terça-feira, agosto 09, 2011

Outra vez os ‘jovens’!

Que estamos precisados de ‘ordem’ como de pão para a boca, isso ninguém duvida. Até os fautores da desordem, que esperavam ganhar alguma coisa com a destruição da autoridade legítima, também eles já perceberam que a situação é perigosa e precisa de mão firme. Inevitável, diria um personagem de Sherlock Holmes. E o famoso detective acrescentaria que para resolver o busílis da questão não adianta continuar com o mesmo discurso ambíguo de chamar ‘jovens’ quando são negros, mestiços, ou de qualquer modo desenraizados que nasceram num bairro de Londres por mero acaso. Ou seria por obra e graça de descolonizações apressadas, umas mais ‘exemplares’ que as outras?!
Viveriam melhor se tivessem nascido na terra dos seus pais, ou avós?! Não sei, o que sei é que ao fim de tantos anos, ninguém pode garantir que aqueles ‘jovens’ estejam integrados na sociedade inglesa. E não será multiplicando subsídios que o problema se resolve. Sim, porque há um problema. Problema que se há-de agravar se a Europa continuar a ceder nos seus valores em detrimento de um relativismo absurdo, como se o bem e o mal fossem a mesma coisa! Como se não existissem! E quando o balão rebenta, desorientados, em lugar de seguirmos a pista da história, andamos à procura de causas novas para problemas velhos! Tão velhos como o homem!
Portugal, tem (ou tinha) nesta matéria soluções criativas e originais, que aplicou em todos os sítios onde teve responsabilidades administrativas. E as coisas nem correram mal. Aliás, não há melhor exemplo (no mundo!) de integração ou sociedade integral, que o Brasil. Onde haverá imensos problemas de violência mas não consta que tenham índole racista. Nem faz parte do vocabulário dos locutores brasileiros a expressão ‘jovens’... com segundo sentido.


Ao Brasil, para dar um salto qualitativo, para potenciar todas as suas possibilidades, para reduzir todas as suas desigualdades, só lhe falta um rei. De preferência um descendente de Dom João VI.

Saudações monárquicas

domingo, agosto 07, 2011

Europeu por um dia!

Farto desta ‘união europeia’ que não faz outra coisa senão martelar-me os ouvidos com os juros da dívida, decidi experimentar ser europeu por um dia! Mas europeu a sério. Assim, levantei-me da cama com a energia de um prussiano, lavei-me com a parcimónia de um gaulês, vesti-me ao som de uma área napolitana e corri para o emprego na expectativa de cumprir (por uma vez) com a pontualidade britânica. Já no emprego voltei a ser português. Pedi ao meu colega que aguentasse o barco e fui (num instante) tomar o pequeno-almoço. Quando o chefe chegou, foi ele que nos pediu que aguentássemos o escritório porque tinha que sair. Dois dedos de conversa, trabalhar o que fosse preciso, e eram horas de almoço. Então onde é que vamos almoçar?!
Que saudades desta Europa onde era possível passar uma manhã de trabalho sem nos preocuparmos com os juros da dívida! Porque não havia dívidas?! Talvez houvesse, mas eram à nossa medida e eram para pagar. Também por isso as agências de rating andavam sossegadas.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Temas tabus

- Não se deve falar na revisão constitucional a não ser para dizer que não é necessária. As razões são conhecidas: - a revisão constitucional não é uma matéria essencial para o país resolver os seus problemas mas é essencial que não seja revista para continuar a resolver os problemas de alguns;

- As declarações do Ministro da Economia (ostentação, automóveis topo de gama, pessoal em excesso, etc.) não são para ser levadas a sério. Nem se devem publicar. Daí o silêncio (quase) geral dos vários órgãos de comunicação social sobre o assunto. É aquilo a que chamamos uma ‘imprensa livre’.

- Os negócios do Benfica são sempre transparentes. E são um verdadeiro desafio às autoridades reguladoras (CMVM e quejandas) tão zelosas pela transparência. Vai uma sugestão?! E que tal aproveitar a onda de privatizações e privatizar também o clube da Luz! O estado (e as autarquias) poupavam muito dinheiro aos contribuintes.

- A educação compete ao Estado segundo a catequese de qualquer ditadura que se preze. Em Portugal a mentalidade é esta e o Estado não abdica do seu papel de educador, o que traduzido à letra significa que não abdica da propaganda com que espera moldar as cabecinhas dos jovens que (por falta de meios) inevitavelmente caem na sua órbita. Estará aqui uma das razões porque somos o país mais atrasado da Europa. E será talvez por isso que nos afastámos tanto dos princípios da nossa história milenar a benefício de um regime republicano que em pouco mais de cem anos nos reduziu a uma inimaginável dependência! Primeiro, a dependência mental, depois, a dependência de facto. É sempre assim.

Saudações monárquicas

terça-feira, agosto 02, 2011

Quatro a dois outra vez!

Depois do ministro das Finanças ter ido a uma comissão da AR para dar explicações sobre o imposto extraordinário, chegou agora a vez de sujeitar o ministro da Economia a uma sabatina por causa do aumento do preço dos bilhetes nos transportes públicos. E o esquema promete continuar, ou seja, o governo (eleito por maioria absoluta) toma uma medida qualquer, e imediatamente os partidos da oposição obrigam o respectivo ministro a deslocar-se à AR para prestar contas! Partidos da oposição que (curiosamente) estão sempre em maioria (absoluta) nestas comissões. São quatro contra dois, um verdadeiro massacre! Massacre em vários tons: - o PS finge que não tem nada a ver com o descalabro (neste caso, das empresas públicas de transporte) e fica ofendido quando se fala no passado; o PCP quer os transportes públicos ainda mais públicos, porque era assim na união soviética; o PEV (apêndice do PCP) idem; e finalmente o BE quer os transportes públicos para nos obrigar a andar de transportes públicos! Dizem que é por causa do ozono, mas é mentira, é por causa do Trotsky! E o ministro Álvaro que os ature!
PSD e CDS tentam minorar os efeitos do massacre, mas se isto continua, se calhar não vale a pena ter governo e o melhor é pôr a oposição a governar! O que é que acham?! Eu acho que sim.



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Adenda: - Gostei de ouvir o ministro Àlvaro dizer a verdade sobre a ostentação e o despesismo que encontrou nos ministérios que agora dirige! Foram frases fortes que há muito não ouvíamos aos políticos. Reparei também que Basílio Horta (um reconhecido vira-casacas) não gostou de ouvir, tal como o 'resto da cambada'. O interregno tinha apostado neste ministro e parece que não... me enganei.

segunda-feira, agosto 01, 2011

‘A história do nosso estado soviético’

Prometo escrever um livro com este título, será um conto de fadas e ao mesmo tempo uma aventura que só podia ter acontecido, aqui, nesta periferia da Europa, noutros tempos centralidade entre vários mundos!
Explico o enredo: - sobre um nacional-socialismo cinzento, apesar de tudo nacional e que apesar de tudo deixou o Banco de Portugal carregado de ouro, dizia eu, sobre esse regime contido mas sem futuro, instalou-se um internacional-socialismo de raiz soviética, socialismo esse, que estava a dar as últimas em termos de aceitação universal e ameaçava ruir a qualquer momento. E no momento em que ruiu, em que a sede moscovita fechou, as filiais (PCP e congéneres) ficaram a funcionar em auto-gestão. Em auto-gestão mas bem agarradas ao aparelho de estado… e à constituição da república.
E agora peço um (novo) momento de grande imaginação aos leitores que ainda me seguem: - imaginem o que é um enorme aparelho de estado, herdado do salazarismo, invadido por uma ideologia também socialista e que acredita que o Estado é o motor da história e da economia! Escusam de imaginar porque é o que temos neste momento. Ou seja, um Estado monstruoso, praticamente irreformável, e um país onde mais de metade da população depende desse mesmo Estado! Por isso, abrimos a televisão e só ouvimos falar de dívidas e de juros da dívida, e também por isso quem comanda o falatório é essa chusma de gente que vive à conta do Estado e cujo único objectivo é manter tudo como está. E haja alguém que pague as dívidas.

Nota final: - no fim, o herói do meu livro, mentiroso e idiota, confessa-se federalista, não porque assuma a sua dependência, mas porque tem esperança que os outros (países) continuem a pagar-lhe os vícios e as dívidas. E as mentiras.

Saudações monárquicas

sábado, julho 30, 2011

Chavões de esquerda

O interregno gosta de desmontar (ou esvaziar) os chavões que entretêm as plateias do nosso tempo! Dou como exemplo o chavão ‘neo-liberal’ com que se apoda todo aquele que quer simplesmente desconstruir o ‘estado soviético’ implantado entre nós. Entre nós e na Europa! E não preciso de vos remeter (de novo) para o russo Bukovski que num artigo a que chamou – ‘eu já vivi o vosso futuro’ – faz menção a esse facto, a propósito da ‘construção da união europeia’. Construção efectuada à revelia dos respectivos povos e inteiramente condicionada por burocratas, sabe-se lá ao serviço de que interesses.
Mas voltando ao chavão que aqui nos trouxe, e face às anunciadas medidas para retirar o Estado de onde nunca deveria ter estado, é preciso esclarecer que não existe outra maneira de desmantelar ‘um estado a caminho do socialismo’ que não seja através de privatizações e cortes em tudo o que é Estado a mais. Os beneficiários do estado gordo vão naturalmente protestar e gritar que o país caíu na mão de perigosos apologistas do ‘estado mínimo liberal’ mas não têm razão. Este governo não é liberal, está simplesmente a tentar arranjar dinheiro para pagar as contas do Estado. E uma delas, que desde o 25 de Abril de 1974 nunca parou de aumentar, é relativa às despezas com o pessoal. Uma conta calada. Que levou o país ao sobreendividamento e à ruína. Portanto, quando (neste contexto) ouvirem alguém chamar liberal a alguém, já sabem que é alguém que quer continuar a viver à conta de alguém.

quarta-feira, julho 27, 2011

A Europa inválida

Isto aconteceu há muito tempo, numa época em que o laicismo triunfou sobre a crença e em sinal de vitória mandou retirar os crucifixos das escolas públicas, para não ferir a sensibilidade (dos pais) das criancinhas. Foi assim que a Europa deixou de ser cristã e a misericórdia secou no coração dos homens. Neste vazio cresceu um materialismo compulsivo, os valores passaram a ser cotados em bolsa, e muitos se admiraram quando um alucinado norueguês chacinou uma série de compatriotas. Eram vidas humanas, mas a vida humana tinha perdido valor.

segunda-feira, julho 25, 2011

Os mais desfavorecidos!

Este é um postal com bolinha ao canto do ecrã, não vá ele ofender as almas mais sensíveis! Pois bem, eu esperava que este novo governo se libertasse do trauma dos ‘mais desfavorecidos’, expressão que anima a demagogia socialista e tem o condão de multiplicar os ‘mais desfavorecidos’! Mas não, a propósito do aumento dos preços dos transportes públicos, lá aparece, no fim do discurso, o passe social que contemplará os ‘mais desfavorecidos’!
Descontando o aspecto negativo, que é o facto de haver ‘transportes públicos’ em lugar de ‘serviço público’ prestado seja por quem for, indaguemos então quem serão os beneficiários de tal medida! Por outras palavras, quem são afinal os mais desfavorecidos?!
Serão os desempregados de longa duração? Serão os que ultrapassaram determinada idade e perderam capacidade reivindicativa? Serão os que algum imprevisto ou doença atirou para uma situação de grande carência? Ou serão aqueles indigentes que vivem abandonados, ao Deus dará, e não frequentam qualquer tipo de transporte?!
Desconfio que não serão estes os alvos do passe social. Inclino-me mais para a hipótese deste ‘subsídio’ ir engrossar a lista de benesses sociais habitualmente atribuídas aos profissionais da pedinchice, que como se sabe, infestam o ‘estado socialista’. Que é diferente do ‘estado social’, porque neste, é suposto haver fiscalização em vez de demagogia.
Eu sei que poderiam ser apresentados alguns exemplos (pungentes) do estado de necessidade em que vivem determinadas pessoas, mas insisto, não serão essas que no fim das contas serão beneficiadas com o passe social.
Uma sugestão (também com bolinha encarnada): - a Índia há muito que resolveu o problema dos ‘párias’: - são intocáveis e a sociedade já sabe que tem que os suportar. Mas atenção, são ‘párias’ legítimos, não são falsificações. Não possuem televisão nem andam em transportes públicos.

Saudações monárquicas

sexta-feira, julho 22, 2011

Os ex-presidentes!

Se fosse presidente republicano faria jus ao meu título: - apeava-me do eléctrico em Belém, tomava posse no Palácio, exercia a magistratura de influência sem me esquecer das minhas origens, e sempre que tivesse que decidir entre a maioria que me elegeu e a minoria que votou no meu adversário, não haveria de ter dúvidas. No fim do mandato resistiria à mais que provável reeleição, tomava o eléctrico e voltava para casa. Igual ao que fui, sem gabinete, sem secretária, sem segurança. Poderia então vangloriar-me de ter sido um presidente da república genuíno.
Não é infelizmente o que sucede entre nós: - deixam-se reeleger, contrariando assim o espírito republicano, e pior do que isso, aceitam continuar numa posição diferencial em relação ao comum dos cidadãos! Com a agravante de pesarem no orçamento de estado! A título de quê?! Porque simplesmente lhes foi atribuído o título de ‘ex-presidente’! Título honorífico, sem qualquer utilidade social, situação que tanto combateram na monarquia!

Mas esta febre nobilitante não abrange apenas os ex-presidentes da república! Ela ameaça expandir-se, alargando-se a outros universos e a outros cargos. Cargos que ameaçam tornar-se vitalícios, quiçá, hereditários! Vem agora ao caso a proposta de continuidade de algumas mordomias do ex-presidente da AR! Não sei de quem partiu a ideia, mas parece-me uma má ideia. E não invoco razões orçamentais, invoco apenas questões de princípio. A não ser que se queira transformar a assembleia da república numa câmara dos pares! Deputados, filhos (e filhas) de ex-deputados já temos. Já não falta tudo.


Saudações monárquicas

segunda-feira, julho 18, 2011

O amigo americano!

É caso para dizer – ‘com amigos destes ninguém precisa de inimigos’! Obama defende-se invocando uma amizade mais prosaica – ‘amigos, amigos, negócios à parte’! Mas eu não sei se gosto de amigos destes?! Se calhar não gosto. Até porque Obama, no momento de trair, ou seja, quando afirmou que não era da nossa laia, não referenciou a Irlanda! Esqueceu-se?! Ou a Grécia e Portugal deram-lhe mais jeito por não pertencerem ao universo anglo-saxónico?! Mas Obama, se reparar bem, também não pertence. Aliás terá sido por não pertencer que a sua eleição suscitou tanto entusiasmo fora dos Estados Unidos.
Enfim, mais uma desilusão para quem tinha ilusões. Para esses, o melhor é esperarem pelo próximo presidente americano, talvez seja um índio apache, descendente dos que sobreviveram à amizade anglo-saxónica.

Saudações monárquicas

sábado, julho 16, 2011

‘Pai Soares’

Foi nome de cavaleiro, um dos apoiantes de Afonso Henriques, mas hoje os pergaminhos são outros. Mário Soares, pai desta terceira república, intimou os dois candidatos à liderança do PS a não cederem na revisão constitucional. Não se muda nada, nem uma vírgula!
Nada que nos espante, pois há muito que sabemos que a dita constituição, longe de ser uma referência para todos os portugueses, serve apenas os desígnios de uma facção, de uns quantos que a usam para se perpetuarem no poder e nas mordomias.
Por isso enquanto ela não mudar, nada vai mudar em Portugal. O estado continuará a ser gordo e socialista, os poderes ocultos continuarão a manobrar à vontade, porque uma constituição com trezentos artigos (uma das maiores do mundo!) dá para tudo. Dá, por exemplo, para bloquear qualquer iniciativa que ponha em causa os interesses da casta dominante. Dá para manter uma enorme vozearia de ‘esquerda’ contra qualquer medida que o governo anuncie. Vozearia, diga-se, completamente desconforme com os resultados eleitorais. Como agora se viu em relação à sobretaxa extraordinária: - unidos pela constituição, PS, PCP, BE e PEV, este último com a particularidade de nunca ter ido a votos, arrebatam o tempo de antena, e zurzem nos dois intrusos!
E quem são os dois intrusos?! São os partidos a quem os portugueses confiaram o governo de salvação do país, mas que provávelmente não o podem salvar porque a constituição não permite! Porque Soares não permite. Curioso país, não acham?!

‘Pai Soares’ pode (por enquanto) dormir descansado. A sua terceira república vai continuar a ser de esquerda, o seu partido socialista vai continuar a dar cartas, e a sua constituição continuará imutável. Até quando?! Até ao dia em que um qualquer golpe a há-de derrubar. Seguir-se-á então uma quarta república, que reclamará para si uma (nova!) constituição para Portugal!
Isto acontece num país com quase dez séculos de história, um país que tem concerteza uma constituição muito forte para aguentar com tantas constituições. O que me leva a concluir que talvez esteja na hora de restaurarmos a verdadeira constituição, a tal que é muito forte e vem resistindo a tudo.

Saudações monárquicas

quinta-feira, julho 14, 2011

Estamos fritos

A ideia persistente que nos é transmitida pode assim resumir-se: - o problema (a dívida) talvez exista mas a responsabilidade não é minha. Não é nossa. De quem é, então?!
Pois bem, é dos outros, é do excessivo poder das agências de rating, tem a ver com a crise financeira internacional, é concerteza da união europeia, que tarda em assumir as minhas (nossas) dívidas, é do capitalismo, do neoliberalismo triunfante, é da Grécia, da Irlanda, da China, da guerra entre o dólar e o euro, é tudo junto e ao mesmo tempo, e rematam, com a única verdade palpável: - porque estamos a viver uma época histórica sem precedentes! Eu podia acrescentar - infelizmente.
Em silêncio ficou a dívida que voluntáriamente fomos contraindo, ao longo de anos e anos de irresponsabilidade, vivendo acima das nossas posses, fazendo finca pé num socialismo de trazer por casa, na expectativa (também irresponsável) de que alguém haveria de pagar a factura, na crença (própria de ateus confessos) que o Estado (seja lá o que isso for) é entidade que faz milagres todos os dias!
Esta é a crónica habitual dos jornais, e é a conversa que se ouve (e vê) a todas as horas na televisão.
Conclusão: - estamos fritos. E bem fritos. Afinal quem espera alguma coisa de uma sociedade irresponsável (leia-se, infantil) só merece estar frito.

terça-feira, julho 12, 2011

Os dias difíceis

Quando de repente damos conta da enfermidade dos outros, esquecemo-nos um pouco de nós próprios e perguntamos se será importante ou útil emitirmos opiniões, deste ou daquele assunto, contemporâneo ou transacto, a economia do euro ou do dólar, a guerra financeira que move outras guerras, enfim, um mundo de trivialidades.
Mas a simples menção de escrever, se for cuidadosa e esforçada, talvez se justifique face á grandeza dos factos, da vida e da morte. Assim, assinalamos a morte de um príncipe católico que em vida se manteve príncipe e católico, naquilo que de essencial os distingue – o exemplo. Ao ponto de ser lícito afirmar que o planeta fica mais pobre com a sua ausência.
Além do exemplo cabe ainda acrescentar que em vida, Otão de Habsburgo, foi um homem clarividente. Previu a doença dos estados modernos, a doença da democracia totalitária, indefesa face aos interesses das castas e dos lobbies. Democracia totalitária pelo facto de todos serem eleitos da mesma maneira. Incluindo o árbitro do sistema!
O ‘interregno’ transcreveu em tempos uma pequena obra da autoria de Otão de Habsburgo – ‘A monarquia na era atómica’ – onde o ilustre pensador esclarece toda esta problemática.
Prova de que afinal continua vivo o herdeiro do Império Austro-húngaro! Império que não teve solução depois dos Habsburgos!

quinta-feira, julho 07, 2011

O lixo

A propósito de lixo, classificação com que fomos brindados por determinada agência de rating, decidi raciocinar (!) sobre uma hipótese académica: - imaginei-me um potencial investidor em Portugal. Medi riscos, vantagens, e cheguei às seguintes conclusões:

Dados positivos - O governo é novo, tem uma maioria a sustentá-lo, e mostra alguma vontade reformadora; positivo também o facto de alguns ministros serem independentes, no sentido de não pertencerem (pelo menos que se saiba) às tradicionais agremiações que controlam o aparelho de estado; e por falar em estado, o estado de necessidade em que o país se encontra também acaba por ser, pelas piores razões, um factor que pode ajudar às necessárias mudanças;

Dados negativos – Desde logo algumas reticências sobre o ímpeto reformador deste governo na medida em que não põe o acento tónico na revisão constitucional! O que leva a crer que não será desta que abandonaremos o socialismo, ou o seu caminho, e sabe-se como um estado a caminho do socialismo ainda engorda mais... pelo caminho! Caiem assim por terra todas as promessas de uma dieta eficaz, dieta que reduza de vez a dimensão e a gordura do Estado. Afinal, causa e consequência da dívida que nos asfixia.

Mas insistindo na meta patriótica a que me propus, ou seja, investir no país que me viu nascer, sou forçado a optar pelo 'investimento à portuguesa'! Que é grosso modo este: -



Resolvo os problemas burocráticos através do filho do meu tio; caixa de robalos incluída; insinuo-me no círculo restrito de uma daquelas agremiações mais ou menos secretas, mais ou menos partidárias, onde possa assegurar crédito, pareceres favoráveis, desembargos, nulidades úteis e inúteis, prescrições; escritório de advogados incluído; não me posso esquecer do futebol (uma entrevista a dizer que sou do Benfica e um jogador em carteira dão sempre jeito); tão pouco me vou esquecer da comunicação social; comunicação social amiga, já se vê, com um ou dois jornais incluídos; televisão?! Veremos.

Lá mais para a frente, quando o negócio prosperar, pensaremos numa fundação. E numa verba para o próximo centenário. A regra básica destes investimentos é nunca perder o Estado de vista. O Estado ou quem lá manda.

Dados estes passos (posso ter-me esquecido de algum) garanto-vos que é perfeitamente possível investir com sucesso em Portugal. O problema é que as agências de rating também sabem disto.

Saudações monárquicas

quarta-feira, julho 06, 2011

Antigamente…

Antigamente, quando tinha vinte anos, se me dissessem que no futuro existiriam comunidades terapêuticas para tomarem conta de adultos incapazes de se conduzirem como pessoas livres… eu não acreditava! E menos acreditava se me garantissem que se tratava de uma epidemia (ou doença civilizacional) que afectaria um número considerável de pessoas!
No outro lado da descrença, se soubéssemos que nos primórdios do século XXI, o dia-a-dia dos portugueses (e o dia a dia da união europeia) estaria resumido ao problema da dívida (e às correspondentes decisões das agências de notação) admito que nunca teríamos embarcado nesta aventura… da união europeia e do euro!
Haveria alternativa, perguntam-me?! E eu tenho apenas uma pergunta como resposta: - haveria alternativa ao consumo de drogas?! Melhor: - há alguma alternativa às dependências?!

Saudações monárquicas

domingo, julho 03, 2011

Os problemas sexuais da esquerda!

Nos últimos tempos, com uma frequência talvez exagerada, as questões relacionadas com o ‘amor’ (e seus derivados) têm vindo a tomar conta dos noticiários, all over the world, numa espécie de telenovela apimentada que o público já não dispensa. E não sei se por acaso ou má sorte, a verdade é que no centro da trama amorosa, se assim lhe podemos chamar, aparecem invariávelmente uma (ou mais) figuras da esquerda política! Seja nacional, seja internacional!
No plano nacional todos conhecemos o pendor da nossa esquerda parlamentar para se debruçar sobre tudo o que se relacione com as partes mais íntimas do ser humano. Quiçá numa tentativa de as estatizar! Com efeito, desde a defesa do aborto até ao casamento gay, a esquerda não descansou enquanto não fez aprovar a competente legislação sobre o assunto. E só não sabemos qual será a próxima iniciativa sobre a matéria, porque a imaginação também tem os seus limites!
Entretanto, no chamado reverso da medalha, a esquerda mantém um contencioso sexual com a maior parte das legislações em vigor, legislações que ajudou a criar mas que por ironia do destino, de tão puritanas em relação aos outros, caiem às vezes em cima da cabeça dos seus criadores!
Foi assim na Casa Pia, um problema que só encontrou solução (à esquerda) através das conhecidas ‘formas superiores de luta’, que em tradução livre significam - justiça corporativa, amiga do infractor, processo interminável, etc!
E é assim a propósito do recente caso Strauss-Khan, socialista francês que terá seduzido uma criada de hotel, que posteriormente o acusou de violação. Verdade, chantagem, ou ambas as coisas, aqui o que chama a atenção é o paralelismo entre a libertação de Pedroso (lembram-se do eco e do entusiasmo socialista na altura) e o mesmo eco que os media internacionais deram agora a uma simples alteração das medidas de coacção que impendem sobre o arguido!
O crime, tenha ou não existido, deixa de interessar (nunca interessou) se o arguido for um personagem de esquerda!
‘Assim vai o mundo – Actualidades francesas’! Lembram-se?!

terça-feira, junho 28, 2011

Diferentes dos gregos!

Ora bem, ainda não falámos da governança, por várias razões, sendo que a principal tem a ver com o facto de continuarmos convencidos (somos um bocadinho teimosos!) que temos um problema de regime e nestas circunstâncias, os governos, por mais bem intencionados que sejam, ficam-se por aí, pelas boas intenções.
Mas falemos um pouco do novo governo.

O ministro da economia deixou-me boa impressão! Tem ideias próprias o que incomoda sobremaneira os comentadores de serviço. Mais uma razão para o apreciarmos.
Os mesmos comentadores também opinam sobre Assunção Cristas. Afirmam que tem um ministério imenso! Tenho opinião diferente: - a agricultura não existe, as pescas também não, o mar é dos espanhóis, e o ambiente é fraco! Por conseguinte, se Assunção Cristas acrescentar alguma coisa a este deserto já fez um bom trabalho.
Uma palavra para Paula Teixeira da Cruz, mulher combativa que se propõe defrontar a justiça! A nossa velha justiça maçónica! Tarefa árdua, mas só uma mulher poderia (poderá) fazê-lo. Contra ela o facto de estar convencida que pode fazer alguma coisa sem mexer na constituição! Mesmo mexendo, vai ser o cabo dos trabalhos.

Quanto ao governo no seu conjunto, alguns sinais positivos e um negativo. Sinais positivos de algum espírito patriótico. O aspecto negativo prende-se com uma segunda encenação do ‘bom aluno de Bruxelas’, reprise pouco recomendável sabendo-se o que aconteceu com a estreia de Cavaco. Se bem me lembro, desfizemo-nos da nossa máquina produtiva a troco de subsídios... que o vento levou. Além de que numa união não devem existir nem alunos nem mestres, mas simplesmente parceiros que se respeitam entre si.
É claro que o actual estado de necessidade obriga a algumas piruetas, mas não me parece boa ideia colocarmos o acento tónico (das nossas convicções) naquilo que nos distingue da Grécia! Mas seremos assim tão diferentes dos gregos?!




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De facto, na Grécia existe corrupção e aqui em Portugal nunca se provou a sua existência. Também é verdade que na Grécia todos os dias se descobrem fraudes e aqui, quando abrimos um armário está tudo arrumadinho. Dizem-nos que na função pública grega há imensos motoristas para o mesmo automóvel e todos nós sabemos que em Portugal é ao contrário, o que existe é um enorme excedente de automóveis. São diferenças assinaláveis. Por outro lado os gregos parecem ter uma vocação especial para grandes eventos suportados por grandes obras públicas, e nada disso acontece em Portugal. Aqui, o Estado é um exemplo de modéstia e contenção. Outra diferença determinante tem a ver com a suposta reforma do Estado. Na Grécia, o Estado é irreformável, e em Portugal estamos cheios de esperança que continue tudo na mesma. Por último, a dívida grega é menor que a nossa, e isso também é uma diferença.

Aqui chegados, perante tais diferenças, talvez fosse preferível escolher uma estratégia diferente para convencer os credores de que estamos determinados a honrar os nossos compromissos. Até porque é feio fazermos queixinhas de um menino (da nossa escola) que afinal se porta tão mal como nós.

Saudações monárquicas

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Adenda:- Lamentávelmente, esqueci-me de enunciar uma importante diferença que nos distingue da Grécia, diferença real entre uma democracia (a grega) e a nossa 'ditadura democrática'. E explico: - a constituição grega permite que os gregos se pronunciem sobre o respectivo regime, e neste sentido, a verdade é que nos últimos cinquenta anos a Grécia já mudou da república para monarquia, regressando posteriormente ao regime republicano. Tudo isto através de referendos que expressaram a vontade soberana do povo grego. O contrário do que se passa em Portugal, onde a constituição proíbe que os portugueses se pronunciem sobre o regime, um atestado de menoridade e incapacidade que nos devia envergonhar a todos.

Mais uma razão para estarmos caladinhos no que se refere à Grécia.

sexta-feira, junho 24, 2011

O crepúsculo dos deuses

Não sei se já repararam mas os nossos ‘deuses europeístas’ andam a perder a crista! Aparecem cabisbaixos na televisão, estão menos confiantes, a tal Europa que ía tomar conta de nós (cama, mesa, bom ordenado e pouco trabalho) parece que está renitente, não quer continuar a sustentar-nos! No seu desespero, face a tanta realidade, falam na democracia da moeda única, que como sabemos nunca foi única, haja em vista ingleses e dinamarqueses, por exemplo. Agarram-se ao federalismo político (que nunca propuseram aos portugueses) como se existisse algum César disponível para nos reduzir à antiquíssima campina romana! Estão doidos e chamaram doidos a quem lhes disse a tempo que a ida (apressada) para a união europeia, não era mais do que uma fuga às nossas responsabilidades históricas. A descolonização exemplar, lembram-se?!
Pois se não tivemos capacidade para federar os nossos interesses imperiais (não é hora para termos medo das palavras) que interesse (para além da escravidão) tem o império alemão em nos manter na sua órbita?!
Eu bem sei, porque já ouvi, que há para aí alguns escuteiros que insistem em forçar a velhinha a atravessar a rua! Dizem estes idiotas que é do interesse dos alemães sustentar-nos a nós, aos gregos, etc., a quem precisar! Um argumento surreal! Típico de quem está habituado a viver à custa dos outros.

Um último parágrafo para a solidariedade europeia, derradeira tentativa para amolecer o coração dos credores. Pois bem, eu também não emprestaria mais dinheiro a um país que internamente não é solidário. Basta recordar que na união detemos o record da desigualdade entre ricos e pobres. E não queremos mudar. Não me refiro à bricolage das pequenas mudanças, não estou a falar das moscas. Refiro-me ao essencial, à constituição que não queremos mudar, ao estado socialista (oligárquico republicano) que ela contempla. E que também não queremos mudar. No fundo não queremos mudar nada que possa pôr em causa o actual regime, ainda que seja o regime o grande responsável pela situação a que chegámos. E porque não queremos mudar, não merecemos qualquer solidariedade.
Resta-nos pôr a valsa do centenário (da república) a tocar, e dançar até ao próximo iceberg. Que não está longe.


Saudações monárquicas

sexta-feira, junho 10, 2011

Raça de dia!

Hoje é dia da raça e por decreto somos todos da mesma raça, incluindo animais e plantas. Da mesma raça mas com algumas diferenças, por exemplo, há uma raça de portugueses que gostam de banca rota, e há outra que não. Outro exemplo, há uma raça que não se importa nada de ser governada por estrangeiros, e há outra que se importa. Mas a raça que a república mais gosta de cultivar (e aperfeiçoar) é aquela que vive e engorda à conta do estado, raça que enriqueceu muito a seguir ao 25 de Abril. Este é o momento para interromper o discurso (da raça) e dar um viva ao regime que assim permite tão fácil e promissora ascensão social! Bravo! Depois temos a raça dos quinhentos euros base, bastante numerosa, que protesta um bocadinho, mas não passa disso.
Esclarecidos sobre a raça, passemos a um dos dias mais enervantes (e fastidiosos) do calendário político! Piores (porque festejam guerras civis) só o cinco de Outubro e o 25 de Abril! No dez de Junho, à boleia de Camões, fazemos discursos vazios, que não mobilizam ninguém, não dão esperança a ninguém, e servem apenas para a nomenclatura se exibir e medalhar. Se acontece algum acto de justiça, é coisa rara. Aliás, uma nação outrora independente, e que (voluntáriamente) se transformou num protectorado, quanto mais não seja por uma questão de pudor, não devia auto promover-se (leia-se, festejar) nem dar medalhas a ninguém.
Tenho dito.

terça-feira, junho 07, 2011

A vaca sagrada

Uma vaca é uma vaca e pelo que sabemos precisa de um hectare para pastar e sobreviver. A vaca constituinte é mais exigente, precisa de uma área semelhante ao território nacional, precisa de dez milhões de pacóvios, e precisou de trinta e tal anos para nos levar à banca rota. Fora os ameaços!
E tudo isto para alimentar (eu diria, amamentar) uma ideia de esquerda e uns quantos espertalhões.
Os espertalhões são conhecidos, manobram os partidos do centrão, sustentam a esquerda radical, suportam uma esquerda obsoleta, para o que der e vier, e proíbem ou inviabilizam os partidos de direita, que ao mínimo gesto são imediatamente apodados de fascistas. É este o trabalho da vaca. Aliás, como alguém já salientou, Portugal tem sido governado, não pelo governo que sai das urnas, mas pelos chamados constitucionalistas e respectivo tribunal. Que de tribunal guarda apenas o nome, uma vez que são os partidos quem nomeia uma boa parte dos ‘juizes’.
Portanto e por conseguinte enquanto não tratarmos convenientemente da vaca sagrada… vamos manter a mesma religião. Religião de estado, naturalmente. Há quem goste, eu não.


Saudações monárquicas

segunda-feira, junho 06, 2011

Sensações eleitorais

Empate técnico – como na altura escrevi, tratou-se de um embuste, um frete da comunicação social (e das empresas de sondagens) para manter o PS em jogo, segurando algum eleitorado que costuma desertar aos primeiros sinais de derrota. Ao PSD, a história do empate técnico também deu jeito reforçando o voto útil pela necessidade de assegurar a vitória. Principais vítimas: - os partidos das franjas, incluindo o CDS.
Uma conclusão podemos retirar: - as ‘sondagens’ (todas elas) enganaram sistemáticamente o eleitorado e com isso influenciaram, para além do admissível, os resultados eleitorais. É portanto assunto para a CNE se debruçar… se tiver coragem.
Assim, se quisermos fazer um exercício de ‘verdade eleitoral’, diríamos que o PS tem dois ou três pontos a mais (ficaria na zona dos 25%) e que o CDS tem dois ou três pontos a menos (ficaria na zona dos 13%). O Bloco de Esquerda, por sua vez, obteria mais um ponto percentual, situando-se nos 6%. PCP e PSD atingiram o seu limite, o primeiro alicerçado num discurso de protesto, a puxar ao patriótico (!), o segundo capitalizando o desejo de mudança e algum voto útil… com a tal ajuda do ‘empate técnico’.
A terminar esta análise é justo salientar que o ‘empate técnico’ também prejudicou os chamados pequenos partidos, alguns dos quais viram aumentada a sua votação mas insuficiente para eleger um deputado.

Em próximo postal explicarei o semi desaire do CDS (a incapacidade de Portas assumir a direita) e abordarei mais uma vez a vaca sagrada, ou seja, a constituição, grande responsável pelo impasse nacional e pelo atraso em que nos encontramos. Não me esquecerei de falar de alguns sociais-democratas (ex. Paula Teixeira da Cruz, combativa, mas…) que afirmam que a revisão constitucional não é prioritária, e muito logicamente reafirmam que o PSD é um partido de esquerda. Eu já sabia, o que pergunto é quem é que representa a direita… ‘se nem tu, Portas, a queres representar’?!
Vamos continuar com um país coxo?

Saudações monárquicas

quarta-feira, junho 01, 2011

Sugestão: Uma troika portuguesa

Está na hora de nomear uma troika portuguesa que se encarregue de governar o país nos próximos tempos. Explico: - seria um governo comandado por três personalidades suficientemente credíveis, governo esse que deveria ter o apoio explícito dos três maiores partidos da AR. Estes partidos teriam em relação a esta troika portuguesa o mesmo comportamento que tiveram em relação à outra (a estrangeira), ou seja, assinariam um 'memorando' concordando com as medidas que o futuro governo haveria de propor, medidas essenciais para sairmos do poço onde caímos, e da indigna situação de protectorado em que nos constituímos. Apoio que se poderia alargar, em casos pontuais, aos restantes partidos com assento parlamentar.




As ditas personalidades, tal como o resto do governo, seriam escolhidas (pelos três partidos mais votados) a partir de um leque de pessoas muito restrito, e onde estariam nomes como: - Rui Rio, Medina Carreira, Guilherme Oliveira Martins, Campos e Cunha, António Barreto, Ribeiro e Castro, Bagão Félix (passe o nacional-benfiquismo), Lobo Xavier, Pacheco Pereira e poucos mais. De fora do governo ficariam obrigatóriamente os secretários gerais dos três partidos do arco governamental. O leader da troika (e do governo) mas apenas por questões formais, seria um elemento ligado ao partido mais votado nas eleições que se avizinham.



E pronto. A partir daqui, toca a trabalhar, toca a alargar a base social de apoio a este governo, e para isso nada melhor do que preparar (e executar) uma revisão constitucional que elimine metade dos actuais trezentos artigos, com especial enfoque nas normas controversas, obscuras, e fracturantes. E que impedem que Portugal levante a cabeça.




Saudações monárquicas

segunda-feira, maio 30, 2011

O meu voto

Desde o 25 de Abril que venho cumprindo, sem grande entusiasmo diga-se, o dever de votar num partido político que governe (ou ajude a governar) o país. Nas eleições para a chefia de estado, e como é óbvio, nunca votei, nas eleições autárquicas, embora discordando da intromissão partidária, às vezes voto, outras vezes nem tanto. Nem tanto porque entendo que estas eleições deveriam reduzir-se à escolha de um presidente de câmara e respectivo programa. Para além disso todos os que visitam o ‘interregno’ sabem da minha inclinação em favor de um regionalismo progressivo começando pelas regiões mais pobres e desertificadas do país.

Feita a história da minha vida eleitoral, falta naturalmente revelar em quem tenho votado ao longo destes trinta e tal anos de democracia limitada. Pois bem, nos primórdios votei sempre no Partido Popular Monárquico e só deixei de nele votar quando foi assaltado por uma deriva republicana que punha em causa a essência da monarquia, qual é, em monarquia não há candidatos a rei. O PPM entrou entretanto em agonia e passei a votar no CDS na expectativa que se transformasse num verdadeiro partido conservador. Um partido que propusesse e defendesse uma sociedade com valores, valores próprios e próximos da nossa matriz cultural.

Infelizmente o CDS/PP não tem conseguido afirmar-se como esse grande pólo aglutinador, muito por culpa da existência de um partido híbrido chamado PPD/PSD, mas também por culpas próprias. A verdade é que tem preferido o imediatismo do poder, nem que seja em subalternidade absoluta, a uma política de fundo que constitua verdadeira alternativa a um ‘país de esquerda’! E particularmente nestas eleições, onde pelo facto de já haver um programa de governo (ditado de fora!) se abria uma oportunidade para marcar uma posição doutrinária, nem assim o CDS se convenceu a abandonar o tacticismo daquilo a que podemos apelidar de ‘política da unidose’. Esperava mais, muito mais. E já nem falo na renovação das caras e das cabeças, absolutamente necessária, quando sabemos que muitos daqueles que surgem em lugares elegíveis são meros ‘companheiros de jornada’ da esquerda do aborto, dos casamentos gays, e amanhã, quem sabe, da eutanásia. Numa imagem de defeso futebolístico, isto é tudo pessoal para transferir rápidamente para o PS e BE… e ainda ganhar algum dinheiro com o negócio.

Aqui chegados e para terminar, eu tinha razão quando defendi a existência e valorização de um partido monárquico (sem prejuizo do papel reservado às associações reais) que lutasse abertamente pela mudança de regime, sem conversas ecológicas ou outros moinhos de vento similares. Assim, eu já teria partido onde votar e Portugal voltava a falar de monarquia… já.

Saudações monárquicas

domingo, maio 29, 2011

As palavras dos outros

(...)



Quis a ironia do destino, ou melhor, quis o povo que Portugal tivesse ao leme dos seus destinos, há mais de cinco anos, um homem que, estou em crer, a História se encarregará de caracterizar melhor do que eu! José Sócrates Pinto de Sousa, que fez questão de adoptar o mais estranho dos seus nomes para sua chancela, quiçá procurando algum paralelo com o mais brilhante de todos os filósofos, mas esquecendo que o seu percurso tem tornado pecaminosa tal analogia, pois não haverá melhor exemplo de contradição.
Este homem foi eleito, como aliás acontece sempre em Portugal, não por qualquer mérito, mas por demérito de quem o antecedeu.

Em Portugal ninguém ganha eleições; em Portugal apenas se perdem eleições. Os parcos horizontes mentais do meio país que vota desde o 25 de Abril, e a competência revelada pelos políticos, impedem que alguém ganhe eleições e fazem com que apenas o PS e o PSD percam eleições. Em 2005, o sábio povo, mais uma vez para castigar quem não lhes agradou, podia ter feito mil coisas, entre elas colocar no poder gente nova, partidos novos, de esquerda, direita, do centro, votarem todos em branco, votarem todos nulo... enfim; mas não! Como é apanágio na «democratura» tuga, castiga-se o peixe, votando na carne e castiga-se a carne, votando no peixe. Pior que isso, e constatando que o peixe é podre e a carne é putrefacta há décadas, perpetuam esse enjoativo jogo, num frenético exercício masoquista.

Claro que estas coisas são lentas no tempo, mas o tempo acaba por chegar e damos por nós, hoje em dia, de caras com a inquietante factura desse mórbido ritual de troca bipolar de poder, assente na legitimidade do voto da populaça!


(...)




Excerto de um texto da autoria de Paulo Carvalho, texto a que o autor deu o sugestivo título: - 'A epopeia de um déspota e a estratégia dos media: ensaio sobre um país à beira do caos!'

sexta-feira, maio 27, 2011

Não investiguem que não é preciso!

O eco de uma nova investigação judiciária entra-me pelos ouvidos, tinge de emoção os escaparates, e eu grito, não, não investiguem, estejam quietos, não me andem a gastar o (que resta) do dinheiro dos contribuintes em... denúncias, pistas, escutas, meios de prova, audições, inquéritos, advogados, procuradores, juízes, polícias, fardados, desfardados, quilos de papel, toneladas de televisão, e o corrupio constante dos jornalistas, as declarações, os desmentidos, os processos, e os arguidos, as testemunhas, os recursos, os incidentes, coincidentes, as nulidades, e recomeçar tudo de novo… para dar tudo em nada, decorrido o tempo necessário!
Há uma lista da república, eu já expliquei isto, uma lista que deve ser consultada antes de qualquer mega operação judiciária. É uma lista elementar, baseada na experiência (centenária) do regime, lista composta por um conjunto de pessoas e instituições inimputáveis, que não devem ser incomodadas. O motivo é simples: - jamais se sentarão no banco dos réus! A justiça portuguesa tem essa lista, eu por acaso conheço-a, posso disponibilizá-la, se tiverem alguma dúvida perguntem-me. Por exemplo, neste caso dos guarda-redes do Benfica, digo-vos que não vale a pena aprofundar o assunto. Faz parte da lista. Está tudo inocente concerteza. Se fosse algum clube dos regionais, desses que movimentam milhões de euros, compreendia-se o sentido da investigação. Agora o Benfica… nem pensar. E o Estado ainda se arrisca a ter que pagar uma indemnização por ofensas à honra e ao bom nome. Isto é só um exemplo.


Saudações azuis

quarta-feira, maio 25, 2011

Sondagens ao minuto!

Saí de casa pela manhã e resolvi perguntar às primeiras cinco pessoas que comigo se cruzaram, qual o partido em que tencionavam votar nas próximas eleições. Uma não sabia, outra estava indecisa, uma terceira mandou-me passear, e as duas restantes confessaram a sua paixão por Sócrates. De posse destes elementos, fui ao pão, comprei meia dúzia de sardinhas para o almoço e fechei-me em casa a estudar todas estas variáveis. Fiz um gráfico, duas curvas, e com uma margem de erro de duas pessoas, concluí que o PS ganhava com maioria absoluta! Pena que não possa publicar estes resultados porque havia aqui matéria para um dia inteiro de análises e comentários.

Mais a sério, a verdade é que os portugueses têm tendência para desacreditar tudo aquilo em que mexem. Já desacreditaram a democracia e agora, na ânsia de manterem Sócrates em jogo, inventam empates (técnicos!) onde não existem, ou só existem na imaginação de alguns mentecaptos. Mas atenção, há muita gente a ganhar dinheiro com estas brincadeiras! Televisões, jornalistas, comentadores, e naturalmente anunciantes, todos eles se pelam por notícias que alimentem a clubite partidária, porque é de clubite partidária que se trata, nada mais do que isso. Nem me admiraria que até ao fim da campanha surjam apostas, sorteios, prémios e raspadinhas! Vale tudo na nossa pequena vida virtual.
E vivam as eleições! Quantas mais melhor!

Saudações monárquicas

terça-feira, maio 24, 2011

Partido socialista do emprego!

Está na hora de fechar os ‘centros de emprego’ e entregar a respectiva gestão às estruturas partidárias. Dando preferência obviamente ao partido socialista, muito mais eficaz nesta área, e bem capaz de cumprir (se o deixarem) a grande promessa eleitoral de Sócrates – a criação de cento e cinquenta mil empregos!
Fala-se já em cento e sessenta nomeações à socapa, ainda faltam zeros, mas pelo ritmo que levam… não sei, não!

Gracinhas à parte, recordemos o que diz Vasco Pulido Valente sobre o assunto: - *”Em 1834, quando a guerra contra D. Miguel acabou, uma das maiores querelas do liberalismo (que o dividiu para sempre) foi a querela dos empregos. Os radicais queriam despedir o pessoal absolutista do Estado e dar empregos à sua gente. Os moderados preferiam uma purga parcial. Com a revolução de 1836, os radicais acabaram por apanhar tudo ou quase tudo. A questão era séria e até agora não mudou muito…”.

E Vasco Pulido Valente continua: - “ (…) Depois do intervalo de Salazar, a democracia, como de costume, criou a sua classe média. A administração, a saúde, o ensino, a segurança social e alguns milhares de misteriosos serviços (para não falar nem de empresas, nem de câmaras, nem de 4 mil freguesias) receberam directa ou indirectamente mais de um milhão de portugueses. Como disse um dia Medina Carreira metade do país depende do Estado. E é por isso que a falência ou drástica redução do Estado seria em Portugal uma tragédia, sem precedentes conhecidos…”.

Dito isto, com o qual concordo em absoluto, ou não fosse eu um dos absolutistas saneados há perto de dois séculos, podemos e devemos retirar as seguintes conclusões: - existe um Portugal até D. Miguel e existe outro, caricatura do primeiro, que rompendo com a tradição (não confundir com tradições) atirou o país para um plano inclinado sem saída à vista. Um abismo para a maioria da população, um paraíso para as quadrilhas que assaltaram o Estado e se banqueteiam à mesa do orçamento.
Uma visão simplista?! Sim, porque vai à raiz, não se entretém nos ramos da árvore.
‘Deus, Pátria, Rei’, não há nada mais simples do que isto.

Saudações monárquicas


*Fonte: Jornal Público de 21 de Maio de 2011.

domingo, maio 22, 2011

Freud entre nós!

O mestre da psicanálise visitou este interregno e eu contei-lhe a minha história: - ontem à noite, sem dar por isso, fui parar a um programa de televisão denominado ‘a torto e a direito’ e por lá fiquei alguns instantes. A convidada de serviço, candidata socialista (e segundo consta, especialista em causas fracturantes e constituições obscuras) perorava nessa altura contra a direita, queria excomungar Passos Coelho, Catroga, este por ter invocado o nome de Hitler em vão, e queria também remeter Paulo Portas às profundezas do inferno! Queria naturalmente promover a beatificação de Sócrates!
Sim, disse Freud, e qual é o problema?!
O problema é que eu reconheci a criatura – trata-se da filha de Adriano Moreira, distinto ministro do governo de Salazar, e todo aquele ódio ao nacional socialismo, de onde afinal provém, pareceu-me um exagero, dá ideia de um complexo mal resolvido!
Sim, repetiu Freud, e qual é o problema?!
Bem, o problema é que existem mais casos destes nos partidos políticos, personagens com fama de génios e a quem a comunicação social dá muito tempo de antena!
Esse já é um problema, concordou Freud. Mais alguma coisa?!
Sim mestre, gostava de ver esclarecido o seguinte: - atendendo a este tipo comportamental é possível que os descendentes destes esquerdistas inveterados venham a ser discípulos dilectos de um futuro ‘estado novo’? Com outro Salazar?
Freud fez que sim com a cabeça e confirmou - é possível, é bem possível.

Saudações monárquicas

quinta-feira, maio 19, 2011

Em setenta segundos!

Ontem, depois do futebol, os pequenos partidos tiveram a sua oportunidade, uma oportunidade rara, curtíssima, com a moderadora sempre a avisar – ‘tem de concluir’.
Em setenta segundos ninguém diz nada, a não ser que se chame Garcia Pereira! Ele conseguiu dizer alguma coisa! Foi explícito quanto à dívida – ‘não pagamos’ e de facto, nas condições impostas será muito difícil pagá-la. Foi claro quanto às causas: - o abate da frota de pesca, o abandono da agricultura e da produção industrial, tudo a troco de um prato de lentilhas, subsídios que entretanto se evaporaram. Os responsáveis por este ‘negócio’, andam por aí, impantes, usam comendas, colares da liberdade, mas o país perdeu a independência e a liberdade!
Faltavam ainda alguns segundos, os suficientes para Garcia Pereira explicar que Portugal tem que recuperar a sua antiga capacidade produtiva, tem que apostar sobretudo nos seus portos. Na placa giratória onde nos situamos, graças a Deus e aos nossos antepassados. Portos ligados por ferrovia, com bitola europeia, mas atenção, seguindo a rota dos emigrantes, que por acaso não passa por Madrid!
Acabado o programa, dei por mim a pensar que se aquilo fosse futebol 'contratava' Garcia Pereira para alinhar nas hostes monárquicas. Mas não é, e também sei que Garcia Pereira não faz fretes a ninguém, mas é uma pena que não aplique o seu inegável talento político aprofundando os caminhos da tradição, caminhos que entroncam necessariamente nas aspirações mais genuínas do povo português. E isso é fácil de comprovar - se a tradição estivesse ao serviço dos agiotas que nos desgovernam não teria sido abolida nem desprezada.
Cabe-nos a nós restaurá-la e para isso nada melhor que questionar o regime que todos os dias a renega. A propósito, estava lá um partido monárquico que nos setenta segundos finais falou pouco de monarquia. Falou pouco da tradição.

Saudações monárquicas

sexta-feira, maio 13, 2011

Um plano de resgate

O país passa a vida a fazer contas, juros à esquerda, impostos à direita, soma ali, subtrai acolá, mas ninguém faz contas ao regime, ninguém quer saber quanto nos custa, a cada um de nós, cada um dos cerca de trezentos artigos da constituição da república! Estranho, não lhes parece?!
No entanto, continuo convencido que a doença que nos consome é de natureza política e só a política vai conseguir resolver. As curas de tesouraria poderão aliviar a situação por uns tempos, mas a economia só há-de crescer quando restabelecermos a confiança e a unidade nacionais. Para que isso aconteça, o primeiro passo é rever a constituição. Expurgá-la da ideologia jacobina, ideologia importada, contra natura, e que envenena tudo à sua volta. Pelo contrário, a convergência e a unidade, teremos de a procurar mais atrás, nas soluções que a tradição nos impõe, pois não basta repetir que temos oito séculos de história se na prática não fazemos outra coisa senão destruir esse mesmo legado!
Que fazer então?!
Já uma vez sugeri o seguinte: - o presidente da república, em acordo com os restantes órgãos de soberania, deveria nomear uma ‘unidade de missão’ com duas incumbências específicas – em primeiro lugar ‘desparasitar’ a constituição de todos os elementos ideológicos que impedem, por exemplo, que um partido de direita possa aplicar o seu programa de governo, no caso de ser sufragado pelos eleitores; em segundo lugar, o mesmo grupo de missão deverá estudar rápidamente uma alternativa (porque tem que haver alternativa) na hipótese de Portugal ser obrigado a abandonar a moeda única.

Terminada a missão, ambos os documentos seriam referendados pelos portugueses.
Este sim, parece-me ser o verdadeiro plano de resgate que precisamos.

Saudações monárquicas

terça-feira, maio 10, 2011

A escolha

Frente a frente o partido de Castela e o partido do mar, ambos mal representados, é certo, mas a representação possível, a representação a que temos direito.
Ai Portas, se não fosses tão Portas (a expressão não é minha, mas serve) podias ter marcado um golo de bandeira! Bandeira azul e branca, já agora. Estavas à frente da baliza, era só marcar. Mas foste na conversa do guarda-redes, desataste a comparar o preço dos submarinos com outras coisas e a oportunidade perdeu-se. Para a próxima não falhes e aviso-te que não vais ter muitas mais oportunidades. Da próxima vez concentra-te, imagina-te um português de lei, e responde assim ao partido de Castela: - para quem transformou Portugal num protectorado ao ponto de necessitar ser governado de fora, é natural que a ideia de soberania não exista ou exista apenas no palavreado! Essa a razão porque o nosso engenheiro prefere o TGV para ir a Madrid entregar a defesa da nossa zona económica exclusiva aos castelhanos e aos seus submarinos. Um desses submarinos, Miguel de Vasconcelos, caiu uma vez da janela, vinha a propósito lembrar.
Mas Portas poderia ter goleado se tivesse explicado ao seu interlocutor que Portugal quer dizer ‘terra de muitos (e bons) portos’, que o mar sempre foi fonte de independência, e essa seria uma razão para evitar comparações que possam pôr em causa a nossa soberania marítima. Não era preciso dizer mais nada.
A não ser oferecer ao engenheiro uma cópia dos versos e música que um dia fabriquei em defesa do mar…


Saudações monárquicas

sábado, maio 07, 2011

Eleições, para que servem?!

Se Salazar ressuscitasse, veria hoje com os seus próprios olhos a república corporativa com que sonhou! E admito que ficaria desiludido com o resultado. Na verdade, aquilo que a segunda república não conseguiu realizar em ditadura, foi obtido em democracia graças a uma lei eleitoral capciosa, sabiamente cozinhada e melhor interpretada pelos seus directos beneficiários – os partidos. A conhecida pescadinha de rabo na boca!
Salazar talvez perguntasse pela receita, e a receita é simples: - basta que os eleitos não sejam responsabilizados individualmente pelo seu desempenho e teremos os partidos transformados naquilo que são: – máquinas inúteis de poder, centros de emprego para filiados, corporações de interesses mais ou menos ocultos. Tudo isto se consegue através das chamadas ‘listas partidárias’, listas de nomes que poucos conhecem, nomes de pessoas que após o acto eleitoral (e de acordo com o método de Hondt) avançam para a assembleia da república (onde a grande maioria permanece anónima) sem que ao fim do mandato sejam questionadas, em concreto, pelos seus actos e omissões. Ao fim e ao cabo não representam nada nem ninguém! Acabam por ser os partidos, entidades abstractas, a assumir as responsabilidades, sendo penalizados (ou premiados) em futuras eleições. Mas também aqui o sistema (capcioso) funciona. Com efeito, tratando-se de um rotativismo bipartidário (inelutável) ao partido deposto basta-lhe ter a paciência necessária e esperar que a crise endémica (permanente) faça o seu trabalho. É então a altura para inscrever nas suas listas eleitorais os (mesmos) nomes de sempre. Os nomes da sua clientela.
São portanto estas fortalezas partidárias o ‘quero, posso e mando’ deste país. São elas o vício do sistema, vício que nunca hão-de alterar por vontade própria. Os seus membros são intocáveis, à prova de pedofilia, de corrupção, de pequenos e grandes delitos, e nunca se sentarão no banco dos réus. Nem para protestarem a sua eventual inocência. Um sistema totalitário no seu melhor!

É evidente que um sistema destes (um regime destes) só funciona enquanto houver dinheiro no orçamento para sustentar todos os vícios e abafar todas as fraudes. E o dinheiro (que nunca foi nosso) acabou. Eu diria, felizmente.
Encurralados, sem escapatória, os partidos estão agora obrigados a aplicar um plano imposto pelos credores, uma situação nova que o regime não estava nem está preparado para enfrentar. E ou me engano muito ou depois das eleições iremos assistir à mais que certa cisão dos partidos do poder, o que talvez acabe por clarificar o leque partidário! Uma coisa é certa, será o fim desta terceira república.
Quanto ao plano da troika, elogiadíssimo por quase todos os quadrantes políticos, (uma triste realidade para um país com oito séculos de história) tem uma falha e uma omissão: -

A falha: – nele não se prevê a própria implosão da união europeia, que pode acontecer, ou a previsível saída do euro de alguns países periféricos;
A omissão: - o plano esconde a via aberta para Madrid, leia-se, união ibérica, sonho republicano de carbonários e maçons. Com efeito a ligação do TGV a Madrid é para continuar e a compra da TAP pela Ibéria é para concretizar. Em ambos os casos, em detrimento dos interesses estratégicos de um Portugal independente e uma traição ao mundo lusófono.


Saudações monárquicas



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Post-scriptum: - Já depois de aprovar o 'plano da troika' o PS (pela voz do governo) veio dizer que não era preciso mexer na constituição (dos trezentos artigos)! Um disparate e mais um truque de ilusionismo - com efeito só um néscio pode acreditar que a 'constituição' não tem nada a ver com a lamentável situação a que chegámos. Já uma vez expliquei: - é que se não tem nada a ver, só atrapalha; se tem a ver, também atrapalha.

quarta-feira, maio 04, 2011

O verbo enganar

A lingua reflecte, para o bem e para o mal, a cultura de um povo, e não nos enganamos se dissermos que os portugueses gostam de ser enganados. Melhor dito, dá-lhes um certo prazer. Por exemplo, todos conhecemos a expressão já antiga - coitada da rapariga foi ‘enganada’ pelo namorado! Ou o seu sucedâneo abrasileirado – me engana que eu gosto! Pelo contrário, ser ‘desenganado’ pelos médicos significava (e ainda significa) morte anunciada. Portanto, entre morrer desenganado ou viver enganado os habitantes deste jardim preferem naturalmente viver enganados. E vivem.
É claro que tudo isto pode parecer estranho mas não consigo encontrar outra explicação para a enorme popularidade que um qualquer aldrabão desfruta neste país!


Saudações monárquicas

segunda-feira, maio 02, 2011

Os mortos são mais perigosos que os vivos

A notícia do assassinato de Bin Laden não me entusiasmou, nem me revejo na euforia geral, muito pouco católica aliás. Executado com a mesma frieza com que os americanos (julgando fazer justiça!) executam os seus condenados à morte, longe de pacificar o que quer que seja, deixa no ar sentimentos de desforra, numa altura difícil, em que o Islão se confronta com o seu próprio futuro. Dir-se-á que a guerra contra o terrorismo terá de ser implacável, e eu concordo, mas alguma coisa haverá de nos diferenciar dos terroristas. E não é com este tipo de acções, selectivas, puramente vingativas, que damos esse sinal.
A piorar a situação a nebulosidade subsequente ao ajuste de contas: - o corpo terá sido escondido e lançado algures no oceano Índico! Dizem que para evitar hipotéticos locais de culto! Não me parece boa ideia, e explico: - Bin Laden já não existia em termos operacionais, já nos tinhamos esquecido dele, era apenas um símbolo e os símbolos não se abatem de qualquer maneira. Porque se for preciso, e não sabemos (ninguém sabe) como vai evoluir o Islão, será muito fácil fazer de Bin Laden um mártir às mãos do Ocidente.
Concluo: - não foi a sua morte que me chocou, (afinal existe uma guerra contra os talibãs) mas a maneira como foi perpretada, e especialmente, o ar triunfal como foi anunciada.

sábado, abril 30, 2011

Reino Unido e Portugal desunido

O título desta crónica também podia ser este: - Príncipe inglês casa em Portugal pela televisão!
Ou este: - Reino Unido e Portugal distraído;
Ou então, este: - República centenária (regicida e falida) assiste embevecida ao casamento do futuro rei de Inglaterra;


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Outras hipóteses no cardápio:


- Portugueses são monárquicos desde que o rei não seja português;
- A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha!



- Mas o meu título é este: - Acorda Portugal!


Saudações monárquicas

domingo, abril 24, 2011

Entrevista de Dom Duarte à agência Lusa

Apesar da permanente intoxicação republicana... a monarquia começa a fazer sentido aos olhos de muitos portugueses. Ainda há uma esperança de nos mantermos independentes.
Veja e oiça.
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Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 21, 2011

Um conto pela Páscoa

A minha casa é antiga e já foi bonita. Hoje está a cair. Tinha bons alicerces, paredes-mestras que desafiavam os séculos, janelas que se abriam para o mundo! Sofreu tempestades, nevoeiros e vendavais, a tudo resistiu, firme e coesa. O problema foram as infiltrações. Que corroem por dentro, lentamente, e cavam enormes fendas à sua passagem!
Disse que a casa era minha, mas já não é. Está em meu nome, ainda lá moro, mas já não sou eu que mando. Sem dinheiro para as inevitáveis obras, sujeitei-me à devassa de uns quantos desconhecidos, trolhas de profissão, que fazem o que fazem os trolhas: - fazem massa, transportam massa, gastam a massa a tapar buracos, e vão-se embora quando acaba a massa, sem resolver o problema das infiltrações. E elas continuam a minar. E com elas, inseparáveis, toda a espécie de micróbios e fungos, apostados em destruir a minha casa.

terça-feira, abril 19, 2011

Um povo pouco nobre

Um dos símbolos da nobreza é Dom Quixote, idiota para alguns, mais identificados com o seu fiel escudeiro (apesar de tudo fiel) Sancho Pança! O Homem da Mancha observava as regras de cavalaria num tempo em que a esperteza e o maquiavelismo já imperavam e esse facto valeu-lhe sempre muitos dissabores. Tal como hoje, quem der a iniciativa ao adversário, quem valorizar os mais fracos, quem cultivar a independência, é imediatamente ridicularizado e exposto na praça pública como alguém que ousa escapar ao redil, ao rebanho das almas que vão para o céu, com letra pequena.
Pois bem, soube-se ontem que afinal também o PS tentou contratar Fernando Nobre para a sua linha avançada, mas como o referido ponta de lança acabou por assinar por outro clube, vá de lançar um anátema sobre as qualidades do jogador, que já não presta, que não treina o suficiente, etc., … e deixem-me continuar a raciocinar como se isto fosse bola, porque é a única maneira de nos entendermos.
Entretanto o clube que o contratou também não sabe ao certo quais são as cláusulas do contrato, e o mesmo se passa com o jogador! O PSD sabe apenas que o contratou ‘para se abrir à sociedade civil’! O jogador está convencido que é ele a sociedade civil!
De uma coisa podemos estar certos, e continuo a seguir a cartilha da bola: - para esta gente não há nada mais importante que o próximo jogo.
Honra, independência, sentido comunitário, isso não é connosco. Isso são coisas menores em terras de Sancho Pança.

Saudações monárquicas

segunda-feira, abril 18, 2011

Censos

És inteligente? Sim ou não?


Se colocaste a cruz no não, podes continuar a responder:


És monárquico? Sim ou não?


Se respondeste que sim, o teu recenseamento termina aqui porque afinal és inteligente.


Se a tua resposta é não, podes continuar:


No caso português, há alguma possibilidade da união europeia não se transformar numa união ibérica? Sim ou não?


Se respondeste que não podes prosseguir:


Aceitas viver numa monarquia? Sim ou não?


Se respondeste que não, isso significa que tencionas emigrar? Sim ou não?


Se respondeste que não o teu censo também terminou.


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Nota básica: A lei garante que as respostas e os respectivos resultados serão mantidos em rigoroso sigilo. Se a lei se cumpre isso já não podemos garantir.


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Saudações monárquicas

sábado, abril 16, 2011

Na esteira do futebol

Não, não vou repetir as idiotices que se ouvem em alturas de euforia, idiotices do género: - 'se todas as actividades económicas fossem tão competitivas como o futebol português não estávamos na banca rota'! Discordo e tenho outra ideia sobre o assunto. Mas sei ler os sinais (positivos) que explicam o actual sucesso desportivo. Explico:

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- Em primeiro lugar é preciso esclarecer o seguinte - o nosso futebol tem uma organização soviética, fruto de uma mentalidade também soviética e resume-se à existência de três 'clubes do estado'. Três clubes super protegidos, verdadeiros eucaliptos que secam tudo à sua volta. Esporádicamente pode aparecer um ou outro 'out sider' que desaparece com a mesma velocidade com que surgiu porque não beneficia do mesmo tipo de apoios, do Estado ou equivalentes. Cientes e resignados com esta realidade os adeptos polarizam-se à volta destes três clubes e impossibilitam que se organize um campeonato minimamente competitivo. E não sendo competitivo não é rentável. A clássica pescadinha de rabo na boca.

Escapa a esta lógica o que acontece nas regiões autónomas.

O futebol português contribui portanto para o défice da república e só não sabemos em que medida porque nestas coisas que metem circo é muito difícil saber a verdade. Mais, estamos numa área onde até políticos com fama de impolutos se desorientam ao ponto de trocarem dívidas de clubes por papel higiénico! Adiante.

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- Mas se internamente o nosso campeonato não é rentável, a verdade é que os nossos clubes (e a própria selecção) são competitivos quando se trata de defrontarem equipas europeias. Equipas de países mais ricos e menos periféricos. Isto deve-se a numerosos factores sendo que o principal tem a ver com o império que construímos ao longo de séculos e que entretanto mandámos às malvas. Porém, são ainda as antigas colónias que dão brilho às nossas cores e trazem um pouco de alegria a este país falido e sorumbático.

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E pergunto eu - se isto é assim e resulta no futebol porque não aplicar a mesma receita ao resto?!

Porque não abandonar a periferia em que estiolamos para regressar à centralidade onde prosperámos? Porque não reinventar uma CPLP com um rei?!

Resumindo: - 'há mais vida para além da união europeia'.

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Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 14, 2011

O golpe do resgate

(Com a devida vénia)

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Assunto: Pedido de Resgate de Portugal - por Henrique Medina Carreira

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FOI PEDIDO O RESGATE


Bom, dado que o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.

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Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).
Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:

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1. Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate. Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teriamos taxas de juro nos 20% ou mais). Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda. O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.

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2. Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI. Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).

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3. Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo. Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto óasis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o engº relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?

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4. Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário. Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais. É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumo interno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).

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Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos. E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui. Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.

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Henrique Medina Carreira.

segunda-feira, abril 11, 2011

A oportunidade do Partido Popular (CDS)

Para olhos atentos o congresso do PS mostrou a verdadeira face da clique que amordaça o país – uma atmosfera de comício, a adulação do líder, presenteado com votações soviéticas, a rosa socialista substituída pelas bandeiras do partido republicano, bandeiras ditas nacionais, mas que não ostentam as cores de Portugal, um salão interdito a estranhos, tudo a condizer, tudo preparado para mostrar aos incautos (via televisão) que são eles que mandam e que não tencionam largar o poder.

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Quando muito podem cedê-lo, em regime de part-time, àquele outro partido social-democrata, partido sobresselente, que serve para ‘alternar’ nos períodos de maior aperto, para que o PS, mal passe a tempestade, possa regressar tranquilo como se nada se tivesse passado. E nada se passa efectivamente porque nem o PS nem o PSD estão interessados em tocar no carácter esquerdista do regime. Porquê?! Porque têm ambos a marca genética da esquerda. É por essa razão que ao fim de tantas revisões, a constituição (dos trezentos e tal artigos!) mantém o país aprisionado a um regime laicista, republicano e socialista. Sem quaisquer hipóteses de mudança!

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Mas o PSD desempenha ainda uma outra função maléfica: - a sua máscara de oposição tem impedido que o leque partidário se clarifique. Como?! O facto de ser uma associação híbrida, enganadora, espécie de albergue espanhol, evita que se forme e desenvolva um forte e credível partido de direita, como é normal e acontece nos outros países europeus. E sabemos que só um partido de direita, forte em resultado da força eleitoral, poderia forçar ao esbatimento do carácter esquerdista do regime.

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Diz o povo que ‘não há mal que sempre dure…’ mas para que o ditado se cumpra, não basta o decurso do tempo, é preciso que alguém faça alguma coisa, um gesto, um sinal de desacordo, eficaz, oportuno e a oportunidade é esta. É agora ou nunca que o CDS deve fazer prova de vida. Não pode continuar a comportar-se como um diligente apoiante do PSD, perdido na ‘bricolage’ de medidas pontuais, úteis sem dúvida mas que não atingem o cerne da questão. A alternativa, a única alternativa é ser mesmo uma alternativa de direita à real hegemonia da esquerda.

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Para que isso aconteça o CDS precisa de radicalizar não apenas o seu discurso mas a sua prática política. Desde logo esquecendo (ou refreando) o seu apetite pelo poder imediato. Em segundo lugar lembrando-se (para lembrar os eleitores) que as suas raízes assentam na democracia cristã, uma diferença essencial, que se for afirmada sem rodeios, pode valer votos e confiança política.

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Por fim, e não menos importante, especialmente nos tempos que correm, o CDS/PP não pode deixar que sejam os internacionalistas do PCP e do BE, a fazerem figura de nacionalistas (e patriotas) quando esse papel coube e há-de caber sempre na idiossincrasia dos partidos de direita. Patriotismo que deve afirmar-se sem demagogias mas também sem medo ou vergonha das palavras. E perante seja quem for – união europeia, união ibérica, ou todas as fórmulas que pretendam reduzir Portugal a um mero protectorado. E a hora de marcar o terreno já começou. Porque a hora da humilhação colectiva já começou.

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Saudações monárquicas

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Post-Scriptum: Claro que também é a hora de os monárquicos se chegarem à frente. Como?! Se calhar temos que engendrar um partido que defenda a 'lusitana antiga liberdade'.

sábado, abril 09, 2011

Do centenário ao protectorado – cem anos depois…

Não tinha que ser obrigatóriamente assim, mas foi. Um país sem Deus, sem Rei, enredado num socialismo de esquerda, com a inerente (e crescente) gordura do estado; um sistema representativo (propositadamente!) deficiente, onde os ‘sociais democratas’ fazem as vezes da direita; uma juventude situacionista, que não questiona o regime; e um ‘estado social’ que fabrica dependentes e dependências a um ritmo alucinante… tudo isto junto, ao mesmo tempo, tinha que dar nisto – um país incapaz de se governar, um estado inimputável.

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Inimputabilidade que anda á solta por estes dias da crise: - não há responsáveis pela situação, nem pelo caminho trilhado! A única preocupação é o dinheirinho que aí vem para nos tirar do aperto! Dinheirinho mais barato, é certo, mas com a imposição de sermos governados de fora para dentro! Uma condição humilhante… em condições normais. Mas a anormalidade impera, portanto, muitos séculos depois, cai por terra um antigo aforismo romano: - diziam os Cipiões que ‘os lusitanos não se governavam nem se deixavam governar’. Do mal, o menos. Mas hoje, só a primeira parte é verdadeira! Quem se admira?!

Cem anos depois é este o rating da república: - Portugal transformado num protectorado europeu! Sem um grito, sem um ai!

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Saudações monárquicas

quinta-feira, abril 07, 2011

Frases inesquecíveis!

Quando quero inteirar-me sobre a situação melodramática do país (psiquiátrica talvez fosse o termo mais apropriado) costumo visitar o programa ‘prós e contras’ e nunca me arrependo. Se aquilo fosse receita culinária chamava-se ‘bacalhau com todos’, se fosse gravador era cassete. Portanto, convém não abusar, uma vez por mês, chega e sobra. Os ingredientes, ou seja, os convidados são sempre os mesmos, a nata da terceira república, e as frases, algumas, são o melhor do programa. A Fátima Campos Ferreira quando está arranjadinha, também escapa. Ontem estava, e como perdeu o guião do governo, pareceu-me um bocadinho mais lúcida! Em contrapartida anda apavorada com os ‘cortes’ que se perfilam no horizonte o que me leva a fazer o seguinte juizo: - Será que vamos conseguir reduzir o défice da televisão pública?! E de outras coisas publicas semelhantes?! Veremos.

Mas vamos às frases. Escolhi duas emblemáticas:

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- ‘Temos a geração mais qualificada de sempre, e não temos emprego para lhes dar’!

Minha opinião: - mais qualificada no sentido de andar a tirar cursos que não servem para nada, sim, é verdade. Mas geração super protegida pelos progenitores, pelo estado, por tudo e por nada, incapaz de enfrentar a economia de mercado, ou seja, a competição pura e dura com os nossos parceiros do norte da Europa. Jovens que anseiam ser funcionários públicos, e está tudo dito.

Aliás, se dúvidas houvessem, bastaria recordar o slogan da última manifestação onde a tal geração à rasca’ pretendia apenas que o trabalho deixasse de ser precário! Visando assim prolongar (por outros meios) a protecção do ninho materno.

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A outra frase, batida, é a seguinte: - ‘Portugal nunca viveu tão desafogadamente, e com níveis de desenvolvimento tão elevados como agora, desde que aderiu à união europeia… e ao euro’!

Minha opinião: - uma frase infeliz e quase obscena. Com efeito, ‘viver à grande e à portuguesa’ com o dinheiro dos outros, subsídios que chegaram de Bruxelas para alavancar o desenvolvimento do país, dinheiro dissipado, a grande fatia a benefício de uns tantos, é o tipo comportamental que define uma república bananal. Qualquer inimputável sabe fazer isso, e numa noite ou em poucos dias pode gastar a fortuna que herdou sem o menor dos problemas. E no fim também pode desabafar, flatulento – ‘mas que grande noite!’ O problema é que a factura desse regabofe apareceu entretanto e vamos ter que a pagar. Nós e as gerações futuras, gerações que vão nascer já endividadas.

Comparar ‘isto’ com outros períodos de abastança (descobrimentos e ouro do Brasil) é, no mínimo, deseducativo e obsceno. Os descobrimentos foram realizados por nós, na linha da frente, a benefício de Portugal; o ouro do Brasil era nosso e os investimentos que fizemos ainda estão à vista! Alguns até se vêem da estratosfera!

É só.

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Saudações monárquicas

domingo, abril 03, 2011

O apelo impossível

Depois de se pavonear (longamente) nas ‘celebrações’ do centenário da república, sem sabermos o que celebrava! Depois de ofender os monárquicos no seu discurso de tomada de posse, afirmando que não existia uma questão de regime em Portugal, como se os monárquicos não existissem! Depois disso tudo, Cavaco Silva vem agora apelar à unidade de todos os portugueses face à grave crise que atravessamos! Não é que o apelo não seja compreensível, o problema aqui situa-se na credibilidade do apelante. Na credibilidade e na confiança que podemos ter num chefe de estado que só se lembra de nós, e eu falo pelos monárquicos, quando o país se afunda irremediavelmente! Pois é, professor Cavaco, a confiança não se constrói, nem se restaura de um momento para o outro, exige alguns comportamentos prévios. Um desses comportamentos, o principal, é a verdade. E a verdade Sr. Presidente é que a situação a que o país chegou deveria obrigá-lo a admitir que esta crise não é apenas uma crise da dívida soberana, é uma crise de soberania, é Portugal como país independente que está em causa. Portanto, Sr. Presidente, para que o seu apelo seja credível, terá de pôr tudo em discussão, desde logo o regime republicano, mas também a união europeia (sovietizada) a que aderimos. E para a qual temos vindo a transferir (sem consultar os portugueses) parcelas cada vez maiores (e mais importantes) de soberania, com as consequências que estão à vista! O discurso tem de ser este, Sr. Presidente. Não sendo assim, qualquer ‘união nacional’ que possa surgir será sempre artificial e pouco duradoura. E para esse ‘peditório’ não vale a pena dramatizar, basta assinar o seu nome na parte de cima da promissória, e dá-la a assinar aos restantes partidos. Aos que se recusarem a assinar dir-lhes-á muito simplesmente que para o mês que vem não há ordenado nem subsídio de férias para ninguém. Verá que todos assinam.

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Saudações monárquicas

sexta-feira, abril 01, 2011

O nosso agente em Bruxelas!

Não é o Durão Barroso, (esse navega em águas mais profundas), trata-se de um jovem magrinho, de óculos, nacionalidade desconhecida, e que pela segunda vez no espaço de um mês, vem dar uma mãozinha ao governo de Sócrates. O curioso comissário, ilusionista por certo, diz agora que Portugal não mentiu quanto ao valor do défice, acrescentando que cumprimos à risca todas as normas contabilísticas da união europeia! Concluímos portanto que a diferença entre o valor apresentado pelo governo e o valor corrigido pelo INE, não tem importância nenhuma na lógica do funcionamento daquela instituição europeia. Recorde-se que este é o mesmo comissário que já havia desvalorizado as medidas contidas no PEC IV, o tal documento entregue por Sócrates à revelia dos portugueses. Disse na altura que o ‘pacote’ não estava fechado, naquilo que foi entendido como uma tentativa para ajudar o nosso primeiro-ministro. Seja como for, está à vista que a contaminação partidária se estende à união europeia, envolve comissários, mantém segredos e compadrios, e o mais que se descobrirá quando… as comadres se zangarem.

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Saudações monárquicas

quarta-feira, março 30, 2011

O Brasil, claro

O Brasil, Cabo Verde, Angola (e Cabinda), os povos da Guiné, São Tomé e Príncipe, Moçambique, a Índia lusíada, Macau, Timor, e quem se sentir parte de uma grande comunidade cultural, com raízes na história e no coração, comunidade de interesses portanto, onde cabem a economia e as finanças, desde que não se passe a vida a falar de dinheiro. Uma comunidade assim tem futuro porque representa o futuro. O contrário da união europeia, que nos marginaliza, que nos escraviza, que alimenta a dependência, que serve apenas a alguns e onde tudo se resume a mais juro menos juro. Uma união assim, baseada na usura, não tem futuro, vai por certo implodir. São estas as perpectivas, e é bom que Portugal se despache, que reencontre rápidamente o seu caminho. Naturalmente que uma comunidade lusíada necessita de uma representação à altura, representação que só pode ser assegurada por um Rei. Um Rei que se confunda com a história da própria comunidade. Que pode continuar com os seus presidentes da república/chefes de governos, representantes efémeros, parcelares, descontínuos, desde que não interfiram na perenidade do projecto ou, o que seria pior, se arroguem naquilo que não são, nem podem ser.

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Saudações monárquicas

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segunda-feira, março 28, 2011

A caricatura de um estado

Se é verdade que o tamanho dos países se mede em séculos não deixa de ser triste assistir ao espectáculo de pequenez, de infantilidade, que é Portugal a desaparecer! Neste fim-de-semana, três ou quatro exemplos ilustram a fase mais minguante:

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- As eleições no Sporting! Uns quantos figurões, da política, das finanças, da corrupção, da justiça, de coisa nenhuma, de leão ao peito, a dirimirem soluções salvíficas, milagrosas, para aplicarem, ao mesmo tempo, ao Sporting e ao País! A comunicação social em peso, a televisão em directo, os resultados decisivos, a população suspensa, os desacatos habituais, os altos interesses em jogo!

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- O Professor Marcelo e o seu concurso infantil – ‘o que faz um presidente da república’!

Eu percebo o professor Marcelo, percebo a sua catequese, a república gosta dele, no caso dele (como de uns tantos) a república é sucessória, e ele tem a ambição suprema de suceder (um dia destes) no cargo. Nessa altura, o professor Marcelo terá oportunidade de responder (na primeira pessoa) à pergunta que fez às criancinhas: - o que faz, e para que serve, um presidente da república! Até lá, vamos esperar.

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- A Casa Pia em marcha atrás! Também tem a ver com crianças, infelizmente. Tem mais a ver com adultos, com a caricatura da justiça, num país onde existe pedofilia mas não existem pedófilos! Pelo menos na classe política.

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Há mais exemplos, mas estes chegam.

quinta-feira, março 24, 2011

Caíu

Caíu sem dó nem piedade, sem uma mão estendida, ninguém o agarrou, caíu com estrondo, como se a nação opressa, farta, deixasse cair um fardo pesado demais para as suas forças. Os portugueses respiraram de alívio, os mercados também. Há mais esperança, há mais futuro. A um canto ouviram-se alguns queixumes, uma ou outra lamúria, mas cedo se percebeu que a encenação dramática era manifestamente exagerada. Aliás, Sócrates já tinha cumprido o papel que lhe haviam destinado: - bloquear o processo da Casa Pia, onde havia nomenclatura a proteger; assegurar que o centenário da república corria bem; prosseguir com afã o programa laico republicano e socialista (anti-católico) encomendado pelo grande oriente lusitano; destruindo as bases da família através das chamadas causas fracturantes – aborto, casamento de homossexuais, com a eutanázia no horizonte; finalmente ligando-nos umbilicalmente à europa afrancesada e napoleónica, com pouca liberdade, muita desigualdade e zero de fraternidade. Em suma muito TGV, pouco submarino, e enorme dependência.
Pode dizer-se que este programa foi (internamente) cumprido à risca, e se a certa altura deixou de avançar, isso deveu-se à reacção dos europeus contra o centralismo burocrático, que ameaçava, e ameaça, transformar a união europeia, numa réplica (suave) da união soviética. De uma coisa estamos certos, não foi por vontade dos governos de Portugal que o sonho napoleónico não se concretizou. Antes pelo contrário, tudo fizeram, e tudo fazem, para acabar com a nossa soberania. Daí nunca terem arriscado consultar os portugueses.
Portanto, caíu, mas não cairam as ideias que nos afastam do nosso destino independente, marítimo, plural.


Saudações monárquicas

terça-feira, março 22, 2011

A crise são eles

A crise está na política, está nos políticos, só depois vem a economia e finanças. Não há crédito? O crédito é caro? É verdade, e porquê? Imaginem que o vosso negócio é emprestar dinheiro, eu pergunto: - baixariam os juros se este governo socialista vos aparecesse amanhã a pedir mais dinheiro acenando com um PEC nº 4? Eu não baixava. Mesmo que viesse avalizado com a assinatura de outros partidos. O governo não deixava de ser socialista e os prestamistas ( e as agências de rating) sabem que emprestar dinheiro a governos socialistas exige cuidados especiais. Porquê?! A esquerda funciona sempre da mesma maneira: - gasta o que não tem, promete o que não pode, incute nas populações uma cultura de facilitismo, com muitos direitos e poucos deveres, e ainda vira o dente quando o credor, à vista do calote, toma as suas precauções.
Tudo isto faz parte do código genético da esquerda, amplamente experimentado (e com resultados ruinosos) 'all over the World'.
Portanto, é falso o alarmismo lançado pela comunicação social (afecta à esquerda) sobre uma crise política, (que existe há muito), e que poderia prejudicar a imagem de Portugal. Pelo contrário, mudar de governo, abandonar o socialismo são boas notícias para os mercados. E para os portugueses mais desfavorecidos. A verdade nua e crua é que os juros da dívida só baixarão quando nos libertarmos destes governos de esquerda. Pela última vez, porquê?! Os governos de direita são mais credíveis e, muito importante, o seu código genético não é caloteiro. Nem pensam que o dinheiro dos outros é deles. Razões que os mercados tomam em consideração.