso se abrisse, e não mais parasse de se aprofundar!

E a pergunta é: - onde estaríamos nós, se por um acto de inteligência e humildade, regressássemos ao regime que nos deu grandeza e glória?! Pior do que estamos, (intervencionados, subsídio dependentes) não estaríamos com certeza.

Outra pergunta: - e qual é o nosso futuro?! Que cimento nos une?! Quem nos mobiliza?! O hino das brumas da memória?! A selecção?! O Ronaldo?!

Portanto, caros comentadores, ‘porque não se calam?!’



Saudações monárquicas

segunda-feira, junho 02, 2014

Alienação em alto grau

A vida quanto mais pobre, mais medíocre, menos vida, gera sempre deslocações de interesses, actos falhados, fugas à realidade, e todo um cardápio de reacções humanas, legítimas sem dúvida, até certo ponto compreensivas, isso está estudado, a ciência conhece, o observador comum repara... mas o que é demais, é demais.
Já perceberam que estou a referir-me ao manifesto exagero que rodeia a chamada… ‘selecção’! Pus entre aspas porque a própria designação me arrepia! Assusta-me!
Fico com a sensação que só temos isto para nos agarrar, para nos justificar como povo, como nação, como Pátria! Pior ainda, se calhar é verdade!
Eu bem sei que há muito dinheiro em jogo, muita gente a ganhar com a seleção, e sendo assim, não será ‘assim’ tão importante do ponto de vista cultural, mas mesmo ‘assim’…
De manhã à noite, a selecção está no hotel, sai do hotel, vai fazer um treino, o país desloca-se, a TV desloca-se, o Ronaldo constipa-se, o governo espirra, a presidência tosse, os canais disponíveis (todos) discutem em mesa redonda, como sair desta constipação! E a dita selecção ainda nem sequer partiu para o Brasil! Entretanto, vigiam-se os aeroportos, as brigadas de trânsito multiplicam-se, os batedores seguem-nos, os repórteres, sempre os repórteres, por todo o lado…
É certo que eu podia desligar a televisão, é o que quase sempre faço. Acontece que às vezes também me apetece ver um bocado de futebol! Mas é precisamente isso que não acontece! Futebol jogado, não. Só conversado. Quando muito um treino a fingir contra a Grécia, com bilhetes pagos e enchente. E a malta vai nisso e paga! E gosta! Não há nada a fazer. Dizem-me que no resto do (terceiro) mundo também é assim…

Saudações desportivas


Nota: Antigamente éramos conhecidos pela pátria dos três 'efes'. Agora, é só um ‘F’ grande, descomunal ao pé dos outros dois.

segunda-feira, maio 26, 2014

As eleições Marinho!

Antes do mais vamos situar-mo-nos: estamos num país onde não existe um único partido politico que advogue a saída da união europeia! Um caso único que diz tudo sobre a população do respectivo. Mesmo aqueles partidos, como o partido comunista, que era contra a entrada na união europeia, ou o CDS, que tinha alguns tiques de euro-cepticismo, já ninguém quer sair de lá. Nesse como noutros aspectos continua a vigorar a união nacional. Se fosse possível arranjar um nome ou um apelido para nos identificar na Europa eu propunha o título de 'euro-dependentes'.

Nestas circunstâncias, perante umas eleições completamente inúteis do ponto de vista europeu, a única coisa que os escassos eleitores podiam fazer seria, em primeiro lugar esquecer os partidos, e em seguida procurar uma figura mais ou menos mediática em quem votar. Foi o que fizeram. Uns votaram no Marinho e outros votaram no dissidente do Bloco.

Portanto para analisar estas eleições basta analisar os personagens. Dispenso-me de comentar o 'livre' do Bloco de Esquerda - detesto o sujeito, detesto o seu europeísmo, detesto tudo aquilo que ele representa, e pelos vistos os votos que teve a mais correspondem exactamente aos votos que o seu ex-partido teve a menos. Ainda bem.

Já Marinho Pinto merece algumas linhas. Não porque o aprecie, não aprecio e já aqui escrevi diversas 'catilinárias' contra ele - a propósito das suas intervenções aquando do processo da Casa Pia, sempre a defender a inocência dos correlegionários, a propósito do seu jacobinismo, e eu detesto os jacobinos tanto como eles detestam os monárquicos, etc. etc. Mas também já o elogiei quando fez frente, em nome da decência, a uma conhecida 'chefe de fila das causas fracturantes'. Portanto, nada a opor à eleição. A não ser a leve sensação de que o MPT fez de barriga de aluguer de alguém que também não quer saber da Europa para nada e que almeja mais alto. Não acho isso bonito.

E termino com uma pergunta: - e se o Marinho Pinto, em vez de ser de esquerda, fosse de direita, acham que a comunicação social o tratava com a mesma compreensão?! Ou já andava toda a gente a gritar que o homem era um perigo para a democracia, um fascista, e outras coisas piores?! 
É só para pensar.

Saudações monárquicas

sexta-feira, maio 23, 2014

A minha união europeia

A Europa, para mim, e julgo que para mais alguns, não é um conceito geográfico, aliás só começámos a falar de Europa quando ela deixou de o ser. Explico: - para não irmos mais atrás, por exemplo, na vigência do império romano, a europa era uma palavra inútil, que não tinha significado. Só passou a existir e a ter conteúdo quando ficou associada a um espaço onde vigoravam determinados valores. Foram esses valores que lhe deram sentido e unidade. Mas são precisamente esses valores que estão em profunda crise no momento actual. E sem esses valores não vale a pena falar em Europa, e muito menos em união europeia. Os valores, que todos conhecem, embora muitos os recusem, são os valores da cristandade. Ou seja, falar em Europa sem falar em cristianismo, pior, negando os seus princípios, é uma perversão que só serve para confundir os espíritos fracos.

Dito isto, concluímos que o chamado projecto europeu, consubstanciado na actual união europeia, é um embuste, pois no seu cerne existe a vontade de eliminar o cristianismo. Eliminar o cristianismo dos códigos e das leis, da vida e da cultura, para no fim o substituir por uma religião laica, republicana e socialista. E ponto final.

Portanto, se quisermos construir uma verdadeira união europeia teremos de procurar alianças com quem partilhe os mesmos valores. E se tiver que ser com povos e nações a quem ensinámos aquilo que, infelizmente, já nos esquecemos, não há qualquer problema. Faremos uma europa fora da europa e uma união europeia que seja, de facto, uma união.


Saudações monárquicas

quinta-feira, maio 22, 2014

Europeu, mas pouco

Estava a faltar uma palavrinha sobre as eleições europeias, acontecimento, imagino eu, que num futuro próximo fará rir os vindouros. Então no caso português, a matéria tem mais a ver com pinóquios e mentiras do que com outra coisa. 
Assim, e para memória futura (pode ser que os vindouros leiam esta página!) vamos lá reafirmar duas ou três verdades que andam por aí silenciadas para que se continue a desconversar sobre economia e finanças! 
Diga-se então alto e bom som que nós aderimos quer à união europeia, quer posteriormente ao euro, por razões exclusivamente políticas. Nunca foi por razões económicas ou financeiras. Portanto, repito, parem de falar em dinheiro. Porque se tivesse sido por razões puramente materiais, a ideia luminosa não teria passado disso mesmo, uma ideia luminosa. De facto não cabe na cabeça de pessoas adultas pensar que se pode viver permanentemente à conta dos outros ou então que ao fim de tantos séculos tínhamos finalmente chegado ao paraíso terreal, onde deixavam de existir países ricos e países pobres! Éramos todos ricos!
Mas descansem que não foi nada disso que aconteceu. O paraíso não é aqui. 
A história há-de um dia revelar que as colónias serviram de moeda de troca para podermos participar no tal projecto europeu, sonho napoleónico que a nossa jacobinagem, com Mário Soares à cabeça, tanto acalenta! Isto apesar dos revezes entretanto sofridos - constituição europeia chumbada, etc, etc.
Na subsequente adesão ao euro também pesaram os argumentos políticos, numa táctica de pequenos avanços, de factos consumados, à revelia da vontade dos povos que compõem as diversas nações europeias. Os portugueses que o digam. A gente a ver que aquilo era tudo uma fantasia, a gente a querer referendos e os comissários e os burocratas a dizerem para termos juízo porque senão vinha aí o fim do mundo! 
Resumindo e concluindo, chega de lamuria contra os mercados, contra as troicas, por este caminho, inevitáveis e duradouras, chega de conversa sobre economês. Quem nos meteu nesta aventura europeia, contrariando aliás o sentido da nossa visão histórica, ou seja, dos nossos interesses estratégicos, sabia muito bem o que estava a fazer. E sabe muito bem para onde quer ir. Portanto, peçam-lhes responsabilidades. Obriguem os políticos a definirem-se. Obriguem os políticos a discutirem uma alternativa fora desta união europeia. Porque esta união europeia (ao melhor estilo napoleónico/soviético) não nos interessa.

Saudações monárquicas     

quinta-feira, maio 15, 2014

Um dia mais agradável…

Mesmo com a gripe a afectar-me, atendi várias mensagens e telefonemas, de amigos obviamente, um deles, sevilhano, mas adepto do Bétis, estava seriamente revoltado com os portugueses por não o terem poupado a mais uma festa dos rivais, infernal como de costume. Expliquei-lhe que compreendia perfeitamente o seu drama mas pedi-lhe que compreendesse o meu, farto de nacional benfiquismo até à ponta dos cabelos. É claro que também recebi mensagens de regozijo, de solidariedade, especialmente por este intervalo de silêncio (e paz) em que amanhecemos. Refira-se que um desses telefonemas veio do próprio Marquez, que não sendo meu amigo, achou por bem desabafar! Com efeito pode hoje passear tranquilamente pelo Parque, e pastorear o seu leãozinho sem o perigo de ser surpreendido pelas mais recentes invasões napoleónicas. Porque nisto de símbolos, a águia não engana! 
Já a minha colega de trabalho, Rute de seu nome e belenense como eu, descaiu-se com um lamento vagamente caritativo: - coitados, estou com pena deles! Respondi-lhe de imediato: - Rute, atenção, são tantos que não podem ser coitados. Ela, felizmente, percebeu.
De quem tenho realmente pena é do Jesus pois assim já não se vai embora! E se não se vai embora continuará a ser uma mina para o Benfica, qual Midas que transforma em oiro qualquer jogador vulgar.
Mas pronto, há que desfrutar até domingo, pois não acredito que o Rio Ave possa prolongar este oásis. Não se pode ter tudo. Até porque cá, é a terra dos penalties a favor dos grandes.



Saudações desportivas

quarta-feira, abril 30, 2014

Dia do funcionário e do desempregado!

O primeiro de Maio inscreve-se na luta de classes tal como o sindicalismo e demais conquistas do socialismo triunfante. O tempo, porém, grande juiz, encarregou-se de desfazer quer a história oficial, quer a mitologia a ela associada. Parece até que voltámos ao princípio, antes das proclamadas revoluções industriais, que fomos obrigados a estudar como se o homem, o ser humano, tivesse nascido por aquela altura! Como se a revolução, a liberdade, o progresso, etc., fossem verdades inabaláveis! Neste passo, não faltarão gritos e desmaios, esgares ameaçadores pelo desrespeito, pela ignorância, pela luta de tantos trabalhadores, para chegarmos afinal ao ponto a que chegámos, ao preciso momento em que escrevo estas linhas!
A conclusão óbvia é que ninguém quer ser patrão, muito em especial aqueles que se manifestam contra os ditos. Se por sorte ou azar lhes saísse o euro milhões podemos estar certos que a última coisa que lhes passaria pela cabeça seria fazer uma empresa! Aliás, para o pessoal que amanhã vai encher as ruas (e aparecer na  televisão) a palavra 'empresa' quer dizer ’empresa pública’, de preferência não lucrativa e sustentada pelos impostos!
Resumindo, não havendo patrões, nem candidatos a tal, o dia do trabalhador tende a ser o dia do funcionalismo público, a que haveremos de juntar, infelizmente, os desempregados. Quase todos oriundos do sector privado, como se sabe. Mas a culpa não é do sector privado, ou seja, a culpa não é dos patrões. Culpar os patrões, neste caso, seria o mesmo que culpar o lince da Malcata, espécie em vias de extinção, pela sua própria extinção. Desculpem lá, mas isso não é possível.


Saudações monárquicas

sábado, abril 26, 2014

'Inconseguir' e outras maleitas

Que trágica doença terá acometido a pobre república, que terrível mal-estar andará a corroer as entranhas da Pátria, para ouvirmos por estes dias sibilinos discursos, frases incompreensíveis, tão abstractas e tão difusas que o povo dificilmente entende!
Eça, não tenho dúvidas, saberia glosar o tema como ninguém! Pessoa, com outra profundidade, reconheceria nele, fácilmente, a síndroma do provincianismo português! Freud talvez conseguisse ajudar a infeliz criatura, presidente da assembleia, e quem sabe, todo o hemiciclo, receitando a ambos, o necessário e urgente repouso!
Pela minha parte fica apenas a preocupação ‘inconseguida’ pela saúde dos nossos representantes, isto sem qualquer antipatia pessoal para com a dita senhora, que terá os seus méritos, e terá um dia nome de rua (ou praceta) na sua terra natal. Se é que já não tem!


Saudações monárquicas

quarta-feira, abril 23, 2014

O anti-país

Para definir o que é um país, no caso o que é  (ou deveria ser) Portugal, o melhor é começarmos por dizer o que não é. Assim, local, terra, vila, cidade, que comemore guerras civis, triunfo de uns quantos portugueses sobre outros portugueses, não é, não pode ser um país! Não é que não se façam revoluções, que não existam lutas fratricidas, porque elas hão-de existir sempre, não, o problema está na comemoração! Um acto acintoso, para além de ser uma idiotice convocar os vencidos de ontem para festejar os vencedores de hoje!
É por isso que o 25 de Abril, sendo como é, uma vitória da esquerda internacionalista, sobre a direita nacionalista, nunca reunirá consenso, por mais que se esforcem as vizinhas, por mais votos democráticos que se contem, por mais negro que se trace o quadro antigo.
É também por isso que a propaganda  já não cola, que o grafite já não pega, que a balada já chateia. E assim, cantando e rindo, desembocámos na geração mais despolitizada de sempre, que apenas sonha com emprego certo no funcionalismo público, com o rock in rio e com o futebol!
E por falar em futebol o país fica diminuído quando as vitórias do Benfica são celebradas em todas as cidades do anti-país como se não houvesse nessas cidades adeptos do emblema local! Como se não houvesse emblema local!
Uma campina rasa, um partido único, um clube único, tudo fardado à coreana, de bandeirinha na mão, eis o sonho ( socialista) que Abril realizou. Completamente dependentes, claro.

Saudações monárquicas  

sexta-feira, abril 04, 2014

Hollande claro e simples!

Mais um revés eleitoral, mais uma remodelação ministerial. E com toda a normalidade o presidente francês despachou a comunicação social com duas ou três frases – ‘a remodelação foi muito clara e muito simples'. E pronto. Mais tarde os jornalistas afectos falaram num governo curto, de combate!
Novidades?! A inclusão de uma ex-namorada de Hollande no elenco governativo. Para melhorar o ambiente, diz-se.
E se a memória não me falha, este pequeno presidente socialista conseguiu num curto espaço de tempo abrigar sob o mesmo tecto três amores da sua vida! É bonito! Senão vejamos: - a Ségolene, ex-candidata presidencial; a jornalista que vivia com ele no Eliseu; e a actual primeira-dama, uma actriz que gosta de pizzas! 
Quem paga?! A França, laica, republicana e socialista. Acho bem. Pois se eles gostam assim, quem sou eu para discordar!


Saudações monárquicas

domingo, março 30, 2014

Esclarecimento!

Dizia ontem o leader da oposição: " Atenção, nós não queremos que sejam os outros estados europeus a pagar aquilo que devemos. O que nós dizemos é que a dimensão da nossa dívida exige uma resposta global, europeia, porque não sendo assim, não a conseguiremos pagar". Se não foi isto que Seguro disse, andou lá perto. E eu, se fosse credor de um país onde a oposição faz uma afirmação destas, ficava por certo de pé trás.

Mas este discurso é no fundo igual ao que anima o já famoso grupo dos 'setenta signatários'! São aliás mais de setenta, são muitos, e estão agora muito aflitos com o futuro das suas 'abastadas vidas europeias'! Das suas, e dos amigos, obviamente. Eu já explico o que quer dizer 'abastadas' e 'europeias'.

Em primeiro lugar, abastadas, porque correspondem a um nível de vida que não tem, nem nunca teve nada a ver com aquilo que produzimos, com aquilo que podemos distribuir. Entrámos alegremente para um clube de países ricos, sem dinheiro sequer para pagar as quotas, e (secretamente) baseámos a nossa política naquele slogan que os comunistas escreveram nas paredes: - 'os ricos que paguem a crise'. Foi assim, mas eles cansaram-se de pagar.

E agora o europeísmo, ideário de afrancesados sempre prontos a abrirem as portas da cidade a um qualquer Napoleão! Hoje a coisa é mais prosaica: - a quem esteja disposto a pagar a conta. E assim, com este estado de espírito, vá de esperar tudo de uma Europa mítica, solidária, igualitária, libertária. Laica, republicana e socialista, de preferência.  
Ora bem, este europeísmo, falso como Judas, é subscrito hoje, é discurso eleitoral, e se calhar ganha votos, num país que tem mais de quinhentos anos de história atlântica e ultramarina. Ridículo, se não fosse trágico.

Saudações monárquicas  

sexta-feira, março 21, 2014

Kiev, berço da Rússia

Fronteira cristã, que deu Santos e Czares à Rússia, mil vezes devastada por turcos e tártaros, alvo de cobiça do ocidente, é hoje uma terra onde ninguém se entende!
A ignorância e a estupidez podem, por uns tempos, baralhar as consciências, mas não podem enganar a história. Nem as almas se deixam enganar por ideologias. Tão pouco por euros, ou dólares. Mais tarde ou mais cedo a situação voltará ao princípio. E o princípio, aquele que ainda é relevante, essencial, é o choque entre civilizações. Religiões diferentes, diferente perspectiva sobre o homem. O resto é política curta e baixa.
Mas haja esperança! Porque uma cidade onde persiste a estátua de um Dolgoruky, Volodar (Príncipe) da Ucrânia, e uma universidade com o nome de São Vladimir, tem que saber qual é o seu destino.



Saudações monárquicas

quarta-feira, março 12, 2014

Setenta… mais um!

Se não gostam de papagaios, se acham ofensivo, altera-se a coisa para: - setenta republicanos à conquista do poder. Falta um! Esse agora não interessa, fica para o fim.

É claro, que como em todas as grandes jogadas, valem aqui os mesmos princípios e as mesmas leis que Orwell tão bem descreveu no ‘Triunfo dos porcos’. Existem os espertos que ficam na sombra a comandar, e não assinam, existem os que assinam tudo, embora não saibam escrever, e existem os célebres ‘companheiros de jornada’, tão úteis para compor o ramalhete, ou seja, para dar um ar de seriedade ao dito movimento. Incluem-se nesta rubrica figuras transversais, como agora se diz, mas que comungam do mesmo ódio ao actual governo e esperam, quiçá, um lugarzinho no próximo.

O que sabemos de ciência certa é que se por qualquer motivo ascenderem ao poder, via propaganda da renegociação da dívida, irão fazer o mesmo que este governo tem que fazer: - ter juizinho, tratar bem os credores, porque senão acabam-se os euros. E isso é o que menos interessa aos setenta. E a nós também.

Falemos agora do tal ‘setenta e um’! Muito embora não faça parte daquele grupo, também anda à procura de protagonismo. Presidente de um clube subsidiado pelos bancos (e nisso não é original) grita como se toda a gente lhe devesse dinheiro! Se o seu clube perde ou empata, gesticula com os árbitros, diz-se roubado, contabiliza hipotéticos prejuízos, apaga benefícios descarados e, curiosamente, tem o tempo de antena que os seus alvos preferidos nunca têm!

Se fosse só ridículo, não haveria grande problema. O problema é que estas coisas às vezes dão para o torto.
O mesmo se diga a propósito da 'jogada' dos setenta.


Saudações monárquicas

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Portugal futebol clube!

Bem, a gente adapta-se a tudo. Eu até gosto de futebol, mas isto assim parece-me exagerado, doentio. Ou será antes sinal de pujança e vitalidade?! 
Vejamos: - a pátria, para as novas gerações, resume-se à selecção de futebol! Os nossos vultos são os futebolistas. Se morrem queremos imortalizá-los no Panteão nacional! O regime é uma espécie de nacional-benfiquismo! Os clubes estão práticamente nacionalizados, atendendo às dívidas que têm! E ninguém se incomoda com isso! Os nossos dois únicos heróis, sem sombra de contestação , um é avançado , outro é treinador! E quanto a este quase o comparamos a um Condestável! Aquele que conquista Madrid e humilha os castelhanos! E para maior semelhança aliado dos ingleses!
O que é que sobra?! Sobra pouco e não admira esta alienação, esta deslocação de interesses, pois se olharmos para outros aspectos da nossa realidade, menos lúdicos entenda-se, só vemos maus exemplos. Por exemplo, esta história da reforma antecipada e em segredo, de uma alta patente militar convenhamos que não é um feito brilhante! Eu percebo que os portugueses fujam aos sacrifícios desproporcionados que esta república (o fisco em especial) vai impondo alegremente. Mas um militar nomeado pelo regime?! Com franqueza.

Saudações monárquicas  

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

A democracia que mata!

Uma qualquer maioria, ocasional, qualificada, umas centenas de deputados, eleitos sabe se lá como, representantes, sabe-se lá de quê, podem, amanhã, ou mesmo hoje, decretar a minha morte. Os motivos não interessam, um crime sem perdão, uma má formação congénita, adquirida, uma doença incurável, o veredicto da ciência, em última análise, o meu sofrimento, insuportável, numa sociedade que não tolera a dor!
Como antigamente na lei da selva, onde os fracos eram eliminados, como no futuro que nos prometem, onde só cabe a perfeição! 
Alguns, em desespero de causa, reclamam do rei, uma última oportunidade para serem livres! Livres desta democracia que mata. Mas o soberano, representante dos que nos antecederam, uma imensa maioria, e segurança para os que hão-de vir, já não tem poder algum. Foi-lhe retirado. Quem manda, quem lhe retirou o poder, tem outros planos para a humanidade, a saber: - o céu na terra! Sem imperfeições e sem dor.

É este o paraíso que nos espera. É este o interregno de que vos tenho falado.

sábado, fevereiro 08, 2014

Preparemo-nos para o dia seguinte!

Quando a mudança nos apanha de surpresa é sempre pior. Sem plano, sem resposta, seremos presa fácil para os que não dormem e esperam pela sua vez na história. Que afinal não acabou!
Reconheço que é difícil ter esperança. Hoje, a ideia de monarquia, por exemplo, parece ainda mais utópica do que ontem. No entanto, a situação actual não está garantida! Há nuvens pesadas no horizonte. Há uma dialéctica que se pressente, há uma desforra que se anuncia, há uma lei das probabilidades para se cumprir! Tudo joga favor da mudança. Que não é necessariamente para melhor. Tomemos outro exemplo – a união europeia – que quanto mais se alarga, mais se desagrega. Ou a geopolítica que apesar da globalização continua a ditar as suas leis. Veja-se o caso da Ucrânia que dia após dia nos remete para afinidades e alianças que julgávamos ultrapassadas.
Portugal (e cada um dos portugueses) deve pois preparar-se para cenários que já havíamos arrumado no baú do esquecimento. O ‘irreversível’ pode estar de volta.



Saudações monárquicas   

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

O museu

O ´Publico’ já não é o que era! Com o abandono de José Manuel Fernandes, em trânsito para outro projecto editorial, aquilo fica reduzido ao VPV e pouco mais. É dele um excelente artigo, hoje publicado, referindo-se ao tema do momento: - Joan Miró!

Pergunta e bem, afinal, quem o conhece?! Argumenta e bem sobre a estupenda ignorância da ‘geração mais bem preparada de sempre’! E termina bem contra a ‘saloiice atávica’ que nos caracteriza!

Eu peço licença para ir mais longe: - a raiz do problema reside naquilo de que não se fala: - a nacionalização do BPN! Foi ela que fez de mim, sem eu querer, proprietário de um buraco financeiro incalculável! Foi ela que fez de mim, sem querer, proprietário de uma colecção de quadros de Joan Miró! É ela que me obriga a vender os mesmos quadros para os quais não tenho parede (nem dinheiro) para os pendurar. Tenho outras prioridades – pagar dívidas.  

Aqui chegados percebe-se melhor o alarido da oposição. Os socialistas, autores da nacionalização, argumentam com a cultura! Agarram-se à sua vocação primordial: - transformar Portugal num museu! Haja dinheiro! Este seria junto à fronteira, entre colchas e atoalhados.


Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Voltemos à vaca fria…

Nunca esperei estar de acordo em nada com Marinho Pinto! Assim como nada espero da sua ‘herdeira’, de voz agreste, e com a mesma tara do antecessor – um amor (que se pressente) pela tomada da Bastilha, pela Marselhesa e outras jacobinices do género! Mas a vida prega-nos partidas, ou então, nesta luta final entre a bestialidade e a humanidade, acabámos por nos encontrar na mesma trincheira! Com efeito depois de ler as declarações desassombradas (e isoladas!) que proferiu contra a seita gay (e seus comparsas), tenho que reconhecer que o homem é … homem! Será talvez por isso que suscita tanta animosidade! Mas a verdade é que se não tomarmos cuidado, se continuarmos a recuar, um dia ficaremos à mercê destes fanáticos. Que têm obviamente as costas quentes, e fechando o círculo, de gente que o Marinho bem conhece!

Saudações monárquicas

Nota básica: O argumento da defesa das minorias não cola. Acima está o superior interesse da criança. O instituto da adopção é para isso que serve, é isso que regula. Portanto não enganem as pessoas, não tentem entrar pela porta do cavalo. Além do mais os cavalos ainda gostam de éguas. 




(Transcrevemos a seguir, com a devida vénia, o testemunho de Marinho Pinto a que acima aludimos): 

Parece que é nazi dizer que o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) actua como um lobby que influencia os centros de decisão política

“O que se está a passar em Portugal com o debate sobre a coadopção revela a anomia cívica da nossa sociedade e, sobretudo, a degradação a que chegou o nosso regime democrático.
Um sector ultraminoritário da sociedade, que age como uma seita, impõe arrogantemente as suas certezas e insulta e escarnece dos que exprimem opiniões diferentes.
O fanatismo heterofóbico dos seus prosélitos leva-os a apelidar de “ignorantes”, “trogloditas” ou “homens das cavernas” todos os que ousam pôr em causa as suas certezas.
O que se viu no programa Prós e Contras da RTP, na semana passada, foi a actuação de um grupo bem organizado de pessoas lideradas por um fanático que, no intervalo do programa, subiu ao palco e se dirigiu a mim para me dizer que eu estava a usar no debate os mesmos métodos que os nazis tinham usado contra os judeus (!!!).
Esse delírio injurioso foi depois retomado em alguns órgãos de comunicação social, blogues e redes sociais, por outras pessoas imbuídas do mesmo fanatismo e da mesma desonestidade intelectual.
Já, em tempos, uma das próceres da seita, a dra. Isabel Moreira, me chamara PIDE, para assim “vingar” a actual ministra da Justiça das críticas certeiras que eu lhe dirigia.
Afinal, parece que é nazi dizer que o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) actua como um lobby que influencia os centros de decisão política devido à preponderância que muitos dos seus elementos têm no Governo, no Parlamento, na Comunicação Social, nas empresas e nos partidos políticos.
Sublinhe-se que os partidos de Esquerda aprovaram a lei sobre a coadopção exactamente no momento em que o povo mais preocupado (distraído) está com a austeridade que lhe é imposta pelo Governo e pelo presidente da República.
Foi, portanto, assim, à sorrelfa, com a ajuda cirúrgica da Direita, que se aprovou uma lei que ofende a consciência da esmagadora maioria da população.
O que se viu naquele programa da RTP foram exercícios de manipulação, de intolerância e de vitimização por parte dos defensores dessa lei e quem manifestou opiniões contrárias foi sumariamente apelidado de “ignorante” ou então brindado com estridentes risadas de escárnio.
Eu próprio fui, no final do programa, veementemente apelidado de ignorante pelo líder da seita e por algumas histéricas seguidoras que o rodeavam.
O casal de lésbicas que ali foi exibir triunfantemente a gravidez de uma delas e proclamar o seu orgulho por a futura criança ser órfão de pai é bem o exemplo da heterofobia que domina a seita.
Que direito tem uma mulher de gerar, deliberadamente, por fanatismo heterofóbico, uma criança duplamente órfã de pai (sem pai e sem nunca poderem vir a saber sequer a identidade dele)?
Com que fundamento o Estado se prepara para entregar a essas pessoas crianças que, por tragédias familiares, perderam os seus verdadeiros pais?
É para que sejam destruídas (ou impedidas de nascer), no imaginário dessas crianças, todas as representações que elas têm (ou possam fazer) do pai ou da mãe que perderam?
Esse fanatismo mostra bem o que essas pessoas são capazes de fazer em matéria de manipulação genética com fins reprodutivos – como, aliás, uma das lésbicas deixou subtilmente anunciado no Prós e Contras.
Mas isso será mais tarde.
Para já o que importa é garantir que, em nome da felicidade onanística de alguns adultos, se possam entregar crianças a “casais” em que o lugar e o papel da mãe são desempenhados por um homem e os do pai por uma mulher.
Seguidamente, para não discriminar os gays e as lésbicas, substituir-se-ão nos documentos oficiais as palavras “mãe” e “pai” pelo termo “progenitores”, tal como já se substituíram as palavras “paternidade” e “maternidade” pela neutra “parentalidade”.
E quando estiver concluído o processo de “engenharia social” em curso, então passar-se-á à engenharia reprodutiva com vista a permitir que duas mulheres possam gerar filhos sem o repugnante contributo de um homem ou então que dois homens o possam fazer também sem a horrorosa participação de uma mulher.
Estarão, então, finalmente, corrigidos dois “erros grosseiros” da evolução: o de ter dividido os seres humanos em dois géneros e o de exigir o contributo de ambos para a fecundação e para a criação dos seus filhos”.
por Marinho e Pinto

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Portugal Sarl

Estavam a conversar à beira-mar, veio uma onda e levou-os. Salvou-se um para contar a história. Se tivesse terminado por aqui, seria igualmente uma tragédia, mas respeitava-se o luto. Mas não, agora todos se preocupam com o assunto: - querem saber a verdade! Querem encontrar responsáveis! E assim, a cada dia que passa, o retrato de uma sociedade infantil, irresponsável, torna-se mais nítido.
Querem os pais (e familiares) das vítimas saber a verdade! E o que fica, para além da dor compreensível, é a absoluta ignorância sobre o que os filhos, que ainda estão a seu cargo, andam a fazer! Quando descobrem o teor das chamadas ‘praxes’, uma série de ordinarices e frustrações, ficam admirados! Os professores também! Os opinadores profissionais, as forças vivas da nação, desfazem-se em contradições – há praxes boas e más, as do meu tempo eram criativas, inteligentes, ajudavam à integração dos caloiros! A população em geral, que também tem filhos a estudar, diz-se surpreendida! Ninguém se sente minimamente responsável! Isto são coisas que acontecem aos filhos dos outros!
E estamos esclarecidos sobre a verdade que procuram.
Passemos então ao passa culpas, ao bode expiatório, absolutamente necessário para sossegar as consciências! O mais fácil é culpar o sobrevivente, que assim arcará com toda a responsabilidade. O estado, essa entidade mítica, 'divina', será também chamado a depor. Mas não resolveremos o problema.

As ditas ‘praxes’ irão continuar, e a natureza, pouco dada a colaborar com a irresponsabilidade humana, continuará a fazer vítimas.   

terça-feira, janeiro 28, 2014

Assunto para o tribunal constitucional!

Pelo alarido que aí vai o melhor é entregar o assunto á justiça suprema. Três minutos, três minutos importantes, três minutos decisivos, três minutos escandalosos, ultrajantes, três minutos que impediram a nação verde rubra, a pátria republicana, de se reencontrar numa meia-final justa, apetecida, maioritária, gloriosa... e saudosa dos bons velhos tempos! Quando três minutos eram uma ninharia, que podia prolongar-se o tempo suficiente até que o placard anunciasse a necessária vitória. 
Está na hora de expulsar, prender, esmagar os intrusos que nos impedem de ganhar como antigamente. Tem a palavra o tribunal constitucional. Espera-se uma decisão rápida, três minutos chegam perfeitamente para acalmar qualquer azia. A minha sentença seria uma rennie. A do eminente tribunal politico-constitucional não sei qual seria!


Saudações desportivas

sábado, janeiro 25, 2014

Co-adopção geral!

A proposta de lei é simples e desta vez o tribunal constitucional não terá coragem de a chumbar. O assunto está mais que visto, debatido, é referendado todos os dias pela opinião pública, nas entrevistas, nos jornais, na televisão, cabe na constituição, portanto, o acórdão, a existir, dirá apenas o seguinte: - declara-se a co-adopção geral!
Depois, se os juízes quiserem, podem explicitar o respectivo perímetro, como agora se diz. Será por certo muito amplo, por exemplo, desde o berço até à morte. E não só as criancinhas, mas também os mais crescidos, os que anseiam ser cientistas, artistas, professores, enfermeiros, doutores, meros funcionários, indiferenciados, até empresários! Para todos haverá uma bolsa, a todos eles o estado há-de estender a mão paternal, ou maternal, como preferirem, a todos, dizia, há-de arranjar emprego, vínculo definitivo, como é próprio de um pai, dois pais, três pais, uma dúzia de mães, consoante a inclinação do candidato.
Na Coreia do Norte, como antigamente em Esparta, já se pratica este modelo familiar, ou seja, os recém-nascidos são entregues ao estado, que os educa, forma, e a seguir os emprega. Têm é que andar fardados da mesma maneira. Sem brincos. E também não podem brincar às greves e manifestações. É o único senão. De resto ‘está-se bem’.


Saudações monárquicas

segunda-feira, janeiro 20, 2014

A luta continua…

Pacificada (até novas ordens) a guerra do défice, das gorduras, do desemprego, dos cortes, do crescimento, do segundo resgate, conflitos que a esquerda animou enquanto pôde, estava na altura de uma manobra de diversão para entreter o pagode e prosseguir a luta! Luta obviamente contra os valores que enraizaram a comunidade, a mesma que um dia se fez pátria no já longínquo século XII! Dirão uns: - onde é que isso já vai! E têm razão. Porém, a natureza do homem, os seus limites e contradições, não mudaram assim tanto. Ao mínimo descuido vislumbra-se logo a animalidade, o vício, a queda no abismo. É o que vemos neste episódio da co-adopção.
A táctica é sempre a mesma: - a partir de algumas situações concretas, criadas tantas vezes pelo egoísmo dos adultos, rompe-se o choro das carpideiras profissionais, todos gritam em nome das criancinhas e, claro, exige-se a protecção legal para o facto consumado!
Vozes que denunciem esta pouca vergonha, poucas ou nenhumas. Como por outro lado, a fraqueza mental e vertebral é a regra no parlamento... está feito o caldinho verde (e encarnado) à portuguesa!

Agora, um comentário sobre o voto dos deputados e a tão apregoada liberdade de consciência dos mesmos:

- Ora bem, já é tempo de desmontarmos um ardil que serve de escapatória a muitas explicações! De facto, era bom que todos os deputados votassem em consciência, ou seja, de acordo com os valores que professam, especialmente nas matérias a que muitos gostam de chamar transversais. Em primeiro lugar não são transversais, correspondem exactamente ao espectro partidário. Por isso existem vários partidos e não apenas um. Em segundo lugar, são estas (e outras) ‘transversalidades’ que, no fundo, os distinguem. 
Portanto, insisto, era bom que votassem em consciência, para ficarmos a saber quem é quem na assembleia da república! Para ficarmos a saber a quem entregamos o nosso voto, qual o seu destino, e que garantias nos dá! Para finalmente ficarmos a saber se os valores que defendemos estão efectivamente representados no parlamento. Porque esta dúvida, esta indefinição, mantém-se, dura há mais de trinta anos de vida ‘democrática’! E não pode ser. 
Retirem pois a máscara senhores deputados, revelem as vossas afinidades, mudem de partido, se necessário, não enganem os eleitores. Votem em consciência.
Este voto, sim, seria um verdadeiro teste ao elo, que não existe, entre representantes e representados! Seria um atestado de óbito ao sistema eleitoral que temos, de listas partidárias, que transformam cada partido numa espécie de albergue espanhol! Cheio de submarinos!


Saudações monárquicas

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Presidentes apaixonados!

Nesta matéria telhados de vidro não faltam mas é curioso - quando se trata de julgar, pelo crivo da ‘ética republicana’ (como eles dizem!) situações, digamos, duvidosas, o tal critério 'ético' varia muito!
Ora vejamos, se um rei vai aos elefantes e com o mesmo tiro pretende caçar uma donzela, perdão, uma gazela, faz-se logo um chinfrim danado, o regime é posto em causa, o soberano pede desculpas mas mesmo assim, não chega. Os ético-republicanos continuam a rosnar.
Sobre sacerdotes da Igreja Católica, então não se fala – mal farejam a presa só não levam o pretenso abusador ao patíbulo… por um triz!
Coisa diferente são os amores e os devaneios dos presidentes! Ai impera a vida privada, a democracia, etc. Colecções de primeiras damas, algumas com escritório no palácio presidencial, passeatas oficiais e oficiosas com umas e outras, é tudo normal, tudo compreensível.
Fica por explicar apenas uma coisa: - que raio de furor amoroso acomete a maioria dos eleitos, que a primeira coisa que fazem é trocarem de mulher?! Normalmente por uma mais nova!
A ‘ética republicana’, não tem resposta. Só Freud.


Saudações monárquicas

segunda-feira, janeiro 13, 2014

O dia seguinte…

Ao fim da noite sentei-me no sófá. Já sabia que o Belenenses tinha perdido, sem cabeça para ler ou ouvir música, liguei a televisão. Passados alguns segundos iniciei a habitual peregrinação pelos canais - a fugir do ritual Benfica (que inclui o Sporting), a fugir do Portas que é só ele e não inclui ninguém que não seja ele, a fugir do Panteão onde felizmente não irei morar, a fugir também do pobre Eusébio que não tem culpa nenhuma do uso e abuso que dele fazem. Já sem esperança, acabei, imaginem… na casa dos segredos! Não por muito tempo, é certo, mas o suficiente para descansar um pouco. 

Ali não há necessidade de tomar atenção a nada: - aos diálogos, às discussões, ao enredo, às explicações, é tudo óbvio. Tem uma vantagem sobre os outros canais: – é um retrato da época, do país, e não pretende lavar o cérebro a ninguém. Aliás, o cérebro é coisa que não faz parte do programa. O segredo da casa é esse. Campeão de audiências!

A seguir fui-me deitar.


Saudações monárquicas

segunda-feira, janeiro 06, 2014

Eusébio da Silva Ferreira

Morreu Eusébio, paz à sua alma.
Figura incontornável do mundo do futebol, espalhou a sua magia pelos relvados na década de sessenta, e já retirado, manteve pela vida fora tudo o que fez dele um homem notável: - as suas raízes moçambicanas, a sua natureza simples e autêntica, a sua independência de carácter, qualidades que acumularam um capital de simpatia a que ninguém era indiferente. Merece pois na hora da partida o reconhecimento do país que sempre soube prestigiar.

Ficam de fora deste elogio alguns exageros e comparações, que o próprio recusava, frutos impenitentes de um nacional-benfiquismo de todo em todo deplorável. Reis é para quem os tem, Catedrais é para quem teve Fé para as construir.

sábado, janeiro 04, 2014

Revista à portuguesa

Tenho lido sobre as ‘personalidades do ano’! É a opinião dos outros! Nunca me atrevi a eleger melhores nem piores, acho-os todos iguais, e tem lógica, pois se a pátria não desanda, nem para a frente nem para trás! E quando desanda, desanda mal, e por motivos rasteiros…
Mas adiante, façamos um esforço, olhemos então os menos maus:

O melhor colunista, dos poucos que se podem ler, é José Manuel Fernandes. Num crescendo de lucidez vem desferindo golpes certeiros contra o argumentário manhoso, que periodicamente emana do palácio Ratton. Golpes isolados, pois claro.

O melhor político já se foi embora. Chama-se Vítor Gaspar e bateu com a porta quando percebeu que a república (em que ele acredita!) é propriedade de umas quantas lojas e lojecas, sendo portanto irreformável. A não ser com autorização das mesmas. Talvez volte (se o chamarem) quando a nau (ou ‘a grande loja’) começarem a meter água. 

Sobre os economistas que diáriamente nos empobrecem, duas menções honrosas: uma para o jovem e esperançoso Ricardo Arroja; outra, para a lógica indestrutível de João Ferreira do Amaral. 

O melhor analista da situação é desde sempre Medina Carreira. Pena que não tenha remédio à altura do diagnóstico! Acredita que a nobreza de carácter pode florescer no meio do vício e vai consumindo números e gráficos à espera de um salvador, que pelos vistos, para ele ainda não nasceu!

No seu ofício, o extraterritorial Cristiano Ronaldo foi o melhor. Um bocadinho vaidoso para o meu gosto, pode ser que a condecoração que se adivinha lhe modere a lingerie e aumente a responsabilidade. 

Nas artes e nas letras (da ciência esqueço-me sempre) não tenho distinções especiais a fazer até porque é difícil a um lusitano – criar – subtraindo-se à cultura dominante. Aqui, no rectângulo, as novidades são poucas e as que surgem fazem o favor de não incomodar o espírito vigente. Se não é assim, indiquem-me um livro, um quadro, um verso, vá lá, um filme, que fuja à lógica do pensamento esquerdote, ou seja, laico, republicano e socialista! Um só!



Saudações monárquicas

terça-feira, dezembro 31, 2013

Quarenta anos depois…

Não se trata de duplicar o romance de Dumas, cheio de mosqueteiros e espadachins, o que hoje aqui me traz, é um balanço, uma reflexão sobre mais quarenta anos do… mesmo! As semelhanças são fatais! Tal como a república anterior, que já durara mais do que o previsto, por força de uma guerra (subversiva) dirigida do exterior, também esta, a terceira, vai durando graças a um pacto de credores internacionais.
Em ambas a mesma triste coincidência: - sujeição, imobilismo, ausência de horizonte ou de futuro.
Não é que eu seja um adepto do futuro, igual àquelas pessoas que o imaginam sempre belo e risonho, em comparação com um passado sempre triste e atrasado! Não, para mim todas as épocas se equivalem, seja veículo a carroça, o motor a carvão ou a jacto. O que interessa é a consciência da situação, a nobreza do gesto, a soberania da comunidade. Assim haja comunidade.
Por isso, talvez só por isso, estamos pior que ontem, mau grado a solidariedade apregoada, oficial ou oficiosa. O que vemos é fraternidade postiça, desigualdade crescente, e liberdade minguante na cabeça de todos e cada um de nós. Tal como o peru, estamos prontos para a ceia. Há réveillons a duzentos euros por bico! Com direito a variedades. E estão esgotados! Pois que viva a crise! E o tribunal constitucional, que não deixa diminuir a despesa do Estado! Aumentar, sim!


Boas entradas e…saudações monárquicas. 

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Pré-natal

- Os professores deste país atrasado ainda não perceberam que reproduzem (em cada ano lectivo) o atraso em que vivemos. Provávelmente já terão recebido essa nefasta herança quando nasceram. Provávelmente. Mas a ideia que fica destes protestos não é brilhante. Parece menos uma manifestação corporativa e mais uma manifestação do funcionalismo público.

- MST ‘disparou’ contra o museu de CR 7 e esse tiro foi certeiro. Tem ainda a vantagem de ter sido o único a disparar e a acertar. De facto, não lembra a ninguém antecipar-se ao juízo da história e oferecer à sua terra um museu sobre si próprio! Enfim, um retrato fiel da nossa época. Bezerros de ouro e aduladores… aos molhos.

- Às vezes ponho-me a adivinhar como acabará a união europeia! Qual será a causa próxima! Que incidente a fará desmoronar mais depressa! E então surge em primeiro plano o jogo perigoso que Alemanha e o resto da união resolveram jogar com a Ucrânia! É que há muitas coisas que podem mudar, mas a geografia (e a geopolítica) não é uma dessas coisas.

- E termino com a originalidade de um penalty marcado a favor do Sporting, contra o Belenenses. A originalidade consiste no seguinte: - no momento do contacto (considerado faltoso) os protagonistas do lance estão fora do terreno de jogo… e a bola também!

Isto abre naturalmente as portas à marcação de penalties fora da grande área, digamos, por todo o estádio, desde que esse estádio se chame (obviamente) José de Alvalade.


Saudações monárquicas

segunda-feira, dezembro 09, 2013

O pensamento único

A democrática terceira república, com a sua revolução de Abril, fracturante, e a sua constituição socialista, sovietizante, será recordada por muito tempo, julgo eu, como a campeã do pensamento único em Portugal. Qual primeira república! Qual estado novo! Esta sim, nesta não se pode pensar, melhor dito, não se consegue pensar de outra maneira que não seja repetir (ad nauseam) a cábula oficial. Espécie de ditado que contamina todos os suportes mediáticos, chamem-se eles, jornais, canais de televisão, ou redes sociais. Uma unanimidade que até dói! Há excepções, honrosas, mas são excepções.

Veja-se o caso de Mandela, onde se chega a questionar, tal como na antiga união soviética, quem se atrasou no elogio, quem não disse exactamente aquilo que todos estão obrigados a dizer! Que nome damos a isto, digam lá?!

Quanto a mim, e cito o ‘Livro do desassossego’ – ‘este culto da Humanidade, com os seus ritos de Liberdade e Igualdade, pareceu-me sempre uma revivescência dos cultos antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses tinham cabeças de animais.’

E de forma mais prosaica acrescento: - será que existe alguém interessado em emigrar (agora) para esse paraíso de fraternidade (e segurança) chamado África do Sul?! Quem estiver interessado pode contactar-me.


Saudações monárquicas



Nota básica: Esta doença do pensamento único não é um problema português, nem sequer europeu, é uma epidemia mundial, embora se reconheça que em Portugal este tipo doenças realça o carácter indigente das suas elites. Porém a raiz do problema vai mais fundo, é uma consequência, como acima sugeri, da tentativa de substituir Deus pelo homem. Homem, que por maior que seja (e ironicamente, quanto maior se julga) não passa disso mesmo, de um homem. Uma caricatura de Deus. 

quinta-feira, novembro 28, 2013

Soares e a sua obra…

Anda o patriarca do regime muito zangado porque afinal as coisas não podiam correr pior! Mas Soares, e os seus apaniguados (ramalhos, ramalhetes e companhia) só não gostam dos efeitos, porque continuam (teimosamente) a amar as causas. Mas será apenas teimosia?! Não creio. O drama é maior, a religião que professam, a tríade jacobina - ‘liberdade, igualdade e fraternidade’ - tem sido um fiasco para os países que a abraçaram, e por consequência tem sido um fiasco para o mundo. A liberdade que proclamam (para tudo e mais alguma coisa) deu em droga, aborto, e servidão; a famosa igualdade criou as maiores desigualdades de que há memória no planeta; e a fraternidade, irmã, prima, filha, enteada das outras duas, não existe, nunca existiu… a não ser para os confrades. 
Portanto, nada a fazer, a não ser olhar para as causas, porque os frutos que recolhemos, e que tanto exasperam Soares, não podiam ser outros.


Saudações monárquicas