terça-feira, maio 24, 2011

Partido socialista do emprego!

Está na hora de fechar os ‘centros de emprego’ e entregar a respectiva gestão às estruturas partidárias. Dando preferência obviamente ao partido socialista, muito mais eficaz nesta área, e bem capaz de cumprir (se o deixarem) a grande promessa eleitoral de Sócrates – a criação de cento e cinquenta mil empregos!
Fala-se já em cento e sessenta nomeações à socapa, ainda faltam zeros, mas pelo ritmo que levam… não sei, não!

Gracinhas à parte, recordemos o que diz Vasco Pulido Valente sobre o assunto: - *”Em 1834, quando a guerra contra D. Miguel acabou, uma das maiores querelas do liberalismo (que o dividiu para sempre) foi a querela dos empregos. Os radicais queriam despedir o pessoal absolutista do Estado e dar empregos à sua gente. Os moderados preferiam uma purga parcial. Com a revolução de 1836, os radicais acabaram por apanhar tudo ou quase tudo. A questão era séria e até agora não mudou muito…”.

E Vasco Pulido Valente continua: - “ (…) Depois do intervalo de Salazar, a democracia, como de costume, criou a sua classe média. A administração, a saúde, o ensino, a segurança social e alguns milhares de misteriosos serviços (para não falar nem de empresas, nem de câmaras, nem de 4 mil freguesias) receberam directa ou indirectamente mais de um milhão de portugueses. Como disse um dia Medina Carreira metade do país depende do Estado. E é por isso que a falência ou drástica redução do Estado seria em Portugal uma tragédia, sem precedentes conhecidos…”.

Dito isto, com o qual concordo em absoluto, ou não fosse eu um dos absolutistas saneados há perto de dois séculos, podemos e devemos retirar as seguintes conclusões: - existe um Portugal até D. Miguel e existe outro, caricatura do primeiro, que rompendo com a tradição (não confundir com tradições) atirou o país para um plano inclinado sem saída à vista. Um abismo para a maioria da população, um paraíso para as quadrilhas que assaltaram o Estado e se banqueteiam à mesa do orçamento.
Uma visão simplista?! Sim, porque vai à raiz, não se entretém nos ramos da árvore.
‘Deus, Pátria, Rei’, não há nada mais simples do que isto.

Saudações monárquicas


*Fonte: Jornal Público de 21 de Maio de 2011.

domingo, maio 22, 2011

Freud entre nós!

O mestre da psicanálise visitou este interregno e eu contei-lhe a minha história: - ontem à noite, sem dar por isso, fui parar a um programa de televisão denominado ‘a torto e a direito’ e por lá fiquei alguns instantes. A convidada de serviço, candidata socialista (e segundo consta, especialista em causas fracturantes e constituições obscuras) perorava nessa altura contra a direita, queria excomungar Passos Coelho, Catroga, este por ter invocado o nome de Hitler em vão, e queria também remeter Paulo Portas às profundezas do inferno! Queria naturalmente promover a beatificação de Sócrates!
Sim, disse Freud, e qual é o problema?!
O problema é que eu reconheci a criatura – trata-se da filha de Adriano Moreira, distinto ministro do governo de Salazar, e todo aquele ódio ao nacional socialismo, de onde afinal provém, pareceu-me um exagero, dá ideia de um complexo mal resolvido!
Sim, repetiu Freud, e qual é o problema?!
Bem, o problema é que existem mais casos destes nos partidos políticos, personagens com fama de génios e a quem a comunicação social dá muito tempo de antena!
Esse já é um problema, concordou Freud. Mais alguma coisa?!
Sim mestre, gostava de ver esclarecido o seguinte: - atendendo a este tipo comportamental é possível que os descendentes destes esquerdistas inveterados venham a ser discípulos dilectos de um futuro ‘estado novo’? Com outro Salazar?
Freud fez que sim com a cabeça e confirmou - é possível, é bem possível.

Saudações monárquicas

quinta-feira, maio 19, 2011

Em setenta segundos!

Ontem, depois do futebol, os pequenos partidos tiveram a sua oportunidade, uma oportunidade rara, curtíssima, com a moderadora sempre a avisar – ‘tem de concluir’.
Em setenta segundos ninguém diz nada, a não ser que se chame Garcia Pereira! Ele conseguiu dizer alguma coisa! Foi explícito quanto à dívida – ‘não pagamos’ e de facto, nas condições impostas será muito difícil pagá-la. Foi claro quanto às causas: - o abate da frota de pesca, o abandono da agricultura e da produção industrial, tudo a troco de um prato de lentilhas, subsídios que entretanto se evaporaram. Os responsáveis por este ‘negócio’, andam por aí, impantes, usam comendas, colares da liberdade, mas o país perdeu a independência e a liberdade!
Faltavam ainda alguns segundos, os suficientes para Garcia Pereira explicar que Portugal tem que recuperar a sua antiga capacidade produtiva, tem que apostar sobretudo nos seus portos. Na placa giratória onde nos situamos, graças a Deus e aos nossos antepassados. Portos ligados por ferrovia, com bitola europeia, mas atenção, seguindo a rota dos emigrantes, que por acaso não passa por Madrid!
Acabado o programa, dei por mim a pensar que se aquilo fosse futebol 'contratava' Garcia Pereira para alinhar nas hostes monárquicas. Mas não é, e também sei que Garcia Pereira não faz fretes a ninguém, mas é uma pena que não aplique o seu inegável talento político aprofundando os caminhos da tradição, caminhos que entroncam necessariamente nas aspirações mais genuínas do povo português. E isso é fácil de comprovar - se a tradição estivesse ao serviço dos agiotas que nos desgovernam não teria sido abolida nem desprezada.
Cabe-nos a nós restaurá-la e para isso nada melhor que questionar o regime que todos os dias a renega. A propósito, estava lá um partido monárquico que nos setenta segundos finais falou pouco de monarquia. Falou pouco da tradição.

Saudações monárquicas

sexta-feira, maio 13, 2011

Um plano de resgate

O país passa a vida a fazer contas, juros à esquerda, impostos à direita, soma ali, subtrai acolá, mas ninguém faz contas ao regime, ninguém quer saber quanto nos custa, a cada um de nós, cada um dos cerca de trezentos artigos da constituição da república! Estranho, não lhes parece?!
No entanto, continuo convencido que a doença que nos consome é de natureza política e só a política vai conseguir resolver. As curas de tesouraria poderão aliviar a situação por uns tempos, mas a economia só há-de crescer quando restabelecermos a confiança e a unidade nacionais. Para que isso aconteça, o primeiro passo é rever a constituição. Expurgá-la da ideologia jacobina, ideologia importada, contra natura, e que envenena tudo à sua volta. Pelo contrário, a convergência e a unidade, teremos de a procurar mais atrás, nas soluções que a tradição nos impõe, pois não basta repetir que temos oito séculos de história se na prática não fazemos outra coisa senão destruir esse mesmo legado!
Que fazer então?!
Já uma vez sugeri o seguinte: - o presidente da república, em acordo com os restantes órgãos de soberania, deveria nomear uma ‘unidade de missão’ com duas incumbências específicas – em primeiro lugar ‘desparasitar’ a constituição de todos os elementos ideológicos que impedem, por exemplo, que um partido de direita possa aplicar o seu programa de governo, no caso de ser sufragado pelos eleitores; em segundo lugar, o mesmo grupo de missão deverá estudar rápidamente uma alternativa (porque tem que haver alternativa) na hipótese de Portugal ser obrigado a abandonar a moeda única.

Terminada a missão, ambos os documentos seriam referendados pelos portugueses.
Este sim, parece-me ser o verdadeiro plano de resgate que precisamos.

Saudações monárquicas

terça-feira, maio 10, 2011

A escolha

Frente a frente o partido de Castela e o partido do mar, ambos mal representados, é certo, mas a representação possível, a representação a que temos direito.
Ai Portas, se não fosses tão Portas (a expressão não é minha, mas serve) podias ter marcado um golo de bandeira! Bandeira azul e branca, já agora. Estavas à frente da baliza, era só marcar. Mas foste na conversa do guarda-redes, desataste a comparar o preço dos submarinos com outras coisas e a oportunidade perdeu-se. Para a próxima não falhes e aviso-te que não vais ter muitas mais oportunidades. Da próxima vez concentra-te, imagina-te um português de lei, e responde assim ao partido de Castela: - para quem transformou Portugal num protectorado ao ponto de necessitar ser governado de fora, é natural que a ideia de soberania não exista ou exista apenas no palavreado! Essa a razão porque o nosso engenheiro prefere o TGV para ir a Madrid entregar a defesa da nossa zona económica exclusiva aos castelhanos e aos seus submarinos. Um desses submarinos, Miguel de Vasconcelos, caiu uma vez da janela, vinha a propósito lembrar.
Mas Portas poderia ter goleado se tivesse explicado ao seu interlocutor que Portugal quer dizer ‘terra de muitos (e bons) portos’, que o mar sempre foi fonte de independência, e essa seria uma razão para evitar comparações que possam pôr em causa a nossa soberania marítima. Não era preciso dizer mais nada.
A não ser oferecer ao engenheiro uma cópia dos versos e música que um dia fabriquei em defesa do mar…


Saudações monárquicas

sábado, maio 07, 2011

Eleições, para que servem?!

Se Salazar ressuscitasse, veria hoje com os seus próprios olhos a república corporativa com que sonhou! E admito que ficaria desiludido com o resultado. Na verdade, aquilo que a segunda república não conseguiu realizar em ditadura, foi obtido em democracia graças a uma lei eleitoral capciosa, sabiamente cozinhada e melhor interpretada pelos seus directos beneficiários – os partidos. A conhecida pescadinha de rabo na boca!
Salazar talvez perguntasse pela receita, e a receita é simples: - basta que os eleitos não sejam responsabilizados individualmente pelo seu desempenho e teremos os partidos transformados naquilo que são: – máquinas inúteis de poder, centros de emprego para filiados, corporações de interesses mais ou menos ocultos. Tudo isto se consegue através das chamadas ‘listas partidárias’, listas de nomes que poucos conhecem, nomes de pessoas que após o acto eleitoral (e de acordo com o método de Hondt) avançam para a assembleia da república (onde a grande maioria permanece anónima) sem que ao fim do mandato sejam questionadas, em concreto, pelos seus actos e omissões. Ao fim e ao cabo não representam nada nem ninguém! Acabam por ser os partidos, entidades abstractas, a assumir as responsabilidades, sendo penalizados (ou premiados) em futuras eleições. Mas também aqui o sistema (capcioso) funciona. Com efeito, tratando-se de um rotativismo bipartidário (inelutável) ao partido deposto basta-lhe ter a paciência necessária e esperar que a crise endémica (permanente) faça o seu trabalho. É então a altura para inscrever nas suas listas eleitorais os (mesmos) nomes de sempre. Os nomes da sua clientela.
São portanto estas fortalezas partidárias o ‘quero, posso e mando’ deste país. São elas o vício do sistema, vício que nunca hão-de alterar por vontade própria. Os seus membros são intocáveis, à prova de pedofilia, de corrupção, de pequenos e grandes delitos, e nunca se sentarão no banco dos réus. Nem para protestarem a sua eventual inocência. Um sistema totalitário no seu melhor!

É evidente que um sistema destes (um regime destes) só funciona enquanto houver dinheiro no orçamento para sustentar todos os vícios e abafar todas as fraudes. E o dinheiro (que nunca foi nosso) acabou. Eu diria, felizmente.
Encurralados, sem escapatória, os partidos estão agora obrigados a aplicar um plano imposto pelos credores, uma situação nova que o regime não estava nem está preparado para enfrentar. E ou me engano muito ou depois das eleições iremos assistir à mais que certa cisão dos partidos do poder, o que talvez acabe por clarificar o leque partidário! Uma coisa é certa, será o fim desta terceira república.
Quanto ao plano da troika, elogiadíssimo por quase todos os quadrantes políticos, (uma triste realidade para um país com oito séculos de história) tem uma falha e uma omissão: -

A falha: – nele não se prevê a própria implosão da união europeia, que pode acontecer, ou a previsível saída do euro de alguns países periféricos;
A omissão: - o plano esconde a via aberta para Madrid, leia-se, união ibérica, sonho republicano de carbonários e maçons. Com efeito a ligação do TGV a Madrid é para continuar e a compra da TAP pela Ibéria é para concretizar. Em ambos os casos, em detrimento dos interesses estratégicos de um Portugal independente e uma traição ao mundo lusófono.


Saudações monárquicas



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Post-scriptum: - Já depois de aprovar o 'plano da troika' o PS (pela voz do governo) veio dizer que não era preciso mexer na constituição (dos trezentos artigos)! Um disparate e mais um truque de ilusionismo - com efeito só um néscio pode acreditar que a 'constituição' não tem nada a ver com a lamentável situação a que chegámos. Já uma vez expliquei: - é que se não tem nada a ver, só atrapalha; se tem a ver, também atrapalha.

quarta-feira, maio 04, 2011

O verbo enganar

A lingua reflecte, para o bem e para o mal, a cultura de um povo, e não nos enganamos se dissermos que os portugueses gostam de ser enganados. Melhor dito, dá-lhes um certo prazer. Por exemplo, todos conhecemos a expressão já antiga - coitada da rapariga foi ‘enganada’ pelo namorado! Ou o seu sucedâneo abrasileirado – me engana que eu gosto! Pelo contrário, ser ‘desenganado’ pelos médicos significava (e ainda significa) morte anunciada. Portanto, entre morrer desenganado ou viver enganado os habitantes deste jardim preferem naturalmente viver enganados. E vivem.
É claro que tudo isto pode parecer estranho mas não consigo encontrar outra explicação para a enorme popularidade que um qualquer aldrabão desfruta neste país!


Saudações monárquicas

segunda-feira, maio 02, 2011

Os mortos são mais perigosos que os vivos

A notícia do assassinato de Bin Laden não me entusiasmou, nem me revejo na euforia geral, muito pouco católica aliás. Executado com a mesma frieza com que os americanos (julgando fazer justiça!) executam os seus condenados à morte, longe de pacificar o que quer que seja, deixa no ar sentimentos de desforra, numa altura difícil, em que o Islão se confronta com o seu próprio futuro. Dir-se-á que a guerra contra o terrorismo terá de ser implacável, e eu concordo, mas alguma coisa haverá de nos diferenciar dos terroristas. E não é com este tipo de acções, selectivas, puramente vingativas, que damos esse sinal.
A piorar a situação a nebulosidade subsequente ao ajuste de contas: - o corpo terá sido escondido e lançado algures no oceano Índico! Dizem que para evitar hipotéticos locais de culto! Não me parece boa ideia, e explico: - Bin Laden já não existia em termos operacionais, já nos tinhamos esquecido dele, era apenas um símbolo e os símbolos não se abatem de qualquer maneira. Porque se for preciso, e não sabemos (ninguém sabe) como vai evoluir o Islão, será muito fácil fazer de Bin Laden um mártir às mãos do Ocidente.
Concluo: - não foi a sua morte que me chocou, (afinal existe uma guerra contra os talibãs) mas a maneira como foi perpretada, e especialmente, o ar triunfal como foi anunciada.

sábado, abril 30, 2011

Reino Unido e Portugal desunido

O título desta crónica também podia ser este: - Príncipe inglês casa em Portugal pela televisão!
Ou este: - Reino Unido e Portugal distraído;
Ou então, este: - República centenária (regicida e falida) assiste embevecida ao casamento do futuro rei de Inglaterra;


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Outras hipóteses no cardápio:


- Portugueses são monárquicos desde que o rei não seja português;
- A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha!



- Mas o meu título é este: - Acorda Portugal!


Saudações monárquicas

domingo, abril 24, 2011

Entrevista de Dom Duarte à agência Lusa

Apesar da permanente intoxicação republicana... a monarquia começa a fazer sentido aos olhos de muitos portugueses. Ainda há uma esperança de nos mantermos independentes.
Veja e oiça.
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Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 21, 2011

Um conto pela Páscoa

A minha casa é antiga e já foi bonita. Hoje está a cair. Tinha bons alicerces, paredes-mestras que desafiavam os séculos, janelas que se abriam para o mundo! Sofreu tempestades, nevoeiros e vendavais, a tudo resistiu, firme e coesa. O problema foram as infiltrações. Que corroem por dentro, lentamente, e cavam enormes fendas à sua passagem!
Disse que a casa era minha, mas já não é. Está em meu nome, ainda lá moro, mas já não sou eu que mando. Sem dinheiro para as inevitáveis obras, sujeitei-me à devassa de uns quantos desconhecidos, trolhas de profissão, que fazem o que fazem os trolhas: - fazem massa, transportam massa, gastam a massa a tapar buracos, e vão-se embora quando acaba a massa, sem resolver o problema das infiltrações. E elas continuam a minar. E com elas, inseparáveis, toda a espécie de micróbios e fungos, apostados em destruir a minha casa.

terça-feira, abril 19, 2011

Um povo pouco nobre

Um dos símbolos da nobreza é Dom Quixote, idiota para alguns, mais identificados com o seu fiel escudeiro (apesar de tudo fiel) Sancho Pança! O Homem da Mancha observava as regras de cavalaria num tempo em que a esperteza e o maquiavelismo já imperavam e esse facto valeu-lhe sempre muitos dissabores. Tal como hoje, quem der a iniciativa ao adversário, quem valorizar os mais fracos, quem cultivar a independência, é imediatamente ridicularizado e exposto na praça pública como alguém que ousa escapar ao redil, ao rebanho das almas que vão para o céu, com letra pequena.
Pois bem, soube-se ontem que afinal também o PS tentou contratar Fernando Nobre para a sua linha avançada, mas como o referido ponta de lança acabou por assinar por outro clube, vá de lançar um anátema sobre as qualidades do jogador, que já não presta, que não treina o suficiente, etc., … e deixem-me continuar a raciocinar como se isto fosse bola, porque é a única maneira de nos entendermos.
Entretanto o clube que o contratou também não sabe ao certo quais são as cláusulas do contrato, e o mesmo se passa com o jogador! O PSD sabe apenas que o contratou ‘para se abrir à sociedade civil’! O jogador está convencido que é ele a sociedade civil!
De uma coisa podemos estar certos, e continuo a seguir a cartilha da bola: - para esta gente não há nada mais importante que o próximo jogo.
Honra, independência, sentido comunitário, isso não é connosco. Isso são coisas menores em terras de Sancho Pança.

Saudações monárquicas

segunda-feira, abril 18, 2011

Censos

És inteligente? Sim ou não?


Se colocaste a cruz no não, podes continuar a responder:


És monárquico? Sim ou não?


Se respondeste que sim, o teu recenseamento termina aqui porque afinal és inteligente.


Se a tua resposta é não, podes continuar:


No caso português, há alguma possibilidade da união europeia não se transformar numa união ibérica? Sim ou não?


Se respondeste que não podes prosseguir:


Aceitas viver numa monarquia? Sim ou não?


Se respondeste que não, isso significa que tencionas emigrar? Sim ou não?


Se respondeste que não o teu censo também terminou.


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Nota básica: A lei garante que as respostas e os respectivos resultados serão mantidos em rigoroso sigilo. Se a lei se cumpre isso já não podemos garantir.


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Saudações monárquicas

sábado, abril 16, 2011

Na esteira do futebol

Não, não vou repetir as idiotices que se ouvem em alturas de euforia, idiotices do género: - 'se todas as actividades económicas fossem tão competitivas como o futebol português não estávamos na banca rota'! Discordo e tenho outra ideia sobre o assunto. Mas sei ler os sinais (positivos) que explicam o actual sucesso desportivo. Explico:

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- Em primeiro lugar é preciso esclarecer o seguinte - o nosso futebol tem uma organização soviética, fruto de uma mentalidade também soviética e resume-se à existência de três 'clubes do estado'. Três clubes super protegidos, verdadeiros eucaliptos que secam tudo à sua volta. Esporádicamente pode aparecer um ou outro 'out sider' que desaparece com a mesma velocidade com que surgiu porque não beneficia do mesmo tipo de apoios, do Estado ou equivalentes. Cientes e resignados com esta realidade os adeptos polarizam-se à volta destes três clubes e impossibilitam que se organize um campeonato minimamente competitivo. E não sendo competitivo não é rentável. A clássica pescadinha de rabo na boca.

Escapa a esta lógica o que acontece nas regiões autónomas.

O futebol português contribui portanto para o défice da república e só não sabemos em que medida porque nestas coisas que metem circo é muito difícil saber a verdade. Mais, estamos numa área onde até políticos com fama de impolutos se desorientam ao ponto de trocarem dívidas de clubes por papel higiénico! Adiante.

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- Mas se internamente o nosso campeonato não é rentável, a verdade é que os nossos clubes (e a própria selecção) são competitivos quando se trata de defrontarem equipas europeias. Equipas de países mais ricos e menos periféricos. Isto deve-se a numerosos factores sendo que o principal tem a ver com o império que construímos ao longo de séculos e que entretanto mandámos às malvas. Porém, são ainda as antigas colónias que dão brilho às nossas cores e trazem um pouco de alegria a este país falido e sorumbático.

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E pergunto eu - se isto é assim e resulta no futebol porque não aplicar a mesma receita ao resto?!

Porque não abandonar a periferia em que estiolamos para regressar à centralidade onde prosperámos? Porque não reinventar uma CPLP com um rei?!

Resumindo: - 'há mais vida para além da união europeia'.

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Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 14, 2011

O golpe do resgate

(Com a devida vénia)

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Assunto: Pedido de Resgate de Portugal - por Henrique Medina Carreira

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FOI PEDIDO O RESGATE


Bom, dado que o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.

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Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).
Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:

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1. Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate. Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teriamos taxas de juro nos 20% ou mais). Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda. O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.

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2. Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI. Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).

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3. Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo. Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto óasis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o engº relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?

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4. Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário. Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais. É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumo interno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).

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Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos. E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui. Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.

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Henrique Medina Carreira.

segunda-feira, abril 11, 2011

A oportunidade do Partido Popular (CDS)

Para olhos atentos o congresso do PS mostrou a verdadeira face da clique que amordaça o país – uma atmosfera de comício, a adulação do líder, presenteado com votações soviéticas, a rosa socialista substituída pelas bandeiras do partido republicano, bandeiras ditas nacionais, mas que não ostentam as cores de Portugal, um salão interdito a estranhos, tudo a condizer, tudo preparado para mostrar aos incautos (via televisão) que são eles que mandam e que não tencionam largar o poder.

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Quando muito podem cedê-lo, em regime de part-time, àquele outro partido social-democrata, partido sobresselente, que serve para ‘alternar’ nos períodos de maior aperto, para que o PS, mal passe a tempestade, possa regressar tranquilo como se nada se tivesse passado. E nada se passa efectivamente porque nem o PS nem o PSD estão interessados em tocar no carácter esquerdista do regime. Porquê?! Porque têm ambos a marca genética da esquerda. É por essa razão que ao fim de tantas revisões, a constituição (dos trezentos e tal artigos!) mantém o país aprisionado a um regime laicista, republicano e socialista. Sem quaisquer hipóteses de mudança!

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Mas o PSD desempenha ainda uma outra função maléfica: - a sua máscara de oposição tem impedido que o leque partidário se clarifique. Como?! O facto de ser uma associação híbrida, enganadora, espécie de albergue espanhol, evita que se forme e desenvolva um forte e credível partido de direita, como é normal e acontece nos outros países europeus. E sabemos que só um partido de direita, forte em resultado da força eleitoral, poderia forçar ao esbatimento do carácter esquerdista do regime.

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Diz o povo que ‘não há mal que sempre dure…’ mas para que o ditado se cumpra, não basta o decurso do tempo, é preciso que alguém faça alguma coisa, um gesto, um sinal de desacordo, eficaz, oportuno e a oportunidade é esta. É agora ou nunca que o CDS deve fazer prova de vida. Não pode continuar a comportar-se como um diligente apoiante do PSD, perdido na ‘bricolage’ de medidas pontuais, úteis sem dúvida mas que não atingem o cerne da questão. A alternativa, a única alternativa é ser mesmo uma alternativa de direita à real hegemonia da esquerda.

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Para que isso aconteça o CDS precisa de radicalizar não apenas o seu discurso mas a sua prática política. Desde logo esquecendo (ou refreando) o seu apetite pelo poder imediato. Em segundo lugar lembrando-se (para lembrar os eleitores) que as suas raízes assentam na democracia cristã, uma diferença essencial, que se for afirmada sem rodeios, pode valer votos e confiança política.

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Por fim, e não menos importante, especialmente nos tempos que correm, o CDS/PP não pode deixar que sejam os internacionalistas do PCP e do BE, a fazerem figura de nacionalistas (e patriotas) quando esse papel coube e há-de caber sempre na idiossincrasia dos partidos de direita. Patriotismo que deve afirmar-se sem demagogias mas também sem medo ou vergonha das palavras. E perante seja quem for – união europeia, união ibérica, ou todas as fórmulas que pretendam reduzir Portugal a um mero protectorado. E a hora de marcar o terreno já começou. Porque a hora da humilhação colectiva já começou.

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Saudações monárquicas

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Post-Scriptum: Claro que também é a hora de os monárquicos se chegarem à frente. Como?! Se calhar temos que engendrar um partido que defenda a 'lusitana antiga liberdade'.

sábado, abril 09, 2011

Do centenário ao protectorado – cem anos depois…

Não tinha que ser obrigatóriamente assim, mas foi. Um país sem Deus, sem Rei, enredado num socialismo de esquerda, com a inerente (e crescente) gordura do estado; um sistema representativo (propositadamente!) deficiente, onde os ‘sociais democratas’ fazem as vezes da direita; uma juventude situacionista, que não questiona o regime; e um ‘estado social’ que fabrica dependentes e dependências a um ritmo alucinante… tudo isto junto, ao mesmo tempo, tinha que dar nisto – um país incapaz de se governar, um estado inimputável.

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Inimputabilidade que anda á solta por estes dias da crise: - não há responsáveis pela situação, nem pelo caminho trilhado! A única preocupação é o dinheirinho que aí vem para nos tirar do aperto! Dinheirinho mais barato, é certo, mas com a imposição de sermos governados de fora para dentro! Uma condição humilhante… em condições normais. Mas a anormalidade impera, portanto, muitos séculos depois, cai por terra um antigo aforismo romano: - diziam os Cipiões que ‘os lusitanos não se governavam nem se deixavam governar’. Do mal, o menos. Mas hoje, só a primeira parte é verdadeira! Quem se admira?!

Cem anos depois é este o rating da república: - Portugal transformado num protectorado europeu! Sem um grito, sem um ai!

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Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 07, 2011

Frases inesquecíveis!

Quando quero inteirar-me sobre a situação melodramática do país (psiquiátrica talvez fosse o termo mais apropriado) costumo visitar o programa ‘prós e contras’ e nunca me arrependo. Se aquilo fosse receita culinária chamava-se ‘bacalhau com todos’, se fosse gravador era cassete. Portanto, convém não abusar, uma vez por mês, chega e sobra. Os ingredientes, ou seja, os convidados são sempre os mesmos, a nata da terceira república, e as frases, algumas, são o melhor do programa. A Fátima Campos Ferreira quando está arranjadinha, também escapa. Ontem estava, e como perdeu o guião do governo, pareceu-me um bocadinho mais lúcida! Em contrapartida anda apavorada com os ‘cortes’ que se perfilam no horizonte o que me leva a fazer o seguinte juizo: - Será que vamos conseguir reduzir o défice da televisão pública?! E de outras coisas publicas semelhantes?! Veremos.

Mas vamos às frases. Escolhi duas emblemáticas:

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- ‘Temos a geração mais qualificada de sempre, e não temos emprego para lhes dar’!

Minha opinião: - mais qualificada no sentido de andar a tirar cursos que não servem para nada, sim, é verdade. Mas geração super protegida pelos progenitores, pelo estado, por tudo e por nada, incapaz de enfrentar a economia de mercado, ou seja, a competição pura e dura com os nossos parceiros do norte da Europa. Jovens que anseiam ser funcionários públicos, e está tudo dito.

Aliás, se dúvidas houvessem, bastaria recordar o slogan da última manifestação onde a tal geração à rasca’ pretendia apenas que o trabalho deixasse de ser precário! Visando assim prolongar (por outros meios) a protecção do ninho materno.

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A outra frase, batida, é a seguinte: - ‘Portugal nunca viveu tão desafogadamente, e com níveis de desenvolvimento tão elevados como agora, desde que aderiu à união europeia… e ao euro’!

Minha opinião: - uma frase infeliz e quase obscena. Com efeito, ‘viver à grande e à portuguesa’ com o dinheiro dos outros, subsídios que chegaram de Bruxelas para alavancar o desenvolvimento do país, dinheiro dissipado, a grande fatia a benefício de uns tantos, é o tipo comportamental que define uma república bananal. Qualquer inimputável sabe fazer isso, e numa noite ou em poucos dias pode gastar a fortuna que herdou sem o menor dos problemas. E no fim também pode desabafar, flatulento – ‘mas que grande noite!’ O problema é que a factura desse regabofe apareceu entretanto e vamos ter que a pagar. Nós e as gerações futuras, gerações que vão nascer já endividadas.

Comparar ‘isto’ com outros períodos de abastança (descobrimentos e ouro do Brasil) é, no mínimo, deseducativo e obsceno. Os descobrimentos foram realizados por nós, na linha da frente, a benefício de Portugal; o ouro do Brasil era nosso e os investimentos que fizemos ainda estão à vista! Alguns até se vêem da estratosfera!

É só.

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Saudações monárquicas

domingo, abril 03, 2011

O apelo impossível

Depois de se pavonear (longamente) nas ‘celebrações’ do centenário da república, sem sabermos o que celebrava! Depois de ofender os monárquicos no seu discurso de tomada de posse, afirmando que não existia uma questão de regime em Portugal, como se os monárquicos não existissem! Depois disso tudo, Cavaco Silva vem agora apelar à unidade de todos os portugueses face à grave crise que atravessamos! Não é que o apelo não seja compreensível, o problema aqui situa-se na credibilidade do apelante. Na credibilidade e na confiança que podemos ter num chefe de estado que só se lembra de nós, e eu falo pelos monárquicos, quando o país se afunda irremediavelmente! Pois é, professor Cavaco, a confiança não se constrói, nem se restaura de um momento para o outro, exige alguns comportamentos prévios. Um desses comportamentos, o principal, é a verdade. E a verdade Sr. Presidente é que a situação a que o país chegou deveria obrigá-lo a admitir que esta crise não é apenas uma crise da dívida soberana, é uma crise de soberania, é Portugal como país independente que está em causa. Portanto, Sr. Presidente, para que o seu apelo seja credível, terá de pôr tudo em discussão, desde logo o regime republicano, mas também a união europeia (sovietizada) a que aderimos. E para a qual temos vindo a transferir (sem consultar os portugueses) parcelas cada vez maiores (e mais importantes) de soberania, com as consequências que estão à vista! O discurso tem de ser este, Sr. Presidente. Não sendo assim, qualquer ‘união nacional’ que possa surgir será sempre artificial e pouco duradoura. E para esse ‘peditório’ não vale a pena dramatizar, basta assinar o seu nome na parte de cima da promissória, e dá-la a assinar aos restantes partidos. Aos que se recusarem a assinar dir-lhes-á muito simplesmente que para o mês que vem não há ordenado nem subsídio de férias para ninguém. Verá que todos assinam.

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Saudações monárquicas

sexta-feira, abril 01, 2011

O nosso agente em Bruxelas!

Não é o Durão Barroso, (esse navega em águas mais profundas), trata-se de um jovem magrinho, de óculos, nacionalidade desconhecida, e que pela segunda vez no espaço de um mês, vem dar uma mãozinha ao governo de Sócrates. O curioso comissário, ilusionista por certo, diz agora que Portugal não mentiu quanto ao valor do défice, acrescentando que cumprimos à risca todas as normas contabilísticas da união europeia! Concluímos portanto que a diferença entre o valor apresentado pelo governo e o valor corrigido pelo INE, não tem importância nenhuma na lógica do funcionamento daquela instituição europeia. Recorde-se que este é o mesmo comissário que já havia desvalorizado as medidas contidas no PEC IV, o tal documento entregue por Sócrates à revelia dos portugueses. Disse na altura que o ‘pacote’ não estava fechado, naquilo que foi entendido como uma tentativa para ajudar o nosso primeiro-ministro. Seja como for, está à vista que a contaminação partidária se estende à união europeia, envolve comissários, mantém segredos e compadrios, e o mais que se descobrirá quando… as comadres se zangarem.

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Saudações monárquicas

quarta-feira, março 30, 2011

O Brasil, claro

O Brasil, Cabo Verde, Angola (e Cabinda), os povos da Guiné, São Tomé e Príncipe, Moçambique, a Índia lusíada, Macau, Timor, e quem se sentir parte de uma grande comunidade cultural, com raízes na história e no coração, comunidade de interesses portanto, onde cabem a economia e as finanças, desde que não se passe a vida a falar de dinheiro. Uma comunidade assim tem futuro porque representa o futuro. O contrário da união europeia, que nos marginaliza, que nos escraviza, que alimenta a dependência, que serve apenas a alguns e onde tudo se resume a mais juro menos juro. Uma união assim, baseada na usura, não tem futuro, vai por certo implodir. São estas as perpectivas, e é bom que Portugal se despache, que reencontre rápidamente o seu caminho. Naturalmente que uma comunidade lusíada necessita de uma representação à altura, representação que só pode ser assegurada por um Rei. Um Rei que se confunda com a história da própria comunidade. Que pode continuar com os seus presidentes da república/chefes de governos, representantes efémeros, parcelares, descontínuos, desde que não interfiram na perenidade do projecto ou, o que seria pior, se arroguem naquilo que não são, nem podem ser.

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Saudações monárquicas

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segunda-feira, março 28, 2011

A caricatura de um estado

Se é verdade que o tamanho dos países se mede em séculos não deixa de ser triste assistir ao espectáculo de pequenez, de infantilidade, que é Portugal a desaparecer! Neste fim-de-semana, três ou quatro exemplos ilustram a fase mais minguante:

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- As eleições no Sporting! Uns quantos figurões, da política, das finanças, da corrupção, da justiça, de coisa nenhuma, de leão ao peito, a dirimirem soluções salvíficas, milagrosas, para aplicarem, ao mesmo tempo, ao Sporting e ao País! A comunicação social em peso, a televisão em directo, os resultados decisivos, a população suspensa, os desacatos habituais, os altos interesses em jogo!

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- O Professor Marcelo e o seu concurso infantil – ‘o que faz um presidente da república’!

Eu percebo o professor Marcelo, percebo a sua catequese, a república gosta dele, no caso dele (como de uns tantos) a república é sucessória, e ele tem a ambição suprema de suceder (um dia destes) no cargo. Nessa altura, o professor Marcelo terá oportunidade de responder (na primeira pessoa) à pergunta que fez às criancinhas: - o que faz, e para que serve, um presidente da república! Até lá, vamos esperar.

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- A Casa Pia em marcha atrás! Também tem a ver com crianças, infelizmente. Tem mais a ver com adultos, com a caricatura da justiça, num país onde existe pedofilia mas não existem pedófilos! Pelo menos na classe política.

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Há mais exemplos, mas estes chegam.

quinta-feira, março 24, 2011

Caíu

Caíu sem dó nem piedade, sem uma mão estendida, ninguém o agarrou, caíu com estrondo, como se a nação opressa, farta, deixasse cair um fardo pesado demais para as suas forças. Os portugueses respiraram de alívio, os mercados também. Há mais esperança, há mais futuro. A um canto ouviram-se alguns queixumes, uma ou outra lamúria, mas cedo se percebeu que a encenação dramática era manifestamente exagerada. Aliás, Sócrates já tinha cumprido o papel que lhe haviam destinado: - bloquear o processo da Casa Pia, onde havia nomenclatura a proteger; assegurar que o centenário da república corria bem; prosseguir com afã o programa laico republicano e socialista (anti-católico) encomendado pelo grande oriente lusitano; destruindo as bases da família através das chamadas causas fracturantes – aborto, casamento de homossexuais, com a eutanázia no horizonte; finalmente ligando-nos umbilicalmente à europa afrancesada e napoleónica, com pouca liberdade, muita desigualdade e zero de fraternidade. Em suma muito TGV, pouco submarino, e enorme dependência.
Pode dizer-se que este programa foi (internamente) cumprido à risca, e se a certa altura deixou de avançar, isso deveu-se à reacção dos europeus contra o centralismo burocrático, que ameaçava, e ameaça, transformar a união europeia, numa réplica (suave) da união soviética. De uma coisa estamos certos, não foi por vontade dos governos de Portugal que o sonho napoleónico não se concretizou. Antes pelo contrário, tudo fizeram, e tudo fazem, para acabar com a nossa soberania. Daí nunca terem arriscado consultar os portugueses.
Portanto, caíu, mas não cairam as ideias que nos afastam do nosso destino independente, marítimo, plural.


Saudações monárquicas

terça-feira, março 22, 2011

A crise são eles

A crise está na política, está nos políticos, só depois vem a economia e finanças. Não há crédito? O crédito é caro? É verdade, e porquê? Imaginem que o vosso negócio é emprestar dinheiro, eu pergunto: - baixariam os juros se este governo socialista vos aparecesse amanhã a pedir mais dinheiro acenando com um PEC nº 4? Eu não baixava. Mesmo que viesse avalizado com a assinatura de outros partidos. O governo não deixava de ser socialista e os prestamistas ( e as agências de rating) sabem que emprestar dinheiro a governos socialistas exige cuidados especiais. Porquê?! A esquerda funciona sempre da mesma maneira: - gasta o que não tem, promete o que não pode, incute nas populações uma cultura de facilitismo, com muitos direitos e poucos deveres, e ainda vira o dente quando o credor, à vista do calote, toma as suas precauções.
Tudo isto faz parte do código genético da esquerda, amplamente experimentado (e com resultados ruinosos) 'all over the World'.
Portanto, é falso o alarmismo lançado pela comunicação social (afecta à esquerda) sobre uma crise política, (que existe há muito), e que poderia prejudicar a imagem de Portugal. Pelo contrário, mudar de governo, abandonar o socialismo são boas notícias para os mercados. E para os portugueses mais desfavorecidos. A verdade nua e crua é que os juros da dívida só baixarão quando nos libertarmos destes governos de esquerda. Pela última vez, porquê?! Os governos de direita são mais credíveis e, muito importante, o seu código genético não é caloteiro. Nem pensam que o dinheiro dos outros é deles. Razões que os mercados tomam em consideração.

sexta-feira, março 18, 2011

As fragilidades republicanas

Sabe-se como é, lá como cá, em França, seja onde for, sempre que um chefe de estado é eleito, quem o elege, quem paga a campanha eleitoral, tem tendência a cobrar a factura da eleição. É humano, e por ser humano, é que os humanos perceberam que se tornava necessário encontrar um regime onde o chefe de estado fosse eleito, sim, mas não por uma maioria conjuntural, efémera e sobretudo ‘interessada’. E assim se chegou à monarquia, regime onde o chefe de estado é eleito pela história, sem depender de nenhuma facção, de nenhuma maioria (ou minoria), sem dever favores a ninguém. Livre portanto para representar tudo e todos, antes e depois. O Rei é, numa imagem feliz, ‘a figura humana da Pátria’.

O mesmo não acontece com o chefe de estado republicano, que raramente se livra de apuros ou comentários quando alguém, como o filho de Khadafi, insinua que a Líbia terá pago a campanha eleitoral de Sarkozy, e exige agora o dinheiro de volta. Dir-se-á que se trata de vingança líbia, atendendo ao protagonismo do presidente francês, empenhado em depor Khadafi! Pode ser, como pode ser o contrário.
Enfim, fragilidades republicanas, que neste caso fragilizam a França.

Saudações monárquicas

quinta-feira, março 17, 2011

Três momentos marcantes

Comecemos pela entrevista de Sócrates à televisão, pelo seu discurso recorrente: - as dívidas são solidárias, os nossos parceiros têm que as pagar também (ainda que por norma não tenham dívidas), para isso fazemos parte da união. Por conseguinte é a união que tem a responsabilidade de encontrar uma solução conjunta para este problema. Problema que como sabem resulta de um ataque sem precedentes dos mercados, mercados que não gostam de dívidas (insolúveis), mercados que não gostam da dívida portuguesa. Entretanto, e continuo a seguir o raciocínio da esquerda, o direito a contrair dívidas é pessoal e intransmissível, é soberano, mal acomparado, tal como o meu corpo, que é meu, podendo fazer dele o que quiser: - abortar, drogar-me, casar com uma alimária. E haja alguém que pague e seja solidário com isto! Sem falar no mau exemplo.

Outro momento inesquecível aconteceu na abertura do ano judicial: - o discurso a duas vozes do bastonário Marinho Pinto!
Na primeira voz, sem surpresa, atirou-se aos magistrados, com especial pontaria na direcção do juiz Carlos Alexandre que teve a ousadia de levar a julgamento aquela rapaziada do ‘face oculta’. Irritando sobremaneira, como se viu, o eterno defensor de inocentes próximos de Sócrates.
Na segunda parte, completamente distinta, Marinho assume-se como o grande justiceiro, alma imaculada da república, denunciando sem contemplações a corrupção que se abate sobre as colunas do estado. Termina (surpreendentemente) com rasgados elogios à obra da Igreja Católica, apesar de se confessar laico e sem religião aparente. Bonito! Quem não o conhecer, que o compre, diz o povo e digo eu.
Subsistem duas perguntas: - porque será que num país dito católico, os cargos de relevância judiciária estão (na sua totalidade) entregues a laicos, para não dizer maçons?!
Segunda pergunta: - não haverá ligação entre o estado da justiça e o compadrio que naturalmente resulta destas sociedades secretas?!
As perguntas ficam no ar.

Terceiro momento marcante: - a televisão pública é do Real Madrid! Só assim se explica que tenha transmitido (em horário nobre) um jogo entre castelhanos e uma equipa francesa. Bem sei que o treinador é o Mourinho, bem sei que jogava o Cristiano Ronaldo, bem sei que o povo gosta de ver. Mas há limites para o divertimento e para a propaganda.
Isto faz-me recuar no tempo, e a um tema já por mim glosado, sobre os gladiadores que eram recrutados aqui na península ibérica para abastecer e satisfazer as necessidades do circo romano. Também eles, os gladiadores, eram apreciados pela sua força e destreza. Os romanos pelo menos gostavam. Estou até convencido que se houvesse televisão nesse tempo, e se o regime em Portugal fosse igualmente pacóvio e subserviente, que os combates também seriam transmitidos, para todos vermos os nossos heróis lutar e morrer consoante o polegar de César.
Uma pergunta: - existe ao menos alguma reciprocidade? A TVE também transmite jogos do Porto ou do Benfica?

Saudações monárquicas

terça-feira, março 15, 2011

A guerra do Ultramar

A guerra ganha e perdida, perdida aqui, na metrópole, a guerra que separa o trigo do joio, a coragem da cobardia, que podia ter sido evitada, é verdade, mas não foi, portanto havia que fazer a guerra, guerra defensiva, guerra contra o terrorismo, guerra contra as potências que provocaram a guerra, que fomentaram o ódio racial, e outros interesses, para haver guerra, guerra inútil para os africanos, que ficaram sem nada, sem futuro. Se Angola é nossa?! Angola só existe na imaginação portuguesa, as fronteiras são as que marcámos, os povos de Angola são os que decidiram viver connosco dentro dessas fronteiras. Não sendo assim, emigram diáriamente para Portugal para continuarem a viver connosco nas mesmas fronteiras! Emigrariam (quase) todos se pudessem. Ficariam apenas os que a guerra fria lá deixou. Falei de Angola porque Angola é hoje o retrato da nossa frustração, da nossa hipocrisia, da fuga às responsabilidades assumidas em séculos e séculos. É também o contraponto da europa onde empobrecemos a juro alto.
Por isso, por tudo, e muito mais que tudo, que não cabe neste texto, inclino-me perante os combatentes que não se negaram a cumprir o que a Pátria deles esperava.

Tributo à memória

http://www.youtube.com/watch?v=6N5rFJWLbsk

domingo, março 13, 2011

Então e o regime, pá?!

Nem uma palavra sobre o regime!
Então o regime REPUBLICANO não tem nada a ver com o estado a que chegámos?! De certeza, pá?! Então pá, das duas, uma: se não tem, não serve para nada; se tem, mudem-no.

Mas não, os pequerruchos não querem mudar, querem apenas que o estado lhes dê emprego. Querem ser funcionários públicos, não é? Querem que o ‘monstro’ engorde mais um bocadinho!
São estes os filhos da nação - aos vinte anos já pensam em segurança! Imaginem quando chegarem aos sessenta!
Se não é assim, se estou enganado, para a próxima façam uma manifestação a favor dos empresários, para que nasçam e proliferem nesta terra, para que surjam mais empresas, firmes, e postos de trabalho ainda mais firmes. Mas atenção, empresários com sentido de risco. Nada de ‘empresários’ encostados ao estado. Desses já temos muitos.

Muito bem, a manifestação era laica! Uma palavra que me irrita, lembra-me ‘laico, republicano e socialista’! O que é que querem? Lembra-me. Mas eu percebo, a religião não era para ali chamada. Só que eu não consigo dividir-me. Além de que a memória prega partidas à gente! Pois não é que me lembrei do Afonso Costa, um grande laico por sinal, o tal que se propunha acabar com a Igreja Católica em duas gerações! Desculpem lá, mas lembrei-me.
Se não querem que eu me lembre destas coisas, para a próxima não digam nada, evitem a expressão. Está bem?!

A manifestação era apartidária! Porém, as palavras de ordem íam do ‘povo unido…’, que nos trouxe até aqui, às cantiguinhas revolucionárias do Zeca Afonso, sem falar na excitação dos rapazes da luta. Até o Tordo veio cantar a tourada! Meu Deus, que revivalismo! Que fósseis!
Quanto aos promotores, o curriculum anunciado na televisão não é famoso, acaba sempre na esquerda! Ela é do Bloco de Esquerda, ele foi comunista (já com o muro a cair!), e é agora bolseiro. O outro, o terceiro, mais magrito, não sei.
Então e a direita, pá? Esqueceu-se de ir à manifestação? Não me digas que a direita são os sociais-democratas e os centristas?! Oh pá, só se for em Portugal.

Finalmente o que se aproveita desta manifestação: - um sentimento de perca, de paraíso perdido, de desastre mental, de beco sem saída, que ameaça terminar em total dependência, dependência de tudo e de todos. E há aqui um engano, não é o emprego que é precário, somos nós, nós é que somos precários, e vamos continuar assim enquanto não mudarmos de mentalidade. Deixaremos de ser precários quando houver vontade para sermos independentes. E nestas coisas, como noutras, o exemplo vem de cima.

Saudações monárquicas

quinta-feira, março 10, 2011

Não escrevas

Eh pá, não escrevas, está quieto, larga a caneta, o computador, estás velho, só dizes mal, não escrevas isso, vai dar uma volta, entretêm-te, experimenta namorar, ou então não namores, vai ver o mar, não andas sempre com essa conversa do mar?! Pois então aproveita, espreita o horizonte, quem sabe se não vislumbras a tal armada invencível que nos virá salvar! Mas se for apenas poeira, ilusão, não te chateies, a vida é assim, senta-te numa esplanada, passa os olhos pelo jornal, lê as gordas, em diagonal, e ri-te, faz bem rir, podem pensar que és maluco, não importa, ri-te na mesma. E se os jornais de hoje trazem coisas para rir!

Por exemplo, Cavaco Silva embarcado na Sagres com criancinhas! O homem das auto-estradas, em direcção à Europa, o aluno mais obediente da UE, que mandou abater a frota de pesca, a mercante, que deixou envelhecer a marinha de guerra, ele aí está, após a posse, reconvertido ao mar! Um milagre! Como é que uma cerimónia chatérrima, sem liturgia, cheia de apertos de mão, sem significado, pode transformar o cinzento em azul marinho! Milagre, repito.

Também para rir, o puxão de orelhas a Sócrates, ao governo, à década, como se ele, Cavaco Silva, não estivesse por cá, ou fosse habitante de outro planeta! Como se nos últimos cinco anos não houvesse promulgado todas as ideias fracturantes, em nome do rigoroso cumprimento da bendita constituição! Temos sorte que a constituição ainda não se lembrou de nenhuma tropelia maior. Que a promulgação, essa, não havia de falhar.

Bem, mas vamos lá rir a bem, benzinho, que este segundo mandato está cheio de promessas de intervenção, afastado o calculismo que presidiu (preside sempre) ao primeiro mandato, tendo em vista a reeleição. Um pouco mais a sério aqui fica uma sugestão (de um ilustre correligionário) com a qual concordo inteiramente: - se os presidentes em Portugal só são activos e intervenientes no segundo mandato, (uma vez que não podem candidatar-se a um terceiro), porque não reduzir o assunto (leia-se calculismo) a um mandato apenas?! Assim mostravam logo o que valem, ou não valem, e não se perdiam cinco anos. Se calhar, meio mandato bastava.

Saudações monárquicas

quarta-feira, março 09, 2011

A posse

Ele jura sobre a Bíblia? Não.
Jura sobre o Evangelho? Não.
Jura sobre o Corão? Também não.
Jura apenas defender a constituição!
Mas qual constituição?
A última?
A do Miranda?
Profeta perdigoto!
E do outro?
Comunista reciclado!
A mais recente revista?
O PS consagrado?!
Com o PSD ao lado?!
É essa?
Posso ficar descansado?
Depende
Se fores parvo
Ou atrasado.

Da posse com os melhores cumprimentos…
Que ele cumpre.
O quê?


Saudações monárquicas

segunda-feira, março 07, 2011

O Palácio presidente

Não há coisa mais inapropriada que ver presidentes em palácios, galinhas em São Bento ou peixinhos fora de água.
Dei por mim a tirar estas brilhantes conclusões enquanto ouvia um mordomo-mor (ou coisa parecida) que muito compenetrado nos introduzia na intimidade do palácio de Belém. Por estes dias residência oficial do presidente Cavaco.
Eu sei que o palácio é do povo mas as casas do povo não são assim; sei também que ele é o eleito mas o sufrágio não nos pergunta se o eleito deve habitar em palácios, nem tão pouco que se devam construir palácios para o efeito. Além disso, não me parece boa ideia utilizar a casa, o lar, onde viviam as régias pessoas para lá meter os seus adversários políticos, quando não inimigos. Acho um abuso.
Entretanto, a visita guiada prosseguiu até à sala de audiências. Aqui chegados, o nosso cicerone anuncia solene: - esta é a divisão mais importante do palácio!
Esperei ver um trono, mas não. Imaginei um manto, uma coroa, também não. Descansei, a novidade resumia-se a uma mesa redonda, com duas cadeiras, uma mesa de trabalho para as habituais reuniões com Sócrates!
Não vou discutir a utilidade das reuniões, mas se é para trabalhar, um palácio parece-me um exagero. Se não é para trabalhar, se o palácio serve apenas para receber outros chefes de estado, não havia necessidade.
Explico: - se os ilustres convidados forem presidentes de repúblicas continua a não fazer sentido andarem a pavonear-se em palácios; se por outro lado forem reis (ou rainhas) não vale a pena aparentar aquilo que não se é. Os reis compreendem perfeitamente e até ficam aliviados.
Uma sugestão: sejam criativos, recebam as altas individualidades na doca seca, junto às gravuras rupestres de Foz Côa, na bancada VIP do estádio da Luz, eu sei lá, ele há tanto sítio representativo do Portugal republicano.

Saudações monárquicas

quarta-feira, março 02, 2011

A ridícula situação

Quando hoje nos lembramos das várias motivações que acompanharam a construção desta caranguejola europeia vimos com nitidez a série de embustes e manobras que presidiram à sua concepção. E nunca a palavra ‘presidiram’ foi tão bem achada! Também vimos angélicas intenções, em que muitos acreditaram, mas a conclusão final só podia ser esta: - um impasse.
Pois se os Soares da vida (um dos entusiastas da ideia) e as várias maçonarias republicanas querem uma Europa laicista, federal, com presidente, se possível com um César, à moda de Napoleão, a impor calendários e toponímias anti-católicas… é natural que a Igreja Católica pretenda outra Europa diametralmente oposta. Depois existem aquelas pessoas e grupos que apenas sonharam com uma Europa de negócios, enquanto outros apenas a utilizaram para fugir às suas responsabilidades históricas.
Porém, agora estamos todos no mesmo barco, só que não é barco, para nós portugueses, é uma casa de penhores onde buscamos avidamente, a troco de nada, umas migalhas para continuarmos na mesma. Ou seja, para continuarmos nesta ridícula situação.


Saudações monárquicas

Post-Scriptum: Na altura em que escrevo estará o primeiro-ministro português a receber instruções e reprimendas da patroa Merkel, e ainda não sabe se vai ser despedido com justa causa. Ele e nós.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

A vitória do povo!

Era este o título do jornal ‘A Bola’ como se o povo fosse o Benfica e o Benfica fosse o povo! Se calhar é verdade e no outro lado estava o Marítimo, um clube que não é do povo, pertencerá possivelmente ao clero ou à nobreza, adjacente, se seguirmos o alto raciocínio daquele popular jornal.
Pela mesma ordem de ideias os fiscais de linha também eram do povo atendendo aos ‘empurrões’ que iam dando ao povo equipado de encarnado. Empurrões importantes na reviravolta do resultado. Mas acabou tudo em bem, o Benfica lá ganhou e se tudo continuar como até aqui será (para o jornal ‘A Bola’) campeão nacional ainda que fique em segundo lugar e a uns quantos pontos do primeiro. Quem é o primeiro? Um usurpador qualquer, inimigo do povo, a precisar de ser severamente punido... imagino eu.
Porque o povo unido jamais será vencido, aqui, nesta soviética praia à beira mar plantada.

domingo, fevereiro 27, 2011

É sempre assim…

Já sabíamos que após a queda do muro de Berlim o que iria suceder na Europa não tinha a ver com a democratização da Rússia, dos tártaros, dos mongóis, etc., de todos esses povos submetidos naquilo a que se chamou união soviética. Bem pelo contrário: o comunismo galgou o muro e instalou-se em Bruxelas, servido pelos jovens, agora adultos, ex-maoístas, ex-trotzkistas, estalinistas adocicados, todos eles reciclados, com fato cinzento, amicíssimos de milionários com vela de iate. Em suma, uma série de burocratas provincianos que vivem à grande e à francesa e vão cavando a desgraça da Europa. Dois objectivos já foram alcançados: - acarneirar a população europeia, e abrir um fosso cada vez mais profundo entre pobres e ricos, ou se quiserem, entre aqueles que podem tudo e aqueles que não podem nada.
Dito isto, resta Portugal, onde o desespero pelo TGV (que nos ligue à Europa) só é comparável à realidade cada vez mais periférica em que habitamos. Isto, depois de termos destruído (metódicamente) a centralidade com que ‘demos novos mundos ao mundo’! Destruição que tem nome, chama-se traição, e tem caras, responsáveis que andam por aí e, imagine-se, passam por heróis!
Boa imagem do nosso deserto, do espirito dependente e mendicante, é essa (aplaudida!) ‘Deolinda’ (a cacarejar) implorando que o Estado tome conta de nós, logo à saída da maternidade!
Nem Estaline (ou a revolução francesa), nos seus melhores sonhos, foram tão longe!

Saudações monárquicas

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

A febre islâmica

De onde vem?
A guerra fria acabou (por falta de comparência da união soviética) e como era previsível as novas gerações islâmicas deram-se conta que eram governadas por uns monos, coronéis, etc., que construíram o seu poder (e a sua gordura) umas vezes aliando-se a Moscovo, outras vezes aliando-se a Washington. O petróleo e a chantagem israelita constituíam a areia dessas alianças. O cimento era pouco. Cimento esse, que começou a abrir rachas por todos os lados.

E o que é que as novas gerações islâmicas pretendem?

Em primeiro lugar pretendem uma política de verdade, sem monos, e quando se fala em verdade, a palavra que surge a seguir chama-se… legitimidade. Daí que os manifestantes ergam, para surpresa geral, cartazes com as figuras do rei ou dos príncipes das dinastias entretanto afastadas do trono. A televisão portuguesa esconde esse facto, ou deturpa-o por ‘conveniência de serviço’, mas ele está lá, visível, para quem o entenda.

Patéticos, os Barrosos da união europeia, mais os seus altifalantes, bolçam palavras antigas… democracia, ‘eleições à maneira’, como se as jovens gerações islâmicas estivessem à beira da conversão ao estado laico, ao ateísmo ou a qualquer outra religião sem Deus.
Desenganem-se, o Islão não pretende deixar de ser Islão, pretende apenas firmar a sua verdadeira identidade, a sua cultura, e para isso procura os seus representantes legítimos. Estão fartos dos ‘monos’ que representam outros interesses que não são os seus. Sabem também que a legitimidade não se alcança através da fórmula ‘um homem, um voto’. Já descobriram a fraude que se esconde nesse simplismo. Porque é muito mais do que isso o respeito que devemos à vontade (ao voto) dos que nos antecederam. Para que posteriormente também sejamos respeitados.
Será assim tão difícil de perceber?

Saudações monárquicas


Post- Scriptum: Admito que pode passar pela cabeça de algum leitor a célebre frase de Winston Churchill (que os republicanos gostam de repetir) e que se resume no seguinte: - apesar de todos os defeitos ainda não foi encontrado melhor (e mais justo) sistema que a ‘democracia’.
Ora bem, como tenho também repetido, essa frase tem que ser entendida no contexto de uma monarquia (a inglesa) onde por via do rei e da sucessão já se encontram assegurados aqueles interesses que um eleito ocasional (por cinco ou dez anos) nunca poderá assegurar. Nem é para isso que é eleito.

domingo, fevereiro 13, 2011

Egipto e preconceito

Deixemos por agora o romance de Jane Austen e fixemo-nos, como todo o mundo, no Egipto. E porquê no Egipto?!
No Egipto porque… ‘estavas linda (Cleópatra) posta em sossego, de teus anos colhendo doce fruto’… quando, vinda dos lados da Tunísia, uma febre islâmica te apanhou de surpresa! A ti e a nós, americanos europeus ocidentais. E então descobrimos, de repente, que o Egipto vivia debaixo de uma maléfica ditadura, ditadura que era preciso exterminar, apesar de a termos apoiado, desde sempre, por causa dos nossos interesses e dos interesses de Israel.
E eis que surge, na televisão, a palavra-chave que nos habituámos a pronunciar (e a exportar) em caso de necessidade, e para salvar (de novo) os nossos interesses – a democracia!
A ideia é capturar o futuro líder egípcio para a causa ocidental, leia-se de Israel, haja ou não prejuizo, por esse facto, para a população egípcia! É assim que funcionamos e as eleições nestes países servem precisamente para isso.
Duas questões podem no entanto arrefecer a gula ocidental:
- Em primeiro lugar não me parece que o Egipto esteja cheio de democratas, como não me parece que as irmandades muçulmanas (naturais herdeiras do regime) adormeçam e acordem a sonhar com a tal democracia!
- Em segundo lugar, é preciso lembrar, a comunicação global tem dois sentidos, ou seja, os egípcios também vêem televisão e também se dão conta que o paraíso ocidental já não é o que era. Explico: ateu, apologista do aborto, da homossexualidade, e de outras perversões, o ocidente já não é exemplo. Não é portanto deste paraíso democrático que os egípcios andam á procura. Nem os egípcios nem ninguém.

Saudações monárquicas


PS: Curiosamente (ou talvez não) o Ocidente silenciou a hipótese do regresso da monarquia ao Egipto! Porque será?! Seria a melhor solução, a mais estável, aquela que melhor poderia controlar o radicalismo islâmico. Mas eu percebo o incómodo. Essa seria uma opção benéfica para os egípcios em prejuizo de alguns 'interesses' do ocidente. Além de que poderia questionar a bondade de alguns regimes republicanos europeus. Sim, esses em que estão a pensar, onde uma minoria engorda e a maioria emagrece.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Os heróis esquecidos

Hoje, não sei se para celebrar alguma data ou por mero acaso, a SIC Notícias abriu o seu programa ‘opinião pública’ a um debate sobre a situação dos ex-combatentes, e a forma (miserável) como têm sido tratados após o 25 de Abril de 1974. Convidado, nem de propósito, Fernando Dacosta, ele que foi um dos mais tenazes defensores da descolonização (tal como aconteceu) mas que, como outros, encetou nos últimos tempos vertiginosa reciclagem, ao ponto de se tornar num íntimo biógrafo de Salazar, provávelmente contra a vontade do morto. Mas como dizia, este Fernando Dacosta metia dó! Um ar lacrimejante, piedoso mesmo, face aos testemunhos (tremendos!) de alguns dos que combateram em defesa de uma ideia de Pátria que lhes foi transmitida por pais, avós, os ‘egrégios avós’ de que nos fala o hino.
As justificações de Dacosta eram as do costume, destruturantes, sem lógica, naquela linha de que devíamos ter evitado a guerra colonial, que a guerra é um horror, etc., até ficarmos com a sensação de que nunca devíamos bater-nos por aquilo que consideramos serem os nossos interesses vitais, por aquilo que achamos que nos pertence, que nos foi legado, ou que simplesmente nos comprometemos a guardar?! Será isso?!
Nem se esqueceu de esgrimir o esfarrapado argumento de que aquela guerra não era nossa, mas sim das grandes potências, e que portanto o melhor seria não nos metermos nisso!
O que apetecia perguntar a este Dacosta e a outros, com ou sem costas, era se amanhã aparecer (e já esteve mais longe) uma ‘frente de libertação do algarve’ com sotaque mourisco, se começarem a rebentar bombas e minas, se devemos defender-nos ou será melhor sentarmo-nos à mesa das negociações e ceder tudo e mais alguma coisa?! Não vá haver baixas ou os ‘horrores da guerrra’.
De facto, com Dacostas destes, até o Condado Portucalense pode estar em causa!

Saudações monárquicas

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Alentejo adiante…

Alentejo adiante
Quis saber se existia
Arredio e errante
Um vestígio presente
Uma ideia remota
Que houvesse ficado…
O meu ser sepultado
No meu ser mais distante

A herança jacente
De algum antepassado
A lavoura imponente
Com parelhas e gado
A planície gigante
Um sol de brancuras
A ermida inocente
Gaviões nas alturas

Corri montes maiores
Sofri danos menores
Perguntei pelo pão
Ao suor do ganhão
À ceifeira que havia
Ao cão que latia
Inquiri lavradores
Perguntava e seguia

Os ouvidos à escuta
Ao sinal dos sentidos
Aos sobreiros despidos
Perguntei se sabiam
Ou se alguém me chamou…
Mas ninguém me chamou...
Nem um ai, nem um grito
A dizer… aqui estou!

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

‘São tantos… que não podem ser tantos’

Fernando Pessoa imortalizou a expressão aludindo à impossibilidade de sermos todos iguais, pese a fraqueza geral que nos leva a querer ser todos iguais, ou seja, iguais a zero. A doença piora quando nos damos conta que esta fraqueza aparece disfarçada de força, sempre que pode e quando convém! A verdade (verdadinha) é que bastou abrir a televisão, meia dúzia de segundos, se tanto, para surpreender os três canais noticiosos enfiados num hotel de Vila Nova de Gaia onde se hospeda, imagine-se, o Benfica! Mais, uma locutora, visivelmente emocionada, para não dizer outra coisa, virou-se na cadeira com tanto entusiasmo que vi jeitos da senhora partir também para o dito hotel!
Mas o que é isto? É só alienação? Ou é mais qualquer coisa?
Enfim, fico espantado com tanta anormalidade, e eu, que sempre frequentei o futebol (que fui praticante federado na minha juventude) começo afastar-me deste fenómeno verdadeiramente doentio, que não tem nada a ver com futebol e com quem o entende numa óptica de normalidade desportiva.
Lá está… “são tantos, que não podem ser tantos”!

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Pobre país…

Hoje
Um dia que é noite
De homens honrados
Amigos
Mesmo inimigos
Sacodem culpados
Não escondem a culpa
Que é de todos nós
Mas não
É tudo ao contrário
Estridentes desculpas
Repousam nas arcas
Em arcas fechadas
Onde o crime é herói
E o herói do crime
É herói do regime!

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Tinta no dedo!

Uns ganham outros perdem, mas aqui ganham todos ou quase todos, quem ganhou de facto (com isto) queixa-se dos outros candidatos, meninos feios e maus, que não o deixam ser alto e sério, humilde, o melhor aluno da Europa em tempo de auto estradas… mas voltemos aos resultados, aos analistas, também sou analista, sem as quotas em dia, mas afinal em que ficamos, qual é o valor real da abstenção?!
Não pergunto por perguntar, pergunto porque já se percebeu que a abstenção é grande inimiga da situação, do regime que insiste em legitimar-se através do voto. Porém, na guerra dos números, chegam-nos notícias dos cadernos eleitorais, imaginem que ainda por lá sobrevivem um milhão e duzentos e cinquenta mil mortos, incluindo emigrantes… neste mundo! Sabemos também que houve problemas com os cartões de eleitor, tudo somado, quem nos garante que o resto dos cadernos eleitorais está certo? Quem nos garante que estas (e outras) eleições são válidas?
Ninguém.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Porque não voto

Porque não voto
Passo a explicar
Não vai em prosa
Que a prosa cansa
Fiz estes versos
Podem cantar

Já vos contei
Esta eleição
De nada serve
Não muda nada
Nada promete
É uma ilusão

Pelo que sei
O problema
Está na raiz
Mas ninguém fala
Faz falta um rei
Mas ninguém diz!

Que desperdício!
Que brincadeira!
Gastar dinheiro
Num duplicado
E pôr dois galos
Na capoeira!

Vamos ao fundo
Nulos ou brancos
Votar ou não
Só alimenta
Quem se alimenta
Da situação

Por isso mesmo
Eu voto não.

terça-feira, janeiro 18, 2011

É o mar, estúpidos!

É o mar, pois sim
É o mar, pois não
É o mar que temos
Aqui mesmo à mão
.
É o mar falado
Em cada eleição
É o mar calado
Passada a função
.
É o mar, pois é
Nossa salvação
É o mar, pois sim
Europa é que não
.
É o mar, pois não
É o mar de vez
É o mar que um dia...
Já foi português
.
É um mar de gente
Que não sabe olhar
Tem o mar em frente
E não vê o mar!
.
É o mar... estúpidos!




segunda-feira, janeiro 03, 2011

Sobreviver

Ao correr da pena as coisas boas dediquei-me à poesia trovadoresca para esquecer para lembrar sem pontuação com a música ao correr da pena.

As coisas más sem vírgulas o pequeno dislate do novo ano na voz do chefe de estado dos republicanos. A mesma conversa do soviete supremo existe crise profunda mas não existe uma questão de regime a culpa é da economia e finanças a culpa morre sempre solteira. Falou do centenário comparou épocas incomparáveis falou das décadas em que perdemos a independência - votada em Côrtes pela nação – numa ligeira concessão à gramática mas não falou da actual perda de independência em favor de Bruxelas etc. – Nunca votada em Côrtes por ninguém. Perceberam a diferença?

As coisas péssimas aquele programa de fim de ano da RTP as mesmas graças repetidas sem graça as repetidas imitações também sem graça no pior da revista à portuguesa um revivalismo asfixiante a impotência de criar seja o que for a ideia de que isto está por dias que a civilização está por horas!

As coisas óptimas, com pontuação e com devida vénia, a Mensagem de Natal dos Arautos D’El-Rei:




MENSAGEM DE NATAL
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As grandes transformações sociais que se têm verificado no nosso País e no Ocidente em geral, conduzidas sob a capa de democracia e liberdade, não são senão uma etapa para minar os alicerces da Civilização Cristã, para corromper as Nações e para enfraquecer a vontade e a razão de cada ser humano, com o derradeiro objectivo de impor um socialismo total, sem Deus, sem Religião, sem Família, sem Liberdade, em suma, sem os Valores que nos regeram durante tantos séculos.
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Assim, pois, se formos alheios a essas transformações, de nada nos vale tentarmos construir o edifício da Monarquia sobre o terreno pantanoso e fétido em que já estamos a viver, sob um regime que manifesta abertamente a sua afinidade com os sistemas totalitários, ateus e confiscatórios.
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A restauração da Monarquia, portanto, tem necessariamente que passar por uma restauração da Sociedade e dos nossos Valores cristãos. É fácil compreender que, sem isso, ela nunca poderá ser autêntica nem sustentável.
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Neste Natal pedimos, pois, ao Divino Infante por intermédio de Sua Mãe Santíssima que a todos os nossos colaboradores, amigos simpatizantes, conceda a coragem, a confiança e a abnegação necessárias para nos empenharmos convictamente na defesa da nossa Fé e na Restauração de Portugal pela Monarquia.
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Arautos d'El-Rei - Natal de 2010

sexta-feira, dezembro 24, 2010

É Natal e nevou…

É Natal e nevou...
Quem será que nasceu!
Quem será que chegou!

Este frio não se sente
Chegou tão de repente
Quem será que chegou!

Oiço sinos no Céu
Quem será que nasceu!
Quem será que me diz
O que aconteceu!
Nesta noite feliz
Uma estrela brilhou
Quem será que nasceu!
Quem será que chegou!

Dizem que é um menino
Que nasceu pobrezinho
É Natal e nevou…

Dizem que é Salvador
Que é Deus Nosso Senhor
É Natal e chegou

quarta-feira, dezembro 22, 2010

A vontade popular!

Usurpar é uma palavra difícil, as novas gerações não a entendem, talvez a confundam com urso polar! A ilegitimidade também é difícil de entender, porque não se aplica, uma vez que tudo é legítimo em nome da vontade popular! Que quero eu dizer com isto?! Apenas isto: - se fosse presidente da república teria sempre aquela sensação estranha de estar a mais nalgumas situações e a menos noutras, ou seja, estaria sempre desconfortável. A mais, naquelas cimeiras em que os reis falam com os reis, no mesmo plano, enquanto os presidentes surgem equiparados aos primeiros-ministros, numa duplicação inútil e dispendiosa. A menos, quando o presidente eleito por uma maioria momentânea, datada, tenta representar a raiz e a história de um povo que só um vínculo com a mesma idade (e da mesma natureza) poderia representar. É este absurdo que nos reconduz à usurpação e à ilegitimidade, as tais palavras difíceis, que apesar de difíceis, põem em causa com toda a facilidade esse outro conceito (simplex) a que chamamos… ‘vontade popular’!


Saudações monárquicas

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Notícias da dependência

Dizia Medina Carreira que a pergunta que (actualmente) deve ser colocada aos portugueses não é – ‘o que fazer?!’ – mas sim – ‘quem vai fazer?!’
Destruía assim, de uma penada, as teses fantasistas do convidado de serviço ao ‘plano inclinado’, o jornalista Vicente Jorge Silva. E destruía bem, pois o ‘estado de dependência’ é uma doença que deve ser assumida sem embustes, para então nos podermos tratar convenientemente. Sem esse primeiro passo, não conseguimos dar o segundo, e ficaremos eternamente entretidos a contar mentiras uns aos outros. Que é o que temos feito.
E mentirosos há muitos, já nos habituámos a identificar alguns, por serem mais evidentes, compulsivos, mas não são esses os mais perigosos. Verdadeiramente nefastos são aqueles que tomamos por sérios, que aparecem (agora e sempre) como não tendo qualquer responsabilidade na crise em que vivemos, não apenas crise económica e financeira, mas na outra, anterior e bem mais grave, uma crise de valores, de que resultaram opções e caminhos errados que nos trouxeram até aqui. Esses, que gostamos de ouvir na TV, que reconhecemos como reserva da república, esses nunca estiveram na reserva, estiveram sempre no activo, foram eles, aliás, que tomaram as decisões de fundo… que nos atiraram ao fundo!
Mas não importa, repetiremos o erro, (somos assim!), terão outra oportunidade, serão de novo depositários da nossa confiança e dos nossos votos, como um mal menor!
Só que um mal menor não responde à pergunta – ‘quem vai fazer?!’ – pela simples razão de que já lá estiveram (muitos anos) e não fizeram.

Saudações monárquicas

terça-feira, dezembro 14, 2010

Aviões de sentido único!

Não temos dúvidas, os americanos andam desesperados e pediram ajuda a Portugal! Já perceberam que o fenómeno Wikileaks só pode ser esconjurado através de equipas especializadas na destruição de informação (com particular relevo para escutas em cassetes) e essas equipas estão hoje localizadas no nosso país! Com efeito, possuímos um amplo sistema normativo (um dos maiores do mundo), inversamente proporcional à exiguidade do actual território, sistema esse que permite tudo e não permite nada, consoante pessoas e casos. Para além disso (e voltamos aos especialistas) a procuradoria geral da república, bem apoiada pelo meretíssimo do supremo, desenvolve teorias de investigação extremamente avançadas que não dão quaisquer hipóteses aos divulgadores de mentiras em segredo de estado. Temos o exemplo da procuradora Cândida (que anda a ler notícias) e já descobriu que podem existir aviões de sentido único, ou seja, de Guantanamo para o resto do mundo (com passagem pelas Lajes) mas quando regressam (com ou sem 'bagagem') vão dar uma grande volta ou então não regressam mais!
É uma teoria que ameaça fazer escola e que destrói inclusivé a lógica dos 'torna viagem', as caravelas que faziam a rota das Índias... da nossa grandeza.
Em suma, a solução do caso Wikileaks passa definitivamente por Portugal.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

O que faz falta...

Ontem vi uma cabra
Hoje li um conceito

Estou portanto desfeito
Vou pôr a cabra a rimar!
Mas qual será o efeito
Se ela só sabe pastar!
Sem jeito para sair desta
Sem repetir o conceito
Mudo de verso a preceito
E desta história funesta
Hei-de sair a cantar!
A cabra há-de rimar!
Quem se atreve a duvidar?!
Tenho alarde e fantasia…
Só me falta a poesia!

terça-feira, dezembro 07, 2010

Um Rei em Timor

Quando lhe for concedida a nacionalidade timorense o Duque de Bragança, herdeiro dos reis de Portugal, não será um cidadão comum naqueles confins da Oceania! Bem pelo contrário, será o símbolo vivo de uma unidade política que vem do passado e que muitos timorenses quererão perpetuar no futuro. Aquele povo sempre reconheceu os sinais da sua identidade, sinais que Dom Duarte em recente entrevista definiu magistralmente – ‘o que distingue um timorense de um indonésio é aquele espírito cristão, de caridade e de respeito pelos outros que não existe na Indonésia’. Os timorenses gostam da sua cultura e querem mantê-la.
E nós aqui no rectângulo, o que esperamos para reconquistar a nossa identidade, actualmente desfigurada por falsos valores que nos envergonham?!
Talvez seja necessário requerermos (todos) também a dupla nacionalidade para reconstruir a partir de Timor tudo aquilo que perdemos. Um novo reino de que nos possamos orgulhar!
Talvez que Timor seja o exemplo que esperávamos! O país mais exíguo, o mais pobre da comunidade lusíada, o último a aceder à independência, mas o primeiro que se prontificou a ajudar-nos!
Quem sabe se não passa por Timor o regresso ‘à lusitana antiga liberdade’!

Saudações monárquicas

Os ibéricos

Os ibéricos são gente curiosa e paradoxal! Falam do mar mas pensam em praias e piscinas, escrevem sobre a pátria mas gostam de viver noutro sítio, e no futebol, sugerem ligas ibéricas ou similares. Vão avançando, a medo, mas sempre com a convicção peregrina que descobriram a pólvora do futuro!
Mas vamos à parte paradoxal do assunto: - sempre que idealizam realizações ibéricas, seja uma candidatura comum (a qualquer coisa) seja um campeonato de berlinde, os ditos ‘ibéricos’ partem do princípio que a Espanha é una e indivisível o que convenhamos não é bem verdade! Acresce que estamos a falar de pessoas que fazem questão em ser republicanas e não percebem (ou não querem perceber!) que a unidade espanhola só existe porque existe a monarquia, pois de contrário o mais certo seria a fragmentação do país vizinho. E lá se íam as candidaturas e os campeonatos de berlinde por água abaixo!
Aliás, e para quem tem alguma noção histórica, o cenário fragmentado (de reinos e condados) foi precisamente de onde viemos nos alvores medievais. Foi a partir daí que se foram construindo (a duras penas) duas realidades históricas distintas, dois países que ainda permanecem – Portugal e Espanha.
Portanto, até aqui nada de novo.
Agora o que me parece novo (nestes ibéricos) é este desejo de dependência, esta febre para se atirarem (de novo) para o regaço de Castela!
Será assim?!


Saudações monárquicas

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Reformas... o exemplo vem da Suíça!

Curiosamente ou talvez não esta reportagem passou apenas na RTP 2! Os outros canais noticiosos (que repetem tudo até á exaustão) esqueceram-se!
Porque será?

domingo, dezembro 05, 2010

POBRES DOS NOSSOS RICOS...

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.


Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.

Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos "ricos".

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)

MIA COUTO (escritor moçambicano)

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Tempos e resultados

Elegeram o Marinho! Os socretinos esfregaram as mãos de contentes, e para fazerem o pleno faltava apenas que a candidatura ibérica ganhasse! Azar, mas foi a nossa sorte. Os fifas pensaram melhor no assunto, tiveram medo da imprensa do Reino Unido (que é livre), e despacharam a bola para longe, para a Rússia, clima onde as luvas são vulgares, indispensáveis até, e ninguém repara nelas.

Mas elegeram o Marinho! O tal que mata e esfola mas é um simples serventuário do poder… laico, republicano e socialista. Os advogados que votaram nele, coitados, é que não são, aliás não são nada, e se são alguma coisa, não aspiram ao socialismo. Nem os socialistas aspiram. Neste jogo de enganos, enganaram-se outra vez! É normal.

Pois é, calhava tão bem este mundial! Empurrávamos tudo para a frente, com a barriga, e durante mais seis ou sete aninhos viveríamos novo conto de fadas! O TGV, o aeroporto, tornavam-se de repente, não só viáveis, como prioritários, as construtoras do regime entravam em ebulição, os políticos do regime em delírio, os bancos amigos financiavam tudo outra vez, os estádios do regime tinham que ser aumentados, os outros voltavam a justificar-se durante quinze dias, e quando a festa acabasse, quando o último foguete estoirasse, estávamos no mesmo sítio onde hoje estamos e com os mesmos problemas que hoje temos. Não vale a pena explicar porque a explicação para o ‘provincianismo português’ já tem autor. A título de adenda bastam duas perguntas que talvez espelhem a doença:

- Porque é que na altura não se construiu apenas um estádio na segunda circular com a possibilidade de ser utilizado por dois clubes e com uma lotação que permitisse receber meias-finais e finais de um mundial de futebol?!
- Porque é que, por exemplo, a população de Leiria e arredores não frequenta o clube da sua terra e em vez disso prefere ir a Alvalade ou ao estádio da Luz?!

Enquanto não pudermos dar uma resposta satisfatória a estas duas questões, deixemo-nos de fantasias. Qualquer investimento será sempre um pseudo-investimento para engordar os mesmos e emagrecer o país.

Saudações monárquicas

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Sob o signo do D

Celebramos hoje no centro comercial mais próximo a dependência. Dependência absoluta, consumista, compulsiva, o ter (no lugar do ser) como único horizonte de vida!
Em nome da dependência celebramos a dívida. Dívida crescente, galopante, dívida lógica numa sociedade que apregoa direitos e esquece os deveres!
Celebramos também a desistência. Desistência de um projecto histórico que levou séculos a construir!
E tudo isto me ocorre num primeiro dia de Dezembro!
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