sexta-feira, março 20, 2015

Esclarecimento!

No anterior postal optei pela ironia, atendendo a que o tema só pode ser levado a sério num país a brincar! Foi um erro, no fundo pensei que apesar de tudo estávamos mais crescidinhos. Não estamos e já temos duas demissões! Portanto fui ver se a minha opinião era um caso isolado, um tiro ao lado, mas também não é. Há mais gente a pensar como eu! Por exemplo, o director do jornal 'Sol' também acha esta polémica ridícula. Transcrevo com a devida vénia:

'A polémica sobre a existência de uma 'bolsa VIP' de contribuintes é insólita. Mas alguém defende que os funcionários andem a espiar os processos fiscais das pessoas (VIPs ou não)? Sendo assim, é natural que, em relação a pessoas com mais notoriedade, os mecanismos de defesa sejam reforçados. Ou não?'

E mais à frente, no mesmo jornal, o insuspeito Vicente Jorge Silva, segue a minha linha de pensamento, inclusivé no título - ´A política dos casos'. Diz, em resumo: - 'A politica dos casos ameaça tornar irrespirável a atmosfera da vida pública portuguesa'.

Concluindo, temos que mudar de vida e decidir o que queremos. Se queremos ter sigilo fiscal há que fazer alguma coisa por isso. Se queremos ter segredo de justiça, idem. Se não queremos enriquecimento ilícito, a mesma coisa. O que não podemos é ter tudo e o contrário de tudo consoante as conveniências eleitorais ou partidárias. Isso não é possível. Como não é possível passar a vida a invocar a 'bendita constituição de Abril', sob pena de ficarmos estacionados no tempo. Há quem goste!

Saudações monárquicas

quinta-feira, março 19, 2015

A democracia dos ‘casos’

Foi assim no rotativismo monárquico, e desembocou no regicídio. Foi assim na primeira república, e tantos foram os governos e os casos, que acabou em ditadura. E continua a ser assim nesta terceira república, que só não acaba da mesma maneira, porque a união europeia não deixa. Ou seja: – não paga.
Vejamos então qual é o último ‘caso’:

Anda a oposição indignada, desorientada mesmo, porque a autoridade tributária tem (ou anda a organizar) uma lista VIP em termos de protecção informática do sigilo fiscal. Um escândalo, afirmam, uma discriminação inadmissível, pois todos os portugueses devem ter direito a igual tratamento! E prosseguem exigindo a demissão do governo! Nem mais, nem menos.

Ora bem, pensava eu, anónimo cidadão, que os meus dados fiscais estavam mais protegidos que os do Cristiano Ronaldo, mais protegidos até que os do socialista António Costa, candidato a primeiro-ministro, mas não, afinal estamos em igualdade de circunstâncias! E sendo assim também protesto. E vou mais longe! Noutra vertente, em termos de segurança de pessoas e bens, exijo guarda-costas e polícia à porta de casa, tal como o presidente da república. Nem mais, nem menos.

Enfim, eu sei que já estamos em campanha eleitoral, portanto, gritem, barafustem, mas depois não se queixem das quebras do sigilo fiscal, da devassa da vida privada, das notícias nos jornais. E já agora das violações ao segredo de justiça. Está bem?!


Saudações monárquicas

quarta-feira, março 18, 2015

Memória do Interregno

Quatrocentos

É apenas um número e corresponde ao número de postais que levo escritos neste interregno, um caminho que se aproxima a passos largos dos três anos de idade e quem sabe, do seu limite. Olhando para trás tenho a sensação que passei o tempo a escrever o mesmo postal! E com um único título – “Deus, Pátria, Rei”.
Relembro que o interregno é essa ausência, a ausência de Deus na cidade dos homens, que reduz a dimensão (e o valor) da vida humana à economia dos seus aspectos utilitários, onde não entra a noção de eternidade. A apregoada separação entre a Igreja e o Estado esconde afinal o divórcio entre o homem e Deus. Nestas circunstâncias deixam de existir valores permanentes, tudo é efémero, e os poucos que resistem, porque não têm representação adequada, relativizam-se e tornam-se descartáveis. Assim a Pátria é hoje uma vaga memória colectiva, susceptível de ser vendida ou alocada, de acordo com a melhor oferta. Não admira que o Príncipe tenha sido expulso ou assassinado, ele era a figura humana da Pátria, a sua defesa, a sua representação política, portanto, um empecilho para os apetites das grandes potências, um alvo a abater pelos traidores. É preciso esclarecer que Portugal não é um hino, ou um monumento ao passado, é a vida da própria comunidade, a sua história, a sua cultura, é território, é independência conquistada em mil batalhas, e em outros tantos gestos de nobreza!
Nem todos os povos ou nações conseguiram construir pátrias livres e independentes, faltou-lhes por certo algum dos pilares que enunciei, faltou-lhes sobretudo a vontade que hoje nos vai faltando.


Interregno, 18/10/07

terça-feira, março 10, 2015

Face oculta - segundo capítulo!

Esgotadas as manobras e os incidentes, os pequenos sacrilégios – a detenção na manga do avião, o insultuoso tratamento pelo nome próprio e apelido, a proibição do cachecol do Benfica – esgotadas as pressões mediáticas, por mais mediáticas que sejam, esgotado enfim o turismo eborense, resta lançar mão das artimanhas processuais. Artimanhas já usadas e abusadas em anterior processo, tudo o que for possível para não haver julgamento!

Rebater os fortes indícios em plena sala de audiência está fora de questão! Provar a sua inocência no local próprio nem pensar!
Em Portugal há gente que não pode ser julgada em público. Daí o extenso e capcioso reportório legal que a prestimosa assembleia da república tem vindo a aprovar, um emaranhado de leis que fazem as delícias de qualquer advogado. E aqui não há diferenças partidárias mas sim uma verdadeira união nacional! União para a redução de riscos, já se vê, ‘não vá o diabo tecê-las’!

Assim, estamos todos a assistir a uma desesperada tentativa para destruir provas, inventar nulidades, numa frase, dar cabo da investigação! Tudo apoiado e cozinhado por especialistas na matéria. Sempre os mesmos, aliás.



Saudações monárquicas

segunda-feira, março 09, 2015

Pior do que isto…

Está na moda compararmos tudo com a Grécia mas isto aqui, o Portugal de hoje, é incomparável! No pior sentido do termo. Não me fica bem dizer mal da Pátria mas fechar os olhos, fingir que vamos no bom caminho também não é solução. Há uma doença infantil e uma esperteza saloia que misturadas transformam tudo numa intragável mistela. Há uma intelectualidade bacoca que arruína todas as ideias. Exemplos ao acaso, sem ordem nem grandeza:

Comecemos pelos dias mundiais 'não sei de quê'!
Ora bem, é visível que os dias internacionais são o máximo para as nossas elites de esquerda! E justificam, amplamente, que os dias nacionais que representaram algo de palpável na nossa história, e que por azar coincidam no calendário, sejam remetidos para o ecoponto! O dia da independência nacional menorizado pelo dia da Sida; o dia de São João de Deus, santo português que inspirou hospitais e misericórdias, substituído pelo dia internacional da mulher não se sabendo ao certo se é a maternidade ou a igualdade dos sexos que se quer celebrar! Veja-se em abono da dúvida o atleta Nelson Évora, recente medalhado no triplo salto, de saltos altos em ridícula homenagem, presumo, aos saltos altos!

Entretanto a intriga prossegue na televisão. Num dos canais pontifica Marcelo Rebelo de Sousa, eminência parda do regime, um católico republicano (!), incansável doutrinador, incansável na sua ambição, administrador perpétuo da Casa de Bragança, bens privados que Salazar nacionalizou, pois bem, Marcelo dá conselhos a Costa enquanto vergasta correligionários! Passos Coelho pelos seus pecados fiscais, Cavaco pela desvalorização do facto. E assim vai tecendo a sua candidatura à presidência da república. Seria a cereja no topo do bolo! A quarta república revisitada por um afilhado de Marcelo Caetano!

E termino com mais um sintoma preocupante! Não lhe quero chamar intelectualidade, que não existe, talvez infantilidade seja o termo apropriado. É assim – o último festival da Eurovisão foi ganho por uma mulher com barba. Pois bem, a RTP não quer ficar atrás e responde com uma concorrente octogenária. O que é que tem de mal?! Nada. Não convém contrariar as crianças, podem fazer birra.


Saudações monárquicas  

quinta-feira, março 05, 2015

Católico e republicano!

Granadeiro, em linguagem corrente ex-patrão da PT, foi depor à Comissão do BES. Mais um, de um rol interminável onde a inocência e a falta de memória andam de mãos dadas. E para garantir outra veracidade às suas declarações fê-lo sob juramento ao abrigo, segundo afirmou, da sua ‘crença religiosa’ e das suas ‘convicções republicanas’! Melhor seria que não tivesse dito nada.
Em Portugal e para que conste, católico e republicano são duas condições que se excluem, a não ser para os ignorantes ou para os espertos. Não sei efectivamente a que categoria pertence o antigo administrador da PT mas deduzo que conheça quer a história, quer as afinidades do partido republicano português. Para além da estreita ligação à maçonaria, obediência incompatível com a fé católica, e ao seu braço armado, a Carbonária, ninho de terroristas e regicidas, o partido republicano pretendia não apenas submeter, mas erradicar a religião católica do espaço português. Digamos que quase o conseguiu.
Portanto a convicção não é feliz e a invocação da crença também não. A não ser na parte em que confessou uma pequena parte dos negócios ruinosos.

Saudações monárquicas



Nota básica: Eu sei que o teor do postal, nomeadamente no que se refere à incompatibilidade entre catolicismo e republicanismo, é susceptível de incomodar muita gente. Mas nestas questões não posso ser simpático ou omitir factos históricos. Por isso, e também em nome da verdade, não vale a pena introduzir conceitos sobre a ‘república’ que não são para aqui chamados. Afirmar-se republicano em Portugal, mesmo nos dias de hoje, tem um conteúdo próprio que não podemos escamotear. Conteúdo diferente dos tempos da Roma antiga, e diferente também do título de ‘Defensor da república’ ostentado pelos reis de Portugal. Nada de confusões.

quarta-feira, março 04, 2015

Encalhados!

Encalhámos em estranho mar, em dura rocha, sem homem do leme, sem rumo a seguir! Antigamente andámos à volta do mundo, agora andamos às voltas sem sairmos do mesmo sítio. A tripulação, ensimesmada, discute as qualidades fiscais do primeiro-ministro! Desde a nascença! Se as fraldas que usou pagaram IVA, se o leite materno era de boa qualidade, ou se na adolescência atravessou alguma passadeira proibida! E estamos próximos de um veredicto: - quem no passado se esqueceu de pagar à segurança social, não pode, no presente, obrigar ninguém a pagar. Logo, homem ao mar!
O imediato também não está em bons lençóis! Consta que, apesar da sua recente paixão helénica, terá aconselhado os chineses a investirem em Portugal! Foi um sarilho, uma traição à lógica socialista!
Só falta uma frase grandiosa – encalhados sim, e viva a república!



Saudações monárquicas  

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Pobres e mal-agradecidos!

Quando é para receber, viva a Alemanha! Quando é para pagar, morra a Alemanha! É esta a conversa que se ouve nos areópagos, na televisão, nos jornais.

Sou insuspeito, euro céptico de longa data, com provas dadas, bastando para o efeito escutar e entender, à distância de um click, a balada – ‘É o mar…’! E concluir que o nosso mar não passa pela Alemanha.

Estou portanto à vontade para opinar sobre aqueles que gostam de morder a mão que lhes dá de comer. Que gostam de não cumprir aquilo que se acordou. E assim inventam as mais esfarrapadas desculpas – desde as ‘dívidas’ da última guerra (!), às considerações mais descabidas sobre os ganhos ‘indevidos’ da Alemanha pelo facto de produzir mais, exportar mais, ganhar mais que os outros! 

Esquecem-se que a união europeia, tal como está desenhada, não foi uma invenção alemã! Se formos a ver, quem verdadeiramente transformou um mercado comum plausível, aceitável, num projecto utópico, tem sobretudo pronúncia francesa. Lembre-se a propósito a campanha 'napoleónica' para impor uma absurda 'constituição europeia'! A esses podemos designá-los europeístas de esquerda, federalistas de ocasião, quando se trata de dividir as suas dívidas com os outros!

A Alemanha e o marco alemão não precisavam, nem precisam desta união europeia para nada. A locomotiva sempre pode andar sozinha. Os atrelados (e os penduras) é que não.



Saudações monárquicas    

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

‘Notáveis’ em quê?!

Escreveram uma carta a Passos Coelho e assinaram. Querem que o primeiro-ministro de Portugal apoie o programa do novo governo grego! Ou seja, querem que Passos renegue a austeridade e desvalorize tudo aquilo que foi conseguido em termos credibilidade! Dizem, com o empenho habitual, com a linguagem do costume, que seguimos o caminho errado, que esta é a grande oportunidade para a Europa crescer, a grande oportunidade para uma ‘solução multilateral’ das dívidas europeias. A oportunidade para sermos felizes para sempre. E concluem: - ´só este governo é que não quer!’

Se traduzirmos isto para a linguagem dos credores, se estes pudessem escrever uma carta, se ela fosse publicada com o mesmo destaque da outra, diriam muito simplesmente: - cambada de caloteiros! Notáveis oportunistas!

Eu vou mais longe e alargo o juízo da história a quem quiser enfiar a carapuça. Notáveis cobardes, quando abandonaram o projecto português, e o entregaram aos movimentos terroristas e às (inevitáveis) guerras civis que eclodiram em África e na Oceânia!
Notáveis mentirosos quando, com reserva de consciência, embarcaram no projecto europeu com a mesma filosofia com que sujavam as paredes de Lisboa: - ‘os ricos que paguem a crise’!
Notáveis espertalhões ao serviço de agendas estranhas aos interesses do povo português – judaica, maçónica, laicista, ou do tio Sam. Deve haver outras que desconheço!
Por último, notáveis reaccionários! Querem que tudo mude, todas as regras, menos aquelas que lhes convêm! À mesa do orçamento de Estado, de preferência. Enquanto choramingam sobre as causas humanitárias!


Saudações monárquicas

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

UGT na prisão de Évora!

Vi a fotografia e fiquei siderado! Eram três conhecidos sindicalistas, antigos e actuais dirigentes da União Geral de Trabalhadores (UGT) em visita ao ex-primeiro-ministro José Sócrates. Sorridentes como se fosse a coisa mais natural deste mundo! Mas não é. 
Pelo contrário parece-me um facto suficientemente grave e que suscita as seguintes questões:

Terão ido a título pessoal, visitar um amigo em dificuldades?! Não acredito. Explico porquê - em primeiro lugar seria muita coincidência, logo os três, logo três dirigentes da UGT! Em segundo lugar, e este parece-me o argumento decisivo, o cargo de primeiro-ministro não serve para gerar amizades de natureza pessoal. Pois assim, como bem se compreende, também poderia servir para gerar inimizades ou preferências, o que é manifestamente deslocado e absurdo.

Em alternativa admite-se que terão ido em representação dos trabalhadores filiados naquela Central Sindical! E também não podemos acreditar. Seria um abuso de representação além de confirmar a dependência partidária (ou governamental) do sindicalismo português!

Resta então a hipótese de lá terem ido por algum motivo que a população desconhece, tal como eu desconheço! E é caso para dizer - aceitam-se palpites!
Que foram lá, não tenho dúvidas. Eu vi a fotografia.


Saudações monárquicas


(PS): Já depois de publicado o postal reparei que excluí a probabilidade dos referenciados sindicalistas serem todos eles filiados no PS. Seria mais uma jornada de solidariedade, e mais uma forma de pressionar a justiça. Mas afastei automáticamente esta hipótese uma vez que o grande líder Costa garantiu (desde o início) que o pessoal socialista não iria interferir com o processo judicial em curso. Foi por isso. 

sábado, fevereiro 07, 2015

Quando a geopolítica reaparece…

Uma longa maré cheia de sonhos e promessas, também de aviltamentos e traições, escondeu a dura rocha onde assenta a secular política europeia! E nós esquecemo-nos disso. 

Foi essa maré alta que propiciou a ideia de uma união benigna, do sul ao norte, de leste a oeste, que juntasse nos mesmos termos, no mesmo clube, várias europas, com tantas diferenças e tantas aspirações! O atlantismo de uns e a polaridade oriental de outros, o frio que obriga a trabalhar com o sol que proporciona o lazer! E cada um dividia aquilo que tinha a mais com os outros! O paraíso reinventado!

Uma quimera que fez o seu caminho, iludiu muita gente, e abriu espaço inclusivé para uma moeda única. Mas não nos esqueçamos, foi também o cavalo de Tróia onde se emboscaram todas as baixezas, naturais egoísmos, e como não podia deixar de ser, alguns delírios napoleónicos!

A maré vaza, porém, sempre acontece e com ela reapareceram os velhos rochedos esquecidos - antigas afinidades, alianças perdidas, culturas negadas. Este fenómeno do Syrisa, se calhar sem o saber, pode ser um passo nessa direcção. O regresso em força da geopolítica, dos interesses estratégicos permanentes, que a globalização não desfez, nem consegue mudar. Pelo menos enquanto não mudar a geografia.

Para Portugal é um aviso à navegação! Em vez de andar a reboque de outras culturas, ou a fingir outros interesses, deveria olhar para dentro de si e procurar o seu rumo.


Saudações monárquicas 

terça-feira, janeiro 27, 2015

O Syriza entre nós!

Nada percebo da política grega, sei apenas que no século passado referendaram o regime e por via disso colocaram no trono o rei Constantino. Mais tarde arrependeram-se e optaram pela república. Seguiu-se a inevitável usura republicana, ditaduras e alvoradas democráticas, e foi nesse estado, sem os mínimos exigíveis, que a Grécia entrou para a união europeia. Como era expectável não conseguiu cumprir as regras definidas pelo directório europeu.
Nem ela, nem muitos outros.

Surge agora uma (nova!) esperança de esquerda, como se a esquerda, nomeadamente os socialistas, não tivessem responsabilidades de governo durante estes anos! Mas enfim, quando se trata da esquerda a excitação vai ao rubro, e bastou a recente vitória eleitoral sobre os partidos do rotativismo (grego), para os portugueses embandeirarem em arco como se o mundo tivesse mudado! 

Deliraram com a recusa de Tsipras, é este o nome do herói, em jurar sobre a Bíblia! Terão pensado que assim seria mais fiável! Deliraram com o à vontade do leader grego, sem gravata e sem saber o que fazer amanhã! E só arrefeceram um bocadinho quando se soube que o esquerdíssimo Syrisa tinha feito uma aliança de governo com a direita (xenófoba, a expressão é da esquerda) e nacionalista! Nada que impeça o champanhe e a comemoração! Até o Costa que temos, se esqueceu do desastroso resultado do irmão Pasok e achou que a vitória era dele! Assim vai o oportunismo da esquerda laica, republicana e socialista.



Saudações monárquicas

segunda-feira, janeiro 26, 2015

Sombra e Sol – a justificação da guerra!

Compro o semanário Sol porque ainda não foi totalmente domesticado pela agenda (oculta) que domina a comunicação social. Ainda se pode ler. Por quanto tempo não sei.

Mas o dito jornal esta semana enganou-se, teve uma recaída Charlie! No seu ‘Sol & Sombra’ (rubrica assinada por José António Lima) colocou na ‘sombra’ o Duque de Bragança! 
Simplesmente porque disse aquilo que qualquer pessoa de bom senso diria – que a liberdade de expressão tem limites, que o insulto reiterado e gratuito às convicções religiosas de cada um, é um desses limites.

O articulista diz que não, e sendo assim resta aos hipotéticos queixosos o recurso para os tribunais competentes. Mas aqui pode surgir um imbróglio! Se a lei do país, como parece ser o caso em França, considerar a liberdade de expressão um direito absoluto, então os respectivos tribunais tenderão a inocentar quem insulta. A afronta terá de ser engolida a seco. Será isso?!

Outra alternativa seria julgar o desaforo à luz da lei de uma outra civilização. Mas será que os Charlies aceitam?! Claro que não aceitam porque se julgam oriundos de uma civilização superior! O que resta então aos queixosos?! A guerra, evidentemente!

Saudações monárquicas


Nota básica: José António Lima, nitidamente em semana não, ainda teve a infelicidade de se referir ao Duque de Bragança como ‘pretendente ao inexistente trono português’! Uma ironia estilo Charlie que acaba por desrespeitar todos os monárquicos. Eu não o faria em relação aos republicanos nem à república que temos. Que como deve saber é indiscutível, graças a um interessante normativo constitucional que proíbe os portugueses de se pronunciarem sobre a mudança de regime!

sexta-feira, janeiro 23, 2015

A gente tem que os conhecer!

Até quando esta encenação democrática?! Até quando o espectáculo deplorável da partidocracia, das listas partidárias, dos deputados que ninguém conhece, da representação enviesada?! Embora constitucional! Até quando?!

E vou directo ao assunto: - quantos dos eleitores que votaram partido socialista nas últimas eleições estavam conscientes que a esmagadora maioria daqueles deputados eram a favor da adopção de crianças por dois homossexuais?! Podem chamar-lhe ‘casal’ que a aritmética não muda. E o mesmo se diga no que toca aos restantes partidos! E o mesmo se diga, digo eu, a propósito de muitas outras causas e conceitos, desde o aborto, ao instituto do casamento usado para outros fins, à eutanásia, à manipulação genética… e já agora à pertença ou não a sociedades secretas ou discretas! Como queiram.

Pois é, meus amigos, há-que conhecer aquela gente que todos os dias se senta na assembleia da república, que se diz representativa, mas onde não me sinto representado! As leis que ali se fabricam (e que regem os nossos destinos) pelos vistos não têm sido boas. Que arruinaram o país não temos dúvidas! Pior do que isso, se ninguém lhes fizer frente, hão-de arruinar a identidade do povo português.

De vez em quando, quando dá jeito, fala-se na reforma da lei eleitoral, mas depois, nada. O assunto morre na gaveta. Por certo não interessa aos partidos ou a quem neles manda.



Saudações monárquicas

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Diz-me com quem andas…

O país irreal, mínimo, indefinido, por calculismo, que é o outro lado do medo, é esta a terra onde nasci, das glórias que me contaram, e que eu quis acreditar, a história dos egrégios avós, verdade que me confunde, mentira por certo quando olho friamente para os factos! 

Que ridículo lugar é este onde o ridículo não tem medida?! Quem pode ainda acreditar que um ex-primeiro ministro de Portugal possa viver, ou ter vivido, daquela maneira?! Luxuosamente, graças à generosidade de amigo desinteressado?! Que patranhas, que desculpas podem justificar tais procedimentos?! E que povo se presta a isto?! Quais são os limites da insanidade?! E por fim ouvir as louvaminhas dos ‘crentes’! Eternamente agradecidos!

O desfecho deste processo, que já preconizei vai dar em nada, marcará, apesar de tudo, o fim da terceira república. O fim do regime tal como o conhecemos. Quanto aos ‘crentes’, ainda os ouviremos gritar vitória, mas será uma vitória de Pirro.

Felizmente! Porque nada é pior do que isto.



Saudações monárquicas

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Assalto à informação… parte dois!

Sub-repticiamente os ‘esquerdinhas´ lá vão tomando conta da comunicação social! É uma segunda tentativa, a primeira foi tramada pela banca rota, mas os nossos esquerdinhas não desistem fácilmente. Desta vez prometem domesticar a liberdade de expressão e pô-la, naturalmente, ao serviço dos seus altíssimos interesses.
Até porque vêm aí eleições, antes disso há que soltar o Sr. Pinto de Sousa, e coincidência das coincidências (ou ironia do destino) a direcção de informação da TVI caiu nas mãos de alguém que escreveu - ‘Gosto de Sócrates’!
Mas o rodopio alarga-se à RTP onde o chamado Conselho Independente ameaça-nos e ameaça os contribuintes com um Charlie típico! Moderador do ‘eixo do mal’, cheio de liberdade de expressão, o que podemos esperar da criatura?! Mais uma onda de laicismo?! Com o ministro Maduro em silêncio?!
No resto, o panorama é conhecido, está tudo sob controle. Escapam por enquanto o ‘Sol’, o Correio da Manhã, e pouco mais!


Saudações monárquicas

domingo, janeiro 11, 2015

A marcha pela república!

Num venerável exercício de hipocrisia a esquerda manifesta-se hoje em Paris, para celebrar os ideais da revolução francesa! Ao contrário do que proclamam não é o luto, ou a dor pelos que morreram, que os move, mas sim o direito absoluto à sua liberdade de expressão! Que foi atingido.

Fosse um jornal católico, ou um partido de direita a ser atacado, e tenho a certeza que apenas ouviríamos vagas condolências. A comprovar o que afirmo veja-se como a Frente Nacional foi logo excluída de participar na vigília, e quanto aos monárquicos (em quem ninguém falou) sendo uma marcha pela república, não faz sentido que compareçam.
Nestas condições seria útil perguntar a um português (com memória) o que significa a revolução francesa!

Significa o assassinato do Rei e da sua família, significa o terror discricionário que se lhe segue, com os revolucionários a liquidarem-se uns aos outros, ao mesmo tempo que são enviados para a guilhotina milhares de inocentes! Significa sempre a perseguição à Igreja Católica e as tentativas de a substituir por uma religião laicista de Estado! E significa, por último, sofrer na pele as invasões napoleónicas com o seu cortejo de massacres e pilhagens!
Óbviamente cheias de liberdade, igualdade e fraternidade!

Enfim, uma série de significados, que Portugal também experimentou durante o liberalismo, experimentou na primeira república, esteve quase a experimentar no gonçalvismo, e que os povos (exemplarmente) descolonizados experimentaram em dolorosas guerras civis!

E termino como comecei: - trata-se de uma manifestação política de esquerda, com forte traço jacobino, muito apoiada pelo sionismo, e que não tem qualquer intenção de olhar para a mãe de todos os terrorismos, que nasce e cresce diáriamente na Palestina.


Resta saber o que pensa disto o primeiro ministro-português, que vai estar presente, porque quanto à presidente da nossa assembleia da república, ela já explicou que estará em representação dos ideais da revolução francesa!

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Os nossos Charlies!

Se a imagem está correcta aquele pessoal que se juntou à porta da Câmara Municipal de Lisboa a defender a liberdade de satirizar a qualquer preço pareceu-me uma réplica da primeira república! Não quero generalizar, estava lá mais gente, mas não pude deixar de recuar aos tempos da carbonária, braço armado da maçonaria, das perseguições à Igreja Católica (quando as procissões não podiam sair do adro) e lembrei-me naturalmente da sátira, forma de terrorismo que inundava os jornais da época, incitando claramente ao massacre da família real! O que veio a acontecer. Não fizeram luto, pelo contrário homenagearam os criminosos! E assim a manifestação (camarária) de ontem tornou-se ao mesmo tempo paradoxal e coerente!

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Uma festa bonita

Era para não ir, pela primeira vez em muitos anos, e tinha um bom pretexto, a convalescença de um acidente de percurso. Porém, a voz autorizada do Prior falou mais alto, e tive que ir. Ainda bem que fui. Uma festa singela, em dia de Reis, ocasião para reconhecermos o presente da vida, tornado evidente pelo testemunho de seis felizes criaturas! Chamamos-lhe festa das graduações, com uma medalha a assinalar o fim e o princípio de algo mais. Algo que pode mudar o mundo. Não é fácil. Mas o Vale de Acór faz questão!


Bem Hajam

segunda-feira, janeiro 05, 2015

Ginástica cerebral

Penso em Sócrates e vem-me à ideia o nacional-benfiquismo! Penso de novo em Sócrates e lembro-me dos tempos do ‘apito dourado’, um belo exercício de ataque selectivo ao poder futebolístico do norte! Penso ainda em Sócrates e a PT não me sai do pensamento. A guerra para domesticar a comunicação social, os altos patrocínios aos três ‘clubes do estado’ são ideias que fervilham na minha cabeça. Uma pergunta sobressalta-me: - donde vem, onde nasce o dinheiro para pagar isto tudo?! Afasto os maus pensamentos, desvio a minha atenção para o camarote da Luz. O que vejo?! A classe política e empresarial a desfilar, desde o Louçã, sentado à esquerda, ao pesporrente Sílvio Cervan do CDS… aos gritos, de pé! No meio está a virtude – lado a lado, Vieira e Ricardo Salgado. E começo a perceber. O BES a sustentar um plantel de luxo, recheado de internacionais argentinos e brasileiros! Ocorre-me então que os clubes dos países ricos, como a Holanda (estou a pensar no Ajax) não têm, nem de perto nem de longe, uma folha salarial que se compare à do Benfica. Mas são precisamente esses países que sustentam a vaidade daquele camarote lusitano! E fica explicada, em parte, a falência do BES, do BESA, do Benfica… e do resto. Raciocínio simplista, dirão muitos, mas não adiantam outra pista! Apenas balbuciam desculpas. Por isso insisto, é na vaidade, no nepotismo, na ganância, (em suma, na falta de educação) que poderemos encontrar as explicações para o descalabro. E Sócrates regressa, infelizmente, ao meu pensamento!


Saudações monárquicas

quinta-feira, janeiro 01, 2015

Esperanças para 2015

‘A vida é sempre um começo, a obra nasce do nada…’ , se formos por aqui talvez exista alguma esperança! Porém, são fortes os indícios de um enorme retrocesso em todas as áreas, e seja qual for o campo de visão. Senão vejamos:

À nossa volta a união europeia e a sua moeda parecem desmoronar-se a qualquer momento! Os belos propósitos de outrora são hoje fonte de desigualdade, de egoísmos vários ou de oportunismos ainda piores! Nunca ficou tão claro o aviso de um ex-soviético – ‘Eu já vivi o vosso futuro’!

Para lá da união tudo se agravou! Desde a prepotência norte-americana ao ateísmo militante que subjuga e confina os europeus a um papel desprezível na cena mundial! Aproveitando esta fraqueza o Islão aperta o continente, invade as suas fronteiras, instala-se, e há-de chegar o dia em que avassalará (de novo) a Europa!

Portugal tornou-se infelizmente uma caricatura de si próprio! Completamente dependente, sugado até à medula pelas diversas seitas que compõem o aparelho de estado, pode ver-se o seu retrato na peregrinação diária que se desloca à prisão de Évora! Uma ‘selfie’ perfeita de todos nós porque sem querer, com mais ou menos sorriso, estamos lá todos! A dívida soberana, a maçonaria em peso, a união nacional do défice, o povo eternamente enganado e ao mesmo tempo agradecido!

Falta alguma coisa?!
Falta! Faltam os futebóis, o Ronaldo, o nacional-benfiquismo, as casas dos segredos… o circo, como antigamente em Roma.


Saudações monárquicas

quarta-feira, dezembro 24, 2014

Boas Festas

Um Bom Natal para todos, muito em especial para os fiéis companheiros de jornada que se habituaram a passar pelo Interregno! Façamos então uma trégua política para que o Príncipe verdadeiro possa nascer em Paz. 

segunda-feira, dezembro 22, 2014

O patrão estado e as suas greves!

Os países socialistas proibiam as greves com o argumento singelo de que se o estado é uma emanação dos trabalhadores e o patrão de tudo é o estado, não faz sentido fazer greves contra si próprio. Era assim na união soviética, era assim em toda a Europa de leste e deve ser assim na Coreia do Norte.

Daqui se conclui que uma greve contra o patrão estado, como por exemplo a da TAP, só pode ser analisada no contexto de uma luta (de classes!) para impor um estado socialista. Estado socialista que ainda não existe, apesar da constituição, mas segundo os seus promotores, urge estabelecer.

A esta luz, digamos, paradoxal, talvez se compreendam as greves natalícias e o desprezo dos dirigentes (inter) sindicais, quer pelos danos causados às próprias empresas, quer à economia em geral! E isto tanto vale para os transportes, como vale para a saúde ou para o ensino público.

A cereja no bolo (e a desordem geral) seria uma greve na polícia, e já agora, um golpe nas forças armadas! Impossível por enquanto. Enquanto a união europeia não autorizar… nem pagar. Só por isso.



Saudações monárquicas 

domingo, dezembro 21, 2014

A TV do regime

Num país normal a televisão que reflecte as posições do governo costuma ser a televisão pública. Quando exista. Em Portugal não é assim. Por uma questão de pudor, digamos, a RTP comporta-se como um baluarte da esquerda, nomeadamente quando esta está na oposição! Provávelmente não se apercebe disso, ou então apercebe-se e gosta!

Isto que refiro é de fácil prova como venho escrevendo há muito. Por exemplo, e a propósito de qualquer acontecimento, o tempo de antena estende-se a todos os grupos com assento parlamentar, na mesma proporção, sem atender aos resultados eleitorais. E sendo a esquerda composta por inúmeras vozes, a posição de um governo de direita acaba claramente abafada.

Curiosamente já não é assim com o futebol! Aí, a mentalidade é diferente e só se fala nos grandes clubes, naqueles que têm mais adeptos!

Enfim, são os critérios da república.


Saudações monárquicas

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Não, não podemos!

Não podemos mudar o que quer que seja, isto é de facto muito pequeno, aqui não existe qualquer oposição, política, ideológica ou outra. Na hora da verdade aparecem todos juntinhos na fotografia! E não façam caso dessas guerras diárias, do mata e esfola, porque são afinal guerrinhas do alecrim e manjerona! Também não vale a pena terçar armas por ninguém, contra ninguém, porque amanhã descobrimos que são amicíssimos! Desde longa data! Desde o berço, talvez!

Cesse (enfim) tudo o que a musa antiga canta que outros valores mais altos se levantam. Pois é, não tinha percebido, foi o dinheiro para os estádios, dinheiro que foi esvaziando o erário público… mas que deu votos! Foram possivelmente outras trocas e benesses que desconhecemos, e são agora os direitos televisivos! O tal tratado de Tordesilhas regional que justifica tudo! Que fez as pazes entre o norte e o sul, entre Benfica e Porto! Embora seja já o fundo do tacho, ainda há muito dinheiro em jogo, e esse é um aspecto que parece não escapar a ninguém. Incluindo, segundo rezam as crónicas, ao ex-primeiro ministro disto tudo!

Acordei para a realidade, a república portuguesa só consegue viver em união nacional. Do défice, da corrupção, do branqueamento, etc. E quando acontece alguma coisa, ninguém sabe de nada, ninguém é responsável por nada, está tudo inocente. O que acaba por ser verdade.


Saudações monárquicas  

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Comissão de inquérito ao regime!

Deslumbrados com o poder inquisitorial que a lei lhes faculta, convictos de que falam em nome dos portugueses, os deputados nem se apercebem de que são eles os verdadeiros inquiridos! Mas já lá vamos. Antes do mais há que reconhecer que as comissões de inquérito seriam úteis e um serviço ao povo português se não fossem aquilo que hoje são - um pretexto para prolongar a luta partidária. É assim que assistimos no caso BES a um facto insólito: - a esquerda quer responsabilizar o Banco de Portugal e o Governo pela falência do Banco, enquanto a direita se preocupa em defender o Governo e o Banco de Portugal, responsabilizando os banqueiros pelo sucedido! Quem um dia fizer a história destes dias ficará por certo muito confuso.

Mas o que interessa aqui registar é o seguinte: - as leis quem as faz são os deputados, deputados que assim bem poderiam moderar o seu furor inquisitório, guardando alguma energia para mudar o regime que pelos vistos não funciona. Poderiam começar por eles próprios, acrescentando, por exemplo, maior legitimidade aos seus mandatos. Os portugueses não os conhecem, não os elegem directamente, em termos práticos estão ali por terem a confiança dos chefes partidários. É curto... e dá nisto.


Saudações monárquicas

quarta-feira, dezembro 10, 2014

O campeonato dos bancos falidos!

Em directo na ARTV, assistimos a um jogo entre dois buracos financeiros, BES e BESA, um cá, outro em Angola. O de cá, grande accionista da SAD do Benfica, o de lá, apregoado salvador da SAD do Sporting, e a bola girava de uma bancada para a outra sem que nenhum dos deputados ousasse interceptar a jogada!

Dir-se-á que se tratava de poucos milhões quando comparados com os biliões desaparecidos! Ainda assim não nos esqueçamos que houve muita gente, nomeadamente pequenos accionistas, que ficaram sem nada!

Mas o que se há-de fazer, o futebol é tabu em Portugal, ninguém o quer enfrentar, muito menos pôr na ordem. Pão e circo sempre foram os remédios das ditaduras. Sejam elas 'democráticas' ou não.


Saudações monárquicas  

terça-feira, dezembro 09, 2014

O medo da lógica!

Com a serenidade habitual o Duque de Bragança disse há pouco tempo na televisão uma verdade indesmentível: - os portugueses sofrem da falta de lógica! São deseducados (desde a escola) nesse sentido e quando perante todas as evidências se avizinha a conclusão inevitável, fogem e refugiam-se em argumentos mais do que pueris. No fundo não acreditam na verdade mas naquilo em que querem acreditar.
  
Eu tenho a minha opinião que isto não funciona assim por acaso. Mais, acredito, com toda a lógica, que este tipo de mentalidade interessa sobremaneira aos manipuladores de opinião que vêm sustentando o regime republicano. Veja-se por exemplo o caso da bandeira dita nacional e nas patranhas, facílimas de desmontar, que lhe andam associadas! Patranhas que atravessaram as três repúblicas que já levamos!

Toda a gente sabe e percebe que a cor verde e rubra não tem nada a ver com a esperança nem com o sangue derramado, mas sim com as cores da bandeira da carbonária, braço armado da maçonaria que ajudou a implantar a república. Mesmo assim os portugueses não querem saber disso para nada e preferem acreditar numa qualquer história da carochinha!

Sintomática também é a perspectiva geral sobre o artigo 288 da constituição que impõe o regime republicano para a eternidade! Um absurdo democrático que os portugueses aceitam como natural sem se aperceberem sequer (como bem lembrou o Senhor Dom Duarte) que isso equivale (em termos lógicos) à condenação de todos os regimes monárquicos! Nem mais nem menos que os regimes dos países mais democráticos e mais desenvolvidos da Europa! Para não falar do regime que nos fez e estruturou como povo independente!

Mas isto os portugueses não percebem ou têm medo de perceber!


Saudações monárquicas 

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Hoje é feriado!

Bom romeiro, tu que percorres os caminhos da verdade, diz-me:
A justiça está a funcionar?

- Ainda não. É certo que mudou o Procurador, agora uma mulher, é certo que a ministra da justiça quer combater a impunidade, e é verdade que o Presidente do Supremo não é o mesmo, mas ainda é cedo para a esperança! Verás isso quando os sucessivos recursos chegarem à Relação.

E as leis, bom romeiro, acreditas nelas?

- Não, não acredito. Até agora visam apenas proteger os interesses de quem as faz. Estou a falar do poder político e de quem o controla. O estado português é dos mais garantísticos da Europa, senão do mundo, e mesmo assim repara no coro de lamentações a favor dos direitos dos arguidos! Se forem da nomenclatura, claro. Nota bem que o excesso de garantias apenas favorece os poderosos. Pois são eles que têm os meios para os infindáveis incidentes e recursos.  

Queres então dizer que a badalada separação de poderes não existe?

- Quero. Podes verificar isso mesmo na existência e composição do chamado tribunal constitucional! Há juizes nomeados pelos partidos. Não vale a pena acrescentar mais nada.

Romeiro, será isto o fim do regime? A alvorada da independência?

- Como te disse e repito, ainda é cedo para a esperança!


Saudações monárquicas

domingo, novembro 30, 2014

A república é isto!

O filho do ex-presidente, a filha do ex-deputado, o filho do magistrado, os filhos na PT, no partido, em todo o lado, uma prole imensa que desfila no ecrã televisivo e nos faz pensar que os lugares no estado, nas empresas públicas e semi-públicas, nas autarquias, nas listas partidárias, provêm da hereditariedade e não do mérito!

Quase que podemos concluir que tal princípio, tão combatido pelos jacobinos quando se trata do filho do Rei, é afinal prática corrente na república! A todos os níveis, com o maior despudor, criando e protegendo uma nomenclatura que vive basicamente dos impostos pagos por todos!

Percebe-se então que não queiram o Rei nem a sua dinastia para terem enfim muitos reizinhos e muitas dinastias que se perpetuam no poder!

E a malta gosta! Ou se não gosta, fica calada!



Saudações monárquicas 

terça-feira, novembro 25, 2014

O testa de ferro

Seria um bom título para um romance, é um bom título para Sócrates, e a única dúvida que permanece, e o processo poderá revelar, consiste em saber se é apenas um aventureiro, um mercenário, ou se tem alguma convicção política para além de uma enorme ambição pessoal.

Sabemos que começou na juventude social-democrata, sabemos que se mudou para o outro partido do poder, sabemos que conquistou prestígio pela teimosia (e autoridade) com que lidou com as populações que não queriam os aterros sanitários nas suas terras, chegou a primeiro-ministro com essa aura, e a partir daí, foi afrontando tudo aquilo que se atravessasse à sua frente. Para isso seleccionou (cuidadosamente) adversários e benesses.

De início, ameaçou as farmacêuticas, para quem actualmente trabalha, seduziu a comunicação social, sossegou o velho partido republicano e a maçonaria quanto aos processos judiciais que envolviam alguns dos seus membros (veja-se a Casa Pia), assim conquistou a magistratura, fez as leis que o protegiam, fez-se amigo dos banqueiros mais influentes, dos personagens internacionais mais badalados, abraçou as causas fracturantes, afrontou a Igreja, deu um ar de modernidade e progresso à sua governação, tudo parecia correr bem, até que o estado faliu!

Aparentando algumas semelhanças com os tempos de Afonso Costa, tornou-se ídolo de uns quantos sendo odiado por outros tantos, foi detido, está em prisão preventiva, o mesmo aconteceu ao tribuno da primeira república quando já se vislumbrava o seu fim.
Resta adivinhar se terminará (também) a sua carreira política num exílio dourado em Paris!
Aguardemos.



Saudações monárquicas  

terça-feira, novembro 18, 2014

Um canto lusitano

O traço indispensável
O desenho rápido
Nem mais nem menos
A exagerar para menos
De propósito
As imagens eram palavras
As palavras eram imagens
E as perguntas, messiânicas,
Qual é a linguagem do pensamento humano?!
O português, não há engano!

Irrequieto ou inquieto
Mau ouvinte
Tinha muito pra dizer
A síntese faiscante
Mais tarde lancinante
O génio presente
A busca fremente
Num palco de ilusões
O tempo era dele
Sem contemplações

Ensinou-me e aprendi
Fui discípulo, tradutor
Provávelmente traidor
Viajámos sem navio
Houvesse calor ou frio
Zanguei-me, zangou-se
Não me lembro do que fosse
Chegada a hora, partiu
Há-de viver no meu canto
Neste recanto que é meu!

João Sousa Menezes, em 17 de Novembro de 2014


(memória do tio Álvaro Dentinho) 

quarta-feira, novembro 12, 2014

Novo banco accionista encarnado!

Um sermão inútil, ainda assim necessário, eis em todo o seu esplendor a união soviética portuguesa! Resultado: - aconteça o que acontecer, vamos continuar a ajudar o Benfica… sem querer! E ninguém se escandaliza, parece coisa normal! Verdade que também ninguém investe! Porque de facto não vale a pena investir num país onde os dados estão viciados à partida! Pois se até um simples jogo de futebol começa inquinado!

Que fazer, perguntariam nos maus velhos tempos alguns esquerdistas mais ingénuos?! Pergunta que ficou obviamente sem resposta, esmagada pelo rolo compressor do estalinismo.

Pode haver quem argumente que o antigo BES também era accionista da SAD do Benfica, coisa natural, acrescentariam, em se tratando de uma empresa privada. Não é bem assim, pois como se tem visto os bancos não são afinal tão privados como se pensa. O estado não os deixa ir à falência! E ficamos todos nós a pagar o desastre. Por isso podem fazer fazer as loucuras que quiserem incluindo alinhar (sem qualquer pudor) com um (ou mais) competidores de uma modalidade desportiva profissional!

E chegamos à lógica de qualquer accionista: - o que é bom para o Benfica é bom para o Novo Banco! Mas já verificámos que o que era bom para o BES (agora Novo Banco) não foi bom para Portugal. Em que ficamos?!

Tem a palavra o governo desta república batoteira, a Liga de clubes, se é que existe, em última análise algum juiz de fora, em nome da defesa da concorrência. Em nome da nossa higiene mental.



Saudações azuis

terça-feira, novembro 11, 2014

RTP - a morte assistida!

Se havia dúvidas, foram ontem dissipadas. De regresso ao canal público de televisão aí estão os chamados ‘temas fracturantes’, conversa fiada que esconde o plano desenvolvido no consulado de Sócrates para desviar as atenções do essencial. Tempo de antena precioso para reunir as hostes, cativar os ingénuos e dividir os adversários. Começou o assalto ao poder.

Esquecidos estão os tempos da Casa Pia, branqueados os seus protagonistas, os respectivos encobridores, todos eles, ou quase todos, hoje, na linha da frente, imaculados! Repete-se assim, com a maior desvergonha, a mesma receita, o mesmo esquema, desta vez, não tenho dúvidas, para abafar o escândalo do BES e da PT, empresa que servia para tudo, inclusivé para dar emprego aos filhos da nomenclatura. Da esquerda à direita, se é que estas designações têm algum significado neste país especialmente corrupto.

‘Os dados estão lançados’ e pouco há a fazer pois pelos vistos poucos são os que escapam (ou escaparam) aos benefícios concedidos, às várias conivências com que o regime republicano compromete pessoas e bens.
É triste, muito triste.


Saudações monárquicas

sexta-feira, novembro 07, 2014

Aquecimento global

O tempo arrefece mas o que aí vem prenuncia um ano de muito calor. Calor eleitoral, já se vê, num clima de vale tudo, incluindo uma frente popular de esquerda. Obviamente capitaneada pelo Costa de serviço!
E se assim for, repete-se, com as devidas adaptações, a velha paródia republicana que antecedeu a ditadura.

Desculpem se insisto nesta tecla, mas pensem um bocadinho: - para contentar toda aquela turba de famintos de estado, desde os bloquistas desunidos aos socretinos sedentos de vingança, desde os comunistas espertalhões aos direitinhas invejosos - que aparecem na televisão a dizer mal do governo - para amamentar tanta gente, que promessas, que pactos, que conluios, terá Costa de fazer se quiser ganhar as próximas eleições?!

Eu imagino, deve ser um pacote de ideias suficientemente vago, suficientemente distante, e insuficientemente explicado, que garanta o único objectivo que norteia o núcleo activo de apoiantes – chegar ao poder.
Uma vez lá chegados, cada um tratará dos seus interesses, e não tardará muito a perceber-se que o dinheiro, afinal, não chega para tantas encomendas! E das duas, uma: - ou a união europeia alinha nesta brincadeira e será trágico para a mesma união, ou não alinha e será trágico para todos nós portugueses.

Pois é, a história até poderia mudar, mas para que isso acontecesse seria preciso que o homem, o ser humano, tivesse mudado também. E ele ainda não mudou.


Saudações monárquicas

quinta-feira, outubro 16, 2014

Malefícios do estado socialista

Não, não vou entrar pela ciência política, isto é só um pequeno postal, uma síntese do óbvio, nada que assuste o leitor desprevenido. No entanto... há coisas que escapam, que atraiçoam a memória, que a censura actual não deixa passar. Nem deixa pensar!
Pois bem, um dos piores malefícios do (nosso estado) socialista, uma das consequências mais aterradoras, é a paralisia da sociedade civil. Ela espera tudo do estado e pouco espera de si. A enorme promessa de direitos que a constituição garante, a permanente descoberta de outros, o estado pai, o estado mãe, o estado padrinho, o estado deus, que zela por nós desde a nascença até à morte, aconteça o que acontecer, só pode dar mau resultado! E dá, cria nas pessoas a convicção de que não precisam fazer mais nada a não ser reivindicar!

E o estado socialista, vítima de si próprio, não tem outro remédio senão acorrer a todas as necessidades! E como tal, vai crescendo. Em sentido contrário, a sociedade civil vai minguando! Em termos de capacidade, de iniciativa, de sentido de risco. Sonha com um emprego no estado, emprego seguro, com o patrão ideal, um patrão abstracto, que não incomoda.
Resumindo, o socialismo enfraquece o ânimo e empobrece o espírito. E a nomenclatura agradece.

Saudações monárquicas

segunda-feira, outubro 13, 2014

O estado socialista nunca tem gorduras!

Anda meio mundo a tentar descobrir se o IRS vai baixar umas décimas, umas milésimas, e anda o governo a prometer que sim, que irá baixar no caso da receita fiscal aumentar! Não por via do aumento de impostos, já se vê, mas através de um sistema de compensação relacionado com duas variáveis incertas: - o crescimento económico e a diminuição da evasão fiscal! Duas condições que, isoladamente ou em conjunto, permitiriam tal desiderato! Finalmente sussurra-se que as boas notícias ocorrerão em 2016!
Feito o ponto da situação já veio alguém concluir o óbvio: - que o governo desistiu de fazer qualquer ajustamento pelo lado da despesa. Dito de outra forma, o aparelho de Estado e as suas sucursais não conseguem gastar menos do que actualmente gastam!
Nem poderia ser de outra forma conforme já repetidamente afirmei. E pela simples razão de que um estado socialista, como o nosso, com uma constituição que o entroniza, quer sempre mais estado e nunca menos estado. Sendo assim a respectiva despesa não vai parar de crescer. E de facto tem crescido, apesar da tróica! O problema tem sido apenas mascarado.
Daqui haveremos de sair de mal a pior. Tanto mais que é bem possível que o próximo governo ainda seja mais socialista do que este. Mais estado, mais despesa, mais impostos. O ciclo é este... até que a união europeia se desfaça. Depois... adivinhem!

Saudações monárquicas

quinta-feira, outubro 02, 2014

Adesivos ao ataque!

Antigamente os jornais eram todos do regime. Ou quase todos. Veio o 25 de Abril e após alguma confusão inicial, a situação agravou-se. Agora são todos do regime! E hão-de perguntar: - mas afinal como é que de distingue um jornal do regime?! Muito simples: - aplica-se a regra da peneira e no fim analisamos os pedregulhos que lá ficam. E, eureka, são sempre os mesmos!

Lá está um enorme pedregulho de esquerda, com o seu 25 de Abril, intocável, com a sua constituição, intocável, com a inevitabilidade republicana, inamovível. Unanimidade geral, e aqui vale a pena fazer um paralelo com a segunda república. Nesta dizia-se que a ‘Pátria não se discute’; agora é a república que não se discute!

Aliás basta ler ou ouvir os vários comentadores oficiais (ou oficiosos) para percebermos isso. Há um pacto de silêncio sobre este e outros assuntos. Mais, se (aparentemente) discordam ou se insultam, é por razões tácticas. É para ganhar posição e não perder o comboio. Acima de tudo querem conquistar a afeição do próximo César!

Um exemplo elucidativo: - reparem como os adesivos se recolocam e já dão como certa a eleição do Costa para primeiro-ministro!

Muita fome e pouca coluna… vertebral.



Saudações monárquicas

quinta-feira, setembro 25, 2014

‘Um país de costas’!

A frase tem dono, foi escrita por Fernando Pessoa quando quis definir um país onde ‘ilustres’ Costas pontificavam. Pontificavam e pontificaram ao ponto de darem com ele de pantanas. De costas, à revelia de todos os princípios constitutivos da nacionalidade, à revelia da sua história!

Na altura o ídolo era um tal Afonso Costa! Chefe do partido democrático, jacobino dos quatro costados, primeiro-ministro de inúmeros governos da primeira república (recorde-se que ao tempo os governos eram como as cerejas), tinha como principal objectivo eliminar, extinguir, a religião católica em Portugal. Dizia ele que isso aconteceria em duas gerações. Curiosamente, acabou por ser varrido da cena política por um Costa, no caso o general Gomes da Costa, em 28 de Maio de 1926.

Mas os outros ‘Costas’ a que o poeta se referia também tinham um curriculum impressionante: - um deles seria o Costa regicida, companheiro do Buiça, e que participou no assassinato do Rei Dom Carlos e do seu filho primogénito, o príncipe real Luís Filipe; o outro era o Júlio Costa, assassino confesso de Sidónio Pais na estação do Rossio.

Portanto, sobre Costas, julgávamos nós que já tínhamos a nossa dose! Mas não. No horizonte perfila-se um novo Costa que ao que sabemos comunga (em alto grau) do ideário republicano. Eu bem sei que os tempos são outros, também sei que é difícil destruir mais o que quer que seja, o país já nem de costas está, não tem posição! De qualquer modo, todo o cuidado é pouco.

Saudações monárquicas



Nota: Por coincidência ou talvez não, anuncia-se a criação de um novo partido, o ‘partido democrático republicano’! Um nome elucidativo. Seu fundador, o incontornável Marinho Pinto, mais um ‘jacobino dos quatro costados’! Uma praga.    

quarta-feira, setembro 24, 2014

Que diferença nos faz!

O regime inviável, bloqueado, distrai agora os portugueses com eleições no PS! Que pachorra! Primárias, dizem-nos, coisa importantíssima para o nosso futuro, avisam-nos, e obrigam-nos, sem querer a ter que ponderar, escolher (nem que seja para nos deixarem em paz) qual dos dois sujeitos dará um melhor primeiro-ministro! Se conseguir vencer Passos Coelho, obviamente. Mas é a pergunta inevitável, na conversa banal, logo a seguir ao problema do seleccionador de futebol! 
Às vezes não respondo, replico que não sou socialista, eles que se entendam. Mas já me vi na contingência, forçado pelo interlocutor, a optar, imaginem pelo Seguro, que sempre considerei uma autêntica nulidade! E fico a pensar que bom seria termos na ementa outros pratos, sabores decentes, já nem peço muito, um bom bife com batatas fritas. E um ovo a cavalo. Custa assim tanto!


Saudações monárquicas 

sábado, setembro 06, 2014

A tentação ocidental!

Todos os pretextos são bons para atacar a Rússia!

Senão vejamos: - 'Roma', vingativa como é, não quer perder a oportunidade de esmagar definitivamente o antigo inimigo soviético. Então agora que lhe foi dado um pretexto (ou alguém o forjou) para rearmar as suas legiões! E já sabe que pode contar sempre com o fiel aliado britânico.

Do outro lado do canal, o gaulês megalómano, de uma maneira geral jacobino, condena a Rússia mas está mais interessado em retomar a agenda napoleónica! Aquela lenga-lenga da constituição única, do exército europeu, quiçá comandado por um corso! Uma ideia que o nosso Mário Soares tanto aprecia!
E dos  exércitos que contam falta falar de Germanicus, o mais prudente de todos. Aparentemente terá renunciado à febre do euro mantendo bem aberta a torneira do gaz.

Quanto aos restantes países da união, a graduação condenatória  obedece a três parâmetros fundamentais: - se são repúblicas que pertenceram à extinta união soviética, a condenação é feroz; se estão perto e dependem da energia russa, a condenação é suave; se estão longe, como Portugal, não pensam e comportam-se como serviçais do Tio Sam. De qualquer maneira não estou a ver ninguém com grande vontade de participar numa guerra púnica contra tão poderoso adversário. Ainda por cima na imensidão das estepes geladas.

Mas nada disto invalida a realidade. E a realidade é que temos ali um problema bicudo. Para o resolver talvez não fosse mau ( e bom para todos) respeitar um pouco (mais) a segurança interna da Rússia, quer em termos de euro, quer em termos de NATO. Em suma, evitar provocações, e avivar a memória. Estou-me a lembrar da crise dos mísseis em Cuba que quase fez rebentar uma guerra nuclear.


Saudações monárquicas

sexta-feira, setembro 05, 2014

Telenovelas!

Dei por mim no ‘Caminho das Índias’, uma realização da Globo, caminho que bem podia ser nosso se tivéssemos mais imaginação e menos complexos! Mudei para os canais portugueses, nada de jeito, acabamos sempre na selecção! Até que um pivô, relativamente excitado, interrompeu o importante treino de Óbidos, para nos dar conta da próxima telenovela lusitana!

‘Face Oculta’ é o seu nome e segundo julguei perceber, promete grandes audiências. Para já foram sentenciadas prisões efectivas, o que não sendo novidade, garante o necessário suspense. Mas não vi algemas e toda aquela gente saiu do tribunal com um ar aparentemente tranquilo. Vão recorrer, claro, até às últimas instâncias e nós sabemos o que costuma acontecer nas últimas instâncias! Entretanto já terá havido eleições, o governo bem poderá ser outro, e sendo assim o desfecho torna-se mais previsível. O que é pena… tratando-se de telenovelas.



Saudações monárquicas 

quinta-feira, setembro 04, 2014

Um filho de Abril!

João Miguel Tavares, articulista do Público, tem uma característica que começa a despontar por aí, seja por mera táctica, seja por mera incoerência: - ‘uma no cravo, outra na ferradura’. Dito de outra forma - por um lado querem destacar-se da vulgaridade da esquerda, mas por outro têm vergonha (ou medo) de parecer de direita! Beneficiam assim de um estatuto dúbio, despertam a curiosidade, ampliam o número de leitores até ao momento em que... se revelam e passamos a conhecê-los melhor. No caso de JMT surgiu agora esse momento.

O assunto não terá a gravidade do défice, nem da guerra que paira sobre a Europa, mas para mim é importante: - tem a ver com símbolos coloniais! Símbolos que subsistem por toda a parte, que fazem parte da nossa história, que são a nossa história. Ora acontece que alguns desses símbolos também existem num jardim de Belém! Mais própriamente naquele que é fronteiro aos Jerónimos. São alguns brasões de armas do Portugal antigo, do Portugal longínquo, que hoje já não administramos, mas que obviamente guardamos na memória. 
Ora bem, quem não tem respeito pela memória parece ser a vegetação (no caso, um bucho) que por ali prolifera e que, sem querer, os vai suplantando e escondendo. Até aqui, nada de mais. O problema só surge quando ficámos a saber que os actuais vereadores da CML (pelouro da cultura) se aliaram ao bucho... mas querem ir mais longe. Querem eliminar os tais brasões!

E é aqui que entra o articulista do Público, que se não aplaude a proposta camarária, parece! Convoca inclusivé Salazar como exemplo para uma boa vingança! Para um bom ‘apagão’! Enquanto continua a insistir que apagar 'os maus da fita' (pelo menos os que 'ele' considera maus) não é apagar a história. Deve ser, presumo, lavar a história! 
Enfim, mais uma desilusão. 



Saudações monárquicas